Edição digital
Assine já
Arquitectura

“Casa no Castanheiro” vence PNAM’ 21

A obra “Casa no Castanheiro” da autoria do arquitecto João Mendes Ribeiro, foi a vencedora do “Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira 2021”, nesta que foi a 6ª edição do PNAM’ 21

CONSTRUIR
Arquitectura

“Casa no Castanheiro” vence PNAM’ 21

A obra “Casa no Castanheiro” da autoria do arquitecto João Mendes Ribeiro, foi a vencedora do “Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira 2021”, nesta que foi a 6ª edição do PNAM’ 21

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
T4 têm maior aumento de renda
Imobiliário
IHRU lança concursos para 456 novas habitações em Lisboa
Construção
Governo quer aumentar parque habitacional público para 5%
Construção
Certif regista um crescimento de 15% nas auditorias realizadas
Construção
Acolad adquire instalações em Carnaxide
Imobiliário
9 em cada 10 consumidores associam as alterações climáticas ao aumento das facturas de energia
Empresas
Governo abre concursos para exploração da Estação da Lousã e de Serpins
Construção
Setúbal: Nova unidade hoteleira conta com investimento de 8,5 M€
Imobiliário
Metal Awards distingue empresas da metalurgia e da eletromecânica
Empresas
Marco Tairum é o novo Regional Director da Keller Williams em Portugal
Imobiliário

A obra “Casa no Castanheiro” da autoria do arquitecto João Mendes Ribeiro, foi a vencedora do “Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira 2021”, nesta que foi a 6ª edição do PNAM’ 21.

Nesta edição foram ainda atribuídas duas menções honrosas. O prémio “Sustentabilidade e Economia Circular” foi atribuída à obra “Praça Pública da Quinta do Brasileiro – Filigrana de Madeira”, da autoria dos arquitectos José Manuel Botas Pequeno e Ricardo Nelson do Vale Afonso. E a menção honrosa “Tipologia de Materiais” foi atribuída à
obra “Melo Leote”, de autoria da arquitecta Joana Leandro Vasconcelos (Atelier in.vitro).

O PNAM – Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira é um prémio bienal que tem como objectivo incentivar e promover a fileira florestal portuguesa através da inovação, valorização, circularidade, promoção e utilização da madeira e seus derivados em edificações. Destina-se a premiar obras com carácter permanente, realizadas em Portugal, que evidenciem o uso da madeira como material relevante na Arquitectura e que sejam da autoria de Arquitectos inscritos na Ordem dos Arquitectos.

Este prémio é “o reconhecimento da enorme qualidade da arquitectura nacional aliada à madeira, enquanto material construtivo com qualidades excelentes ao nível estrutural, estético e enquadrada no contexto da Economia Circular”. O Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira, que vai na sua 6ª edição, tem como Comissão Organizadora a AIMMP – Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal, a Ordem dos Arquitectos e a CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário além de um conjunto de entidades Patrocinadoras e Apoiantes. O prémio contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência O Presidente da República.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
T4 têm maior aumento de renda
Imobiliário
IHRU lança concursos para 456 novas habitações em Lisboa
Construção
Governo quer aumentar parque habitacional público para 5%
Construção
Certif regista um crescimento de 15% nas auditorias realizadas
Construção
Acolad adquire instalações em Carnaxide
Imobiliário
9 em cada 10 consumidores associam as alterações climáticas ao aumento das facturas de energia
Empresas
Governo abre concursos para exploração da Estação da Lousã e de Serpins
Construção
Setúbal: Nova unidade hoteleira conta com investimento de 8,5 M€
Imobiliário
Metal Awards distingue empresas da metalurgia e da eletromecânica
Empresas
Marco Tairum é o novo Regional Director da Keller Williams em Portugal
Imobiliário
Arquitectura

Novos modelos de habitação e de trabalho em debate no Festival Maracujália

“Habitar o futuro by iad” é o tema que a iad Portugal leva ao Festival Maracujália, que decorre entre os dias 3 e 4 de Setembro no Terminal de Cruzeiros de Matosinhos

CONSTRUIR

O debate, que se realizará no dia 4 contará com a participação do CEO da iad Portugal, Alfredo Valente, do arquitecto Rodrigo Vilas Boas (OODA) e do investidor e empresário Luís Sousa (Emerge Real Estate).

