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“Pandemia atrasou investimentos no build-to-rent”

Com a conjuntura a evoluir favoravelmente é de esperar que os valores pré-pandemia possam rapidamente ser recuperados, com o residencial e a logística a manterem-se dinâmicos e com um pipeline crescente de projectos. É, também, esperado um crescimento no segmento de ‘Built to Rent’

Cidália Lopes
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“Pandemia atrasou investimentos no build-to-rent”

Com a conjuntura a evoluir favoravelmente é de esperar que os valores pré-pandemia possam rapidamente ser recuperados, com o residencial e a logística a manterem-se dinâmicos e com um pipeline crescente de projectos. É, também, esperado um crescimento no segmento de ‘Built to Rent’

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Fundada em 2008, a Hipoges é uma das plataformas de referência no sector de Asset Management, com mais de 26 mil milhões de euros em activos sob gestão, entre os quais hipotecas residenciais e corporativas, empréstimos às PMEs e Grandes Empresas, crédito ao consumo, contas com a Administração Pública e bens imobiliários residenciais e terciário. Ao CONSTRUIR, Luís Silveira, real estate director da Hipoges Iberia em Portugal, traça o retrato do actual estado do sector imobiliário

Luís Silveira, real estate director da Hipoges Iberia em Portugal

Quais os sectores que demonstram mais dinâmica nesta fase em que se percebe que o imobiliário já está a recuperar valores pré-pandemia?

O sector residencial continua a manter uma forte dinâmica, que foi resiliente mesmo durante o período de pandemia. As necessidades de habitação no País continuam por satisfazer devido a diversos anos de investimento insuficiente, quer por falência de inúmeros projectos no sector que pararam o pipeline para alimentar o mercado com habitação nova, quer por dificuldades de financiamento em que o País mergulhou dada a crise do sector financeiro, cujas consequências se fizeram sentir por todos os sectores. Com particular incidência no imobiliário, por efeito das restrições que sentiram, os promotores solventes não conseguiram o Financiamento necessário, assim como se assistiu a uma redução do financiamento de Crédito Habitação às famílias e falta de liquidez para operar a manutenção do parque habitacional, que, entretanto, foi-se degradando um pouco por todo o País.

Como tal, não é de estranhar que, dada a falta de oferta de habitação nova, só nos últimos anos viu chegar novos projectos ao mercado e em conjugação com a forte procura, o sector residencial mostre uma dinâmica que bate recordes atrás de recordes em termos de número e valor/m2 das transacções.

Outro sector que continua dinâmico é o da Logística, cuja procura se mantém, também resiliente. É bom ver que os novos hábitos de consumo, que foram até potenciados pela pandemia (e estamos a falar do comércio online), vêm introduzir desafios à organização das cadeias de logística para fazer face ao aumento de encomendas e à procura crescente por este tipo de serviços e capacidade instalada. Isto tem efeito no escoamento de espaços de armazém e plataformas logísticas que registam um grande interesse e procura sustentada.

Outros microfenómenos acabaram por se verificar, mas aos quais não se pode atribuir uma grande expressão pelo número reduzido de transacções e pela explicação conjuntural. Talvez o caso mais curioso e que explica estes microfenómenos seja a procura, ainda que surpreendente, de grandes propriedades rústicas. Dado o processo de descarbonização das fontes de energia, com alguns benefícios e incentivos públicos, acabou por fazer crescer o interesse por este tipo de propriedades, para instalação de parques solares fotovoltaicos. Embora não se possa falar de um mercado na verdadeira acepção da palavra, devido ao baixo número de transacções, foi um microfenómeno, como outros, que pontualmente acabam por responder a necessidades ocasionais ou à própria conjuntura económica.

Esperamos que, evoluindo a conjuntura favoravelmente no que toca aos efeitos da pandemia, os valores pré-pandemia possam ser recuperados, a bem do mercado imobiliário e da economia em geral, dado que vivem em harmonia.

E dentro dos diferentes sectores quais as principais tendências que apontam para este ano e já para o próximo ano?

Enquanto a procura residencial e logística não virem satisfeitas as necessidades ao nível da oferta o que podemos esperar, dado o desequilíbrio entre estas, é que a dinâmica se mantenha.

