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Garcia Garcia aposta na certificação BREEAM para novos edifícios

Sustentabilidade, eficiência energética e ambiente são palavras que entraram em definitivo no léxico da Construção. O sector assume a necessidade de reduzir a sua pegada ecológica e neste contexto a certificação BREEAM New Construction assume protagonismo

Manuela Sousa Guerreiro
Construção

Garcia Garcia aposta na certificação BREEAM para novos edifícios

Sustentabilidade, eficiência energética e ambiente são palavras que entraram em definitivo no léxico da Construção. O sector assume a necessidade de reduzir a sua pegada ecológica e neste contexto a certificação BREEAM New Construction assume protagonismo

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Uma revolução verde está a chegar à construção, influenciada pelas novas metas europeias impostas pelo Green Deal e impulsionada pelos apoios públicos que surgiram na sua sequência. Sustentabilidade, eficiência energética e ambiente entraram em definitivo no léxico do sector, incentivando a afirmação de ferramentas que ajudam a determinar o grau de sustentabilidade de uma construção. A par dos obrigatórios certificados energéticos existem outros, mais complexos, que vão além da avaliação do desempenho energético e avaliam as diferentes dimensões, ambiental, social e económica, do projecto visando uma construção (mais) sustentável.

É aqui que surge a certificação BREEAM New Construction. O BREEAM foi o primeiro sistema de avaliação da sustentabilidade na construção a oferecer um selo ambiental para edifícios, flexível o suficiente para ser aplicável a qualquer tipo de construção. Este sistema é actualmente um dos sistemas de maior renome, sendo amplamente difundido internacionalmente, contando com mais de meio milhão de edifícios certificados, em mais de 50 países diferentes, incluindo Portugal. O país não foge à tendência e a procura tem vindo a crescer.

Disponíveis para soluções

“É notório que os nossos clientes, sejam eles do sector residencial, serviços ou industrial, estão mais disponíveis para soluções que minimizem o impacto ambiental e maximizem a eficiência energética. Sentimos que existe uma preocupação genuína dos investidores com estas questões que, até recentemente, eram consideradas como menores. Os clientes estão mais conscientes e mais exigentes, procurando que os seus projectos incorporem soluções mais sustentáveis”, explica a Garcia Garcia. À construtora portuguesa chega um número crescente de pedidos de desenvolvimento de projectos de certificação em construção nova que abrangem tanto unidades industriais e logísticas como edifícios de habitação.

“Tradicionalmente os sectores dos serviços e do hospitality eram os mais sensíveis a estas questões. Contudo, nos últimos anos, também em áreas como a indústria e a logística, é por demais evidente a importância que a certificação ambiental tem ganho”.

O processo de certificação começa a desenhar-se desde o primeiro momento, uma vez que toda a concepção tem de ter subjacente a linha orientadora da sustentabilidade e da eficiência. “A certificação BREEAM acompanha o edifício desde a fase de projecto, até ao seu fim de vida. Este processo mantém o foco na sustentabilidade, desde o primeiro até ao último dia de vida do edifício, um “life cycle integral”, explica a construtora.

É na concepção que se definem questões como as soluções construtivas ou os materiais a utilizar, que terão um impacto crítico no ciclo de vida do edifício e, consequentemente, na obtenção da certificação.

“Existem diferentes tipos de BREEAM, consoante a tipologia do edifício, os trabalhos a realizar, a sua utilização final e até o país onde se irá construir o edifício. O BREEAM que a Garcia tem trabalhado é o BREEAM International New Construction. Este abrange novos edifícios e tem como principal objectivo mitigar os impactos do ciclo de vida do edifício no meio ambiente, de forma racional e eficiente”.

