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Mercado nacional no centro da estratégia da TPF Consultores

Carlos Baião é, desde Maio, presidente do Conselho de Administração da TPF Consultores de Engenharia e Arquitetura, empresa que celebra este ano quatro décadas de vida. 2020 e a situação de pandemia que vivemos volta a trocar as voltas à estratégia da empresa que em 2019 tinha no mercado externo 70% da sua actividade

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Mercado nacional no centro da estratégia da TPF Consultores

Carlos Baião é, desde Maio, presidente do Conselho de Administração da TPF Consultores de Engenharia e Arquitetura, empresa que celebra este ano quatro décadas de vida. 2020 e a situação de pandemia que vivemos volta a trocar as voltas à estratégia da empresa que em 2019 tinha no mercado externo 70% da sua actividade

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Carlos Baião é, desde Maio, presidente do Conselho de Administração da TPF Consultores de Engenharia e Arquitetura, empresa que celebra este ano quatro décadas de vida. O novo PCA assume as rédeas da empresa numa altura em que esta enfrenta o maior desafio da sua história.

Detida a 100% pelo grupo belga TPF, a empresa herdou ao longo dos últimos 40 anos a experiência acumulada de algumas das mais antigas empresas de engenharia nacionais que, ano após ano a foram integrando. A história da TPF Consultores de Engenharia e Arquitetura é uma história de sucesso mas também de sobrevivência.

2020 e a situação de pandemia que vivemos volta a trocar as voltas à estratégia da empresa que em 2019  tinha no mercado externo 70% da sua actividade. Sem pensar duas vezes, a estratégia da nova administração passa por um maior incremento da actividade no mercado nacional, de olho nas infraestruturas defendidas pelos planos de recuperação nacional e europeu e financiadas, maioritariamente por fundos europeus. A empresa não estará sozinha nesta estratégia mas a sua experiência pode fazer a diferença.

Como terminou o último ano fiscal para a TPF Consultores de Engenharia e Arquitetura e qual o peso da empresa no seio do grupo TPF?

A TPF Consultores facturou em 2019, em termos consolidados 28,2 milhões de euros. Nesse mesmo ano o Grupo TPF facturou 248 milhões de euros. Embora em termos de facturação o nosso peso tenha sido de 11,4%, em termos de EBITDA do Grupo TPF, foi de mais de 25%.

A última aquisição do grupo em Portugal, a Cenor em 2016, permitiu à empresa crescer quanto?

A aquisição em 2016 conduziu a um aumento de 30% a 60%, variando nos últimos quatro anos em função da menor ou maior exportação. No entanto, mais do que esses valores, a aquisição veio proporcionar uma dimensão internacional mais robusta à empresa, tendo, simultaneamente, alargado significativamente as nossas áreas técnicas de atuação, tornando-nos, actualmente, na maior empresa de consultoria nacional na actividade conjunta de engenharia e arquitectura.

Hoje estão presentes em quantos mercados? Qual o peso destes nas contas da empresa? 

A TPF Consultores, para além do mercado nacional, está presente em Angola, Argélia, Camarões, Macau, Moçambique, Timor-Leste e Turquia, mas trabalhamos activamente no Brasil em parcerias com empresas do Grupo TPF, e actuamos de uma forma geral nos mercados onde vão surgindo as oportunidades, como sejam os exemplos de contratos em curso no Quénia e na Guiné Conacri, correspondendo o mercado internacional a cerca de 70% da nossa actividade.

 Quantos colaboradores empregam?

A TPF Consultores, portuguesa, tem cerca de 310 colaboradores, incluindo participadas, e o Grupo integra cerca de 4000 colaboradores permanentes.

Linha Ferroviária OTT, Argélia

 Quais as principais obras onde estão a operar?

No mercado internacional, trabalhamos sobretudo na área de instalações de saúde (hospitais), sistemas de abastecimento de água e de energia hídrica, em Angola, em infraestruturas de transporte (rodovias, ferrovias e sistemas de metro), na Argélia, em ordenamento e planeamento do território e em estudos de infraestruturas hidráulicas, em Moçambique, e no imobiliário, em Macau. Em Timor-Leste, nos Camarões e na Turquia trabalhamos em projectos diversificados, sejam na área das infraestruturas urbanas e rodoviárias, seja na área de instalações de saúde, ou, ainda, na área da engenharia geotécnica. Esta última área é também o caso do Brasil, onde temos vários contratos em curso de consultoria no sector mineiro.

