Edição digital
Assine já
Imobiliário

Prometheus International vende dois imóveis na Madeira em criptomoeda

O negócio no valor de 4,1M€ foi pago em criptomoeda, a primeira vez que isso acontece no nosso país, marcando o início da revolução blockchain em Portugal

CONSTRUIR
Imobiliário

Prometheus International vende dois imóveis na Madeira em criptomoeda

O negócio no valor de 4,1M€ foi pago em criptomoeda, a primeira vez que isso acontece no nosso país, marcando o início da revolução blockchain em Portugal

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Baixa e centro histórico do porto recuperam investimento
Imobiliário
Residências Sénior: Mais de 185 M€ investidos desde 2018
Imobiliário
Isover lança ferramentas de comunicação para os profissionais do sector
Empresas
KW Portugal abre novo market center e reforça posicionamento a Norte
Imobiliário
Huawei ganha contrato para maior projecto de armazenamento de energia do mundo
Engenharia
Primeiro Panasonic Lab inaugurado em Portugal
Empresas
Teka lança novas soluções de lava-louças
Empresas
Venda do malparado triplica para 3500 M€ em 2021
Imobiliário
Edifício JOM é o “maior negócio de escritórios” do Porto em Setembro
Imobiliário
Edifício JOM, Porto
Hipoges pretende aumentar “volume de negócios em mais de 50% em 2022”
Imobiliário

As duas primeiras propriedades dos projectos costeiros Aurora e Saudade localizadas na ilha da Madeira, no valor total de 4,1 milhões de euros, foram vendidas em Portugal pela Prometheus International. E a notícia podia ficar por aqui não fosse o caso de o negócio ter sido concretizado em criptomoeda, o que faz dele o primeiro do seu género no país.

Priyesh Patel, CEO da Prometheus, revelou que a empresa fechou um acordo, em Agosto, para vender duas casas de luxo, pagas com a criptomoeda Cardano. A empresa desenvolveu novos protocolos que permitem a integração desta nova área de mercado nos seus requisitos internos KYC (“Know Your Costumer”) para concluir a transacção em euros antes do registo e torná-la assim compatível com as leis europeias.

A posse dos imóveis também estará disponível como um NFT (Token Não-Fungível), permitindo que os futuros proprietários revendam as propriedades com apenas um clique, através da tecnologia Blockchain. A equipa jurídica da Prometheus garantirá que as transferências e os registos de propriedade estejam em conformidade com toda a legislação aplicável, até que os governos adotem a tecnologia blockchain nos seus processos.

O projecto “The Royal Blockhouse”

O promotor internacional tem em curso o The Royal Blockhouse, um projecto em conjunto com alguns dos maiores influencers europeus neste espaço, “conjugando dois aspectos da revolução blockchain: as infraestruturas NFT e Blockchain, sendo esta a primeira do género no mundo imobiliário”, refere a empresa em comunicado.
“O Royal Blockhouse consiste num conjunto de vivendas internacionais de luxo, projectadas por arquitectos da Prometheus, escandinavos e portugueses. Estarão disponíveis em locais idílicos em todo o mundo dentro de um mês, estabelecendo um novo padrão dentro do espaço de desenvolvimento imobiliário internacional para imóveis de luxo”, avança a Prometheus.

As moradias serão totalmente geridas na blockchain, desde as funcionalidades smart home, o licenciamento, direitos de propriedade, aluguer, taxas, tecnologia, acessos, pagamentos, condomínio, entre outros.

“Os investidores poderão adquirir propriedades de luxo em grupo e ganhar dinheiro com as rendas, detendo tokens que representam uma parte de uma propriedade. Isto permitirá aproveitar os fluxos de receita provenientes das rendas sem a necessidade de comprar o activo subjacente pelo preço total”, explica a promotora.

A Prometheus centra actualmente a sua actividade em Portugal na Madeira, definindo-se como uma empresa que tem como missão “garantir a construção de imóveis de luxo da mais elevada qualidade, integrando inovação, tecnologia inteligente e produtos de qualidade superior para criar os imóveis mais bonitos do planeta”.

O processo inclui a escolha dos locais, gestão do projeto de arquitetura, a construção, a integração de funcionalidades Smart Home até à entrega do produto final ao cliente – mobilado e pronto a ocupar. “O cliente entra na sua casa pela primeira vez como se estivesse a entrar num hotel de luxo”, explica o CEO da Prometheus, que só fabrica produtos que obedeçam a padrões muito elevados. A empresa chama à sua abordagem Architecture for a Life Worth Living.

