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Rectificação: Prospectiva projecta substituição de cobertura do aeroporto de Faro

A obra, que deverá ter início durante a Primavera deste ano, vai incidir na substituição do revestimento, das caleiras e das caixilharias ao nível da cobertura

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A obra, que deverá ter início durante a Primavera deste ano, vai incidir na substituição do revestimento, das caleiras e das caixilharias ao nível da cobertura

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O Aeroporto de Faro irá dar início às obras de reabilitação da sua cobertura ainda no primeiro trimestre do ano. A Prospectiva foi a empresa seleccionada para elaborar o projecto da intervenção que, que além da nova cobertura, inclui, ainda, a substituição do sistema de drenagem de águas pluviais e da caixilharia envidraçada no alinhamento G.

Desta forma, a Prospectiva prevê o reforço da estrutura de apoio à cobertura, adequando-a às novas exigências de utilização e regulamentares e a substituição integral da cobertura existente em cerca de 28.000m2.

Na selecção do novo revestimento proposto em projecto, procuraram-se sistemas com perfeita capacidade de modelação à geometria da cobertura existente, com o objectivo de não interferir com a arquitectura original do edifício, recorrendo a materiais de revestimento mais actuais, de resistência, durabilidade e segurança acrescidas.

Adoptou-se um sistema de chapa dupla tipo skinzip, com revestimento interior estrutural e de acabamento, barreira para-vapor, isolamento térmico e acústico, e chapa de recobrimento superior em solução de junta agrafada, em alumínio, com protecção anticorrosiva com resistência à corrosão até RC5, e resistência aos raios UV até RUV4.

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O sistema de drenagem pluvial contará com caleiras e ralos de drenagem totalmente novos, melhor adaptados às características da nova cobertura, e a caixilharia envidraçada em todo o alinhamento G, será substituída ao longo de aproximadamente 350m de extensão, por nova caixilharia com corte térmico, e envidraçado com coeficiente de transmissão térmica compatível com a regulamentação em vigor, beneficiando os consumos energéticos associados à climatização. Foram previstos vãos com abertura basculante motorizada, actuados de forma automática através de sensor, ou por comando.

Para melhorar a segurança do edifício, dotou-se toda a área de cobertura de uma rede de extinção automática de incêndio por via húmida (sprinklers), sistema que contribuirá para o arrefecimento da cobertura em caso de incêndio, aumentando a capacidade de resistência ao fogo da estrutura.

Para proporcionar o futuro acesso à cobertura em condições de segurança, nomeadamente para trabalhos de manutenção de equipamentos, limpeza de caleiras, entre outras, previu-se ainda a implementação de um sistema do tipo 3M Fall Protection, constituído por passadiços e linhas de vida fixas, que permitem aceder em segurança a qualquer ponto da cobertura, mitigando o risco de queda para o exterior.

Aeroporto em funcionamento

Um dos maiores desafios deste projecto, foi o de encontrar soluções construtivas, de faseamento de obra e de protecção dos trabalhos, que permitam manter a infraestrutura aeroportuária em funcionamento durante os 30 meses estimados de duração da obra, em totais condições de actividade e segurança para os trabalhadores e utilizadores do aeroporto em geral, tendo contado para o efeito, com o contributo da coordenação de segurança em projecto.

O projecto previu ainda a adequação e reposição de todos os serviços afectados pela execução da obra, nomeadamente e entre outros, redes de drenagem, incêndio, instalações elétricas, de iluminação, som, telecomunicações, segurança e AVAC.

NOTICIA RECTIFICADA: Ao contrário do que estava indicado no título, a Prospectiva não realizou a obra mas sim o projecto

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Novo sistema de orientação a laser aumenta em 60% precisão na escavação de túneis

A Acciona desenvolveu um sistema de orientação a laser para a escavação de túneis convencionais que aumenta em mais de 60% a precisão entre os troços projectados e os troços reais de construção,

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A Acciona desenvolveu um sistema de orientação a laser para a escavação de túneis convencionais que aumenta em mais de 60% a precisão entre os troços projectados e os troços reais de construção, reduzindo os custos adicionais provocados por desvios geométricos na construção.

Através do uso de laser, é projectada em tempo real uma linha contínua da secção de escavação “teórica”, ou seja, o perfil que o túnel deve ter em cada ponto específico ao longo de seu percurso é “desenhado” no solo. Desta forma, os custos extras ocasionados por desvios geométricos nas secções padrão são significativamente reduzidos na construção deste tipo de infraestrutura.