A TPF Consultores é, actualmente, com grande probabilidade, a empresa portuguesa de engenharia e arquitetura mais pluridisciplinar, tendo profissionais permanentes que lhe permite intervir nas áreas de Edifícios, Estruturas e Instalações Técnicas, de Ambiente, de Hidráulica, de Desenvolvimento Agrícola, de Transportes, de Geologia e Geotécnia, bem como na Gestão e Fiscalização de Obras, tanto a nível de Engenharia como também de Arquitectura e da cada vez mais ativa modelação BIM.

De que forma está repartido o capital da empresa e qual o peso do Grupo TPF? Existe autonomia de decisão?

O capital da empresa é neste momento detido a 100% pelo Grupo TPF. Contudo, existe autonomia de decisão até ao limite que a própria administração da TPF Consultores entenda que a deve assumir. Por outras palavras, é com total naturalidade que a Administração coloca os problemas ao accionista sempre que entende que estes, pela sua delicadeza ou relevância no futuro da empresa, requerem a sua opinião ou intervenção.

A TPF Consultores integra o Comité Executivo do Grupo TPF, que reúne com frequência. No início de cada ano são estabelecidos os KPI estratégicos da empresa, sendo a gestão totalmente orientada para o seu cumprimento.

Como vêm o actual momento, do ponto de vista do sector onde actuam, e dos desafios que hoje se colocam, tendo em conta a vossa exposição ao mercado exterior?

O actual momento do nosso sector de atuação é critico e já nos acarretou graves problemas, principalmente em toda a actividade de exportação da empresa. O volume da nossa faturação no mercado internacional, no ano de 2019, correspondia a cerca de 70% e, este ano, dificilmente atingirá 50%. Estamos, de forma empenhada, a procurar adaptarmo-nos a esta nova realidade, sendo que, presentemente, o que verdadeiramente nos preocupa são as dívidas pendentes de pagamentos já vencidos que possuímos no exterior e a visível tendência para o respectivo pagamento se protelar, dadas as dificuldades sentidas pelos nossos diferentes clientes estrangeiros, quer privados quer do sector público.

Aumentar a presença no mercado nacional pode ser uma solução?

A procura da compensação da redução das exportações  através do incremento de actividade no mercado nacional tem sido um objectivo estratégico da Administração, contudo, é necessário ter em consideração que as margens libertadas pela actividade no mercado nacional não são comparáveis com as de certos mercados exteriores, sendo na realidade bastante inferiores. Tal significa que, para a empresa apresentar resultados positivos semelhantes aos de anos anteriores, terá de angariar uma carteira de negócios substancialmente maior. Para que tal objectivo seja atingido muito se depende da implementação com sucesso do Plano de Recuperação Económica de Portugal, recentemente divulgado. Este Plano prevê um significativo incremento da actividade no sector onde nos inserimos, englobando os programas PT 2020, o Plano de Recuperação Europeu, bem como os fundos disponibilizados ao abrigo do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 europeu.

TPF Consultores: A herdeira da engenharia portuguesa

Hospital Cuf Sintra

Contar a história da TPF Consultores é percorrer alguns dos marcos da engenharia do nosso país com intervenções em grandes projectos e obras. A história da TPF Consultores inicia-se em 1980, com a constituição da Planege, que resultou da  cisão de uma empresa de consultoria de engenharia hidráulica, a Sanaqua. Ao longo de quatro décadas a empresa viria a agregar, por aquisição e fusão, várias entidades: a Partex-CE, a P&V, a ProSistemas, a Provia e, mais recentemente, a Cenor.

A Planege foi constituída com doze sócios, dos quais dez eram ex-acionistas da Sanaqua todos com capital accionista praticamente igual, ao jeito de uma cooperativa, tão em voga na altura.