A empresa tem actualmente cinco empreendimentos imobiliários de luxo na Madeira, estando outros em desenvolvimento. Estes projectos têm “um nível de execução e acabamento sem paralelo na região”, afirma o CEO da Prometheus. Os projectos Aurora e Interestelar, na Calheta, e o projecto Saudade, na Ponta do Sol, têm entrega prevista para 2022, num valor total superior a 15 milhões de euros. Dois outros projectos na região da Calheta, Valhalla, estão em fase de desenvolvimento, juntamente com o Royal Blockhouse definido para implantação em Portugal.


Saudade


Aurora

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Baixa e centro histórico do porto recuperam investimento
Imobiliário
Residências Sénior: Mais de 185 M€ investidos desde 2018
Imobiliário
Isover lança ferramentas de comunicação para os profissionais do sector
Empresas
KW Portugal abre novo market center e reforça posicionamento a Norte
Imobiliário
Huawei ganha contrato para maior projecto de armazenamento de energia do mundo
Engenharia
Primeiro Panasonic Lab inaugurado em Portugal
Empresas
Teka lança novas soluções de lava-louças
Empresas
Venda do malparado triplica para 3500 M€ em 2021
Imobiliário
Edifício JOM, Porto
Edifício JOM é o “maior negócio de escritórios” do Porto em Setembro
Imobiliário
Hipoges pretende aumentar “volume de negócios em mais de 50% em 2022”
Imobiliário
Imobiliário

Baixa e centro histórico do porto recuperam investimento

As Áreas de Reabilitação Urbana da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 286 transacções de aquisição de imóveis nos primeiros seis meses deste ano, o que representa um crescimento 40% em número de operações

As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 286 transacções de aquisição de imóveis nos primeiros seis meses deste ano, actividade que se traduziu num investimento de €86 milhões. Em número de imóveis verifica-se um aumento de 40% face às 204 operações registadas no semestre anterior, ao passo que em montante, a evolução semestral é de 14%. Em termos homólogos, o investimento cresceu também 40% em número de imóveis e 20% em montante.

Esta recuperação do investimento imobiliário na Baixa e do Centro Histórico acontece num contexto de quebra de actividade no agregado das nove ARUs, o que resultou num reforço da quota deste território central no mapa de investimento da cidade. As duas ARUs registavam no 2º semestre de 2020 uma quota de 38% do montante de investimento contabilizado nas nove ARUs, peso que evolui agora para 49%, semelhante ao observado no final de 2019.

O montante investido em imobiliário nas nove Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) do Porto ascendeu a €175,3 milhões nos primeiros seis meses de 2021, contabilizando-se 680 operações. Esta actividade apresenta uma quebra de 12% em volume de investimento face ao semestre anterior, enquanto em número de transacções apresenta um aumento de 6%. Relativamente ao 1º semestre de 2020, o investimento aumentou 5% em montante e 15% em número de operações.

Os dados são apurados no âmbito do SIR-Reabilitação Urbana, sistema estatístico gerido pela Confidencial Imobiliário que cobre o território delimitado pelas nove ARUs em vigor na cidade do Porto.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Residências Sénior: Mais de 185 M€ investidos desde 2018

Segundo a JLL, só nos primeiros seis meses de 2021 foram alocados 65,5 milhões de euros a este segmento. Procura em crescimento e escassez de oferta adequada motivam interesse

CONSTRUIR

A JLL acaba de lançar o mais completo estudo sobre residências sénior em Portugal, destacando que este tipo de imobiliário irá crescer bastante enquanto alvo de investimento nos próximos anos, beneficiando do desequilíbrio entre uma procura em forte expansão e uma escassez estrutural de oferta.

Em termos de investimento, só nos primeiros seis meses de 2021 foram alocados 65,5 milhões de euros a este segmento, entre aquisições de produto já concluído e investimento em novos projectos. Este montante equivale a 36% de todo o investimento no segmento desde 2018 e sucede a um ano recorde em que foram transaccionados pouco mais de 73 milhões de euros. Nos últimos três anos e meio, a JLL contabiliza 185 milhões de euros investidos neste tipo de activo, dos quais 63% em aquisição de imóveis já em operação e outros 37% em projectos de desenvolvimento. O distrito de Lisboa recebe 67% deste investimento, seguido pelo distrito de Faro, com outros 24% e o Distrito do Porto, com 9%.

“No âmbito dos segmentos alternativos, o subsegmento do Senior Living está com uma dinâmica muito forte e que tende a crescer bastante nos próximos anos”, diz Gonçalo Santos, Head of Capital Markets da JLL. “É um tipo de activo que permite actualmente diversificar bastante o investimento, pois devido à escassez de stock adequado, as operações de promoção são uma parte importante da alocação de capital. O desenvolvimento de novos projectos, seja através de investimento em renovações ou em construção de raiz, recorre muito ao modelo de forward funding, o que comprova o elevado apetite dos investidores por estes activos. Quer dizer que os investidores estão dispostos a assumir mais risco, entrando logo na fase de promoção. Em termos futuros, este investimento à cabeça vai ter também um impacto muito positivo no mercado, pois a linha de investimento institucional vai crescer bastante à medida que o stock de novo produto vá sendo concluído”, acrescenta.

