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Avaliações imobiliárias sem pausa, mesmo com pandemia

Em Portugal as avaliações de imóveis nunca pararam durante a quarentena, mas o presidente da AVASAL alerta que ainda há perigos para o sector

Manuela Guerreiro
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Avaliações imobiliárias sem pausa, mesmo com pandemia

Em Portugal as avaliações de imóveis nunca pararam durante a quarentena, mas o presidente da AVASAL alerta que ainda há perigos para o sector

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A evolução da pandemia e o atraso na retoma económica podem pôr em risco a actividade
imobiliária. Em Portugal, o sector nunca esteve parado e as últimas semanas dão mostra de
sinais de retoma. Uma retoma que a evolução da pandemia e o consequente atraso na retoma
económica podem colocar em risco. Em entrevista ao CONSTRUIR, Paulo Barros Trindade,
presidente da Associação Profissional das Sociedades de Avaliações (AVASAL) analisa os
desafios da actividade

Como tem evoluído a AVASAL e, em concreto, a actividade de avaliação de imóveis e
negócios?

A ASAVAL comemora este ano 10 anos de existência. A associação agrega cerca de 30
sociedades de avaliação e aproximadamente 200 peritos avaliadores individuais. Em Portugal,
existe uma classe profissional de peritos avaliadores, sendo que as sociedades de avaliação,
constituídas e lideradas na sua maioria por peritos avaliadores, concentram a maioria das
avaliações imobiliárias realizadas para o sector financeiro. A maior parte dos peritos
avaliadores que exercem actividade no sector financeiro dedicam-se em exclusivo à profissão,
sendo maioritariamente licenciados em engenharia, arquitectura e economia/gestão, com pós-graduação em avaliação imobiliária.

De que forma as actividades de avaliação de imóveis e negócios foi afectada durante estes
meses de pandemia? Houve paragem total?
Durante a 2ª quinzena de Março e até à 1ª quinzena de Maio, a actividade ficou mais
condicionada devido ao Estado de Emergência. A ASAVAL propôs, em Março, algumas soluções
a reguladores e bancos para impedir que a actividade ficasse suspensa, sendo que a CMVM
emitiu orientações em meados de Março no sentido de ser estabelecido um protocolo de
segurança para as inspecções a realizar aos imóveis, que consistia na utilização de meios
tecnológicos do tipo videochamada, sempre que não existiam condições mínimas de segurança
para se realizar a inspecção ao interior do imóvel ou nas situações em que os clientes se
recusavam a receber os peritos avaliadores no interior dos imoveis. Ainda que a actividade
tenha sofrido uma redução superior a 30% nesse período, nunca existiu paragem total e o
empenho e profissionalismo dos peritos avaliadores permitiu que a actividade de crédito
hipotecário pudesse continuar nesse período.

Como é que correu essa adaptação ao teletrabalho? É possível fazer avaliações à distância?
Ou a tecnologia é uma aliada?
Também na nossa actividade as sociedades adaptaram-se ao teletrabalho. Não obstante a
possibilidade de se usar a videochamada para realizar a inspecção pelo interior do imóvel,
durante o estado de emergência, a realidade é que as avaliações realizadas desta forma não
constituíram a maioria das situações, tendo continuado a ser realizadas inspecções físicas ao
interior dos imóveis, tendo sempre presente o cumprimento quer das regras de
distanciamento mínimo, quer do uso de máscaras, luvas de protecção e desinfectante, como
recomendado pela DGS.
As avaliações à distância constituem uma solução de recurso para situações como a que
vivemos durante o estado de emergência, sendo fundamental que num contexto normal, o
perito avaliador realize uma inspecção física dos imóveis, para que possa identificar
correctamente todos os factores que influenciam uma avaliação imobiliária.
Relação com sector financeiro é incontornável

Menos avaliações, menos créditos bancários. Como tem sido esta relação com o sector
financeiro neste período? Qual o peso deste na actividade de avaliações?
O sector financeiro é um dos principais clientes dos peritos avaliadores de imoveis e
obviamente que existindo alguma retracção nas operações de crédito imobiliário, isso irá
traduzir-se numa redução do volume de avaliações realizadas.