Entretanto, e para os sectores mais afectados pela pandemia, ao nível do imobiliário, como são o retalho de proximidade ou a hotelaria e o sector dos escritórios, esperamos assistir a uma recuperação gradual, nomeadamente com o retorno das pessoas ao trabalho presencial e em função da abertura da sociedade, a um crescimento do consumo no sector do turismo. De facto, notou-se um abrandamento nestes sectores, que somente esperamos ver regressar a níveis pré-pandemia se a situação evoluir favoravelmente como todos esperamos.

Não tendo sido um dos sectores mais afectados é possível, contudo, apontar valores em termos de quebra durante o período mais crítico de Covid19?

No período mais critico do Covid verificou-se um abrandamento sendo rapidamente recuperado logo no terceiro trimestre de 2020. O mercado residencial deu sinais de alta resiliência e os níveis de desempenho estiveram alinhados com os anos anteriores. Os dados publicados pelo INE mostram que foram vendidas 45.136 casas em Portugal entre Julho e Setembro de 2020, quase mais 12.000 que entre Março e Junho e pouco abaixo das 45.830 vendas registadas no 3º trimestre de 2019.

No primeiro trimestre de 2021 o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 5,2% em termos homólogos, o que são indicadores positivos para quem investe no sector imobiliário.

O ‘Built to Rent’ será, talvez, um dos produtos que mais se ouviu falar nos últimos tempos, com promotores estrangeiros e portugueses a demonstrarem vontade em investir neste segmento. Mas a verdade é que não se vêem projectos concretos. O risco é ainda muito elevado? Os promotores acabam por mudar de estratégia?

Cremos que a incerteza introduzida pela pandemia veio atrasar o investimento nesta área. Portugal é um país em que a bolsa de habitação e alojamento de rendimento tem uma expressão reduzida, quando se efectua um benchmark com outros países.

O sector onde o crescimento ocorreu foi no Alojamento Local à boleia do turismo, essencialmente. No entanto, em consequência da pandemia, este estagnou e em certos casos, regrediu. Veja-se que alguns proprietários, por falta de ocupação dos seus espaços reorientaram a estratégia de exploração, procurando Clientes tradicionais por falta dos turistas.

Outras soluções, seja de habitação própria ou outros, como as residências universitárias ou seniores, mercado onde há alguns players a entrar, efectivamente não descolaram.

Esta incerteza e estes movimentos conjunturais, com impacto ao nível das rendas e tendências, acabam por induzir alguma cautela nos investidores que atrasam os investimentos quando não percebem qual o efeito na procura, acabando por diferir o

pipeline para um momento posterior onde seja mais óbvio o comportamento do mercado ao nível dos tempos de absorção do mercado e com isto serem mais eficientes financeiramente.

Veremos como evolui o futuro desta área, sendo certo que a Hipoges neste último ano fez uma aposta forte na gestão de imóveis arrendados, porque acredita no desenvolvimento do sector em Portugal.

Enquanto Asset Management aconselham muitos Fundos Internacionais. O que procuram mais este tipo de Fundos em Portugal?

A Hipoges é uma das plataformas líderes na Gestão de Activos na Península Ibérica, como tal os Investidores internacionais procuram carteiras de Activos Financeiros e imobiliários numa perspectiva de optimização do investimento a medio prazo em termos de soluções de A a Z, que passam pela análise e avaliação de activos, gestão financeira, incorporação de activos em carteiras e a gestão destas, property management, valorização de activos, development e vendas.

Neste momento, e ligando com a pergunta anterior, a nova área de negócio de gestão de imóveis arrendados e investimentos de rendimento, foi um passo numa linha de negócio nova para nós, onde estamos a reforçar competências, que capitalizamos e alavancamos durante o percurso como servicer de referência no País, e que apostamos no curto a médio prazo, ser uma área na qual estaremos com uma presença mais ainda forte.

As tecnologias são a grande base de desenvolvimento do vosso trabalho, nomeadamente através do vosso Portal. De que forma é que esta forma de “fazer” imobiliário conseguiu tornar-se completamente disruptiva e permitiu, também, acelerar os negócios e o mercado?

