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    Aurora faz renascer estilo “Português Suave” junto ao Marquês de Pombal

    Promovido pela Lantia, este projecto residencial traz 36 novos apartamentos a uma das zonas mais centrais da cidade com comercialização co-exclusiva da JLL e da Porta da Frente

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    Fruto da reabilitação do nº7 da avenida António Augusto de Aguiar, um edifício exemplar perfeito do estilo arquitectónico “Português Suave”, tão característico de Lisboa entre os anos 1930 e 1960, surge agora o Aurora.
    Na linha da frente da transformação urbana para quem quer viver de forma mais saudável e sustentável o centro da capital, este novo projecto residencial disponibiliza 36 apartamentos em diferentes tipologias. Os mesmos já entraram no circuito de vendas, com comercialização em regime de co-exclusividade pela JLL e Porta da Frente Christie’s.

    Vocacionado para quem pretende desfrutar em pleno das comodidades de viver no centro da cidade, o Aurora situa-se junto ao Marquês de Pombal, estando a uma curta distância pedonal de um vasto conjunto de transportes, equipamentos e locais de referência, incluindo o Parque Eduardo VII, o Saldanha, a Fundação Calouste Gulbenkian, passando pelo El Corte Inglès, o Saldanha Residence ou o Monumental, entre tantos outros pontos de interesse.

    Promovido pela Lantia, o projecto ganha o nome da Deusa do Amanhecer da mitologia romana que está eternizada no edifício numa escultura assinada por Leopoldo de Almeida, um dos grandes precursores do estilo Português Suave. O projecto de reabilitação preserva a identidade de um edifício progressista à sua época, transportando para o presente esta estética arquitectónica que alterou a paisagem urbanística portuguesa.

    “Com o charme de uma reabilitação que preserva o icónico estilo Português Suave, o Aurora é também um projecto que acompanha a transformação de Lisboa numa capital mais moderna e sustentável. Pela sua centralidade, é um projecto onde o conceito de “walkability” está muito presente pois permite aos residentes acederem a vários pontos de interesse e conveniência a uma curta distância pedonal, numa nova mobilidade mais consciente e ecológica. A diversidade de tipologias e a possibilidade de personalização de apartamentos são outro factor diferenciador, atraindo assim pessoas e famílias em diferentes fases da sua vida. É um projecto vencedor”, assegura Patrícia Barão, head of residential da JLL Portugal.

    O Aurora oferece casas ajustadas a diferentes necessidades de espaço, incluindo 16 apartamentos T1, 14 apartamentos T2 e ainda 4 apartamentos T3 e duas penthouses T3. Os Aurora One são os apartamentos T1, sendo especialmente vocacionados para a compra para investimento. Os Aurora Two, que abrangem os apartamentos T2, dispõem de estacionamento próprio e apostam na qualidade superior dos materiais. Os Aurora Three, as unidades de tipologia T3, incluem além do estacionamento próprio, também espaço de arrecadação, com todas as comodidades para a vida em família. Os Aurora Penthouses destacam-se dos restantes pela integração de um terraço na zona de sala.

    “O edifício Aurora vem responder a várias necessidades dos nossos clientes mais exigentes, tanto nacionais como internacionais: um lifestyle cosmopolita, mas ao mesmo tempo mais “verde” e focado no bem-estar, com grande proximidade a jardins, parques e ciclovias. A exclusividade deste projecto, situado numa das melhores localizações da capital portuguesa, reflecte-se também nos acabamentos de elevada qualidade, na funcionalidade dos espaços e em todas as comodidades oferecidas aos seus residentes”, acrescenta Rafael Ascenso, director geral da Porta da Frente Christie’s.

    O edifício disponibiliza a todos os seus residentes serviço de concierge, incluindo uma sala para recepção de encomendas, além de se posicionar na primeira linha da mobilidade sustentável com a integração de uma área de e-parking, um parque de bicicletas com carregadores para bicicletas eléctricas.

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    3D Kimpton Lisbon

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    Kimpton Lisbon inaugura em 2026

    IHG Hotels & Resorts e a Real Hotels Group trazem a Kimpton Hotels & Restaurants para Lisboa. O hotel ficará localizado no centro da cidade, no antigo Hotel Real Parque, e irá reforçar o crescente portefólio luxury and Lifestyle da IHG em Portugal

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    A IHG Hotels & Resorts (IHG) e o Real Hotels Group vão abrir o Kimpton Lisbon, o primeiro hotel da Kimpton Hotels & Restaurants na capital portuguesa. Com abertura prevista para o início de 2026, o boutique hotel de luxo é o segundo Kimpton a chegar a Portugal, após a assinatura do Kimpton Algarve São Rafael Atlântico, no final de 2023.

    Através de um acordo de franchising com o Real Hotels Group, o hotel terá uma representação da marca Kimpton, com 141 quartos e áreas públicas redesenhadas para se inspirarem na luz e nas cores da cidade. Desde espaços únicos e orientados para o design, com acabamentos de alta qualidade, até restaurantes e bares sazonalmente inspirados – incluindo um bar e piscina no rooftop.

