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Pandemia acelerou (em 3 anos) a adoção de tecnologias digitais no setor da Construção Civil

Confinados a nossas casas durante uma boa parte do ano passado, é fácil não ter notado que alguns setores nunca pararam. Esse é o caso da Construção Civil, setor que, de acordo com dados avançados pelo Observador, cresceu 2,5% em 2020 e se prepara para obter, este ano, uma taxa de crescimento de 2,2%. Em… Continue reading Pandemia acelerou (em 3 anos) a adoção de tecnologias digitais no setor da Construção Civil

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Pandemia acelerou (em 3 anos) a adoção de tecnologias digitais no setor da Construção Civil

Confinados a nossas casas durante uma boa parte do ano passado, é fácil não ter notado que alguns setores nunca pararam. Esse é o caso da Construção Civil, setor que, de acordo com dados avançados pelo Observador, cresceu 2,5% em 2020 e se prepara para obter, este ano, uma taxa de crescimento de 2,2%. Em… Continue reading Pandemia acelerou (em 3 anos) a adoção de tecnologias digitais no setor da Construção Civil

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Confinados a nossas casas durante uma boa parte do ano passado, é fácil não ter notado que alguns setores nunca pararam. Esse é o caso da Construção Civil, setor que, de acordo com dados avançados pelo Observador, cresceu 2,5% em 2020 e se prepara para obter, este ano, uma taxa de crescimento de 2,2%.

Em relação às obras públicas em edifícios não residenciais, para 2021 é esperado um crescimento de cerca de 2,0%, semelhante ao ocorrido em 2020, beneficiando da evolução muito positiva do mercado das obras públicas ao longo do ano passado, com crescimentos acentuados tanto no lançamento de novos concursos de empreitadas de obras públicas, como no volume de contratos celebrados.

Apesar da performance das obras públicas, à frente desta maré de crescimento no setor está a construção residencial que, em 2020, manteve um nível de elevada procura nacional e internacional, justificada em grande parte pela busca de casas maiores que transformassem o isolamento social e o teletrabalho mais tolerável, e continuou a beneficiar de um enquadramento macroeconómico marcado por taxas de juro historicamente baixas.

Vemos, assim, que a necessidade de ter mais conforto e espaço ajudou a “aquecer” o mercado imobiliário, mas aquilo que escapou ao nosso olhar foi a introdução de novas tecnologias digitais que vieram não só permitir uma aceleração dos tempos de construção, como também a entrega em tempo útil das casas ao mercado imobiliário.

Aliás, segundo um estudo global realizado pela consultora McKinsey, a pandemia veio acelerar, em pelo menos três anos, a adoção de tecnologias digitais no setor da construção, através da utilização de tecnologias tais como os drones, softwares de alta precisão, construção modular, realidade aumentada, robôs, etc.

Tecnologias Digitais no setor da Construção Civil

Como referimos, a alta taxa de procura e a queda no número de imóveis disponíveis fez com que as construtoras procurassem aliados para acelerar processos e reduzir as perdas e o impacto no meio ambiente.

O maior desses aliados dá pelo nome de tecnologias digitais e, nos últimos anos, têm servido para otimizar a execução das obras e melhorar a qualidade das edificações, priorizando, simultaneamente, os prazos de entrega.

Softwares de Gestão para a Construção Civil e Obras Públicas

Outra das tecnologias que tem servido de alavanca do setor da Construção Civil e Obras Públicas são os softwares de gestão de obra.

Sabendo da necessidade de uma empresa de construção controlar rigorosamente o tempo de execução, os custos e, no caso de obras públicas, também os prazos de avaliação e apresentação de propostas, um software para construção civil permite, entre outras coisas, apresentar orçamentos e prazos rigorosos, executáveis e sem margem para derrapagens, reduzir os custos de gestão dos recursos materiais e humanos, eliminar os processos administrativos morosos, assegurar o cumprimento célere de todos os requisitos fiscais e legais e acompanhar a obra em tempo real.