Esta certificação pode ser utilizada na construção de qualquer edifício, qualquer que seja a sua finalidade “residenciais, comerciais, industriais, ensino, lares, hotéis, entre outros edifícios de serviços”. O certificado final, emitido na pós-construção, poderá ter a classificação de Unclassified, Pass, Good, Very Good, Excellent ou Outstanding. Os parâmetros que são avaliados num processo de certificação são o Management (manutenção), Health and Wellbeing (saúde e bem-estar), Hazards (perigos), Energy (energia), Transport (transporte), Water (água), Materials (materiais), Waste (lixo), Land Use and Ecology (ecologia e uso do solo), Pollution (poluição) e Innovation (inovação). O somatório destas categorias resultará na classificação final que o edifício terá.

Impacto na escolha dos materiais e matérias primas

A opção pela certificação vai ter um impacto também na escolha dos materiais a utilizar no projecto, sendo que a certificação dos mesmos por entidades independentes é um facilitador do processo. “O BREEAM analisa os materiais utilizados no projecto, com o objectivo de garantir que estes estão incluídos no esforço de redução da pegada ecológica. Assim, verifica-se a origem das matérias-primas, os métodos de fabrico, transporte e distribuição, aplicação, manutenção e período de vida útil, entre outros.

Em função da exigência desta análise, uma certificação prévia do material simplifica o processo, pois atesta os parâmetros necessários. Como tal, não existindo uma obrigatoriedade da certificação de todos os materiais, não há dúvidas que a maior ou menor quantidade de materiais certificados irá influenciar na classificação final”, assegura a Garcia Garcia.

Já existem, em Portugal, fornecedores que apresentam materiais/sistemas com declarações ambientais que vão ao encontro do que é pedido nestes processos. Em consequência, é possível verificar o crescimento de produtos nacionais certificados, fruto da sensibilização das empresas não só para o BREEAM como para outros referenciais.

“A Garcia também tem feito um trabalho de sensibilização junto dos fornecedores e alguns têm respondido positivamente ao desafio. Contudo, as certificações ambientais ainda são relativamente recentes no nosso país, razão pela qual alguns fornecedores nacionais ainda não oferecem esse certificado”, adianta a construtora.

Impacto nos custos iniciais com retorno a prazo

Para o investidor a opção de certificar um imóvel vai ter impacto nos processos construtivos, na escolha dos materiais e soluções a utilizar, com o consequente impacto no aumento do custo do investimento. “Nos processos BREEAM, é feito o assessment do custo/benefício e a nossa experiência diz-nos que compensa. É possível o cliente final antever o impacto que o BREEAM poderá ter no seu futuro edifício. No Reino Unido, de onde o BREEAM é originário e está largamente implementado, existe bibliografia extensa sobre a temática e com indicação das vantagens e do retorno”, assegura a construtora.

Para além das vantagens facilmente percepcionáveis, designadamente as relacionadas com a eficiência energética, a sustentabilidade, a diminuição da pegada ambiental do edifício e a redução dos custos de exploração do edifício, existem outros benefícios para os investidores.

“Uma certificação BREEAM é sinónimo de valorização dos imóveis pois assegura que no projecto de construção nada foi deixado ao acaso. Com esta certificação os proprietários beneficiam do aumento do valor do imóvel (incremento no balanço) ou de um potencial valor de renda superior no caso de activos de investimentos”.
Paralelamente, “os investidores institucionais asseguram o reforço da sua responsabilidade ambiental e social corporativa, com benefícios visíveis ao nível da gestão dos seus stakeholders e da imagem institucional”, refere.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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Construção metálica: entre a expansão e as incertezas da conjuntura

Desde 24 de Fevereiro até 6 de Maio, o preço do aço aumentou 45%. O preço da matéria-prima, a que se junta o aumento da energia, está a condicionar o crescimento de um sector que se prepara para reforçar os planos de internacionalização

Nos últimos 72 dias, o preço do aço no mercado nacional aumentou 45%. O disparar do preço da matéria-prima, que se segue depois de um ano também ele marcado por fortes subidas, está a deixar a indústria à beira de um ataque de nervos. A conjuntura inesperada da guerra na Europa baralhou os planos de um sector que desde 2016 apresenta um forte crescimento. Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.