    O Kimpton Lisbon junta-se ao portefólio de rápido crescimento de luxo e estilo de vida da IHG, agora o segundo maior do mundo, e reforça o seu objectivo na crescente presença no país. No segmento de luxo e estilo de vida, a IHG opera seis hotéis em funcionamento e tem mais sete em desenvolvimento para marcas como Six Senses, Hotel Indigo, e os recém-inaugurados Convent Square Lisbon e Casa da Companhia no Porto, da colecção Vignette.
    “Em conjunto com os nossos parceiros do Real Hotels Group, estamos muito felizes por trazer a nossa marca Kimpton para a vibrante e culturalmente rica cidade de Lisboa. O hotel é uma excelente adição ao nosso crescente portefólio Luxury & Lifestyle em Portugal, juntando-se ao recentemente assinado Kimpton Algarve São Rafael Atlântico”, refere Willemijn Geels, VP Development, Europa, da IHG Hotels & Resorts.

    Por sua vez Eurico Almeida, CEO do Real Hotels Group, referiu aguardar “com expectativa a combinação da empresa global IHG com a reconhecida combinação de luxo e identidade única Kimpton, em parceria com o premiado grupo de arquitectura e design, Rockwell, e a sua imersão no coração de Lisboa”. O Kimpton Lisboa será o oitavo hotel em parceria com a IHG Hotels & Resorts.

    A IHG adquiriu a Kimpton Hotels & Restaurants, em 2018, e desde então liderou sua expansão para a Europa e não só. O Kimpton Lisbon junta-se a um portefólio de oito hotéis Kimpton no Reino Unido e na Europa continental e faz parte do portefólio global da Kimpton, com 78 hotéis em 12 países, representando 13.721 quartos. A IHG Hotels & Resorts opera actualmente 20 hotéis em sete marcas em Portugal, incluindo Six Senses, InterContinental, Vignette Collection, Crowne Plaza, Holiday Inn, Holiday Inn Express e Iberostar.

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    A Tor Holding e a ELIE SAAB anunciam uma parceria para a estreia do sector imobiliário duplo na Turquia

    Istambul – ELIE SAAB, um dos principais nomes mundiais da alta costura e uma estimada marca de estilo de vida de luxo, e TOR HOLDING, um promotor imobiliário turco conhecido pelos seus projectos inovadores e colaborações globais, anunciam a sua parceria para o lançamento de dois projectos imobiliários na Turquia.

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    A colaboração assinala um marco significativo no sector imobiliário da Turquia, uma vez que o segmento de luxo local está a sofrer uma evolução dinâmica com a presença de mais parcerias conjuntas que combinam a experiência internacional com abordagens regionais inovadoras. A parceria visa redefinir a vida de luxo na Turquia, combinando a experiência da Tor Holding no desenvolvimento imobiliário com a herança de design icónico da ELIE SAAB.

    As duas residências da marca ELIE SAAB oferecem localizações distintas, uma ao longo da icónica linha do Bósforo de Istambul e a outra posicionada para além das fronteiras da cidade. A residência do Bósforo oferece vistas deslumbrantes e fácil acesso à energia vibrante da cidade, enquanto a segunda residência oferece tranquilidade num ambiente luxuriante, longe da agitação urbana. Ambas as localizações prometem aos residentes uma experiência de vida única, caracterizada pelo luxo e pelo requinte.

    Sr. Elie Saab Jr., CEO da ELIE SAAB: “Estamos muito satisfeitos com a parceria com a Tor Holding para introduzir as residências ELIE SAAB na Turquia, assinalando um marco significativo no nosso plano de desenvolvimento estratégico. Nos últimos quatro anos, embarcámos numa ambiciosa viagem para expandir a nossa marca para o imobiliário de luxo, assinando muitos projectos de sucesso a nível global, abrangendo países como o Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Brasil, entre outros. Esta colaboração exemplifica o nosso compromisso em proporcionar experiências de vida de luxo excepcionais e alinha-se perfeitamente com a nossa missão de sintetizar o luxo e o requinte em todas as dimensões.”

    Sr. Mustafa Torun, Presidente da Tor Holding: “A nossa parceria estratégica com a ELIE SAAB traz uma inovação significativa no sector residencial de luxo na Turquia e reforça ainda mais a nossa estratégia de marca global. Estamos numa dinâmica de crescimento contínuo graças aos nossos escritórios em todo o mundo e à nossa extensa rede de cooperação. Este projeto não só reflecte a crescente atratividade da Turquia para os investidores estrangeiros, como também se destaca como um passo que aumenta o prestígio do país na arena internacional. A colaboração com uma marca mundialmente reconhecida como a ELIE SAAB reforça a nossa inovação no sector e a nossa visão de desenvolver espaços de habitação exclusivos, ao mesmo tempo que reforça a posição da Turquia no mapa mundial dos negócios e do investimento.”

    As residências ELIE SAAB na Turquia deverão ser inauguradas em maio de 2024, constituindo um marco significativo na vida requintada. Com o seu design excecional e sofisticação sem paralelo, estas residências estão preparadas para elevar os padrões de vida de luxo na Turquia.

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    Empreendimento ‘Parque Atlântico’ vendido na totalidade

    Desenvolvido pelo Grupo Legendre em parceria com o atelier Arqsize, o empreendimento localiza-se no concelho de Cascais, entre Carcavelos e Parede, e conta com 42 habitações, divididas em três blocos de quatro e cinco andares. Prevê-se que o processo de construção fique concluído este Verão

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    O projecto ‘Parque Atlântico’, desenvolvido pelo Grupo Legendre em parceria com o atelier Arqsize, já foi vendido na totalidade, cumprindo assim os objectivos definidos aquando do seu lançamento em 2021. Prevê-se que o processo de construção do empreendimento fique concluído no Verão de 2024.

