Modelo híbrido será nova tendência de trabalho no pós-pandemia

Por a 30 de Junho de 2020

Ávila Spaces

No período pós-pandemia, a tendência será o trabalho remoto híbrido, ou seja, uma combinação entre trabalhar a partir dos escritórios da empresa e fora, como forma de equilibrar melhor os momentos de negócios e lazer. Esta é uma das conclusões do estudo, realizado em Junho, pelo centro de espaços de trabalho flexíveis, Avila Spaces, sobre o futuro do teletrabalho em Portugal e que abrangeu um total de 1013 inquiridos.

No global, este novo barómetro do Avila Spaces conclui, ainda, que a experiência de trabalhar fora da empresa foi positiva. “A possibilidade de existir um modelo híbrido, que possa conciliar o teletrabalho com a presença regular na empresa, foi apontada por 92,8% dos participantes no barómetro”, refere a empresa.

Poder optar por um espaço de coworking para passar a desenvolver a actividade, em conciliação com o trabalho no escritório da empresa é outra das escolhas apontadas.

Do total dos inquiridos, 91,6% indicaram que trabalharam a partir de casa durante o período de confinamento obrigatório e 51% garantiram que o teletrabalho será uma realidade nos próximos tempos, seja em casa ou noutro local, como num espaço de coworking. A opção por um local de trabalho partilhado evitará até, segundo o barómetro, algumas desvantagens que os inquiridos apontam em ambiente doméstico: 26% apontam o isolamento como a principal desvantagem e 19,6% apontam a assistência a menores como entrave a trabalhar a partir de casa.

A experiência de trabalhar fora da empresa no período de confinamento foi positiva para 84,1% dos inquiridos. Quando questionados sobre a regularidade desse mesmo trabalho, 30,4% afirma que gostaria de trabalhar fora do escritório uma vez por semana, 28,9% gostaria de trabalhar fora sem uma periodicidade definida e 18,6% gostaria que este modelo fosse permanente.

“Ainda é cedo para fazer balanços, mas acredito, tendo em conta os dados do barómetro, que os portugueses gostariam de ter um modelo híbrido onde seja possível trabalhar fora do escritório, pelo menos uma vez por semana. Isto é natural, uma vez que nenhuma empresa vai pedir o regresso de todos os colaboradores simultaneamente, é preciso ter precauções”, lembra Carlos Gonçalves, CEO do Avila Spaces. Esta primeira experiência para muitas empresas revelou-se positiva, mas foi algo imposto pela pandemia: “O isolamento e a necessidade constante de ter atenção com as crianças foram apresentadas como as principais desvantagens. Se, após esta pandemia, for possível continuar com um modelo de trabalho remoto, os índices de produtividade vão aumentar uma vez que os factores negativos de agora, como o isolamento, já não irão estar presentes no futuro. É aqui que o coworking pode ajudar a ter um teletrabalho mais focado e com índices de produtividade maiores”, acrescenta.

O Avila foi pioneiro ao lançar uma série de boas práticas no seu espaço de coworking e criou até o manual Work Safe para ajudar os seus clientes a seguir as melhores práticas de higiene e segurança no coworking e no business lounge.


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