O intervalo estimado do investimento comercial por cama em projectos concluídos é de cerca de €100.000-€110.000, sendo as yields geradas neste tipo de activos bastante atractivas, ao estarem associadas a contratos de arrendamento de longo-prazo e ao situarem-se em patamares mais elevados do que os observados noutras classes de activos tradicionais.  De acordo com a JLL, a prime yield de imobiliário de Senior Living em Portugal foi de 5,5% no 3º trimestre de 2021, que já sofreu uma contracção de 25 pontos percentuais desde o início do ano o que reforça o apetite por este tipo de activo.

A consultora estima que até 2025 sejam necessárias mais 17.000 camas para atingir a taxa de cobertura de 5% definida pela Organização Mundial de Saúde. Este número resulta das previsões de crescimento da população idosa que se estima que chegue a 2.5 milhões de habitantes neste ano. Tendo em consideração o stock actual de camas e o número de camas em pipeline neste horizonte temporal – 8.000 – em 2025 a taxa de cobertura estaria nos 4.3% abaixo do target definido pela OMS. Neste sentido, existe um défice de 17.000 camas para serem desenvolvidas no mercado no curto prazo para Portugal responder ao rácio apontado pela OMS.

“Além da diversificação dos investimentos e do risco, bem como os retornos face a outros classes de activos, a conjugação de uma procura com elevado potencial de crescimento e de uma oferta escassa é um dos grandes motivadores do interesse crescente neste tipo de imobiliário. A procura tenderá a crescer devido ao envelhecimento da população, entre outros factores demográficos e sociais, mas existe uma escassez estrutural de oferta no nosso país, que apresenta uma oferta muito pulverizada e ainda abaixo das metas propostas pela Organização Mundial de Saúde”, nota Gonçalo Santos.

Actualmente a oferta deste tipo de equipamentos, considerando-se apenas os estabelecimentos com registo de ERPIs – Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, ascende a cerca de 100.000 camas para um total de 2.700 estabelecimentos, posicionando o rácio de cobertura de camas em 4,3%. Esta oferta é dominada por equipamentos de pequena dimensão (71% tem menos de 50 camas) e muito granular, com o distrito de Lisboa a receber 18% das camas e o Porto outros 9%. Estes dois territórios acolhem as maiores fatias do stock actual, mas continuam a ter a maior escassez de respostas face à população sénior, com rácios de 3,2% e 2,4%, respectivamente. Apenas 10% das camas são geridas por operadores privados internacionais.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

KW Portugal abre novo market center e reforça posicionamento a Norte

Trata-se do 31º Market Center da KW Portugal, localizado em Matosinhos, liderado pelo operating partner Daniel Teixeira. O objectivo da KW é alcançar os 50 Market Centers no País

CONSTRUIR

A Keller Williams Portugal acaba de inaugurar um novo Market Center, o KW Mar, localizado em Matosinhos. Trata-se do 31º Market Center da KW Portugal, o que reforça o objectivo de incrementar a rede de actuação da KW e alavancar novas oportunidades de negócio a nível nacional.

Para Eduardo Garcia e Costa, regional owner da Keller Williams Portugal, “a abertura da KW Mar personifica o que a Keller Williams pode oferecer a um empreendedor que encontra na área da mediação e consultoria imobiliária uma oportunidade para construir um negócio de sucesso”.

A KW Mar é liderada pelo operating partner Daniel Teixeira que entra agora no sector da mediação e consultoria imobiliária após uma carreira consolidada na área da música.  Daniel completou os seus estudos de Violoncelo entre a Universidade de Aveiro e o Conservatório de L’Haÿ-les-Roses em Paris, estudou, também, Direcção de Orquestra e fundou o Colégio de Música do Porto. Nos últimos anos o Daniel tem vindo a apostar e a desenvolver negócios em diferentes áreas, nomeadamente no âmbito do alojamento turístico e reabilitação.

Neste momento, a Keller Williams conta com mais de 30 anos no sector imobiliário. Em Portugal conta com mais de 31 representações e mais de 2.400 associados, e tem como objectivo alcançar 50 Market Centers, com cerca de 200 consultores em cada um deles.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Venda do malparado triplica para 3500 M€ em 2021

Depois do travão a fundo imposto pela pandemia em 2020, a transacção de portfólios de crédito malparado acelerou em Portugal, mas fica, ainda assim, abaixo (-56%) dos 8.000M€ registados em 2019

CONSTRUIR

A Prime Yield lançou uma nova edição do estudo “Investing in NPL in Iberia”, onde analisa o desempenho do mercado transacional de Non-Performing Loans em Portugal e Espanha.