    O ‘Parque Atlântico’, que ocupa uma superfície total de oito mil metros quadrados (m2), localiza-se no concelho de Cascais, entre Carcavelos e Parede, tem vista mar e conta com 42 habitações, divididas em três blocos de quatro e cinco andares, bem como espaços comuns a todos os residentes, tais como piscina, ginásio, jardim, áreas dedicadas ao entretenimento das crianças, entre outros.

    O projecto, que é resultado de um investimento na ordem dos 28 milhões de euros, visa “espelhar a qualidade de vida que a zona proporciona”. A arquitectura de linhas contemporâneas, em perfeita união com a paisagem costeira, inclui grandes janelas envidraçadas que permitem desfrutar ao máximo da iluminação natural. Por outro lado, também a componente da sustentabilidade foi uma prioridade desde a fase inicial do projecto, não apenas no que se refere a sistemas centralizados de produção de águas, como também a ventilação natural, climatização e isolamento térmico, sem esquecer as questões paisagísticas com a inclusão de plantas nativas que promovem a biodiversidade local.

    ““Parque Atlântico” é o segundo projecto do Grupo Legendre em Portugal. O primeiro investimento aconteceu em 2020 com o empreendimento “Antas Build”, no Porto, com uma área útil de 10 mil m2 distribuída em 93 apartamentos, desenvolvido em parceria com a Tecnibuild”, afirma Telmo Carriço, dciretor do Grupo Legendre em Portugal. 

    Além destes dois investimentos, o Grupo prevê lançar novos projectos nas zonas da Grande Lisboa e Grande Porto.

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    Vanguard formaliza parceria com Vhils para transformar Muda num “espaço artístico único”

    Quanto às peças três são esculturas – designadas pelo artista como dioramas – que acompanham a topografia do terreno, proporcionando uma melhor leitura das mesmas. Já para a área adjacente à capela da Muda Reserve, a intervenção proposta envolve a criação de uma grande peça escultórica que se desenvolve por uma área de 800 m2, mas que no conjunto só será visível de uma perspectiva aérea

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    A Vanguard Properties, em parceria com a Câmara Municipal de Grândola e o artista Vhils, assinaram esta sexta-feira, dia 12 de Abril, um memorando de entendimento para a concepção e desenvolvimento de quatro obras artísticas destinadas às áreas públicas do projecto imobiliário Muda Reserve, que serão depois doadas à autarquia. O acordo foi formalizado numa cerimónia que contou com a presença de António Figueira Mendes, presidente da Câmara Municipal de Grândola, Alexandre Farto “aka” VHILS e José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties.

    No que às peças diz respeito, três são esculturas – designadas pelo artista como dioramas – que acompanham a topografia do terreno e estão inclinadas para o observador, proporcionando uma melhor leitura das mesmas.

    Como já é habitual, estas figuras representam a pessoa anónima. São “composições trabalhadas pelo artista, que emergem da duna solidificando-se para sempre, representado ninguém, mas, simultaneamente, todos ao mesmo tempo”.

    Já para a área adjacente à capela da Muda Reserve, a intervenção proposta envolve a criação de uma grande peça escultórica que se desenvolve por uma área de 800 m2, permitindo uma experiência ao nível do solo que as pessoas poderão vivenciar de forma directa, mas que no conjunto só será visível de uma perspectiva aérea.

    Segundo a Vanguard Properties, esta iniciativa vem reforçar o “compromisso” com a revitalização da aldeia da Muda e seus habitantes, que alem da componente residencial, irá albergar, ainda, estabelecimentos comerciais, equipamentos lúdicos e desportivos para a comunidade local, bem como a capela anteriormente mencionada e que será projectada pelo reputado arquitecto burquinês Francis Keré, vencedor prémio Pritzker em 2022.

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    Urbanitae fecha operação de 5 M€ para empreendimento turístico no Porto

    Presente em Portugal desde Dezembro de 2023, o  empreendimento Barão Forrester é um dos dois projectos com que a Urbanitae se estreia no mercado português, com 96 apartamentos turísticos no Porto

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    A Urbanitae, plataforma espanhola de crowdfunding imobiliário, concluiu a “maior operação de crowdfunding imobiliário” da história de Portugal até à data. Um total de 1.283 investidores de pequena e média dimensão financiaram com cinco milhões de euros um projecto para a construção e comissionamento de um resort de 96 apartamentos turísticos no Porto.

    “Este é actualmente o montante máximo estabelecido por lei para os modelos de investimento colaborativo”, referem os responsáveis em comunicado.

    O projecto consiste na aquisição de uma antiga fábrica localizada na Rua Barão Forrester, nº 730. O imóvel será totalmente remodelado para acomodar serviços turísticos em regime de aparthotel numa primeira fase e, posteriormente, será arrendado ao operador alemão Numa Group. O promotor imobiliário desta operação é a Caler Real Estate Advisory, que conta com escritórios no Porto, Madrid e Barcelona, e gere, actualmente, oito hotéis, dos quais se destacam o Palácio de Cedofeita e o Vincci Ponte de Ferro, no Porto, que são explorados respectivamente pela One Shot e pela Vincci Hoteles.