BIM (Modelagem da Informação da Construção)

Entre os recursos digitais aplicados às obras residenciais, a Modelagem da Informação da Construção (BIM, em inglês) é aquela que mais se destaca. Esta metodologia permite criar soluções digitais que coordenam toda a informação relativa a uma obra e proporcionam um maior domínio sobre as atividades a serem executadas. Por exemplo, com a adoção de um BIM é possível prever os possíveis problemas e impactos do estaleiro e antecipar soluções durante a realização dos projetos.

Drones e dispositivos móveis

A tecnologia digital ao serviço da qualidade e da gestão das obras inclui ainda a utilização de drones para a monitorização dos edifícios em construção e de dispositivos móveis (tablets, por exemplo), estes últimos que permitem que engenheiros e arquitetos consigam, em tempo real, não só esclarecer dúvidas e resolver problemas técnicos, como também aceder a softwares para verificarem serviços e materiais.

Internet das Coisas (IoT)

Com a introdução gradual da IoT na Construção Civil passou a ser possível instalar dispositivos que automatizam e monitorizam o funcionamento de equipamentos eletrónicos, ar condicionados, iluminação, etc. Na prática, todos estes equipamentos estão interligados com o mundo através da Internet, para que possam facilitar a rotina pessoal das famílias.

5G

Apesar de só agora se ter concluído o leilão de 5G em Portugal, este upgrade ao 4G vai permitir, pela sua maior eficácia e velocidade, o acesso à utilização de sensores para a monitorização da matéria-prima que entra no estaleiro e que será usada na construção. Por exemplo, quando o material chegar ao estaleiro, os responsáveis poderão “ler” o material com o auxílio de tecnologias como o NFC (Near Field Communication), criando uma “memória da construção”, algo extremamente importante para a construtora e para o cliente final.

Também a área da assistência técnica pode beneficiar do 5G. A introdução de sensores de humidade, água e eletricidade geram alertas automáticos que são enviados diretamente para os profissionais responsáveis que, assim, podem resolver os problemas de forma mais rápida.

Todos estes sensores irão, necessariamente, gerar uma grande quantidade de informações/dados que terão de ser armazenados e tratados, a chamada Big Data, o que abre caminho para a utilização de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA).

Big Data e IA

A gigantesca massa de dados gerada, quando tratada e processada, pode ajudar a resolver problemas surgidos antes, durante e após a construção proporcionando, deste modo, tomadas de decisão mais exatas e assertivas, o que abre caminho para um futuro mais analítico e com cada vez menos interferência humana.

É neste cenário que entra a Inteligência Artificial. A introdução desta tecnologia na construção permite, por exemplo, que alguém chegue a casa e, ao abrir a porta, o ar condicionado já esteja ligado na temperatura ideal.

Com o auxílio da IA na análise de variáveis como a hora de saída, o tempo do trajeto com as condições do trânsito, a temperatura atual dentro da habitação e a eficiência do ar condicionado, um sistema de automação doméstica consegue, sem qualquer programação anterior, ligar o ar condicionado na temperatura ideal no momento em que alguém entra em casa (domótica).

**Conteúdo da responsabilidade Unik SEO**

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Hospital da Misericórdia de Évora com investimento de 6M€ para obras de ampliação

A unidade hospitalar é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Évora e é gerido por esta instituição em parceria com o Grupo Luz Saúde desde 2002

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Estão em marcha os trabalhos de ampliação do Hospital da Misericórdia de Évora (HME), um investimento em torno dos seis milhões de euros que vai permitir novas valências de imagiologia e melhores condições de conforto.

Desenvolvido pela instituição e pelo seu parceiro na gestão do hospital, o Grupo Luz Saúde, o projeto envolve um investimento total de seis milhões de euros, dos quais 3,5 milhões de euros dizem respeito à parte da construção civil.

“O investimento é todo feito pela SCME”, mas, “como temos um parceiro, tivemos de negociar a forma de o concretizarmos”, uma vez que será feito com “uma antecipação de receitas futuras”, explicou, citado pelo portal S+.