Depois do travão a fundo imposto pela pandemia em 2020, a transacção de portfólios de crédito malparado (na sigla inglesa, Non-Performing Loans, NPL) acelerou em Portugal, estimando-se a conclusão de operações no valor de €3.500 milhões em 2021, considerando os negócios já concluídos e os processos actualmente activos e com conclusão prevista até final do ano.
Este valor triplica face aos menos de €1.000 milhões transaccionados no total de 2020, mas fica ainda assim abaixo (-56%) dos €8.000 milhões registados em 2019, no pré-Covid. Contudo, as expectativas para 2022 são bastante optimistas, prevendo-se um crescimento acentuado nas transacções à medida que o mercado continue a acelerar a sua reactivação ao longo dos próximos meses e novas carteiras surjam em oferta.

Esta é uma das principais conclusões da edição de 2021 do estudo anual “Investing in NPL in Iberia”, produzido pela Prime Yield, parte da Gloval, e divulgado, por ocasião do maior evento ibérico desta indústria, o “NPL Iberia 2021”. Organizado pela Smith Novak e realizado em Madrid, o evento debate esta semana os principais desafios deste sector.

“Não temos dúvidas que a actividade transaccional de carteiras de malparado irá aumentar de forma sustentada em 2022 quer em Portugal quer em Espanha, confirmando que este é um sector que continua a atrair investidores”, começa por dizer Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield. “Há a clara evidência de que as quebras na actividade em 2020, que em Portugal foram de 90%, resultaram da paralisação pandémica. Este ano há uma reactivação muito forte do mercado, ainda que em níveis inferiores ao pré-Covid, e 2022 deverá trazer um novo impulso a este mercado no nosso país”, nota.

Em linha com a tendência europeia, o volume de malparado na posse da banca portuguesa continuou a reduzir ao longo do último ano, diminuindo cerca de €5.400 milhões entre Junho de 2020 e Junho de 2021, o que significa ter passado de €14.200 milhões para €8.800 milhões nesse período de 12 meses. Da mesma forma, o rácio de NPL (isto é, o peso do malparado no conjunto do volume total de crédito concedido) também continuou a comprimir, reduzindo de 5,7% para 4,2% no período em análise. Ainda assim, e apesar destas melhorias, o nosso país continua a deter o 5º rácio de NPL mais elevado da Europa, sendo apenas superado pela Grécia (14,8%), Chipre (9,1%), Bulgária (6,4%) e Polónia (5,2%), e quase duplicando os 2,3% da média europeia.

No que respeita à colocação de carteiras de NPL para venda, o estudo conclui que não é para já possível avaliar o real impacto do final das moratórias no sistema financeiro português e em que medida isso irá resultar, ou não, numa nova vaga massiva de malparado no mercado. De qualquer forma, ainda que o impacto do final das moratórias deva ser mais claro apenas no próximo ano, Portugal mantinha no 2º trimestre de 2021 cerca de €27.000 milhões de crédito sob moratória, o que representa 13% do total dos empréstimos concedidos pela banca nacional. Este volume apresenta, não obstante, uma redução de 37% face aos €42.900 milhões contabilizados em igual período do ano passado.

Nesta fase, além de ainda não ser evidente qual será a extensão do impacto das moratórias ao nível do aumento do malparado na posse da banca; persiste também um conjunto de factores macroeconómicos – que tem na base a actual crise no fornecimento e na cadeia de produção de matérias-primas, bens e serviços, e cujo final não se avizinha para breve – que deverá ter um impacto negativo neste cenário, resultando numa maior dificuldade quer de pessoas quer de empresas em cumprir os compromissos financeiros e, consequentemente, a um aumento do malparado.

Estes indicadores mostram que há ainda um longo caminho a percorrer em direcção à melhoria da qualidade das carteiras de crédito na posse da banca portuguesa, e que uma das soluções mais eficazes continuará a ser, precisamente, através da venda de carteiras de NPL. As estimativas para 2022 são que que o mercado acelere consideravelmente na transacção deste tipo de carteiras, provando que 2020 foi um ano atípico e fortemente afectado pela conjuntura pandémica. Em paralelo às vendas concluídas e em processo estimadas para 2021, é evidente uma corrida ao mercado nesta recta final do ano, com vários processos de venda a serem lançados e que colocam as expectativas em alta para o próximo ano, em que se estima que os níveis de transacção possam retomar ou até superar os padrões pré-Covid.

