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Linha Circular: Suspender obras no Metro? “Nem pensar”, assegura ministro do Ambiente

O projecto prevê a criação de um anel envolvente da zona central da cidade, com a abertura de duas novas estações: Estrela e Santos

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Linha Circular: Suspender obras no Metro? “Nem pensar”, assegura ministro do Ambiente

O projecto prevê a criação de um anel envolvente da zona central da cidade, com a abertura de duas novas estações: Estrela e Santos

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O ministro do Ambiente, Matos Fernandes, considera que a suspensão dos trabalhos de construção da Linha Circular do Metropolitano de Lisboa, além de considerar que “não faz qualquer sentido”, “teria um custo brutal”.

O governante, citado pela RTP, sublinha que “os estudos foram feitos e refeitos. De outro modo, pelo grande projecto que é, nunca teria tido luz verde ao financiamento por parte de Bruxelas. É manifestamente uma linha que permite uma maior circulação de comboios no centro da cidade garantindo, com isso, uma muito melhor oferta, além de que permite dois outros trabalhos de expansão como são a linha Vermelha e a expansão para Loures e Odivelas”.

Matos Fernandes salienta ainda que a solução existente tem a concordância dos municípios de Loures e Odivelas, considerando por isso “um topete que alguém [Câmara de Lisboa] queira vir dizer aos outros o que lhes faz falta quando esses concordam com a solução que foi proposta pelo Governo”.

O projecto prevê a criação de um anel envolvente da zona central da cidade, com a abertura de duas novas estações: Estrela e Santos.

A linha circular vai ligar a estação do Cais do Sodré (linha Verde) à do Rato (linha Amarela).

As obras de expansão do Metro de Lisboa incluem mais duas etapas: no lote dois será feita a ligação entre a nova estação de Santos e o final da actual estação do Cais do Sodré; no lote três serão construídos os viadutos sobre a Rua Cipriano Dourado e sobre a Avenida Padre Cruz, na zona do Campo Grande, prevendo a ampliação da estação do Campo Grande para nascente.

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Candidaturas à eficiência energética na Administração Pública Central podem gerar um investimento de 232 M€

O Fundo Ambiental registou 214 candidaturas no âmbito do 1.º aviso referente à “Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central”, que se traduzem num potencial de investimento, caso sejam elegíveis, de 232M€

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O Fundo Ambiental registou 214 candidaturas no âmbito do 1.º aviso referente à “Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central” e que transitam agora para a fase de verificação da elegibilidade e de avaliação de mérito dos projectos.

Estas 214 candidaturas traduzem um potencial de investimento, caso sejam elegíveis, de 232,2 milhões de euros, enquanto o montante solicitado para apoio financeiro é de 219,2 milhões de euros.

Lançado a 7 de Dezembro de 2021 e com uma dotação de 40 milhões de euros (de uma dotação total de 240 milhões de euros até 2026), este 1.º aviso tem como objectivo financiar medidas que promovam a reabilitação, a descarbonização, a eficiência energética, a eficiência hídrica e a economia circular, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios da administração pública central.

Esta medida insere-se na componente “Eficiência Energética dos Edifícios” do Plano de Recuperação e Resiliência, que também financia investimentos para edifícios residenciais e edifícios de serviços. “O objectivo principal comum é reabilitar e tornar os edifícios energeticamente mais eficientes, contribuindo para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de energia e clima, nomeadamente: a redução de emissões de gases com efeito de estufa; redução do consumo de energia; melhoria da eficiência energética e de recursos dos edifícios (residenciais e não residenciais, incluindo a administração pública central); melhoria do desempenho energético do parque imobiliário através de uma significativa vaga de renovação, o aumento da incorporação de fontes de energia renovável, a redução das situações de pobreza energética e a melhoria das condições de vida”, refere nota do Governo.

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Seminário Portugal Steel

O Instituto Politécnico de Bragança recebe no dia 28 deste mês o Seminário Portugal Steel, numa organização da CMM – Associação Portuguesa da Construção Metálica e Mista

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O Instituto Politécnico de Bragança recebe no dia 28 deste mês o Seminário Portugal Steel, numa organização da CMM – Associação Portuguesa da Construção Metálica e Mista. O evento que irá debater o projecto de promoção e divulgação nacional, mas também internacional, do sector da construção metálica e mista português.

A abertura do seminário estará a cargo de Paulo Piloto, professor e investigador do Instituto Politécnico de Bragança. Luís Figueiredo, da CMM irá fazer a apresentação e balanço da iniciativa Portugal Steel , estando também previstas a participação de representantes das empresas O Feliz, Constálica, Sinprofile, Ultraprecisão, CIN e Arcelor.

