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Sede da Trienal de Lisboa reabre com exposição “Matéria para escavação futura”

Exposição explora Lisboa e suas idiossincrasias sob a forma de percurso expositivo das obras de Carlos Gomes, Fernando Ramalho, Luísa Ferreira, Tânia Moreira David e Valter Vinagre

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Sede da Trienal de Lisboa reabre com exposição “Matéria para escavação futura”

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Olhar e interrogar a cidade na sua forma tangível, mas também nas relações com quem a habita, com a memória e com as hipóteses de futuro é a proposta da “Matéria para Escavação Futura”, que explora Lisboa e suas idiossincrasias, através de caminhadas especulativas pela zona Oriental de Lisboa feitas por seis artistas.

O resultado é apresentado sob a forma de percurso expositivo através de seis obras assinadas por Carlos Gomes, Fernando Ramalho, Luísa Ferreira, Tânia Moreira David e Valter Vinagre. Este grupo de artistas portugueses com diferentes linguagens e formas de expressão artísticas “escavam” diferentes diálogos com Lisboa, a sua espacialidade e vivência, questionando as lógicas organizacionais do traçado urbano através da fotografia, do vídeo e da instalação sonora.

O ponto de partida do projecto deu-se em 2019 com uma série de micro-residências realizadas na Trienal de Lisboa, em que o método para exploração do território proposto foi um conjunto de caminhadas desligadas da aceleração da vida contemporânea e que teriam em conta três imagens conceptuais capazes de problematizar a cidade: “quinta-fachada”, “cidade-imagem” e “limiar”. A pandemia interrompeu e adiou o processo, mas levou também a que os processos de criação incorporassem as mudanças de relação com a cidade que daí resultaram. A partir daí, foi dada carta branca para o desenvolvimento das obras.

Como resultado, Fonografia do Cuidado é a instalação sonora apresentada por Fernando Ramalho. Uma compilação de sonoridades urbanas, sublinhando um traçado composto tanto de matéria construída como de relações sociais.

Valter Vinagre desenvolve a obra Inscrição, um olhar fotográfico sobre o Vale de Santo António, um lugar invisível ao sistema urbano estruturado e rejeitado pela imagem contemporânea da cidade que o envolve.

Através de imagens em movimento, Carlos Gomes apresenta Cidades Subtis, um vídeo onde um corpo atravessa o espaço urbano num percurso imprevisível, a caminhada como chave que abre e cruza novas espacialidades.

A arquitecta e realizadora Tânia Moreira David expõe Found Movement, vídeo que articula e recompõe imagens de arquivo dos anos 70, retratando o trabalho físico dos estivadores do Porto de Lisboa.

Sem Prata é o olhar fotográfico de Luísa Ferreira sobre a margem e as suas mutações onde apresenta a dissolução da relação produtiva da cidade com o rio, o desmantelamento das estruturas do Porto de Lisboa e a sua substituição por espaços de lazer e habitações de luxo.

A dupla Tânia Moreira David e Fernando Ramalho mostra Habitantes, um vídeo onde a imagem se assume como início de uma viagem para uma realidade espácio-temporal díspar, propondo-nos uma reflexão sobre a forma como olhamos o mundo e sobre as ordens pré-estabelecidas que muitas vezes nos impedem de percepcionar e entender os detalhes dos lugares que habitamos.

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Segunda vida do icónico Edifício Cruzeiro começa agora

72 anos depois da inauguração daquele que foi o primeiro centro comercial do país, o antigo Edifício Cruzeiro, agora designado Academia de Artes, vai ser apresentado ao público dia 28 de Janeiro

O icónico edifício, desenhado em 1947 pelo arquitecto Filipe Nobre de Figueiredo e renascido agora pelo traço do arquitecto Miguel Arruda será o ponto de partida da Vila das Artes, que inclui um conjunto de equipamentos municipais no perímetro envolvente, como o Museu da Música Portuguesa, o Auditório Fernando Lopes-Graça, no Parque Palmela, o Conservatório de Música e Dança de Cascais, o Teatro Municipal Mirita Casimiro e o Auditório Sra. da Boa Nova, entre outros.

Mantida a histórica fachada, o seu interior foi totalmente remodelado, resultando em diferentes espaços dedicados à área educativa, uma sala de espectáculos com capacidade para 312 pessoas, um palco com 150 m2, três camarins e uma sala de projecção.