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Lopes Figueira indicou que as obras arrancaram no passado mês de Novembro e que a empreitada terá uma duração de 12 meses, pelo que a sua conclusão está prevista para o “final do próximo ano”.

“Temos tido cada vez mais procura e temos que dar resposta”, realçou o provedor da instituição, salientando igualmente que “o conforto das pessoas que procuravam” os serviços do HME também “não era o melhor”.

Devido às obras, referiu, as unidades de ambulatório e de tratamentos do hospital passaram para instalações provisórias.

O Hospital da Misericórdia de Évora realiza, anualmente, cerca de 54 mil consultas, 162 mil meios complementares de diagnóstico e tratamento e cerca de 1.700 cirurgias.

A unidade hospitalar é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Évora e é gerido por esta instituição em parceria com o Grupo Luz Saúde desde 2002.

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Purposed Built Student Residence junta Ageas Portugal e os belgas Promiris e Cetim

O Grupo Ageas Portugal, a Promiris e a Cetim assinaram um acordo para a construção e aquisição da Purposed Built Student Residence no Porto. A residência, que será gerida pelo grupo francês Odalys, vai disponibilizar 265 quartos

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O Grupo Ageas Portugal e os grupos de nacionalidade belga, Promiris e Cetim, assinaram um acordo para a construção e aquisição da Purposed Built Student Residence no Porto.

O projecto, com uma área total de 7700 m2, localizado perto da Asprela, fica a uma curta distância da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. A residência, que será gerida pelo grupo francês Odalys, vai disponibilizar 265 quartos combinados com espaços de lazer e de colaboração de alta qualidade.

Prevê-se que a construção comece no final de 2021 e que a residência abra portas durante o Verão de 2023. O projecto tem assinatura do gabinete de arquitectura Saraiva + Associados e terá certificação ambiental Lider A.

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“Depois de ter investido, sobretudo, em escritórios nos últimos 2 anos, o Grupo Ageas Portugal está muito satisfeito por entrar nesta classe de activos que corresponde a uma necessidade crucial em Portugal”, refere o grupo segurador em comunicado. “Este investimento está totalmente alinhado com a nossa ambição de construir um portfólio sustentável de investimento directo no país. Estamos também muito felizes por termos fechado uma parceria com parceiros de confiança como a Promiris e a Cetim e por termos iniciado uma relação de longo prazo com a Odalys, uma conceituada gestora internacional de residências estudantis”, referiu Gilles Emond, Responsável Investimento Imobiliário do Grupo Ageas Portugal.

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Allianz: crescimento robusto e os riscos de uma “nova era” pós-Covid para a Construção

O novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos da Construção no pós-Covid, explora as tendências de risco iminentes e de longo prazo para o sector

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À actual escassez de materiais e mão de obra qualificada somam-se aos desafios de longo prazo em torno de novos projectos e métodos de construção orientados por sustentabilidade e estratégias de emissão zero. A análise da AGCS sobre os 11 bilhões de euros em sinistros de construção e engenharia, registados ao longo de cinco anos identifica as principais causas de perda por valor: incêndio e explosão (26%), projecto defeituoso / mão de obra ineficaz (20%) e riscos naturais (20%). Mas neste mundo em rápida mudança as empresas de construção precisam ter em atenção também a sua resiliência cibernética e a protecção do edificado contra enchentes e outros eventos extremos causados pelas mudanças climáticas e que são cada vez mais frequentes.

O mercado de construção global está a ser marcado para um período de forte crescimento no pós-Covid-19, impulsionado por gastos governamentais em infraestrutura e pela transição para emissão zero. No entanto, a mudança para edifícios e infraestruturas mais sustentáveis, a melhoria das instalações de energia limpa e a adopção de métodos de construção modernos a transformarão o cenário de risco. Esses desafios somam-se a outros, como sejam cadeias de abastecimento já afectadas, escassez de materiais e mão de obra e ao aumento dos custos, que há anos apresentam um cenário de margens apertadas para o sector mas que se agravam.

O novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos de Construção pós-Covid, explora tendências de risco iminentes e de longo prazo para o sector. “A Covid-19 trouxe uma nova era para a indústria da construção”, afirma Yann Dreyer, Líder do Grupo de Prática Global para Construção na equipe global de Energia e Construção da AGCS. “Os projectos continuaram durante a pandemia e espera-se um crescimento no sector, mas o ambiente geral mudou fundamentalmente. A indústria enfrenta novos desafios em torno da volatilidade da cadeia de abastecimento e do aumento dos custos de materiais, escassez de mão de obra qualificada e maior foco na sustentabilidade. Além disso, a implantação acelerada de estratégias de corte de custos, novas tecnologias e projectos podem resultar na aceleração de riscos para empresas deste mercado e também para seguradoras. O monitoramento contínuo de riscos e os controles de gestão serão importantes no futuro. A AGCS está comprometida com a indústria da construção como um sector-alvo chave para nossas iniciativas de crescimento”, sublinha o responsável.

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A forte perspectiva de crescimento para o sector é baseada em uma série de factores, como o aumento da população em mercados emergentes e investimentos significativos em formas alternativas de energia, como eólica, solar e hidrogénio, bem como em sistemas de armazenamento e transmissão. A mudança para o transporte eléctrico exigirá investimentos em novas fábricas de baterias e infraestrutura de carregamento. Não se espera somente que os edifícios melhorem sua pegada de carbono, mas também apresentem melhores defesas costeiras e contra enchentes, além de sistemas de esgoto e de drenagem mais eficientes, especialmente em regiões expostas a catástrofes decorrentes dos eventos climáticos extremos mais frequentes. Ao mesmo tempo, muitos países projectam grandes investimentos públicos em projectos de infraestrutura para estimular a actividade económica após a crise pandémica e conduzir a transição para o baixo carbono. Nos Estados Unidos, um pacote de investimento de mais de 1 trilhão de dólares em infraestrutura foi anunciado, contemplando desde pontes e estradas até a banda larga nacional, passando por sistemas de água e energia. Ao mesmo tempo, o país anunciou planos para investir em uma série de grandes projectos em todo o mundo no próximo ano em resposta ao ambicioso Belt And Road Initiative, que pode se estender do Leste Asiático à Europa. Espera-se que quatro países – China, Índia, Estados Unidos e Indonésia respondam por quase 60% do total de crescimento na construção ao longo da próxima década.


O lado negativo do boom da construção

O boom esperado traz benefícios, ao mesmo tempo que surgem desafios específicos. No médio prazo, são esperados aumentos repentinos na procura que podem colocar as cadeias de abastecimento sob pressão adicional e exacerbar a escassez existente de materiais e mão de obra qualificada, excedendo tanto os prazos como os custos de construção. Além disso, muitos actores no sector podem precisar acelerar a implementação de medidas de eficiência e controle de custos, se as margens de lucro tiverem sido impactadas pela Covid-19, o que muitas vezes pode prejudicar os níveis de qualidade e manutenção e aumentar a susceptibilidade a erros. A análise da AGCS mostra que defeitos de projecto e mão de obra ineficaz são uma das principais causas de perdas de construção e engenharia, respondendo por cerca de 20% do valor de quase 30.000 sinistros da indústria examinados entre 2016 e o final de 2020.

A sustentabilidade e o foco em zero emissões influenciarão fortemente o cenário de risco tradicional no sector de construção. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os edifícios e a indústria da construção são responsáveis por 38% de todas as emissões de dióxido de carbono relacionadas com a energia. Para reduzi-las, as edificações existentes precisarão ser reabilitadas. Além disso, novos materiais e métodos de construção precisarão ser introduzidos no mercado em períodos de tempo relativamente curtos, o que aumentará o risco de defeitos ou acidentes. Por exemplo, como um material sustentável e de baixo custo, o uso de madeira na construção tem aumentado nos últimos anos. No entanto, isso tem implicações para riscos de danos por fogo e água. A análise de sinistros da AGCS mostra que os incidentes de incêndio e explosão já representam mais de um quarto (26%) do valor dos sinistros de construção e engenharia nos últimos cinco anos – a causa de perda mais cara.