    Os investidores da Urbanitae entram na sociedade veículo da operação representando 85% do capital necessário (com montantes a partir de 500 euros), enquanto os restantes 15% são investidos pelo promotor e respectivos investidores. Através de um aumento de capital, juntam-se para levar a cabo não apenas a aquisição do activo e os custos de adaptação dos 3.253 m2 de superfície, como também a sua gestão e venda.

    Presente em Portugal desde Dezembro de 2023, o  empreendimento Barão Forrester é um dos dois projectos com que a Urbanitae se estreia no mercado português. O segundo projecto, denominado “Paulo Duque”, consiste no desenvolvimento de um edifício com seis apartamentos na Cruz Quebrada, em Oeiras. Neste caso, a plataforma já reuniu 277 investidores, que participam na operação com 1.010.000€.

    Um terceiro projecto está, também, previsto para Lisboa, no nº6 na Rua Alexandre Herculano, e para o qual vai abrir financiamento.

    Em Portugal, a Urbanitae é liderada por Simão Cruz, um profissional que passou pelo Grupo Martifer, Agrikolage e, mais recentemente, a plataforma de crowdfunding Crowdestate.eu.

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    Coldwell Banker reforça na zona da Grande Lisboa

    A imobiliária reforça a sua presença no mercado da Grande Lisboa com a abertura de duas novas agências e que respondem à crescente procura que se tem vindo a registar em cidades próximas da capital

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    Dados divulgados em Março pelo Confidencial Imobiliário revelam que Loures foi o concelho que mais se destacou no último ano em termos de promoção imobiliária, registando, em 2023, um forte crescimento na carteira de novos projectos residenciais com pedidos de licenciamento, e que Almada se tornou numa nova aposta dos promotores imobiliários.

    A abertura destas duas novas agências, situadas na Parede e na Amadora, surgem depois de um “upgrade”, no início deste ano, de uma agência em Alverca.

    Na Parede e Amadora a Coldwell Banker irá operar no mercado regular, como parte de uma expansão estratégica para responder à procura existente nestas zonas e face ao potencial de valorização demonstrado. A Coldwell Banker responde, assim, às tendências de crescimento do mercado imobiliário na zona da Grande Lisboa.

    Estas duas aberturas elevam o número de agências da Coldwell Banker, em Portugal, para 12 e significam também que atingiu, no primeiro trimestre de 2024, 50% dos objectivos que tinha em termos de abertura de novas agências para este ano.

    “Estamos extremamente satisfeitos em anunciar que alcançamos metade do nosso objectivo de expansão e com um foco particular em zonas periféricas, onde se regista uma procura crescente e com um elevado potencial de valorização”, afirmou Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker. “O que era considerado periferia há alguns anos, hoje é uma alternativa viável e atractiva para a compra de casa. Os novos contextos laborais, onde se valoriza a flexibilidade e a possibilidade de trabalho remoto, assim com uma nova apreciação do valor que investimos em habitação levaram a esta mudança de paradigma. Estas zonas estão altamente conectadas e situam-se a apenas 10/15 minutos dos centros urbanos, combinando conveniência com qualidade de vida”, conclui Frederico Abecassis.

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    APPII enaltece IVA a 6% para habitação própria

    Promotores e investidores imobiliários consideram que as medidas apresentadas pelo Governo respondem, em parte, às revindicações antigas do sector, que acreditam ser vitais para dar início à resolução da crise da habitação em Portugal

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    Promotores e investidores enaltecem as medidas inscritas no programa do XXIV Governo Constitucional, apresentado ontem, que vêem fazer face à crise da habitação em Portugal, concretamente a criação de um regime excepcional e temporário consubstanciado na “redução substancial ou eliminação de taxas de urbanização, edificação, utilização e ocupação e da aplicação de IVA à taxa mínima de 6% nas obras e serviços de construção e reabilitação e alargamento da dedutibilidade”.

    Em comunicado a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, APPI, “enaltece estas medidas, já há muito revindicadas por si e pelo sector, esperando agora que o Governo as implemente de forma célere e que faça cumprir e que as restantes medidas apresentadas no programa eleitoral, para assim se dar início à verdadeira crise habitacional que se vive em Portugal na última década”, considera.

    “Ficamos muito satisfeitos em constatar que a mais importante das medidas revindicadas pelo sector foi agora incluída no programa de governo, a baixa do IVA para a habitação acessível. Consideramos que este é um passo fundamental para responder à crise na habitação, contudo importa referir que só um esforço conjunto para levar mais construção a todos os portugueses – onde se incluí o licenciamento mais célere e a tão importante estabilidade fiscal – podem efectivamente dar um amplo contributo para a resolução do problema de habitação no nosso país”, afirma em comunicado Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII.

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    Grupo Endutex avança com obra em Guimarães para habitação, comércio e serviços

    Fruto de um investimento de 2,5 M€, o terreno de 110 mil m2 irá receber habitação, espaços dedicados a comércio, restauração e serviços e ainda uma zona com mais de 64 mil m2 de área verde

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    Localizado no centro de Guimarães, no Monte do Cavalinho, situado na freguesia de Urgezes, com uma área de quase 110 mil metros quadrados, o mais recente projecto urbanístico do Grupo Endutex irá contemplar habitação, comércio, serviços e um amplo espaço verde. A primeira fase da obra arranca este mês.