“A dinâmica observada nesta recta final do ano é um sinal dessa possível aceleração. Nestes últimos dois meses, temos registado muitos portfólios de NPL a entrar ou a estudar entrada no mercado para venda, sendo evidente um esforço da Banca portuguesa em alienar o NPL que ainda tem em stock, legado do pré-Covid. Esta estratégia permitirá aos bancos prosseguir as suas metas de redução de malparado, mas funciona também como prevenção para uma eventual nova vaga de NPL que possa surgir nos próximos dois anos devido à moratória e ao enfraquecimento das condições económicas. Posto isto, em 2022 antecipamos um forte aumento no volume de vendas de NPL em Portugal, que poderão atingir os níveis observados no pré-Covid ou mesmo superá-los”, conclui Nelson Rêgo.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Edifício JOM, Porto
Imobiliário

Edifício JOM é o “maior negócio de escritórios” do Porto em Setembro

Edifício JOM conta com uma área superior a 3 mil metros quadrados e foi totalmente arrendado a um dos maiores laboratórios internacionais de análises clínicas

CONSTRUIR

O arrendamento do Edifício JOM, na Rua Manuel Pinto de Azevedo, no Porto, é classificado pela CBRE como o maior negócio do mercado de escritórios, no Porto, no mês de Setembro. A consultora assessorou o arrendamento do espaço com mais de 3 200 m2, que será agora ocupado por um laboratório internacional de análises clínicas e diagnósticos médicos que está actualmente presente em mais de 40 países. Nesta operação, a CBRE representou a JOM.

“É com enorme satisfação que a CBRE é responsável pelo maior negócio de escritórios, no Porto, no mês de Setembro, depois de, em Agosto, termos igualmente assessorado o maior negócio do mercado, num espaço com mais de 7 mil metros quadrados. A cidade continua a atravessar um período de grande dinâmica, apesar da pandemia, ao suscitar a criação de novas oportunidades de negócio e a procura por parte de investidores. Ao longo dos anos, temos acompanhado e contribuído para o crescimento e consolidação do mercado imobiliário do Porto em diversos segmentos, o que torna a CBRE uma referência junto dos seus clientes”, destaca André Almada, director de Offices Advisory & Transaction Services da CBRE Portugal.

Recorde-se que, recentemente, a CBRE lançou o ‘Porto at a Glance’, um flash report anual direccionado a investidores e ocupantes, com informação sobre a cidade do Porto e o seu potencial enquanto mercado de investimento imobiliário. Este report oferece ainda uma visão 360º sobre a cidade e informação relacionada com os vários segmentos de negócio, nomeadamente o de escritórios.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Hipoges pretende aumentar “volume de negócios em mais de 50% em 2022”

O crescimento da Hipoges em 2021 e as suas ambições para 2022 foram os principais destaques do evento “Hipoges Move On”, que reuniu mais de 250 agentes imobiliários

CONSTRUIR

O grande crescimento da Hipoges em 2021 e as suas ambições para 2022 foram os grandes destaques do evento “Hipoges Move On” que reuniu mais de 250 agentes imobiliários

Luís Silveira, Portugal Real Estate Director da Hipoges, realçou a “abertura de novos escritórios até aos 10 actuais, a presença em novos países, como Itália, e a capacidade de se tornarem o servicer de referência em Portugal com mais de 11 mil milhões de euros em ativos sob gestão”.

Já Rui Rocha, associate director Retail Sales Real Estate, não deixou esquecer aquelas que foram duas das grandes apostas da Hipoges em 2021: o investimento no marketing com a sua equipa de brokers e a estratégia de inovação tecnológica da empresa. A este nível, os destaques foram, sobretudo, para as plataformas digitais Hipoges Works (uma plataforma 360° para agentes imobiliários) e o Portal Now (uma plataforma imobiliária online para particulares e investidores) e também para a recente parceria com a REVA, uma start-up que promete revolucionar a difusão de ativos imobiliários através de uma aplicação.

“Aumentar volume de negócios em mais de 50%”

Para a Hipoges, 2021 foi um ano marcado pela consolidação da sua posição de liderança no mercado nacional e internacional. No evento “Hipoges Move On”, o servicer de referência em Asset Management revelou que conseguiram alcançar mais de 28 mil milhões de euros de activos sob gestão a nível global no último ano e assistiram também a um grande crescimento da equipa, que conta já com 880 colaboradores.

Estes resultados a nível global tiveram também reflexo na posição da Hipoges em Portugal, um dos territórios onde a empresa mais apostou em 2021.

Luís Silveira confirmou que “só no último o ano o servicer conseguiu aumentar o número de imóveis sob gestão em território nacional dos anteriores 6.000 para mais de 11 mil, o que permitiu à empresa tornar-se o servicer de referência em Portugal”.

Luís Silveira apontou ainda que os objetivos da Hipoges para 2022 em Portugal passarão, sobretudo, pela consolidação do crescimento da empresa no setor dos alugueres, pela cimentação da sua posição de liderança no mercado do servicing português, pelo aumento do seu volume de negócios em mais de 50% e pela criação de novas linhas de negócio corporativas.

