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Governo de Angola vai lançar PPP para as principais linhas ferroviárias do país

O Governo angolano prepara-se para o lançamento de parcerias público-privadas (PPP) para as principais linhas ferroviárias do país.

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O Governo angolano prepara-se para o lançamento de parcerias público-privadas (PPP) para as principais linhas ferroviárias do país e para a venda em bolsa de parte do capital das empresas petrolíferas e de diamantes nacionais.

Até ao final de Janeiro de 2021 deverão estar reunidas as condições de licitação para a concessão do corredor ferroviário do Lobito, o qual integra o Caminho-de-Ferro de Benguela Em conferência de imprensa, o ministro angolano dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu Abreu afirmou que o Governo quer a participação de operadores especializados em logística e carga, para assegurar a manutenção e reabilitação das infra-estruturas.
Outra das prioridades do Governo recaí sobre o Caminho de Ferro de Luanda. Cerca de 215 km da linha, entre Zenza do Itombe (província do Kuanza Norte) e o Cacuso (província de Malanje) necessitam de ser reabilitados. “Ainda está a ser avaliado se esta rota será reabilitada ou se a linha terá uma nova rota para chegar à província de Malanje”, referiu o ministro.

O ministro acrescentou que o projeto de lançamento do “Corredor Norte” envolverá programas de parceria público-privada. O objectivo é que as três linhas ferroviárias (Benguela, Luanda e Moçamedes) cheguem aos países vizinhos, com a intervenção do sector privado, acrescentou.

Ricardo Viegas D’Abreu referiu-se ainda ao metro ligeiro de superfície, previsto para Luanda, o qual tem por base uma parceria entre o Governo e a Siemens. O projecto deverá ser construído no âmbito de uma parceria público-privada, com previsão de lançamento “ainda este ano”, da construção da primeira linha, com 30 km.
Em 2021, prevê-se também o recomeço da construção do novo Aeroporto Internacional de Luanda, com previsão de conclusão em 2023, segundo o ministro. O projecto já teve financiamento aprovado de 1,4 biliões de USD para ser concluído. Uma verba “mais do que suficiente” para a fase final, afirmou o ministro. “Foi necessário reavaliar o projeto, garantimos que fossem feitos ajustes técnicos e chegamos a um acordo com a construtora chinesa, para não precisarmos de recursos adicionais”, sublinhou.

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Ainda no início desta semana a ministra angolana das Finanças, Vera Daves, adiantou que entre 2021 e o início de 2022, parte do capital da Sonangol e da Endiama serão vendidos em bolsa. Numa conferência organizada pela Bloomberg sobre a África, Vera Daves acrescentou que o lançamento da operação “depende da rapidez com que será possível organizar estas empresas e da garantia do cumprimento da due diligence para captar o interesse de investidores de qualidade”.

Até agora, o país privatizou 30 empresas, das 195 que serão vendidas até 2022 no âmbito do programa PROPRIV.

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Eaton traça tendências energéticas para 2022

Para a Eaton, empresa que actua no sector de energia, a forma de pensar e compreender como será o futuro da energia é olhar o passado

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Antes da emergência de recursos energéticos como o carvão, o petróleo e o gás o recurso a fontes de energia significava interagir directamente com as mesmas, mas com a pandemia a queda significativa da procura foi seguida de uma abrupta aceleração, para a qual o nosso fornecimento global de energia não estava preparado.

Nesse sentido, “não devemos esperar um regresso fácil à energia barata, sempre disponível, com os produtores a enfrentarem um enorme desafio tanto em termos de descarbonização da oferta como de crescimento da oferta global em linha com o sector industrial e automóvel a avançar para a electrificação”, avança Marcos Fabregas-Dittmann, Country Director da Eaton Iberia“. Para o responsável, a “economia da energia eléctrica irá mudar, ainda mais significativamente, em favor da geração distribuída renovável. O preço por Wh da geração fotovoltaica é agora mais baixo, na maioria das geografias, do que as alternativas de combustíveis fósseis, e a fotovoltaica no local, combinada com soluções de armazenamento de energia, dará às empresas a possibilidade de enfrentar com mais sucesso as flutuações do mercado energético”, sustenta.

