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Responder aos desafios da Habitação segundo os princípios da NEB Goes South

A 29 de Setembro, a cidade do Porto recebe “The question of housing”. Teresa Calix, vice-directora da FAUP deixa-nos algumas pistas sobre a importância do debate destas temáticas e sobre a procura de respostas mais adaptadas a cada realidade

Cidália Lopes
Arquitectura

Responder aos desafios da Habitação segundo os princípios da NEB Goes South

A 29 de Setembro, a cidade do Porto recebe “The question of housing”. Teresa Calix, vice-directora da FAUP deixa-nos algumas pistas sobre a importância do debate destas temáticas e sobre a procura de respostas mais adaptadas a cada realidade

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Reflectir e propor futuros modos de vida que respondam ao Pacto Ecológico através de soluções sustentáveis, inclusivas e belas é o desafio central do novo movimento cultural, a “New European Bauhaus”. Reconhecendo a condição comum – geográfica e climática – dos países do Sul da Europa e o seu legado cultural, a Universidade do Porto associou-se a outras cinco universidades na criação de uma plataforma pan-europeia de encontro e debate, a NEB goes South, com vista à identificação de problemas e oportunidades comuns e partilha de experiências. Arquitectos, paisagistas, designers, engenheiros, geógrafos, sociólogos e outros especialistas irão procurar compreender e mapear as especificidades do sul da Europa, para reflectir e propor respostas mais adaptadas.

Apresentada em Junho, a plataforma NEB Goes South prevê a realização de seis conferências até Janeiro de 2022, em seis cidades europeias. A primeira teve lugar em Julho, em Atenas, com o tema “Designing with the landscape” e a 29 de Setembro, a cidade do Porto recebe a segunda conferência, com o tema “The question of housing”. As seguintes irão realizar-se em Zagreb (Outubro), Bolonha (Novembro), Valencia (Dezembro) e Toulose (Janeiro 2022).

“Habitação é um tema obrigatório”

A habitação é um dos temas subjacentes aos pressupostos da NEB. O “direito a uma habitação condigna”, enquanto “condição essencial para a redução das desigualdades sociais”, será um dos pontos em debate, assim como a necessidade de intervenção num parque edificado muitas vezes precário. “É fundamental aumentar a vida do edificado e garantir a equidade de acesso”, afirmou ao Construir Teresa Calix, vice-directora da FAUP e coordenadora do grupo de investigação Morfologias e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos em Arquitectura e Urbanismo da FAUP.  E se, actualmente, a habitação já pressupõe soluções que garantam “edifícios resilientes que integrem como dimensões críticas a adaptabilidade, a acessibilidade e as mudanças climáticas”, há ainda, por outro lado, muito parque habitacional que se encontra precário e a necessitar de intervenção. Acções essas que iriam também contribuir para tornar as cidades mais sustentáveis, na medida em que “garantindo as condições de habitabilidade, e incrementando as capacidades de acesso, se reduz os recursos consumidos em percursos mais longos e qualifica o espaço urbano enquanto responde às necessidades de uma população mais vulnerável”, salienta.

“Respostas adaptadas a cada região”

Os países do sul da Europa estão a lidar com sinais crescentes de eventos climáticos extremos, aumento das temperaturas, ilhas de calor, desertificação e seca. Além disso compartilham “histórias ricas e uma herança cultural próxima”, considera Teresa Calix, sendo essa realidade suficiente para criar uma plataforma única que visa “encontrar respostas adaptadas a cada região que devem ser discutidas e construídas em conjunto”.

“Novos projectos e soluções inovadoras podem ser mais facilmente alcançados e adaptados a problemas reais se tivermos em conta regiões que compartilham climas, ecossistemas, culturas e problemas sociais semelhantes”, confirma.

A plataforma NEB goes South reconhece este este legado geográfico e cultural comum, procurando promover um debate centrado em torno de questões fundamentais para este contexto territorial, sem carácter restritivo e sujeito às mais diversas interacções.

“Mudança cultural”

Se a New European Bauhaus requer uma mudança a vários níveis, as instituições de ensino não querem ficar para trás. Na realidade estas são “fundamentais para garantir a mudança cultural que é necessária”, considera Teresa Calix e, é neste sentido, que entra em acção o papel da FAUP e das restantes faculdades que integra a plataforma NEB goes South. O conhecimento determina as alterações de comportamento e é vital para estimular a acção e efectuar mudanças. O ensino deve promover uma mudança que integre como princípio ético uma visão não linear mais inclusiva, que considere os ciclos biológicos e a circularidade dos recursos e ao mesmo tempo que seja preservadora dos valores e esteticamente estimulante. A ciência, a tecnologia, e as artes têm de ser percebidas como aliados fundamentais.