Além de reduzir o volume de material escavado, esse inovador sistema oferece outras vantagens como a facilidade de uso, por se tratar de um equipamento leve (75 kg) e de dimensões reduzidas (100x45x55 cm) operado pela própria equipa na obra. Outra das vantagens é facilidade de utilização do sistema que não exige nenhuma formação técnica adicional ou especializada. Adicionalmente, permite ter um registro digital do andamento do túnel por meio de varredura a laser.

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A construtora implementou este sistema em ambientes reais como o Túnel da Pedralba (Zamora), o Túnel Padornelo (Zamora), o Túnel Olesa (Catalunha), a Linha 3 do Metro do Chile ou o Túnel Tresponts (Catalunha), e o objectivo da empresa é implementá-lo em breve na construção da Linha 6 do Metro de São Paulo, no Brasil, e da rodovia E6-Trondheim-Vaernes, na Noruega.

No final do ano passado, o sistema de orientação a laser recebeu o Prémio Nacional Leonardo Torres Quevedo de Inovação em Engenharia.

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Stellantis testa sistema de carregamento por indução

Instalada numa área privada da auto-estrada A35, em Itália, a Arena do Futuro tem como objectivo mostrar como a tecnologia de transferência dinâmica de energia sem fios – Dynamic Wireless Power Transfer ou DWPT – pode ser a solução para ajudar à descarbonização da mobilidade

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A mobilidade eléctrica, além de um contributo importante para um ambiente mais sustentável e para o aumento da eficiência energética no transporte, representa um novo paradigma na forma como se desenha o futuro das cidades. Espera-se que a autonomia dos carros eléctricos continue a aumentar, assim como o número de postos de carregamento e o número de utilizadores, mas há soluções infra-estruturais que vão ao encontro deste desafio. Após anos de intensos e aprofundados estudos, o “Arena Del Futuro”, circuito construído pela A35 Brebemi – troço de autoestrada que assegura a ligação directa entre Brescia e Milão – em colaboração com a Stellantis e outros parceiros internacionais, instituições públicas e universidades, tornou-se agora uma realidade. O seu objectivo é testar, no terreno, um carregamento eléctrico revolucionário por indução dinâmica.

Depois de terem sido identificadas as melhores tecnologias de electrificação rodoviária e de se ter preparado o circuito, inicia-se agora a terceira fase do projecto, centrada na experimentação da tecnologia adoptada. A inauguração do circuito de 1.050 metros de comprimento foi um sucesso. Localizado numa área privada da auto-estrada A35, perto da saída de Chiari Oeste, é alimentado por uma potência eléctrica de 1 MW. O “Arena del Futuro” está agora pronto para testar, em condições reais, a tecnologia inovadora utilizada para carregar veículos eléctricos quando estes circulam nesse percurso. Os primeiros veículos – um novo Fiat 500 e um autocarro IVECO E-WAY – preparados para testar o sistema, já percorreram inúmeros quilómetros, com resultados mais do que encorajadores. O objectivo é demonstrar como o sistema DWPT (Dynamic Wireless Power Transfer) – a principal característica do circuito “Arena del Futuro” – se perfila como uma das melhores tecnologias candidatas a responder de imediato e de forma concreta às necessidades de descarbonização e de sustentabilidade ambiental no sector da mobilidade.

Plano estratégico
A participação da Stellantis neste projecto faz parte da estratégia de electrificação ilustrada pela empresa no seu “EV Day”, a 8 de Julho deste ano. O principal objectivo é oferecer aos clientes não só veículos com a tecnologia mais recente, com grande autonomia e velocidades de carregamento ultra-rápidas, mas também um ecossistema de serviços que possa satisfazer todas as necessidades de uma base de clientes cada vez mais exigente. Até 2025, a Stellantis prevê investir mais de 30 mil milhões de euros em electrificação e no desenvolvimento de software, que apoiem os planos de descarbonização e assegurem, simultaneamente, um dos melhores níveis de satisfação dos clientes à escala mundial. Para Anne-Lise Richard, Head of the Global e-Mobility Business Unit da Stellantis, “esta é uma solução de vanguarda que dá uma resposta concreta aos desafios de autonomia e de carregamento que preocupam os clientes”. Dando seguimento aos anúncios feitos no EV Day, Anne-Lise Richard declarou: “Estamos a acelerar o nosso papel na definição da mobilidade do futuro e, neste sentido, a tecnologia DWPT parece-nos estar de acordo com o nosso desejo de oferecer uma resposta concreta às exigências dos clientes. Carregar os veículos enquanto estão em movimento oferece vantagens claras em termos de tempos de carregamento e de dimensão das suas baterias”.