A conjugação da energia renovável com o armazenamento no local representa, assim, uma oportunidade de receitas para as empresas, afirma a Eaton. Estas poderão vender essa energia de volta à rede, bem como utilizá-la para descarbonizar e acrescentar resiliência às suas próprias operações. Esta é também uma oportunidade para as redes de serviços públicos, que poderão recorrer a uma gama mais flexível de recursos visando a redução de emissões.

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Estas mudanças no sector energético serão possíveis pela crescente digitalização dos sistemas energéticos. Uma componente chave da transição será, por exemplo, a flexibilidade do lado da procura, reduzindo as exigências de certos consumidores industriais em momentos de menor oferta, a fim de garantir a disponibilidade de energia para sistemas críticos e pessoas vulneráveis. Para tal, será necessária uma visão e interactividade com activos “atrás do contador”, sobre os quais as redes de distribuição tradicionalmente não têm resposta.

“Este ano, e por tudo isto, a rede será mais importante do que nunca. É já um sistema altamente sofisticado de monitorização e gestão do fluxo de energia, e na nova era de “prosumers”, na qual os consumidores também estão a produzir energia, contaremos com uma rede robusta e inteligente para gerir um fluxo bidireccional”, reforça a empresa.

A Eaton prevê, por isso, que 2022 será o ano em que o mundo desperta mais profundamente para o facto de que, mais uma vez, a obtenção de poder implica a tomada de decisões. “Os consumidores estão cada vez mais a mudar para veículos eléctricos, e esta electrificação dramática irá impulsionar mais mudanças na relação com o poder. As empresas, entretanto, sentirão a pressão de tomar medidas incisivas sobre o poder como parte das suas aspirações de sustentabilidade. Estas mudanças vão demorar e colocam desafios muito complexos uma vez que significarão alterar radicalmente a estrutura técnica e económica de uma infraestrutura crítica em funcionamento. Requerem investimento, regulamentação e acima de tudo integração da flexibilidade”.

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8,3 M€ para cientistas em Portugal

Concurso ERC Starting Grants aprovou cinco candidaturas de cientistas que irão desenvolver os seus projectos em Portugal. Portugal atingiu um novo máximo ao nível de propostas submetidas, aumentando cerca de 56% face ao número de propostas submetidas em 2020

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O Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês) atribuiu 397 bolsas no valor de 619 milhões de euros a cientistas em início de carreira (ERC Starting Grants). Neste concurso foram seleccionadas para financiamento as candidaturas de cinco cientistas que irão desenvolver os seus projectos em Portugal, em diversas áreas do conhecimento, num volume de financiamento total de cerca de 8,3 milhões de euros.

Os resultados anunciados são provisórios, existindo ainda vários candidatos em lista de reserva, aguardando-se uma decisão final para breve. Por agora, já 22 Estados-Membros da União Europeia e Países Associados viram candidaturas nacionais serem aprovadas no âmbito deste concurso de financiamento do programa Horizonte Europa.

Os projectos dos cinco cientistas que irão desenvolver a suas investigações em instituições de I&D portuguesas abordam temas/áreas muito diversos entre si: Manuel Souto, Universidade de Aveiro, química e materiais; Sérgio Rosa Domingos, Universidade de Coimbra, química-física e máquinas moleculares; Susana Soares, LAQV/REQUIMTE, Universidade do Porto, biotecnologia alimentar; Yonatan Gez, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, socio antropologia do desenvolvimento com foco na África Oriental: e Vera Aldeias, Universidade do Algarve, estudo do passado humano e arqueologia. Os concursos do ERC Starting Grant tiveram início em 2007, tendo Portugal já ultrapassado a meia centena de bolsas atribuídas.