Nos últimos anos, o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil segundo dados apurados até 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), e tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

“A marca Portugal Steel e os objectivos da associação vão no sentido de promover a construção metálica e as suas vantagens, queremos desmistificar algumas questões que passam para a sociedade em geral, falarmos da sua durabilidade da importância para a economia, apresentando os valores do sector e mostrando a influência que temos. Contribuímos com 2,2% o PIB e para 3.1% das exportações. E podemos contribuir para a sustentabilidade já que o aço é um produto reciclável e, ao contrário de outros, não perde características nesse processo. Só para ter uma ideia da importância que a reciclagem já tem na indústria na Arcelor, que é uma das maiores siderurgias mundiais, 80% dos materiais usados para a produção do aço é material reciclado, 80%”, sublinha Luís Figueiredo, director-geral da CMM em declarações ao CONSTRUIR.

À procura de novos mercados

O crescimento das vendas do mercado nacional tem sido um dos impulsionadores da actividade, mas as atenções concentram-se agora no reforço da actividade no exterior.

“Os números mostram claramente uma recuperação das empresas, especialmente das metalomecânicas que são o core da nossa construção metálica, de 2017 para a frente. Tem sido um crescimento muito interessante em termos de volume de negócios, apoiado mais até nas vendas nacionais do que nas exportações, o que é muito interessante”, refere a propósito o responsável.
A CMM tem em curso um programa de internacionalização, o International Steel, que “pretende reforçar a competitividade e a promoção do aumento das exportações”. No âmbito deste programa de apoio foram seleccionados três mercados alvo: Canadá, Médio Oriente e Rússia. A primeira acção para este último país ia realizar-se no início de Março, mas por razões óbvias ficou sem efeito.

“A nossa intenção inicial com a escolha dos mercados foi seleccionar países onde as empresas portuguesas ainda não estivessem ou, estando, não tivessem ainda uma grande expressão e onde pudéssemos ter uma primeira intervenção exploratória e trazer resultados e apresentar as oportunidades desses mercados”, explica Luís Figueiredo. “O objectivo foi aproveitar este projecto, que é financiado pelo Portugal 2020, e escolher os mercados que nos pareceram mais interessantes e aqui a escolha recaiu nestes três”.
A guerra alterou os planos, mas a associação permanece firme na intenção de avançar para o Canadá e Médio Oriente. Em Julho a CMM estará no Qatar. “Países como o Qatar, Arábia Saudita … e têm uma construção incrível e projectos enormes em pipeline e estamos convictos que podem constituir um mercado muito interessante para as empresas portuguesas, se estas assim o entenderem”, sublinha Luís Figueiredo. O especialista refere a propósito que “o nosso mercado e as nossas metalomecânicas têm uma grande capacidade de internacionalização. Um pouco por todo o mundo podemos encontrar obras realizadas por empresas portuguesas que são uma referência para este sector”.

A internacionalização do sector pode ser repartida em dois momentos: um primeiro momento muito marcado pela presença nos países africanos, em especial em Angola. A crise cambial e os problemas económico-financeiros porque passou este país obrigou as empresas a procurar outros mercados, designadamente na Europa. “Há vários mercados que hoje se destacam, como por exemplo Marrocos, mas diria que a França é um dos principais mercados para as empresas portuguesas do sector que aproveitam as sinergias e daí aproveitam as oportunidades que surgem nos países vizinhos”, refere Luís Figueiredo.

Foco na qualidade e inovação

O foco nos mercados europeus teve uma outra consequência, que acabou por influenciar de forma positiva o sector: a inovação. “Estes são mercados mais exigentes. Uma empresa que produza para a Europa produz para qualquer mercado do mundo”. E esta é uma questão fulcral quando se fala em competitividade e diferenciação no mercado internacional. “Mais do que o factor preço é a diferenciação pela inovação e pela qualidade do que fazem” que traduz o sucesso, ou o insucesso, das empresas lá fora.