Apesar do contexto, no sector imobiliário não se registam alterações significativas dos preços
dos imóveis. A pandemia em nada mudou nas avaliações que são feitas ou muito por que o
sector foi evoluindo à ‘boleia’ dos negócios que estavam na calha e já projectados? Como vê
que a situação venha a evoluir até ao final do ano?
Estes últimos meses foram muito alimentados por negócios que já estavam em pipeline. No
entanto já se verificam algumas novas transacções e o mercado começa a ter alguns sinais de
actividade. Não creio que o mercado imobiliário venha a ter uma retracção considerável,
existindo, no entanto, algum ajustamento dos preços pedidos pelos proprietários e, sobretudo,
uma maior disponibilidade para negociar o preço final. Julgo que esta realidade só irá ter
alterações significativas se os cenários de retoma da economia não se concretizarem ou se a
retoma for demasiado prolongada no tempo.

Acreditando que a actividade de avaliação não seja estática. O que é que o actual contexto
irá influenciar nos critérios de avaliação?
Como não existem muitas transacções é necessária alguma prudência na atribuição dos valores
de mercado. Infelizmente, em Portugal a maioria das avaliações baseiam-se em analises
realizadas sobre amostras de asking price, uma vez que os preços das transacções não são
divulgados de forma clara e expedita, como acontece com outros países. A ASAVAL tem
procurado sensibilizar as entidades com competências nesta área para a necessidade de se
alterar este contexto e tornar pública e de acesso expedito a informação sobre as transacções.

As normas europeias de avaliação de negócios são recentes o que é que este novo normativo
trouxe de novo e qual o será o seu impacto?
As EBVS – Normas Europeias de Avaliação de Negócios destinam-se a normalizar a avaliação de
negócios e empresas e são uma mais valia criada pelo TEGoVA (Grupo Europeu de Associações
de Avaliadores), associação à qual pertence a ASAVAL e que já publicava as EVS – Normas
Europeias de Avaliação, aplicadas aos imóveis. As EBVS editadas pelo TEGoVA e que se
encontram a ser traduzido para Português pela ASAVAL, são um referencial de grande
qualidade para os peritos avaliadores de negócios. No médio prazo será a base para que possa
existir em Portugal uma acreditação internacional deste tipo de peritos avaliadores, como já
existe para os peritos avaliadores de imóveis, que têm ao seu dispor a possibilidade de
obterem as acreditações internacionais de REV (Recognised European Valuer) e TRV (TEGoVA
Residential Valuer) criadas pelo TEGoVA e, em Portugal, atribuídas pela ASAVAL.

Sobre o autorManuela Guerreiro

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Atraso no licenciamento pode “inviabilizar” primeiro projecto da Vanguard para a classe média

O arranque do Riverbank Tejo, em Lisboa, está ainda longe de se concretizar já que aguarda, ainda, pelo respectivo licenciamento. Sem saber quando poderão ter início as obras, a promotora antecipa custos acrescidos com este atraso e que terão “um impacto directo no preço final”

Cidália Lopes

Anunciado em finais de 2019 e com arranque da construção previsto para 2020, o Riverbank Tejo é o primeiro projecto da Vanguard Properties direccionado para a classe média. Localizado na Avenida Marechal Gomes da Costa, nas antigas instalações da Air Liquide, o pedido de licenciamento do loteamento já deu entrada no departamento urbanístico da Câmara Municipal de Lisboa, contudo, a promotora continua a aguardar notícias concretas sobre esse mesmo procedimento não tendo, até ao momento, uma data concreta a avançar. “Por ora, não conseguimos ter uma perspectiva real sobre quando haverá um despacho oficial que nos permita antecipar o início da construção das infra-estruturas”, confirmou ao CONSTRUIR, José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties

Embora confiante na aprovação do projecto, o que segundo José Cardoso Botelho “cumpre na íntegra as disposições legais tendo o arquitecto responsável desenvolvido diversos estudos de várias soluções todas elas oferecendo soluções de continuidade urbana com o território envolvente, incluindo preocupações quanto à morfologia, volumetria envolvente e corredores visuais”, o mesmo não se passa quanto à viabilidade da oferta final a que se propunham, já que a promotora antecipa custos imprevistos com este atraso e que irão ter “um directo impacto no preço final”.

