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SIL 2021 retoma “maior representatividade do sector”

Em entrevista ao CONSTRUIR, Sandra Bértolo Fragoso, gestora do SIL, mostra-se confiante na edição deste ano. Um espaço alargado, uma maior representatividade do sector, o regresso do “ambiente de feira, mais físico, mais próximo, onde a interacção com os diferentes intervenientes é fundamental”

Cidália Lopes
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SIL 2021 retoma “maior representatividade do sector”

Em entrevista ao CONSTRUIR, Sandra Bértolo Fragoso, gestora do SIL, mostra-se confiante na edição deste ano. Um espaço alargado, uma maior representatividade do sector, o regresso do “ambiente de feira, mais físico, mais próximo, onde a interacção com os diferentes intervenientes é fundamental”

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Em entrevista ao Construir, Sandra Bértolo Fragoso, gestora do SIL, mostra-se confiante na edição deste ano. Um espaço alargado, uma maior representatividade do sector, o regresso do “ambiente de feira, mais físico, mais próximo, onde a interacção com os diferentes intervenientes é fundamental”, explica. A decorrer em simultâneo com a Tektónica, mas num espaço próprio, o SIL acontece de 7 a 10 de Outubro, na FIL.

Depois de uma edição do SIL em 2020 atípica, fruto das circunstâncias em que vivemos, este ano podemos contar com um Salão um pouco mais perto do “normal” que conhecemos?
Sim, temos expectativas de que, com a maior representatividade de sectores que teremos nesta edição, este seja um SIL a que já habituámos os nossos expositores, parceiros e visitantes. Sem dúvida que teremos mais representatividade, que é fruto da confiança e segurança que a organização do Salão transmitiu ao mercado, provando ser um evento seguro e gerador de negócios.
Ao contrário do ano passado, este ano vive-se um clima de maior segurança e confiança, tanto em termos sanitários, como em termos do mercado. Qual a expectativa que os decisores vos têm transmitido e de que forma é que isso se poderá reflectir de forma positiva no SIL?
Temos assistido a um feedback muito positivo por parte de expositores e parceiros, demonstrativo da resiliência, dinamismo e determinação deste sector, mesmo em períodos mais conturbados. Aliás, em 2020, o SIL foi dos únicos, senão o único, Salão do sector a ser realizado na Europa, embora em moldes especiais. Isto só foi possível porque o mercado não desistiu e o SIL se adaptou com as medidas necessárias quer de segurança, quer de flexibilidade na organização do evento, como por exemplo a política de bilheteira, que foi revista considerando o apoio à retoma progressiva (o valor do bilhete para visitar o SIL tem um desconto de 50%).
Sendo o SIL sempre um ponto de encontro do sector e um local de debate dos temas da actualidade, o que podemos esperar da edição de 2021?
O SIL apresenta a parte exposicional e o debate e troca de ideias sobre o futuro e as tendências do sector, é algo que nos caracteriza, que está no nosso ADN. Iremos organizar, à semelhança das edições anteriores, as Conferências SIL PRO, em parceria com a APPII e a APR. Vão decorrer nos dias 7 e 8 de Outubro, onde serão debatidos alguns dos temas mais relevantes para o sector, tais como: O papel do Turismo Residencial, A visão dos Profissionais do sector, Medidas para simplificar o Licenciamento Urbano, O Futuro do sector imobiliário, Como Reactivar o Turismo, O Olhar dos Investidores Internacionais e o Plano de Recuperação e Resiliência e quais os impactos que terá no sector do imobiliário.

Vamos ainda contar com um formato híbrido em termos de conferências e network?
Consideramos que, mais do que nunca, as empresas valorizam o ambiente de feira, mais físico mais próximo, onde a interacção com os diferentes intervenientes é fundamental. O SIL é isso mesmo, é o local por excelência onde os players do sector se encontram e os negócios acontecem.
Esta edição do SIL 2021, apostará num evento presencial com expositores, visitantes e a realização de conferências, que através de uma componente digital complementar, nos permitirá novamente, o alcance alargado a um universo de interessados, captando um maior número de participantes.