Por isso um dos eixos de acção da própria CMM é promover a formação das empresas suas associadas. A par do projecto de internacionalização, estão em curso dois outros projectos, financiados via Portugal 2020. Um primeiro de formação-acção, direccionado para pequenas e médias empresas, focado na implementação de sistemas de gestão e indústria 4.0. “O projecto ainda não terminou, neste momento já conseguimos a certificação de 20 empresas. Mas é um programa importante para as empresas. Estamos a falar de um sector que é constituído maioritariamente, mais de 80%, por PME”, sublinha o director-geral da CMM.

A CMM está a desenvolver há já dois anos o projecto de qualificação Digital Steel – sistema de apoio a acções colectivas, o qual visa promover e acelerar a transição das PME do sector para “o novo paradigma produtivo e colaborativo da Indústria 4.0”. Especialmente focada na digitalização dos processos, “este projecto pretende capacitar e qualificar as empresas para a adopção de metodologias de trabalho colaborativas que, pela forte incorporação tecnológica permitirão uma minimização do trabalho manual, uma maximização da eficiência, da qualidade, da flexibilização e da inovação, vectores inquestionáveis da competitividade internacional”. O projecto está em curso e deverá estar concluído no final deste ano. O reforço das competências das empresas pode não ser uma solução para o actual problema que a conjuntura de alta de preços provoca, mas pode ser um dos caminhos para contorna-lo. Isto numa altura de incerteza em que as empresas temem o cenário de atraso de início de novas obras e se assiste já às dificuldades de negociação de novos contratos.

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Especial Tektónica e SIL na edição 458 do CONSTRUIR

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Salk Properties promove “Alcácer Vintage”
Pensado para satisfazer a procura do mercado internacional de longa duração, mas também o cliente nacional para fins-de-semana e férias, o “Alcácer Vintage” tem como tema o enoturismo. Com assinatura da Promontório, o projecto visa manter a sua identidade rural e de proximidade à natureza

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Entrevista SIL: “Estamos optimistas que dinâmica do sector se reflectirá no SIL”
Pela primeira vez a decorrer no mês de Maio e sem quaisquer retrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, a edição de 2022 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) recupera o seu formato totalmente presencial e pretende reforçar o seu lugar enquanto “marketplace e ponto de encontro do sector”. Em conjunto com a Tektónica, totalizam uma área superior a 30 mil m2 e 250 expositores

Opinião
Manuel Reis Campos (AICCOPN)
Jorge Meneses (APPC)
Hugo Santos Ferreira (APPII)
António Carlos Rodrigues (Grupo Casais)
Paulo Caiado (APEMIP)
Rui Furtado Marques (HCI)
João Ferreira Gomes (ANFAJE)
José de Matos (APCMC)
Jorge Reis (APEB)
Francisco Bacelar (ASMIP)
Rui Horta Carneiro (Associação KNX Portugal)
Nuno Malheiro da Silva (Focus Group)
Francisco Horta e Costa (CBRE)
Diogo Guerra Abecasis (MAP Engenharia)
Carlos Baião (TPF Consultores)
Gonçalo Sousa Soares (afaplan)
Carlos Oliveira (DDN)

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Hotel Meliã Lisboa entra na segunda fase de construção

A gestão da obra é assegurada pela Engexpor, que acompanha o desenvolvimento do projecto desde o estágio inicial de estudo e conceito, incluindo a coordenação a nível do BIM

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Foi iniciada a segunda fase de construção do hotel Meliã Lisboa, a primeira unidade de cinco estrelas a ser gerida pela cadeia hoteleira espanhola em Portugal, que está a ser erguida no cruzamento da Avenida Fontes Pereira de Melo com a Avenida António Augusto de Aguiar, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa.

Nesta nova fase será construída a estrutura elevada do edifício – que conta com 14 pisos acima do solo – bem como as instalações técnicas e acabamentos, prevendo-se que a unidade hoteleira esteja concluída na segunda metade de 2023.