    Fruto de um investimento de 2,5 milhões de euros, o terreno de 110 mil metros quadrados irá receber habitação, espaços dedicados a comércio, restauração e serviços e ainda uma zona com mais de 64 mil metros quadrados (m2) de área verde.

    “Guimarães é uma cidade que conhecemos bem e esta localização é excepcional. Além de ser muito próxima do centro da cidade, fica junto à estação de comboios, tem vistas únicas e uma óptima acessibilidade. O projecto é de baixa densidade, tem infraestruturas actuais, conta com um amplo espaço verde. A diversidade de funções fará desta zona uma nova centralidade e não apenas um dormitório”, avança André Ferreira, administrador do Grupo Endutex.

    A primeira fase de obra arranca em Abril e terá a duração de nove meses, é inteiramente dedicada ao loteamento do terreno, com a construção de estradas, passeios e parques de estacionamento e todas as infraestruturas necessárias. Posteriormente serão executados os 10 lotes licenciados, onde se inclui dois destinados à restauração, três para serviços e cinco de habitação.

    Ainda sem uma data de conclusão prevista, o projecto urbanístico destina-se a vários públicos, desde “profissionais que valorizem a proximidade com a estação de caminhos de ferro, estudantes que valorizem proximidade aos polos universitários ou famílias que valorizem proximidade com a natureza são apenas alguns exemplos”.

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    Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto Property Investment

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    Mexto diversifica estratégia e direcciona investimentos para Sul

    Depois de obra feita no sector da reabilitação, que mantém ainda com alguns projectos em Lisboa, o futuro da Mexto passa agora, também, pelo turismo residencial. Meco, Melides e Monte Gordo são as novas localizações. Projectos já estão incluídos no plano de investimentos avaliado em 240 M€

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    Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto Property Investment

    (NOTA: Entrevista revista após publicação)

    Pensado para o segmento premium, onde o antigo se encontra com o contemporâneo, o empreendimento Rodrigo da Fonseca foi o cenário escolhido para abordar os projectos da Mexto e a sua estratégia de negócio. Ao CONSTRUIR, Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto Property Investment, revelou que, embora mantenham o core business na reabilitação de luxo, 2024 irá marcar uma importante mudança na estratégia da promotora. Com o mercado do turismo residencial em crescimento, a empresa pretende alargar o seu investimento para três grandes projectos a desenvolver neste segmento. A parceria com branded residences é, também, um dos objectivos.

    Antes de começarmos a nossa conversa, gostaria de saber como é que o Thomas veio parar esta área? Como foi o seu percurso até aqui?

    Eu sou suíço e italiano, a minha mãe é italiana, o meu pai é suíço, mas eu nasci e cresci na Suíça, em Zurique, na parte alemã. Fiz lá o meu percurso escolar e estudei Economia também em Zurique. Entretanto, durante os estudos, comecei a trabalhar no sector financeiro, como bancos, asset managers, home managers e aí continuei. Em 2012, tive uma oportunidade, um trabalho muito interessante para um investidor alemão. O negócio assentava em investimentos imobiliários, mas não era promoção, nem construção, mas sim financiamento de projectos imobiliários, com foco na Alemanha, na Suíça e na Áustria.

    Nessa altura, comecei a aprender e a gostar muito deste sector, porque entendo que é algo muito diferente de trabalhar só em números. Trabalhar para um projecto imobiliário, não é só a parte de financiamento, porque depois consegue-se ver o resultado final. Temos o lado visível do nosso trabalho e pensamos que contribuímos um pouco para realizar um projecto.

    Entretanto, a empresa teve um crescimento muito impressionante e foi vendida a uma outra empresa cotada em bolsa, em Frankfurt. Para mim, era o momento certo para sair e aceitar um novo desafio. Em paralelo, já antes de eu sair dessa empresa, tínhamos começado a olhar para o mercado português, porque um dos nossos sócios é de origem portuguesa, então tive sempre essa ligação.

    Ainda na Suíça?

    Sim, na Suíça. Desde 2012 ou 2013 que ele nos tentava convencer a investir em Portugal, mas ainda era muito cedo, porque foi pouco depois da crise. Por isso, só começámos a investir em Portugal em 2017.

    Nessa altura, foi quando começou o boom da reabilitação…

    Exactamente. Começámos com a aquisição do primeiro prédio algures em 2018.

    Como é que têm sido, então, estes últimos anos? Que balanço fazem deste vosso percurso?

    O balanço é muito positivo. Com muitos desafios, muitos ‘ups and downs’, como é normal. No início não acreditámos, mas muita gente nos avisou que com a burocracia e com o licenciamento ia ser muito complicado. Por um lado, já temos muitos sucessos e com os quais comprovámos que conseguimos fazer coisas rápidas, mas, por outro, temos projectos que estão há cinco anos na Câmara para aprovação.

    Acredito que em Portugal o mercado é muito diferente da Suíça…

    Muito diferente. Eu gosto de dizer que não é que na Suíça se aprove um projecto muito mais rápido ou muito mais facilmente. Não, porque o mercado na Suíça também é um mercado muito controlado, muito pequenino, mas acho que a diferença é que temos uma comunicação mais fácil com as entidades. As entidades estão organizadas de uma maneira mais eficaz e parece que estamos a trabalhar com qualquer outra empresa do sector privado. Mas aqui sentimos o verdadeiro significado de ‘sector público’. Esta é a grande diferença.