De uma empresa que tinha iniciado a sua actividade no ramo praticamente exclusivo da engenharia sanitária e dos projectos de engenharia, o mercado encaminhou-a, aos poucos, para a área pluridisciplinar de coordenação e fiscalização de obras. Durante um largo período de tempo e até uma nova fase, a empresa foi-se especializando essencialmente em gestão e fiscalização de obras, mantendo nichos de actividade de projecto de engenharia em áreas industriais, como a cimenteira.

Em 2001 a história desta empresa toma um novo rumo. Nesse ano a empresa foi adquirida pela TPF CE. A empresa de consultoria belga tinha entrado no país um ano antes, com a aquisição de 65% da Partex CE. A TPF-CE decidiu reforçar a sua posição no mercado nacional e “persuadiu” o accionista a adquirir também a Planege, passando a empresa a designar-se, então, TPF Planege.

A TPF Planege ganhou projecção no mercado interno, tendo estado envolvida na construção dos estádios para o Euro 2004. A partir de 2006  o mercado externo começa a tomar dimensão na actividade da empresa. A rota internacional inicia-se na Argélia e depois em Angola, ambos os mercados em 2006, e em 2019 surge Moçambique.

O reforço das áreas de engenharia de projectos levou, primeiro, à aquisição da P&V, que à data tinha estado envolvida na ampliação do Hotel Savoy na Madeira, de forma a garantir a área de engenharia de estruturas. Seguiu-se a ProSistemas, para garantir a área de engenharia hidráulica  e, finalmente, a Provia, para suprir a área de infraestruturas de transportes.

Em 2012, graças a estas aquisições, a TPF Planege  tinha já uma facturação de 35% a 40% em projectos e de 60% a 65% em coordenação e fiscalização de obras, correspondendo a actividade exportada a cerca de 70% da sua faturação total. O peso do mercado externo fez com que a empresa ultrapassa-se razoavelmente bem as crises em Portugal de 2008 e 2012.

No cada vez mais internacional Grupo TPF a empresa mantinha uma posição importante, fazendo parte do Comité Executivo conjuntamente com colegas belgas, franceses, indianos e brasileiros. À data, a empresa nacional representava entre 25% e 30% da facturação do Grupo Belga.

Mas a casa mãe estava ela própria empenhada na sua estratégia de expansão internacional em países como a Índia, o Senegal, o Brasil, Marrocos ou Espanha. Desde 2001, altura em que o Grupo TPF adquiriu a Planege, até 2014, quando o Grupo adquiriu duas empresas espanholas, o crescimento foi da ordem de 100%. A aquisição pelo Grupo TPF de ambas as empresas, a Getinsa e a Euroestudios, reduziu a influência da TPF Planege a cerca de 10%.

Foi nessa ocasião que a TPF Planege decidiu encetar conversações com a Cenor. As duas empresas cooperavam havia já alguns anos através de parcerias específicas para determinados trabalhos, tanto em Portugal continental, como na Região Autónoma da Madeira, e até mesmo em Angola, no construção da Cimenteira do Cacuaco. A Cenor possuía também clusters de especialização que a TPF Planege continuava a não deter, em especial nas áreas da geologia e geotecnia. Em 2016 é formalizada a fusão entre a TPF Planege e a Cenor, da qual resultou a TPF Planege Cenor.

Em 2018 a empresa assume a designação TPF – Consultores de Engenharia e Arquitectura e assume-se como uma empresa portuguesa, que integra um grupo de dimensão internacional mas com gestão “integralmente” nacional, constituindo hoje um importante subgrupo dentro do Grupo TPF com  sucursais em Angola, Argélia, Camarões, Macau, Moçambique, Turquia e Timor-Leste.

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Cleanwatts assina contrato com Governo de São Tomé e Príncipe

A instalação está quase concluída, devendo começar a produzir ainda em Outubro, sendo que a energia produzida será injectada directamente na rede eléctrica das ilhas

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A Cleanwatts assinou um contrato com o Governo de São Tomé e Príncipe, através da empresa pública EMAE, para a produção e venda de energia limpa e a preço acessível. A instalação está quase concluída, devendo começar a produzir ainda em Outubro, sendo que a energia produzida será injectada directamente na rede eléctrica das ilhas. “Este projecto vai revolucionar a realidade energética do país, que se vê a braços com frequentes quebras de energia, algumas que se prolongam por dias e fazem desesperar a população”, considera a empresa.