“O tema do imobiliário é algo que preocupa cada vez mais os jovens, por isso faz todo o sentido para a iad estar presente neste festival para podermos reflectir sobre o futuro da habitação e o que os jovens podem esperar”, refere Alfredo Valente. Por outro lado, o responsável acrescenta ainda que “pretende-se discutir neste debate novos modelos de trabalho e de habitação, novas dinâmicas sociais como os nómadas digitais, trabalho remoto, natalidade, turismo… e de que forma estão a moldar as cidades e, consequentemente, a habitação”, refere.

Do lado do Maracujália, Pedro Sousa, director do festival sublinha que “a oportunidade que a iad criou é realmente muito enriquecedora para o nosso evento”. “Discutir e sonhar com as cidades, as casas e o trabalho do futuro num evento e num contexto descontraído será certamente inspirador para os participantes. O nosso festival fica também mais rico e dinâmico pela experiência que estamos a proporcionar”, sustenta.

Com um modelo disruptivo, a iad Portugal pretende, desta forma, aproximar-se do público mais jovem e mais digital, num contexto informal e dedicado à cultura.

A segunda edição do Festival Maracujália vai dar palco a 20 artistas de 10 nacionalidades, destacando várias dimensões culturais distintas, desde a música à arte visual, passando pelo cinema e pela moda. As portas do evento abrem às 16 horas e a festa decorre até à meia-noite.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Rocagallery.com explora abordagens sustentáveis para reconfigurar cidades

O Rocagallery.com reuniu nove especialistas internacionais para idealizarem como as inovações em mobilidade e espaços públicos podem contribuir para a criação de cidades sustentáveis e centradas no ser humano

CONSTRUIR

O Rocagallery.com, plataforma on-line da Roca dedicada à investigação e ao debate na área da arquitectura, do design e da sustentabilidade, apresenta um conjunto de artigos relativos ao tema: “Perspectivas em Mobilidade e Espaço Público”. Os artigos, escritos por profissionais e académicos do sector, exploram as abordagens sustentáveis ao planeamento urbano que colocam as comunidades e os cidadãos em primeiro lugar. O Roca Gallery já publicou os primeiros cinco artigos sobre este tema, sendo que os restantes poderão ser consultados em breve na plataforma.

A rua moderna foi concebida para facilitar o fluxo de veículos privados, alimentados a combustíveis fósseis. A diminuição do papel destes veículos apresenta novas oportunidades, mas também levanta questões importantes: “como queremos que sejam as nossas cidades?”, “Como deveriam funcionar?”, “A quem deveriam servir?” Para dar resposta a estas questões, o Roca Gallery convidou nove profissionais e académicos para escreverem sobre o tema “Perspectivas sobre Mobilidade e Espaço Público”. Embora cada autor explore um conceito único, os artigos apresentam um ponto em comum que diz respeito à insistência na importância de quebrar os modelos urbanísticos do passado que já se provaram ser tão destrutivos, tanto a nível social como ambiental. Estes autores apresentam caminhos alternativos para idealizar os transportes, o espaço público e o planeamento urbanístico, mencionando experiências inspiradoras e estudos de caso fascinantes.

Em “Landscape, Nature and Mobility” (Paisagem, natureza e mobilidade), Carlos Ferrater, arquitecto galardoado e cofundador do Office of Architecture in Barcelona (OAB), explica como a configuração do jardim botânico de Barcelona transformou a área de Montjuïc, nos anos 80 do século XX, e as ideias para criar uma passagem entre esta área e o porto no futuro. Em “Cities Transforming” (Transformar cidades), Lance Jay Brown, presidente do Consortium for Sustainable Urbanization, fala sobre a evolução das nossas concepções de espaço público, e insiste em que uma transição para veículos eléctricos, por mais positiva que seja, não elimina a necessidade de devolver as ruas aos pedestres. Em “BUS:STOP Krumbach Revisited” (BUS:STOP Krumbach revisitada), a curadora e autora Katharina Ritter conta a história de uma pequena localidade austríaca que, desafiando a noção demasiado comum de que as áreas de baixa densidade merecem baixo investimento, convidou arquitectos de todo o mundo para redesenharem as paragens de autocarro locais, com resultados muito positivos. “The One-Minute City” (A cidade de um minuto), o artigo mais recentemente publicado, da autoria do designer e urbanista Dan Hill, defende o planeamento urbano, não no sentido descendente, mas no sentido ascendente, a partir da rua, mencionando estudos de caso na Suécia e noutros locais.