Plano de investimento mantém-se

Com um amplo portfolio no imobiliário residencial e turístico de luxo, a Vanguard Properties espera conseguir investir, também, em larga escala em projectos para a classe média exactamente pela “vertente social e dimensão do mercado”. Até porque este é um investimento core do Grupo na Suíça, onde mais de 95% dos activos imobiliários em gestão e promoção são destinados à classe média.

O objectivo passa por arrancar primeiro com o projecto em Lisboa, e depois “avançar para outras urbes”, estando o Grupo já a analisar eventuais investimentos noutras cidades. Ainda assim, o CEO do Grupo em Portugal considera que são vários os factores que dificultam tornar mais acessível a habitação em Portugal e aponta o dedo ao “excessivo” tempo que é necessário para os licenciamentos, assim como ao IVA de 23%. José Cardoso Botelho, considera, ainda, os impostos a que os promotores estão sujeitos, tais como o AIMI e o IMT “excepcionalmente elevados”, o que torna “quase impossível apresentar um projecto abaixo dos 3.500 euros por m2”. “A este factor acresce, ainda, a dificuldade de encontrar terrenos compatíveis com este mercado”, acrescenta.

O Riverbank Tejo

O projecto contempla a construção de três edifícios – um com nove andares e os outros dois com quatro pisos cada um, com uma pequena componente de comércio e serviços. No total estão previstos 86 apartamentos, com tipologias T1 a T3, com áreas compreendidas entre os 60 e os 130 m2. O projecto contempla, ainda um jardim, que funcionará como charneira entre os edifícios e a sua envolvente.

Uma das características do empreendimento foi a preocupação em utilizar materiais que permitam baixos custos de manutenção, tal como a fachada, que é revestida a tijolo. Outro elemento marcante da arquitectura são as grandes varandas que permitem usufruir, a partir do exterior, das vistas do estuário do Tejo.

Muito próximo do empreendimento, encontramos ainda novo jardim público da zona ribeirinha do Parque das Nações, várias escolas e colégios como o United Lisbon International School, para além de várias grandes superfícies comerciais como o Decathlon, Staples, Leroy Merlin, Pingo Doce, Lidl e o Centro Comercial Vasco da Gama.

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Cidália Lopes

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Descofrante de betão da FUCHS recebe EU Ecolabel

O descofrante tem mais de 50% de matérias-primas renováveis, um nível de biodegradabilidade de mais de 60% e consegue acabamentos isentos de poros e “ninhos de britas”

CONSTRUIR

Graças à sua sustentabilidade, o descofrante de betão PLANTO Schalungsöl N foi distinguido com o EU Ecolabel. Com este produto, a FUCHS prova que a performance e a sustentabilidade são perfeitamente compatíveis: Este descofrante tem mais de 50% de matérias-primas renováveis, um nível de biodegradabilidade de mais de 60% e consegue acabamentos de qualidade superior, isentos de poros e “ninhos de britas”. Na sua aplicação, o filme do descofrante garante uma protecção anticorrosiva temporária, o que melhora o acabamento superficial do betão.

Com o PLANTO Schalungsöl, a FUCHS disponibiliza ao sector da construção um descofrante ideal para cofragens de aço que é um verdadeiro amigo do ambiente. A formulação à base de óleo vegetal faz com que seja rapidamente biodegradável. De sublinhar que ultrapassa de longe os requisitos da OECD relativos à rápida biodegradabilidade. É biodegradável a mais de 60% em vez da exigida percentagem de 50% e tem mais de 50% de matérias-primas renováveis em vez dos 25% exigidos.

Já em 2010 a FUCHS assinou um compromisso com a sustentabilidade e em 2016 foi distinguida como a empresa média mais sustentável da Alemanha. A Fundação Prémio Alemão de Sustentabilidade e o Governo Alemão escolheram a FUCHS, entre 800 participantes, por conseguir combinar, de forma exemplar, sucesso económico com responsabilidade social e protecção ambiental.