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Este foi o primeiro concurso ERC Starting Grants lançado no âmbito do Horizonte Europa para o período de 2021-2027. Esta bolsa para cientistas em início de carreira financia projectos de investigação de 5 anos de duração e com um valor médio de financiamento de 1,5 milhões de euros, para que estes jovens cientistas possam constituir as suas equipas de investigação e desenvolver as suas melhores ideias, em todas as áreas do conhecimento. Neste concurso, que abriu em 2021, foram submetidas mais de 4.000 propostas, o que representou um aumento de 24% face ao concurso de 2020. Neste domínio, Portugal atingiu um novo máximo ao nível de propostas submetidas (2,8% do total vs. 2,5% em 2014), aumentando cerca de 56% face ao número de propostas submetidas no concurso de 2020. De realçar que 51% das propostas de Portugal são lideradas por mulheres (versus 40% de todas as candidaturas submetidas).

Segundo dados do ERC, em média, cada projecto do ERC gera emprego para mais de 5 pessoas, desde investigadores a gestores de ciência, estudantes de doutoramento ou técnicos e representa um reconhecimento internacional da investigação realizada e um marco importante na independência científica destes cientistas em início de carreira.
A Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que integra a rede PERIN (Portugal in Europe Research and Innovation Network) e coordena a promoção das actividades do ERC, continuará empenhada em elevar os níveis de participação nacional nos concursos do ERC, em todas as suas diferentes tipologias, por forma a aumentar a taxa de sucesso nacional neste importante instrumento do Horizonte Europa.

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Novo sistema de orientação a laser aumenta em 60% precisão na escavação de túneis

A Acciona desenvolveu um sistema de orientação a laser para a escavação de túneis convencionais que aumenta em mais de 60% a precisão entre os troços projectados e os troços reais de construção,

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A Acciona desenvolveu um sistema de orientação a laser para a escavação de túneis convencionais que aumenta em mais de 60% a precisão entre os troços projectados e os troços reais de construção, reduzindo os custos adicionais provocados por desvios geométricos na construção.

Através do uso de laser, é projectada em tempo real uma linha contínua da secção de escavação “teórica”, ou seja, o perfil que o túnel deve ter em cada ponto específico ao longo de seu percurso é “desenhado” no solo. Desta forma, os custos extras ocasionados por desvios geométricos nas secções padrão são significativamente reduzidos na construção deste tipo de infraestrutura.

Além de reduzir o volume de material escavado, esse inovador sistema oferece outras vantagens como a facilidade de uso, por se tratar de um equipamento leve (75 kg) e de dimensões reduzidas (100x45x55 cm) operado pela própria equipa na obra. Outra das vantagens é facilidade de utilização do sistema que não exige nenhuma formação técnica adicional ou especializada. Adicionalmente, permite ter um registro digital do andamento do túnel por meio de varredura a laser.

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A construtora implementou este sistema em ambientes reais como o Túnel da Pedralba (Zamora), o Túnel Padornelo (Zamora), o Túnel Olesa (Catalunha), a Linha 3 do Metro do Chile ou o Túnel Tresponts (Catalunha), e o objectivo da empresa é implementá-lo em breve na construção da Linha 6 do Metro de São Paulo, no Brasil, e da rodovia E6-Trondheim-Vaernes, na Noruega.

No final do ano passado, o sistema de orientação a laser recebeu o Prémio Nacional Leonardo Torres Quevedo de Inovação em Engenharia.