O projecto arrancou com centrais fotovoltaicas no Aeroporto e em Príncipe (Fase 1). Combinadas, a estimativa de produção é de mais de 1700 MWh por ano.

Maior independência na produção de energia eléctrica, comprometimento com as energias limpas e com a redução da pegada ecológica de São Tomé e Príncipe, combate à pobreza energética, criação de postos de trabalho (mão de obra local para a construção, exploração e manutenção das infraestruturas) são algumas das vantagens alcançadas com este projecto.

Osvaldo Abreu, ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais de São Tomé e Príncipe, frisou, nas suas redes sociais, que este projecto “foi um grande esforço conjunto”, aproveitando para “agradecer às instituições, empresas a individualidades portuguesas envolvidas”. O responsável do Governo mostrou-se satisfeito, pois “os painéis e demais equipamentos já se encontram no Porto de Ana Chaves, em São Tomé, após muito tempo de atrasos e incertezas devido a escassez de transporte marítimo. A Ilha do Príncipe terá a sua primeira pequena instalação fotovoltaica para testar o sistema híbrido”, conclui.

José Basílio Simões, presidente da Cleanwatts, garante que “é uma grande satisfação para nós criar este projecto em São Tomé e Príncipe, por todos os motivos, mas também por se tratar de um país com grande dependência energética, onde os cidadãos ficam, amiúde, sem energia eléctrica.

“O que nos propomos a fazer, em São Tomé e Príncipe, é justamente reduzir a dependência energética, através da produção local de energia limpa e mais acessível, e contribuindo, assim, para reduzir a pegada ecológica do país e combater a pobreza energética”, reforça José Basílio Simões, presidente da Cleanwatts, acrescentando, que “numa segunda fase poderá ser possível expandir este projecto, incluindo cada vez mais pessoas”.

A Cleanwatts conta com a parceria local da Pleno Ambiente STP para a instalação, exploração e manutenção do parque de estações solares fotovoltaicas.

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O novo relvado do Real Madrid é móvel e tem piso radiante

A Rehau aplicou o sistema de climatização por chão radiante no relvado do novo estádio Santiago Bernabéu. Este é o primeiro relvado de futebol do mundo que é “amovível”

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O ambicioso projecto de remodelação do estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, incorpora algumas soluções inovadoras para melhorar a experiência e o bem-estar dos atletas em campo, bem como, para aumentar exponencialmente a disponibilidade e a qualidade do campo de jogo.

A REHAU colaborou na concepção da climatização do relvado, com a proposta para um relvado “amovível”, único no mundo, onde é possível remover o relvado para que não seja danificado e utilizar o estádio para concertos ou qualquer outro evento. Uma solução possível graças à divisão do rectângulo de jogo em seis módulo. O novo campo de jogo será retráctil, mantendo-se “escondido” e mantido em condições óptimas, permitindo a utilização do espaço por todo o tipo de eventos. A relva está contida numa espécie de estufa oculta a uma profundidade de 24 metros onde se mantêm as condições necessárias de temperatura e humidade, bem como com a irrigação e fertilização adequadas para a manter em óptimas condições, quando não está a ser utilizado.

Sob o relvado foi ainda integrado um sistema modular de climatização radiante. A solução da Rehau, o RAUTHERM S PE-Xa, um tubo com a dimensão de 25×2.3 mm, assegura uma distribuição uniforme da temperatura em toda a superfície do campo.

O aquecimento e arrefecimento radiante melhora o estado do relvado em todas as estações do ano. No Inverno contra as baixas temperaturas e possíveis ocorrências de geadas e no Verão protege contra as temperaturas elevadas habituais em Madrid, que podem secar e danificar seriamente a relva natural. Para além das vantagens práticas de se poderem realizar jogos e sessões de treinos durante todo o ano e de diminuir o risco de lesões para os jogadores, este sistema também é economicamente rentável já que a tecnologia avançada, associada a este sistema de climatização industrial radiante oferece um elevado grau de eficiência energética.