A tecnologia e os meios digitais passaram a fazer parte do nosso dia a dia, sendo que o mercado imobiliário teve necessidade de acompanhar essa tendência. A Hipoges utiliza diversas ferramentas tecnológicas para interacção com o mercado imobiliário, entre as quais o Portal NOW direccionado a quem procura imóveis e HIPOGESWORKS, direcccionado aos profissionais do sector. Assim, a adaptação dos meios digitais, vieram permitir dominar melhor o ciclo de venda, captação de leads, posicionamento e visibilidade dos activos sob gestão.

Que novidades podemos esperar quanto à vossa estratégia de digitalização?

Continuaremos a investir e acompanhar as tendências dos meios digitais relacionados com o mercado imobiliário. No futuro breve, iremos assistir a alterações na forma de interacção dos compradores, quer por novos hábitos adquiridos em período de COVID, quer pelas tendências das novas gerações, entre elas os “filmes” e a realidade virtual.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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APEMIP regista crescimento do número de associados em 2021

Entre o período de Janeiro a Novembro de 2021, a associação registou 128 novos associados e um crescimento de 75%, em comparação com o mês de Novembro de 2020

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Apesar do sector imobiliário ter sido um dos mais resistentes perante a pandemia, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) está na linha da frente na defesa dos interesses deste sector.

Fazendo face ao período que se vive, a a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) terminou o ano de 2021 com um crescimento no número de associados. Entre o período de Janeiro a Novembro de 2021, a associação registou 128 novos associados e um crescimento de 75%, em comparação com o mês de Novembro de 2020, informou em comunicado.

Numa análise às várias regiões que constituem a APEMIP, destaque para um aumento de cerca de 90% dos associados sediados nos arquipélagos nos Açores e Madeira.

Estes números mostram como a mediação imobiliária tem dado a resposta ao mercado, que perante todas as adversidades, tem conseguido superar as expectativas das agências relativamente ao número de transacções alcançadas no final do ano de 2021.

Para que a profissionalização de toda a fileira da mediação seja uma realidade já em 2022, a APEMIP apresentou vários contributos para consideração nas alterações à Lei que regula a actividade de Mediação Imobiliária, junto do IMPIC, nomeadamente,  no sentido de melhorar a regulamentação afeta este sector, como por exemplo, no âmbito do licenciamento, formação profissional, fiscalização e deontologia.

Também no caminho da profissionalização da actividade da mediação imobiliária, a Academia de Formação da APEMIP apresentou, em 2021, números muito positivos. No total recebeu 2465 formandos e realizou 58 acções de formação, com especial destaque para a formação de Branqueamento de Capitais e para a nova formação de Acesso à Profissão de Agente Imobiliário (API).

Nos próximos meses, serão lançadas as formações de AGI (Agente Imobiliário), Avaliação Imobiliária e Sustentabilidade.

“Para que a actividade da mediação imobiliária seja ainda mais profissional, é dever da APEMIP continuar a apostar na formação dos seus agentes e consultores. A transparência, a ética e a deontologia têm de fazer parte integrante desta atividade e a associação está empenhada em elevar a profissão do agente imobiliário”, avança Paulo Caiado, presidente da APEMIP.

Além do rebranding da marca e aposta nos canais digitais, através de uma comunicação mais moderna, a APEMIP pretende continuar a alcançar novos associados. É importante para a APEMIP ouvir diferentes perspectivas, conseguir gerar valor e contribuir para que o sector da mediação imobiliária continue a manter a boa reputação que alcançou até hoje.

Neste sentido, a Associação tem previsto marcar presença no SIL 2022 e, no final do ano, juntamente com a APCMC, está também a planear um salão imobiliário no norte, que se realizará na Exponor, no Porto.

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Desenvolvimento do Hospital Particular de Almada vai duplicar a sua área actual

Os franceses da Lifento adquiriram o Hospital Particular de Almada e traçaram um plano de desenvolvimento para a expansão da unidade de saúde

A Lifento, empresa de gestão imobiliária de saúde pure player, anunciou a aquisição de um hospital privado em Almada, Portugal. A aquisição foi realizada em nome do fundo de investimento aberto da Lifento, Lifento Care Paneuropean e o seu valor não foi divulgado.

