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“Tempestade perfeita” pode comprometer recuperação da economia e crescimento do Sector

Crise na energia, aumento dos custos das matérias-primas e logísticos e falta de mão de obra… A conjuntura não se afigura fácil para a Construção

Manuela Sousa Guerreiro
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“Tempestade perfeita” pode comprometer recuperação da economia e crescimento do Sector

Crise na energia, aumento dos custos das matérias-primas e logísticos e falta de mão de obra… A conjuntura não se afigura fácil para a Construção

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2021 tem sido marcado pelo aumento constante do preço das matérias-primas, entre os 50 a 150% em alguns casos, dos custos logísticos, da energia e dos combustíveis. Soma-se ainda, desde a semana passada, o da incerteza governativa marcado pelo chumbo do Orçamento Geral de Estado. Depois da pandemia, a conjuntura permanece incerta e os próximos tempos não se afiguram fáceis. O CONSTRUIR falou com algumas associações representantes da fileira da construção para perceber de que forma estes factores estão a impactar a actividade das empresas e as perspectivas de investimento futuro.

“O aumento generalizado dos preços da energia e das matérias-primas tem origem no que alguns designam por “tempestade perfeita”, ou seja, uma conjuntura particular onde se combinam: um forte aumento da procura mundial desses produtos na sequência do fim do confinamento decorrente da pandemia; os limites da oferta mundial e o nível reduzido de stocks disponíveis; as perturbações na logística, nas cadeias globais de abastecimento e nos transportes internacionais, que ainda não recuperaram totalmente da crise; o agravamento dos conflitos geopolíticos e geoeconómicos; e, por fim, mas não menos importante, os custos e as incertezas da própria transição energética”, explica Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Associação de Empresas de construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS).

Os culpados deste aumento podem ser todos de cariz internacional, mas os efeitos, esses, já são sentidos internamente e estão a originar a escalada dos custos de construção. “O aumento dos preços começou por ter maior incidência em materiais como o aço, os betumes e o cobre, mas já estamos a viver o início de um ciclo de aumento generalizado dos custos da construção”, refere Ricardo Pedrosa Gomes.
E, no curto prazo, não há como o sector fugir a esta subida dos preços e a escassez de materiais é inevitável. Não há novos mercados, novos materiais ou processos construtivos que funcionem como alternativa eficaz ao impacto da subida dos preços e as possíveis transformações tecnológicas não têm efeito a curto/médio prazo. “O surto inflacionista nos inputs da construção e, nalguns casos, a ausência de materiais criam sérias perturbações na organização dos processos produtivos, na execução das obras e, consequentemente, na relação com os subempreiteiros e com os clientes”, adianta o presidente da AECOPS.

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Ricardo Pedrosa Gomes avança que “importa ter presente que uma crise inflacionária desta dimensão, num sector com um ciclo produtivo longo e com um volume muito significativo de obras em curso, orçamentadas antes do surto inflacionário, não pode ser ultrapassada sem que o aumento estratosférico e inesperado dos custos e os atrasos, por ausência de matérias-primas, se repercutam no preço final dos trabalhos, tanto nas obras públicas como nas privadas. Ainda não há falta de materiais e produtos em Portugal, mas já se começam a observar atrasos significativos na sua disponibilidade.

O aumento da actividade da construção à escala global, e em especial na Europa, fruto dos diferentes PRR nacionais, poderá introduzir outra pressão no sector em especial ao nível do custo da mão de obra e da escassez de recursos humanos especializados
“Na ausência de medidas que permitam acomodar as perturbações nos mercados primários internacionais da Construção, podemos assistir a um movimento de conflitualidade entre empreiteiros, subempreiteiros e clientes, com o risco de paralisação das obras, de insolvências e de desemprego, justamente, numa conjuntura favorável, com um momento de forte aumento da actividade e quando o investimento público e a construção desempenham um papel fundamental na recuperação económica. Nesta perspectiva e para não comprometer a recuperação económica, é fundamental mitigar os efeitos da subida dos preços” alerta Ricardo Pedrosa Gomes.

A opinião é partilhada por Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII). “Este é um sector que se tem mantido unido durante a crise, o que contribuiu para a dinamização da economia durante este período. Temo que numa conjuntura onde há escassez de materiais e de mão de obra, que será quase inevitável se atendermos ao aumento da actividade da construção por toda a Europa, haja uma maior litigância, que não é de todo o que desejamos”, afirma o responsável.