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Nómada Chiado na shortlisted FRAME e Restaurant & Bar Design Awards

Com assinatura do Spacegram Studio, o projecto de interior do restaurante Nómada Chiado é finalista em dois prestigiados concursos internacionais

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Com a assinatura do Spacegram Studio, de Ana Ferrão, Bruno Pereira e Gilberto Pedrosa, o projecto de interior do restaurante Nómada Chiado, em Lisboa, é finalista em dois concursos internacionais. O projecto integra a shortlisted da edição de 2021 dos FRAME Awards, na categoria Hospitality/Restaurant of the Year. A nomeação coloca o Nómada Chiado entre os cinco melhores projectos de interior em todo o mundo, na sua categoria. Distribuídos nas categorias de retail, hospitality, work, living, institutions e shows, os vencedores serão anunciados a 14 de Outubro.

O Nómada Chiado integra também a shortlisted do prestigiado Restaurant & Bar Design Awards 2021. Entre projectos de design oriundos de cerca de meia centena de países o Nómada Chiado concorre na categoria Multiple.

Na categoria Hotels o CURA, restaurante do icónico hotel Ritz em Lisboa, cuja renovação tem a assinatura do arquitecto Miguel Câncio Martins, é o outro espaço português entre “os restaurantes e bares mais criativos e influentes do mundo”.

Os resultados serão conhecidos também a 14 de Outubro, finalizando uma semana de debates e encontros que começa a 12 de Outubro.

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EDPR assinou mais de meia centena de projectos com o Walmart

Os projectos, que vão desde projectos em telhados a projectos de montagem no solo, geram um total de 38,3 MW de energia e estão distribuídos por sete estados dos EUA

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A EDP Renováveis através da sua subsidiária EDP Renewables North America LLC assinou com o retalhista norte americano 51 projectos de energia solar. Os projectos, que vão desde projectos em telhados a projectos de montagem no solo, geram um total de 38,3 MW de energia e estão distribuídos por 7 estados dos EUA. Destes, 39 foram assinados entre 2020 e 2021.

O total de 51 projectos de energia instalados até à data pela EDPR NA DG para o Walmart estão distribuídos em 7 estados que vão desde o Arizona, Califórnia e Illinois até Nova Jersey, Louisiana, Maryland e Carolina do Sul.
No seu conjunto, os projectos geram um total de 38,3 MW de energia, o que equivale a compensar 27,1 toneladas métricas de dióxido de carbono ou 9,2 toneladas de resíduos reciclados em vez de depositados em aterros, de acordo com a Calculadora de Equivalências de Gases com Efeito de Estufa da EPA dos EUA.

Utilizando o mais recente em termos de inovação ambiental, a EDPR trabalhou com o Walmart para apoiar o seu compromisso com o polinizador solar ecológico, construindo uma matriz solar de montagem no solo no seu centro de distribuição de Laurens, SC, com misturas de polinizadores que restauram a biodiversidade regional. Este esforço, que faz parte do que é o maior esforço sanitário polinizador de um retalhista de supermercado dos EUA até à data, visa reduzir várias ameaças aos polinizadores através da promoção de práticas de gestão integrada de pragas (MIP) e da melhoria e expansão de habitats polinizadores. O projecto também diminui o impacto das águas pluviais e aumenta o apelo visual da instalação.

Em 2019, a carteira da DG de Nova Jersey da EDPR NA, que era composta por cinco instalações solares para o Walmart, ganhou o prémio Projecto de Grande Escala do Ano da Solar Builder Magazine. O Walmart Bayonne Supercenter foi o vencedor em destaque do prémio.

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iCapital Network instala-se em Lisboa

A iCapital Network, plataforma de tecnologia financeira líder em acesso e eficiência em investimentos alternativos, chega a lisboa e vai ocupar três andares do Edifício Café Lisboa, situado no número 131 da Avenida da Liberdade

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A iCapital Network, plataforma de tecnologia financeira líder em acesso e eficiência em investimentos alternativos, chega a lisboa e vai ocupar três andares do Edifício Café Lisboa, situado no número 131 da Avenida da Liberdade, numa operação imobiliária intermediada pela Cushman & Wakefield e pela CBRE.