Localizado em Almada, este hospital privado HPA (Hospital Particular de Almada) presta, até à data, uma vasta gama de cuidados na região, incluindo um serviço de consulta agendada, radiologia (incluindo scanners e ressonâncias magnéticas), um serviço de hemodiálise, odontologia e uma unidade cirúrgica para cirurgia ambulatorial.

Tendo em conta o forte crescimento da população no território, ligado ao desenvolvimento da Grande Lisboa, a Lifento e a HPA lançam um grande programa de desenvolvimento através da renovação dos actuais activos e da construção de uma extensão que permitirá ao estabelecimento abranger uma área de 12.000m2, duplicando a área actual.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Almalusa estreia-se na Comporta

Prevendo um retorno anual de 3% a 5% aos proprietários, os apartamentos Almalusa Comporta chegam agora ao mercado pela mão da JLL, que detém o exclusivo da sua comercialização

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Comercializado em regime de exclusividade pela JLL, o Almalusa Comporta este é um projecto residencial com vocação turística, conjugando o que de melhor existe na Comporta com um investimento de elevado potencial de valorização.
O projecto chega ao mercado e constitui o primeiro projecto comercializado em regime de exclusividade pela consultora JLL nesta região. De iniciativa de investidores internacionais, está localizado em pleno centro da aldeia da Comporta e é composto por um hotel com 22 quartos e 31 apartamentos T1 com áreas entre os 41 m² e os 58 m² e terraços, jardins ou varandas. Concebidos como um produto de investimento, os apartamentos prevêem o uso do proprietário de até 6 semanas por ano e um retorno de investimento de 3% a 5% ao ano, já com os custos com utilities, limpeza, seguro e fundo de reserva para manutenção regular incluídos.

O hotel e os apartamentos contam com o serviço de gestão hoteleira assumido pela Almalusa Hotels, sendo adquiridos já totalmente mobilados e equipados, além de beneficiarem de um vasto leque de serviços e comodidades disponibilizados pelo hotel. Todas as unidades dispõem, assim, de acesso aos serviços de alojamento e restantes serviços de Concierge e actividades locais, bem como todas as áreas integradas no hotel, e ainda, a sala da biblioteca/bar, parque privativo, ginásio com zona de massagens e yoga, piscina exterior e rooftop bar com vistas panorâmicas sobre a aldeia e os arrozais.

“O Almalusa Comporta simboliza em pleno o mood da Comporta. A apenas uma hora de Lisboa, é uma das belezas naturais mais marcantes do litoral português com as suas praias e floresta, e é simultaneamente um destino exclusivo que preserva a sua autenticidade. Ao mesmo tempo, o projecto é uma das melhores oportunidades de investimento num mercado que é cada vez mais procurado por turistas nacionais e internacionais. Trata-se de um produto que irá beneficiar de todos os serviços e comodidades de um Boutique Hotel de uma marca de referência nacional, garantindo aos proprietários dos apartamentos a segurança proporcionada por uma gestão profissional e uma boa rentabilidade através da exploração turística”, refere Patrícia Barão, Head of Residential da JLL Portugal
“A Comporta está a posicionar-se de forma muito sólida nos roteiros turísticos internacionais e projectos como este dão um contributo determinante para afirmar a região como um destino de excelência na europa”, salienta a responsável.

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Aberto o concurso para habitações de renda controlada em Matosinhos

A terceira fase de consulta pública do programa “Matosinhos: casa acessível” decorre até 31 de Janeiro

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Dando continuidade ao programa municipal “Matosinhos: Casa Acessível”, a MatosinhosHabit tem a decorrer a terceira fase de consulta para habitações de renda acessível com valores 20% abaixo do mercado. Em função da taxa de esforço dos agregados concorrentes, poderá ser concedido ainda a cada agregado um subsídio que pode ascender a 30% do valor da renda.

Até ao próximo dia 31 de Janeiro, os interessados poderão candidatar-se ao subarrendamento de 5 fracções arrendadas pela autarquia e que têm como destino a habitação própria e permanente de famílias do concelho.