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Oferta potencial
A oferta potencial de serviços inovadores como o sistema DWPT ajudará a Stellantis a cumprir os seus objectivos ambiciosos de electrificação anunciados aquando do “EV Day”: até 2030, mais de 70% dos veículos vendidos na Europa e mais de 40% dos vendidos nos Estados Unidos serão veículos de baixas emissões. Utilizando a DWPT, os veículos eléctricos podem ser carregados “sem fios” ao serem conduzidos em pistas equipadas com cablagens eléctricas, através de um sistema inovador de curvas instalado sob o alcatrão. Esta tecnologia pode ser adaptada para todos os veículos equipados com um “receptor” especial que transfere a energia procedente da infraestrutura rodoviária para a bateria, com o objectivo de gerar um sistema de mobilidade “zero emissões”. Ao mesmo tempo, a conectividade avançada das tecnologias IoT (Internet das Coisas) garantirá a máxima segurança rodoviária, ao possibilitar um diálogo constante entre a autoestrada e os veículos que nela viajam.

A superfície da estrada será também optimizada para a tornar mais durável sem alterar a eficiência e eficácia do carregamento indutivo. Este projecto é o primeiro exemplo de inovação colaborativa para a mobilidade “zero emissões” de pessoas e mercadorias. A A35 Brebemi-Aleatica e a Stellantis – juntamente com a ABB, Electreon, FIAMM Energy Technology, IVECO e IVECO Bus, Mapei, Pizzarotti, Escola Politécnica de Milão, Prysmian, TIM, Universidade de Roma III e Universidade de Parma, Bombeiros e Polizia Stradale (Polícia de Trânsito) – deram agora um passo extremamente importante e realmente concreto com o circuito “Arena del Futuro”, recentemente citado pela prestigiada revista “Time” como uma das 100 invenções mais importantes de 2021.

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Avança ligação submarina entre Sines/Marrocos

Esta é mais uma importante etapa do projecto EllaLink: a primeira ligação directa entre a Europa e o Brasil, através de um cabo de ultra banda larga, com seis mil quilómetros de extensão e que representa um investimento de 150M€

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A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) atribuiu o Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo (TUPEM) ao promotor do cabo EllaLink, o que irá permiti o inicio da instalação de uma ligação a Marrocos, a partir do backbone principal, que liga Sines ao Brasil.

O TUPEM foi atribuído ao abrigo do Decreto-Lei n.º 38/2015, no regime de concessão por 25 anos, contemplando no mar português uma área de implantação do cabo óptico submarino de 2.338 metros quadrados e uma área de protecção de 116.238 metros quadrados. Consiste na instalação de um branch de cabo submarino internacional que permitirá a ligação a Casablanca, apresentando um comprimento de cerca de 420 quilómetros, através de um cabo de dois pares de fibras que permite uma largura de banda de 50 Terabit/s.

Os trabalhos estão em fase avançada de preparação e o cabo deverá começar a ser instalado ainda durante este mês de Janeiro, com vista ao arranque em funcionamento na primeira metade de 2022. É mais um passo no projecto de ligação de dados de baixa latência EllaLink, que já está a operar entre Sines e Fortaleza, com uma ramificação à Ilha da Madeira, alargando-se a rede de interconexões a diferentes geografias, neste caso ao norte de Africa.

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A importância da ligação de Portugal, através de uma crescente rede de cabos de dados de última geração, é fundamental no posicionamento nacional na economia dos dados, matéria que tem sido uma prioridade para o Governo.

O projecto EllaLink contempla a primeira ligação directa entre a Europa e o Brasil, através de um cabo de ultra banda larga, com seis mil quilómetros de extensão e representando um investimento de 150 milhões de euros.

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Produção de hidrogénio em Sines avança

O consórcio de 13 empresas, GreenH2Atlantic, foi o escolhido pela Comissão europeia para desenvolver um projecto de produção de hidrogénio verde

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“Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi seleccionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projecto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines”, pode ler-se no comunicado da EDP.

