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Remax recruta 4350 consultores entre Janeiro e Outubro

“Formação, reconhecimento, premiação, partilha entre consultores, compensação justa e elevada dos rendimentos”, são alguns factores impulsionadores do crescimento, afirma Beatriz Rubio

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De Janeiro a Outubro a imobiliária Remax recrutou 4.350 consultores, o que se traduz numa média de 435 pessoas por mês. Depois de apurar o impacto do processo de recrutamento na rede e que tem ajudado alavancar um crescimento sustentado dos seus resultados, foi possível verificar que o mês de Março foi que registou o maior número de consultores recrutados, com 564 a juntarem-se à imobiliária no mercado. Abril somou

516 novos consultores e Fevereiro 484, sendo estes períodos intensos ao nível do recrutamento, em contraste com os meses de Verão em que o ritmo foi menor, em função do período de férias. Com uma subida notada em Setembro (451 novos consultores), o número de recrutados do mês de Outubro (465) antecipa já os últimos meses do ano para níveis de recrutamento muito similares aos verificados no seu início.

Quanto às regiões com maior peso no recrutamento, sobressaem a zona central de Lisboa (concelho) com quase 19% do total de consultores recrutados, seguida da região do Grande Porto com uma percentagem de 17,5% e depois o Norte do país, que fecha o top 3, com 12,6% de taxa de recrutamento. Já as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, a par da região alentejana, são as que possuem menor representatividade, com um total acumulado de 3,1% de consultores recrutados.

Para Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal, “o recrutamento na rede RE/MAX tem-se mostrado muito forte e dinâmico, como resultado da enorme atractividade que a rede cada vez mais representa e do esforço conjunto de dezenas e dezenas de profissionais que analisam, entrevistam e seleccionam centenas de candidatos todos os meses”.

“Formação, reconhecimento, premiação, partilha de negócios entre consultores, assim como a compensação justa e elevada dos rendimentos”, são outros factores impulsionadores do crescimento da rede, acrescenta a responsável

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Assimagra apresenta proposta de alteração à nova “Lei das Pedreiras”

Redução da burocracia, salvaguarda dos direitos dos exploradores com licenças em vigor ou em fase final de aprovação e uma lei redigida de forma clara são alguns dos pontos apresentados

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A Associação Portuguesa que representa a Indústria dos Recursos Minerais, apresentou a sua proposta de alteração ao projecto de Decreto-Lei que procede à regulamentação da Lei n.º 54/2015, de 22 de Junho, no que respeita às massas minerais, no âmbito da sua consulta pública que terminou dia 3 deste mês. Esta proposta decorre de uma anterior versão que esteve também em Consulta Pública no Verão de 2020, alvo de forte contestação pela Assimagra.

Decorrente dessa contestação, a associação viu contempladas, neste novo documento, várias das suas sugestões de alteração, relativamente ao inicialmente apresentado, como são exemplos o alargamento do prazo das fases de pesquisa e de exploração, a não limitação do número de prorrogações da licença de exploração, a introdução da figura de deferimento tácito, a possibilidade das pedreiras beneficiarem da mesma protecção a novos objectos a instalar na sua vizinhança em termos de distância de defesa, a possibilidade da coexistência de pedreiras com rotas formativas e outros actividades relacionadas, a eliminação da contribuição financeira anual e a procura de uma solução capaz de fazer face à actual caução e a compatibilização entre as alterações dos IGT e das Servidões Administrativas com os desenvolvimentos e realização dos projectos de licenciamento e regularização das pedreiras.

No entanto, a nova proposta de redacção para este decreto-lei agrega ainda um elevado grau de burocratização que culminará num desenfreado sentido de punição não contemplando os direitos adquiridos das pedreiras existentes e devidamente licenciadas.

Como tal, a Assimagra vem solicitar a “redução da burocracia envolvida nos processos, a salvaguarda dos direitos adquiridos dos exploradores com licenças em vigor ou em fase final de aprovação e que a lei seja redigida de forma clara e de interpretação inequívoca para evitar discricionariedades administrativas, designadamente no que concerne ao procedimento de licenciamento e ao regime transitório”.