Podemos contar com participações internacionais como era hábito em edições anteriores?
Sim, continuaremos a ter a presença de expositores e público internacional. O nosso país continua a ser muito atractivo para o investimento estrangeiro, pois continuamos a oferecer excelentes oportunidades de investimento, comparando com outras cidades europeias, temos um clima maravilhoso, sabemos receber, somos um dos países mais seguros no mundo para viver, creio que estão reunidas todas as condições para continuarmos a atrair investimento estrangeiro.

Pela segunda vez o Salão irá realizar-se em conjunto com a Tektónica. Poderá ser este um conceito a manter mesmo depois da pandemia?
Sim, de facto os eventos vão decorrer em simultâneo, e incrementarão as sinergias inerentes aos sectores em exposição. Mas cada um terá o seu espaço, o SIL vai decorrer no Pavilhão 1 e a Tektónica vai decorrer no Pavilhão 2. Ambos terão as suas próprias conferências, onde cada uma irá debater e reflectir sobre as especificidades do seu sector.
O visitante irá assim, para além de um leque vastíssimo de temas actuais quer sobre a construção quer sobre o imobiliário, encontrar um único espaço, um conjunto de soluções integradas e que se complementam, que vão desde a escolha dos materiais de construção, às empresas especializadas em construção civil, gestão de obras, licenciamentos, projectos de interiores, remodelações, recuperação de edifícios, crédito bancário, serviços e à compra e venda de imóveis.

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Terminal K em Alfama vai ser apart-hotel da OptylonKrea

OptylonKrea e STAG compraram o edifício do século XIX. Com 7.000 m2, o Terminal K vai ser reabilitado e transformado num novo apart-hotel da marca Prima Collection. Contará com 74 unidades residenciais, pátio interior, piscina e espaços de retalho comercial

A OptylonKrea, empresa pan-mediterrânica de promoção imobiliária e gestão de investimentos, adquiriu, em conjunto com a Stag Fund Management, o Terminal K, um edifício com 7.000 m2, localizado em Alfama, próximo do terminal internacional de cruzeiros de Lisboa e da estação de Santa Apolónia.

O edifício, adquirido à Cerberus Capital Management, será reabilitado e transformado num apart-hotel da marca de unidades residenciais da OptylonKrea, a Prima Collection, que terá ali a sua sexta localização. A compra do Terminal K, em Lisboa, é o 13º investimento da OptylonKrea em Portugal, confirmando a confiança do grupo no mercado imobiliário nacional e o optimismo em relação à recuperação económica pós-Covid. Recordamos que o Terminal K integrava o portfólio Arya, vendido pela Fidelidade em Janeiro de 2020.

"Estamos extremamente satisfeitos com a conclusão deste contrato, que acredito ser um forte incremento ao portefólio da OptylonKrea e à nossa marca cada vez maior de unidades residenciais Prima Collection. Com a excelente localização do edifício, a poucos metros do recém-construído terminal de cruzeiros, aliado à promissora recuperação da actividade turística em Portugal em 2022, sentimos que o momento era o ideal para esta aquisição”, refere William Tonnard, presidente e COO da OptylonKrea. “Com este projecto estruturante, pretendemos melhorar a oferta hoteleira e elevar a qualidade do serviço na cidade, ao mesmo tempo que trazemos uma nova vida a esta área rica em história”, conclui.

Projectado pelo arquitecto Saraiva & Associados, o Terminal K vai transformar uma área industrial/residencial do século XIX num novo destino de lifestyle, parte da marca de unidades residenciais Prima Collection. O novo apart-hotel terá um total de 74 unidades residenciais com acesso a um pátio interior, e uma piscina exclusiva no último piso com vista para o rio Tejo. O complexo conta ainda com uma área de retalho de 1.000 m² localizada no andar térreo, que foi também comprada pelo NEXT Capital Fund, gerido pela Stag Fund Management, e que será arrendada a grandes marcas do retalho.

