Lançada obra de dragagem de acesso aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Por a 16 de Junho de 2020

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, esteve presente no lançamento da obra de dragagem do canal de acesso aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, um investimento de cerca de 29 milhões de euros.

O projecto visa melhorar as condições de acesso ao Cais do Bugio e aos Estaleiros Navais, e vai estimular o desenvolvimento industrial, permitir a entrada de navios de maior dimensão no porto e potenciar a criação de um cluster competitivo na indústria naval portuguesa, contribuindo para aumentar a competitividade da infraestrutura portuária.

Pedro Nuno Santos lembrou que na base do lançamento de novos investimentos está sempre a vontade de melhorar a vida dos cidadãos. “Deixamos fora do discurso o que está na origem, o que nos move e a razão de estarmos aqui: melhorar a vida do povo português. O centro das nossas preocupações é que o povo ganhe mais e isso só conseguiremos se formos capazes de produzir”, afirmou, apelando à produção nacional também no sector naval. “Se queremos que o turismo se desenvolva precisamos que aquilo que usamos no País seja produzido em Portugal. […] Queremos que os navios usados na exploração turística sejam produzidos em Portugal”, acrescentou.

Num investimento de cerca de 28,4 milhões de euros, parte suportado pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (17, 4 M€) e o restante pelo grupo West Sea (11 M€), Pedro Nuno Santos aludiu à necessidade de cooperação entre os sectores público e privado para alavancar mais investimento e deu como exemplo o rio Douro, que pode contar com navios e comboios ‘made in’ em Portugal.

“Várias empresas, entre elas a Martifer, estão disponíveis para conseguirmos fazer um comboio praticamente todo feito em Portugal”, exemplificou.

A obra hoje consignada, integrada na Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026, deverá criar 400 novos postos de trabalho e gerar um valor acrescentado à actividade do porto na ordem dos 90 milhões de euros.


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