O edifício de escritórios conta com 4.600 metros quadrados, distribuídos por seis pisos, onde a iCapital vai ocupar 1.825 metros quadrados.. A CBRE representou a iCapital nesta transacção enquanto que a Cushman & Wakefield actuou do lado da Revilla, sociedade imobiliária espanhola proprietária do edifício.

Em Outubro do ano passado, a iCapital anunciou Lisboa como localização principal para desenvolvimento tecnológico e de operações após a aquisição de uma equipa de tecnologia à Runtime Group, empresa de desenvolvimento de produtos sediada em Lisboa. Esta equipa de 79 pessoas é composta por engenheiros, programadores e designers na área da inovação tecnológica, e conta ainda com funções nas áreas financeira, de recursos humanos e facilities. O novo espaço de escritórios apoiará o crescimento da iCapital e a contínua expansão a nível global.

“Estamos entusiasmados com o nosso novo espaço localizado no coração de Lisboa, um vibrante centro de tecnologia global com um vasto conjunto de talentos”, refere Tom Fortin, Chief Information Officer e Managing Partner da iCapital Network. “Estas instalações representam uma oportunidade para novos talentos se juntarem a uma das empresas mais empolgantes e de crescimento acelerado na área das Fintech, à medida que continuamos a expandir a nossa equipa de ponta para desenvolver soluções líderes de mercado que melhor sirvam os nossos clientes”, acrescenta.

“A colocação da iCapital neste edifício de escritórios do Café Lisboa é um testemunho não só do seu estatuto icónico como edifício histórico, mas também do espaço contemporâneo e da sua invejável localização na Avenida da Liberdade”, sublinha André Almada, Director de Offices Advisory & Transaction Services da CBRE Portugal.
“O arrendamento destes escritórios vem reforçar a localização acessível e de qualidade do Edifício Café Lisboa. Estamos muito satisfeitos em receber a equipa da iCapital neste espaço”, conclui Vera Roquette Geraldes, Associate for Offices Department da Cushman & Wakefield.

O Edifício Café Lisboa é um edifício do século XIX onde funcionou o célebre Café Cristal, um projecto de 1940/42, do arquitecto Cassiano Branco. Uma intervenção por parte dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Mário Costa e Crespo, na década de 90, conferiu-lhe o Prémio Eugénio dos Santos de 1995.

A transacção foi concluída no primeiro trimestre de 2021.

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Exportações de Metal Portugal com um dos melhores resultados de “sempre”

As exportações nacionais de metal seguem em alta, após o crescimento acumulado de 32% das vendas ao exterior no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo

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“Depois de meses em que os constrangimentos crescentes afectaram a acção e o possível crescimento do sector do metalúrgico e do metalomecânico, com possíveis danos irremediáveis para a economia nacional, as empresas do Metal Portugal continuam numa recuperação surpreendentemente acentuada, tendo registado, até à data, um ano de 2021 cheio de recordes e dos melhores resultados de sempre”, refere a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) em comunicado.

Referindo-se aos valores de exportações referentes a Julho, a associação sublinha que o registo “entra directamente para o top 10, sendo a oitava melhor marca de sempre”. Um resultado que surge após o crescimento acumulado de 32% das exportações do Metal Portugal no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a AIMMAP, esta evolução resulta da “recuperação dos mercados tradicionais, que representam 76% das exportações, como Espanha, França, Itália e Reino Unido e Alemanha, sendo que Alemanha e Itália ainda se encontram aquém dos valores apresentados em 2019”. “Por outro lado, a importância que os mercados extraeuropeus assumiram é muito relevante, quando vemos que mercados como Marrocos e Japão tiveram um aumento de cerca de 45%”, acrescenta a associação.


“Estes resultados, mês após mês, acabam por ser surpreendentes”, tendo em conta o cenário pandémico, a “grave crise no que diz respeito à escassez de matérias-primas”, o “aumento exponencial do custo das matérias-primas e do transporte” e o mais recente “aumento galopante nos preços da energia” que as empresas têm enfrentado, sublinha Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP

“Conseguimos, com todos estes constrangimentos, mostrar a resiliência das empresas portuguesas, que conseguiram fazer com que o sector crescesse 0,1% face ao período homólogo em período pré-pandemia, ou seja, em 2019, que foi o melhor ano de sempre nas exportações do Metal Portugal. Todos estes factores fazem-nos crer que, a manter a tendência de crescimento, o ano de 2021 vai ser um ano de recorde para o sector”, adianta o responsável.