Terminal K é a 6ª localização da marca Prima Collection

As mudanças recentes nos hábitos de viagem e o crescimento do teletrabalho, motivados pela pandemia, terão impactos de longo prazo na indústria da hotelaria e turismo. Neste contexto, a OptylonKrea aproveitou a oportunidade para rever a sua marca de unidades residenciais Prima Collection, nascida em
Lisboa, e adaptá-la às novas especificidades do mercado, ao mesmo tempo que prepara a expansão para outros mercados mediterrânicos, com o objectivo de chegar até 25 novas localizações nos próximos cinco anos.

“Decidimos reposicionar a nossa marca, para servir não só os viajantes, mas também os expatriados e os locais em busca de experiências de co-living e co-working”, afirma Hakan Kodal, chairman da OptylonKrea.

A marca, reposicionada sob a consultoria da Servotel, está agora a ser redesenhada pelas premiadas agências criativas e de design Blacksheep e AvroKo.

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Bedrock Capital Partners investe 125 M€ no Alcântara Lisbon Offices

A promotora adquiriu os dois edifícios de escritórios ao Grupo SIL, em Fevereiro de 2020, e pretende orientar o projecto para o “bem-estar das pessoas e para a sustentabilidade ambiental”, de acordo com as mais recentes tendências do mercado de trabalho

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Está a nascer em Alcântara, na zona ribeirinha da cidade, um dos mais relevantes projectos do segmento de escritórios de Lisboa– o ALLO: Alcântara Lisbon Offices. Com um investimento total de 125 milhões de euros e com data de conclusão prevista para o final de 2022, este projecto é promovido pela Bedrock Capital Partners. 

Os dois edifícios de escritórios, com uma ABL de cerca de 34 mil m2, e que se situam nos terrenos da antiga fábrica da Sidul, junto à Lx Factory, integravam o projecto Rivart (habitação e escritórios), promovido pelo Grupo SIL, tendo sido adquirida apenas a componente de escritórios pela sociedade de investimento Bedrock Capital Partners em Fevereiro de 2020.

Com assinatura do atelier Saraiva +Associados, o projecto ALLO integra uma área bruta de construção acima do solo de cerca de 39.000m2, dividida por dois edifícios de escritórios de características semelhantes, cada um com sete pisos acima do solo, a que irá corresponder uma ABL de cerca de 34.000 m2. Cada um dos edifícios contabiliza ainda quatro pisos em cave, totalizando no seu conjunto 681 lugares de estacionamento. Os dois edifícios comunicam entre si ao nível do piso térreo através de uma praça central onde as zonas verdes predominam e que pretende ser uma centralidade que promove a interacção entre os utilizadores e fomenta o sentido de comunidade. 

O ALLO apresenta, ainda, características únicas, nomeadamente ao nível da flexibilidade e eficiência dos espaços (disponibilizando áreas em open-space com mais de  2.600 m2 por piso), ao nível da oferta de infraestruturas comuns, incluindo um restaurante com esplanada na praça central, um rooftop de uso exclusivo de cada edifício, uma sala multiusos, balneários, parking com carregadores eléctricos e com lugares para viaturas ‘light mobility’ (bicicletas e trotinetes), bem como ao nível das amenities disponibilizadas aos utilizadores dos edifícios, destacando-se os serviços de concierge e uma app interactiva que pretende fomentar a ligação entre e com os utilizadores.

"Procurámos criar um espaço com o qual as pessoas se identifiquem, onde o bem-estar, a tecnologia, a sustentabilidade e a flexibilidade associada às zonas projectadas fazem com que as empresas e os seus utilizadores se sintam em perfeita harmonia. Queremos que este projecto espelhe as novas tendências de trabalho do pós-pandemia, o estilo de vida das pessoas que nele se movimentam, pela sua forte componente humana e de proximidade, mas também pelas características de inspiração, conectividade e criatividade, que pretendem elevar a realização profissional de cada um. Num contexto crescente de modelos híbridos de trabalho, queremos criar uma experiência de trabalho que atraia as pessoas para o escritório”, afirma André Gomes de Sousa, executive partner na Bedrock Capital Partners.

