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Sacyr Somague ganha obras nos Açores. Contratos representam 30M€

A construção da Ponte-Cais no porto das Lajes das Flores e a construção de novas instalações para a Escola Básica Integrada de Arrifes aumentam assim a carteira de encomendas da companhia naquele arquipélago

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Sacyr Somague ganha obras nos Açores. Contratos representam 30M€

A construção da Ponte-Cais no porto das Lajes das Flores e a construção de novas instalações para a Escola Básica Integrada de Arrifes aumentam assim a carteira de encomendas da companhia naquele arquipélago

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A Sacyr Somague acaba de conquistar dois novos contratos nos Açores, um para a construção da Ponte-Cais no porto das Lajes das Flores e outro para a construção de novas instalações para a Escola Básica Integrada de Arrifes, que representam um total de 18,1 milhões de euros de carteira para a empresa.

Na ilha de São Miguel a Sacyr Somague conquistou a empreitada de construção de novas instalações para a Escola Básica Integrada de Arrifes. A obra, com um valor de 12,9 milhões de euros e um prazo de execução de 24 meses, permitirá, entre outros aspectos, dotar o estabelecimento de ensino, que é frequentado por cerca de 1.200 alunos, com mais espaço e melhores condições funcionais.

Com esta intervenção será efectuada a demolição integral dos edifícios existentes e construído um edifício novo, adequado às novas exigências de carácter legal e funcional. A intervenção incidirá também no reordenamento de todo o logradouro da escola, nomeadamente zonas de recreio, acessos de alunos e viaturas. A obra decorrerá de forma faseada, acautelando a adequação funcional, espacial e técnica durante as diferentes fases da construção, por forma a não comprometer o pleno funcionamento da escola.

Já na ilha das Flores, a Sacyr Somague, em consórcio, ganhou a empreitada de construção de Ponte-Cais no porto das Lajes das Flores, com um valor de cerca de 17,4 milhões de euros e um prazo de execução de 22 meses. Esta obra consiste na realização de um conjunto de trabalhos de emergência no porto comercial das Lajes das Flores, cuja operacionalidade foi condicionada pelos danos sofridos na sequência da passagem do furacão Lorenzo.

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Recorde-se que, ainda na mesma ilha, a Sacyr Somague, também em consórcio, está já a executar duas empreitadas, com valores de 10 e 18,6 milhões de euros, que consistem na requalificação do Porto das Poças e no reforço do molhe de protecção do terrapleno e estrada de acesso ao cais do porto das Lajes. Estes projectos destinam-se a aumentar a capacidade de transporte de passageiros e reduzir o tempo de viagem entre as ilhas das Flores e do Corvo e a garantir a operacionalidade do Cais do Porto da Lajes, que assegura a movimentação das mercadorias necessárias às Ilhas das Flores e do Corvo.

Já na ilha Terceira, a Sacyr Somague encontra-se a executar, pelo valor de 14 milhões de euros, a construção de uma rampa para navios Ro-Ro e ferrys, bem como obras complementares para a melhoria da operacionalidade e do abrigo no Porto das Pipas, para os navios que asseguram a ligação entre as ilhas do Grupo Central, bem como a ampliação do cais existente.

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Obras de restauro do Convento de Nossa Senhora da Conceição – Museu Rainha Dona Leonor, arrancam em 2022

Entre 2022 e 2024, serão investidos mais de 4,5 milhões de euros neste monumento nacional e emblemático do Alentejo

As obras de valorização e conservação do Convento de Nossa Senhora da Conceição – Museu Rainha Dona Leonor, vão arrancar no início de 2022 e tem um prazo de execução de 18 meses.

O investimento ascende a 1,7 milhões de euros e o financiamento é assegurado por fundos comunitários do Programa Operacional regional, no âmbito de candidatura apresentada ao Alentejo 2020, pela Associação Portas do Território, na sequência de uma parceria constituída entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo), a Associação Portas do Território e a Câmara Municipal de Beja.

A empreitada compreende a reparação de coberturas, caixilharias exteriores e rebocos interiores e exteriores, renovação da instalação eléctrica, melhoria das condições gerais de acesso e de funcionamento.