 

Caixa

Programa | Conferência “The question of housing” (29 de Setembro – 13h30 – 18h30)

Bloco 1 | 13h30-13h50 Abertura

António de Sousa Pereira, reitor da Universidade do Porto

João Pedro Xavier, reitor da Faculdade da Arquitectura (U. Porto)

João Miguel Rodrigues, director do Centro de Estudos em Arquitectura e Urbanismo (Universidade do Porto)

13h50 – 14h15 Gonçalo Byrne, presidente da Ordem dos Arquitectos

14h15 – 14h40 – Lacol arquitectes

14h40 – 15h00 – Q&A

Bloco 2 | Debate

15h15 – 16h15 – Sessões paralelas:

1 The right to the right house

2 Reconciling housing with the environment and culture

3 Resilient modes of inhabitation

4 A new paradigm: retrofitting, re-using, (dis)assembly, up-cycling

5 Housing design: modes of education and practice

Bloco 3 | Acção

17:00-17:15    Resumo das sessões

2 keynotes + 3 oradores convidados. Confirmados até ao momento: Carmen Espegel e  Filipa Roseta

18:15-18:30     Conclusões

Mia Roth-Čerina (University of Zagreb) e Teresa Calix (Universidade do Porto)

 

BIO

Teresa Calix

Teresa Calix

Arquitecta e professora assistente da FAUP, Teresa Calix é actualmente vice-reitora e coordenadora do grupo de investigação “Morfologias e Dinâmicas do Território” do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo. Além disso, coordena, também, a Pesquisa Dinâmica e Formas Urbanas, do Programa de Doutoramento em Arquitetura e responsável pelos cursos “Projecto 5” - estúdio de desenho urbano - e “Urbanística 2“ - teoria urbana - do Mestrado Integrado em Arquitectura.

Tem coordenado diversos projetos de investigação aplicada e as suas atividades docentes têm sido oportunidades para aprofundar as relações, tanto com instituições como com especialistas das diversas áreas do conhecimento que se relacionam com o desenvolvimento urbano e sustentável.

Sobre o autorCidália Lopes

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Jardins históricos de Santar distinguidos pelo European Garden Award

O Santar Vila Jardim, foi um dos três vencedores na categoria Protection and Development of a Cultural Landscape – Protecção e desenvolvimento de paisagens culturais

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Os jardins históricos de Santar, uma vila portuguesa do Dão, foram distinguidos no prémio European Garden Award atribuído pela European Garden Heritage Network (EGHN) e a Schloss Dyck Foundation. O Santar Vila Jardim foi um dos três vencedores na categoria Protection and Development of a Cultural Landscape – Protecção e desenvolvimento de paisagens culturais.

A atribuição deste prémio tem como base critérios como a utilização de métodos inovadores de implementação e gestão, a relevância para o desenvolvimento urbano, sustentabilidade ou envolvimento da comunidade, bem como a elevada qualidade na construção, restauro e manutenção.

Até à data apenas o Parque de Monserrate, localizado em Sintra, foi premiado por esta instituição.

O paisagista Fernando Caruncho, cujas obras minimalistas evocam a qualidade monumental da land art dos anos 1970, veio “acrescentar uma nota contemporânea para complementar o formal jardim de 400 anos, situado na propriedade ancestral em Santar, integrada na região do Dão, a 90 minutos da cidade do Porto.” A ligação à tradição do vinho desta região é conseguida ainda com a criação de “um pavilhão elevado, em pinho silvestre, com vista para a recém-plantada vinha da Casa das Fidalgas”. Agora acessível a todos os interessados em jardins, viticultura e à aristocracia, este projecto vem recuperar propriedades antigas, numa tentativa de dar nova vida à vila de Santar.
O projecto de recuperação nasceu em 2013 para quebrar muros, construir pontes, unir vontades e juntar jardins, que poderão agora ser visitados pelo grande público.

Santar Vila Jardim alberga os jardins senhoriais da Casa dos Condes de Santar e Magalhães, Casa da Magnólia, Misericórdia, Linhares, Casa Ibérico Nogueira, Casa do Miradouro, Paço dos Cunhas e Casa das Fidalgas.