A definição do posicionamento e implementação do conceito disruptivo do local de trabalho – hoje, muito mais que um activo imobiliário – resulta do trabalho de consultoria estratégica realizado pela CBRE através de uma equipa multidisciplinar com know how em concepção de produto, posicionamento estratégico, marketing e leasing.

O nome ALLO surge, não apenas como uma designação, mas também como marca, que incorpora o conceito subjacente ao projecto, de criação de uma rede de pessoas que colaboram entre si contribuindo para o sucesso da comunidade em que se inserem, de forma a criar uma maior afinidade junto de empresas e pessoas, bem como uma cultura, sentido de pertença e de comunidade.

Para além de reflectir esta clara vertente humana, o ALLO é um projecto fortemente orientado para o bem-estar das pessoas e para a sustentabilidade ambiental, tendo sido definido como objectivo a obtenção das certificações Well Gold, que reconhece e promove a relação entre o edifício e os seus ocupantes, nomeadamente o impacto do ambiente contruído na saúde e bem-estar humano, e LEED Gold, que define edifícios altamente sustentáveis, que promovem a eficiência energética e o desempenho ambiental, contribuindo para reduzir a pegada carbónica. Adicionalmente e como forma de medir a flexibilidade, robustez e segurança da conectividade tecnológica, garantindo que os edifícios têm a infraestrutura digital em que as empresas actuais confiam e as empresas de amanhã procuram, o ALLO será certificado com o nível WIREDSCORE Gold.

A comercialização deste empreendimento está a cargo das consultoras imobiliárias CBRE e JLL.

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Auscultação pública do Plano Ferroviário Nacional termina com mais de 300 contributos

A esta fase de auscultação seguir-se-á agora a elaboração, já em curso, da definição de âmbito da Avaliação Ambiental Estratégica e do Relatório de Diagnóstico, que devem estar concluídos até Dezembro

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Esta concluída a fase de auscultação do Plano Ferroviário Nacional, contabilizando-se mais de trezentos (318) contributos enviados através do site do PFN, na sua esmagadora maioria a título individual (296), mas também por entidades colectivas, associações, grupos de cidadãos e autarquias.

Dos 318 contributos, 78 continham documentos anexos que totalizavam mais de 900 páginas. As propostas colocadas a análise do grupo de trabalho são muito variadas, desde pedidos de reforço de serviços ferroviários em determinadas linhas ou estações, a propostas de novas linhas com algum nível de desenvolvimento técnico. Existem também contributos de âmbito estratégico, por exemplo, sobre o posicionamento de Portugal nas cadeias logísticas globais e o contributo da ferrovia para as exportações.

A estes contributos recebidos através do site, somam-se também todos aqueles que foram transmitidos ao grupo de trabalho durante as cinco sessões regionais de auscultação, que decorreram no mês de Julho pelo continente nacional. Nessas sessões participaram representantes de todas as Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas do território continental, além de diversas associações e grupos de cidadãos locais e cidadãos a título individual.

A esta fase de auscultação seguir-se-á agora a elaboração, já em curso, da definição de âmbito da Avaliação Ambiental Estratégica e do Relatório de Diagnóstico. Dois passos que se estimam estar concluídos até meados de Dezembro.

Entretanto, estão também já em curso estudos e análises para a identificação de constrangimentos na rede ferroviária existente e para a configuração da futura rede ferroviária que deverá ficar definida no PFN. Estes estudos são fundamentais para a elaboração da proposta do Plano Ferroviário Nacional, que deverá ser apresentada e colocada à discussão pública no 2º trimestre de 2022.

Após esse processo, o Plano Ferroviário Nacional será aprovado em Conselho de Ministros e submetido à apreciação da Assembleia da República.