O consórcio terá o nome GreenH2Atlantic, e além da EDP, Galp e Martifer incorpora empresas como a Engie, Bondalti, Vestas, McPhy e Efacec, bem como “parceiros académicos e de investigação como ISQ, INESC-TEC, DLR e CEA, e do cluster público-privado Axelera”.

“O GreenH2Atlantic foi um dos três projectos seleccionados no âmbito do Horizon 2020 – Green Deal para demonstrar a viabilidade do hidrogénio verde numa escala de produção e aplicação tecnológica sem precedentes”, indica o comunicado.

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De acordo com o texto, “o fundo de 30 milhões de euros irá contribuir para financiar a construção da unidade de hidrogénio, localizada na central termoelétrica de Sines”.

“A construção deverá arrancar em 2023 e a operação deverá começar em 2025, datas essas sujeitas às devidas autorizações pelas autoridades”, indica o comunicado.

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De olhos postos no primeiro leilão solar flutuante

A capacidade total a disponibilizar, neste primeiro leilão solar flutuante, será de 263 MVA nas albufeiras de Alqueva, Castelo de Bode, Cabril, Alto Rabagão, Paradela, Salamonde e Tabuaço

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Com o prazo para pedidos de esclarecimento relacionados com o leilão solar flutuante a decorrer o governo reitera a importância deste para o cumprimento das metas inscritas no Plano Nacional Energia Clima (PNEC), o qual prevê que até 2030, 47% da energia provenha de fontes renováveis. Isso implica duplicar a capacidade instalada em tecnologias renováveis para a produção eléctrica por volta do ano de 2027, altura em que a tecnologia solar contribuirá com cerca de 8,1 a 9,9 GW (em 2030).

Apesar da energia solar ser uma das fontes endógenas renováveis mais abundantes em Portugal, esta tem uma expressividade extremamente reduzida, quando se compara com outros países europeus com condições de exposição solar manifestamente inferiores, como é o caso da Alemanha e do Reino Unido que têm, respectivamente, 54 e 15 vezes mais capacidade solar fotovoltaica instalada do que Portugal (Fonte: Eurostat, dados relativos a 2019).
A penetração da energia solar no Sistema Eléctrico Nacional tem sido lenta: entre 2016 e 2019, apenas 386 MW de novas centrais fotovoltaicas foram efectivamente instalados (dados relativos a centrais, não inclui a pequena produção).

Até Setembro deste ano a capacidade instalada de solar fotovoltaico em Portugal rondava 1,3 GW, enquanto a produção anual estava nos 2,0 GWh (6% da produção total renovável). Para desenvolver o potencial solar do país, que estava objectivamente subaproveitado, foram lançados vários leilões: em 2019, o primeiro leilão solar alocou 1.292 MW de capacidade solar, incluindo o lote, à altura, com a tarifa mais baixa de todo o mundo (14,76 €/MWh).

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Em 2020, entre os 670 MW alocados, incluiu-se o lote com a tarifa mais baixa a nível mundial (11,14 €/MWh), valor recentemente batido por leilão realizado na Arábia Saudita. Este ano, serão colocados a concurso superfícies não-convencionais, designadamente os planos de água dos aproveitamentos hídricos, dando impulso ao solar flutuante.
Esta solução permite optimizar o aproveitamento dos nossos recursos renováveis endógenos, ao mesmo tempo que minora os impactes paisagísticos das centrais no território. É uma solução que comporta ainda externalidades ambientais positivas nas albufeiras: redução da evaporação e aumento da qualidade da água, pela redução do crescimento de algas. Os estudos de avaliação de impacto ambiental, como acontece sempre, são devidos, nos termos da legislação aplicável, aquando da apresentação e licenciamento dos projectos concretos que decorram do leilão.

Existem exemplos internacionais com bons resultados, nos Países Baixos e em Singapura. Em Singapura, por exemplo, já existem (por exemplo, a central de Tengeh, com 60 MW) e estão planeadas várias centrais solares fotovoltaicas flutuantes em reservatórios de água para consumo humano, não tendo sido registada qualquer mudança negativa na qualidade da água e nenhum impacto negativo significativo sobre a vida selvagem.