Uma referência a nível mundial, o European Garden Awards não se foca apenas em jardins espectaculares ou com elevados padrões de manutenção, mas sim numa abordagem muito mais vasta, baseada em experiências, conhecimentos e objectivos específicos. O European Garden Awards atribui prémios em três categorias: Best Development of a Historic Park or Garden, Contemporary Park OR Garden e Special Award of the Schloss Dyck Foundation, que premeia um grupo ou iniciativa que apoie a criação ou restauro de um parque ou jardim, ou um evento bem-sucedido de artes em jardins.

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CIUL: Encontros de Urbanismo regressam em Outubro

Ainda em formato online, a primeira sessão tem lugar no dia 21 de Outubro, pelas 18 horas, com o tema “O património cultural e a construção da identidade”

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O Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), organiza em 2021/2022 mais uma edição do Ciclo de Conferências Encontro de Urbanismo, que, para já, se irão manter no formato online.

Promovido anualmente, desde 2013, o ciclo centra-se na reflexão sobre Lisboa, na óptica do Urbanismo, abordando todos os anos um tema diferente.

Ao longo de seis sessões, uma por cada mês e ao final do dia (18h), um painel de técnicos e especialistas é convidado a apresentar experiências e perspectivas sobre as temáticas lançadas, abrindo-se espaço ao debate e à troca de ideias.

A edição deste ano convida-nos a descobrir o Património de Lisboa, através das questões: Como se define e por que é considerado património? Quem o conhece? Quem dele cuida? Quem o divulga? Que mecanismos existem para melhor salvaguardar o legado que Lisboa herdou das gerações passadas? Como intervir no edificado e que usos se podem compatibilizar com o património existente? Que património se constrói hoje para o futuro?

A primeira sessão, com o tema "O património cultural e a construção da identidade", tem lugar já no próximo dia 21 de Outubro, pelas 18 horas.

Neste encontro participam Paulo Pais (Câmara Municipal de Lisboa/Departamento de Planeamento Urbano), como moderador, e Ana Tostões (DoCoMoMo Internacional), João Carlos Santos (Direcção-Geral do Património Cultural) e Maria Calado (Centro Nacional de Cultura) como oradores.

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Intervenção na Bateria da Crismina devolve espaço ao público

A proposta de intervenção da Barbiniarquitectos resultou num novo espaço para restauração que encaixa entre os muros pré-existentes mantendo, desta forma, proporções e escala volumétrica

Cidália Lopes

A Bateria da Crismina faz parte de um conjunto de três fortes da antiga linha de defesa da costa de Cascais, construídas durante o reinado de D. José I, no ano de 1762, na sequência do conflito entre Portugal e Espanha. Entre 1830 e 1832 as baterias sofreram trabalhos de reparação incluindo o fecho da fortificação com um muro de gola.

A proposta de intervenção para a instalação de um espaço para restauração, insere-se neste recinto de muros com cerca de três metros de altura que se consideram ser o ponto de partida da composição arquitectónica e ao mesmo tempo elementos a consolidar e valorizar.

O resultado é um objecto arquitectónico de um só piso, de carácter abstracto em vidro e pedra, de geometria irregular, resultante dos principais alinhamentos das paredes e limites do forte, cuja cota de cumeeira alinha pela cota superior máxima dos muros à sua volta. Desta forma mantem-se as proporções e escala volumétrica do existente sem retirar protagonismo à história que as ruínas da bateria representam.

O espaço exterior entre muros, é constituído por dois pátios descobertos, um a sul e outro a nascente, ambos protegidos dos ventos predominantes, e por uma plataforma orientada a poente voltada para o Atlântico.

BIO

Flavio Barbini e a arquitecta Maria João Silva fundaram, em 1955, o atelier Barbiniarquitectos. Juntos desenvolveram a sua actividade em Portugal e Itália, envolvendo diferentes ambientes disciplinares como a transformação urbana, planeamento, arquitectura paisagística, projecto de arquitectura, arquitectura sustentável, design de interiores e design de mobiliário, obtendo prémios nacionais e internacionais.  Além da Bateria da Crismina, em Cascais, no seu portfolio constam projectos como a área desportiva do Colégio Maristas, em Lisboa (2020), o edifício de apoio à prática de pesca tradicional, em Viana do Castelo, e a Frente Marítima no Cabedelo, um modelo de eco cabana em cortiça, em Cascais (2007), o Largo Cidade Vitória, em Cascais (2007) e o Centro de Coordenação Operacional da Brisa, em co-autoria com Carrilho da Graça, em Carcavelos (2003).