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A esta intervenção segue-se uma outra, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento complementar de mais 2,8 milhões de euros. Estas obras, que terão início no primeiro trimestre de 2023 e deverão estar concluídas no final do ano seguinte, contemplam intervenções de conservação e restauro no interior, a instalação de sistemas de climatização, iluminação e vigilância, a reabilitação do Claustro, a melhoria das condições gerais de acessibilidade, assim como a reabilitação dos terraços e a instalação de rede wifi.

Assim, nos próximos três anos, entre 2022 e 2024, serão investidos mais de 4, 5 milhões de euros neste monumento nacional e emblemático do Alentejo. O Convento de Nossa Senhora da Conceição encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1922. O Museu Regional de Beja, instalado no Convento, integra desde Dezembro de 2019 a Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

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CUF: 50M€ na construção de um novo hospital

A CUF vai investir 50M€ na construção de um hospital em Leiria, cujo funcionamento está previsto para 2025 e que irá criar mais de 300 postos de trabalho. O projecto esta já em fase de licenciamento

A CUF vai investir 50 milhões de euros na construção de um hospital em Leiria, junto ao Itinerário Complementar 2, cujo funcionamento está previsto para 2025.

A apresentação do futuro Hospital CUF Leiria, foi feita esta semana, o projecto é realizado em parceria com o grupo local Mekkin, disponibilizará “uma clínica diferenciada, equipamento e tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, sendo uma unidade hospitalar capaz de responder, com qualidade e segurança, até aos casos mais complexos”, adiantou o presidente da comissão executiva da CUF, Rui Diniz. “A CUF tem vindo a apostar numa estratégia de expansão, procurando proporcionar acesso a cuidados de saúde com diferenciação e qualidade em diferentes regiões do país”, acrescentou o responsável.

A nova unidade hospitalar terá uma área de mais de 12 mil metros quadrados e irá contar com mais de 30 camas de internamento, incluindo uma Unidade de Cuidados Intermédios, três salas de bloco operatório e 34 gabinetes de consulta.

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Entre a oferta disponibilizada conta-se ainda os serviços de Imagiologia, Atendimento Médico Não Programado Adultos e Pediátrico, Hospital de Dia Médico e Oncológico, contando com mais de 20 especialidades médicas e cirúrgicas.
Com conclusão prevista para 2025, o Hospital CUF Leiria irá criar mais de 300 postos de trabalho, directos e indirectos, e ficará localizado na Urbanização da Quinta da Malta, local onde já a partir de 2022 irá nascer uma Clínica CUF para responder às necessidades da população com uma vasta oferta de consultas e exames.

O projecto terá uma área de influência de mais de meio milhão de habitantes da região Centro, abrangendo as zonas de Leiria, Coimbra, Torres Vedras e Santarém.

A Rede CUF conta com um milhão de clientes no país distribuídos por 19 hospitais e clínicas, implementados em Lisboa, Porto, Almada, Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra, Torres Vedras, Santarém, Coimbra, Viseu, S. João da Madeira e Matosinhos. Com mais de sete mil colaboradores, a rede realizou dois milhões de consultas, 860 mil exames, mais de 320 mil urgências e 55 mil cirurgias, em 2020, refere a CUF.

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Obras licenciadas cresceram 12% até Setembro

Durante os primeiros nove meses do ano foram licenciados 13 972 obras em edifícios residenciais No mesmo período o consumo de cimento cresceu 6,6% face ao período homólogo

As obras licenciadas em edifício residenciais cresceram 12% até Setembro, para um total de perto de 14 mil obras, revelou a AICCOPN – Associação das Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, na Síntese Estatística da Habitação, referente ao mês de Novembro.

Até ao final de Setembro, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 2,87 milhões de toneladas, o que corresponde a um acréscimo de 6,6%, em termos homólogos.

“Esta variação foi fortemente influenciada pelo crescimento ao nível dos fogos licenciados em construções novas que, registam um aumento de 15,3%, em termos homólogos uma vez que, no que concerne ao licenciamento das obras de reabilitação, apura-se uma variação de apenas 1,2%, também em termos homólogos”, refere a AICCOPN.

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Relativamente ao crédito concedido pelas instituições financeiras para aquisição de habitação este registou, até Setembro, um crescimento de 37,8% face mesmo período de 2020, totalizando 11 157 milhões de euros.