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SUMOL+COMPAL prevê investir 3M€ em central fotovoltaica na fábrica de Almeirim

A instalação da central fotovoltaica em Almeirim insere-se no âmbito da estratégia de sustentabilidade da SUMOL+COMPAL, que prevê a transformação e diversificação de fontes energéticas

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A SUMOL+COMPAL considera investir três milhões de euros numa central fotovoltaica para tornar a sua unidade de produção e distribuição em Almeirim, mais sustentável do ponto de vista energético, com a produção de energia renovável para autoconsumo.

De acordo com o jornal HIPERSUPER, o projeto será realizado em várias fases, devendo atingir a potência instalada de 3MWp. Se esta energia fosse produzida através de energias fósseis, seriam emitidas cerca de 984 toneladas de CO2e por ano, o que é equivalente à captação de CO2e por 44.643 árvores.

A primeira fase já está concluída e conta com a instalação de 1.850 painéis fotovoltaicos, numa área de 11.000 m2, e uma potência instalada de 1MWp. Esta primeira fase já responde a 15% das necessidades energéticas da fábrica em Almeirim, valor que será incrementado para 25%, com o início da produção de energia da segunda fase do projeto, que deverá estar concluída no início do próximo ano.

A instalação da central fotovoltaica em Almeirim insere-se no âmbito da estratégia de sustentabilidade da SUMOL+COMPAL, que prevê a transformação e diversificação de fontes energéticas, assente nos eixos da diversificação e independência energética, da descarbonização e da melhoria da eficiência dos custos energéticos. A empresa está também a avaliar a instalação de centrais fotovoltaicas noutras instalações, nomeadamente em Pombal, Vila Flor e no edifício da sede, em Carnaxide.
Esta central fotovoltaica na fábrica de Almeirim abre ainda a oportunidade de, em conjunto com a Câmara Municipal de Almeirim, avaliar formas de disponibilizar os excedentes de produção de energia ao serviço da comunidade.

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Tuneladora H2OLi já está em Lisboa

As diferentes peças que a compõem este equipamento chegaram esta semana ao Porto de Lisboa. Esta é a peça fundamental que irá permitir a construção dos túneis previstos no Plano Geral de Drenagem de Lisboa

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Chegaram esta semana ao Porto de Lisboa as diversas peças que compõem a tuneladora H2OLi – a fundamental ferramenta na escavação dos túneis de drenagem de Lisboa. Na ocasião da chegada marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, a vereadora Filipa Roseta e representantes do consórcio construtor liderado pela Mota-Engil / Spies-Batignolles International e da concessionária portuária Ership Lisboa.

A H2OLi tem cerca 130 metros de comprimento, 6,4 metros de diâmetro externo e uma cabeça de corte que pesa 70 toneladas. Atingindo os 70 metros abaixo do solo durante os trabalhos de perfuração / escavação, vai construir dois túneis: um ligando Monsanto a Santa Apolónia (4,6 km) e outro ligando Chelas ao Beato (1,0 km). Ao longo dos trabalhos, a tuneladora irá colocar 3300 anéis e um total de 19 mil aduelas (cada uma com quatro toneladas).

As peças componentes da H2OLi vão ser montadas no estaleiro de Campolide, assim que estiver terminada a contenção e escavação do poço de ataque – cujas dimensões são idênticas a um campo de futebol com 26 metros de profundidade. Os trabalhos da tuneladora, propriamente dita, iniciar-se-ão previsivelmente no início de 2023 e a obra total prevê-se que termine no primeiro trimestre de 2025.

Como o Construir já noticiou, este conjunto de obras do PGDL destina-se a controlar as águas pluviais e assim reduzir os riscos de cheias e inundações em Lisboa, mitigando os previsíveis efeitos das alterações climáticas, enquanto permitirá a reutilização das águas pluviais para rega de espaços verdes, reforço das redes de incêndio e lavagem de ruas. Curiosamente, a tuneladora chegou a Lisboa no preciso momento em que os efeitos da tempestade Danielle se fizeram sentir realçando, mais uma vez, as dificuldades dos actuais sistemas de drenagem e escoamento das águas, situação que esta obra pretende evitar.