Na execução da estrutura até ao piso 0, referente à primeira etapa de construção, foi usada a técnica top down, que inverte a ordem de construção dos pisos no subsolo com o objectivo de limitar a movimentação do solo, minimizando os impactos negativos nas edificações vizinhas. A gestão da obra é assegurada pela Engexpor, que acompanha o desenvolvimento deste projecto desde o estágio inicial de estudo e conceito, incluindo a coordenação a nível do BIM (Building Information Modelling), tendo apoiado a equipa projectista com directrizes na execução e verificação dos modelos das várias especialidades.

A promoção imobiliária do empreendimento está a cargo do Discovery Portugal Real Estate Fund – assessorado pela Explorer Investments – e resulta de uma parceria firmada entre esta entidade e a Meliã Hotels International.

Quando finalizado, o Meliã Lisboa irá disponibilizar cerca de 240 quartos, restaurante, bar-lounge na cobertura com vista panorâmica sobre a cidade, salas de convenções e centro de congressos com capacidade até 550 pessoas. Ao todo, são 22.220 m² de área bruta de construção, distribuídos por 14 pisos acima do solo e ainda 6 pisos subterrâneos.

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Ferrovia: Governo relança linha de alta-velocidade como “projecto estruturante para o País”

Pedro Nuno Santos lembrou que o comboio de alta velocidade permitirá ir de Braga a Lisboa em cerca de 47 minutos e de Lisboa ao Porto em uma hora e 15 minuto

Ricardo Batista

Está previsto para o início do próximo ano o lançamento do concurso público para a construção dos primeiros troços da linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, altura em que estará também concluída a avaliação de impacto ambiental do projecto que é encarado como “transformador para cidades como Leiria, Coimbra, Aveiro e Braga, bem como para um conjunto de cidades do interior”.

A garantia foi deixada no Parlamento pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que acredita que “a linha de alta velocidade é um projecto estruturante para o País, que vai mudar de forma radical a forma como as duas áreas metropolitanas Lisboa e Porto se relacionam”, disse, na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2022.

Pedro Nuno Santos lembrou que o comboio de alta velocidade permitirá ir de Braga a Lisboa em cerca de 47 minutos e de Lisboa ao Porto em uma hora e 15 minutos. Numa primeira fase, explica Pedro Nuno Santos, será construído o troço Porto-Aveiro e Aveiro-Soure (Coimbra), seguindo-se depois para a construção da ligação até ao Carregado (concelho de Alenquer, distrito de Lisboa). Para a segunda fase, está prevista a construção da ligação Porto-Vigo (Espanha.

Relativamente à linha do Algarve, Pedro Nuno Santos afirmou que a mesma estará “toda eletrificada até 2024”, estando já prevista a consignação da electrificação, entre Tunes e Lagos, em Junho.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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Consumo de cimento cresce 10,7% no primeiro trimestre

Por sua vez, a evolução do mercado das obras públicas no 1º trimestre de 2022 foi negativa, apurando-se uma redução de 7,9%, em termos homólogos

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O consumo de cimento no mercado nacional registou, no primeiro trimestre, um crescimento de 10,7% face a igual período do ano passado, totalizando 1.020,9 milhares de toneladas nos primeiros três meses de 2022.

Os números, que constam da Análise de Conjuntura do Sector da Construção divulgado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), estão em linha com os indicadores da economia revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais o PIB registou um aumento homólogo de 11,9%, reflectindo em parte um efeito de base, dado que em Janeiro e Fevereiro de 2021 estiveram em vigor várias medidas de combate à pandemia, e um crescimento acentuado do consumo privado.