    Qual a maior dificuldade?

    Cada câmara tem a sua forma de trabalhar e quando chegámos foi muito complicado. Arrancámos a operação em Portugal quase do zero, com nenhum conhecimento nessa área. A nossa vantagem é que temos um network muito grande e fomos conseguindo o apoio e a informação necessários. Nós queríamos fazer tudo bem, dentro das regras, trabalhámos em conjunto com os arquitectos para cada projecto. E acho que conseguimos fazer um bom trabalho. Tenho muito orgulho do que conseguimos fazer em tão pouco tempo.

    Pelo que tenho verificado, há uma dinâmica muito particular na vossa carteira de empreendimentos. Tanto têm projectos em desenvolvimento, como têm alguns que foram vendidos. É uma estratégia?

    Exactamente. Para um promotor e investidor é sempre um mix dos dois. Quando compramos um activo, é sempre com a perspectiva de o fazer até o final. Mas é normal, é natural que, no decorrer do desenvolvimento de um projecto, possa acontecer essa mudança na estratégia se nos apresentarem uma boa proposta

    Em que situações é que isso pode acontecer?

    Sobretudo prédios que nós comprámos numa determinada altura por um determinado preço e, depois, com as variações de mercado, há uma considerável valorização e aí pode representar uma oportunidade. De qualquer modo, ao vendermos um imóvel com o projecto já aprovado, por exemplo, sentimos que temos ali uma parte também nossa, do nosso trabalho, porque o conceito é nosso.

    Falando de investimento, é possível quantificar quanto já investiram em Portugal?

    Desde o arranque da Mexto contabilizamos um investimento total de cerca de 240 milhões de euros.

    E está dentro da expectativa que vocês tinham planeado?

    Sim. Podia ter sido mais, mas também depois é sempre a questão…digamos, de timing, não é? Precisamos dos fundos e precisamos também das oportunidades.

    Sentem que já perderam algum negócio por causa dessa questão?

    Provavelmente. Sobretudo porque os prazos praticados são sempre muito longos. Perdemos negócios no sentido em que os investidores não conseguiram identificar a atractividade de algumas coisas que nós apresentámos.

    Então, neste momento quantos projetos ou quantos empreendimentos é que vocês têm em desenvolvimento?

    Em construção, neste momento, temos dois, que estamos a acabar: o O’Living e o Mason Eduardo Coelho. Estão ambos numa fase final da construção e esperamos que até ao Verão estejam concluídos. E, entretanto, temos mais seis projectos em fase de licenciamento. Alguns estão muito perto do início da construção, outros ainda vão demorar um pouco mais. E temos dois já concluídos, este onde estamos, o Rodrigo da Fonseca e o Avencas, que foi o primeiro a ficar terminado.

    Em termos de público-alvo, de segmento, a vossa estratégia tem sido mais ou menos a mesma…

    Verdade.  Para nós é muito importante manter sempre o foco no segmento de luxo e de reabilitação, em zonas muito boas dentro da cidade. E isso é algo que vamos continuar a fazer.

    Curiosamente, lançaram-se num projecto completamente diferente, o O’Living, que além de ser construção nova, também é para um tipo de cliente diferente….

    Foi uma aposta diferente de tudo o que já tínhamos feito. E que teve como intenção diversificar um pouco o nosso investimento, colocar no mercado produto para o mercado nacional. Sentimos que também temos essa obrigação.

    Qual o balanço?

    Estamos muito felizes porque no O’living, mais ou menos 90% são compradores nacionais. Famílias portuguesas, pais que compram para filhos. Estamos muito satisfeitos porque no início tivemos algum receio de que pudesse não resultar. Houve um conjunto de factores com que tivemos de lidar, desde logo porque se trata de uma escala completamente diferente. Aqui falamos de 86 apartamentos e na reabilitação estamos a falar entre cinco e 10 apartamentos.

    Temos dois que estamos a acabar a construção e temos mais seis projectos que estão, alguns em já em construção, outros a aguardar licenças.

    Não querendo entrar no detalhe de cada projecto, posso dizer que temos, no geral, três projectos em Lisboa na área da reabilitação.

    E, pela primeira vez, estamos a apostar em projectos de maior dimensão fora da Grande Lisboa. Temos um projecto em desenvolvimento em Melides, é um empreendimento turístico e outro também muito grande no Algarve e outro no Meco, a 30 minutos de Lisboa.

    Estão, então, a explorar outros mercados e outras opções, é isso?

    Sim. Actualmente, já é cada vez mais difícil encontrar boas oportunidades dentro da cidade e as que temos identificado estão a preços muito altos, o que torna difícil tornar esses investimentos rentáveis ou atractivos.

    Houve aquele boom, não é?

    Exacto. Mas agora espero que o mercado se vá ajustar um pouco, porque acho que ainda existem tantos prédios em Lisboa que poderiam resultar em operações interessantes. Só que os preços são proibitivos. Os proprietários perceberam, nos últimos anos, que podiam ganhar muito com este tipo de imóveis em localizações do centro e começaram a subir os preços, achando que podem pedir o que querem.

    Esses novos projectos mais virados para o turismo são completamente diferentes do que fizeram até ao momento. É uma estratégia para o futuro?

