Concurso para obra do metro bus em Coimbra lançado por 31,7 milhões de euros

Por a 24 de Junho de 2020

O concurso para adaptação do ramal da Lousã a autocarros elétricos (`metro bus`), em parte do troço urbano de Coimbra, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego, foi lançado esta quarta-feira por 31,7 milhões de euros.

De acordo com uma nota da Infraestruturas de Portugal (IP), está no terreno o concurso para a realização da empreitada do troço de adaptação da ferrovia da Lousã entre a Portagem e o Alto de São João, na cidade de Coimbra, a canal de BRT, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), baseado em autocarros elétricos, vulgarmente identificado por `metro bus`.

A obra, que envolve um investimento global de 31 milhões e 765 mil euros (preço base do concurso), também implica importantes intervenções na Adutora da Boa Vista e Drenagem Pluvial do Vale da Arregaça, em Coimbra, estas da responsabilidade das empresas Águas Centro Litoral e Águas de Coimbra, que implicam custos de quase sete milhões de euros e de mais de meio milhão de euros, respetivamente.

A parte da obra que diz respeito à empresa IP, que envolve um investimento de 24 milhões e 320 mil euros, integra uma candidatura a fundos comunitários, para uma comparticipação de 85%, no âmbito do Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

A empreitada, cujo concurso público foi lançado pelas três entidades envolvidas (Infraestruturas de Portugal, Águas Centro Litoral e Águas de Coimbra), tem um prazo de execução de 545 dias.

O projeto de “adaptação da infraestrutura ferroviária existente no troço urbano do ramal da Lousã, de forma a possibilitar a criação de um serviço de transporte em autocarros de alta capacidade em canal próprio, tipo BRT”, exige, designadamente, o “levantamento das estruturas ferroviárias existentes”, o “tratamento e adaptação da plataforma ferroviária”, melhoria da drenagem e estabilização de taludes e estruturas de contenção.

A “adaptação dos arruamentos ao canal existente (plataforma) e novo perfil transversal tipo”, a “integração urbana e tratamento paisagístico e adaptação da iluminação pública”, a execução de plataformas de passageiros e a construção de canal técnico são, ainda de acordo com a IP, outros dos trabalhos previstos.

Por outro lado, as “infraestruturas públicas de drenagem de águas residuais domésticas e pluviais a construir na zona do Vale da Arregaça, junto ao canal do ramal da Lousã”, a cargo da empresa municipal Águas de Coimbra, visa assegurar a melhoria das condições de drenagem pluvial, através de uma nova rede de drenagem de águas residuais domésticas, entre outras obras.

Já a Águas Centro Litoral é responsável pelo projeto do “Sistema adutor da Boavista — Sector Central I”, que implica intervenções a nível do abastecimento de água e de saneamento de águas residuais, que passam, por exemplo, pela construção de uma estação elevatória, junto ao Parque Manuel Braga, igualmente em plena cidade de Coimbra.

O SMM foi a solução adotada pelo Governo, em 2015, para oferecer “uma resposta adequada às necessidades de mobilidade das populações”, na sequência da desativação do ramal da Lousã, há mais de uma década, para dar lugar à criação de um metropolitano ligeiro de superfície em Coimbra e área diretamente servida pela ferrovia (concelhos de Coimbra, da Lousã e de Miranda do Corvo).


Um comentário

  1. Fortunato de Almeida

    25 de Junho de 2020 at 22:12

    Mais de 10 anos passados. o Ramal da Lousã travestido primeiro em Metro Mondego e depois em Metrobus, prossegue a sua saga, agora com um pomposa dessignação: Sistema de mobilidade do mondego. Porque não substituir Mondego por Coimbra?

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