Em breve serão publicados os restantes artigos da autoria de diferentes especialistas na área sobre o tema da mobilidade e do espaço público. Em “Fleeting Moments in Time” (Momentos passageiros), Roberto Converti, vice-presidente da Association for the Collaboration between Ports and Cities (RETE), explora as funções das zonas costeiras e dos portos, tanto nos respectivos contextos locais como internacionais. O arquitecto e professor na Universidade de Calgary Francisco Alaniz Uribe apresenta um caso de estudo sobre mobilidade e espaço público em “Zurich’s Public [Realm] Mobility” (Mobilidade (da esfera) pública de Zurique). Em “Drawing Outside the Lines” (Desenhar fora das linhas), Angus Bruce, responsável de arquitectura paisagista na HASSEL, em Londres, defende a criação de novos espaços verdes em áreas densamente povoadas e reflecte sobre de que forma o plano-director dos jardins da Catedral podem ligar esta nova e dinâmica área com a cidade de Belfast. Anna Zivarts, directora de programa da iniciativa de mobilidade em caso de incapacidade, em Seattle, defende sistemas de mobilidade mais inclusivos em “Nondrivers: America Excludes Us” (Não-condutores: a América exclui-nos). Por último, em “The Right to a Playful City” (O direito a uma cidade lúdica), Iain Borden, professor e vice-reitor de educação em The Bartlett, usa a prática de skate como um ponto de partida para apresentar ideias sobre como reconfigurar espaços públicos onde o bem-estar, a liberdade de expressão e a participação da comunidade são uma prioridade.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Festival Fuso está de volta ao Palácio Sinel de Cordes

Com sessões gratuitas, o festival apresenta 38 obras de videoarte exibidas em espaços de Lisboa (MAAT, Museu da Marioneta, MNAC, Castelo de São Jorge, Palácio Sinel de Cordes e NowHere)

CONSTRUIR

O Festival FUSO está de volta ao Palácio Sinel de Cordes e é já hoje, às 22 horas, que se dá a apresentação de cinco peças de video-arte. Sob o nome “A Utopia da Paz”, esta sessão gratuita junta obras dos artistas Susana Gaudêncio, Jan Fabre, Maria Lusitano, Daniel Barroca e Salomé Lamas. No final haverá ainda tempo para uma conversa moderada pelo jornalista Vítor Belanciano.

A utopia da paz tem sido uma “ilha” que flutua, desafortunada, no mapa da história humana de todas as guerras. Susana Gaudêncio parte das zonas habitacionais do Porto chamadas “ilhas” para uma reflexão sobre a questão colonial, que Maria Lusitano, por sua vez, trata com humor crítico e documentação abundante no filme Nostalgia. Em tom manifestamente mais negro, Daniel Barroca fragmenta a percepção do corpo e dos territórios da guerra até à abstracção que os dissolve, Salomé Lamas dá voz à experiência de um mercenário bastante jovem cuja profissão foi matar a comando de grupos corruptos e Jan Fabre filma a representação de uma luta interior, por um cavaleiro medieval que combate os seus próprios demónios. A luta parece ser uma condição humana, mas o objecto dos seus combates denota, quase sempre, um desvio lamentável ao que poderia ser pensado como propósito essencial da experiência da vida: a consciência ligada à autodescoberta, à compreensão do universo e à construção colectiva.

Ao final da sessão sucede-se uma conversa moderada pelo jornalista Vítor Belanciano.

Em 2022, o FUSO questiona como a criação de conhecimentos pode ser ferramenta de reflexão crítica e de mudança colectiva e realça a possibilidade de a arte ser um gesto de resiliência e esperança.