O compromisso com o clima vs custos de construção

Segundo Hugo Santos Ferreira o cenário de aumento de custos das matérias-primas que temos assistido tem sido um dos principais responsáveis pelo adiamento de projectos imobiliários em especial aqueles que são dirigidos à classe média. “Esta não é uma queixa só da promoção privada, também ao nível de promoção pública se sente esta dificuldade no lançamento de novos projectos. O custo de habitação é uma conta de somar com várias parcelas e neste momento só com os custos da construção ultrapassamos aquilo que uma classe média em
Portugal pode pagar”, constata o presidente da APPII.
Para o responsável existe um outro agravante a este cenário que são “as novas exigências a nível ambiental”. “Estamos todos comprometidos com o ambiente e conhecemos os números: os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia na europa e por 36% dos gases de efeito de estufa e que 75% do parque edificado europeu não é eficiente. Nos projectos dirigidos a classe média alta e alta os níveis de eficiência energética são altos e esta questão não se coloca, mas pode ser mais um agravante do custo nos projectos dirigidos à classe média”.
Mas este é um factor actual e incontornável. “A Transição Climática é o tema importante da actualidade. A Estratégia de Longo Prazo Renovação do Edificado (ELPRE), identificou a renovação dos edifícios, públicos ou privados, como uma iniciativa-chave para impulsionar a eficiência energética no sector e cumprir os objectivos de descarbonização. A qualidade da intervenção é essencial para melhorar a qualidade de vida e para a mitigação das alterações climáticas, seja por via da eficiência energética e redução/eliminação da pegada carbónica, seja pelo factor tempo e a durabilidade da intervenção, tanto em reabilitação como em construção nova. A construção economicista do menor preço é antagónica aos princípios da sustentabilidade ambiental e aos compromissos de redução de emissões de GEE. É necessário criar programas e instrumentos para investir na durabilidade da construção e reduzir o desperdício de materiais e mão-de-obra”, sustenta Gonçalo Byrne, presidente da Ordem dos Arquitectos.

Para estes representantes do sector não é preciso temer a conjuntura. “As coisas são como são e não podemos mudar o que não depende de nós agora devemos, isso sim, é criar as condições para criarmos uma estratégia de longo prazo para o sector”, afirma Hugo Santos Ferreira. “Para reduzir o impacto do aumento dos custos de construção no imobiliário é preciso mexer nas outras parcelas da tal conta de somar, como por exemplo acelerar o licenciamento. Só para ter uma ideia, cada ano de atraso no licenciamento tem um impacto de 500€ no custo do metro quadrado. Em Lisboa e no Porto os licenciamentos dos projectos chegam a demorar 4 a 5 anos”, refere Hugo Santos Ferreira. O IVA dedutível na habitação nova, as Green Bonds e a utilização eficaz das verbas do PRR destinadas à habitação são alguns dos factores que podem contrariar os efeitos da conjuntura e alavancar a construção imobiliária.

A Transição Digital é outro desafio e coloca-se simultaneamente no desenvolvimento das
ferramentas BIM – Building Information Modeling. “É necessário apoiar técnica e financeiramente as diversas empresas e agentes do sector na transição digital para o sistema BIM, com especial atenção para as entidades licenciadoras, câmaras municipais, direcções regionais, direcções nacionais. Este sistema introduz uma nova lógica de projecto, com o objectivo de reduzir omissões de projecto, aumentando a produtividade e acelerando o tempo de projecto. Esta transição deve ter eco no controle prévio dos projectos sendo necessário rever a legislação em vigor, de modo a permitir a entrega dos projectos em modelo BIM para licenciamento ou comunicação prévia nas câmaras municipais e/ou outras entidades nacionais ou regionais” acrescenta Gonçalo Byrne.

2022 entre expectativa e apreensão
Por enquanto, os efeitos a média e longo prazo desta crise do investimento e a sua, eventual, repercussão no crescimento do sector são incertos. Ainda assim, “há três notas que importa reter para perspectivar a dinâmica futura do Sector: em primeiro lugar, a incerteza sobre a duração da crise inflacionária internacional nos mercados internacionais das matérias-primas e da energia, que depende da eficácia e da coordenação da resposta global aos factores da crise, da gestão internacional da procura e da oferta; em segundo lugar, o risco e o nível de propagação desta inflação primária ao conjunto da actividade económica e aos mercados financeiros. A estabilidade macroeconómica da economia mundial depende da capacidade de evitar que a inflação se torne num problema estrutural. De facto, se a inflação não for controlada os seus efeitos na gestão da política monetária pelos Bancos Centrais e, por consequência, no nível das taxas de juro, na disponibilidade de crédito e na sustentabilidade da divida pública e privada não deixarão de comprometer a evolução do mercado imobiliário global, a capacidade de investimento público dos vários países e, como tal, o crescimento do Sector; em terceiro lugar, a continuidade da actual política monetária. Na verdade, se não existir uma alteração significativa da política monetária por parte dos Bancos Centrais, assegurando a liquidez dos mercados, o crescimento dos custos da construção resultante da conjuntura actual não deverá alterar o ciclo de taxas de juro baixas, a dinâmica de valorização dos activos imobiliários e, portanto, não deverá comprometer o investimento imobiliário”, relembra Ricardo Pedrosa Gomes.