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APREN e APESF fundem-se para promover as energias renováveis

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a Associação Portuguesa de Empresas do Sector Solar Fotovoltaico fundem-se para desenvolver transversalmente o sector solar fotovoltaico em Portugal

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A Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a Associação Portuguesa de Empresas do Sector Solar Fotovoltaico fundem-se para desenvolver transversalmente o sector solar fotovoltaico em Portugal (de grande e pequena escala).

Em comunicado as duas associações explicam o processo que “culminou com a sua fusão debaixo da chancela ‘APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis’” e que surge da “necessidade de unificar esforços e competências e seguir a dinâmica e nova visão de modelo energético” e de simultaneamente “abraçar o nosso paradigma de um sistema energético cada vez mais integrado que exige um planeamento e funcionamento coordenados do sistema como um todo, envolvendo todos os diferentes vectores energéticos, infraestruturas e consumidores finais”.

A APREN surgiu em 1988 com a missão de defesa dos produtores independentes de energias renováveis. Evoluiu, com o passar dos anos, face à necessidade de responder ao crescente desenvolvimento do sector em paralelo com o agravamento das alterações climáticas e respectivo desenvolvimento de políticas de sustentabilidade. Assim, apesar de inicialmente a APREN representar pequenas centrais hídricas, que surgiram com a introdução da actividade de produção independente de energia eléctrica estabelecida no Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de Maio, rapidamente cresceu, incorporando um vasto portfolio de centrais electroprodutores de larga escala e passando, não só a representar a empresas de detentoras de centrais, mas todas as empresas que contribuem para a promoção do sector.


Já a APESF foi fundada em 2008 com a missão de promover exclusivamente o desenvolvimento e a dinamização do mercado da energia fotovoltaica em Portugal, que iniciava o seu crescimento com a introdução da microprodução de electricidade estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 363/2007, de 2 de Novembro, dedicada principalmente ao consumo próprio, que vinha estabelecer um novo paradigma de funcionamento do sistema eléctrico com geração local através de unidades ligadas a pontos de consumo. Foi também expandindo com a evolução regulamentar e crescendo com o mercado da produção descentralizada.

“Com a crescente necessidade de mitigar os efeitos climáticos e adaptar em conformidade o sistema energético, que evoluiu, entretanto, para um modelo conectado, flexível e mais circular, cresceu a necessidade de uma visão mais holística e integrada, em que todos os vectores são interdependentes”, justificam.

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Carlos Dias Coelho reeleito presidente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa

Arquitecto e professor universitário, Carlos Dias Coelho foi reeleito esta segunda-feira, dia 13 de Setembro. Após a audição pública do programa eleitoral, o Conselho de Escola elegeu o professor para um novo mandato, que decorrerá no biénio 2021-2023

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Carlos Dias Coelho, arquitecto e professor universitário, foi reeleito, esta segunda-feira, dia 13 de Setembro, para o cargo de presidente da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Após a audição pública do programa eleitoral, o Conselho de Escola elegeu novamente o professor para um novo mandato, que decorrerá no biénio 2021-2023.

Carlos Dias Coelho, licenciou-se em Arquitectura em 1984, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, onde também se doutorou em Planeamento Urbanístico em 2002, com a tese intitulada “A Complexidade dos Traçados”.

É, desde 1988, docente de Projecto da área de urbanismo da Faculdade de Arquitectura (que em 2013 integrou a actual Universidade de Lisboa), onde coordena uma equipa de investigação sobre a temática da Forma Urbana. É desde 2008 professor visitante da École Supérieure d’ Architecture Paris-La Villette e Fellow da Tokyo University.