Com sessões gratuitas, o festival apresenta 38 obras de videoarte exibidas em espaços de Lisboa (MAAT, Museu da Marioneta, MNAC, Castelo de São Jorge, Palácio Sinel de Cordes e NowHere). Uma das principais vertentes é a promoção da nova criação nacional com atribuição de dois prémios – Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT e Prémio Incentivo Ar.Co – a partir de uma Open Call aberta a artistas de nacionalidade portuguesa e residentes em Portugal de nacionalidade estrangeira.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

IHRU lança concurso para projecto habitacional em Freamunde

Destinado a habitação a custos controlados, o concurso tem um preço de base de cerca de 588 mil euros, As propostas podem ser apresentadas até dia 2 de Novembro

CONSTRUIR

O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), com o apoio técnico do CDRN da Ordem dos Arquitectos, lançou esta quinta-feira, dia 25 de Agosto, um concurso de concepção para a elaboração de um projecto para um conjunto habitacional em Freamunde, Paços de Ferreira.

Com um custo base de cerca de 558 mil euros (+ Iva), a data limite de apresentação de propostas é 2 de Novembro de 2022.

Seguindo a estratégia que o IHRU tem vindo a desenvolver em vários pontos do País, este projecto destina-se “a desenvolver um empreendimento que se revele como uma referência de boas práticas no sector da habitação a custos controlados”.

O objectivo passa por procurar “dar resposta à necessidade de habitações para arrendamento a preços inferiores ao actualmente praticado no mercado, contribuindo para facilitar o acesso à habitação por um maior número de famílias que, presentemente, não encontram resposta às suas necessidades no mercado imobiliário”.

Para a concretização desta proposta será necessário controlar de modo decisivo o custo final das habitações, procurando maximizar a área de construção, dentro dos parâmetros da Habitação a Custos Controlados.

Este empreendimento deve inserir-se de forma harmoniosa na malha urbana existente e constituir-se como elemento estruturante, reforçando a qualidade do espaço público envolvente, garantindo uma imagem bem integrada do ponto de vista arquitectónico e um impacto público positivo.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Confirmados primeiros oradores do World Architecture Festival 2022

Cristina Veríssimo e Diogo Burnat, do atelier CVDB, irão juntar-se a Ole Scheeren, da Büro Ole Scheeren e Jean Mah, da Perkins & Will

CONSTRUIR

É esperado que o World Architecture Festival (WAF) aconteça em Lisboa entre 30 de Novembro e 2 de Dezembro deste ano, depois de ter sido adiado por duas vezes devido à covid-19 e que nas últimas duas edições apenas se realizou em formato online, e entretanto a organização já confirmou os primeiros quatro oradores, entre quais estão dois portugueses.

Cristina Veríssimo e Diogo Burnat, do atelier CVDB, irão juntar-se a Ole Scheeren, da Büro Ole Scheeren e Jean Mah, da Perkins & Will no debate de diferentes palestras previstas no evento de três dias.

Com o tema “Together”, o encontro será uma oportunidade para explorar um conjunto de temas relacionados com o uso colectivo da arquitectura e o espaço público em diferentes contextos.

Descobrir como a arquitectura através do Planeta está a responder às exigências da vida colectiva no pós-pandemia e no compromisso em ter um papel no combate às alterações climáticas será também um ponto de debate no WAF 2022.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Helsínquia reflecte sobre o papel do design no desenvolvimento urbano das cidades

Seminário ‘Design and the City: Learning from a 10-Year Journey’, promovido pela Câmara Municipal de Helsínquia, acontece a dia 6 de Setembro

CONSTRUIR

Dez anos depois de ter sido a Capital Mundial do Design, em 2012, Helsínquia, na Finlândia, faz o balanço de uma década em que o design passou a ter um uso mais amplo na organização da cidade. Actualmente, a cidade já possui uma rede de cerca de 200 especialistas em design e, no ano passado, mais de 130 projectos de design foram implementados, tendo o design ganho um lugar como uma das principais funções da cidade.

Para marcar esta data e reflectir sobre o papel do design no desenvolvimento urbano, a Câmara Municipal de Helsínquia vai realizar, a 6 de Setembro, o seminário ‘Design and the City: Learning from a 10-Year Journey’.

A decorrer em formato presencial, na Câmara Municipal, e online, o seminário será aberto a todos os interessados ​​em design e que pretendam aprofundar as lições aprendidas no passado e perspectivar o futuro, tanto através do exemplo de Helsínquia como, também a partir da perspectiva de outras cidades do design e profissionais da área.