Esta visão torna clara a aposta da Hipoges no mercado nacional em 2022, de forma a assegurar novamente um grande crescimento, à semelhança do que aconteceu em 2021, e a sua posição de liderança, potenciando a inovação e o desenvolvimento do setor do Real Estate em Portugal.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Startup portuguesa permite encontrar casa por videochamada em directo

Inlife é uma plataforma digital que facilita o processo de arrendamento de quartos, estúdios, apartamentos ou até residências e espaços de coliving

CONSTRUIR

Para quem está a pensar arrendar uma casa ou um quarto, mas não tem disponibilidade ou tempo para sair do local onde se encontra, nem deslocar-se a outra cidade, a Inlife oferece a solução.

Criada para ajudar estudantes e profissionais a encontrar alojamento mobilado pronto a habitar, a Inlife é uma plataforma digital que facilita o processo de arrendamento de quartos, estúdios, apartamentos ou até residências e espaços de coliving, em várias cidades do país – e é possível fazer tudo por videochamada em tempo real.

Lançada em 2019, a Inlife é uma startup portuguesa inovadora na forma como olha todo o processo de procura e selecção  de uma nova casa e, recorrendo à videochamada, torna possível que os hóspedes passassem a visitar um alojamento muito antes de se mudarem de uma cidade para outra, com poupanças claras de tempo, esforço e custos no processo.

Nestas visitas, os potenciais inquilinos terão oportunidade de conhecer as condições da casa em tempo real, os futuros colegas de casa (no caso de arrendar um quarto) e, ainda, de conhecer os arredores da casa, saber como chegar à estação de metro ou autocarro mais próxima, supermercados, restaurantes e outras informações locais. Um processo simples, informal e totalmente transparente.

De acordo com Pedro Gancho, CEO da Inlife, “a plataforma da Inlife foi concebida para permitir a qualquer pessoa um processo de reserva rápido e sem burocracia envolvida, sendo o seu grande ponto de diferenciação o serviço de agendamento, gestão e realização de visitas por videochamada em directo entre inquilino e senhorio, tudo dentro da plataforma, para optimizar o tempo e eficiência do processo para ambas as partes”

E acrescenta: “Estamos muito contentes por termos introduzido este conceito pioneiro no mercado de arrendamento, porque vemos que o serviço inovador da Inlife está realmente a acrescentar muito valor a quem o utiliza. Queremos, sobretudo, oferecer às pessoas um processo de arrendamento rápido, descomplicado e transparente, que permita que façam uma escolha informada e confiante, para encontrarem a casa certa e desfrutarem de uma excelente estadia”.

A juntar às visitas por videochamada, a Inlife possui uma plataforma online simples e intuitiva, que oferece ainda mais informação a quem procura casa e que permite tornar o processo mais célere. A plataforma ajuda a encontrar o alojamento ideal, permitindo seleccionar as zonas preferenciais, o orçamento e o tipo de casa que se procura, tudo em poucos segundos.

A Inlife está actualmente presente nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora, com tudo a postos para entrar em Espanha e Itália já no início de 2022. A empresa conta com vários parceiros por todo o país, entre os quais a Universidade de Lisboa, Nova SBE, Universidade Católica Portuguesa, Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Lisboa, entre muitas outras empresas e organizações que contam com a Inlife como a solução certa para encontrar opções de alojamento para a sua comunidade.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Portugal terá mais 1M de idosos em 2050 e precisará de mais 55 mil camas

Estudo desenvolvido pela CBRE analisa o sector dos cuidados de saúde e residências seniores em Portugal. O investimento em activos de saúde e residências seniores é ainda reduzido, mas deverá aumentar à medida que são desenvolvidos novos projectos

CONSTRUIR

De acordo com o estudo ‘Building a healthier and more thriving future’, divulgado pela consultora imobiliária CBRE, mais de um terço da população residente em Portugal em 2050 será sénior, o que equivale a um total de 3,3 milhões de pessoas (mais 1 milhão que os actuais 2,3), pelo que serão necessárias mais 55 mil camas em residências seniores, metade do que existe actualmente.

Esta é uma das principais conclusões do estudo desenvolvido pelo departamento de Research da CBRE, que analisa o sector dos cuidados de saúde e residências seniores em Portugal, destacando a atractividade destes activos para operadores e investidores.

O potencial de crescimento da procura é elevado

Portugal é actualmente o terceiro país na Europa com um maior peso de população idosa (+ 65 anos) e em 2050 será o primeiro. Consequentemente, o índice de dependência está previsto quase duplicar nos próximos 30 anos, tornando-se em 2050 o mais elevado na Europa, com uma estimativa de 63 idosos para cada 100 pessoas em idade activa.