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Stellantis testa sistema de carregamento por indução

Instalada numa área privada da auto-estrada A35, em Itália, a Arena do Futuro tem como objectivo mostrar como a tecnologia de transferência dinâmica de energia sem fios – Dynamic Wireless Power Transfer ou DWPT – pode ser a solução para ajudar à descarbonização da mobilidade

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A mobilidade eléctrica, além de um contributo importante para um ambiente mais sustentável e para o aumento da eficiência energética no transporte, representa um novo paradigma na forma como se desenha o futuro das cidades. Espera-se que a autonomia dos carros eléctricos continue a aumentar, assim como o número de postos de carregamento e o número de utilizadores, mas há soluções infra-estruturais que vão ao encontro deste desafio. Após anos de intensos e aprofundados estudos, o “Arena Del Futuro”, circuito construído pela A35 Brebemi – troço de autoestrada que assegura a ligação directa entre Brescia e Milão – em colaboração com a Stellantis e outros parceiros internacionais, instituições públicas e universidades, tornou-se agora uma realidade. O seu objectivo é testar, no terreno, um carregamento eléctrico revolucionário por indução dinâmica.

Depois de terem sido identificadas as melhores tecnologias de electrificação rodoviária e de se ter preparado o circuito, inicia-se agora a terceira fase do projecto, centrada na experimentação da tecnologia adoptada. A inauguração do circuito de 1.050 metros de comprimento foi um sucesso. Localizado numa área privada da auto-estrada A35, perto da saída de Chiari Oeste, é alimentado por uma potência eléctrica de 1 MW. O “Arena del Futuro” está agora pronto para testar, em condições reais, a tecnologia inovadora utilizada para carregar veículos eléctricos quando estes circulam nesse percurso. Os primeiros veículos – um novo Fiat 500 e um autocarro IVECO E-WAY – preparados para testar o sistema, já percorreram inúmeros quilómetros, com resultados mais do que encorajadores. O objectivo é demonstrar como o sistema DWPT (Dynamic Wireless Power Transfer) – a principal característica do circuito “Arena del Futuro” – se perfila como uma das melhores tecnologias candidatas a responder de imediato e de forma concreta às necessidades de descarbonização e de sustentabilidade ambiental no sector da mobilidade.

Plano estratégico
A participação da Stellantis neste projecto faz parte da estratégia de electrificação ilustrada pela empresa no seu “EV Day”, a 8 de Julho deste ano. O principal objectivo é oferecer aos clientes não só veículos com a tecnologia mais recente, com grande autonomia e velocidades de carregamento ultra-rápidas, mas também um ecossistema de serviços que possa satisfazer todas as necessidades de uma base de clientes cada vez mais exigente. Até 2025, a Stellantis prevê investir mais de 30 mil milhões de euros em electrificação e no desenvolvimento de software, que apoiem os planos de descarbonização e assegurem, simultaneamente, um dos melhores níveis de satisfação dos clientes à escala mundial. Para Anne-Lise Richard, Head of the Global e-Mobility Business Unit da Stellantis, “esta é uma solução de vanguarda que dá uma resposta concreta aos desafios de autonomia e de carregamento que preocupam os clientes”. Dando seguimento aos anúncios feitos no EV Day, Anne-Lise Richard declarou: “Estamos a acelerar o nosso papel na definição da mobilidade do futuro e, neste sentido, a tecnologia DWPT parece-nos estar de acordo com o nosso desejo de oferecer uma resposta concreta às exigências dos clientes. Carregar os veículos enquanto estão em movimento oferece vantagens claras em termos de tempos de carregamento e de dimensão das suas baterias”.

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Oferta potencial
A oferta potencial de serviços inovadores como o sistema DWPT ajudará a Stellantis a cumprir os seus objectivos ambiciosos de electrificação anunciados aquando do “EV Day”: até 2030, mais de 70% dos veículos vendidos na Europa e mais de 40% dos vendidos nos Estados Unidos serão veículos de baixas emissões. Utilizando a DWPT, os veículos eléctricos podem ser carregados “sem fios” ao serem conduzidos em pistas equipadas com cablagens eléctricas, através de um sistema inovador de curvas instalado sob o alcatrão. Esta tecnologia pode ser adaptada para todos os veículos equipados com um “receptor” especial que transfere a energia procedente da infraestrutura rodoviária para a bateria, com o objectivo de gerar um sistema de mobilidade “zero emissões”. Ao mesmo tempo, a conectividade avançada das tecnologias IoT (Internet das Coisas) garantirá a máxima segurança rodoviária, ao possibilitar um diálogo constante entre a autoestrada e os veículos que nela viajam.