Os palestrantes principais serão o designer e arquitecto Indy Johar, cofundadora e directora do Project00 e Dark Matter Laboratories, e a autora e ilustradora Linda Liukas, conhecida pelos seus livros de histórias Hello Ruby que apresentam o mundo da programação para crianças.

Mas a iniciativa conta, também, com a participação de Päivi Hietanen, da cidade de Helsinki, Anni Orttenvuori-Ganter de Espoo e Sara Ikävalko, de Lahti, que irão abordar o papel do design e os seus desafios nas cidades. Neste painel será, ainda, apresentada a perspectiva da cidade de Valência, Capital Mundial do Design em 2022, através de Xavi Calvo Lopez.

Para discutir as futuras perspectivas do design, o seminário conta com Anna Valtonen, da Universidade de Aalto, Kaarina Gould, que irá falar sobre o projecto Museu da Nova Arquitectura e Design e Mikko Koivisto do Digitalist Group.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Almada: SPMR vence concurso para Filipa d’Água

Projecto que propõe “um anfiteatro natural a Poente que assegura uma ligação fluida e natural entre o edifício proposto e o Parque urbano Filipa d’Água” destaca-se pela “delicadeza da leitura do lugar e articulação com o território”

CONSTRUIR

A proposta apresentada pelos arquitectos SPMR para o projecto do edifício de habitação Filipa d’Água em Almada venceu o concurso público de concepção, promovido pelo IHRU e que contou com a assessoria técnica da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitetos. Miguel Judas e Nuno Ramiro dos Santos Lobo ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Tendo–se destacado, segundo o júri, pela “delicadeza da leitura do lugar e pela sua articulação com o território”, o projecto da SPMR propõe “um anfiteatro natural a Poente que assegura uma ligação fluida e natural entre o edifício proposto e o Parque urbano Filipa d’Água”.

O projecto, cuja coordenação esteve a cargo de Sara Garcia Pelicano da Cunha, foi considerado de acordo com a “clareza do conjunto e a forma natural como este se integra no local, nomeadamente no que se refere à acessibilidade aos espaços de comércio e à entrada das habitações”.

Este é já o segundo projecto atribuído à SPMR, que cuja proposta apresentada para o conjunto habitacional Casquilho Poente, também em Almada, ficou em primeiro lugar.

Ainda sobre o concurso para a Filipa d’Água, Miguel Judas ficou em segundo lugar, cuja proposta apresenta uma “sobriedade e racionalidade que caracteriza o desenho e composição das fachadas, bem como a materialidade proposta, que respondem de forma muito positiva aos objetivos de exequibilidade técnica e sustentabilidade delineados”.

A imagem e carácter distintos, “o qual alia compactação e versatilidade com uma articulação muito natural com o espaço exterior envolvente”, foi o que distinguiu a proposta de Nuno Ramiro dos Santos Lobo, classificada em terceiro lugar.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

Martim Moniz: Câmara prepara lançamento de concurso de ideias

Concluído o processo participativo por parte da população, do qual resultaram sete orientações base, a Câmara de Lisboa considera estar pronta para lançar, depois do Verão, o concurso para a concepção da futura Praça. Com um valor estimado de 7,7 M€, a autarquia aponta a conclusão da obra para o final de 2025

Cidália Lopes

Um espaço verde “habitado”, aberto e sem barreiras, um espaço de proximidade e de utilização livre e versátil, que contribua para promover as ligações aos Corredores verdes Central e de Monsanto, privilegiando a circulação pedonal. Pretende-se também a criação de extensas zonas de sombra, zonas de água para estimular a circulação de ar e a redução da temperatura. Por outro lado, será também um espaço que promova o encontro entre os cidadãos de todas as idades e de todas as culturas. Estes são alguns dos objectivos e orientações propostos para a futura Praça do Martim Moniz que vai entrar numa nova fase.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) deverá lançar, depois do Verão, um concurso de concepção para que arquitectos possam desenhar propostas para a Praça do Martim Moniz a partir dos objectivos e orientações que saíram da participação pública.