No mês de Setembro, o valor mediano da avaliação da habitação para efeitos de crédito bancário apresenta uma valorização de 9,6% em termos homólogos, em resultado de variações de 11,0% nos apartamentos e de 4,7% nas moradias.

A associação do sector destaca nesta edição a região do Alentejo, onde o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses concluídos em Setembro deste ano, foi de 1.044, o que traduziu um crescimento de 9,1%, face aos 957 alojamentos licenciados nos doze meses anteriores. Destes, 5,3% são de tipologia T0 ou T1, 15,2% são de tipologia T2, 52,8% de tipologia T3 e 26,7% de tipologia T4 ou superior.

Observando ainda o mês de Setembro, em relação ao valor de avaliação bancária na habitação nesta região verificou-se uma subida homóloga de 4,6%.

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Tecnoplano adquire 100% do capital da Integra Mais

A empresa passa, assim, a ter um departamento ‘one-stop-shop’ para o sector residencial de luxo, integrando projecto, construção/remodelação e decoração de interiores

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A Tecnoplano decide dar mais um passo na sua estratégia de crescimento e adquire 100% do capital da Integra Mais, passando assim a ter um departamento ‘one-stop-shop’ para o sector residencial de luxo, integrando projecto, construção/remodelação e decoração de interiores.

Com o negócio da compra e venda de casas de luxo em crescimento Portugal, tendo sido um dos segmentos imobiliários residenciais que melhor resposta deu durante a pandemia da Covid-19, a empresa considera que desta forma consegue oferecer uma melhor oferta de serviços aos seus clientes, como explica Bernardo Matos de Pinho, administrador executivo da Tecnoplano: “A aquisição de 100% do capital da Integra Mais faz parte da nossa estratégia de podermos oferecer aos nossos clientes um serviço cada vez mais 360º e chave na mão”.

Agora, e à frente desta “nova” Integra Mais está Francisca Bettencourt, assumindo funções de Gestão da Unidade de Negócio e Comerciais. Licenciada em Arquitectura pela Universidade Lusíada de Lisboa, com um PAGE da Universidade Católica Portuguesa e Curso de Avaliação Imobiliária da Escola Superior de Actividades Imobiliárias, Francisca Bettencourt conta com mais de 20 anos de experiência na Coordenação e Gestão de Projectos ‘Design & Build’ e com um “extenso portfólio” nas áreas de Habitação, Retail, Fit Out Escritórios e Imobiliária.

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Para a nova directora geral da Integra Mais, este novo rumo será “uma grande mais-valia num mercado que sabemos que está a crescer em Portugal”. “Passarmos a integrar na totalidade a Tecnoplano tranquiliza-nos pois fazemos parte de um Grupo com um know-how e expertise de mais de 55 anos que nos irá certamente permitir ampliar a oferta e torná-la cada vez mais completa”, acrescenta.

De destacar, que a Integra Mais conta já com mais de 15 anos de experiência no mercado e resulta da fusão do atelier Graça Viterbo – Arquitectura de Interiores e Decoração e a Tecnoplano, que, passa agora, a deter a totalidade da empresa.

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OTIS reforça a sua presença no centro do país

A OTIS foi a escolhida pelo Glicínias Plaza Shopping Center, para o mais recente projecto de ampliação e renovação do Centro Comercial da cidade de Aveiro, com equipamento e manutenção de um total de 16 unidades

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A OTIS foi a escolhida pelo Glicínias Plaza Shopping Center, para o mais recente projecto de ampliação e renovação do Centro Comercial da cidade de Aveiro, com equipamento e manutenção de um total de 16 unidades, entre elevadores e escadas rolantes.

Neste projecto a sustentabilidade está bem patente na selecção das quatro escadas rolantes Link™, cujo modelo é de última geração e ainda com uma estética e acabamentos, renovados e exclusivos. O Glicínias Plaza Shopping Center foi ainda equipado com elevadores Gen2 Stream, com capacidade até 2500 Kg e elevadores Gen2 Life, com capacidade até 1600 Kg.