Foram, também, vários, os prémios alcançados nos últimos anos, nomeadamente, o 2º prémio “for the Housing in Oeiras for elderly people”, o 2º prémio para o conjunto “in Oeiras”, o 1º prémio para a Frente Marítima no Cabedelo, em Viana do Castelo, o 3º Prémio para a Renovação da Frente Maritima e Praia de Almograve, o 2º prémio para a Escola Primária em Porto Covo, o 2º Prémio para o Teatro em in Ponte de Lima. O Barbiniarquitectos foi, ainda, distinguido por duas vezes, em dois projectos distintos, em Itália, com o 3º prémio para o conjunto habitacional "Living in Milano 2" e o 2º prémio para a reabilitação de parte do centro histórico e parque em Spilamberto.

Entre 2006 e 2012, o atelier marcou presença em diversas exposições, tanto em Portugal, como no estrangeiro, com destaque para a “barbiniarquitectos recent works”, na Ordem dos Arquitectos, em Março de 2006 e que voltaria a figurar na Cordoaria Nacional por ocasião da Trienal de Arquitectura de Lisboa de 2007.

“Portugal fora de Portugal”, levou o atelier até Berlim, em Fevereiro de 2009 e a exposição “Partire, restare, tornare”, até Selinunte, em Itália, em Abril de 2012.

Ficha Técnica

Cliente / Empreiteiro Geral: Imonómio

Projecto: 2005-2017

Obra: 2019-2021

Estruturas: Engº Luis Gião Marques

Instalações Eléctricas: GPIC Projectos, Consultadoria e Instalações

Águas e Esgotos: Engº Filipe Furtado

AVAC: GPIC Projectos, Consultadoria e Instalações

SCIE: Arqº Philip Kirkby

Acústica: Sopsec

Gás: Sopsec

Arranjos Exteriores: Arqº João Ceregeiro

Iluminação: Arqª Joana Forjaz

 

Sobre o autorCidália Lopes

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OA debate contratação pública e as suas alterações

A iniciativa terá lugar na sede da OASRN, no dia 24 de Outubro entre as 14h30 e as 18h30 e, embora seja gratuita, é necessário inscrição prévia

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Tendo em conta a entrada em vigor da Lei n.º 30/2021 de 21 de Maio, que veio introduzir novas dinâmicas aos procedimentos de contratação pública, a Comissão e Desenvolvimento Regional do Norte (CDRN), no seguimento do que já tinha sido feito em 2018, aquando das anteriores alterações ao Código de Contratação Pública (CCP), vai organizar a segunda edição de uma “Mesa Redonda”, no sentido de promover a apresentação e o debate sobre as medidas especiais de contratação pública e as alterações ao CCP. A iniciativa terá lugar na sede da OASRN, no dia 24 de Outubro entre as 14h30 e as 18h30 e, embora seja gratuita, é necessário inscrição prévia.

À semelhança do que aconteceu na primeira edição, a mesa redonda volta a contar com a presença de Fernando Batista, presidente do IMPIC. que fará uma breve apresentação da Lei e as suas alterações.

No debate irão também estar presentes representantes de entidades como o IHRU e o município do Porto, introduzindo na discussão visões e experiências multifacetadas, quer enquanto concorrentes, membros de júris, ou representantes da administração pública.

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Galbilec participa no AR&PA Bienal Ibérica de Património Cultural 

Tendo como tema principal “Jovens e Património”, esta edição de 2021, a decorrer entre 14 e 17 de Outubro, no centro histórico de Leiria, conta com uma vasta programação de seminários, cursos, actividades

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A Galbilec - Serviços Globais de Projecto, que actua nas áreas de engenharia e arquitectura, irá participar na AR&PA Bienal Ibérica de Património Cultural, entre 14 e 17 de Outubro, no centro histórico de Leiria.

Tendo como tema principal “Jovens e Património”, esta edição de 2021 conta com uma vasta programação de seminários, cursos, actividades de Educação Patrimonial, concertos, performances, workshops de Artes & Ofícios, visitas e roteiros, exposições, concursos digitais, entre outros. A bienal assume ainda um carácter digital, contando com a presença online de expositores do sector.