A Escola Profissional de Teatro de Cascais vai ter 10 salas para as diversas disciplinas leccionadas, assim como o Conservatório de Música e Dança de Cascais vai ocupar oito salas. Esta será também a casa da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e da Companhia de Dança Paulo Ribeiro.

A biblioteca é outra das novidades já que é totalmente dedicada às artes performativas, a partir da colecção doada por José de Matos Cruz, especializada em cinema.

Ao longo dos anos, o espaço que chegou a dispor de 40 estabelecimentos, um rinque de patinagem, um cinema, dancings, um salão de fado e outro de jogos, foi-se degradando, chegando a um estado de autêntica inutilização. Devoluto durante vários anos, o edifício Cruzeiro esteve para ser demolido. Chegou a ter um projecto habitacional previsto pelo banco BPI, proprietário do imóvel.

Foi adquirido pela Câmara Municipal de Cascais em Novembro de 2016 ao Fundo de Pensões do BPI pelo valor simbólico de 100.000 euros, sendo que a autarquia só obteve luz verde do Tribunal de Contas para a realização de obras de requalificação em 2019.

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OASRN recebe encontros “The Future Design of Streets”

Entre Janeiro e Maio de 2023, a OASRN acolhe as sessões de debate que propõem “ampliar o leque de perspectivas sobre o futuro das ruas, para melhor entender e imaginar as várias possibilidades do seu desenho”

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Entre Janeiro e Maio de 2023, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) acolhe os encontros mensais organizados pela plataforma “The Future Design of Streets”. Em formato presencial e de webinar, estas iniciativas propõem “ampliar o leque de perspectivas sobre o futuro das ruas, para melhor entender e imaginar as várias possibilidades do seu desenho”.

O objectivo passa por “definir o compromisso para o desenho urbano, na implementação de novas ruas assim como na adaptação de existentes, reconhecendo a diversidade e a complexidade da vida urbana”, indica a organização.

As sessões têm lugar a 18 de Janeiro, 15 de Fevereiro, 15 de Março, 19 de Abril e 17 de Maio deste ano, sempre às 17 horas. As apresentações pelos oradores serão feitas em inglês, seguidas de sessões de debate em português com o público presente na sede da OASRN.

A primeira sessão, sob o tema “Changing Streets”, conta com a presença de Rita CastelBranco, arquitecta do Município de Lisboa, Patrick Bernard, fundador La Republique des Hyper Voisins, em Paris e de David Sim, director criativo Gehl, em Copenhaga
A 15 fevereiro tem lugar a segunda sessão, sobre “Play & Sports”, com a participação de Cidália Silva, arquitecta e investigadora Lab2PT, Laska Nenova, BG Be Active Association, Placemaking Europe e José Llopis, UPV – Universitat Politècnica de València.
“New/Old Approaches” é o tema escolhido para 15 de Março. Holly Lewis, co-founder We made that, de Londres, Rodrigo Coelho, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e Jasmijn Lodder, Strassen befreien (“Free the streets”), de Berlim abrem o debate.

A 19 de Abril, Joan Caba, urbanista do Barcelona Metropolitan, Niklas Aalto-Setälä, urbanista da cidade de Helsínquia e Juan Luis Rivas, da Universidade de Granada, abordam o tema “Big Streets”.

“Outside Suburbia” encerra este ciclo de sessões, com a presença de Sébastien Rolland, urbanista do Urbalyon, Helena Amaro, investigadora da CEAU-FAUP e João Leite, da Faculdade de Arquitetura Unidade de Lisboa.

The Future Design of Streets’ é uma iniciativa de Daniel Casas Valle (CEAU-FAUP), em colaboração com Ivo Oliveira (EAAD-UM), e resulta de uma parceria entre o grupo ‘Morfologias e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo’ da FAUP, da EAAD – Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, do Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e do departamento de Arquitectura e Multimédia Gallaecia, da Universidade Portucalense.

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Casa da Arquitectura antecipa documentário sobre a vida e obra do fotógrafo Luís Ferreira Alves

A anteestreia do documentário “Luís Ferreira Alves: Um Olhar Construído” é exibida, em parceria com a RTP2, na CA no próximo sábado, 21 de Janeiro, a partir das 16h30

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A Casa da Arquitectura, em parceria com a RTP2, acolhe no próximo sábado, 21 de Janeiro, a partir das 16h30, a antestreia do documentário “Luis Ferreira Alves: Um Olhar Construído”, “um trabalho sobre a vida e obra do fotógrafo portuense que oferece um olhar incisivo sobre uma personagem poliédrica da cultura arquitectónica portuguesa, fotógrafo, cineasta e amante da vida”.  