O projecto Portugal Steel, é um projecto de promoção e divulgação do sector da construção metálica e mista em Portugal e das suas vantagens comparativamente à construção tradicional. Desenvolvido pela CMM, o projecto tem como objectivo “alertar os decisores públicos e privados e o público em geral, para os benefícios da construção metálica e das vantagens decorrentes de uma aposta estratégica neste sector e criar uma plataforma potencializadora da internacionalização do sector”.

A missão passa por fazer passar uma mensagem sustentada em três princípios: a durabilidade das estruturas metálicas, a sustentabilidade da construção metálica e a importância económica do sector.

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BEI apoia investimentos na recuperação da Ucrânia

O Banco Europeu de Investimento vai destinar 668 milhões de euros a favor da Ucrânia e será aplicado em projectos de infra-estruturas, abrangendo investimentos no domínio dos transportes, da energia, do desenvolvimento urbano e das tecnologias digitais. Espanha e Bélgica vão também receber verbas comunitárias

Ricardo Batista

O Banco Europeu de Investimento vai dedicar 668 milhões de euros a um conjunto de investimentos fundamentais na Ucrânia, verbas que se juntam a outros investimentos previstos no contexto europeu e que serão aplicadas na área das renováveis, saúde, água, bem como ao desenvolvimento rural e urbano. No total, o montante anunciado ascende a 791 milhões de euros.

A decisão do conselho de administração daquele organismo, explicada pelo presidente Werner Hoyer, surge como uma resposta do BEI, por via dos fundos de resposta solidária, à “guerra ilegal e implacável que a Rússia está a desenvolver na Ucrânia, com atrocidades levadas a cabo contra civis inocentes”. “Não podemos deixar-nos paralisar pelo horror, mas temos de continuar a trabalhar incansavelmente para dar mais apoio à Ucrânia e aos seus países vizinhos, acolhendo milhões de refugiados. Já desembolsámos 668 milhões de euros à Ucrânia e mais verbas estão a caminho”, assegura Hoyer.

O presidente do BEI confirma que as verbas disponibilizadas por aquele que é o accionista maioritário do Fundo Europeu de Investimento serão destinados a acelerar o investimento em energias renováveis, saúde e água e melhorar os serviços e oportunidades nas cidades e regiões rurais de toda a Europa. “Isto ajudará a Europa a enfrentar os desafios sociais, económicos e de segurança colocados pela guerra na Ucrânia”, revela Werner Hoyer.

O apoio está dedicado ao financiamento de infra-estruturas essenciais na Ucrânia mediante a reafectação de dotações autorizadas para projectos de infraestruturas, de modo a suprir necessidades imediatas de investimento e reconstrução. Este financiamento abrangerá investimentos no domínio dos transportes, da energia, do desenvolvimento urbano e das tecnologias digitais. Estas verbas podem ser disponibilizadas muito rapidamente, assim que as autoridades ucranianas estejam em condições de aprovar as alterações aos contratos em vigor. O BEI vai igualmente promover ajuda à reconstrução de tudo o que for destruído pelo exército russo através do financiamento de novas infra-estruturas sociais e económicas essenciais, que serão necessárias logo que a Ucrânia recupere a sua liberdade e independência após a guerra. Para este efeito, o BEI tirará partido da experiência adquirida com o Programa de Recuperação Rápida da Ucrânia que, após a ofensiva russa de 2014, apoiou 238 projectos de reconstrução de infra-estruturas municipais e sociais, como escolas e infantários, hospitais e habitações sociais.


Projectos a Ocidente

O Conselho do BEI aprovou igualmente 310 milhões de euros de novos financiamentos para expandir a produção de energias renováveis nos Bálticos e melhorar a distribuição de água e a segurança da água para 2,5 milhões de pessoas na Bélgica. O apoio ao investimento em água em larga escala na Valónia irá modernizar o abastecimento de água potável, aumentar a resiliência a um clima em mudança, reduzir o consumo de energia e aumentar a utilização de energias renováveis para o fornecimento e tratamento de água. Werner Hoyer anunciou ainda 316 milhões de euros para o desenvolvimento urbano e rural. O BEI concordou em financiar investimentos para melhorar os serviços e instalações municipais na Polónia e o apoio ao investimento agrícola em Espanha.