“A participação da Galbilec na AR&PA é de extrema importância, não só por ser uma feira de referência no sector do Património Cultural, mas também porque é uma excelente oportunidade para expor o mais recente projecto da nossa empresa, a Galbilec Património, visando a conservação e requalificação do edificado e o reconhecimento do seu legado histórico, bem como a potenciação do território, afirma Denise Campos, coordenadora de Comunicação.

A AR&PA – Bienal Ibérica de Património Cultural é organizada pela Spira - revitalização patrimonial, em parceria com o Ministério da Cultura / DGPC, o Ministério da Economia / Turismo de Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros / AICEP - Portugal Global, a Junta de Castilla y León - co-promotor espanhol – e a Fundação Millennium Bcp. Conta, ainda, com o Alto Patrocínio da Presidência da República e com o apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO.

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World Architecture Festival anuncia edição de 2021 totalmente digital

Organização justifica decisão com restrições nas viagens em alguns países devido à Covid-19. Edição de 2022 mantém formato híbrido em Lisboa

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tagsWAF

Em resposta às contínuas restrições de viagens do Covid-19, a organização do World Architecture Festival (WAF) anunciou que o evento de 2021 que se irá realizar em Dezembro irá passar para um formato totalmente digital, a par do evento INSIDE World Festival of Interiors.

Para já, fica confirmado o regresso do festival a Lisboa em 2022 num formato híbrido e com datas previstas de 30 de Novembro a 2 de Dezembro, na FIL, no Parque das Nações.

O evento digital WAF 2021 consistirá em três dias de programas de conferência, prémios e eventos paralelos, com palestras dos principais pensadores da arquitectura global e personalidades da indústria transmitidas em live stream exclusivamente para os participantes no festival.

Além das conferências e palestras, o WAF inclui, também, a entrega de prémios de arquitectura, considerado um dos mais conceituados do Mundo e que conta uma equipa de jurados de renome internacional. A avaliação das categorias online será a pedra angular da edição digital WAF de 2021, com os finalistas para 'Construção Mundial do Ano', 'Projeto Futuro do Ano', 'Interior do Ano' e 'Paisagem do Ano' julgados ao vivo e transmitido em streaming para os delegados do festival em todo o mundo.

Os juízes confirmados para o Super Júri deste ano incluem Jeanne Gang, fundadora e sócia, do Studio Gang; Abdelkader Damani, director artístico, Frac Centre-Val de Loire | Biennale d'Architecture d'Orléans; Kim Herforth Nielsen, cofundador e direcctor, 3XN Architects e Christina Seilern, director, Studio Seilern.

Com 18 salas de crítica digital e 18 trios de jurados internacionais, o evento digital WAF 2021 pretende oferecer o acesso mais amplo da história do festival, lançado em Barcelona em 2008.

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João David Valério vence Prémio Fernando Távora

Arquitecto venceu concurso com a proposta “Aldeias Modernistas. Edifícios de habitação de alta densidade / baixa altura na Suíça das décadas de 1950-80”

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O arquitecto João David Valério foi o vencedor da 17ª edição do Prémio Fernando Távora com a proposta “Aldeias Modernistas. Edifícios de habitação de alta densidade / baixa altura na Suíça das décadas de 1950-80”.

A decisão, tomada por unanimidade, foi revelada em cerimónia pública realizada na sede da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte (OASRN), no Dia Mundial da Arquitectura, assinalado a 4 de Outubro.

A proposta “Aldeias Modernistas. Edifícios de habitação de alta densidade / baixa altura na Suíça das décadas de 1950-80” mereceu a distinção do júri por reconhecer que se trata de um trabalho inédito que contribui para o estudo da habitação colectiva em espaço de baixa densidade, na qual se “conjugam qualidades da casa unifamiliar, como os espaços verdes e um carácter de individualidade, com vertentes de comunidade e densidade urbana”.

Lançado em 2005, o Prémio Fernando Távora é organizado pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) em parceria com a Câmara de Matosinhos, a Casa da Arquitectura e a Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva, contando com o patrocínio da Ageas Seguros nesta 17.ª edição.

Recorde-se que o arquiteto Fernando Távora (1923-2005) foi o grande impulsionador da renovação urbanística do Barredo, zona localizada no centro antigo do Porto, próxima à Ribeira.