Nos primeiros dois meses de 2022, o número total de obras de edificação e reabilitação licenciadas aumentou 3,5% face a igual período do ano passado, em resultado de variações de 5,8% nos edifícios residenciais e de -3,2% nos edifícios não residenciais. Quanto ao número de fogos licenciados em construções novas, assiste-se a um expressivo aumento de 19,8% em termos homólogos. Paralelamente, no que concerne ao montante dos novos empréstimos concedidos aos particulares para aquisição de habitação, a informação disponibilizada indica um total de 2.464 milhões de euros até Fevereiro, o que traduz uma subida de 25,3% em termos homólogos.

Por sua vez, a evolução do mercado das obras públicas no 1º trimestre de 2022 foi negativa, apurando-se uma redução de 7,9%, em termos homólogos, no volume dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidos, e no que concerne ao montante total dos contratos de empreitadas de obras públicas objecto de celebração e registo no Portal Base verifica-se uma variação homóloga temporalmente comparável de -42,7%(2). Contudo, apesar deste arranque deficitário ao nível das empreitadas de obras públicas, perspectiva-se uma aceleração da actividade para os próximos meses, tendo em conta o volume de investimentos públicos previstos no PRR e no Portugal 2020 e a expectável aprovação do Orçamento do Estado para 2022.

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Roca promove debate sobre o acesso a habitação acessível

Debate sobre “Habitação Acessível” tem lugar no dia 12 de Maio, pelas 11 horas e conta com Patrícia Santos Pedrosa, Filipa Roseta, Inês Lobo, Luís Mendes e Sandra Marques Pereira

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Inserido num conjunto de eventos internacionais que a Roca pretende organizar nos seus espaços Roca Galleries (Lisboa, Madrid, Barcelona, Xangai e Pequim), o Roca Lisboa Gallery vai realizar um debate sobre o tema “Habitação Acessível” no dia 12 de Maio, pelas 11 horas.

Com o objectivo de “promover e dar visibilidade ao debate sobre o acesso a habitações mais dignas e adequadas”, a mesa redonda “vai ter como foco as reflexões a partir do contexto português”, inserida num dos tópicos estipulados no programa do Fórum Internacional UIA 2022: “Barreira 05: Promoção e Produção”.

Num contexto onde habitar é também o direito holístico à cidade, enquadrado pela urgência de se ter presente a dimensão da sustentabilidade social, ambiental e económica, propõe-se discutir heranças, estratégias e possibilidades nas respostas ao acesso pleno à habitação.

A sessão de debate vai contar com a moderação da arquitecta, mas também investigadora e professora Patrícia Santos Pedrosa, assim como oradores convidados, Filipa Roseta, arquitecta e vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local da Câmara Municipal de Lisboa, Inês Lobo, arquitecta e coordenadora da Comissão Técnica de Habitação da Ordem dos Arquitectos, Luís Mendes, geógrafo, Centro de Estudos Geográficos, IGOT, ULisboa e Sandra Marques Pereira, socióloga e investigadora Dinamia’CET, ISCTE.

O Fórum Internacional UIA 2022, marca este ano presença em Madrid com o tema “Affordable Housing Activation: Removing Barriers”.

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Autarquia de Cerveira investe 1,2M€ em Parque Empresarial

Com uma localização estratégica junto ao nó da A3, a empreitada prevê a criação de 12 lotes de dimensões idênticas, divididos por uma área total de 32.602,00 m2, com a garantia do Sistema de Indústria Responsável (SIR). O prazo estimado para a inauguração da infraestrutura é de nove meses

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira anunciou o início da construção de uma nova zona industrial no interior do concelho, num investimento de cerca de 1,2 milhões de euros.