Os dois lados da construção modular

Em última análise, a construção moderna e os métodos de produção têm o potencial de transformar radicalmente o mercado, transferindo mais riscos para fora do local e incorporando um maior uso de tecnologia. A construção modular, em particular, fornece muitas vantagens como gestão de qualidade controlada factory-based, menos desperdício na construção, um cronograma diminuído pela metade em comparação com os métodos tradicionais e menos disrupção no ambiente circundante. No entanto, também levanta preocupações de risco sobre cenários de perda repetitiva. “Há um risco maior de perdas em série com métodos modulares e pré-fabricados, pois a mesma peça pode ser usada em vários projectos antes que uma falha seja descoberta”, explica Daussin.

A escassez de mão de obra qualificada na indústria da construção provavelmente aumentará a tendência para a fabricação e automação. Ao mesmo tempo, a digitalização da construção cria exposições cibernéticas contra as quais as empresas de engenharia e construção precisam fortalecer suas defesas. Hoje, as inúmeras partes envolvidas num estaleiro de obras estão interconectadas por meio de várias plataformas de TI partilhadas, o que aumenta sua vulnerabilidade. Os riscos cibernéticos podem variar de tentativas maliciosas de obter acesso a dados confidenciais, a interrupção do controle do local do projecto e roubo associado, a interrupção da cadeia de abastecimento, a potencial corrupção dos dados de concepção do projecto, resultando em atrasos e, em última instância, em risco de reputação para as partes envolvidas.

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Tétris conclui obra da nova sede da Cuatrecasas em Portugal

Situado na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, as novas instalações “integram as mais modernas tendências a nível de espaços de trabalho”. O projecto de interiores é da GCA Architecs

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Situado em plena Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, as novas instalações da sociedade de advogados Cuatrecasas integram as mais modernas tendências a nível de espaços de trabalho, tendo sido totalmente executadas pela Tétris em oito meses, incluindo, o período do segundo confinamento. O projecto de arquitectura de interiores é da autoria da GCA Architecs.

“Foi uma obra muito desafiante, desde logo pela sua dimensão e pela localização, mas também porque foi integralmente desenvolvida durante a pandemia e, designadamente, durante o seu pior período, que coincidiu com o novo confinamento geral. Isso exige um esforço de superação das equipas, além de uma gestão ainda mais rigorosa da obra. Adicionalmente, é um exemplo do que são os escritórios do futuro, com uma interacção muito forte entre espaços colaborativos e espaços de trabalho mais individuais, o que traz muitas nuances em termos do processo construtivo”, comenta Carlos Cardoso, managing director da Tétris Portugal.

No total, o escritório da Cuatrecasas estende-se por 10 mil m2, ocupando a quase totalidade do edifício com o nº 6 daquela avenida, acolhendo mais de 200 profissionais e dando à empresa capacidade de crescimento para o dobro. A forte presença de espaços colaborativos e de socialização é um dos factores distintivos das novas instalações, cujo conceito é também de abertura ao exterior, com aposta em terraços, auditórios e espaço polivalente capacitado para receber eventos externos. Outras características marcantes são a tecnologia incorporada, a eficiência e a sustentabilidade, com um ambiente paperless, um conceito clean desk e muita luz natural.

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A Tétris realizou todas as obras de execução de layouts, incluindo os trabalhos de revestimento e acabamentos de interiores e instalações especiais. A empresa de construção e arquitetura da JLL foi, ainda, responsável por criar todas as valências que compõem este escritório, entre as quais se incluem um auditório, ginásio, cafetaria, cozinha e biblioteca, zonas de reunião e todos os pisos com espaços de trabalho.

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Grupo Legendre obtém um financiamento de 150M€

O refinanciamento irá permitir ao Grupo prosseguir com a sua estratégia de desenvolvimento e de estruturação das actividades em França e nos mercados onde está presente e onde se inclui Portugal

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O grupo francês Legendre concluiu, com sucesso, a criação de um novo empréstimo sindicado de 115 milhões de euros, bem como um empréstimo participativo de recuperação de 35 milhões de euros, destinados a refinanciar uma parte da sua dívida e a financiar os seus projectos de desenvolvimento em França e no estrangeiro. O grupo foi acompanhado e aconselhado nesta operação pela Hottinguer Corporate Finance.