A instabilidade política interna adensa a incerteza e pode adiar por alguns meses o investimento público. “No entanto, continuam a parecer-nos realistas, desde logo pelo efeito dos fundos comunitários, as perspectivas favoráveis de desempenho da economia portuguesa em 2022, partilhadas pela generalidade das instituições internacionais e pelo Banco de Portugal”, defende o presidente da AECOPS

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Portal da Construção Sustentável: Novo apoio à eficiência energética é “passo de gigante, mas para trás” 

Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis conta com nova categoria e reforço de15 M€. Contudo, “o recurso a materiais convencionais provenientes do petróleo”, quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”

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Portugal, recorrendo ao PRR e através do Fundo Ambiental, acaba de reforçar o Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, em 15 milhões de euros, incluindo uma nova categoria que visa a melhoria da eficiência energética e ambiental dos edifícios, recorrendo a materiais convencionais para isolamento.

Uma decisão que não foi bem recebida pelo Portal da Construção Sustentável (PCS), já que recorrer a materiais “convencionais para isolamento” quer dizer que “continuaremos a isolar os nossos edifícios com materiais baratos e altamente poluentes”. Aline Guerreiro, CEO do PCS, considera que “este é um passo de gigante, mas para trás, na imperativa corrida a um desenvolvimento mais sustentável”.

Sendo o ambiente construído um dos mais poluentes, desde a extracção de matérias-primas até ao fim de vida útil de um edifício, o que significa mais de 40% das emissões, mais de 50% de resíduos, o consumo de cerca de 60% de recursos naturais e mais de 40% de energia, no mundo, “a forma de tornar os edifícios mais sustentáveis é começar pelo início, ou seja, pelas matérias-primas, que têm de deixar de ser provenientes do petróleo”, afirma a responsável pelo PCS.

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“Todo o material proveniente deste combustível fóssil já poluiu o bastante. Não esquecer que o CO2 liberado durante a queima de petróleo é o principal responsável pelo aquecimento global. O dióxido de enxofre, um dos poluentes também libertados na mesma combustão, é a causa principal da chuva ácida”.

A construção deve, por isso, optar por pré-fabricados, na medida em que esta opção pode representar uma poupança de 80% de energia, já que a eficiência energética não se refere apenas ao funcionamento de um edifício, mas também ao uso e aplicação de recursos materiais. “Os materiais convencionais e as técnicas tradicionais de construção são grandes consumidores de energia e geram resíduos sólidos que, na maioria das vezes, não são reciclados, como por exemplo, os materiais plásticos ou derivados de combustíveis fósseis. Construções modulares podem reduzir a produção de resíduos até 90%, (Waste & Resources Action Program) já que são realizadas em ambiente controlado”.

Isolar convenientemente os edifícios é outro aspecto fundamental e, também aqui, o tipo de isolamento escolhido deve ser tido em conta. “Os isolamentos devem ser naturais e não provenientes de petróleo, por todas as razões já descritas. No nosso País já temos produção e bons aplicadores de outro tipo de isolamento que não os combustíveis fósseis, como por exemplo, as lãs e a cortiça. Isolar um edifício diz também respeito às caixilharias: optar sempre por materiais duráveis e, mais uma vez, não provenientes de petróleo. Estes, aplicados a caixilharias tendem a deteriorarem-se, a alterarem a sua forma com o tempo sendo, mais uma vez, altamente poluidores”.

“Construir para desconstruir é o novo mote para uma construção mais sustentável. Se ao invés de aplicarmos colas e outros aglutinantes que dificultam a reciclagem e reutilização de materiais e optarmos por sistemas mecânicos de encaixe, estaremos a possibilitar novas vidas aos materiais quando o edifício atingir o seu fim de vida. É por isso que os projectos devem conter também as “instruções” de desconstrução”.

No mesmo sentido, “o edifício deve, no final da sua vida útil, ser desconstruído selectivamente”. Utilizando aqui, também, a regra do 3R’s – reduzir, reutilizar, reciclar – “todos os materiais devem ser separados por tipologias, os aptos a serem reutilizados e os aptos a serem reciclados. Só uma ínfima parte, senão nenhuma, deve ser considerada para aterro”.