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Greenvolt fecha acordo para fornecer energia verde à BA Glass

O acordo agora fechado entre a GreenVolt e a BA Glass prevê que o fornecimento de energia gerada nos parques solares e eólicos na Polónia se inicie durante o quarto trimestre de 2023

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A GreenVolt – Energias Renováveis, assinou com a BA Glass um contrato de aquisição de energia (PPA ou Power Purchase Agreement, na língua inglesa) para fornecer energia obtida a partir de fontes renováveis à sua unidade polaca por um período de 15 anos.

A energia renovável será fornecida a um dos maiores produtores de embalagens e garrafas de vidro da Europa através da Augusta Energy, uma joint-venture entre a KGAL, uma gestora de ativos alemã, e a V-Ridium Power, empresa que opera no mercado polaco, detida a 100% pela GreenVolt.

O acordo agora fechado entre a GreenVolt e a BA Glass prevê que o fornecimento de energia gerada nos parques solares e eólicos na Polónia se inicie durante o quarto trimestre de 2023.

A energia que será fornecida anualmente à BA Glass é equivalente ao consumo médio de 4.800 famílias. Vai permitir que seja evitada a emissão de 11,6 mil toneladas de CO2, por ano, contribuindo assim para que a empresa do sector do vidro alcance as suas metas de sustentabilidade.

“Esta parceria com a BA Glass na Polónia, reforça a posição da GreenVolt como uma referência no desenvolvimento e operacionalização de projectos de energia renovável na Europa, bem como a sua capacidade de dar resposta a soluções à medida das necessidades dos seus clientes e de os ajudar a atingirem os objectivos de descarbonização”, diz João Manso Neto, CEO da GreenVolt.

A par da produção de energia a partir de biomassa, a partir de resíduos florestais e resíduos lenhososos urbanos, em Portugal e no Reino Unido, a GreenVolt é promotora de projectos eólicos e solares fotovoltaicos, com actuação em vários mercados europeus e no mercado americano, com um pipeline de 6,7 GW – com 2,9 GW em estado avançado de desenvolvimento até ao final de 2023.

No segmento estratégico da geração distribuída, actua nos mercados português e espanhol, tanto no segmento empresarial como no residencial apresentando soluções que visam a redução da factura energética dos seus clientes.

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Obras no Viaduto Duarte Pacheco vão durar 18 meses

O investimento de 6,9 milhões de euros no reforço da segurança e mobilidade do Viaduto Duarte Pacheco arrancou a 31 de Agosto e irá decorrer durante os próximos 18 meses

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Foi consignada a empreitada de reabilitação e reforço sísmico do Viaduto Duarte Pacheco, em Lisboa. A assinatura do auto de consignação, realizada a 31 de Agosto, marca o início da obra, que tem um prazo de execução de 525 dias e envolve um investimento de perto de 6,9 milhões de euros.

A intervenção tem como objectivo melhorar a condição estrutural do Viaduto Duarte Pacheco, através da implementação do reforço sísmico, a reparação localizada da estrutura, a reabilitação geral das pilastras do P2 e P3, a repavimentação da plataforma rodoviária e a aplicação de protecção geral das superfícies de betão e dos elementos metálicos.

No decorrer da empreitada, de modo a garantir a boa execução da obra e a segurança de pessoas e bens, será necessário implementar condicionamentos à circulação rodoviária. A calendarização e configuração dos constrangimentos serão previamente divulgados pela IP.

O investimento da Infraestruturas de Portugal na beneficiação do estado de conservação e reforço da durabilidade estrutural, promove a melhoria dos níveis de conforto, mobilidade e segurança rodoviária dos milhares de automobilistas que diariamente circulam sobre o Viaduto Duarte Pacheco e também de todos, automobilistas e utilizadores do caminho de ferro, que cruzam sob esta emblemática infraestrutura da cidade de Lisboa, inaugurada em 1944.