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APRUPP promove “The Heritage Training Course”

Iniciativa decorre entre os dias 11 e 22 de Outubro, no Porto e conta com parcerias da European Heritage Volunteers, o Município do Porto, o Departamento Gallaecia da Universidade Portucalense, a Universidade de Aveiro e a Associação Centro da Terra

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A Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Protecção do Património (APRUPP) vai promover a realização, entre os dias 11 e 22 de Outubro, no Porto, do curso "The Heritage Training Course -  “Conservation of original elements to preserve the authenticity of Porto’s urban heritage”.

A iniciativa, que conta com a European Heritage Volunteers, o Município do Porto, o Departamento Gallaecia da Universidade Portucalense, a Universidade de Aveiro e a Associação Centro da Terra como entidades parceiras, inclui diversos workshops técnicos de reabilitação de elementos emblemáticos da arquitectura do Porto, visitas de rua, debates e seminários.

Esta iniciativa, pertencente ao conjunto das treze aprovadas e seleccionadas pela UNESCO no contexto Europeu e da América do Norte (e a única de carácter associativo) e constitui um momento excepcional e de grande visibilidade para a troca de experiências e conhecimento na área da reabilitação do edificado, agregando profissionais de diversos sectores da construção, que vão desde a arquitectura, a engenharia, a conservação e restauro, a arqueologia, técnicos de reabilitação, investigadores, estudantes, da administração pública, de entidades de gestão e do planeamento urbanístico e de entidades certificadoras e gestoras, uma vez que possibilitará trazer ao Porto 20 voluntários de dezasseis nacionalidades distintas (todos jovens com menos e 35 anos de idade).

Em função das restrições ainda em vigor, esta iniciativa não está aberta a inscrições, sendo a participação activa exclusiva para os voluntários da campanha e restantes elementos da UNESCO. No entanto estão pensadas algumas medidas para possibilitar o envolvimento dos nossos associados e demais interessados.

Nos workshops técnicos, que serão realizados numa tenda montada para o efeito no Cais da Estiva, na Ribeira do Porto, existirá uma área demarcada para os interessados poderem assistir com distanciamento às actividades previstas no programa. Já os seminários e debates serão transmitidos em plataforma digital, com possibilidade de participação via chat. As visitas de rua serão as únicas actividades de participação exclusiva dos voluntários da UNESCO.

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FAUP comemora centenário do arquitecto Mário Bonito

No ano em que se celebra o centésimo aniversário de Mário Bonito, a Faculdade de Arquitectura Universidade do Porto abre mostra sobre a obra e vida da figura relevante do panorama arquitectónico português do século XX

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No ano em que se celebra o centésimo aniversário de Mário Bonito (1921-1976), figura relevante do panorama arquitectónico português do século XX, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) abre com a mostra ‘Grande Composição (esbap 1951/57)’, o programa MárioBonito.1OOanos.

Com organização dos professores José Miguel Rodrigues e Hélder Casal Ribeiro e do arquitecto Pedro Borges de Araújo, 'Matéria.conferências brancas', o programa integra um conjunto de acções, que propõem discutir e projectar no presente o pensamento e obra multifacetada de Mário Bonito. Entre Setembro e Dezembro de 2021, o programa integra, entre outras acções, a Mostra na FAUP, sobre a sua docência na ESBAP (1951/57) com Carlos Ramos; uma mesa redonda com projecção de filme na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa; um ciclo de conversas multidisciplinares, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto; uma exposição e um ciclo de conferências internacionais na Casa das Artes, também no Porto; e uma programação paralela associada ao Teatro Experimental do Porto e ao Cineclube do Porto.

Com um percurso fortemente caracterizado pela vocação e acção multifacetada na actividade artística, política e sociocultural, a acção de Mário Bonito deixou marcas em diversas áreas e instituições. Participou no processo de transformação do ensino na arquitectura liderado pelo arquitecto Carlos Ramos na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) onde foi docente entre 1951 e 1957, após obter o seu diploma de arquitecto em 1948, sendo colega de Agostinho Ricca, Januário Godinho e Viana de Lima. Estabeleceu uma forte ligação ao cinema, tanto na crítica/debate como na divulgação, com uma participação decisiva na vida do Clube Português de Cinematografia - Cineclube do Porto entre 1950 e 1962. Interveio activamente no teatro através do Círculo de Cultura Teatral - Teatro Experimental do Porto entre 1960 e 1962.