O apoio do BEI a novos investimentos na Zielona Góra, no oeste da Polónia, melhorará os transportes urbanos, melhorará as escolas e as instalações desportivas e reduzirá o consumo de energia. Na Andaluzia, no sul de Espanha, o BEI apoiará o investimento na modernização da agricultura, melhorará a biodiversidade e adoptará uma melhor gestão da água em 12.000 explorações agrícolas, ligará as regiões rurais à banda larga de alta velocidade e aumentará o acesso ao financiamento por parte das empresas locais. Também em Espanha, o BEI vai destinar 150 milhões de euros para apoiar a modernização de dois hospitais universitários em Pontevedra e Ferrol, na Galiza. Isto permitirá um melhor tratamento, aumentará a capacidade e reduzirá o risco de infecção nos hospitais que actualmente prestam cuidados a 1.000 doentes.

Sobre o autorRicardo Batista

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Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa recebe “prémio 5 estrelas”

O Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa, unidade de 5 estrelas da Montebelo Hotels & Resorts, localizada em Mortágua, acaba de ser distinguida com o “Prémio 5 Estrelas Regiões”. A unidade está em processo de expansão

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Para a obtenção de tal distinção, foram determinantes as pontuações obtidas através dos inquéritos de satisfação junto dos consumidores e pelos estudos de mercado à marca. As avaliações foram realizadas relativas à localização e envolvência geográfica, nomeadamente a tranquilidade, a natureza e a proximidade com locais de interesse; a qualidade e conforto das instalações, em especial o aspecto geral, decoração, conforto dos quartos, limpeza e higiene; as propostas gastronómicas, sobretudo a qualidade e variedade da alimentação; os serviços disponíveis e as infraestruturas de lazer, Spa, piscina interior e exterior e ginásio e a qualidade no atendimento, em especial a simpatia, disponibilidade e profissionalismo do staff.

A Visabeira Turismo está ainda a investir na renovação e expansão da unidade que irá complementar e diversificar a oferta relativamente aos 155 apartamentos e villas existentes, como explica Jorge Costa, vice-presidente da Visabeira Turismo, Imobiliária e Serviços.

“Ao termos obtido este prémio é um claro sinal de que estamos no bom caminho para proporcionar aos nossos clientes a melhor estadia possível, superando, mesmo, as suas melhores expectativas, que é, sem dúvida, uma das nossas apostas. O prémio 5 estrelas regiões, relativo ao distrito de Viseu, vem aumentar, ainda mais, a nossa responsabilidade de continuarmos a apostar, diária e permanentemente, na qualidade superior dos nossos serviços”, refere o responsável. “Relativamente ao Montebelo Aguieira, uma unidade que é muito procurada pelas famílias como alternativa ao litoral e à praia, estamos a realizar investimentos na renovação do existente e na construção, já muito adiantada, de um hotel, que irá complementar e diversificar a oferta relativamente aos 155 apartamentos de várias tipologias e villas existentes no resort”, adianta Jorge Costa.

Com 13 empreendimentos em Portugal e Moçambique, os Montebelo Hotels & Resorts contam com uma história de quase 25 anos na hotelaria portuguesa. Parte integrante do Grupo Visabeira, as unidades hoteleiras juntam-se a um portefólio de marcas que inclui a Vista Alegre, a Bordallo Pinheiro, o Palácio do Gelo Shopping e a agência de viagens Mundicor.

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A carteira da RE Capital, o marketplace da Casais, Traçado Regulador e o estudo da Michael Page na edição 456 do CONSTRUIR

O fundo RE Capital vai apostar em Lisboa e Algarve nos seus próximos projectos e contamos-lhe de que forma isso vai acontecer. Nesta edição, damos-lhe conta da inovação desenvolvida pela Casais e olhamos para os perfis técnicos mais procurados na Construção e Engenharia. Mas há muito mais para ler na edição 456 do CONSTRUIR

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RE Capital anuncia novos projectos para Lisboa e Algarve
Tendo como foco o segmento residencial premium, o fundo RE Capital continua com um forte investimento para os próximos anos. Três dos projectos localizam-se em Lisboa e um outro está previsto no Algarve, em Vale do Lobo, onde até ao final do ano, deverá dar início à sua construção. Para Marvila, o promotor tem previsto um complexo que envolve a reabilitação de antigos armazéns e de um palácio, num mix de segmentos. Também para este projecto a empresa espera ter o licenciamento aprovado ainda no último trimestre de 2022

Casais apresenta marketplace
O portfólio de serviços e soluções sustentáveis está agora disponível na plataforma digital do grupo: a FioBlu. Para já são cerca de uma centena as referências disponíveis, mas a intenção é agregar entidades parceiras

Directores e encarregados com forte procura
Estudo da consultora Michael Page permite constatar que o sector em sido profundamente afectado pela falta de mão de obra técnica, em funções mais operacionais, depara-se com a escassez de talento