A construção do novo “Parque Empresarial de Cerveira – Polo V” na Freguesia de Sapardos é comparticipada pelo Programa Operacional Regional do NORTE 2020 com FEDER aprovado de 750 mil euros.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, este investimento é encarado como “uma necessidade para desenvolvimento do interior do concelho, atraindo mais actividade económica e, por consequência, mais pessoas, assegurando a potenciação do vigor industrial de Vila Nova de Cerveira”. Como forma de agilizar todo o processo de captação de empresas, o autarca sublinhou que se está a “ponderar colocar os lotes em hasta pública ainda antes da conclusão da obra, de forma que no momento da inauguração já se possa ter empresas a iniciar a construção das suas indústrias”. Por sua vez, o Presidente da Junta de Freguesia de Sapardos, Manuel Esteves, manifestou-se “contente e vaidoso pela concretização de um projecto que vai desenvolver a freguesia, classificada como do interior, e muita atingida pelo envelhecimento da população. Este polo industrial vai trazer mais pessoas a Sapardos e às freguesias limítrofes”.

Com uma localização estratégica junto ao nó da A3, a empreitada prevê a criação de 12 lotes de dimensões idênticas, divididos por uma área total de 32.602,00 m2, com a garantia do Sistema de Indústria Responsável (SIR). O prazo estimado para a inauguração da infraestrutura é de nove meses.

Esta nova área de acolhimento empresarial apresenta algumas particularidades, nomeadamente do ponto de vista urbanístico, com a preocupação de optimizar o melhor possível a integração da infraestrutura na topografia existente. Assim, o projecto acautela a criação de quatro plataformas, a diferentes cotas, com a instalação de três lotes em cada, como forma de minimizar o movimento de terras e reduzir o ruído visual. Todo o espaço será dotado de um conjunto de infraestruturas com repercussões nos custos do produto (produção e utilização de energias renováveis, e reutilização de águas), e com características compatíveis com as exigências da procura, principalmente ao nível do Sistema de Indústria Responsável (SIR).

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Associação Smart Waste Portugal anuncia criação de plataforma Vidro+

Segundo o Aires Pereira, presidente da Associação Smart Waste Portugal, “é sempre uma enorme satisfação conseguir sentar à mesma mesa entidades e empresas que estão alinhadas com os objectivos no que diz respeito à circularidade”

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A Associação Smart Waste Portugal anunciou a criação da Plataforma Vidro+, uma iniciativa colaborativa que se propõe a criar um compromisso entre os diferentes agentes da cadeia de valor do vidro de embalagem, com o intuito de promover o aumento da taxa de reciclagem do vidro em Portugal. A Plataforma Vidro+ tem como visão, transformar Portugal num país de referência na recolha e reciclagem das embalagens de vidro, bem como na incorporação de vidro reciclado na produção de novas embalagens. Esta iniciativa tem como meta a recolha de 90% das embalagens de vidro colocadas no mercado, para reciclagem, até 2030.

Segundo o Aires Pereira, presidente da Associação Smart Waste Portugal, “é sempre uma enorme satisfação conseguir sentar à mesma mesa entidades e empresas que estão alinhadas com os objectivos no que diz respeito à circularidade. À semelhança do trabalho realizado com o Pacto Português para os Plásticos, e com uma visão comum e um objectivo definido ambicioso, chega agora a vez do vidro, através da criação de uma plataforma para a circularidade das embalagens de vidro em Portugal. Acreditamos que a Plataforma Vidro+ tornará possível a definição de metas conjuntas e ambiciosas com os diferentes membros, que irão dar resposta à crescente ambição da legislação europeia e nacional para o alcance de metas de reciclagem dos resíduos das embalagens de vidro e de incorporação de materiais reciclados”.

Outro tema, de igual importância, abordado foi a desclassificação dos resíduos. O conceito de economia circular, enquanto sistema económico dinâmico que visa minimizar a introdução de recursos e a geração de resíduos e desperdícios energéticos, tem vindo a ganhar destaque globalmente. A desclassificação de resíduos tem, de facto, um papel fundamental na transformação empresarial necessária à transição para um modelo de economia circular. Neste tema, a Associação Smart Waste Portugal pretende contribuir para que, em Portugal, um setor dos resíduos se converta num setor de recursos, aumentando a capacidade da economia portuguesa para estabelecer e liderar cadeias de fornecimento internas, com reduzido impacte ambiental associado e que maximizam o valor dos recursos na economia.