As cinco habitações disponíveis nesta fase estão situadas em Matosinhos (Rua Afonso Cordeiro e Av. Serpa Pinto), em Leça da Palmeira (Rua do Matinho) e S. Mamede de Infesta (Rua do Troco e Prof. Ricardo Alves).

Face à crescente procura de habitação e aos elevados preços praticados no mercado privado, o programa “Matosinhos: Casa Acessível”, tem dado uma resposta habitacional no concelho, possibilitando que mais pessoas tenham as mesmas hipóteses de ter uma casa com uma renda justa e à medida das suas necessidades.

“O programa Matosinhos: Casa Acessível apoia segmentos sociais que não se encontravam abrangidos nos programas municipais, e que se confrontam com diversas dificuldades económicas para arrendar casa a preços compatíveis com os seus rendimentos”, justifica Helena Vaz, administradora da MatosinhosHabit. A responsável acrescenta que “o programa permite que os Matosinhenses tenham acesso a imóveis atractivos, em boas condições e bem localizados, com rendas até 20% abaixo do valor de mercado e ainda a possibilidade de obter um subsídio até 30% do valor em causa, consoante o seu rendimento familiar.”

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City Center Covilhã com abertura no 2º trimestre de 2023

O novo projecto comercial da Covilhã, o City Center Covilhã, promovido pela Forumlar, já tem data de inauguração. A abertura do espaço está prevista para o segundo trimestre de 2023

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Com uma área total de aproximadamente 18.000m2 e 14 lojas, o novo espaço vai dividir-se em três pisos, dois deles com acesso directo a partir das artérias que circundam o projecto e uma zona de estacionamento com aproximadamente 740 lugares, dos quais 242 se situam à superfície.

O City Center Covilhã está situado no principal eixo rodoviário da Covilhã, com acessos privilegiados para a A23 e baixa da cidade. Nas imediações, podem ser encontradas uma diversidade de valências que englobam sectores como a saúde, turismo e lazer, nomeadamente o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, o Complexo Desportivo da Covilhã, hotéis, estruturas de lazer, entre outros locais de destaque.

“Este tipo de projectos, que em algumas situações podem ser vistos como uma extensão do comércio de rua, com uma valência adicional de estacionamento para conforto dos clientes, revelou ser uma tipologia de activos resiliente aos efeitos negativos da pandemia. Esta particularidade deveu-se por um lado às características físicas, por se tratar de espaços ao ar livre, de grandes dimensões e acesso directo às lojas desde o exterior, o que transmite uma sensação de segurança aos consumidores e, por outro, pela oferta que tradicionalmente apresentam, onde figuram alguns dos sectores de actividade que foram menos afectados pela quebra no consumo”, explica Carlos Récio, director de Retail Advisory & Transaction Services da CBRE, consultora que tem a seu cargo a comercialização do espaço.

“Este novo espaço comercial trará dinamismo e investimento a uma cidade com uma importante tradição empresarial e industrial, que é hoje um centro urbano que soube criar capacidade e competências para a formação de jovens altamente qualificados. Perante factores como uma oferta comercial diferenciadora, qualidade, imagem e design, o City Center Covilhã irá servir os habitantes locais, mas igualmente os de zonas circundantes como os do Fundão, Belmonte, Manteigas e Seia”, acrescenta Carlos Récio.

O projecto é promovido pela Forumlar, e tem a assinatura do atelier Frontcity.
Com este investimento, os administradores da Forumlar, Artur Costa Pais e Paulo Ramos, consolidam o seu investimento na região da Serra da Estrela. Com um portefólio de investimentos de dezenas de milhões de euros, em consórcio com outros parceiros nas áreas do Turismo, Distribuição e Saúde a empresa está atenta à evolução e dinâmica do mercado e tem em preparação, para os próximos anos, investimentos de dezenas de milhões de euros em diversas áreas de negócio na região.

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Swanepoel Power 200 elege Gary Keller como pessoa mais influente no Imobiliário

Gary Keller, cofundador da Keller Williams e Chairman da holding KWx , volta a alcançar o 1º lugar na lista do Swanepoel Power 200, o ranking dos 200 líderes mais influentes e poderosos do mercado imobiliário residencial

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Gary Keller, cofundador da Keller Williams e Chairman da holding KWx , volta a alcançar o 1º lugar na lista do Swanepoel Power 200, o ranking dos 200 líderes mais influentes e poderosos do mercado imobiliário residencial.