    É uma estratégia, embora mantenhamos o nosso ‘fio condutor’ que é a reabilitação. Vamos iniciar brevemente a construção do empreendimento Castilho 3. E, neste âmbito, temos também um na Graça e outros dois mais pequenos na Ajuda. Estes dois últimos fazem parte de um terreno maior que compramos e para onde também prevemos fazer um empreendimento com cerca de 50 apartamentos. Mas esta fase não será para já.  É um daqueles em que estamos há quase cinco anos a aguardar licença.

    Nesse caso o Simplex será positivo?

    Vamos ver. Temos uma grande expectativa. Mas acho que pode ser positivo, pelo menos no que diz respeito ao arranque das obras. Contudo, há ainda muitos pormenores por esclarecer. Tenho falado com alguns promotores que acreditam que, de certa forma, vem melhorar ou, pelo menos, não vem complicar. Há também a questão dos bancos que vão ter de se adaptar a uma nova realidade.

    Pelo menos podem começar os projectos ou podem ir avançando com os projectos. Mesmo com as questões do licenciamento, não conseguindo aquele prazo que eles dão…entre 150 a 180 dias e, em casos em que os projectos ultrapassam os cinco mil metros quadrados são 200 dias, o máximo. Mesmo assim, sabemos que 200 dias é o máximo e, portanto, conseguimos planear. Neste momento, não sabemos se são 200, 300 ou 600…

    Mas com o projecto que têm para Melides pretendem aproveitar as sinergias que agora se criaram com o projecto da Comporta?

    Sim, mas é mais na Serra de Grândola, numa área mais interior, a 20 minutos da praia. São 10 casas, com aproximadamente 500 m2 cada uma e com terrenos entre dois a três hectares. Privacidade total. Neste espaço vamos ter, ainda, um hotel, que vai ser operado por outra empresa, porque não é o nosso core. Neste projecto estamos a trabalhar em parceria com uns sócios que irão ser responsáveis pela componente hoteleira e a Mexto fará a componente residencial.

    E o do Algarve? É um empreendimento maior, não é?

    Sim, o do Algarve é um terreno muito grande, um dos últimos terrenos, mesmo à frente do mar, numa zona privilegiada, entre Monte Gordo e a Praia Verde. A nossa ideia é fazer mais ou menos 150 apartamentos. É uma zona com muito potencial, e que, pela proximidade a Espanha, também queremos que responda às necessidades dos turistas espanhóis que vêm para Portugal.

    Qual é que é o valor de investimento que prevêem, englobando já esses projetos?

    Estes projectos já estão contabilizados no plano de investimentos que falei dos 240 milhões.

    Esses projectos serão para desenvolver ao longo de quanto tempo? Tem uma previsão?

    É difícil dar uma data exacta, mas eu diria durante os próximos quatro a cinco anos. Os licenciamentos todos já estão aprovados, porque já existe um plano pormenor e um PIP aprovado. E agora com o Simplex, teremos que fazer só uma comunicação prévia. No fundo é dar início à obra e ir trabalhando no processo da comercialização.

    Dos projectos que têm em carteira qual será o que vai arrancar primeiro?

    O da Castilho. É um prédio localizado na parte baixa da Rua Castilho, próxima da Rua do Salitre, muito perto da Avenida da Liberdade. Falamos de um prédio de 1940 ou 1950, um prédio de charme, apalaçado, onde vamos fazer uma reconstrução total, como fizemos, por exemplo, na Rodrigo da Fonseca. Vamos manter as fachadas, mas o resto vai ser uma construção nova, mantendo e respeitando muito o passado do edifício, com os tectos trabalhados, com muitos elementos característicos do prédio, e vamos lá fazer seis apartamentos para o segmento premium.

    Em termos de clientes, quem são os principais compradores dos projectos da Mexto?

    Quando começámos a fazer projectos neste segmento, pensámos que os compradores iriam ser quase 100% estrangeiros que estivessem à procura casa em Lisboa, mas temos tido muitos clientes nacionais que, ainda assim, consegue responder a estes produtos de segmento alto.

    Foi uma surpresa que em cada projecto que temos, tenhamos tido sempre procura do mercado nacional e não há um projecto em que não tivéssemos vendido alguma unidade também a portugueses. Mas é verdade que. na maior parte dos casos. são estrangeiros de diferentes nacionalidades, desde americanos, brasileiros, ingleses ou mesmo sul africanos.

    Franceses?

    Curiosamente, até ao momento não temos tido clientes franceses. Eu acho que o cliente francês em Lisboa está mais à procura de um apartamento mesmo com charme antigo. Quer dizer, por exemplo, um Rodrigo da Fonseca para esses clientes já pode ser demasiado moderno. Repare: tivemos um cliente francês que não comprou na Rodrigo da Fonseca, porque como as portadas já não eram as antigas o edifício tinha perdido um pouco o seu charme.

    No seu entender, o que é o cliente estrangeiro, de uma forma geral, procura em Portugal?

    Alguns são surpreendidos, outros vêm por indicação de outras pessoas. O cliente americano está agora a descobrir o Portugal. E depois depende muito dos clientes. Há clientes que querem mesmo só fazer investimentos em zonas boas e que tenham um valor seguro em termos de rentabilidade. No fundo. são clientes que estão à procura de produtos com uma qualidade altíssima, um cliente mais exigente. Não se trata só de vender um produto, mas da atenção que se dá no after-sales.