Dadas as especificidades deste sector importa acautelar muitos aspectos para que uma possível proposta final da tutela culmine numa alteração legislativa passível de ser efectivamente aplicável no terreno, nomeadamente no que respeita aos prazos e procedimentos estabelecidos e a multiplicidade de entidades públicas envolvidas, sob pena dos processos se tornarem mais dispendiosos para as empresas e “sem fim à vista”.

As pedreiras existentes, com licenças válidas emitidas pelo Estado não podem ser penalizadas económica e operacionalmente. Não se alcançam as razões para modificar as obrigações decorrentes de uma licença devidamente atribuída a um explorador tornando essa licença definitiva, em provisória, e exigindo que as explorações se adaptem ao que de novo é imposto pois, caso não cumpram, “são obrigados a cessar actividade”.

Já no que toca a eventuais licenças que não compreendam planos de pedreira aprovados ou cauções prestadas cria-se a equiparação ao não licenciamento e, assim, transmutam-se pedreiras “licenciadas” em pedreiras ilegais. Para a Assimagra, a questão das licenças precárias é urgente ser resolvida, por uma questão de segurança jurídica, sendo que é ao Estado que cabe a obrigação de fiscalizar essas mesmas licenças.

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Efacec lidera projecto SCALE

Solução altamente inovadora de protecção, controlo e monitorização de redes de média tensão é cofinanciada pelo Portugal 2020. Com um investimento de cerca de dois milhões de euros, a sua conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2023

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A Efacec é líder do projecto SCALE – Scalable Centralized Grid Protection, Automation and Control, cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do Portugal 2020, que tem como objectivo o desenvolvimento de uma plataforma para a subestação de distribuição digital do futuro, que permita o controlo, monitorização e protecção de redes eléctricas de média tensão (MT) de forma centralizada.

Além da Efacec, o projecto é desenvolvido pelo consórcio constituído pela ARMIS, INESC TEC e IT Aveiro, envolvendo ainda a participação da E-REDES (ex. EDP Distribuição), e do INESC-ID e envolve um investimento de cerca de dois milhões de euros. A sua conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2023.

Esta solução, que projecta e desenvolve sistemas de protecção centralizados para subestações, desafia as arquitecturas de subestação digital actuais, e é também uma alternativa disruptiva face à geração anterior de produtos e soluções PAC hoje aplicada na indústria, com forte impacto no modelo de negócio.

A solução a desenvolver consistirá, assim, numa arquitectura inovadora e de alto valor acrescentado através da integração de flexibilidade na rede de distribuição, bem como pela capacidade acrescida na adaptação a novos requisitos funcionais, particularmente relevantes nos contextos dinâmicos de rede do futuro.

“Simultaneamente, o projecto possibilitará a integração de aplicações inovadoras centralizadas e inteligentes, permitindo uma maior flexibilidade e adaptação do sistema de protecção e controlo à medida que evoluem as redes inteligentes e a integração das energias renováveis/ DER (Distributed Energy Resources), até agora mais difíceis de realizar.”

“Desde 2018 que a Efacec tem vindo a desenvolver e a investir em soluções inovadoras de automação para subestações no mercado internacional, potenciando a evolução do conceito tradicional de proteção e controlo para soluções totalmente digitais das subestações, digitalização do station-bus e process-bus, gestão de ativos e cibersegurança”, afirmou Ana Cristina Aleixo, gestora de projecto da Efacec

Com produtos e sistemas presentes em mais de 60 mercados, a Efacec tem sido distinguida pela criação de valor no sector energético, graças a uma aposta contínua em I&D.

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KERAKOLL com unidade produtiva em Portugal

A nova fábrica do grupo que actua no sector da construção sustentável está já a operar. Localizada em Rio Maior, representa um investimento superior a 11M€ e vem reforçar a actuação do grupo na Península Ibérica

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A Kerakoll, empresa que actua no sector da construção sustentável, inaugurou a primeira unidade produtiva em Portugal em Rio Maior, no distrito de Santarém.

A Kerakoll está presente em Portugal desde 2006 através da filial Kerakoll Portugal S.A., dirigida pelo director geral, Mário Couto, com sede na Venda do Pinheiro.