Apesar de ser dos países com maior esperança média de vida na Europa, é também onde o número médio de anos de vida sénior saudável é menor.
O elevado preço das residências seniores tem sido um dos entraves ao crescimento da oferta, mas a população está mais consciente e começa a criar complementos à reforma

O valor de uma estadia numa residência privada é elevado para o rendimento médio dos portugueses, pois inclui elevados custos de pessoal associados a um acompanhamento 24 horas e a serviços médicos, tornando-se um dos principais obstáculos ao crescimento da oferta em Portugal.

Os preços em residências privadas variam consideravelmente consoante o grau de dependência do residente, cuidados médicos necessários e serviços adicionais (como actividades de lazer, cabeleireiro, etc.). O preço base médio numa residência privada com uma gestão profissionalizada é de aproximadamente 1.200 euros, o que representa um custo muito elevado face ao valor médio das pensões de reforma, que é de 5.811 euros/ano, ou seja, 484,25 euros/ mês, em Portugal, atingindo um valor máximo de 771,25 euros/mês em Oeiras.

Contudo, a população portuguesa, nomeadamente da classe média, está hoje mais consciente deste problema e utiliza soluções particulares de poupança, incluindo o esforço de aquisição de casa, cujo valor poderá ser monetizado ou rentabilizado na velhice para suportar o pagamento dos cuidados necessários na idade maior. Importa lembrar que em Portugal 75% das casas são propriedade do próprio ocupante e a venda ou o arrendamento da mesma permitirá complementar o valor da reforma.

Por outro lado, diversos factores como a segurança, o clima e os incentivos fiscais têm contribuído para a atracção de estrangeiros reformados para Portugal, os quais, de um modo geral, têm um valor de reformas muito superiores aos dos portugueses. O aumento de estrangeiros a viver em Portugal tenderá a reflectir-se num acréscimo da oferta de residências sénior de maior qualidade e com uma maior oferta de equipamentos e serviços.

A oferta residencial destinada à população sénior é ainda escassa e pouco qualificada. No entanto, estão a surgir novos operadores com ambiciosos planos de crescimento

Em Portugal, a oferta de alojamento para a população sénior integra as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e é complementada pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e por algumas residências para idosos independentes.

Existem actualmente cerca de 100.500 camas em ERPI, das quais apenas 23% pertencem a entidades privadas com fins lucrativos. Acrescem pouco mais de 10 mil camas na RNCCI, mais de metade geridas por Misericórdias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a oferta de camas em residências para seniores deve corresponder a 5% da população idosa. Deste modo, Portugal está actualmente com um défice de 4.500 camas e até 2050, deveriam ser criadas pelo menos mais 55.000, ou seja, metade do que existe actualmente. Tendo em conta a previsão de população acima dos 80 anos, a CBRE considera que as necessidades poderão ser muito superiores.

Para cumprir este objectivo, será necessária uma maior participação do sector privado. Diversos operadores de residências para seniores estrangeiros entraram recentemente em Portugal e têm já residências em funcionamento ou em projecto, como a Opera, a Domus Vi, a Domitys e a Clece; juntando-se a operadores portugueses como a UHub, a Amera, a BF, entre outras, também a expandir neste sector.

A CBRE tem conhecimento de mais de 20 projectos em construção ou em fase de licenciamento, compreendendo uma capacidade superior a 1.500 camas. Dada a escassez de oferta, prevê-se que possam surgir mais.

Investimento em Portugal é ainda reduzido, mas deverá aumentar à medida que são desenvolvidos novos projectos
O investimento em activos de saúde e residências seniores tem verificado um crescimento expressivo em muitos países europeus. Em Portugal, há poucas evidências de transacções realizadas sobre imóveis já a gerar rendimento, destacando-se algumas aquisições por parte do fundo francês Pierval Santé e a compra do Expo Living (que integra a Residência Montepio Parque das Nações) por parte da Square Asset Management.

No entanto, a CBRE acredita que o desenvolvimento de novos projectos e a entrada e expansão de diversos operadores irá impulsionar o investimento nesta classe de activos nos próximos anos, nomeadamente através de contratos de projectos e forward finance, onde o investidor acorda a aquisição do imóvel antes do mesmo se encontrar concluído.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

“Sounds of Tourism”: CIUL recebe simpósio sobre ‘turistificação’ no centro de Lisboa

Iniciativa “Escutar a Cidade Turística: Turistificação, ambientes sonoros e transformação urbana” é promovida pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e vai acontecer no dia 26 de Novembro

CONSTRUIR

O simpósio “Escutar a Cidade Turística: Turistificação, ambientes sonoros e transformação urbana”, promovido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa vai acontecer no Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL) no próximo dia 26 de Novembro, sexta-feira, no âmbito da sua rubrica “Estudos e Projectos”.