Após a exibição do documentário, terá lugar uma conversa em torno da obra e da pessoa de Luis Ferreira Alves com Teresa Paixão, directora da RTP2, Ricardo Gonçalves, realizador do documentário, Victor Neves, autor do documentário e Pedro Leão Neto, investigador em comunicação de arquitectura e fotografia. A moderação ficará a cargo da arquitecta Joana Azevedo.

A projecção do documentário na Casa da Arquitectura antecipa a sua exibição em antena na RTP2 na grelha do próximo dia 26 de Janeiro.

Luís Ferreira Alves, falecido em 2022, com uma obra que atravessa a fronteira entre o analógico e o digital, doou todo o seu espólio à Casa da Arquitectura (CA) em Novembro de 2021, tendo-lhe sido atribuída pelo Ministério da Cultura a Medalha de Mérito Cultural numa cerimónia que decorreu nesse mesmo ano na CA.

Nascido em Valadares, em 1938, Luís Ferreira Alves era um apaixonado pelo cinema, tendo sido seccionista activo do Cineclube do Porto nos anos 50 e cofundador da Secção de Formato Reduzido e Cinema Experimental. Em 1962, foi preso pela PIDE e julgado no Tribunal Plenário do Porto, tendo sido compulsivamente afastado do Banco Ferreira Alves & Pinto Leite onde até então trabalhava junto do pai.

No início dos anos 80 retomou, como amador, intensa actividade fotográfica, tendo sido convidado pelo amigo arquitecto Pedro Ramalho a apresentar num seminário da Escola Superior de Belas Artes do Porto um diaporama sobre a sua obra arquitectónica, tornan-se esse o seu ponto de partida para a actividade como fotógrafo profissional.

Especializou-se na fotografia de arquitectura, património e território tendo sido publicado regularmente em revistas de todo o mundo. Colaborou intimamente com arquitectos da chamada Escola do Porto nomeadamente Eduardo Souto Moura cuja obra tem sistematicamente acompanhado.

Realizador de vídeos de arquitectura e culturais, tem dezenas de livros editados e realizou inúmeras exposições, algumas delas em coautoria, dentro e fora do País.

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A ‘viagem’ de Souto de Moura em exposição em Seul

A partir de 17 de Janeiro, a Seoul Hall of Urbanism & Architecture, na Coreia do Sul, recebe a exposição “Journey of an Architect” sobre os 12 projectos mais representativos do arquitecto português

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“Journey of an Architect” é o título da exposição dedicada à obra de Eduardo Souto de Moura que abre portas no dia 17 de Janeiro em Seul, na Coreia do Sul, no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura e o Seoul Hall of Urbanism & Architecture, com o apoio da embaixada de Portugal em Seul.

A exposição sobre a obra de Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011, irá incidir sobre uma selecção de doze projectos representados através de maquetes originais, reproduções autenticadas de desenhos, esquissos, estudos de concepção e desenhos técnicos e também fotografias das obras da autoria do fotógrafo Luis Ferreira Alves, cujo acervo de fotografia de arquitetura se encontra na Casa da Arquitectura.

O Seoul Hall of Urbanism & Architecture é uma instituição cultural, focada na divulgação e promoção de Urbanismo e Arquitectura que vai acolher, de 1 de Setembro a 29 de Outubro, a 4ª Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul 2023, dedicada ao tema “City of Mountain Ranges, Waterways, and Wind Breezes – Drawing of the Seoul’s next 100 years”.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Arquitecto catalão aborda temática das cidades relacionais na Casa da Arquitectura

No âmbito do projecto ‘Laboratório das Cidades Relacionais’, Miquel Lacasta procura “gerar uma reflexão prática para cidades mais humanizadas e analisar dinâmicas do quotidiano”

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A 16 de Janeiro, entre as 11 e as 13 horas, o arquitecto Miquel Lacasta é o orador convidado da conferência “A Cidade Relacional”, que decorrerá na Casa da Arquitectura, no âmbito do projecto ‘Laboratório das Cidades Relacionais’ promovido pelo Instituto Padre António Vieira (IPAV) e pela Gaiurb.