Com um investimento de mais de 11 milhões de euros e o envolvimento de mais de 100 operários especializados, a nova fábrica de Rio Maior foi construída em menos de um ano, apesar do contexto da pandemia.

A fábrica estende-se numa superfície total de 19.000 m2, dos quais 6.600 m2 cobertos, e, uma vez em pleno funcionamento pleno, terá uma capacidade produtiva de cerca de 60.000 ton/ano. A unidade foi realizada respeitando padrões importantes de sustentabilidade e de poupança energética, típicos na pegada industrial da Kerakoll. Foram instalados 900 m2 de sistemas para isolamento térmico pelo exterior Kerakoll e 443 painéis fotovoltaicos que garantem a produção anual de 55% da energia eléctrica e de 70% da água quente necessária.

A nova fábrica portuguesa integra a estratégia de expansão internacional do grupo iniciada em 2020. Até 2025 o grupo prevê investir até 175 milhões de euros na sua presença em várias geografias. O investimento em Portugal vem reforçar a presença na península ibérica onde a Kerakoll está presente com duas unidades, ambas localizadas em Espanha (Almazora e Castellón de la Plana).

O investimento em Portugal é justificado pelo facto deste ser “um mercado particularmente interessante pela potencialidade de crescimento económico e pelas dinâmicas em perspectiva especificamente no sector da construção, graças também aos resultados obtidos na luta contra a covid-19 com uma elevada percentagem de população vacinada”, referiu Andrea Remotti, Administrador Delegado do Kerakoll Group.

A fábrica situa-se próxima da costa atlântica, numa posição estratégica para o aprovisionamento de matérias-primas como areias, carbonato de cálcio e cimentos, permitindo reduzir o tráfego rodoviário, em linha com a vocação sustentável da empresa.

A fábrica de Rio Maior é caracterizada por uma elevada automação e por uma grande flexibilidade produtiva que permite realizar numerosas mudanças de produção, em particular para a realização de adesivos como o H40 Gel, lançado pela primeira vez no mercado português, Bioflex e Super-K. Para além disso, a localização é estratégica também do ponto de vista distributivo, permitindo um melhor fornecimento para todo o território nacional e para chegar a todos os diversos parceiros.

A Kerakoll está directamente presente em 12 países, com 17 unidades produtivas em Itália, Espanha, Polónia, Grécia, França, Reino Unido, Índia, Brasil e Portugal.

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Conferência: Sines, a infraestrutura da transição digital da Europa e do mundo

A Conferência sobre Sines, a infraestrutura da transição digital da Europa e do mundo decorre dia 11 de Janeiro. Em análise estarão os investimentos e projectos futuros. O evento conta com a participação dos investidores internacionais

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A Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) é a maior área de acolhimento empresarial de Portugal, gerida pela aicep Global Parques – Gestão de Áreas Empresariais e Serviços S. A., e recebe a segunda grande conferência “Encontros na ZILS: Sines Tech, EU-Atlantic Data Gateway Platform”. O encontro que terá lugar no dia 11 de Janeiro é exclusivamente dedicado à infraestrutura da transição digital.

Nesta conferência irão ser partilhados os investimentos futuros e discutido o potencial geoestratégico da ZILS para o estabelecimento de mais players na área das infraestruturas de dados. A expectativa é que Portugal possa vir a dar um contributo importante na implementação da Estratégia Europeia de Dados e na criação um mercado único de dados que garanta a competitividade global e a soberania da Europa, com enfoque na conectividade internacional através de cabos terrestres e submarinos, centros de dados e outras tecnologias que complementam a visão de uma União Europeia unida e virada para o exterior.

Durante a presidência portuguesa da União Europeia, a Plataforma Atlântica de Dados foi reforçada, com a entrada em operação do cabo Ellalink, um investimento de 150 milhões de euros cofinanciado pela União Europeia, ligando a Europa (em Sines) à América do Sul (em Fortaleza), mas também pelo surgimento de projectos de centros de dados, de que é exemplo o maior campus de dados alimentado por energias renováveis da Europa, o START Campus, um investimento de 3.500 milhões de euros. A organização sublinha que “outros investimentos serão anunciados em breve”.