Joana Almeida, vereadora do Urbanismo da CML, deu a conhecer na sessão de câmara as principais ideias para a Praça do Martim Moniz e, que resultaram do processo participativo e que irão servir de base ao concurso de concepção. Este concurso será aberto a ateliers de arquitectura e a ideia é receber diferentes propostas e seleccionar uma delas. Por agora, existem apenas directrizes do que se pretende que a futura Praça seja, sendo necessário lançar dois concursos: um concurso de concepção para encontrar um atelier de arquitectura que execute o projecto, e um concurso público para encontrar um empreiteiro que concretize a obra. Esta fase deverá ser apenas lançada em 2024, após apresentação pública e possibilidade de revisão do projecto de arquitectura seleccionado.

A expectativa é que a empreitada fique pronta no final de 2025, com a obra a ter um valor estimado de 7, 700 mil euros.

Ressalve-se que a proposta apresentada pela vereadora Joana Almeida não, contudo, aprovada, já que o partido Livre apresentou também uma segunda proposta com sugestões de alteração. Ficou, entretanto, agendada, para uma próxima reunião a acontecer em Setembro, que ambas as partes iriam “consensualizar” as suas propostas. Ainda assim, os critérios que irão servir de base para o concurso de ideias mantém-se e como tal os mesmo foram apresentados. De acordo com a plataforma, Lisboa para as Pessoas, as alterações do Livre dizem respeito ao calendário e ao processo de candidatura e de selecção dos projectos a concurso.

As orientações para o futuro

Integrar a futura praça do Martim Moniz na Estrutura Verde da cidade, com ligação aos diferentes corredores já existentes, assim como potenciar os percursos pedonais são as primeiras orientações que resultam do processo de consulta pública à população.

Mas tudo isto terá que, obviamente, ser conjugado com a rede viária e com os transportes públicos pelo que será fundamental criar mecanismos que permitam garantir a correcta distribuição e confluência do trânsito. Desta forma, pretende-se “garantir uma geometria da rede viária e pedonal que estabeleça a adequada relação funcional com a envolvente urbana” e, ao mesmo, tempo, “prever a acalmia de tráfego nos eixos viários poente e sul da placa central”.

Será também valorizado a criação de espaços de apoio, espaços lúdicos para crianças e de fitness e, ainda, uma zona de piquenique. Do ponto de vista do património, é referido a importância de “enunciar” a memória da Muralha Fernandina, assim como valorizar a integração do Centro Comercial da Mouraria, dos escritórios da EPUL e do Hotel Mundial no espaço público, assim como a Capela de Nossa Srª da Saúde e a sua ligação à praça. O projecto deverá, ainda, ter em conta os “eixos visuais” entre a área de intervenção e a Rua da Palma, entre a Torre da Péla e as Escadinhas da Saúde e para a Colina do Castelo e para a Senhora do Monte.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos
Arquitectura

Nova alteração do CCP gera críticas junto dos Arquitectos

Segundo a Ordem, “com a solução que agora se discute, abre-se a porta, mais do que à simplificação e à eliminação de tempos e recursos desnecessários, à própria extinção de procedimentos, e fecham-se as janelas à transparência e livre concorrência”

CONSTRUIR

O projecto de Decreto-Lei 32/XXIII/2022, relativo às novas alterações propostas para o Código dos Contratos Públicos (CCP), cuja consulta pública decorreu até ao passado dia 16 de Agosto, continua a gerar críticas por parte dos arquitectos.

Em comunicado, a Ordem dos Arquitectos (OA) , através do seu Conselho Diretivo Nacional (CDN), considera que o actual documento “vem na senda da inicial Proposta de Lei n.º 41/XIV/1.ª (GOV)”, cuja gravidade sublinhámos em sede de audição da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação (CEIOPH), no dia 29 de setembro de 2020″, por se pretende estabelecer como regra um regime que é de excepção. Essa proposta viria então a ser retirada em favor de um texto de substituição, que recuava na alteração proposta ao regime de conceção-construção.

Deste modo, a OE encara com “redobrada apreensão” as consequências do actual diploma, nomeadamente, “as suas graves implicações para o território e a paisagem edificada, bem como para o exercício da profissão de arquitecto, estando em causa questões da maior relevância para a salvaguarda da Arquitectura e do interesse público”, na medida em que a nova leitura volta a propor um procedimento dito especial face àquilo que é regra, de acesso excepcional à modalidade de concepção-construção.