Em Portugal, desenvolveu-se um projeto-piloto na albufeira do Alto Rabagão, em Montalegre. Esta unidade-piloto foi construída em 2016 e tem testado com sucesso a complementaridade entre a energia solar e a hídrica, bem como as vantagens ambientais e económicas desta nova tecnologia. Dados os bons resultados no Alto Rabagão, está prestes a ser concluída a instalação, previsivelmente no final deste ano, de uma nova central solar fotovoltaica flutuante piloto na albufeira do Alqueva (1 MW) numa escala superior à do piloto do Alto Rabagão (0,22 MW).

Tratando-se de águas inseridas no domínio hídrico do Estado, a delimitação e mapeamento das áreas de implantação foi efetuada pela Agência Portuguesa do Ambiente I.P., enquanto Autoridade Nacional da Água. Na definição dessas áreas foram salvaguardados e compatibilizados os diferentes usos associados às albufeiras, desde a captação de água para consumo humano e regadio, à navegação e desportos náuticos, até à recolha de água para combate a incêndios florestais por meios aéreos.

A capacidade total a disponibilizar, neste primeiro leilão solar flutuante, será de 263 MVA nas albufeiras de Alqueva, Castelo de Bode, Cabril, Alto Rabagão, Paradela, Salamonde e Tabuaço.

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Francisco Cardoso dos Reis reconduzido na liderança da UIC Europa

O responsável pela área internacional da Infraestruturas de Portugal continuará como chairman da International Union of Railways, iniciando em Janeiro o seu terceiro mandato

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Francisco Cardoso dos Reis foi reconduzido como chairman da International Union of Railways (UIC) para o biénio 2022/2023. Também responsável pela área internacional da Infraestruturas de Portugal (IP),Francisco Cardoso Reis inicia em Janeiro de próximo ano o seu terceiro mandato. “O contributo do caminho-de-ferro para a implementação da estratégia europeia do Green Deal é determinante, estando o seu sucesso fortemente dependente daquele. Nesse sentido, o total envolvimento da UIC Europa na respectiva concretização, centrando as soluções a desenvolver na resposta às exigências e expectativas do cliente ferroviário, seja na oferta para passageiros ou para mercadorias”, sustenta o responsável.

Para os próximos dois anos Cardoso dos Reis elege ainda como objectivo “uma forte aposta na inovação e no digital”, realçando “o papel determinante dos membros europeus da UIC na concretização da estratégia Regional de Inovação, que não poderá deixar de responder aos desafios económicos e sociais a ela associados”.

A International Union of Railways integra no seu seio a generalidade das companhias europeias de caminho de ferro, entre as quais, em Portugal, a IP e a CP- Comboios de Portugal, bem como a generalidade das redes ferroviárias espalhadas por todo o Mundo, tais como: Estados Unidos, Rússia, China, Turquia, Canadá, Brasil, Irão, Coreia do Sul, Marrocos ou Japão, cobrindo seis Áreas Regionais e envolvendo cerca de 200 Membros.

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Empresa portuguesa NBI ganha 11ª edição do Sacyr Innovation Awards

A solução da NBI é uma ferramenta para fazer a avaliação do capital natural e os impactos nos serviços ecossistémicos dos projectos da Sacyr. Juntas irão realizar um projecto piloto em La Palma (nas Ilhas Canárias), onde, há três meses, existe um vulcão activo que está a alterar o aspecto da ilha

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A empresa portuguesa Natural Business Intelligence (NBI) foi a vencedora da décima primeira edição dos Sacyr Innovation Awards. A Fundação Sacyr premiou a solução apresentada pela NBI, que actua na avaliação e gestão do capital natural de projectos. Das 245 apresentadas, a proposta desta empresa é a que melhor se adequa a um dos quatro desafios lançados pela Sacyr no âmbito do seu programa de inovação aberta Sacyr iChallenges.

A Sacyr Foundation concedeu o segundo prémio à empresa alemã Heliatek graças à sua tecnologia de soluções fotovoltaicas orgânicas.

A solução da NBI é uma ferramenta para fazer a avaliação do capital natural e os impactos nos serviços ecossistémicos dos projectos da Sacyr. Juntas irão realizar um projecto piloto em La Palma (nas Ilhas Canárias), onde, há três meses, existe um vulcão activo que está a alterar o aspecto da ilha.

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A solução disponibilizada pela NBI responde ao desafio lançado pela Sacyr iChallenges no que diz respeito à medição do impacto ecológico das actividades da empresa. Os outros finalistas neste desafio foram a BC3 Research Centre Basque for Climate Change (Espanha) e a Creando Redes (Espanha).