Gary Keller é considerado o líder mais dinâmico e carismático da sua geração, tendo sido considerado uma das cinco pessoas mais poderosas no sector imobiliário residencial desde que este ranking Swanepoel Power 200 foi lançado em 2014. De acordo com Stefan Swanepoel, CEO da T3 Sixty, empresa responsável pelo ranking, esta nomeação surge num dos tempos mais dinâmicos e emocionantes para ser um líder no sector imobiliário.

“Internamente, este reconhecimento valida aquela que é a visão do Gary Keller e da KW para o sector – manter o consultor no centro da transacção capacitando-o com a melhor tecnologia e formação do mercado – e que estamos também a implementar em Portugal. A grande proximidade do Gary às operações, permite-nos garantir um alinhamento com os modelos, sistemas, ferramentas e melhores práticas do mercado americano quase em tempo real”, realça Marco Tairum, regional director da Keller Williams Portugal.

O ranking é elaborado anualmente pela empresa de consultoria T3 Sixty e os nomeados são escolhidos pelo presidente e CEO da mesma, Stefan Swanepoel. Esta nomeação pretende premiar quem exibe na sua conduta profissional uma forte influência no que toca às suas relações dentro da área, na forma como se movimenta no negócio e no seu percurso, referente ao ano anterior, e na visão que tem do futuro.

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“Q19 – The most natural view” é o novo projecto residencial da Quinta de Cravel

O novo edifício Q19 – The most natural view da Quinta de Cravel, em Vila Nova de Gaia, acaba de chegar ao mercado. Promovido e construído pela Teixeira Duarte, este projecto é composto por 50 apartamentos

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Promovido e construído pela Teixeira Duarte, este projecto é composto por 50 espaçosos apartamentos, com áreas entre os 74 e os 263 m², e oferece um leque diversificado de tipologias, entre o T1 e o T4, ajustadas às diferentes necessidades das famílias que o procuram.

“O novo edifício Q19 – The most natural view vem consolidar o desenvolvimento residencial da Quinta de Cravel, destacando-se, desde logo, pelas vistas sobre o Cravel Park e sobre a cidade, bem como pela fachada em plena integração com a natureza, com um traço arquitectónico suave e uma escolha criteriosa de materiais de inspiração natural”, sublinha a JLL, que tem a seu cargo a comercialização do novo edifício. As amplas varandas e terraços exclusivos dos apartamentos são outro trunfo do Q19 – The most natural view, que oferece ainda áreas interiores muito generosas. A completar os argumentos deste novo produto residencial da Quinta de Cravel estão as valências exclusivas propostas para os seus habitantes, nomeadamente uma piscina panorâmica, um outdoor lounge e um espaço fitness com a vantagem adicional de ter também vistas sobre a cidade.

“O Q19 – The most natural view, na Quinta de Cravel, é um produto residencial único, pois é desenvolvido em meio urbano, mas perfeitamente integrado na Natureza. Este equilíbrio está presente na arquitectura do edifício, nas valências de lazer e nos próprios apartamentos, que foram desenhados com amplos espaços exteriores para tirar o máximo partido da envolvente natural. Além disso, é uma excelente oportunidade para desfrutar das esplêndidas vistas sobre o Cravel Park e da cidade. Tudo isto junto a uma das principais avenidas de Gaia, uma cidade muito bem servida em termos de comércio, serviços e equipamentos”, sublinha Patrícia Barão, Head of Residential da JLL.

“Um verdadeiro oásis urbano”, a Quinta de Cravel alia uma localização de excelência a dois passos do centro da cidade Gaia e do Porto, num ambiente protegido e plenamente integrado na natureza, beneficiando de acesso direto e exclusivo ao Cravel Park, uma reserva natural de mais de 6 hectares com trilhos e miradouros. A Quinta de Cravel situa-se junto à Avenida da República, uma das principais artérias de Vila Nova de Gaia, proporcionando aos seus moradores todo o conforto urbano de uma localização central.