“Verificamos que, na verdade, não existe excepção, mas antes a possibilidade do encomendador, de forma livre, arbitrária, generalizada e definitiva, recorrer ao regime de concepção-construção, hoje consagrado como excepcional e de âmbito claramente (e bem) restringido. E por que razão? Possibilitar a eliminação de dispêndios de tempo e recursos desnecessários, por parte da entidade adjudicante, nos casos em que esta considere que o mercado está em melhor posição de elaborar um projeto de execução de determinada obra, concluindo que tal prerrogativa concorrerá para uma pretendida agilização procedimental”, explica a OE no mesmo comunicado.

Ainda que se entenda a necessária “desburocratização e flexibilização”, estas “não podem justificar preterir os mecanismos que melhor protegem o interesse e os recursos públicos”. “Ora, a solução que se apresenta é especialmente gravosa e fortemente limitadora do acesso à encomenda de projecto, sendo preteridos serviços de dezenas de milhares de projectistas – arquitectos e engenheiros – em favor de construtoras de maior dimensão e de maior capacidade técnica e financeira”, salienta.

Considerando que “o projecto não é um dispêndio desnecessário”, mas antes um investimento elementar na boa aplicação do dinheiro público, a Ordem considera que “através da solução que agora se discute, abre-se a porta, mais do que à simplificação e à eliminação de tempos e recursos desnecessários, à própria extinção de procedimentos, e fecham-se as janelas à transparência e livre concorrência”.

“Insistimos na defesa da solução que separa a actividade de projecto da actividade da construção e da preservação do livre acesso de projectistas à encomenda de obra pública”, já que “com a proposta que agora se apresenta não descortinamos qualquer passo em frente no que toca ao bom uso dos dinheiros públicos e combate à corrupção”, nem que a mesma “assegure um benefício efectivo para a generalidade dos trabalhadores de toda a fileira económica da construção, mas apenas e tão só para alguns (poucos) dos seus actores”, assim como “não se antecipa que resulte numa contribuição positiva para a paisagem do país e, nessa medida, para a futura qualidade de vida dos portugueses”.

Neste sentido, a Ordem solicita nova alteração do Projecto de Decreto -Lei “em favor de uma redacção que garanta o interesse público por uma arquitectura de qualidade e mantenha as condições de livre acesso de projectistas à encomenda de obra pública”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

‘Together’ em Lisboa

Lisboa recebe, no próximo mês de Novembro, o 15º World Architecture Festival. Uma edição que traz a concurso e destaca mais de quatro centenas dos projectos de arquitectura. Destes, quatro são em Portugal e outros tantos têm a assinatura de arquitectos portugueses

O World Architecture Festival 2022 está agendado para 30 de Novembro a 2 de Dezembro e terá como palco Lisboa. Este é a segunda vez a capital portuguesa está designada para receber aquele que é considerado um dos maiores eventos internacionais, anuais, da arquitectura.

Em 2021 a pandemia trocou, uma vez mais, os planos e o evento acabou por ser digital, tal como já tinha acontecido em 2020.  Por isso o tema desta edição de 2022, “Together”, tem um duplo sentido.

Em meados de Julho a organização anunciou a sua shortlist que inclui cerca de 420 projectos, aos prémios WAF e Inside. Prémios que reúnem os projectos de arquitectura mais inovadores e surpreendentes. Mas este leque de projectos, que poderão ser vistos e discutidos em Lisboa no final deste ano, assumem, também, algumas das maiores mudanças que a sociedade enfrenta, como a maior preocupação com a sustentabilidade e a ligação com a natureza.

Em 2021 o projecto de um hotel e adega de Tabuaço, do atelier Sérgio Rebelo, venceu então o prémio do WAF na categoria de projectos de lazer, tornando-se candidato a “edifício do ano”. Para esta edição encontramos vários arquitectos e gabinetes portugueses entre os finalistas ao prémio WAF 2022.

Shortlist do WAF com projectos portugueses  

Entre os 420 projectos escolhidos pelo júri do World Architecture Festival, de entre as várias centenas de projectos oriundos de mais de 50 países, cinco são em Portugal. Os projectos distribuem-se por três grandes categorias, Completed Buildings, Future Projects e Landscape, e, depois, por mais de uma dezena de subcategorias.