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Hospital da Misericórdia de Évora com investimento de 6M€ para obras de ampliação

A unidade hospitalar é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Évora e é gerido por esta instituição em parceria com o Grupo Luz Saúde desde 2002

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Estão em marcha os trabalhos de ampliação do Hospital da Misericórdia de Évora (HME), um investimento em torno dos seis milhões de euros que vai permitir novas valências de imagiologia e melhores condições de conforto.

Desenvolvido pela instituição e pelo seu parceiro na gestão do hospital, o Grupo Luz Saúde, o projeto envolve um investimento total de seis milhões de euros, dos quais 3,5 milhões de euros dizem respeito à parte da construção civil.

“O investimento é todo feito pela SCME”, mas, “como temos um parceiro, tivemos de negociar a forma de o concretizarmos”, uma vez que será feito com “uma antecipação de receitas futuras”, explicou, citado pelo portal S+.

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Lopes Figueira indicou que as obras arrancaram no passado mês de Novembro e que a empreitada terá uma duração de 12 meses, pelo que a sua conclusão está prevista para o “final do próximo ano”.

“Temos tido cada vez mais procura e temos que dar resposta”, realçou o provedor da instituição, salientando igualmente que “o conforto das pessoas que procuravam” os serviços do HME também “não era o melhor”.

Devido às obras, referiu, as unidades de ambulatório e de tratamentos do hospital passaram para instalações provisórias.

O Hospital da Misericórdia de Évora realiza, anualmente, cerca de 54 mil consultas, 162 mil meios complementares de diagnóstico e tratamento e cerca de 1.700 cirurgias.

A unidade hospitalar é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Évora e é gerido por esta instituição em parceria com o Grupo Luz Saúde desde 2002.

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Purposed Built Student Residence junta Ageas Portugal e os belgas Promiris e Cetim

O Grupo Ageas Portugal, a Promiris e a Cetim assinaram um acordo para a construção e aquisição da Purposed Built Student Residence no Porto. A residência, que será gerida pelo grupo francês Odalys, vai disponibilizar 265 quartos

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O Grupo Ageas Portugal e os grupos de nacionalidade belga, Promiris e Cetim, assinaram um acordo para a construção e aquisição da Purposed Built Student Residence no Porto.

O projecto, com uma área total de 7700 m2, localizado perto da Asprela, fica a uma curta distância da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. A residência, que será gerida pelo grupo francês Odalys, vai disponibilizar 265 quartos combinados com espaços de lazer e de colaboração de alta qualidade.

Prevê-se que a construção comece no final de 2021 e que a residência abra portas durante o Verão de 2023. O projecto tem assinatura do gabinete de arquitectura Saraiva + Associados e terá certificação ambiental Lider A.

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“Depois de ter investido, sobretudo, em escritórios nos últimos 2 anos, o Grupo Ageas Portugal está muito satisfeito por entrar nesta classe de activos que corresponde a uma necessidade crucial em Portugal”, refere o grupo segurador em comunicado. “Este investimento está totalmente alinhado com a nossa ambição de construir um portfólio sustentável de investimento directo no país. Estamos também muito felizes por termos fechado uma parceria com parceiros de confiança como a Promiris e a Cetim e por termos iniciado uma relação de longo prazo com a Odalys, uma conceituada gestora internacional de residências estudantis”, referiu Gilles Emond, Responsável Investimento Imobiliário do Grupo Ageas Portugal.

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Allianz: crescimento robusto e os riscos de uma “nova era” pós-Covid para a Construção

O novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos da Construção no pós-Covid, explora as tendências de risco iminentes e de longo prazo para o sector

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À actual escassez de materiais e mão de obra qualificada somam-se aos desafios de longo prazo em torno de novos projectos e métodos de construção orientados por sustentabilidade e estratégias de emissão zero. A análise da AGCS sobre os 11 bilhões de euros em sinistros de construção e engenharia, registados ao longo de cinco anos identifica as principais causas de perda por valor: incêndio e explosão (26%), projecto defeituoso / mão de obra ineficaz (20%) e riscos naturais (20%). Mas neste mundo em rápida mudança as empresas de construção precisam ter em atenção também a sua resiliência cibernética e a protecção do edificado contra enchentes e outros eventos extremos causados pelas mudanças climáticas e que são cada vez mais frequentes.

O mercado de construção global está a ser marcado para um período de forte crescimento no pós-Covid-19, impulsionado por gastos governamentais em infraestrutura e pela transição para emissão zero. No entanto, a mudança para edifícios e infraestruturas mais sustentáveis, a melhoria das instalações de energia limpa e a adopção de métodos de construção modernos a transformarão o cenário de risco. Esses desafios somam-se a outros, como sejam cadeias de abastecimento já afectadas, escassez de materiais e mão de obra e ao aumento dos custos, que há anos apresentam um cenário de margens apertadas para o sector mas que se agravam.

O novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos de Construção pós-Covid, explora tendências de risco iminentes e de longo prazo para o sector. “A Covid-19 trouxe uma nova era para a indústria da construção”, afirma Yann Dreyer, Líder do Grupo de Prática Global para Construção na equipe global de Energia e Construção da AGCS. “Os projectos continuaram durante a pandemia e espera-se um crescimento no sector, mas o ambiente geral mudou fundamentalmente. A indústria enfrenta novos desafios em torno da volatilidade da cadeia de abastecimento e do aumento dos custos de materiais, escassez de mão de obra qualificada e maior foco na sustentabilidade. Além disso, a implantação acelerada de estratégias de corte de custos, novas tecnologias e projectos podem resultar na aceleração de riscos para empresas deste mercado e também para seguradoras. O monitoramento contínuo de riscos e os controles de gestão serão importantes no futuro. A AGCS está comprometida com a indústria da construção como um sector-alvo chave para nossas iniciativas de crescimento”, sublinha o responsável.

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A forte perspectiva de crescimento para o sector é baseada em uma série de factores, como o aumento da população em mercados emergentes e investimentos significativos em formas alternativas de energia, como eólica, solar e hidrogénio, bem como em sistemas de armazenamento e transmissão. A mudança para o transporte eléctrico exigirá investimentos em novas fábricas de baterias e infraestrutura de carregamento. Não se espera somente que os edifícios melhorem sua pegada de carbono, mas também apresentem melhores defesas costeiras e contra enchentes, além de sistemas de esgoto e de drenagem mais eficientes, especialmente em regiões expostas a catástrofes decorrentes dos eventos climáticos extremos mais frequentes. Ao mesmo tempo, muitos países projectam grandes investimentos públicos em projectos de infraestrutura para estimular a actividade económica após a crise pandémica e conduzir a transição para o baixo carbono. Nos Estados Unidos, um pacote de investimento de mais de 1 trilhão de dólares em infraestrutura foi anunciado, contemplando desde pontes e estradas até a banda larga nacional, passando por sistemas de água e energia. Ao mesmo tempo, o país anunciou planos para investir em uma série de grandes projectos em todo o mundo no próximo ano em resposta ao ambicioso Belt And Road Initiative, que pode se estender do Leste Asiático à Europa. Espera-se que quatro países – China, Índia, Estados Unidos e Indonésia respondam por quase 60% do total de crescimento na construção ao longo da próxima década.


O lado negativo do boom da construção

O boom esperado traz benefícios, ao mesmo tempo que surgem desafios específicos. No médio prazo, são esperados aumentos repentinos na procura que podem colocar as cadeias de abastecimento sob pressão adicional e exacerbar a escassez existente de materiais e mão de obra qualificada, excedendo tanto os prazos como os custos de construção. Além disso, muitos actores no sector podem precisar acelerar a implementação de medidas de eficiência e controle de custos, se as margens de lucro tiverem sido impactadas pela Covid-19, o que muitas vezes pode prejudicar os níveis de qualidade e manutenção e aumentar a susceptibilidade a erros. A análise da AGCS mostra que defeitos de projecto e mão de obra ineficaz são uma das principais causas de perdas de construção e engenharia, respondendo por cerca de 20% do valor de quase 30.000 sinistros da indústria examinados entre 2016 e o final de 2020.

A sustentabilidade e o foco em zero emissões influenciarão fortemente o cenário de risco tradicional no sector de construção. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os edifícios e a indústria da construção são responsáveis por 38% de todas as emissões de dióxido de carbono relacionadas com a energia. Para reduzi-las, as edificações existentes precisarão ser reabilitadas. Além disso, novos materiais e métodos de construção precisarão ser introduzidos no mercado em períodos de tempo relativamente curtos, o que aumentará o risco de defeitos ou acidentes. Por exemplo, como um material sustentável e de baixo custo, o uso de madeira na construção tem aumentado nos últimos anos. No entanto, isso tem implicações para riscos de danos por fogo e água. A análise de sinistros da AGCS mostra que os incidentes de incêndio e explosão já representam mais de um quarto (26%) do valor dos sinistros de construção e engenharia nos últimos cinco anos – a causa de perda mais cara.