É autor, entre outros, do edifício do “Ouro” na rua Fernandes Tomás, uma das obras “manifesto” na cidade do Porto dos anos 50, e do Edifício de habitação com frente para a rua do Bonfim e para a rua António Carneiro, no Porto.
Segundo os organizadores do programa “os projectos construídos apresentam um fulgor e uma qualidade de resposta ímpar, representativos da importância de Mário Bonito para o enriquecimento da arquitectura portuense e para (re)construção do moderno português dos anos 50”.

Para além da FAUP, do seu Centro de Documentação e do seu Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo, o programa conta com a parceria da Direcção Regional de Cultura do Norte/Casa das Artes, da DOCOMOMO internacional, da Cinemateca Portuguesa, do Teatro Experimental do Porto, do Cineclube do Porto e da Câmara Municipal do Porto.
Mais informações em www.arq.up.pt e www.mariobonito100anos.com

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“Portugal, um mundo num país”

O “Pavilhão de Portugal” quer englobar “um mundo num país”. O atelier Saraiva + Associados traçou-lhe as linhas e os contornos e a construtora Casais tornou-o real e pode vê-lo na EXPO Dubai

A Expo 2020 Dubai arrancou oficialmente a 1 de Outubro, um ano de atraso imposto pela pandemia. Portugal é um dos 173 países representados, naquela que é a primeira participação numa exposição mundial, dez anos depois de Xangai. Uma participação com um forte desígnio o de querer englobar “Um mundo num país”. O tema é ambicioso e está “patente na obra do Pavilhão de Portugal de uma forma simbólica onde emergem duas linhas conceptuais”, explica a aicep na apresentação da obra.

Esses dois símbolos são, eles próprios, um marco, uma característica nacional. De um lado a Caravela “como símbolo maior da nossa ligação com o mundo num processo alargado de interacção”, ou como muitos a apelidam “a génese da globalização”. De uma forma mais conceptual, “materializa numa abstracção e síntese volumétrica evidenciando a horizontalidade do contacto com os oceanos e o sentido da trajectória da descoberta, e a verticalidade das velas reinterpretadas, tendo o vento como força motriz desta demanda”.

O segundo símbolo é mais uma característica de abertura, do gosto pelo encontro, do povo português: a Praça. Aqui uma expressão máxima “do espaço de encontro, de partilha, de junção de pessoas e culturas”. Aqui o espaço é aberto, prolongamento do espaço público e receptiva a todos os visitantes.

Arriscamo-nos a encontrar outros símbolos que nos transportam para o nacional, como seja a calçada portuguesa, a cortiça ou os azulejos. “A materialidade dos diversos espaços que compõem o Pavilhão de Portugal reflectem uma escolha que procura afirmar materiais que caracterizam Portugal, nomeadamente a cortiça, aqui associada a utilizações inovadoras como em mobiliário e zonas de estar exteriores, a utilização da pedra em cubo, transportando a calçada portuguesa para o exterior e o azulejo pintado”.

Neste tour pelo Pavilhão encontramos no piso térreo uma zona de espectáculos, a loja Portugal Concept Store, onde estarão à venda produtos de 40 empresas portuguesas, uma cafetaria e uma área protocolar, para a chamada “diplomacia económica”. “O nosso pavilhão irá ter a participação directa na loja de cerca de 40 empresas diferentes, mas “obviamente o portefólio de produtos é mais alargado”, explicam-nos.

“O primeiro piso encerra em si o percurso expositivo, com uma área de espectáculo multimédia imersivo”.
Continuando a visita, no segundo piso o espaço é dominado pela gastronomia do restaurante Al.Lusitano e por um imenso terraço voltado para o Jubulee Park, “onde irão decorrer os principais espectáculos da Expo. Neste segundo piso existe ainda um espaço multiusos, que pode assumir várias configurações.

A Expo 2020 Dubai vai decorrer no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 1 de Outubro de 2021 e 31 de Março de 2022, Exposição vai ter como tema principal “Connecting Minds, Creating the Future”, que se divide em três sub-temas - Mobilidade, Sustentabilidade e Oportunidade -, criando um objectivo aos países de partilharem não só as suas experiências de desenvolvimento e inovação, difundir ideias e projectos sobre o futuro, mas também explorar em conjunto novas abordagens a estas temáticas.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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