Viajar pós-covid: dicas e recomendações no regresso do turismo

Por a 26 de Junho de 2020

Depois de uma longa travessia do deserto que levou, inclusive, a Organização Mundial do Turismo (OMT) a estimar uma diminuição do número de turistas internacionais de 60% a 80%, as viagens de turismo estão prestes a regressar.Entre o risco de recrudescimento do número de novos casos e a necessidade das pessoas e economias levantarem o moral depois de apertadas medidas de confinamento, as viagens turísticas regressam sob a condição de se observarem apertadas regras de higiene e segurança em tudo o que esteja relacionado com o turismo: meios de transporte (avião, autocarro, barco, etc.), unidades de hotelaria e restauração, controlo de fronteiras, etc.

Ao longo deste artigo abordaremos as mais importantes deixando, de permeio, dicas e recomendações a todos aqueles que estão a pensar em fazer uma viagem de turística internacional.

Para onde podemos viajar

Começamos pelas fronteiras. No passado dia 15 de junho, por recomendação da Comissão Europeia, todas as fronteiras internas da União Europeia foram abertas, com a única exceção a recair na fronteira entre Portugal e Espanha que reabrirá oficialmente a 1 de julho. A Grécia foi ainda mais longe e está disposta a receber turistas de outros países como Austrália, Nova Zelândia, Japão ou China. Ainda em termos de espaços geográficos extraeuropeus, e tal como aconteceu durante o Estado de Emergência, continua a ser possível a um português viajar para um país de língua oficial portuguesa.

Mas há restrições. Apesar da circulação dentro da União Europeia estar restabelecida na sua quase plenitude, os turistas portugueses enfrentam dificuldades se o seu destino é um destes países: Hungria, República Checa, Reino Unido, Irlanda, Malta, Dinamarca, Letónia, Estónia, Finlândia, Eslovénia, Eslováquia, Áustria, Chipre, Bulgária e Lituânia. A estes quinze, juntam-se, já fora do espaço da EU, a Islândia e a Noruega.

Se, na grande maioria destes países, a entrada de portugueses está completamente impedida, nas viagens para a Grécia ou para a Bulgária, os turistas lusos terão que se sujeitar a um período de quarentena. No caso específico da Grécia, porque as autoridades helénicas ainda consideram Portugal um país de alto risco, os turistas que partirem da Portela ou do Sá Carneiro serão obrigados a fazer um teste obrigatório. Com resultado negativo, passam uma semana em isolamento. Serão duas semanas se o teste for positivo.

Pode consultar, pormenorizadamente, as proibições e limitações aos movimentos de cidadãos dentro do espaço da União Europeia aqui: https://reopen.europa.eu/pt

Quanto a voos não essenciais (turismo, por exemplo) para fora do espaço europeu, Bruxelas recomendou a manutenção das proibições até 1 de Julho. Estas restrições estarão alinhadas com a análise da evolução pandémica numa base país a país.

Aviões e aeroportos

Depois de alguma celeuma levantada sobre a forma como as companhias aéreas poderiam salvaguardar o distanciamento social entre os passageiros, as restrições à limitação da lotação nos aviões foram levantadas. Ainda assim, há regras que os passageiros e companhias aéreas devem observar de acordo com o novo protocolo da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) para os voos na União Europeia.

À obrigatoriedade de todos os passageiros usarem máscara comunitária nos aviões e aeroportos (desde a entrada até à saída dos mesmos), responderem a um questionário (onde se inclui controlo de temperatura) sobre o seu estado de saúde e assinarem uma declaração, antes de receberem o boarding pass, onde afirmam não terem quaisquer sintomas da Covid-19, juntam-se as seguintes medidas:

  • Distância de 1,5 metros entre passageiros, mas apenas sempre que for possível. Pessoas da mesma família que vivem na mesma casa podem ser sentadas lado a lado o que pode obrigar a mudar, em certos casos, a forma de atribuição dos lugares.
  • Se a distância física não poder ser garantida por causa da carga de passageiros do avião, da configuração dos lugares ou outros constrangimentos operacionais, os passageiros e os membros da tripulação devem aderir, a todo o momento, a todas as medidas preventivas, incluindo estrita higiene das mãos, etiqueta respiratória e usar uma máscara facial
  • Serviços de refeições devem ser reduzidos ao mínimo necessário para garantir o conforto e bem-estar dos passageiros, tendo em conta a duração do voo. Deve, ainda, ser considerado acabar com as vendas duty free ou de outros produtos não essenciais a bordo, reduzir o serviço de comidas e bebidas e evitar ao máximo os pagamentos com dinheiro.
  • Se, a meio de um voo, for detetado um caso suspeito, os passageiros sentados dois lugares ao lado, à frente ou por trás serão considerados contacto próximo e serão questionados pelas autoridades nacionais de saúde caso a suspeita de doença se venha a confirmar.
  • Em terra o acesso aos terminais deve ser restrito a passageiros e membros da tripulação, evitando-se ao máximo que pessoas que não sigam de viagem entrem no aeroporto. Aqueles que não vão viajar vão ter de se despedir do passageiro antes de este entrar no edifício do terminal.
  • O desembarque deve ser feito por filas ou usando um método alternativo que garanta o distanciamento social para evitar as habituais filas em pé dentro da aeronave.
  • Qualquer passageiro que tenha sintomas associados ao novo coronavírus (febre, tosse, súbita perda de cheiro ou falta de capacidade respiratória) tem de cancelar qualquer viagem.