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EDP anuncia a venda de hidroelétrica no Brasil por 240M€

A Usina Mascarenhas tem 198 Megawatt (MW) de capacidade instalada e está localizada no rio Doce, no estado do Espírito Santo

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A EDP Brasil anunciou a venda da hidroelétrica Mascarenhas, localizada no estado brasileiro do Espírito Santos, à Victory Hill Global Sustainable Energy Opportunities, companhia sediada em Londres, por 1,2 mil milhões de reais (240 milhões de euros).

A empresa receberá 800 milhões de reais (156,2 milhões de euros) após fechar o negócio e o restante irá receber conforme condicionantes estabelecidas no processo de renovação de concessão da hidroelétrica. Segundo a EDP Brasil, a operação e o preço estão sujeitos à verificação de condições precedentes e ajustes usuais.

A empresa também destacou a negociação está alinhada ao planeamento estratégico da EDP no Brasil “para o ciclo de 2021-2025, que tem como objetivo diversificar o portfólio da companhia e ampliar os investimentos em geração solar e redes, além de rotacionar ativos de geração em maturidade.”

A Usina Mascarenhas tem 198 Megawatt (MW) de capacidade instalada e está localizada no rio Doce, no estado do Espírito Santo. Em Junho de 2022 possuía património líquido de 263,5 milhões de reais (51,5 milhões de reais) e uma geração de caixa de 176,5 milhões de reais (34,5 milhões de euros).

“Estamos felizes em anunciar esta transação, que está alinhada ao nosso compromisso estratégico de balancear o nosso portfólio de geração, nos possibilitando reduzir a exposição ao risco hídrico e ampliar o nosso investimento em energia solar”, destacou João Marques da Cruz, CEO da EDP no Brasil. “O anúncio dessa venda demonstra mais uma vez o nosso compromisso em gerar valor aos acionistas, mantendo a nossa disciplina financeira e um balanço robusto”, acrescentou Henrique Freire, CFO da EDP no Brasil.

A Victory Hill Global Sustainable Energy Opportunities tem 2,4 mil milhões de reais (470 milhões de euros) em valor de ativos distribuídos no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. No Brasil, administra 18 empreendimentos de geração solar. Na aquisição do ativo, haverá a manutenção da atual equipa de colaboradores.

A companhia pretende nomear a Paraty Energia, empresa atuante no setor elétrico brasileiro e especializada em comercialização de energia, consultoria de projetos e operações, como Parceira Operacional. No plano estratégico anunciado para o ciclo 2021-2025, a EDP Brasil destacou pretender atingir 1 Gigawatt (GW) de capacidade instalada em geração fotovoltaica no Brasil.

Nesse sentido, já anunciou, em parceria com a EDP Renováveis, a construção das usinas de Monte Verde, no Rio Grande do Norte e Novo Oriente, em São Paulo.

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Alemanha e Dinamarca investem 9MM€ em parque eólico no Mar Báltico

Este projeto de energia eólica pretende também contribuir para os objetivos definidos pela Comissão Europeia, que pretende atingir 300 GW de capacidade de produção de energia eólica até 2050. Atualmente, são produzidos apenas 12 GW

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As autoridades da Alemanha e Dinamarca chegaram a entendimento para o desenvolvimento de um parque eólico a construir em pleno Mar Báltico, um investimento estimado em nove mil milhões de euros que gerará 3 GW, quantidade de energia suficiente para abastecer 4,1 milhões de residências.

Os governos germânico e dinamarquês procuram uma solução que permita à Europa dar um passo atrás no fornecimento de gás natural da Rússia.
Em causa está a construção de um parque eólico offshore no Mar Báltico – Bornholm Energy Island que ligará vários parques eólicos e distribuirá a energia produzida por estes dois países. O projeto estará operacional somente a partir de 2030.

O investimento será de três mil milhões de euros em infraestrutura, aos quais se somarão seis mil milhões de euros para o parque eólico offshore, segundo o governo dinamarquês. Os custos serão partilhados entre as duas partes e serão realizados do lado alemão, pela 50Hertz, e do lado dinamarquês, pela Energinet. Uma vez operacional, sujeito à aprovação dos dois membros, outros países bálticos e a Polônia poderão participar do projeto.

Este projeto de energia eólica pretende também contribuir para os objetivos definidos pela Comissão Europeia, que pretende atingir 300 GW de capacidade de produção de energia eólica até 2050. Atualmente, são produzidos apenas 12 GW.