Traçado Regulador prepara entrada em Espanha
O atelier fundado pelo arquitecto João de Sousa Rodolfo, especializou-se no segmento residencial prepara a expansão para o mercado espanhol, um sinal de reconhecimento do trabalho desenvolvido

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Conferência: a subida abrupta de preços das matérias-primas e o impacto no sector da construção

A AICCOPN e o IMPIC vão analisar o impacto da subida abrupta das matérias-primas no sector. Um problema que se agravou desde Fevereiro e que afecta o sector de forma transversal e que pode colocar em risco o apertado calendário do PRR

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Em face do “fenómeno” da Subida Abrupta de Preços das Matérias-Primas, apontado como um dos principais constrangimentos à actividade das empresas do Sector, a AICCOPN irá realizar, em parceria com o IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, a conferência “Subida abrupta de preços das matérias-primas: impacto no sector da construção”.

“Trata-se de um problema transversal ao Sector, que afecta todos os players, públicos e privados, cuja resolução é essencial para a continuidade das obras e para a concretização dos planos de investimentos previstos para Portugal”, sublinha a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas.

A iniciativa decorre no Auditório da AICCOPN, Porto, no próximo dia 11 de Abril. Para além da avaliação do impacto do aumento dos custos com a aquisição das matérias-primas estará em destaque o regime da Revisão Ordinária de Preços (Decreto-Lei nº 6/2004 de 6 de Janeiro), bem como a necessária compatibilização entre este e a “Revisão Extraordinária”.

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A resiliência e os desafios para o sector da construção e imobiliário em 2022

Segundo a consultora Hays, que anualmente lança o Guia do Mercado Laboral, “a pandemia veio acelerar, de forma transversal, a digitalização do mercado de trabalho, onde a construção e imobiliário não foram excepção” mas ambos os sectores têm vários desafios em 2022

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“O mercado da Construção e Imobiliário demonstrou ser um dos mais resilientes durante o ano de 2021. Os promotores imobiliários não pararam de procurar investimentos e muitos dos seus projectos encontram-se agora em fase de obra, o que permitiu ao sector da construção ter um ano repleto de empreitadas. Por outro lado, foi um ano marcado pela escassez de mão-de-obra no sector aliado a uma crise de matérias primas e pela dificuldade de agilizar serviços municipais face aos licenciamentos”, constata a Hays.

Segundo a consultora, que anualmente lança o Guia Laboral do Mercado Laboral, “a pandemia veio acelerar, de forma transversal, a digitalização do mercado de trabalho, onde a construção e imobiliário não foram excepção. As empresas estão a apostar muito na digitalização o que leva a uma significativa melhoria dos processos e permite avanços ao nível do cumprimento de deadlines, custos e facilidade no acesso aos projectos”. A tendência instalou-se mas ainda tem um longo caminho a percorrer.

“Sendo dois sectores conservadores, há ainda um caminho longo para a profissionalização e digitalização do sector. No entanto, importa destacar os diversos projectos previstos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como uma estratégia a longo prazo para a Renovação de Edifícios (ELPRE), embora ainda existem poucas medidas de apoio ao privado nesta matéria”, justifica João Fonseca, Section Manager na Hays.

“Além disso, o aumento dos impostos neste sector tem sido problemático. Os preços da construção dispararam, muito relacionados com o aumento do preço das matérias-primas. Os investidores privados não olharão para o imobiliário de classe média, porque face ao IVA existente, torna-se inviável o desenvolvimento deste tipo de projectos. O atraso nos licenciamentos e o fim dos vistos GOLD, são (e serão) os maiores problemas do sector que, inevitavelmente, levará os investidores a optar por outros países”, destaca o mesmo responsável.

Perspectivas para 2022

2021 foi um ano positivo e de crescimento para o sector. Para 2022 as perspectivas apontam para um ano desafiante neste mercado. João Fonseca refere que “é possível destacar três grandes acontecimentos que poderão influenciar o seu rumo”: o primeiro deles, como não podia deixar de ser, é o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “onde o Estado prevê o início de novos projectos na área da construção que poderão vir a contribuir para estimular o sector”. O segundo ponto relevante destacado pela Hays é o IVA Construção nos 23%, o que “poderá ser problemático para este mercado. Esta situação tem disparado os preços da construção e os investidores privados não olharão para o imobiliário de classe média, tendo em conta o valor dos impostos, tornando-se inviável o desenvolvimento deste tipo de projectos”. O terceiro factor a influenciar sobremaneira a actividade da construção e do imobiliário é o fim dos Vistos GOLD, que “poderá tornar-se um entrave ao desenvolvimento de grandes projectos em Portugal, levando os investidores a olhar para outras geografias para investir.