Manuel Manrique, presidente da Sacyr, destacou que a empresa tem estendido a inovação a todos os colaboradores e a agentes externos. “A prova do sucesso desta estratégia é a grande adesão que temos tido aos desafios que lançámos na Sacyr iChallenges e o prestígio destes Innovation Awards, que já se encontram na sua décima primeira edição”, afirmou Manrique.

“Com a inovação, podemos responder melhor aos nossos clientes e às suas necessidades presentes e futuras, cada vez mais focados na sustentabilidade”, acrescentou.

O segundo prémio foi para a Heliatek, graças a um projecto que responde ao desafio de criar instalações, como campos universitários, que sejam eficientes do ponto de vista energético e reduzam a sua pegada de carbono.

A empresa alemã actua na área de energia fotovoltaica orgânica e possui soluções que se adaptam a diferentes estruturas de edifícios. A Heliatek apresentou a sua solução de módulos fotovoltaicos ultrafinos e orgânicos capazes de aderir a qualquer superfície.

Os outros finalistas neste desafio foram a SEaB Energy (Reino Unido) e a BDP EnviroTech (Estados Unidos da América).

Nos outros dois desafios, a Alpha 311 (Reino Unido) apresentou a solução que melhor respondeu ao desafio de geração de energia limpa em infra-estruturas lineares. A Greerail (Itália) e a Lusoco (Holanda) foram os outros dois finalistas.

Em Smart Inventory, a DotGIS (Espanha) recebeu o prémio para este desafio e a ESRI (Espanha) em conjunto com a Cyclomedia e SEITECH Solutions (Espanha) foram as finalistas.

A Sacyr Foundation identifica e premeia anualmente as melhores iniciativas apresentadas pela comunidade inovadora no Sacyr iChallenges, o programa de inovação aberta da Sacyr.

O Sacyr iChallenges é um dos pilares da estratégia de inovação e transformação da empresa, baseada no compromisso com o trabalho em equipa e a cocriação com o ecossistema inovador global.

Nesta edição do programa, a empresa apostou na promoção da sustentabilidade, pilar fundamental do Plano de Acção Sustentável Sacyr 2021-2025, tendo a inovação como um dos principais catalisadores para a concretização dos objectivos traçados pela Sacyr. Com este plano, a Sacyr compromete-se em contribuir para o combate às alterações climáticas com um aumento significativo do investimento em inovação para a protecção do ambiente.

A Sacyr recebeu nesta edição do Programa um total de 245 propostas de 25 países. Após uma análise criteriosa de todas as ideias, a empresa seleccionou as 12 entidades (de Espanha, Reino Unido, Portugal, EUA, Holanda, Itália e Alemanha) que, com as suas soluções, foram os que melhor responderam aos desafios colocados nesta edição.

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8,4M€ para obras no IC 2

O tribunal de Contas deu luz verde às obras no IC 2, entre Asseiceira e Freires. O investimento superior a 8,4 M€, visa reforçar a segurança e as condições de mobilidade dos milhares de utilizadores desta via

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Arrancam em Janeiro as obras de beneficiação no IC 2, entre Asseiceira e Freires, num troço com 20,3 quilómetros. A empreitada, avaliada em 8,4 milhões de euros visa reforçar a segurança e as condições dos milhares de automobilistas que diariamente circulam nesta via.

Os trabalhos decorrerão nos concelhos de Rio Maior e Alcobaça, distritos de Santarém e Leiria, e compreendem a reabilitação integral do pavimento, o reforço e reabilitação do sistema de Sinalização (horizontal e vertical), dos equipamentos de Segurança da estrada e do sistema de Guiamento e Balizagem, a beneficiação global do sistema de drenagem da via e a reformulação de cinco intersecções de nível, com construção de rotundas.

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Riportico elabora projecto da Zona Balnear e de Lazer de Unhais-o-Velho

Projecto foi adjudicado pelo Município de Pampilhosa da Serra, num montante superior a 30 mil euros e visa a construção de um espaço de estadia e zonas apelativas na envolvente

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A consultora Riportico Engenharia assegurou um novo contrato para a elaboração do projecto da Zona Balnear e de Lazer de Unhais-o-Velho, adjudicado pelo Município de Pampilhosa da Serra, num montante superior a 30 mil euros. O projecto visa a construção de uma zona que ofereça aos seus utilizadores um espaço de estadia e zonas apelativas na envolvente, que facilitem a ligação com a aldeia de Unhais-o-Velho.