“Este projecto é muito importante uma vez que, não só aumentamos o nosso portfolio, como reforçamos a presença da marca no centro do país, geografia também estratégica para a OTIS. Neste projecto também é visível a nossa preocupação em termos de sustentabilidade e a sua aplicabilidade nos nossos equipamentos”, de acordo com Filipe Oliveira, director de Negócio de Novos Equipamentos da OTIS Portugal

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Este novo projecto foi implementado pelas delegações da OTIS, na zona centro, o que permitiu uma maior proximidade e apoio local ao projecto a nível 360º, desde a consultoria e acompanhamento, à execução do projecto, até ao serviço pós-venda de entrega e montagem. O serviço de manutenção dos elevadores e escadas rolantes, está também entregue à OTIS, com os requisitos de exigência próprios deste serviço num espaço que movimenta milhares de pessoas diariamente. A OTIS disponibiliza na região centro do país 3 delegações com mais de 40 colaboradores para uma total proximidade e rapidez de resposta aos seus clientes desta área do país.

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Conheça os nomeados dos Prémios CONSTRUIR’21

Os vencedores resultam de uma votação realizada pelos leitores do jornal Construir, seja na versão digital seja na edição impressa

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Está feita a selecção dos trabalhos que mais se destacaram ao longo do último ano, estando assim lançada a votação para a escolha dos vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2021.

A iniciativa, promovida pelo 14º ano consecutivo pelo jornal CONSTRUIR, distingue não só o mérito de quem prima pela excelência nos trabalhos que executa como a resiliência de uma publicação que, desde o primeiro número, está ao lado dos melhores profissionais na promoção dos seus projectos.

Os Prémios Jornal Construir foram criados com o objectivo de homenagear e celebrar o esforço e talento de empresas e profissionais dos diversos sectores da Construção.

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As nomeações são realizadas pela equipa do jornal CONSTRUIR, com a análise de critérios que passam pelo mérito, técnica, funcionalidade e inovação. O período em análise compreende Janeiro de 2020 a Setembro 2021.

Os vencedores resultam de uma votação realizada pelos leitores do jornal Construir, seja na versão digital seja na edição impressa. O acesso ao formulário de votação será feito após introdução do endereço de email com que está registado como assinante do CONSTRUIR e/ou como subscritor da Newsletter do CONSTRUIR.

Vote na página https://premios.construir.pt/ e faça parte da escolha dos Melhores do Ano!

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Reabilitação: Carteira de encomendas cresce 16% em Outubro

Relativamente à produção contratada, indicador que estima o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, assiste-se a um incremento para 10,6 meses, o que corresponde a um máximo histórico.

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O Barómetro da Reabilitação Urbana, da responsabilidade da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e referente ao mês de Outubro, revela que o índice Carteira de Encomendas apurou um aumento de 16,0%, face ao mesmo mês do ano passado, registo que é significativamente superior à variação homóloga de 7,8% registada em Setembro.

Segundo aquela análise, o inquérito ao mercado da Reabilitação, relativo ao mês de Outubro e realizado junto dos empresários do Sector
que actuam neste segmento, permite constatar crescimentos significativos nos principais indicadores qualitativos.
Efectivamente, o índice relativo ao Nível de Actividade aumentou 16,7% face a Outubro de 2020, quando em Setembro, esta variação
foi de 11,0%, também em termos homólogos.

Relativamente à produção contratada, indicador que estima o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, assiste-se a um incremento para 10,6 meses, o que corresponde a um máximo histórico

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A digitalização e a Twin transition no cluster AEC em debate do Fórum da PTPC

A Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção/Cluster Arquitectura, Engenharia e Construção (PTPC/CAEC) vai realizar o seu fórum estratégico anual no próximo dia 15 de Dezembro. O evento assinala também os 10 anos da PTPC

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A Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção/Cluster Arquitectura, Engenharia e Construção (PTPC/CAEC) vai realizar o seu fórum estratégico anual no próximo dia 15 de Dezembro. O evento, que este ano assinala também os 10 anos da PTPC, tem como tema “Twin Transition no Sector AEC – Digitalização | Digital Twin & Sustentabilidade | Circularidade” e terá lugar no auditório do LNEC, em Lisboa.

À sessão abertura do evento, que estará a cargo do ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes (a confirmar), da presidente do Conselho Directivo do LNEC, Laura Caldeira e da presidente do PTPC/Cluster AEC/Built CoLAB, em representação da Teixeira Duarte, Rita Moura, segue-se a apresentação do “Cluster AEC – Digitalização e Sustentabilidade”, com a intervenção de Luís Gomes, Mota-Engil.