Na conferência, que decorrerá em formato híbrido participarão entre outros os CEO da START – Sines Transatlantic Renewable & Technology Campus, Afonso Salema, da Medusa Submarine Cable System, Norman Albi, da EllaLink, Philippe Dumont. O evento irá contar ainda com a participação de Alberto Passos, director Comercial na IP Telecom, Enrico Banfi, VP EMEA & APAC na Alcatel Submarine Networks, Olivier Labbe, director geral da CAP DC e Rui Ribeiro, director geral da IP Telecom. O encontro será encerrado por Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização. Para além dos investimentos futuros e projectos estará também em análise a “Regulação e Licenciamento Nacionais”.

A aicep Global Parques desenvolve o Sines Tech – Innovation & Data Center Hub, um ecossistema digital capaz de oferecer uma solução totalmente integrada e atractiva de investimentos em estações de amarração de cabos submarinos de telecomunicações, bem como a instalação e operação de centros de dados, desenvolvendo assim em Portugal uma infraestrutura que impulsiona a nossa economia digital. Esta iniciativa é organizada no âmbito do programa Invest in Alentejo, liderado pela ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, cofinanciado pelo Alentejo 2020.

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CCIP quer explorar oportunidades de negócio no Reino Unido em Janeiro

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa está a organizar uma missão empresarial virtual ao Reino Unido de 24 a 28 de Janeiro. Com o objectivo de explorar “novas oportunidades de negócio” em diversos sectores, incluindo o da Construção e seus materiais

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A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa está a organizar uma missão empresarial virtual ao Reino Unido de 24 a 28 de Janeiro. Esta missão pretende explorar “novas oportunidades de negócio” para as empresas portuguesas de diversos sectores, em especial “farmacêutico, saúde e life sciences, construção e materiais de construção, tecnologias de informação (digital), energias renováveis, ambiente e sustentabilidade”.

“O Reino Unido é a 5ª maior economia a nível mundial e a 2ª no contexto do continente europeu. O país posiciona-se como 10º exportador de bens e 2º de serviços a nível mundial e como 5º importador de bens e de serviços. O Brexit provocou grandes mudanças no relacionamento comercial entre a UE e o Reino Unido que, a partir de 1 de Janeiro de 2021, passou a reger-se pelo Acordo de Comércio e Cooperação. Não obstante os entendimentos conseguidos com o “Acordo Brexit”, são várias as consequências nas regras do comércio com o Reino Unido”, justifica a Câmara de Comércio.

O Reino Unido é considerado um dos maiores ecossistemas de tecnologia do mundo, com milhares de startups contruídas em torno de uma forte cultura empresarial. Na estrutura das exportações para o Reino Unido destacam-se os veículos e outro material de transporte, máquinas e aparelhos, seguidos dos metais comuns, vestuário e produtos alimentares.
“A Câmara de Comércio tem preparado inúmeras agendas customizadas para empresas que tenham interesse neste mercado, possibilitando aos empresários estarem frente a frente com exportadores, importadores e com o cliente final num dos mercados mais dinâmicos do mundo”.

Para as empresas que ainda queiram participar nesta missão podem fazer a sua inscrição até ao dia 17 de Janeiro aqui

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Roca Gallery discute o novo consumo e a sua influência sobre o design

Especialistas internacionais participam no Rocagallery.com para falar sobre as mais recentes necessidades dos consumidores e sobre a forma como influenciam o design e a adaptação dos espaços

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No âmbito do tema do mês, “Novas formas de consumo”, a plataforma on-line do Roca Gallery promove a discussão e pesquisa em torno da arquitectura, do design e da sustentabilidade. Este debate tem por objectivo perceber de que forma as infraestruturas se podem adaptar aos novos hábitos de consumo da sociedade. A partir de vários pontos de vista e de áreas de especialização diversas, os convidados apresentam a sua visão sobre a melhor forma de ir ao encontro das necessidades, actuais e futuras, e como se poderá encontrar uma nova concepção dos espaços dedicados à comercialização de produtos e serviços.