“Estes diferentes financiamentos, que totalizam 150 milhões de euros, permitem aumentar significativamente os recursos do grupo para apoiar o seu desenvolvimento futuro, nomeadamente no sector imobiliário. Também oferecem mais flexibilidade para o seu funcionamento no dia a dia, tendo em consideração as especificidades associadas à diversidade das suas actividades, designadamente na construção (construção nova, reabilitação, construção civil, etc.), no sector Imobiliário (promoção imobiliária, exploração, hotelaria e gestão de activos) e energia (produção de energias renováveis e manutenção)”, refere comunicado do grupo.

“O resultado deste refinanciamento irá permitir-nos prosseguir a nossa estratégia de desenvolvimento e de estruturação das nossas actividades. O grupo regista um crescimento contínuo e esta operação irá permitir-nos acelerar a concretização das nossas novas ambições, reforçando, em simultâneo, a nossa liquidez”, comenta Grégoire Charmetant, director Administrativo e Financeiro do Grupo.

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O empréstimo sindicado de 115 milhões de euros, 50 % maior do que o implementado em 2019, traduz-se numa expansão do consórcio bancário. Uma prestação específica de 8 anos foi subscrita na íntegra por um investidor privado: La Banque Postale Asset Management. Quanto ao empréstimo participativo de recuperação (35 milhões de euros), este foi criado pelos três coordenadores do empréstimo sindicado: Arkéa, Crédit Agricole Mutuel de Ille-et-Vilaine e LCL, com o apoio do BNPP AM e do Eiffel Investment Group.

A empresa familiar de Rennes, conta com mais de 2200 colaboradores e 770 milhões de euros de volume de negócios em 2021. Actualmente, o grupo centra a sua actividade em França e noutros países europeus, entre eles Portugal. O primeiro projecto no território nacional está localizado a norte: o Antas Build, simultaneamente em regime de co-promoção e co-construção. O edifício de sete andares de uso misto, localizado nas Antas, no Porto, compreende 93 unidades habitacionais, t1 e t3, espaços comerciais no rés-do-chão bem como 2 níveis de cave. Já este ano o grupo anunciou o lançamento do projecto residencial Parque Atlântico, em co-desenvolvimento com o atelier de arquitectura Arqsize e localizado no concelho de Cascais.

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Edifícios Mais Sustentáveis reforçado em 15M€ e prolongado até Março

Para além do valor e da extensão do prazo, a alteração ao regulamento do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, publicada a semana passada, inclui ainda uma nova categoria de isolamentos com recurso a materiais convencionais

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O Governo aumentou em 15 milhões de euros e alargou o prazo para a apresentação de candidaturas ao Programa de Apoio a Edifícios Mais sustentáveis, para 31 de Março. A decisão é justificada pela “extraordinária adesão” ao Programa que é financiado através do Fundo Ambiental, com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência. Com este aumento, o total de verbas canalizadas para o programa ascende agora a 45 milhões de euros.

Para além do valor e da extensão do prazo, a alteração ao regulamento publicada a semana passada inclui ainda uma nova categoria de isolamentos “com recurso a materiais convencionais e o aumento dos limiares de apoio dos isolamentos, quer para coberturas como para paredes, face à importância da melhoria do isolamento térmico enquanto medida de eficiência energética”, refere nota do Governo. Foi igualmente introduzida a possibilidade de serem solicitados esclarecimentos adicionais aos candidatos durante a avaliação das candidaturas e antes de ser tomada a decisão de elegibilidade.

As mudanças visam potenciar os benefícios do Programa, apostando na melhoria da eficiência energética e ambiental das habitações e contribuindo para o alcance de múltiplos objectivos. Destinam-se também a optimizar o processo de avaliação das candidaturas, tendo em vista aumentar o número de elegíveis.