O papel do Laboratório Colaborativo Built CoLAB e os desenvolvimentos na Twin Transition serão abordados pelo director geral do Built CoLAB, Paulo Fonseca. Miguel Taborda, director de Investimentos Globais e Incentivos à Inovação Deloitte, apresentará as conclusões do Inquérito sobre a maturidade digital do sector AEC.

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É esperada ainda a participação de Isabel Pinto-Seppã, Horizon Europe e co-chair da Built4People Partnership, que fará a apresentação da “Twin Transition no sector AEC”, seguindo-se um debate sobre o tema que contará com a participação, entre outros, do presidente da Estrutura Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, Pedro Guedes Pinto, do IMPIC e de Alexandra Carvalho, directora do Fundo Ambiental.

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“Tempestade perfeita” pode comprometer recuperação da economia e crescimento do Sector

Crise na energia, aumento dos custos das matérias-primas e logísticos e falta de mão de obra… A conjuntura não se afigura fácil para a Construção

2021 tem sido marcado pelo aumento constante do preço das matérias-primas, entre os 50 a 150% em alguns casos, dos custos logísticos, da energia e dos combustíveis. Soma-se ainda, desde a semana passada, o da incerteza governativa marcado pelo chumbo do Orçamento Geral de Estado. Depois da pandemia, a conjuntura permanece incerta e os próximos tempos não se afiguram fáceis. O CONSTRUIR falou com algumas associações representantes da fileira da construção para perceber de que forma estes factores estão a impactar a actividade das empresas e as perspectivas de investimento futuro.

“O aumento generalizado dos preços da energia e das matérias-primas tem origem no que alguns designam por “tempestade perfeita”, ou seja, uma conjuntura particular onde se combinam: um forte aumento da procura mundial desses produtos na sequência do fim do confinamento decorrente da pandemia; os limites da oferta mundial e o nível reduzido de stocks disponíveis; as perturbações na logística, nas cadeias globais de abastecimento e nos transportes internacionais, que ainda não recuperaram totalmente da crise; o agravamento dos conflitos geopolíticos e geoeconómicos; e, por fim, mas não menos importante, os custos e as incertezas da própria transição energética”, explica Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Associação de Empresas de construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS).

Os culpados deste aumento podem ser todos de cariz internacional, mas os efeitos, esses, já são sentidos internamente e estão a originar a escalada dos custos de construção. “O aumento dos preços começou por ter maior incidência em materiais como o aço, os betumes e o cobre, mas já estamos a viver o início de um ciclo de aumento generalizado dos custos da construção”, refere Ricardo Pedrosa Gomes.
E, no curto prazo, não há como o sector fugir a esta subida dos preços e a escassez de materiais é inevitável. Não há novos mercados, novos materiais ou processos construtivos que funcionem como alternativa eficaz ao impacto da subida dos preços e as possíveis transformações tecnológicas não têm efeito a curto/médio prazo. “O surto inflacionista nos inputs da construção e, nalguns casos, a ausência de materiais criam sérias perturbações na organização dos processos produtivos, na execução das obras e, consequentemente, na relação com os subempreiteiros e com os clientes”, adianta o presidente da AECOPS.

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Ricardo Pedrosa Gomes avança que “importa ter presente que uma crise inflacionária desta dimensão, num sector com um ciclo produtivo longo e com um volume muito significativo de obras em curso, orçamentadas antes do surto inflacionário, não pode ser ultrapassada sem que o aumento estratosférico e inesperado dos custos e os atrasos, por ausência de matérias-primas, se repercutam no preço final dos trabalhos, tanto nas obras públicas como nas privadas. Ainda não há falta de materiais e produtos em Portugal, mas já se começam a observar atrasos significativos na sua disponibilidade.