Ao longo da história, as tendências e as preferências pessoais foram sendo sempre influenciadas pelo contexto social, económico e cultural. Os rápidos avanços tecnológicos e o impacto da pandemia mostraram de que forma as necessidades e as rotinas diárias mudaram, em todas as cidades do mundo: mudanças no horário de trabalho, nos protocolos de saúde, nas abordagens à educação, nas interacções sociais e até nos hábitos de consumo.

O aumento do comércio por via electrónica, o trabalho à distância e o interesse em experiências personalizadas são alguns dos factores que resultaram em novas necessidades sociais. A actual procura não se rege apenas por critérios materialistas, mas também sociais e ambientais, já que as empresas e os consumidores estão preocupados com a crise climática e com as desigualdades sociais.

Sob o mote do tema do mês, Novas formas de consumo, a Rocagallery.com analisa as alterações de consumo da sociedade e estuda a forma como os espaços de comércio e consumo devem ser adaptados para atender às atuais necessidades.
A plataforma foi a anfitriã de um painel de especialistas internacionais que partilharam, semanalmente, artigos até ao final de Dezembro. Desta forma foi possível ter uma visão geral sobre as novas necessidades comerciais e os recursos arquitectónicos e de design necessários para satisfazer os novos consumidores.

Do painel de autores que colaboraram neste tema, incluem-se Marta Urtasun e Pedro Rica, fundadores do Mecanismo Studio e professores do programa de mestrado em espaços gastronómicos na Universidade do País Basco, em San Sebastian. No seu artigo, intitulado “Changing From a Consumer and Immediate Society”, os autores defendem o design como uma ferramenta sustentável para lidar com o consumismo desenfreado. Agustín Aranda, jornalista e designer na Secretaria de Planeamento de Rosário, explica em “Urban Agriculture” como a proliferação de hortas comunitárias nas cidades argentinas tem impulsionado a economia nacional. Clare Dowdy, jornalista especializada em design para jornais como o Wallpaper, a Monocle e o Financial Times, reflecte sobre como o consumo de dados é uma parte cada vez mais importante de nossa sociedade e como os data centers podem influenciar a arquitectura. Héctor Serrano, director do estúdio Borealis, e Carmen Baselga, directora do estúdio Taller de Proyectos, discutem juntos a forma como a impressão 3D transformou a maneira como os produtos são produzidos e usados. Por último, Javier Díez, director do diez + diez Studio e especialista em design industrial, fala do papel do designer na comunicação entre um objecto e um designer.

Nos próximos dias, serão acrescentadas publicações de outros autores, como Colbey Reid, professor e chefe do departamento de Estudos da Moda no Columbia College Chicago, que vai falar sobre a forma como a moda, o género, o meio ambiente e a diversidade influenciam as escolhas do consumidor. Catherine Foulkrod, escritora de ficção e colaboradora de jornais como o The Believer, o New York Tyrant e o El Malpensante, vai explorar o papel activo dos consumidores na actualidade. Esteban Becerril, cofundador da B + R Arquitectos, vai escrever sobre o novo papel, actual e futuro, dos centros comerciais nos centros das cidades e arredores. Fernando Nasuti-Wood, senior marketing director da Lego na França e na Península Ibérica, vai reflectir sobre como projectar produtos para uma sociedade cada vez mais inclusiva e exigente.

Este novo tema do mês traz perspectivas de profissionais numa diversidade de disciplinas, uma vez que a Rocagallery.com procura abordar questões da mais alta actualidade do ponto de vista da arquitectura, do design, da inovação e sustentabilidade.

Todos os artigos podem ser lidos em inglês e espanhol em http://www.rocagallery.com/

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Reutilização e reciclagem de plásticos coloca Sonae no rating de liderança

O CDP distinguiu o compromisso ambiental do grupo português com atribuição de rating de liderança. 52% das embalagens em Portugal são hoje recicláveis

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A Sonae foi novamente reconhecida como uma empresa líder no combate às alterações climáticas pelo CDP, organização não governamental de referência pela classificação da performance ambiental de empresas e cidades. O mais recente relatório do CDP, conhecido no final do ano de 2021, voltou a reconhecer o Grupo Sonae pelas suas acções concretas para reduzir emissões de gases de efeito de estufa, mitigar riscos climáticos e desenvolver a economia de baixo carbono, tendo alcançado o rating de liderança A-.