Hotelaria e Restauração

Tão importante como a forma como viajamos é o local onde ficaremos acomodados. De modo a uniformizar parâmetros de higiene e segurança na Hotelaria e Restauração, o World Travel and Tourism Council (WTTC) implementou o “Safe Travels”, primeiro selo de garantia mundial para as empresas do turismo.

Se, antes de marcar a viagem, tem dúvidas em relação ao cumprimento das regras de higiene e segurança nestes sectores, deve procurar escolher estabelecimentos que tenham obtido este selo. Assim, terá a garantia de que terá ao seu dispor um local que cumpre com todas as disposições sanitárias consagradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ainda de referir que, os estabelecimentos detentores do “Safe Travels” são obrigados a colocar este logo nas suas páginas online, o que simplifica o processo de escolha.

Dicas e recomendações

Se muitas destas regras aqui apresentadas dizem respeito aos locais e unidades turísticas, as dicas e recomendações com que terminamos este artigo são mais particulares. Convém que cada um de nós, nas viagens que pretende empreender, se sinta seguro, e sentir-se seguro passará por não só cumprir com as disposições gerais de proteção individual como ter em mãos algumas dicas que lhe facilitarão a vida em viagem, senão vejamos:

  • Antes de tudo o mais, informe-se. Evite sensacionalismos através da consulta, entre outros, dos sites da OMS – Organização Mundial de Saúde, da DGS ou do CDC (Centre of Disease Control and Prevention).
  • Agende a sua consulta do viajante, de preferência para 4 a 6 semanas antes de viajar. Se estiver a menos de 4 semanas da partida, não faz mal, marca à mesma – a consulta do viajante online tem a mais-valia de não ter que se deslocar fisicamente, pode fazê-la em qualquer lado.
  • Se não tem um plano de viagem delineado, faça pelo menos um esboço dos sítios onde provavelmente irá passar. Aponte os contactos de emergência desse país, bem como as moradas das embaixadas ou consulados relevantes.
  • Pode acontecer que o seu itinerário seja abruptamente alterado devido à suspensão / alteração dos meios de transporte, atividades ou mesmo dos alojamentos. Antes de partir de viagem, deve estar atento às rotas e regras de entrada e saída em cada país – pode consultar a lista atualizada no site da IATA.
  • Viagens reservadas através dos sites de reservas “baratos” podem significar que não terá direito a reembolso, dado as compras aqui, muitas vezes, não estarem cobertas por um seguro/políticas de cancelamento. Nestas situações, tente reaver o valor junto das companhias de seguro de viagem, ou através do seguro do cartão de crédito com que fizer a compra.
  • Se em caso de seguros de viagem já vimos que deve tomar uma atenção especial, no caso dos seguros de saúde os cuidados devem ser triplicados. Normalmente, não estará coberto pelo seguro. Contudo, algumas seguradoras abrem uma exceção quando estão em questão doenças graves como cancro ou doenças altamente contagiosas, mas cada apólice e caso são únicos.

Para além dos seguros tradicionais, existem seguros de viagem e saúde que podem ser contratualizados aquando da aquisição de cartões de crédito. Se é detentor, ou pensa contratualizar, um cartão de crédito para financiar a sua viagem e/ou utilizar para pagamentos enquanto viaja, saiba que os cartões de crédito Unibanco, tem a possibilidade de associar o pack Unibanco Unique, uma excelente opção para quem viaja e precisa de um seguro. No caso de juntar a um cartão de crédito Unibanco o serviço complementar Unique, passa a poder colocar todas as viagens pagas com cartão de crédito com seguro ativo, ao invés de ter a necessidade de contratualizar seguros de viagem isolados sempre que quiser viajar.

A esta poupança, os cartões de crédito Unibanco juntam, ainda, a oferta de cashback (devolução) que permitirá ao cliente receber até 200€ de volta nas compras realizadas durante os primeiros 12 meses e usufruir de uma série de vantagens, entre as quais 20 a 50 dias de crédito sem juros, anuidades gratuitas e descontos na compra de bens e serviços.

Para além destas vantagens, o Unibanco passou a permitir que os seus clientes contratualizem um cartão de crédito online através do seu website, dispensando a necessidade de recorrer ao papel e de se deslocar a um balcão físico.

  • Caso tenha sintomas (febre igual ou superior a 38ºC, tosse ou dificuldades respiratórias) ou tenha estado em contacto com alguém doente contacte imediatamente o número de serviço de saúde do país em questão e a sua seguradora. Caso o contágio tenha sido positivo, deve contactar de imediato a Embaixada ou Consulado português do país em que se encontra – estas informações devem ser agrupadas antes do início da sua viagem e podem ser encontradas no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
  • Se nos 14 dias após regressar de um país afetado tiver tosse, dificuldade em respirar ou febre igual ou superior a 38ºC deve ligar para a linha Saúde24 (telefone: 808 24 24 24).

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