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Lamego lança “CASA – Juntos construímos a nossa casa!”

O projecto integrado no programa nacional “Bairros Saudáveis” vai actuar junto da comunidade do Bairro Social da Quinta de Santo António e prevê intervenções a nível social, ambiental e urbanístico

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O município de Lamego lançou o projecto “CASA – Juntos construímos a nossa Casa!”, uma iniciativa aprovada no âmbito do programa “Bairros Saudáveis”. Com o financiamento de 50.000 euros, o projecto prevê a intervenção a nível social, ambiental e urbanístico junto da comunidade do Bairro Social da Quinta de Santo António, para promover a qualidade de vida dos residentes e incentivar a integração social.

O “CASA (Comunidade, Afectos, Sonhos, Ambições) – Juntos construímos a nossa Casa!” é um projecto da Santa Casa da Misericórdia de Lamego e da Obra Kolping de Portugal, em parceria com a Câmara Municipal de Lamego, a Junta de Freguesia de Lamego (Almacave e Sé) e a Cruz Vermelha Portuguesa – delegação de Lamego, que pretende capacitar e envolver as comunidades locais para a sua efectiva integração social.

A cerimónia de apresentação do projecto contou com a presença, que explicou «O projeto aprovado no âmbito do programa “Bairros Saudáveis” para Lamego é uma excelente oportunidade para resolver carências previamente identificadas no Bairro Social da Quinta de Santo António e melhorar a qualidade de vida da comunidade residente. Tem a vantagem de ser liderado por uma equipa que reúne diferentes entidades, que vai permitir uma abordagem integrada e cooperação de diferentes valências para tentar solucionar, já nos próximos meses, pequenos problemas de acordo com os eixos definidos”, sublinhou Catarina Ribeiro, vice-presidente da CML que presidiu ao lançamento.

Os três eixos de intervenção, nomeadamente a nível social, ambiental e urbanístico, têm como o objectivo fomentar as relações entre os residentes do Bairro Social da Quinta de Santo António e a comunidade local, incentivar a integração social e reabilitar espaços comuns do edificado. A intervenção centra-se na resolução das necessidades identificadas localmente, através da promoção de acções de apoio ao estudo e ao desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais; da valorização da identidade cultural das comunidades locais, enquanto veículo de inclusão e coesão social; da qualificação e reabilitação de espaços comuns e do edificado e também da promoção de acções de educação ambiental.

O “CASA – Juntos construímos a nossa Casa!” foi um dos 246 projectos aprovados em 774 candidaturas recebidas pelo programa “Bairros Saudáveis”, tendo como financiamento o montante máximo de 50.000 euros. Este programa destina-se às populações residentes em bairros e outros territórios, sendo que estes têm de cumprir determinados requisitos, designadamente: condições de habitabilidade deficientes; baixos rendimentos; jovens em idade escolar a não frequentar a escola ou com elevada percentagem de insucesso; pessoas em situação de exclusão social ou abandono; pessoas de risco em caso de COVID-19 e com constrangimentos de acesso a cuidados de saúde.

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Worten é a primeira empresa a ocupar os escritórios da WTC Lisboa

JLL assessorou a Worten e a Worx representou o FVC Group numa das maiores operações de escritórios de 2021

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A cinco meses da data prevista para a conclusão do edifício que nasce no Oeiras Valley – o World Trade Center Lisboa (WTC) – a Worten é a primeira empresa a confirmar a mudança para este espaço, onde irá ocupar uma área de cerca de 6000 m2 para instalar a sua nova sede.

Paulo Simões, CFO da Worten, acrescenta que “os modelos de trabalho das organizações estão a mudar de forma bastante acelerada e significativa, dando lugar a modelos mais flexíveis e direcionados para um maior equilíbrio entre as vertentes profissional e pessoal, numa aposta clara no wellbeing dos colaboradores e na sustentabilidade. Cientes de que o local e o modelo de trabalho são, cada vez mais, variáveis importantes de atração e retenção de talento dentro das empresas, queremos, com a mudança para estes novos escritórios, proporcionar toda uma employee experience inspiradora, que permita manter as pessoas motivadas, a trabalhar em equipa, com entusiasmo e utilizando as mais avançadas tecnologias, num ambiente agradável, colaborativo, saudável e sustentável.”