O CDP, organização sem fins lucrativos criada há mais de 20 anos sob o mote “Carbon Disclosure Project”, é a fonte de informação ambiental corporativa de referência para centenas de investidores e decisores dos mercados bolsistas em todo o mundo. Em 2021, o estudo avaliou mais de 13 mil empresas de todo o mundo.

No último ano, os negócios de retalho da Sonae, onde se inclui Sonae MC, Worten e Sonae Fashion, conseguiram que cerca de 58% das suas embalagens fossem recicláveis. De acordo com os dados do 1º Relatório de Progresso do Pacto Português para os Plásticos, da rede internacional Global Plastics Pacts Network da Fundação Ellen MacArthur, 52% das embalagens em Portugal são hoje recicláveis, apresentando as insígnias da Sonae um desempenho ambiental superior.

“Na Sonae empenhamo-nos proactivamente na protecção do nosso planeta. Conscientes da urgência do combate às alterações climáticas a que todos temos vindo a assistir ao longo dos últimos anos, trabalhamos diariamente para desenvolver soluções que nos permitam atingir a neutralidade carbónica até 2040, em todas as nossas operações. Paralelamente, investimos na identificação de soluções sustentáveis para o plástico de utilização única com origem na nossa actividade para que, até 2025, todas as embalagens de plástico dos nossos produtos de marca própria sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis”, afirma João Günther Amaral, Chief Development Officer da Sonae.

Além de promover a utilização de embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, a as empresas de retalho da Sonae têm também procurado reduzir a utilização de plástico e potenciar a utilização da sua versão reciclada nas embalagens dos produtos que comercializam. Também nesta meta, a Sonae destaca-se das restantes empresas que integram o Pacto Português para os Plásticos com quase o dobro da média na incorporação de plástico reciclado em novas embalagens: 19,5% nos negócios de retalho da Sonae, sendo o valor médio em Portugal de 11%.

De destacar que a Sonae MC foi recentemente considerada como o 3º retalhista do mundo com maior percentagem de embalagens efectivamente reutilizadas, recicláveis ou compostáveis, segundo o reporte do Global Commitment da Ellen MacArthur Foundation.


Sobre o Pacto Português para os Plásticos

Iniciativa portuguesa que se inspira na visão de economia circular da Ellen MacArthur Fundation, pertencente à rede internacional da New Plastics Economy (Fundação Ellen MacArthur), que coloca Portugal no grupo de países que pretendem liderar esta transição. É uma plataforma de colaboração inédita, que reúne os diferentes agentes da cadeia de valor nacional do plástico: Governo, produtores, retalhistas, entidades de reciclagem, universidades, ONGs, associações, entre outros. A Sonae aderiu ao em 2020, abrangendo a Sonae MC, Worten e Sonae Fashion. Os membros do Pacto Português para os Plásticos estabeleceram metas ambiciosas para 2025 e em 2021 foi conhecido o 1º Relatório de Progresso do Pacto Português para os Plásticos.

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Prémio Cinco Estrelas 2022 distingue empresas do turismo e imobiliário

No total foram distinguidas 132 marcas, 15 personalidades e 14 órgãos de comunicação social

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Os vencedores do Prémio Cinco Estrelas 2022 acabam de ser divulgados. O elevado nível de exigência e rigor da metodologia Cinco Estrelas destacou assim 132 marcas, mais sete do que no ano passado, a que acrescem as 15 personalidades e 14 órgãos de comunicação social. O Prémio Cinco Estrelas mostra o reconhecimento dos portugueses, que avaliam a qualidade, trabalho e excelência dos vencedores, sejam eles marcas, produtos, serviços, personalidades ou órgãos de comunicação social que consideram extraordinários, realmente Cinco Estrelas.

Nesta 8ª edição, foram cerca de 320.000 consumidores que durante nove meses, avaliaram e testaram 1035 marcas. Identificaram e avaliaram diversas personalidades de diferentes áreas da nossa sociedade e os principais órgãos de comunicação social. O resultado foram 132 marcas, 15 personalidades e 14 órgãos de comunicação social, merecedores do Prémio Cinco Estrelas 2022.