O aumento da actividade da construção à escala global, e em especial na Europa, fruto dos diferentes PRR nacionais, poderá introduzir outra pressão no sector em especial ao nível do custo da mão de obra e da escassez de recursos humanos especializados
“Na ausência de medidas que permitam acomodar as perturbações nos mercados primários internacionais da Construção, podemos assistir a um movimento de conflitualidade entre empreiteiros, subempreiteiros e clientes, com o risco de paralisação das obras, de insolvências e de desemprego, justamente, numa conjuntura favorável, com um momento de forte aumento da actividade e quando o investimento público e a construção desempenham um papel fundamental na recuperação económica. Nesta perspectiva e para não comprometer a recuperação económica, é fundamental mitigar os efeitos da subida dos preços” alerta Ricardo Pedrosa Gomes.

A opinião é partilhada por Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII). “Este é um sector que se tem mantido unido durante a crise, o que contribuiu para a dinamização da economia durante este período. Temo que numa conjuntura onde há escassez de materiais e de mão de obra, que será quase inevitável se atendermos ao aumento da actividade da construção por toda a Europa, haja uma maior litigância, que não é de todo o que desejamos”, afirma o responsável.

O compromisso com o clima vs custos de construção

Segundo Hugo Santos Ferreira o cenário de aumento de custos das matérias-primas que temos assistido tem sido um dos principais responsáveis pelo adiamento de projectos imobiliários em especial aqueles que são dirigidos à classe média. “Esta não é uma queixa só da promoção privada, também ao nível de promoção pública se sente esta dificuldade no lançamento de novos projectos. O custo de habitação é uma conta de somar com várias parcelas e neste momento só com os custos da construção ultrapassamos aquilo que uma classe média em
Portugal pode pagar”, constata o presidente da APPII.
Para o responsável existe um outro agravante a este cenário que são “as novas exigências a nível ambiental”. “Estamos todos comprometidos com o ambiente e conhecemos os números: os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia na europa e por 36% dos gases de efeito de estufa e que 75% do parque edificado europeu não é eficiente. Nos projectos dirigidos a classe média alta e alta os níveis de eficiência energética são altos e esta questão não se coloca, mas pode ser mais um agravante do custo nos projectos dirigidos à classe média”.
Mas este é um factor actual e incontornável. “A Transição Climática é o tema importante da actualidade. A Estratégia de Longo Prazo Renovação do Edificado (ELPRE), identificou a renovação dos edifícios, públicos ou privados, como uma iniciativa-chave para impulsionar a eficiência energética no sector e cumprir os objectivos de descarbonização. A qualidade da intervenção é essencial para melhorar a qualidade de vida e para a mitigação das alterações climáticas, seja por via da eficiência energética e redução/eliminação da pegada carbónica, seja pelo factor tempo e a durabilidade da intervenção, tanto em reabilitação como em construção nova. A construção economicista do menor preço é antagónica aos princípios da sustentabilidade ambiental e aos compromissos de redução de emissões de GEE. É necessário criar programas e instrumentos para investir na durabilidade da construção e reduzir o desperdício de materiais e mão-de-obra”, sustenta Gonçalo Byrne, presidente da Ordem dos Arquitectos.

Para estes representantes do sector não é preciso temer a conjuntura. “As coisas são como são e não podemos mudar o que não depende de nós agora devemos, isso sim, é criar as condições para criarmos uma estratégia de longo prazo para o sector”, afirma Hugo Santos Ferreira. “Para reduzir o impacto do aumento dos custos de construção no imobiliário é preciso mexer nas outras parcelas da tal conta de somar, como por exemplo acelerar o licenciamento. Só para ter uma ideia, cada ano de atraso no licenciamento tem um impacto de 500€ no custo do metro quadrado. Em Lisboa e no Porto os licenciamentos dos projectos chegam a demorar 4 a 5 anos”, refere Hugo Santos Ferreira. O IVA dedutível na habitação nova, as Green Bonds e a utilização eficaz das verbas do PRR destinadas à habitação são alguns dos factores que podem contrariar os efeitos da conjuntura e alavancar a construção imobiliária.

A Transição Digital é outro desafio e coloca-se simultaneamente no desenvolvimento das
ferramentas BIM – Building Information Modeling. “É necessário apoiar técnica e financeiramente as diversas empresas e agentes do sector na transição digital para o sistema BIM, com especial atenção para as entidades licenciadoras, câmaras municipais, direcções regionais, direcções nacionais. Este sistema introduz uma nova lógica de projecto, com o objectivo de reduzir omissões de projecto, aumentando a produtividade e acelerando o tempo de projecto. Esta transição deve ter eco no controle prévio dos projectos sendo necessário rever a legislação em vigor, de modo a permitir a entrega dos projectos em modelo BIM para licenciamento ou comunicação prévia nas câmaras municipais e/ou outras entidades nacionais ou regionais” acrescenta Gonçalo Byrne.