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DecorHotel’21, construção verde, arquitectura em madeira e Hipoges na edição 445

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Dossier Especial dedicado à DecorHotel 2021
De 21 a 23 de Outubro, a FIL recebe a 4ª edição, numa organização EXPOSALÃO, edição focada no futuro do sector da hotelaria e turismo e na expectativa de recuperação da dinâmica do sector

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Para mais informações contacte: Graça Dias | [email protected] | 215 825 436

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4º Edição da Decorhotel reúne mais de 200 expositores

A 4ª edição da Decorhotel abre portas dia 21 de Outubro, de olhos postos nas novidades que as empresas e indústrias parceiras da hotelaria têm para apresentar, depois de ano e meio de quase que paralisação do sector do turismo

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A 4ª edição da Decorhotel abre portas dia 21 de Outubro, de olhos postos nas novidades que as empresas e indústrias parceiras da hotelaria têm para apresentar, depois de ano e meio de quase que paralisação do sector do turismo.
A expectativa é que em 2022 o sector regresse aos níveis de crescimento registados pré-Covid, um crescimento a que não ficarão, por certo, indiferentes as actividades situadas a montante e que são determinantes para o sucesso da hotelaria e turismo. Nesse sentido, “a 4ª edição da Decorhotel surge para revitalizar e fazer renascer novas possibilidades, oportunidades e expectativas para o sector hoteleiro”, garante a organização. Com mais de 200 expositores confirmados, perto de 400 marcas marcam a sua presença no pavilhão três da Feira Internacional de Lisboa, numa organização do EXPOSALÃO. Uma procura que para a organização vem “reforçar o papel da Decorhotel no panorama hoteleiro português”.

O certame surge, assim, como um espaço que promove o encontro entre a oferta e a procura, com vista à concretização de negócios, e é uma oportunidade privilegiada para promover contactos entre todos os profissionais que actuam nesta área de actividade.

Nos mais de 10 mil m2 de área de exposição é possível encontrar todas as áreas necessárias para a construção, requalificação, remodelação e decoração de unidades hoteleiras e afins que vão desde a construção, arquitectura e design de interiores, decoração, têxteis, equipamento, gestão e tecnologia, amenities e produtos de higiene e limpeza, mobiliário, iluminação e equipamentos para o exterior. Uma lista extensa e que contempla as áreas vitais para o sucesso de qualquer operação hoteleira.

Nesta edição e, atendendo ao cenário actual, a feira irá dar uma especial atenção às ferramentas tecnológicas vocacionais para o turismo. A digitalização e tecnologia aceleram durante a pandemia e esta indústria não lhe ficou indiferente, sendo “um factor primordial para os seus players”.

A abertura da 4ª edição da Decorhotel contará com a presença de secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo e a CEO da Associação de Hotéis de Portugal, Cristina Siza Vieira.
A par da exposição, durante os três dias de feira estão agendados vários eventos paralelos entre os quais o lançamento Concurso Internacional de Arquitectura Decorhotel Design Award, organizado em parceria com o IF – Ideas Foward. Nesta que será a sua primeira edição o concurso terá como tema “quarto de hotel”. No último dia do certame as propostas serão analisadas por um painel de jurados composto por hoteleiros e arquitectos. Durante o período do concurso serão promovidas ligações em live stream com todas as equipas participantes e que podem estar em qualquer parte do globo, já que o evento tem um cariz internacional.

Mas o espaço de exposições é também um espaço de debate entre os profissionais. O ciclo de conferências irá debater o impacto “covid” na hotelaria, nas suas diferentes dimensões desde logo na arquitectura dos hotéis, no modelo de negócio, passando pelas novas tecnologias e as estratégias de recuperação do sector.

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Mota-Engil na corrida à concessão do Corredor do Lobito

A Mota-Engil está entre o primeiro grupo empresas que manifestou interesse no concurso público internacional para a concessão do Corredor do Lobito, que está a decorrer até 7 de Dezembro

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Segundo uma notícia da agência Lusa, que cita uma nota do gabinete de comunicação do Porto do Lobito, a Mota-Engil está entre o grupo de empresas interessada na concessão do Corredor do Lobito, cujo o concurso público internacional está a decorrer até 7 de Dezembro. A par do grupo português também as chinesas CITIC e CR20, a suíça Trafigura e a DP World do Dubai (empresa que venceu o concurso internacional de concessão do Porto de Luanda para os próximos 20 anos), estão entre o primeiro lote de interessados.