As áreas das marcas vencedoras vão desde a Alimentação e Bebidas, Compras, Higiene Pessoal, Beleza, Saúde e Bem-estar à Banca, Automóvel, Empresas e Negócios, Energia, Tecnologia, Planos e Seguros. Entre os vários vencedores são vários os que se destacam nas áreas do Turismo e do Imobiliário ou, ainda das plataformas online, nomeadamente a IBS Portugal (gestor de férias), MSC Cruzeiros (cruzeiros), Pinto Lopes Viagens agências de viagens), ERA Imobiliária e a rede de franchising Zome Real Estate, ou as plataformas Fixando, Imovirtual, OLX e PiscaPisca.pt.

“É com grande sentimento de realização que anunciamos, mais um ano, os vencedores do Prémio Cinco Estrelas, agora para 2022. É gratificante ver que os consumidores continuam a dar valor à qualidade e a confiarem as suas escolhas no selo de garantia Cinco Estrelas. Com a actual conjuntura de incerteza os consumidores estão cada vez mais exigentes nas suas escolhas e a avaliação das marcas é importante para que se sintam seguros quanto às suas decisões de consumo, conferindo-lhes confiança no benefício e na satisfação que com elas obtêm” referem Débora Silva e Ana Lourenço, fundadoras do Prémio Cinco Estrelas. Por outro lado, reforçam: “também os órgãos de comunicação social e as figuras públicas desempenham um papel importante na sociedade, como exemplo a seguir e como fontes de informação credíveis e necessárias.”

O Prémio Cinco Estrelas é um sistema de avaliação que mede o grau de satisfação que os produtos, os serviços e as marcas conferem aos seus utilizadores, tendo como critérios de avaliação variáveis como a Satisfação pela Experimentação, Relação Preço-Qualidade, Intenção de Compra ou de Recomendação, Confiança na Marca e Inovação, que influenciam a decisão de compra dos consumidores. Quanto às Personalidades e Órgãos de Comunicação Social, estas são analisadas segundo as variáveis Notoriedade, Satisfação pela actividade que desempenham, Credibilidade e Inovação, além de uma característica adicional considerada como mais relevante em cada categoria.

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7 mil milhões para o “futuro” da construção

“A construção circular é de facto o tema mais difícil que se coloca ao sector AEC”, afirma Rita Moura, presidente da PTPC/Cluster AEC, que refere ainda uma lacuna no sector ao nível da digitalização, quando comparado com outras indústrias

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Foi com “optimismo e confiança” na Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção (PTPC) como “instrumento absolutamente crucial” no processo de transformação digital e de sustentabilidade à volta de mudanças de natureza estrutural na indústria da construção, que João Neves, secretário de Estado Adjunto e da Economia, deu o mote para o 10º Fórum do Cluster Arquitectura Engenharia Construção (AEC), que se realizou a 15 de Dezembro, num formato totalmente digital. “Estamos num período de grandes oportunidades”, referiu João Neves salientando que foi um período em que “o sector olhou com confiança para o futuro, confiança em novas soluções, mais sustentáveis, mais capazes de responder aos anseios da sociedade”.

Para debater estes desafios esteve presente na mesa-redonda, Fernando Alfaiate, presidente da Estrutura Missão Recuperar Portugal. 7 mil milhões de euros estão já disponibilizados no âmbito do PRR para componentes que envolvem a indústria da construção, com o foco na habitação, nas intervenções de reabilitação, no sector da saúde e na melhoria de eficiência energética ao nível particular, da administração pública, dos serviços e das empresas. Mas “a capacidade de resposta tem de ser grande”, avisa Fernando Alfaiate.

Também, Isabel Pinto-Seppä, co-chair da Built4People Partnership do Horizon Europe, lançou o repto para o debate, apresentando a perspectiva europeia para o sector AEC em torno da transição verde e digital. A também directora de Assuntos Europeus do VTT (Technical Research Centre of Finland) referiu, ainda, que a indústria da construção está no centro das atenções do Green Deal, e considera que se deve “aproveitar o momento, não só em financiamento, mas para capitalizar a união do sector” a nível Europeu e no qual a PTPC é também um instrumento para a essa ligação com a Europa.