A superfície da estrada será também optimizada para a tornar mais durável sem alterar a eficiência e eficácia do carregamento indutivo. Este projecto é o primeiro exemplo de inovação colaborativa para a mobilidade “zero emissões” de pessoas e mercadorias. A A35 Brebemi-Aleatica e a Stellantis – juntamente com a ABB, Electreon, FIAMM Energy Technology, IVECO e IVECO Bus, Mapei, Pizzarotti, Escola Politécnica de Milão, Prysmian, TIM, Universidade de Roma III e Universidade de Parma, Bombeiros e Polizia Stradale (Polícia de Trânsito) – deram agora um passo extremamente importante e realmente concreto com o circuito “Arena del Futuro”, recentemente citado pela prestigiada revista “Time” como uma das 100 invenções mais importantes de 2021.

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Avança ligação submarina entre Sines/Marrocos

Esta é mais uma importante etapa do projecto EllaLink: a primeira ligação directa entre a Europa e o Brasil, através de um cabo de ultra banda larga, com seis mil quilómetros de extensão e que representa um investimento de 150M€

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A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) atribuiu o Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo (TUPEM) ao promotor do cabo EllaLink, o que irá permiti o inicio da instalação de uma ligação a Marrocos, a partir do backbone principal, que liga Sines ao Brasil.

O TUPEM foi atribuído ao abrigo do Decreto-Lei n.º 38/2015, no regime de concessão por 25 anos, contemplando no mar português uma área de implantação do cabo óptico submarino de 2.338 metros quadrados e uma área de protecção de 116.238 metros quadrados. Consiste na instalação de um branch de cabo submarino internacional que permitirá a ligação a Casablanca, apresentando um comprimento de cerca de 420 quilómetros, através de um cabo de dois pares de fibras que permite uma largura de banda de 50 Terabit/s.

Os trabalhos estão em fase avançada de preparação e o cabo deverá começar a ser instalado ainda durante este mês de Janeiro, com vista ao arranque em funcionamento na primeira metade de 2022. É mais um passo no projecto de ligação de dados de baixa latência EllaLink, que já está a operar entre Sines e Fortaleza, com uma ramificação à Ilha da Madeira, alargando-se a rede de interconexões a diferentes geografias, neste caso ao norte de Africa.

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A importância da ligação de Portugal, através de uma crescente rede de cabos de dados de última geração, é fundamental no posicionamento nacional na economia dos dados, matéria que tem sido uma prioridade para o Governo.

O projecto EllaLink contempla a primeira ligação directa entre a Europa e o Brasil, através de um cabo de ultra banda larga, com seis mil quilómetros de extensão e representando um investimento de 150 milhões de euros.

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Produção de hidrogénio em Sines avança

O consórcio de 13 empresas, GreenH2Atlantic, foi o escolhido pela Comissão europeia para desenvolver um projecto de produção de hidrogénio verde

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“Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi seleccionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projecto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines”, pode ler-se no comunicado da EDP.

O consórcio terá o nome GreenH2Atlantic, e além da EDP, Galp e Martifer incorpora empresas como a Engie, Bondalti, Vestas, McPhy e Efacec, bem como “parceiros académicos e de investigação como ISQ, INESC-TEC, DLR e CEA, e do cluster público-privado Axelera”.

“O GreenH2Atlantic foi um dos três projectos seleccionados no âmbito do Horizon 2020 – Green Deal para demonstrar a viabilidade do hidrogénio verde numa escala de produção e aplicação tecnológica sem precedentes”, indica o comunicado.

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De acordo com o texto, “o fundo de 30 milhões de euros irá contribuir para financiar a construção da unidade de hidrogénio, localizada na central termoelétrica de Sines”.