Miquel Lacasta é uma referência entre o corpo docente da Escola de Arquitectura da Universidade Internacional da Catalunha, onde se distinguiu na área de Arquitectura Biodigital no âmbito da investigação académica, contando com um vasto percurso de prémios e distinções internacionais, entre os quais se destaca o Prémio de Urbanismo Espanhol 2021, o primeiro lugar no concurso Quartiers Fertiles 2021 para a Agrociudad Gagarine Truillot, assim como foi vencedor da edição 2021 do concurso Réinventer Paris 3 com Scène des Loges e finalista do Troféu EPL 2021, na categoria “Cidade de amanhã – Cidade inteligente”, para a ZAC Rouget -de-Lisle.

Com inscrição gratuita mas obrigatória, a conferência aborda um modelo de urbanismo mais orientado para as pessoas, procurando gerar uma reflexão prática para cidades mais humanizadas e analisar dinâmicas do quotidiano, à semelhança do que é já aplicado noutras geografias como Inglaterra, França ou Estados Unidos.

Recorde-se que o ‘Laboratório das Cidades Relacionais’ foi apresentado publicamente em Novembro e está actualmente sedeado na Casa dos Ferradores, na Rua Cândido dos Reis, em Vila Nova de Gaia, decorrendo de uma articulação entre a Gaiurb e o IPAV

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Casa da Arquitectura anuncia mostra dedicada a Paulo Mendes da Rocha

A 26 de Maio arrancam duas exposições dedicadas ao Pritzker brasileiro: “Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospetiva”, onde é dado a conhecer o “imenso” acervo entregue à CA e “Paulo”, na Galeria da Casa, que oferece ao visitante “a oportunidade de ter com o arquitecto brasileiro uma experiência mais íntima”

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2023 será o ano do arquitecto Paulo Mendes da Rocha na Casa da Arquitectura (CA), anunciou aquela entidade. Para o efeito arrancam, a 26 de Maio, duas exposições dedicadas ao Pritzker brasileiro.

Percorrendo sete décadas de actividade, a imensa obra de Paulo Mendes da Rocha vai-se revelar na exposição “Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospetiva” com uma amplitude inédita extraída do imenso acervo entregue à Casa da Arquitectura. Com curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman, o projecto expositivo é de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, na Nave Expositiva.

Na Galeria da Casa, a exposição intitulada “Paulo”, oferece ao visitante a oportunidade de ter com o arquitecto brasileiro uma experiência mais íntima, permitindo-lhe ouvir a sua visão do mundo e as suas reflexões sobre tantos temas que o ocuparam e que no fundo, explicam a sua obra. Com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira, o projecto expositivo é de Ricardo Bak Gordon.

Paralelamente a estas duas exposições vai decorrer um programa de actividades, com curadoria do arquitecto Nuno Sampaio, director-executivo e comissário-geral da CA, e da arquitecta Catherine Otondo, responsável pela organização do acervo de Paulo Mendes da Rocha, e que irá contar com debates, conferências e visitas de obra.

O Prémio Pritzker 2006, que foi primeiro associado honorário da Casa da Arquitectura em Setembro de 2018 e o mais recente galardoado com a medalha de ouro do Congresso da UIA – União Internacional de Arquitetos, faleceu a 23 de Maio de 2021.

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Residência de Estudantes é o ponto de partida para uma nova centralidade no Porto

O escritório de arquitectura Masslab venceu concurso público para desenhar a nova residência de estudantes com cerca de 5 mil m² no antigo Quartel do Monte Pedral. Este é um ponto de partida para a reabilitação do quarteirão e criação de uma nova centralidade na cidade

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“Esta fase será o desenvolvimento do projecto de reconversão e ampliação de uma parte do actual edifício do quartel, voltado para a Rua Serpa Pinto, que iremos parcialmente manter, como é vontade do projecto regulador urbano da câmara municipal do Porto. O nosso trabalho envolve o desenho da residência de estudantes”, explica o atelier.

Em 2019 a Masslab ganhou o concurso de ideias para o quarteirão do Quartel ao propor transformar o Monte Pedral num “Arquipélago” em plena cidade, tendo como elemento diferenciador o facto de ter sido pensado o espaço público antes do espaço privado. O resultado da proposta vencedora apresentava “uma ideia de cidade contemporânea apoiada na diversidade morfológica, tipológica e programática, garantindo a continuidade e a articulação com o espaço adjacente”.

Após o terreno do antigo Quartel ter sido “devolvido” à câmara municipal do Porto por parte do Estado português e depois de um plano de loteamento concluído, o projecto finalmente tem luz verde para avançar. Pedro Baganha, vereador do Urbanismo da CMP, considera que “este terreno é a grande oportunidade para a criação de uma nova centralidade na cidade”.