Os representantes das empresas deslocaram-se às oficinas gerais do Caminho de Ferro de Benguela (CFB) e o local onde vai ser instalado o Terminal de Trânsito de Mercadorias, dando início a uma série de visitas técnicas para constatar o estado actual e operacionalidade das infraestruturas. Os cinco concorrentes deslocaram-se também ao Terminal Mineraleiro do Porto do Lobito, também integrado no concurso internacional de concessão.

O concurso internacional para a concessão, gestão partilhada, manutenção das infra-estruturas ferroviárias, serviços de transporte de mercadorias e de logística de suporte do Corredor do Lobito foi lançado no dia 8 de Setembro e o prazo de submissão de propostas decorre até 7 de Dezembro.

Com a concessão, o Executivo quer criar uma empresa de capital privado, Sociedade de Propósito Específico (SPE), a ser controlada por operadores privados ou por uma única entidade com participação minoritária do Estado.

Esta sociedade será responsável pela operação, exploração e manutenção da infraestrutura da linha férrea do Lobito/Luau, com a possibilidade de construção de ramal de ligação à Zâmbia (o segundo maior produtor de cobre da África, depois da RDC), o serviço ferroviário de transporte de mercadorias na linha férrea do Lobito/Luau, a construção, operação e exploração de dois terminais de trânsito de mercadorias de apoio ao serviço ferroviário de transporte de mercadorias na linha férrea do Lobito/Luau, sendo um deles no Lobito e outro no Luau, a gestão do centro de formação na província do Huambo e a operação, exploração e manutenção das oficinas ferroviárias.

A concessão tem um prazo de 30 anos, extensível até 50 anos, período em que a concessionária (SPE) vai assumir o transporte de grandes cargas com maior predominância para minérios e combustíveis, ao longo dos 1300 km de linha férrea. De acordo com a Governo de Angola “esta concessão permitirá que o Corredor do Lobito se torne a terceira ligação de transporte mais importante da África Austral até 2050”.

Para dar resposta às ligações duplas entre o Corredor do Lobito e as áreas mineiras, o Terminal Mineiro do Porto do Lobito será também explorado pelo vencedor do concurso público, nos termos das disposições contratuais e do estabelecimento de um acordo autónomo.

Segundo informações disponibilizadas na página oficial do Governo angolano pretende-se maximizar as potencialidades da infraestrutura ferroviária do Corredor do Lobito, incrementar as exportações e investimentos indiretos em plataformas multimodais, terminais e outras infraestruturas ao longo da linha, para "promover o desenvolvimento económico, social e culturais das comunidades locais".

A reactivação do Corredor do Lobito visa também reforçar a integração regional tendo em conta a possibilidade de interligação dos oceanos Atlântico e Índico, com a conexão da via-férrea ao Porto de Dar-es-Salaam, na Tanzânia.

A operação do Corredor do Lobito envolve investimentos adicionais ao longo do percurso férreo Lobito/Benguela/Luau, incluindo a integração da via-férrea contígua do outro lado da fronteira na República Democrática do Congo, e a construção de um ramal para a República da Zâmbia.

Segundo o executivo, foram investidos cerca de 1,9 mil milhões de dólares na reconstrução do caminho-de-ferro e na ligação com a República Democrática do Congo (RDC), "cujos proveitos podem agora ter a oportunidade de ser recuperados".