A equipa de Leasing Markets Advisory da JLL foi uma das peças chave na concretização deste negócio, tendo acompanhado a Worten em todo o processo de selecção e negociação das suas novas instalações. A consultora actuou no âmbito de um mandato de Tenant Representation, enquanto a Worx actuou em representação do proprietário do imóvel o FVC Group.

“Este projecto é o culminar de um longo caminho da Worten na procura dos escritórios ideais, onde o principal objectivo foi a criação de uma nova sede moderna e funcional, focada na retenção e atracção de novos talentos. Esta é uma das maiores transacções de escritórios do ano, confirmando a reactivação do mercado e apresentando-se como uma referência nas tendências que vão marcar o futuro da ocupação. O facto de este edifício vir a ter as certificações Leed Gold e Well Gold foi um factor especialmente valorizado pela Worten nesta decisão”, afirmou Mariana Rosa, head of Leasing Markets Advisory da JLL.

“O WTC Lisboa reúne todas as características para se tornar num empreendimento ícone do nosso mercado. A sua imagem institucional e condições de trabalho de última geração vieram claramente elevar o standard de qualidade dos edifícios de escritórios em Lisboa, conseguindo assim captar as mais importantes marcas, tais como a Worten”, refere, também, Bernardo Zammit e Vasconcelos, head of Agency da Worx Real Estate Consultants.

Este edifício veio responder à procura crescente por espaços empresariais ajustados aos novos formatos de trabalho que têm vindo a emergir. O conceito Hi Tomorrow, que define o WTC, vem reforçar a visão inovadora e orientada para a tecnologia, para o ambiente e para o futuro das pessoas e das suas ideias. Isso é o que melhor caracteriza este projeto de referência.

A comercialização deste empreendimento está a cargo das consultoras Cushman & Wakefield e Worx.

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Fundos de investimento imobiliário atingiram os 10,9 MM€ em Dezembro

Os indicadores mensais dos fundos de investimento imobiliário, referente ao último mês de 2021 revelam que cerca de 47% do investimento imobiliário foi canalizado para o sector de serviços

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Segundo as estatísticas divulgadas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em Dezembro de 2021, o valor sob gestão dos fundos de investimento imobiliário (FII), dos fundos especiais de investimento imobiliário (FEII) e dos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) atingiu 10.923,5 milhões de euros, mais 109,7 milhões (1,01%) do que em Novembro.

O montante investido nos fundos de investimento imobiliário aumentou 0,7% para 8.198,1 milhões de euros. Nos FEII, o valor cresceu 0,40% para 2.323,1 milhões de euros e nos FUNGEPI cresceu 13,1% para 402,3 milhões de euros, refere a CMVM.

No período em análise, os países da União Europeia foram o destino da totalidade do investimento feito em activos imobiliários, tendo 47,7% da carteira dos FII e FEII abertos sido aplicados em imóveis do sector dos serviços. Também os investimentos realizados pelos FUNGEPI se destinaram, sobretudo, ao sector dos serviços (46,1%).
A Square AM (11,6%), a Interfundos (11,2%), e a Caixa Gestão de Activos (8,5%) detinham as quotas de mercado mais elevadas.

Em Dezembro foram constituídas a sociedade de investimento imobiliário “Reward Properties I – SICAFI, S.A.” gerida pela Insula Capital, a “Touchwise, SICAFI, S.A”, gerida pela LYNX Asset Managers e a “Castro Red Capital, SICAFI, S.A.”, gerida pela Silvip.

Foram liquidados o fundo especial de investimento imobiliário “Porto d’Ouro – Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado”, gerido pela Caixa Gestão de Activos e os fundos de investimento imobiliário “Montepio Arrendamento – Fundo de Investimento Imobiliário de Arrendamento Habitacional” e “Montepio Arrendamento II – Fundo de Investimento Imobiliário de Arrendamento Habitacional” geridos pela Montepio Valor.

Neste mês foi ainda declarada a insolvência do fundo de investimento imobiliário “Invesfundo II – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado”, gerido pela Gesfimo.

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