    Falámos há pouco também na questão que, de certa forma, não vinham a pensar de fazer projectos para um segmento médio. Que outros projectos têm pensados nesta óptica, de um all-living?

    No meu entender, o projecto de Monte Gordo enquadra-se nesse segmento porque tanto é para o cliente estrangeiro –  como ingleses, franceses, e claro, espanhóis-, como ainda, historicamente, é um sítio com muitas famílias portuguesas. Acredito que este é um projecto que tem muito potencial.

    Algum dos vossos produtos poderão também no mercado de arrendamento?

    O da Graça foi uma compra que fizemos em 2019, é um prédio muito pequenino, não tem muito interesse histórico, nem nada, mas a localização é muito boa. São três apartamentos, o T1, o T2 e o T2 duplex. Ainda não sabemos muito bem se isto é um produto mais para a nossa carteira para depois fazer, talvez, arrendamento ou para vender os apartamentos.

    Os valores das rendas não são atractivos ou, por outro lado, será mais fácil comprar do que arrendar. Na Suíça temos um mercado de arrendamento forte, implementado. Isto também acontece porque, por exemplo, na Suíça o sistema bancário é diferente, não se fazem empréstimos com prazos quase infinitos. No máximo são 25 a 30 anos, o que permite ter uma igualdade ao nível dos valores que se pagam, seja em caso de arrendamento, seja em caso de compra. A ideia é que se trata sempre de um activo que não perde valor e que se o cliente não conseguir pagar, facilmente se coloca no mercado novamente. Em Portugal, alguém que compra para arrendar já tem um custo muito elevado de juros. Para ter alguma rentabilidade, a renda tem que se muito mais alta. Na Suíça, com menos equity, consegue-se uma rentabilidade muito mais interessante.

    O que seria necessário para facilitar esse processo?

    A parte legislativa é fundamental.  Se não houver esse empurrão, dificilmente será possível. Mas acho que seria também muito importante a redução do IVA na construção nova, como é na reabilitação. Não estou errado quando digo que entre 40 e 50% do valor é referente ao IVA, um valor que acaba por se repercutir no cliente final.

    Ainda na óptica da reabilitação, por exemplo, o Porto ou outras cidades mais a Norte, são hipóteses?

    Olhamos muitas vezes para oportunidades, por exemplo no Porto. Mas depois, para nós, às vezes é melhor ficar onde nós conhecemos as coisas, onde nós conhecemos muito bem o mercado.

    Porque, por exemplo, se vou comprar um prédio nessa avenida, eu sei que do outro lado é melhor do que deste lado. Conheço as micro-organizações. Eu não conheço bem o Porto. E depois sentimos quase a obrigação para nos associarmos a com alguém lá no Porto, encontrar parceiros que conheçam aquela realidade. E é complicado. Pode ser muito bom, mas é sempre um desafio.

    Não é, portanto, algo que esteja nos vossos horizontes por agora…

    Não.

    Vão entrar no mercado mais turístico. Acreditam que estão aqui a fazer uma mudança no vosso core? É para continuar?

    Com a carteira que temos actualmente, temos trabalho para os próximos anos. E até aí vamos descobrir, com certeza, outras oportunidades. Nós crescemos muito rápido. Comprámos muita coisa em pouco tempo. Agora estamos mais focados em dar continuidade e avançar para esses projectos. Mas sempre a olhar para as oportunidades que possam surgir.

    Actualmente, há toda aqui uma mística à volta de Portugal, não é? Acredita que isto é algo que vai continuar, que será sustentável, não só do ponto de vista ambiental, mas também económico?

    Eu acho que sim. De qualquer forma, gostamos de ter uma visão mais conservadora. Não podemos sempre pensar que os últimos anos foi agora o indicador para os próximos sempre que vai continuar igual. Não. Porque já atingimos um nível de preços altos. Mas acho que foi importante porque o País precisava mesmo dessa mudança, desse impulso. Mas agora também acho que os compradores estão mais cuidadosos.

    Tem que estabilizar, é isso?

    Exactamente. Acho que vamos entrar numa fase de consolidação e estabilização. Mesmo assim, acho que Portugal vai continuar forte. Acho que tem tudo para continuar a ser o sucesso que teve nos anos passados. É um País muito agradável para se viver. Tem um clima óptimo. Tem a segurança que hoje em dia é muito importante. O que para nós é completamente normal, como andar na rua a que horas for ou andar nos transportes, para quem vive nos EUA, no Brasil ou até em França, como alguns casos que conheço, não é assim.

    Como é que se imaginam daqui a 10 anos, com o portefólio que já alcançaram e com os novos projectos que vão agora desenvolver?

    Continuar a investir em Portugal, mas também ter alguns desses novos projectos que já estivemos a falar, acabados e também como são projectos turísticos, é uma coisa que vai ficar.

    Vão ficar com a gestão desses projectos é isso?

    Talvez uma parte, sim. É isto que gostaria de ter daqui a 10 anos. Falamos de algo diferente da promoção ou da construção, mas também de ter algo com rendimentos diferentes. Criar uma carteira para alugar. Mas continuando a fazer o que sabemos fazer: reabilitação.

    Os números:

    240 M€ – Volume de investimento

    71 mil m2 – Área de Construção

    269 – Apartamentos

    361 – Lugares de estacionamento

    16 – Espaços comerciais

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