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Riportico faz acompanhamento arqueológico de empreitada em Loulé

A obra, incluída num projecto com distintas fases, consiste na construção de um reservatório intermédio de água consumo, visando ultrapassar os obstáculos numa zona montanhosa que actualmente não permitem levar água potável a todos os destinos. Empreitada tem término previsto para Maio de 2023

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A Riportico Engenharia é a empresa responsável pela fiscalização, gestão da qualidade, coordenação de segurança em obra, coordenação de gestão ambiental e acompanhamento arqueológico da empreitada de Fases de Reforço de Adução a Loulé – Ligação ao Reservatório Intermédio.

O contrato de 178.550 euros, adjudicado pela Águas de Portugal, está inserido numa empreitada, cujo valor de investimento por parte do dono da obra é de perto de cinco milhões de euros e tem término previsto para Maio de 2023.

A obra, incluída num projecto com distintas fases, consiste na construção de um reservatório intermédio de água consumo, visando ultrapassar os obstáculos numa zona montanhosa que actualmente não permitem levar água potável a todos os destinos. O reservatório será alimentado a partir da Estação Elevatória da Estibeira, já construída numa fase anterior do projecto, através de um sistema com 4.400 metros de tubagem com diâmetro de 450 milímetros, totalmente enterrada.

Este reservatório intermédio será constituído por duas células em betão armado e abrigará um total de 3.400 metros cúbicos de água potável. O reservatório a ser construído trata-se de uma estação elevatória para elevar as águas até ao topo da montanha onde, numa próxima etapa, será construído outro reservatório para a distribuição de água a todo o concelho de Loulé. A tubagem será constituída por tubos de ferro fundido com diâmetro constante de 450mm, enterrado ao longo da estrada municipal EM1295, passando por debaixo da N270 e a Via do Infante de Sagres (A22).

A empreitada de construção e ligação ao reservatório intermédio teve início em Maio deste ano, tendo um prazo de conclusão de 360 dias.

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Cuatrecasas assessora Etermar em contrato no Peru

O contrato de Engineering, Procurement and Construction (EPC) para o desenvolvimento e execução do “Projecto de Criação da Ponte Kutuctay e Acessos”, no sul do Peru, tem um prazo previsto de 12 meses e um montante de mais de 10 M€

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A Etermar – Engenharia e Construção ganhou a obra para o desenvolvimento e execução do “Projecto de Criação da Ponte Kutuctay e Acessos”, na província de Cotabambas, região de Apurímaque, no sul do Peru, tendo a Cuatrecasas assessorado a sucursal na adjudicação, negociação e assinatura de um contrato EPC (engineering, procurement and construction). Com um prazo previsto de construção de 12 meses, a empreitada tem um custo superior a 10 milhões de euros.

A Etermar é uma empresa portuguesa líder no sector da engenharia e construção, internacionalmente reconhecida pela experiência em obras marítimas e hidráulicas, e que iniciou operações no Peru em 2017 tendo, desde então, trabalhado em importantes projectos de infraestruturas em todo o país.

A empresa fecha, assim, o primeiro contrato EPC com uma das maiores empresas mineiras do Peru. Desta forma, vai executar uma obra de grande envergadura, gerando uma exposição considerável no mercado.

“Estamos muito contentes por ter assessorado a Etermar na assinatura do contrato EPC para a execução do Projecto Ponte Kutuctay, por um valor superior a 40 milhões de sóis” [moeda do Peru, equivalente a mais de 10 milhões de euros], comenta Aldo Reggiardo, sócio do escritório de Lima da Cuatrecasas, da área de Financeira.

“O projeto vai ser levado a cabo no âmbito do mecanismo de ‘Obras por Impostos’, sendo financiado pela Minera Las Bambas S.A.C., uma das maiores empresas de minas do mundo. O regime através do qual o projecto será realizado permite a execução de obras de infraestruturas públicas relevantes através do financiamento e desenvolvimento de privados”, acrescenta.

Além de Aldo Reggiardo, participou nesta operação o associado da mesma área Alejandro Zorrilla, da equipa da Cuatrecasas.

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