Os dois lados da construção modular

Em última análise, a construção moderna e os métodos de produção têm o potencial de transformar radicalmente o mercado, transferindo mais riscos para fora do local e incorporando um maior uso de tecnologia. A construção modular, em particular, fornece muitas vantagens como gestão de qualidade controlada factory-based, menos desperdício na construção, um cronograma diminuído pela metade em comparação com os métodos tradicionais e menos disrupção no ambiente circundante. No entanto, também levanta preocupações de risco sobre cenários de perda repetitiva. “Há um risco maior de perdas em série com métodos modulares e pré-fabricados, pois a mesma peça pode ser usada em vários projectos antes que uma falha seja descoberta”, explica Daussin.

A escassez de mão de obra qualificada na indústria da construção provavelmente aumentará a tendência para a fabricação e automação. Ao mesmo tempo, a digitalização da construção cria exposições cibernéticas contra as quais as empresas de engenharia e construção precisam fortalecer suas defesas. Hoje, as inúmeras partes envolvidas num estaleiro de obras estão interconectadas por meio de várias plataformas de TI partilhadas, o que aumenta sua vulnerabilidade. Os riscos cibernéticos podem variar de tentativas maliciosas de obter acesso a dados confidenciais, a interrupção do controle do local do projecto e roubo associado, a interrupção da cadeia de abastecimento, a potencial corrupção dos dados de concepção do projecto, resultando em atrasos e, em última instância, em risco de reputação para as partes envolvidas.

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Tétris conclui obra da nova sede da Cuatrecasas em Portugal

Situado na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, as novas instalações “integram as mais modernas tendências a nível de espaços de trabalho”. O projecto de interiores é da GCA Architecs

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Situado em plena Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, as novas instalações da sociedade de advogados Cuatrecasas integram as mais modernas tendências a nível de espaços de trabalho, tendo sido totalmente executadas pela Tétris em oito meses, incluindo, o período do segundo confinamento. O projecto de arquitectura de interiores é da autoria da GCA Architecs.

“Foi uma obra muito desafiante, desde logo pela sua dimensão e pela localização, mas também porque foi integralmente desenvolvida durante a pandemia e, designadamente, durante o seu pior período, que coincidiu com o novo confinamento geral. Isso exige um esforço de superação das equipas, além de uma gestão ainda mais rigorosa da obra. Adicionalmente, é um exemplo do que são os escritórios do futuro, com uma interacção muito forte entre espaços colaborativos e espaços de trabalho mais individuais, o que traz muitas nuances em termos do processo construtivo”, comenta Carlos Cardoso, managing director da Tétris Portugal.

No total, o escritório da Cuatrecasas estende-se por 10 mil m2, ocupando a quase totalidade do edifício com o nº 6 daquela avenida, acolhendo mais de 200 profissionais e dando à empresa capacidade de crescimento para o dobro. A forte presença de espaços colaborativos e de socialização é um dos factores distintivos das novas instalações, cujo conceito é também de abertura ao exterior, com aposta em terraços, auditórios e espaço polivalente capacitado para receber eventos externos. Outras características marcantes são a tecnologia incorporada, a eficiência e a sustentabilidade, com um ambiente paperless, um conceito clean desk e muita luz natural.

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A Tétris realizou todas as obras de execução de layouts, incluindo os trabalhos de revestimento e acabamentos de interiores e instalações especiais. A empresa de construção e arquitetura da JLL foi, ainda, responsável por criar todas as valências que compõem este escritório, entre as quais se incluem um auditório, ginásio, cafetaria, cozinha e biblioteca, zonas de reunião e todos os pisos com espaços de trabalho.

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Grupo Legendre obtém um financiamento de 150M€

O refinanciamento irá permitir ao Grupo prosseguir com a sua estratégia de desenvolvimento e de estruturação das actividades em França e nos mercados onde está presente e onde se inclui Portugal

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O grupo francês Legendre concluiu, com sucesso, a criação de um novo empréstimo sindicado de 115 milhões de euros, bem como um empréstimo participativo de recuperação de 35 milhões de euros, destinados a refinanciar uma parte da sua dívida e a financiar os seus projectos de desenvolvimento em França e no estrangeiro. O grupo foi acompanhado e aconselhado nesta operação pela Hottinguer Corporate Finance.

“Estes diferentes financiamentos, que totalizam 150 milhões de euros, permitem aumentar significativamente os recursos do grupo para apoiar o seu desenvolvimento futuro, nomeadamente no sector imobiliário. Também oferecem mais flexibilidade para o seu funcionamento no dia a dia, tendo em consideração as especificidades associadas à diversidade das suas actividades, designadamente na construção (construção nova, reabilitação, construção civil, etc.), no sector Imobiliário (promoção imobiliária, exploração, hotelaria e gestão de activos) e energia (produção de energias renováveis e manutenção)”, refere comunicado do grupo.