O projecto regulador urbano foi, assim, elaborado pelo departamento de urbanismo do Município do Porto com inspiração no projecto vencedor do Concurso de Ideias de 2019. Pela facto da MASSLAB ter ganho o 1º prémio no concurso de ideias, a câmara municipal do Porto convidou este atelier e três outros gabinetes de arquitectura do Porto a apresentar uma proposta e respectiva equipa técnica para a elaboração do projecto no âmbito de um concurso público.

O desenho da nova residência de estudantes será desenvolvido pela Masslab e pela equipa de engenharia MOQ, e contará com a reconversão e a ampliação do actual edifício do quartel voltado para a Rua Serpa Pinto.

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Arquitectura e design portugueses distinguidos internacionalmente

A arquitectura portuguesa volta a estar em destaque em mais uma edição da Architecture & Design Collection Awards,. Os vencedores da edição de 2022 foram conhecidos no penúltimo dia do ano. Entre os 56 vencedores, distribuídos pelas categorias de arquitectura, design e design de comunicação encontrámos vários projectos nacionais

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A arquitectura portuguesa volta a estar em destaque em mais uma edição da Architecture & Design Collection Awards, uma plataforma internacional aberta à criatividade e ao talento. Os vencedores da edição de 2022 foram conhecidos no penúltimo dia do ano. Entre os 56 vencedores, distribuídos pelas categorias de arquitectura, design e design de comunicação encontrámos vários projectos nacionais.

Com assinatura do atelier A2OFFICE, a Casa da Vilarinha arrecadou o prémio “Gold Winner” na categoria “Private Residence Medium Architecture Built”, enquanto que o já premiado Apartamento CR.IS, também com assinatura deste gabinete, foi distinguido com o prémio “Silver Winner” na categoria “Residential Interior Design Built”.

Também no domínio da Arquitectura o gabinete Paulo Martins Arquitectura & Design viu dois dos seus projectos residenciais distinguidos com o prémio “Gold Winner”, o primeiro atribuído a Madalena House, na categoria “Private Residence Large Architecture Built”, o segundo para a RC House, na categoria Private Residence Small Architecture Concept”.

O terceiro nome que destacamos nesta edição é o de Rui Leão arquitecto português e co-fundador, juntamente com Carlotta Bruni, do gabinete LBA Arquitectura e Planeamento, com sede em Macau , que viu o seu edifício de serviços integrados, construído na zona antiga de Macau distinguido com o prémio “Silver Winner”, na categoria “Industrial Architecture Built”. O mesmo edifício recebeu, em Novembro, o prémio “Conservação do Património Cultural na Ásia-Pacífico”, na categoria de Inovação em Construção, atribuído pela UNESCO.

Na área do Design Portugal também teve em destaque arrecadando três “Gold Winners”. O primeiro na categoria “Facade Lighting Design Built”, atribuído à arquitecta Diana Del Negro da Lightware Architecture, pelo projecto de iluminação de fachadas de dois postos de gasolina da BP.

O segundo, na categoria “Art and Luxury Design Built”, a António Adauta pelos seus Quadros a ponto de Arraiolos baseados em mosaicos de Conínbriga. Por fim, na categoria “Pop-ups Design Built”, à equipa da Impactplan art productins pelo seu projecto Umbrella Sky “Flower Power”.

A Architecture & Design Collection Awards é uma competição anual presidida por um júri internacional que distingue projectos de arquitectura e design que se destacam pela sua “inovação, originalidade, valor estético, funcionalidade e integração espacial”, seleccionados entre centenas de candidaturas oriundas de todo o mundo.

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Fórum da Maia recebe exposição de candidaturas ao prémio João Álvaro Rocha

Os projectos das candidaturas admitidas para a 1ª edição do Prémio Municipal de Arquitectura João Álvaro Rocha vão estar em exposição de 10 a 31 de Janeiro

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No seguimento da primeira edição do Prémio Municipal de Arquitectura João Álvaro Rocha, a Câmara Municipal da Maia promove, de 10 a 31 de Janeiro, no Fórum da Maia, a exposição de projectos das candidaturas admitidas.