Nova sede Grupo Ageas Portugal

A nova sede da seguradora Ageas Portugal, desenhado pelo arquitecto Eduardo Capinha Lopes para o Martinhal Group, está localizada no Parque das Nações, em Lisboa, e concorre na categoria de edifício de escritórios. O projecto desenvolve-se em 17.400 m2, distribuído por 12 pisos. A sua fachada, através dos seus volumes permite um jogo constante de sombras. Mais do que um escritório, o edifício foi pensado para albergar uma comunidade de trabalho, um conceito que a pandemia veio reforçar. Distingue-se também pela inovação tecnológica e pela preocupação ambiental, consubstanciada na certificação BREEAM.

Também nesta subcategoria concorre o “Porto Office Park”, do atelier Broadway Malyan. Localizado na zona da Boavista o empreendimento é composto por dois edifícios, cada um com 15.544 m² distribuídos por 9 pisos acima do solo, e áreas amplas por piso de 1.850 m². Entre as suas valências contam-se restaurante, ginásio e três campos de padel, que se desenvolvem em três edifícios de pequenas dimensões, além de um auditório de 150 lugares e cafetarias nos dois edifícios principais. As duas torres são revestidas a vidro e lâminas de alumínio com sistema de sombreamento.

Este atelier integra ainda a shortlist com a Yoo Forest House (subcategoria House and Villa (Rural/Coastal), um projecto idealizado e construído para um cliente privado e localizado na cidade de Lechlade-on-Thames, no Reino Unido.

Na categoria “Completed Building” encontramos também a “Flores House”, do gabinete de arquitectura Ventura+ Partners (subcategoria House & Villa Urban/Suburban)). Uma vivenda familiar na aldeia de São Félix da Marinha, em Vila Nova de Gaia. Um projecto que se destaca pelo seu “programa habitacional simples para uma moradia de três quartos, de áreas amplas, fluídas”, que teve como ponto de partida uma “volumetria que se desconstrói e se adapta a elementos pré-existentes no terreno – os sobreiros”. Salvaguardar as árvores era “mandatório” e assim o edifício, de apenas um piso, se foi desenhando. Dois elementos são contantes, o primeiro, a luz natural que através de generosos vãos, pátio e clarabóias, beneficia todas as divisões, e a pala, de contornos angulares que unifica espaços e reúne alinhamentos.

Projectos futuros

Com assinatura do atelier de arquitectura MJARC, fundado por Maria João Andrade e Ricardo Cordeiro, o projecto do “Hotel Vinyard”, localizado no Douro, concorre entre os “Future Project” (subcategoria Leisure Led Development).

Esta futura unidade hoteleira enquadrada no Vale do Douro pretende combinar a experiência rural de produção de vinho com as comodidades de destino de lazer. Para além dos quartos com vista sobre a vinha e o vale o seu programa contempla restaurantes, SPA, ginásio e piscina exterior, para além de uma adega onde será possível vivenciar pate do processo vinícola.

A sua inserção tira partido do local e das suas fontes de energia renováveis, geotérmica e solar.

Mas a preocupação com a eficiência reflecte-se no uso da água. A água da chuva é filtrada e utilizada para as necessidades de águas cinzentas do edifício, 100% da água negra será posteriormente tratada por uma estação de tratamento de águas residuais.

Nesta categoria foram também seleccionados dois projectos concebidos pelo gabinete de arquitectura de Tiago Sá, o “Gardabaer Kindergarten”, um jardim de infância projectado para a Islândia. E na vertente Civic um parque comunitário, em Leiðarhöfði, ambos na Islândia. Apesar de programas distintos ambos os projectos têm em comum o facto de tirarem partido da natureza que os circunscreve, de privilegiarem materiais sustentáveis e locais e de terem uma capacidade de se adaptarem e crescerem com a comunidade que servem.

Ainda nesta categoria encontramos o projecto para o complexo do Hospital Universitário da Corunha, em Espanha, concebido pelo atelier ARC, em conjunto com a Abalo, Intecsa + GIS, e, na vertente cultural o projecto Wonderlab: The Bramall Gallery at the National Railway Museum, York, do atelier De Matos Ryan, da dupla José Esteves De Matos e Angus Morrogh-Ryan.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.