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Até ao momento, “o programa conta com mais de 47.000 candidaturas e vai permitir apoiar perto de 10.500 projectos de melhoria do desempenho ambiental e energético dos edifícios de habitação, conferindo às famílias a possibilidade de aumentar o conforto térmico e reduzir a factura energética das suas habitações. Além disso, contribuiu para dinamizar a economia com 15,8 milhões de euros já pagos pelo Fundo Ambiental a cerca de 9.500 candidaturas, em linha com os objectivos de recuperação económica do PRR”.

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Revive Natureza recebe 45 candidaturas

Os dois imóveis de Leiria receberam a maioria das candidaturas, com 29 propostas. As restantes foram distribuídas por Castelo Branco, Coimbra e Lisboa

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Os concursos para atribuição de direitos de exploração de seis imóveis, lançados a 22 de Junho de 2021, no âmbito do programa Revive Natureza, encerraram a fase para apresentação de candidaturas no passado dia 19 de Novembro, tendo sido recepcionadas 45 propostas. Inicia-se, agora, o procedimento de análise das mesmas, com vista à sua adjudicação.

Foram apresentadas propostas a todos os imóveis, na qual se verifica que os imóveis com mais procura foram a Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel e o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, em Vila Velha de Rodão.

Neste sentido, o antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, Castelo Branco, recebeu oito propostas, a Casa Florestal do Sul, em Coimbra, duas candidaturas e, também, em Coimbra, a antiga sede da Administração Florestal na Figueira da Foz, outras cinco. Leiria foi a cidade que recebeu mais propostas para dois dos seus imóveis a concurso: o Chalet de São Pedro e a Casa do Pinheiro Manso, com 12 e 17 propostas, respectivamente. Por último, o Edifício Florestal da Abrigada, em Lisboa, contou apenas uma proposta.

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O Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, criando-se, assim, as melhores condições para a concretização dos respectivos investimentos.

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Convento de Nª Sª da Conceição – Museu Rainha Dona Leonor: Obras de restauro arrancam em 2022

Entre 2022 e 2024, serão investidos mais de 4,5 milhões de euros neste monumento nacional e emblemático do Alentejo

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As obras de valorização e conservação do Convento de Nossa Senhora da Conceição – Museu Rainha Dona Leonor, vão arrancar no início de 2022 e tem um prazo de execução de 18 meses.

O investimento ascende a 1,7 milhões de euros e o financiamento é assegurado por fundos comunitários do Programa Operacional regional, no âmbito de candidatura apresentada ao Alentejo 2020, pela Associação Portas do Território, na sequência de uma parceria constituída entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo), a Associação Portas do Território e a Câmara Municipal de Beja.

A empreitada compreende a reparação de coberturas, caixilharias exteriores e rebocos interiores e exteriores, renovação da instalação eléctrica, melhoria das condições gerais de acesso e de funcionamento.

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A esta intervenção segue-se uma outra, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento complementar de mais 2,8 milhões de euros. Estas obras, que terão início no primeiro trimestre de 2023 e deverão estar concluídas no final do ano seguinte, contemplam intervenções de conservação e restauro no interior, a instalação de sistemas de climatização, iluminação e vigilância, a reabilitação do Claustro, a melhoria das condições gerais de acessibilidade, assim como a reabilitação dos terraços e a instalação de rede wifi.

Assim, nos próximos três anos, entre 2022 e 2024, serão investidos mais de 4, 5 milhões de euros neste monumento nacional e emblemático do Alentejo. O Convento de Nossa Senhora da Conceição encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1922. O Museu Regional de Beja, instalado no Convento, integra desde Dezembro de 2019 a Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

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CUF: 50M€ na construção de um novo hospital

A CUF vai investir 50M€ na construção de um hospital em Leiria, cujo funcionamento está previsto para 2025 e que irá criar mais de 300 postos de trabalho. O projecto esta já em fase de licenciamento

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A CUF vai investir 50 milhões de euros na construção de um hospital em Leiria, junto ao Itinerário Complementar 2, cujo funcionamento está previsto para 2025.