O objectivo é mostrar alguns resultados preliminares do projecto de investigação “Sounds of Tourism” e também apresentar as linhas actuais de pesquisa. Lançado em Outubro de 2018 e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), “Sounds of Tourism” explora o impacto do turismo nos ambientes sonoros do centro histórico da cidade de Lisboa, com uma atenção especial na forma como os fluxos turísticos estão a mudar a forma como sentimos e habitamos a cidade. Três anos após o seu início, e com uma pandemia global no meio que afectou particularmente as dinâmicas turísticas da cidade, é tempo de fazer um balanço. Este seminário reúne membros da equipa de investigação para uma série de apresentações em formato de mesa redonda que visam criar um espaço colectivo de reflexão crítica com base no trabalho realizado no âmbito deste projecto.

A iniciativa tem início às 10 horas, com a introdução a cargo de Iñigo Sánchez-Fuarros (Incipit CSIC), seguida da apresentação de alguns projectos em curso, nomeadamente “Máscara? Salas de espectáculo, sim. Discotecas, não”: introdução às ecologias da música ao vivo em tempos de pandemia”, por Maria Teresa Lacerda (NOVA FCSH), “Espaço, (in)visibilidade e pertença em territórios turísticos: O bairro do Castelo em Lisboa”, por Rita Barreto Correia (NOVA FCSH), “A economia urbana e os artistas de rua: performance, mobilidades e conflitos em um espaço público turistificado”, por António Cláudio do Nascimento Silva (NOVA FCSH), “Património, turismo e música: o apoio mediático da TAP à cultura expressiva portuguesa”, por Bart Vanspauwen (NOVA FCSH) e “Plantas, humanos e semiótica”, por Mariana Pinho (NOVA FCSH).

Na segunda parte do simpósio, a temática incide sobre  “O que fizemos até agora”, com a apresentação de quatro estudos: “Queering the Urban Politics of Transformation? Lisbon’s Techno-Spaces between Precarization and Self-Empowerment“, por Jasemin A. Khaleli (Universidade de Viena), “Urbanismo afetivo e atmosferas colaterais na Lisboa turistificada”, por Daniel Paiva (CEG, UL), “Os estudantes internacionais e a cidade turística: a intersecção de três economias urbanas”, por Daniel Malet Calvo (CIES, ISCTE) e, por último, “Escutar Lisboa: Uma abordagem ao fenómeno da turistificação sonora”, de Iñigo Sánchez-Fuarros (Incipit CSIC).

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Mercado de escritórios em Lisboa em recuperação

Volume de absorção acumulado de Janeiro a Outubro de 2021 confirma recuperação gradual do Mercado de Escritórios de Lisboa. Análise da Savills avança que, nos primeiros dez meses do ano, o mercado de escritórios da capital ultrapassou os 120.000 m2

CONSTRUIR

Nos primeiros dez meses deste ano, o mercado de escritórios de Lisboa contabilizou um volume de absorção total de aproximadamente 125.000 m2. O valor alcançado demonstra uma subida de 9% comparativamente ao período homólogo de 2020, ainda que não tenha conseguido atingir os valores pré-pandemia.

“Estando mais próximos do final de 2021, podemos afirmar que o mercado de escritórios de Lisboa está a recuperar positivamente do período pandémico. Ainda que o volume de absorção expectável de fecho do ano não deva exceder os 150.000 m2, os drivers de mercado e a motivação da procura mantêm-se muito firmes e dinâmicos”, sustenta Ana Redondo, associate director do departamento de Office Agency da Savills Portugal.

De acordo com a Savills, à excepção das Zonas Prime CBD (Zona 1) e CBD (Zona 2) que observaram descidas homólogas de 47% e 12% respectivamente, as restantes zonas de mercado contabilizaram um aumento nos seus volumes de absorção.
A zona do Corredor Oeste (Zona 6) soma o maior volume de ocupação do período em análise com um total de 47.000 m2. Contudo, é importante ressalvar que este valor considera a ocupação de 30.500 m2 por parte da Câmara Municipal de Oeiras das suas actuais instalações.

A zona do Parque das Nações (Zona 5), que registou um total de 23.553 m2 de espaços de escritórios ocupados, observou um aumento homólogo de 6%, aproximando-se dos valores de absorção registados antes da pandemia (26.840 m2).

Os sectores de TMT´s e Consultores e Advogados exerceram um peso de 83% no volume total de absorção nesta zona de mercado, com quatro das onze operações levadas a cabo por estes sectores, a serem direccionadas para áreas acima dos 1.000 m2.

Entre Janeiro e Outubro de 2021, foram fechadas 106 operações, uma subida de 36% em relação ao mesmo período de 2020, com a zona CBD (Zona 2) a liderar a tabela com 32 operações fechadas.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector da construção, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias da Construção em Portugal. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.