“A construção deverá arrancar em 2023 e a operação deverá começar em 2025, datas essas sujeitas às devidas autorizações pelas autoridades”, indica o comunicado.

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De olhos postos no primeiro leilão solar flutuante

A capacidade total a disponibilizar, neste primeiro leilão solar flutuante, será de 263 MVA nas albufeiras de Alqueva, Castelo de Bode, Cabril, Alto Rabagão, Paradela, Salamonde e Tabuaço

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Com o prazo para pedidos de esclarecimento relacionados com o leilão solar flutuante a decorrer o governo reitera a importância deste para o cumprimento das metas inscritas no Plano Nacional Energia Clima (PNEC), o qual prevê que até 2030, 47% da energia provenha de fontes renováveis. Isso implica duplicar a capacidade instalada em tecnologias renováveis para a produção eléctrica por volta do ano de 2027, altura em que a tecnologia solar contribuirá com cerca de 8,1 a 9,9 GW (em 2030).

Apesar da energia solar ser uma das fontes endógenas renováveis mais abundantes em Portugal, esta tem uma expressividade extremamente reduzida, quando se compara com outros países europeus com condições de exposição solar manifestamente inferiores, como é o caso da Alemanha e do Reino Unido que têm, respectivamente, 54 e 15 vezes mais capacidade solar fotovoltaica instalada do que Portugal (Fonte: Eurostat, dados relativos a 2019).
A penetração da energia solar no Sistema Eléctrico Nacional tem sido lenta: entre 2016 e 2019, apenas 386 MW de novas centrais fotovoltaicas foram efectivamente instalados (dados relativos a centrais, não inclui a pequena produção).

Até Setembro deste ano a capacidade instalada de solar fotovoltaico em Portugal rondava 1,3 GW, enquanto a produção anual estava nos 2,0 GWh (6% da produção total renovável). Para desenvolver o potencial solar do país, que estava objectivamente subaproveitado, foram lançados vários leilões: em 2019, o primeiro leilão solar alocou 1.292 MW de capacidade solar, incluindo o lote, à altura, com a tarifa mais baixa de todo o mundo (14,76 €/MWh).

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Em 2020, entre os 670 MW alocados, incluiu-se o lote com a tarifa mais baixa a nível mundial (11,14 €/MWh), valor recentemente batido por leilão realizado na Arábia Saudita. Este ano, serão colocados a concurso superfícies não-convencionais, designadamente os planos de água dos aproveitamentos hídricos, dando impulso ao solar flutuante.
Esta solução permite optimizar o aproveitamento dos nossos recursos renováveis endógenos, ao mesmo tempo que minora os impactes paisagísticos das centrais no território. É uma solução que comporta ainda externalidades ambientais positivas nas albufeiras: redução da evaporação e aumento da qualidade da água, pela redução do crescimento de algas. Os estudos de avaliação de impacto ambiental, como acontece sempre, são devidos, nos termos da legislação aplicável, aquando da apresentação e licenciamento dos projectos concretos que decorram do leilão.

Existem exemplos internacionais com bons resultados, nos Países Baixos e em Singapura. Em Singapura, por exemplo, já existem (por exemplo, a central de Tengeh, com 60 MW) e estão planeadas várias centrais solares fotovoltaicas flutuantes em reservatórios de água para consumo humano, não tendo sido registada qualquer mudança negativa na qualidade da água e nenhum impacto negativo significativo sobre a vida selvagem.

Em Portugal, desenvolveu-se um projeto-piloto na albufeira do Alto Rabagão, em Montalegre. Esta unidade-piloto foi construída em 2016 e tem testado com sucesso a complementaridade entre a energia solar e a hídrica, bem como as vantagens ambientais e económicas desta nova tecnologia. Dados os bons resultados no Alto Rabagão, está prestes a ser concluída a instalação, previsivelmente no final deste ano, de uma nova central solar fotovoltaica flutuante piloto na albufeira do Alqueva (1 MW) numa escala superior à do piloto do Alto Rabagão (0,22 MW).