A falta de mão de obra qualificada, que já se vem sentido noutros anos, continuarão a ser um dos grandes desafios do sector. “Os perfis de Director de Obra e Encarregado Geral serão muito procurados, pelo contínuo crescimento e investimento no mercado da construção e desenvolvimento das obras públicas e privadas. Os empreiteiros procuram profissionais experientes e capazes de assumir a responsabilidade da dimensão das obras em curso. E, por sua vez, o sector imobiliário tem vindo a apostar em perfis de Gestão de Projecto e ligados às vendas e marketing, com o objectivo de promover o seu produto e conseguir o seu desenvolvimento nos diferentes canais de comunicação”, conclui João Fonseca, Section Manager na Hays.

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Díli abre concurso para Porto Naval de Hera

Este é o primeiro passo para a reconstrução do Porto de Hera, em Díli. Um projecto que irá custar cerca de 90 milhões de USD

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O Governo de Timor-Leste abriu um concurso público internacional para a “Preparação de Desenho Detalhado de Engenharia do Porto Naval de Hera, município de Díli”, o qual será financiado através do Fundo das Infraestruturas, até ao limite máximo de 902 mil USD.

Este é o primeiro passo para a reconstrução do Porto de Hera. O ano passado o Governo de Díli afirmou a intenção de investir 90 milhões de USD na construção da infraestrutura e instalações portuárias de Hera, tendo definido três zonas de intervenção. O projecto será, em parte, financiado pelo Governo australiano.

Para informações complementares, os interessados podem requerê-las através do seguinte email: [email protected]

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NOVA lança concurso para criação de Residência Universitária na Caparica

O objectivo passa pela construção de uma residência universitária com capacidade até 550 camas, O concurso foi lançado esta quinta-feira, 7 de Abril e todos os interessados têm 90 dias a partir desta data para apresentar as suas propostas

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A Universidade NOVA de Lisboa acaba de lançar um concurso para a constituição de direito de superfície de um lote situado no Campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), na Caparica. O objectivo passa pela construção de uma residência universitária que, com capacidade até 550 camas, será o maior alojamento para estudantes, professores e investigadores na região de Almada.

A iniciativa, que surge no contexto do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Campus da NOVA na Caparica, pretende melhorar as condições oferecidas à sua comunidade, atrair mais talento nacional e internacional, além de colmatar a falta de oferta deste tipo de alojamento em Almada. O novo espaço de alojamento aumentará substancialmente a oferta na região, com a disponibilização de até 550 camas.

A criação desta residência inclui-se num processo de transformação do Campus da Caparica num Parque Urbano, aberto à cidade e com uma oferta diversa de serviços disponíveis, quer para a comunidade académica, como para a comunidade envolvente.

Desta forma, a NOVA dá seguimento a uma primeira fase de desenvolvimento do Innovation District, projecto apresentado em Março de 2021, e que visa a criação de uma nova cidade global em Almada.

O concurso foi lançado esta quinta-feira, 7 de Abril, na plataforma electrónica de compras públicas acinGov, destinada a todas as entidades sujeitas ao Código dos Contratos Públicos, tendo todos os interessados 90 dias a partir desta data para apresentar as suas propostas.

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Porto de Leixões lança concurso de 8,1 M€

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) lançou um concurso público de 8,1 milhões de euros para a construção de um novo “Centro Inspectivo”

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O anúncio de procedimento foi publicado em Diário da República (DR), a empreitada de execução do Centro Inspectivo do porto de Leixões tem um valor base de 8.136.000 euros, e tem um prazo de execução de 540 dias.

De acordo com a agência Lusa, o novo centro inspectivo vai permitir a “libertação da área onde hoje se realizam as actividades inspectivas”, nomeadamente da Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAP-N), e da Autoridade Tributária (AT).

“Esta obra duplica a capacidade de inspecção”, referiu fonte oficial, uma vez que “os serviços estavam dispersos” e a sua “localização não era a ideal”

A mudança vai assim possibilitar “reduzir o constrangimento verificado na área de concessão do TCGL [Terminal de Carga Geral e de Granéis de Leixões]” e “aumentar a produtividade da operação” deste concessionário.

Na operação geral do porto, será diminuído “o tempo de estadia em cais dos navios agroalimentares”, os “custos operacionais para os operadores rodoviários e marítimos” e ainda “a emissão de gases com efeito de estufa”.
A infraestrutura será construída a leste do terminal portuário, já próximo a Guifões, mas na margem norte do rio Leça, junto à via de ligação interna ao Porto de Leixões (VILPL).

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