A apresentação do futuro Hospital CUF Leiria, foi feita esta semana, o projecto é realizado em parceria com o grupo local Mekkin, disponibilizará “uma clínica diferenciada, equipamento e tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, sendo uma unidade hospitalar capaz de responder, com qualidade e segurança, até aos casos mais complexos”, adiantou o presidente da comissão executiva da CUF, Rui Diniz. “A CUF tem vindo a apostar numa estratégia de expansão, procurando proporcionar acesso a cuidados de saúde com diferenciação e qualidade em diferentes regiões do país”, acrescentou o responsável.

A nova unidade hospitalar terá uma área de mais de 12 mil metros quadrados e irá contar com mais de 30 camas de internamento, incluindo uma Unidade de Cuidados Intermédios, três salas de bloco operatório e 34 gabinetes de consulta.

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Entre a oferta disponibilizada conta-se ainda os serviços de Imagiologia, Atendimento Médico Não Programado Adultos e Pediátrico, Hospital de Dia Médico e Oncológico, contando com mais de 20 especialidades médicas e cirúrgicas.
Com conclusão prevista para 2025, o Hospital CUF Leiria irá criar mais de 300 postos de trabalho, directos e indirectos, e ficará localizado na Urbanização da Quinta da Malta, local onde já a partir de 2022 irá nascer uma Clínica CUF para responder às necessidades da população com uma vasta oferta de consultas e exames.

O projecto terá uma área de influência de mais de meio milhão de habitantes da região Centro, abrangendo as zonas de Leiria, Coimbra, Torres Vedras e Santarém.

A Rede CUF conta com um milhão de clientes no país distribuídos por 19 hospitais e clínicas, implementados em Lisboa, Porto, Almada, Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra, Torres Vedras, Santarém, Coimbra, Viseu, S. João da Madeira e Matosinhos. Com mais de sete mil colaboradores, a rede realizou dois milhões de consultas, 860 mil exames, mais de 320 mil urgências e 55 mil cirurgias, em 2020, refere a CUF.

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Obras licenciadas cresceram 12% até Setembro

Durante os primeiros nove meses do ano foram licenciados 13 972 obras em edifícios residenciais No mesmo período o consumo de cimento cresceu 6,6% face ao período homólogo

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As obras licenciadas em edifício residenciais cresceram 12% até Setembro, para um total de perto de 14 mil obras, revelou a AICCOPN – Associação das Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, na Síntese Estatística da Habitação, referente ao mês de Novembro.

Até ao final de Setembro, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 2,87 milhões de toneladas, o que corresponde a um acréscimo de 6,6%, em termos homólogos.

“Esta variação foi fortemente influenciada pelo crescimento ao nível dos fogos licenciados em construções novas que, registam um aumento de 15,3%, em termos homólogos uma vez que, no que concerne ao licenciamento das obras de reabilitação, apura-se uma variação de apenas 1,2%, também em termos homólogos”, refere a AICCOPN.

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Relativamente ao crédito concedido pelas instituições financeiras para aquisição de habitação este registou, até Setembro, um crescimento de 37,8% face mesmo período de 2020, totalizando 11 157 milhões de euros.

No mês de Setembro, o valor mediano da avaliação da habitação para efeitos de crédito bancário apresenta uma valorização de 9,6% em termos homólogos, em resultado de variações de 11,0% nos apartamentos e de 4,7% nas moradias.

A associação do sector destaca nesta edição a região do Alentejo, onde o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses concluídos em Setembro deste ano, foi de 1.044, o que traduziu um crescimento de 9,1%, face aos 957 alojamentos licenciados nos doze meses anteriores. Destes, 5,3% são de tipologia T0 ou T1, 15,2% são de tipologia T2, 52,8% de tipologia T3 e 26,7% de tipologia T4 ou superior.

Observando ainda o mês de Setembro, em relação ao valor de avaliação bancária na habitação nesta região verificou-se uma subida homóloga de 4,6%.

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