2022 entre expectativa e apreensão
Por enquanto, os efeitos a média e longo prazo desta crise do investimento e a sua, eventual, repercussão no crescimento do sector são incertos. Ainda assim, “há três notas que importa reter para perspectivar a dinâmica futura do Sector: em primeiro lugar, a incerteza sobre a duração da crise inflacionária internacional nos mercados internacionais das matérias-primas e da energia, que depende da eficácia e da coordenação da resposta global aos factores da crise, da gestão internacional da procura e da oferta; em segundo lugar, o risco e o nível de propagação desta inflação primária ao conjunto da actividade económica e aos mercados financeiros. A estabilidade macroeconómica da economia mundial depende da capacidade de evitar que a inflação se torne num problema estrutural. De facto, se a inflação não for controlada os seus efeitos na gestão da política monetária pelos Bancos Centrais e, por consequência, no nível das taxas de juro, na disponibilidade de crédito e na sustentabilidade da divida pública e privada não deixarão de comprometer a evolução do mercado imobiliário global, a capacidade de investimento público dos vários países e, como tal, o crescimento do Sector; em terceiro lugar, a continuidade da actual política monetária. Na verdade, se não existir uma alteração significativa da política monetária por parte dos Bancos Centrais, assegurando a liquidez dos mercados, o crescimento dos custos da construção resultante da conjuntura actual não deverá alterar o ciclo de taxas de juro baixas, a dinâmica de valorização dos activos imobiliários e, portanto, não deverá comprometer o investimento imobiliário”, relembra Ricardo Pedrosa Gomes.

A instabilidade política interna adensa a incerteza e pode adiar por alguns meses o investimento público. “No entanto, continuam a parecer-nos realistas, desde logo pelo efeito dos fundos comunitários, as perspectivas favoráveis de desempenho da economia portuguesa em 2022, partilhadas pela generalidade das instituições internacionais e pelo Banco de Portugal”, defende o presidente da AECOPS

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Angola lança dois concursos públicos internacionais para plataformas logísticas

O ministério dos Transportes de Angola lançou o concurso internacional para a concepção, construção, exploração e gestão comercial das plataformas logísticas do Soyo e do posto aduaneiro do Luvo, em Mbanza Kongo

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O ministério dos Transportes de Angola lançou o concurso internacional para a concepção, construção, exploração e gestão comercial das plataformas logísticas do Soyo e do posto aduaneiro do Luvo, em Mbanza Kongo.

Segundo a ANGOP, as duas infra-estruturas enquadram-se na política do Governo de promoção do desenvolvimento e do investimento privado no sector logístico do país. A intenção é a de criar uma rede de plataformas logísticas que contribua “para a diversificação da economia nacional, com impacto no agro-negócio e na indústria, visando a eficiência e a diversificação dos serviços”. Ambas as infraestruturas agora a concurso irão contar com postos alfandegários para apoiar os processos de importação e exportação.

A Plataforma Logística do Soyo, será erguida numa área de 15 hectares nas proximidades da estrada nacional (EN) 100, que liga esta cidade a Luanda, inclui cinco entrepostos de temperatura ambiente e um de temperatura controlada. O projecto contempla ainda a construção de parques de contentores, estacionamento de viaturas pesadas, armazéns e oficinas de reparação, edifícios administrativos, de comércio e áreas técnicas, bem como um porto seco de 25 hectares.

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A plataforma do Luvo, a ser construído no posto fronteiriço terrestre com a República Democrática do Congo (RDC), numa área de 18 hectares, contará com seis entrepostos, quatro de temperatura ambiente e dois de temperatura controlada. O projecto prevê a construção de um parque de contentores, posto de abastecimento de combustível, parque de estacionamento de viaturas pesadas, edifícios administrativos e comerciais e áreas técnicas complementam esta infra-estrutura.

O prazo de submissão de candidaturas aos concursos termina a 6 de Janeiro de 2022.

(na imagem Ricardo de Abreu, Ministro dos Transportes de Angola)

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