Tratando-se de águas inseridas no domínio hídrico do Estado, a delimitação e mapeamento das áreas de implantação foi efetuada pela Agência Portuguesa do Ambiente I.P., enquanto Autoridade Nacional da Água. Na definição dessas áreas foram salvaguardados e compatibilizados os diferentes usos associados às albufeiras, desde a captação de água para consumo humano e regadio, à navegação e desportos náuticos, até à recolha de água para combate a incêndios florestais por meios aéreos.

A capacidade total a disponibilizar, neste primeiro leilão solar flutuante, será de 263 MVA nas albufeiras de Alqueva, Castelo de Bode, Cabril, Alto Rabagão, Paradela, Salamonde e Tabuaço.

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Francisco Cardoso dos Reis reconduzido na liderança da UIC Europa

O responsável pela área internacional da Infraestruturas de Portugal continuará como chairman da International Union of Railways, iniciando em Janeiro o seu terceiro mandato

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Francisco Cardoso dos Reis foi reconduzido como chairman da International Union of Railways (UIC) para o biénio 2022/2023. Também responsável pela área internacional da Infraestruturas de Portugal (IP),Francisco Cardoso Reis inicia em Janeiro de próximo ano o seu terceiro mandato. “O contributo do caminho-de-ferro para a implementação da estratégia europeia do Green Deal é determinante, estando o seu sucesso fortemente dependente daquele. Nesse sentido, o total envolvimento da UIC Europa na respectiva concretização, centrando as soluções a desenvolver na resposta às exigências e expectativas do cliente ferroviário, seja na oferta para passageiros ou para mercadorias”, sustenta o responsável.

Para os próximos dois anos Cardoso dos Reis elege ainda como objectivo “uma forte aposta na inovação e no digital”, realçando “o papel determinante dos membros europeus da UIC na concretização da estratégia Regional de Inovação, que não poderá deixar de responder aos desafios económicos e sociais a ela associados”.

A International Union of Railways integra no seu seio a generalidade das companhias europeias de caminho de ferro, entre as quais, em Portugal, a IP e a CP- Comboios de Portugal, bem como a generalidade das redes ferroviárias espalhadas por todo o Mundo, tais como: Estados Unidos, Rússia, China, Turquia, Canadá, Brasil, Irão, Coreia do Sul, Marrocos ou Japão, cobrindo seis Áreas Regionais e envolvendo cerca de 200 Membros.

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Empresa portuguesa NBI ganha 11ª edição do Sacyr Innovation Awards

A solução da NBI é uma ferramenta para fazer a avaliação do capital natural e os impactos nos serviços ecossistémicos dos projectos da Sacyr. Juntas irão realizar um projecto piloto em La Palma (nas Ilhas Canárias), onde, há três meses, existe um vulcão activo que está a alterar o aspecto da ilha

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A empresa portuguesa Natural Business Intelligence (NBI) foi a vencedora da décima primeira edição dos Sacyr Innovation Awards. A Fundação Sacyr premiou a solução apresentada pela NBI, que actua na avaliação e gestão do capital natural de projectos. Das 245 apresentadas, a proposta desta empresa é a que melhor se adequa a um dos quatro desafios lançados pela Sacyr no âmbito do seu programa de inovação aberta Sacyr iChallenges.

A Sacyr Foundation concedeu o segundo prémio à empresa alemã Heliatek graças à sua tecnologia de soluções fotovoltaicas orgânicas.

A solução da NBI é uma ferramenta para fazer a avaliação do capital natural e os impactos nos serviços ecossistémicos dos projectos da Sacyr. Juntas irão realizar um projecto piloto em La Palma (nas Ilhas Canárias), onde, há três meses, existe um vulcão activo que está a alterar o aspecto da ilha.