“A construção circular é de facto o tema mais difícil que se coloca ao sector AEC”, afirma Rita Moura, presidente da PTPC/Cluster AEC, que refere ainda uma lacuna no sector ao nível da digitalização, quando comparado com outras indústrias. “A PTPC, o Cluster AEC e o Built CoLab têm o grande papel de demonstrar e promover a transformação digital de forma organizada e integradora”.
A grande responsabilidade do sector AEC é a “procura de soluções que conduzam a uma maior eficiência material e energética para regeneração do ambiente construído”, acrescentou.

O Cluster AEC tem uma cadeia de valor alargada que vale 12% do PIB e emprega 10% da população activa, mas o sector em Portugal consome aproximadamente 70% dos recursos naturais e produz cerca de 30% dos resíduos gerados, sendo responsável por cerca de 40% das emissões de gases com efeitos de estufa.

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Confiança das empresas e dos consumidores abalada pela Ómicron

A confiança dos consumidores e o indicador de clima económico estabilizaram em Dezembro. Apenas na Construção e Obras Públicas e na Indústria Transformadora os níveis de confiança aumentaram, revela o INE

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Os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores realizados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam estabilidade. A confiança dos Consumidores estabilizou em Dezembro, após ter diminuído nos dois meses anteriores, e o indicador de clima económico também estabilizou em Dezembro, depois de ter apresentado um comportamento irregular desde Julho. Apenas na Construção e Obras Públicas e na Indústria Transformadora os níveis de confiança aumentaram, tendo diminuído ligeiramente no Comércio e nos Serviços.

O saldo das opiniões dos Consumidores relativas à evolução passada dos preços aumentou nos últimos três meses, de forma ténue em Dezembro, atingindo o valor máximo desde Abril de 2012.

As expectativas dos empresários da Construção e Obras Públicas sobre a evolução futura dos preços de venda voltaram a registar o valor máximo da série, reforçando o acentuado movimento ascendente observado desde Maio. O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou de forma significativa em Dezembro, após uma diminuição expressiva em Novembro. Uma evolução que reflecte o contributo positivo quer da carteira de encomendas quer das perspectivas de emprego. Este sentimento é válido para todas as actividades, com a confiança a aumentar na Promoção Imobiliária e Construção de Edifícios, na Engenharia Civil e nas Actividades Especializadas de Construção. Também o saldo das perspectivas dos preços praticados pela empresa nos próximos três meses voltou a registar o valor máximo da série, reforçando o acentuado movimento ascendente observado desde Maio.

Na Indústria Transformadora, as perspectivas sobre os preços de venda situam-se no valor máximo desde Outubro de 1990. Em Dezembro, a evolução do indicador deveu-se ao contributo positivo das opiniões sobre a evolução da procura global e das expectativas de produção, tendo as apreciações relativas aos stocks de produtos acabados contribuído negativamente.

O indicador de confiança aumentou em todos os agrupamentos, e em especial nos Bens de Consumo. Tendo o saldo das apreciações sobre a procura global aumentado expressivamente no último mês de Dezembro. “As opiniões relativas à procura interna, considerando as empresas com produção orientada para o mercado interno, recuperaram em Dezembro, apresentando um nível próximo do verificado em Fevereiro de 2020. Da mesma forma, as apreciações relativas à procura externa, considerando as empresas com produção orientada para o mercado externo, também revelaram uma recuperação em Dezembro, atingindo o valor máximo desde Junho de 2019”, revela o INE.

Por sua vez, o saldo das perspectivas de evolução futura dos preços de venda no Comércio diminuiu em Dezembro, após ter atingindo em Novembro o valor máximo da série iniciada em 2003. O saldo das expectativas de evolução dos preços de prestação de Serviços também diminuiu em Dezembro, após os aumentos observados nos quatro meses precedentes, que culminaram num nível próximo do máximo da série registado em Novembro de 2005.

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