“O resultado deste refinanciamento irá permitir-nos prosseguir a nossa estratégia de desenvolvimento e de estruturação das nossas actividades. O grupo regista um crescimento contínuo e esta operação irá permitir-nos acelerar a concretização das nossas novas ambições, reforçando, em simultâneo, a nossa liquidez”, comenta Grégoire Charmetant, director Administrativo e Financeiro do Grupo.

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O empréstimo sindicado de 115 milhões de euros, 50 % maior do que o implementado em 2019, traduz-se numa expansão do consórcio bancário. Uma prestação específica de 8 anos foi subscrita na íntegra por um investidor privado: La Banque Postale Asset Management. Quanto ao empréstimo participativo de recuperação (35 milhões de euros), este foi criado pelos três coordenadores do empréstimo sindicado: Arkéa, Crédit Agricole Mutuel de Ille-et-Vilaine e LCL, com o apoio do BNPP AM e do Eiffel Investment Group.

A empresa familiar de Rennes, conta com mais de 2200 colaboradores e 770 milhões de euros de volume de negócios em 2021. Actualmente, o grupo centra a sua actividade em França e noutros países europeus, entre eles Portugal. O primeiro projecto no território nacional está localizado a norte: o Antas Build, simultaneamente em regime de co-promoção e co-construção. O edifício de sete andares de uso misto, localizado nas Antas, no Porto, compreende 93 unidades habitacionais, t1 e t3, espaços comerciais no rés-do-chão bem como 2 níveis de cave. Já este ano o grupo anunciou o lançamento do projecto residencial Parque Atlântico, em co-desenvolvimento com o atelier de arquitectura Arqsize e localizado no concelho de Cascais.

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Edifícios Mais Sustentáveis reforçado em 15M€ e prolongado até Março

Para além do valor e da extensão do prazo, a alteração ao regulamento do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, publicada a semana passada, inclui ainda uma nova categoria de isolamentos com recurso a materiais convencionais

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O Governo aumentou em 15 milhões de euros e alargou o prazo para a apresentação de candidaturas ao Programa de Apoio a Edifícios Mais sustentáveis, para 31 de Março. A decisão é justificada pela “extraordinária adesão” ao Programa que é financiado através do Fundo Ambiental, com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência. Com este aumento, o total de verbas canalizadas para o programa ascende agora a 45 milhões de euros.

Para além do valor e da extensão do prazo, a alteração ao regulamento publicada a semana passada inclui ainda uma nova categoria de isolamentos “com recurso a materiais convencionais e o aumento dos limiares de apoio dos isolamentos, quer para coberturas como para paredes, face à importância da melhoria do isolamento térmico enquanto medida de eficiência energética”, refere nota do Governo. Foi igualmente introduzida a possibilidade de serem solicitados esclarecimentos adicionais aos candidatos durante a avaliação das candidaturas e antes de ser tomada a decisão de elegibilidade.

As mudanças visam potenciar os benefícios do Programa, apostando na melhoria da eficiência energética e ambiental das habitações e contribuindo para o alcance de múltiplos objectivos. Destinam-se também a optimizar o processo de avaliação das candidaturas, tendo em vista aumentar o número de elegíveis.

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Até ao momento, “o programa conta com mais de 47.000 candidaturas e vai permitir apoiar perto de 10.500 projectos de melhoria do desempenho ambiental e energético dos edifícios de habitação, conferindo às famílias a possibilidade de aumentar o conforto térmico e reduzir a factura energética das suas habitações. Além disso, contribuiu para dinamizar a economia com 15,8 milhões de euros já pagos pelo Fundo Ambiental a cerca de 9.500 candidaturas, em linha com os objectivos de recuperação económica do PRR”.

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Revive Natureza recebe 45 candidaturas

Os dois imóveis de Leiria receberam a maioria das candidaturas, com 29 propostas. As restantes foram distribuídas por Castelo Branco, Coimbra e Lisboa

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Os concursos para atribuição de direitos de exploração de seis imóveis, lançados a 22 de Junho de 2021, no âmbito do programa Revive Natureza, encerraram a fase para apresentação de candidaturas no passado dia 19 de Novembro, tendo sido recepcionadas 45 propostas. Inicia-se, agora, o procedimento de análise das mesmas, com vista à sua adjudicação.

Foram apresentadas propostas a todos os imóveis, na qual se verifica que os imóveis com mais procura foram a Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel e o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, em Vila Velha de Rodão.