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A solução disponibilizada pela NBI responde ao desafio lançado pela Sacyr iChallenges no que diz respeito à medição do impacto ecológico das actividades da empresa. Os outros finalistas neste desafio foram a BC3 Research Centre Basque for Climate Change (Espanha) e a Creando Redes (Espanha).

Manuel Manrique, presidente da Sacyr, destacou que a empresa tem estendido a inovação a todos os colaboradores e a agentes externos. “A prova do sucesso desta estratégia é a grande adesão que temos tido aos desafios que lançámos na Sacyr iChallenges e o prestígio destes Innovation Awards, que já se encontram na sua décima primeira edição”, afirmou Manrique.

“Com a inovação, podemos responder melhor aos nossos clientes e às suas necessidades presentes e futuras, cada vez mais focados na sustentabilidade”, acrescentou.

O segundo prémio foi para a Heliatek, graças a um projecto que responde ao desafio de criar instalações, como campos universitários, que sejam eficientes do ponto de vista energético e reduzam a sua pegada de carbono.

A empresa alemã actua na área de energia fotovoltaica orgânica e possui soluções que se adaptam a diferentes estruturas de edifícios. A Heliatek apresentou a sua solução de módulos fotovoltaicos ultrafinos e orgânicos capazes de aderir a qualquer superfície.

Os outros finalistas neste desafio foram a SEaB Energy (Reino Unido) e a BDP EnviroTech (Estados Unidos da América).

Nos outros dois desafios, a Alpha 311 (Reino Unido) apresentou a solução que melhor respondeu ao desafio de geração de energia limpa em infra-estruturas lineares. A Greerail (Itália) e a Lusoco (Holanda) foram os outros dois finalistas.

Em Smart Inventory, a DotGIS (Espanha) recebeu o prémio para este desafio e a ESRI (Espanha) em conjunto com a Cyclomedia e SEITECH Solutions (Espanha) foram as finalistas.

A Sacyr Foundation identifica e premeia anualmente as melhores iniciativas apresentadas pela comunidade inovadora no Sacyr iChallenges, o programa de inovação aberta da Sacyr.

O Sacyr iChallenges é um dos pilares da estratégia de inovação e transformação da empresa, baseada no compromisso com o trabalho em equipa e a cocriação com o ecossistema inovador global.

Nesta edição do programa, a empresa apostou na promoção da sustentabilidade, pilar fundamental do Plano de Acção Sustentável Sacyr 2021-2025, tendo a inovação como um dos principais catalisadores para a concretização dos objectivos traçados pela Sacyr. Com este plano, a Sacyr compromete-se em contribuir para o combate às alterações climáticas com um aumento significativo do investimento em inovação para a protecção do ambiente.

A Sacyr recebeu nesta edição do Programa um total de 245 propostas de 25 países. Após uma análise criteriosa de todas as ideias, a empresa seleccionou as 12 entidades (de Espanha, Reino Unido, Portugal, EUA, Holanda, Itália e Alemanha) que, com as suas soluções, foram os que melhor responderam aos desafios colocados nesta edição.

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8,4M€ para obras no IC 2

O tribunal de Contas deu luz verde às obras no IC 2, entre Asseiceira e Freires. O investimento superior a 8,4 M€, visa reforçar a segurança e as condições de mobilidade dos milhares de utilizadores desta via

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Arrancam em Janeiro as obras de beneficiação no IC 2, entre Asseiceira e Freires, num troço com 20,3 quilómetros. A empreitada, avaliada em 8,4 milhões de euros visa reforçar a segurança e as condições dos milhares de automobilistas que diariamente circulam nesta via.

Os trabalhos decorrerão nos concelhos de Rio Maior e Alcobaça, distritos de Santarém e Leiria, e compreendem a reabilitação integral do pavimento, o reforço e reabilitação do sistema de Sinalização (horizontal e vertical), dos equipamentos de Segurança da estrada e do sistema de Guiamento e Balizagem, a beneficiação global do sistema de drenagem da via e a reformulação de cinco intersecções de nível, com construção de rotundas.

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