Com diversos trabalhos distinguidos, entre quais se destaca o Premio José de Figueiredo 2008, conferido pela Academia Nacional de Belas Artes, o Prémio Internacional Inácio de Lecea 2007/2008, conferido pelo Public Art and Urban Design Observatory da Universitat de Barcelona e a Distinção por Mérito, conferida pelo reitor da Universidade Técnica de Lisboa em 2009. Coordenou variados projectos editoriais, destacando-se o da “Praça em Portugal – Inventário Morfológico”, obra em quatro volumes publicada pela Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, os primeiros dois volumes da colecção “Cadernos de Morfologia Urbana e “Estudos sobre a cidade portuguesa”, publicados pela Argumentum.

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Número de fogos reais de AL contrastam com os números legais

Apartamentos activos para alojamento local são apenas 15% dos registos existentes em Lisboa e 27% no Porto. Em Julho no conjunto das duas cidades eram apenas 5 mil os fogos em actividade

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Em Julho de 2021, o número de fogos com actividade efectiva no Alojamento Local (AL) perfazia pouco mais de 5.000 unidades no conjunto de Lisboa e Porto, estando reduzido a 2.800 fogos na capital e a 2.300 fogos na Invicta, apurou a Confidencial Imobiliário.

Os actuais 2.800 fogos activos em Lisboa representam apenas 15% do universo de 19.000 unidades que possuem registo, o que quer dizer que em Julho se encontravam registados para AL mais de 16.200 alojamentos sem qualquer actividade. No Porto, os fogos activos pesam 27% no total dos 8.600 registos, o que significa que outras 6.300 unidades que têm registo de AL não praticam actividade neste mercado.

“Esta redução na oferta efectivamente activa veio evidenciar ainda mais o gap entre o mercado visto do ponto de vista real e o mercado administrativo/legal”, avançou Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário
A Confidencial Imobiliário apurou ainda que a actual dimensão do mercado contrasta fortemente com o padrão pré-Covid, quando Lisboa registava cerca de 8.800 fogos activos no AL e o Porto cerca de 4.100 fogos. Tal traduz a saída de cerca de 6.000 fogos do circuito de actividade em Lisboa e de 1.800 fogos no Porto.

“De qualquer forma, ainda que este gap esteja agora muito mais acentuado, esta realidade não é um exclusivo da pandemia. Já anteriormente os alojamentos com actividade regular não chegavam a perfazer metade do universo de AL registado quer em Lisboa (44%) quer no Porto (47%). Os números de Dezembro de 2019 mostram que em Lisboa o mercado de AL rondava os 8.800 fogos, um volume muito inferior aos mais de 19.000 fogos então registados no Turismo de Portugal. No Porto, estavam registados cerca de 9.000 fogos, quando de facto em actividade estavam somente 4.100”, explicou o mesmo responsável.

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Condomínio fechado The Brick nasce em Marvila

Com promoção de Bxxi Project e traço do atelier ACTS Arquitectos, a comercialização é da JLL

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Marvila, um dos principais eixos de expansão urbana dentro da cidade de Lisboa, vai ter um novo condomínio residencial. The Brick, promovido pelo Bxxi Project e com traço do atelier ACTS Arquitectos, cuja herança industrial daquele bairro lisboeta serviu de inspiração. A consultora JLL assume a comercialização do empreendimento em exclusivo. O montante de investimento não foi revelado.

“O design inteligente e contemporâneo é um dos traços distintivos do novo condomínio fechado que homenageia a memória do bairro de Marvila, integrando elementos como as grandes janelas de inspiração industrial, linhas depuradas e tijolos maciços”, refere a consultora.

Os 10 apartamentos que compõem o The Brick, disponíveis nas tipologias T1 a T3 e T3 Duplex, foram desenhados de acordo com os mais elevados padrões de bem-estar e conforto, simultaneamente apostando em espaços sofisticados e modernos. As generosas áreas abertas para o exterior, com amplos terraços e jardins privados que funcionam quase como uma extensão das zonas de estar, são outro trunfo do The Brick, que contará ainda com um jardim comum.

Para Patrícia Barão, head of Residential da JLL, “o The Brick é uma adição icónica a um dos bairros mais promissores da cidade de Lisboa. Marvila está em pleno desenvolvimento e tem um enorme potencial de valorização, estando a afirmar-se como um destino incontornável para viver, trabalhar e investir. Este novo projecto residencial dá um contributo muito importante para esta afirmação”.

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