Neste sentido, o antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, Castelo Branco, recebeu oito propostas, a Casa Florestal do Sul, em Coimbra, duas candidaturas e, também, em Coimbra, a antiga sede da Administração Florestal na Figueira da Foz, outras cinco. Leiria foi a cidade que recebeu mais propostas para dois dos seus imóveis a concurso: o Chalet de São Pedro e a Casa do Pinheiro Manso, com 12 e 17 propostas, respectivamente. Por último, o Edifício Florestal da Abrigada, em Lisboa, contou apenas uma proposta.

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O Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, criando-se, assim, as melhores condições para a concretização dos respectivos investimentos.

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Convento de Nª Sª da Conceição – Museu Rainha Dona Leonor: Obras de restauro arrancam em 2022

Entre 2022 e 2024, serão investidos mais de 4,5 milhões de euros neste monumento nacional e emblemático do Alentejo

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As obras de valorização e conservação do Convento de Nossa Senhora da Conceição – Museu Rainha Dona Leonor, vão arrancar no início de 2022 e tem um prazo de execução de 18 meses.

O investimento ascende a 1,7 milhões de euros e o financiamento é assegurado por fundos comunitários do Programa Operacional regional, no âmbito de candidatura apresentada ao Alentejo 2020, pela Associação Portas do Território, na sequência de uma parceria constituída entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo), a Associação Portas do Território e a Câmara Municipal de Beja.

A empreitada compreende a reparação de coberturas, caixilharias exteriores e rebocos interiores e exteriores, renovação da instalação eléctrica, melhoria das condições gerais de acesso e de funcionamento.

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A esta intervenção segue-se uma outra, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento complementar de mais 2,8 milhões de euros. Estas obras, que terão início no primeiro trimestre de 2023 e deverão estar concluídas no final do ano seguinte, contemplam intervenções de conservação e restauro no interior, a instalação de sistemas de climatização, iluminação e vigilância, a reabilitação do Claustro, a melhoria das condições gerais de acessibilidade, assim como a reabilitação dos terraços e a instalação de rede wifi.

Assim, nos próximos três anos, entre 2022 e 2024, serão investidos mais de 4, 5 milhões de euros neste monumento nacional e emblemático do Alentejo. O Convento de Nossa Senhora da Conceição encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1922. O Museu Regional de Beja, instalado no Convento, integra desde Dezembro de 2019 a Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

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CUF: 50M€ na construção de um novo hospital

A CUF vai investir 50M€ na construção de um hospital em Leiria, cujo funcionamento está previsto para 2025 e que irá criar mais de 300 postos de trabalho. O projecto esta já em fase de licenciamento

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A CUF vai investir 50 milhões de euros na construção de um hospital em Leiria, junto ao Itinerário Complementar 2, cujo funcionamento está previsto para 2025.

A apresentação do futuro Hospital CUF Leiria, foi feita esta semana, o projecto é realizado em parceria com o grupo local Mekkin, disponibilizará “uma clínica diferenciada, equipamento e tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, sendo uma unidade hospitalar capaz de responder, com qualidade e segurança, até aos casos mais complexos”, adiantou o presidente da comissão executiva da CUF, Rui Diniz. “A CUF tem vindo a apostar numa estratégia de expansão, procurando proporcionar acesso a cuidados de saúde com diferenciação e qualidade em diferentes regiões do país”, acrescentou o responsável.

A nova unidade hospitalar terá uma área de mais de 12 mil metros quadrados e irá contar com mais de 30 camas de internamento, incluindo uma Unidade de Cuidados Intermédios, três salas de bloco operatório e 34 gabinetes de consulta.

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Entre a oferta disponibilizada conta-se ainda os serviços de Imagiologia, Atendimento Médico Não Programado Adultos e Pediátrico, Hospital de Dia Médico e Oncológico, contando com mais de 20 especialidades médicas e cirúrgicas.
Com conclusão prevista para 2025, o Hospital CUF Leiria irá criar mais de 300 postos de trabalho, directos e indirectos, e ficará localizado na Urbanização da Quinta da Malta, local onde já a partir de 2022 irá nascer uma Clínica CUF para responder às necessidades da população com uma vasta oferta de consultas e exames.

O projecto terá uma área de influência de mais de meio milhão de habitantes da região Centro, abrangendo as zonas de Leiria, Coimbra, Torres Vedras e Santarém.

A Rede CUF conta com um milhão de clientes no país distribuídos por 19 hospitais e clínicas, implementados em Lisboa, Porto, Almada, Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra, Torres Vedras, Santarém, Coimbra, Viseu, S. João da Madeira e Matosinhos. Com mais de sete mil colaboradores, a rede realizou dois milhões de consultas, 860 mil exames, mais de 320 mil urgências e 55 mil cirurgias, em 2020, refere a CUF.

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