No âmbito deste projecto prevê-se a construção de zonas distintas, como é exemplo um parque infantil e zonas de fitness, bar e esplanada, piscina e anfiteatro, que se conectem entre si e para o qual estão, também, previstos, espaços de estadia, através da colocação de bancos ao longo dos caminhos, e uma zona de parque de merendas. Os acessos à aldeia também serão melhorados, através de uma reformulação dos passeios existentes na envolvente e da criação de pontes pedonais, que vão atravessar o rio e conectar o parque com a aldeia.

A Riportico foi também responsável pelo estudo prévio, já entregue à Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, e pelo projecto de licenciamento e execução, que inclui o projecto de arquitectura e todas as especialidades, sendo que este último deverá estar concluído num prazo de dois meses.

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Sediada em Cabanas de Viriato, no distrito de Viseu, a Riportico tem uma larga experiência na elaboração de Estudos e Projectos, Gestão e Fiscalização de Obras, Coordenação de Segurança ou Consultoria Técnica. A consultora presta serviços em todo o território nacional e nas outras geografias onde actua, nas áreas de Energia, Arquitectura Bioclimática e Eficiência Energética, Projectos Técnicos de Execução, Gestão de Projecto, Fiscalização de Obras, Geotectónica, Estudos de Impacte Ambiental, Topografia, Controlo de Qualidade, Arqueologia e Antropologia e Reabilitação Urbana.

A empresa tem vindo a registar, ao longo dos últimos anos, um forte crescimento nos mercados onde actua, com especial destaque para a aposta na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, concretamente em Moçambique e em Cabo Verde, onde elabora, acompanha e fiscaliza projectos no sector das vias de comunicações, edifícios, infra-estruturas urbanas, hidráulicas e infra-estruturas aeroportuárias. Em 2020, registou um volume de negócios próximo dos cinco milhões de euros.

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150 M€ para beneficiação de 1600 Km da rede hidrográfica e de linhas de água

O programa, que já teve várias fases, tem uma dotação total de 150 milhões de euros, para intervenções em 1.600 quilómetros, seguindo diversas tipologias de intervenções

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O programa, que já teve várias fases, tem uma dotação total de 150 milhões de euros, para intervenções em 1.600 quilómetros, seguindo diversas tipologias de intervenções.

As fontes de financiamento variam desde 2015. A primeira geração deste programa, no valor de 80 milhões de euros, foi financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e dizia respeito a obras mais pesadas, necessárias para prevenir cheias e inundações, tendo beneficiado 1,5 milhões de pessoas. Das intervenções previstas para 350 quilómetros de linhas de água, já houve execução de 207 quilómetros.

A segunda geração respeita a intervenções na rede hidrográfica depois dos incêndios de 2017 e 2018, determinadas por protocolo entre a Agência Portuguesa do Ambiente e 57 municípios. Nesta fase, o programa atingiu o valor de 11,4 milhões de euros e beneficiou 1.000 quilómetros de rede hidrográfica com soluções de base natural.

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A terceira geração resultou do compromisso do Governo no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), tendo em vista o apoio à qualidade dos recursos hídricos: foram mobilizados cinco milhões de euros para beneficiar 100 quilómetros da rede hidrográfica. Com financiamento do Mecanismo Financeiro Plurianual (EEGrants), no valor de 2,6 milhões de euros, foi também regularizado o rio Ceira, essencial para o domínio das cheias no Mondego.

Até ao final de 2023 serão aplicados mais 50 milhões de euros, provenientes da Assistência à Recuperação para a Coesão e os Territórios da Europa (REACT), em intervenções na reabilitação e valorização de rios portugueses.

Os números foram relembrados pelo ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, na visita às obras de reabilitação da Ribeira de Sassoeiros, em Cascais, que integram o plano de beneficiação da rede hidrográfica e de linhas de água

Esta intervenção tem financiamento de meio milhão de euros do Fundo Ambiental, na primeira fase da obra, a terminar em Janeiro, e de 800 mil euros para a segunda fase, vindos do REACT.
As intervenções realizadas e em curso visam a protecção e valorização dos recursos hídricos com recurso a medidas como garantir o escoamento nas linhas de água, minimizar a erosão e o arrastamento dos solos, minimizar o efeito das cheias e inundações e assegurar o uso balnear.

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