Organizado pela APJAR – Associação Pró-Arquitectura João Álvaro Rocha, com o apoio da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte, o prémio, não pecuniário, de iniciativa autárquica e com periodicidade bienal, “destina-se à valorização, reconhecimento e promoção de Edificações e Espaços Públicos, localizados no Município da Maia, que se destaquem não só pela sua qualidade arquitectónica e urbanística, mas sobretudo pela sua função social, cultural e inserção urbana”. Neste sentido, é dado relevância ao período pós-construção e à capacidade de resposta demonstrada pela obra.

A Câmara Municipal da Maia atribuiu o nome do arquitecto João Álvaro Rocha (1959 – 2014) ao Prémio Municipal de Arquitectura como reconhecimento do seu trabalho em prol da qualidade da arquitectura e do urbanismo, uma parte significativa realizada no concelho da Maia, e com o objectivo da integridade e autenticidade da sua obra servir como referência ao Prémio.

Os resultados desta primeira edição serão anunciados no acto de inauguração da exposição dos trabalhos, ou seja, no dia 10 de Janeiro, na qual estarão presentes para a apresentação o júri, constituído por António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, José Gigante, em representação da APJAR, Teresa Fonseca, designada pela Ordem dos Arquitectos, José Miguel Rodrigues e pelo curador José Maia, pela Câmara Municipal da Maia.

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Ala Pediatrica do Hospital São João no Porto com Arquitectura ARG Studio do Arquitecto Ricardo Guedes ,Ilustração Francisca Ramalho e fotografias de Ivo Tavares Studio

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‘Vamos lançar o papagaio?’ ou o ‘pacto’ entre a arquitectura e a ilustração

O “ambiente imersivo” do projecto de interiores de Ricardo Guedes, cuja cor ‘invade’ cada sala da nova Ala Pediátrica do Hospital de São João, no Porto, combina com o desenho de Francisca Ramalho, onde o papagaio se torna o protagonista da história

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A nova Ala Pediátrica do Hospital de São João do Porto, após anos de mediatismo e expectativa, surge como modelo de renovação e inovação do Sistema Nacional de Saúde. Nesse sentido, a Administração Hospitalar teve a visão da importância de garantir os serviços de tratamento mais avançados, mas também o bem-estar, conforto e alegria do utente. Procurou assim uma equipa multidisciplinar que pudesse conceber uma imagem, um cenário e um ambiente para os espaços sociais, de circulação e lazer da nova Ala. Neste sentido, o desafio de Ricardo Guedes, do atelier ARG Studio, “foi criar um vínculo entre a linguagem arquitectónica da área lúdica e a narrativa ilustrada ao longo do percurso do edifício”.

“A arquitectura escolheu a cor, a cor procurou a ilustração e a ilustração encontrou o protagonista: o papagaio. O papagaio saiu do desenho e voou em direcção à entrada da nova Ala Pediátrica – o lugar onde começa esta história”, refere o arquitecto.

Ambiente imersivo

A área lúdica é um lugar essencial na recuperação, conforto e bem-estar das crianças. O projecto concebe uma sequência de espaços com programas diversos desde área de estudo, biblioteca, zona de actividades físicas, jogos virtuais, ou simplesmente de brincadeira. Cada sala apresenta uma cor criando um ambiente imersivo que no seu conjunto, através de uma paleta variada, concede ao espaço dinamismo e serenidade. Esta solução permite tanto a um bebé como a um adolescente sentir-se estimulado, com o cuidado de criar zonas de comunhão e partilha, mas também espaços de maior reclusão. Resultando num ambiente que permite a inevitável amplitude de estados de espírito dos utentes.

O voo do papagaio

Uma instalação em forma de papagaio que se evidencia pelo jogo de formas elementares salpicadas ao longo do tecto do corredor da entrada principal, como um brinquedo de criança. “Entre a imaginação e a figuração, esta peça faz a descolagem de um percurso lúdico e curioso”.

O projecto de ilustração, de Francisca Ramalho, é o passeio do papagaio ao longo da Ala por paisagens recheadas de plantas misteriosas e animais escondidos. Um percurso ilustrado por grandes painéis que propõe lugares de brincadeira, lugares de riso onde é possível questionar, imaginar ou apenas contemplar as formas coloridas. Esta narrativa procura um pouco de fantasia num lugar que guarda, também ele, histórias muito diferentes: umas mais tristes outras mais felizes.

Ficha Técnica:

Ano de conclusão da obra: 2022

Área total construída (m2):  350m2

Atelier de Arquitectura: ARG Studio

Arquiteto responsável: Ricardo Guedes

Designer: Francisca Ramalho

Fotógrafo: Ivo Tavares Studio

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