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Porto: Gabinetes nacionais passam à fase final para construção da nova ponte

Os três finalistas têm até 18 de Novembro para apresentar os projectos. A adjudicação deverá ser atribuída no início de Dezembro para que a obra esteja concluída até final de 2025

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Três propostas destacaram-se entre as 28 que chegaram para a execução da futura ponte sobre o Rio Douro. Em comum, têm o facto de serem lideradas por gabinetes de engenharia e arquitectura portugueses. Sendo esta apenas a primeira fase para a decisão final, os três finalistas, anunciados esta manhã, dia 18 de Outubro, na sede da Metro do Porto, têm até 18 de Novembro para apresentar os projectos. A adjudicação deverá ser atribuída no início de Dezembro para que a obra esteja concluída até final de 2025.

Uma solução de pórtico com efeito de arco, totalmente em betão, mas ainda assim leve e com o mínimo de apoios nas encostas é a proposta que sai em vantagem da primeira fase, apresentada por um consórcio liderado pela Edgar Cardoso, Engenharia e Laboratório de Estruturas.

Com uma forte orientação no sentido da sustentabilidade, a proposta prevê, ainda, a instalação de painéis fotovoltaicos nos carris, que permitirão a iluminação da ponte. Com um prazo de execução de 970 dias, teria um custo orçado em 50,5 milhões de euros, e ainda contempla escadas e um elevador a servir a Rua do Bicalho e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

Na segunda posição, uma solução em arco apresentada pelo consórcio encabeçado pela Coba Consultores e que prevê estar finalizada em 1001 dias. Com um orçamento de 62,8 milhões de euros, o projecto apresenta um arco de 16 metros de altura no seu ponto mais alto, sustentado por pilares metálicos, sendo os pilares nas encostas em betão.

No terceiro lugar da corrida segue uma ponte com solução em pórtico e pilares inclinados assimétricos apresentada pela Betar Consultores. Orçada em 69,2 milhões de euros, tem um prazo de execução de 1004 dias.

O presidente da Metro do Porto lembrou que todas as propostas chegaram de forma anónima “para tornar todo o processo livre de qualquer avaliação menos objectiva”. Tiago Braga referiu ainda que o concurso de execução a ser lançado “no segundo trimestre de 2022, primeiro trimestre de 2023” será integral e incluirá já o da linha de metro que vai unir a Casa da Música a Santo Ovídeo.

Nesta segunda fase do concurso, explicou Tiago Braga, serão consultados os três classificados e escolhida a proposta final com base nos parâmetros qualidade de concepção (com um peso de 50%), preço (20%) e prazo de execução (30%).

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Tektónica e SIl regressam em Maio de 2022

A Feira Internacional de Lisboa anuncia o regresso da Tektónica ao primeiro semestre do ano, acompanhada pelo Salão Imobiliário de Lisboa

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Em 2022 os dois certames, Tektónica e o Salão Imobiliário de Lisboa, regressão juntos, mas em Maio, com a organização a apontar a realização das feiras para a primeira quinzena de Maio. A realização em paralelo da Tektónica e do SIL é já uma certeza, “porque os dois certames encontram-se na mesma cadeia de valor e são criadas sinergias de mercado que reforçam as oportunidades de negócio, nomeadamente entre expositores e participantes de ambos os certames”, confirma a organização.

A edição de 2021 de ambos os certames juntaram 200 expositores. Um número que, de acordo com a organização representa “um aumento muito significativo do número de empresas, demonstrativo da vontade e determinação de ambos os sectores no regresso aos eventos presenciais e que se evidenciou pela ocupação de dois pavilhões, mais de 20 mil m2 de área”. O crescimento de ambos os certames foi acompanhado pelo número de visitantes, cerca de 12 mil, que passaram por ambas as feiras.

Em conjunto, as feiras "proporcionaram não só o network e a concretização de negócios, como também propiciaram o debate sobre as tendências e o futuro da construção e do imobiliário, com a realização do ciclo de conferências Tektónica e do SIL Investment Pro, ambos dirigidos para os respectivos profissionais do sector".

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Concurso para ampliação do Hospital de Setúbal lançado esta semana pelo valor de 17,2 M€

Concurso internacional para a construção de um novo edifício para realojar as urgências e o Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão deverá estar concluído até 2023

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A administração do Centro Hospitalar de Setúbal anunciou esta quarta-feira, dia 13 de Outubro, que até ao fim desta semana será lançado um concurso internacional para a construção, até 2023, de um novo edifício para realojar as urgências e o Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão, segundo o jornal O Setubalense. O concurso terá o valor de 17,2 milhões de euros.

Durante uma audição no parlamento, Manuel Roque, presidente do Conselho de Administração afirmou que “o estrangulamento que mais problemas tem causado ao hospital é a exiguidade” das instalações do seu serviço de urgência, pelo que a construção de um novo serviço tem sido a prioridade na estratégia da administração.

Manuel Roque salientou que “não foi fácil”, mas foi conseguido que os ministérios da Saúde e das Finanças concordassem “com a ampliação do hospital e com a reinstalação dos seus serviços de urgência” pediátrica, geral e obstétrica num novo edifício, cujo “concurso público internacional será lançado até ao final desta semana”.

“A opção do nosso accionista foi de dotar o hospital de um edifício que albergasse e que resolvesse os dois problemas: por um lado reinstalasse o hospital do Outão e também resolvesse os problemas da urgência”, disse.

De acordo com o gestor, o concurso terá o valor de 17,2 milhões de euros, num investimento que se prolongará até 2023.

“Estes 17 milhões de euros tiveram um primeiro encaixe financeiro no hospital de 1,7 milhões de euros, que já temos no nosso capital estatutário. Os restantes estão previstos no Orçamento do próximo ano, sendo que a obra acabará no início do ano de 2023. Quer dizer que no ano de 2023 o hospital terá um novo edifício de expansão da sua actividade e, sobretudo, de relocalização dos seus serviços”, acrescentou.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal foi ouvido no parlamento sobre as dificuldades que está a enfrentar, a requerimento do PCP e do PSD. Os deputados pretendem ainda explicações do director clínico do centro hospitalar, Nuno Fachada, que se demitiu, alegando falta de condições, nomeadamente, nos serviços de urgência, nos blocos operatórios, na oncologia, na maternidade e na anestesia, entre outros.

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Consignado à Sacyr Somague último troço da Linha da Beira Alta

Com o início desta empreitada, a IP está actualmente a realizar obras de requalificação integral e modernização no valor de cerca de 300 milhões de euros, numa extensão de cerca de 190 quilómetros da Linha da Beira Alta

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A empreitada de modernização do último troço da Linha da Beira Alta, entre Santa Comba Dão e Mangualde, para o transporte de mercadorias em Portugal. adjudicada consórcio Sacyr Somague/Sacyr Neopul envolve a requalificação integral do troço com 40 quilómetros de extensão, entre as estações ferroviárias de Santa Comba Dão e de Mangualde, dotando a via-férrea de maior capacidade operacional e melhores condições de segurança e circulação, beneficiando o transporte de mercadorias e de passageiros nas ligações inter-regionais. Representando um investimento de 57,6 milhões de euros, esta obra é desenvolvida no âmbito do Programa de modernização da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia2020.

A formalização do contrato contou com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado. “O simbolismo deste dia significa que hoje temos a Linha da Beira Alta, todo o corredor internacional Norte, em fase de obra. Já não há dúvidas sobre o que está no terreno. Temos o grande objectivo de conclusão deste projecto até 2023 e, conseguindo consignar mais este troço, mantemos a nossa expectativa de o conseguir”, sublinhou o responsável.

“A importância da obra é enorme porque, com este tipo de obras, vamos conseguir dinamizar de uma forma particularmente relevante todo o transporte de mercadorias em Portugal. São os corredores Sul e Norte, que vão ampliar de uma forma enorme a capacidade de transporte de mercadoria por via ferroviária”, afirmou secretário de Estado das infraestruturas.

Com o início desta empreitada, a IP está actualmente a realizar obras de requalificação integral e modernização no valor de cerca de 300 milhões de euros, numa extensão de cerca de 190 quilómetros da Linha da Beira Alta.

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