Houve ainda tempo para duas apresentações, a primeira a cargo de Paulo Portas dedicada ao tema da escassez das matérias-primas e o seu impacto na economia e em que a Economia Circular foi assumida pelo próprio como uma excelente forma de poupar, já que cada vez mais se assiste a um maior aumento de custos na produção industrial, estando já a inflação situada nos 26,7%. A segunda apresentação subordinada ao tema do financiamento da sustentabilidade foi da responsabilidade de Luís Laginha de Sousa, membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal.

Mais uma vez, ficou claro que a Economia Circular é um conceito estratégico chave para promover a dissociação entre o crescimento económico, o aumento da produção de resíduos e o aumento do consumo de recursos. Contudo, para que este conceito seja possível, é preciso que haja um envolvimento das diferentes cadeias de valor, da academia, das associações, dos governos e dos consumidores, para que trabalhem todos rumo a uma economia livre de resíduos, porque tudo é considerado recurso.

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Governo cria regime excepcional de revisão de preços na construção

O regime excepcional, “facultativo e temporário” visa permitir “a revisão de preços nas empreitadas de obras públicas e nos contratos de aquisição de bens e serviços” entre o empreiteiro e o dono de obra

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O Governo vai avançar com um novo regime excepcional para impedir que as obras públicas parem devido ao aumento do preço dos materiais. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e a proposta vai apresentada à Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), assim como às regiões autónomas e às empresas de construção.
O Decreto-Lei que cria “um regime excepcional, facultativo e temporário” visa permitir “a revisão de preços nas empreitadas de obras públicas e nos contratos de aquisição de bens e serviços”, disse afirmou Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, por ocasião da conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, em Lisboa, que acrescentou, ainda, que as disposições do diploma poderão também “ser aplicadas de forma facultativa às obras particulares”.
Pedro Nuno Santos referiu que perante o “crescimento muito acentuado do preço de
matérias-primas, algumas delas duplicando o seu valor, houve necessidade de criar este regime excepcional que permita rever os preços em contratos para garantir que não há interrupção no investimento público que está em curso em Portugal”.

“Sempre que o preço de um determinado material aumentar, o empreiteiro pode apresentar ao dono de obra, por exemplo, a IP, uma proposta de revisão de preço. Desta forma, a IP faz a avaliação dessa proposta e, em seguida, pode aceitá-la, rejeitá-la ou apresentar uma contra-proposta e se, entretanto, as duas partes chegarem a acordo há uma revisão do preço. Isso permitirá ao empreiteiro poder receber mais para fazer face ao custo adicional que tem”, explicou, ainda, Pedro Nuno Santos.

O regime irá vigorar até 31 de Dezembro de 2022.

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2ª Fase do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis ultrapassou as 106 mil candidaturas

A dias do encerramento e para responder à elevada procura, foi decidido aumentar a dotação para um total de 96 M€ deste Programa, financiado pelo Fundo Ambiental com verbas do PRR

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Encerrada a 2 de Maio, a segunda fase do Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis recebeu mais de 106 mil candidaturas. Foram consideradas elegíveis até ao final da manhã desta quarta-feira, dia 4 de Maio, mais de 26 mil candidaturas, que representam um apoio de 43,7 milhões de euros.
A dias do encerramento e para responder à elevada procura, foi decidido aumentar a dotação em 21 milhões de euros para um total de 96 milhões de euros deste Programa, que é financiado pelo Fundo Ambiental com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O aumento da dotação vai abranger as candidaturas consideradas elegíveis e submetidas até às 23h59 de 2 de maio, sendo as prioridades actuais a análise e a avaliação, com celeridade, das candidaturas submetidas para efectuar o pagamento daquelas que forem consideradas elegíveis e, posteriormente, reavaliar o Programa.
Das candidaturas elegíveis, as tipologias mais solicitadas para apoio foram painéis fotovoltaicos, janelas mais eficientes e bombas de calor, com vista a uma melhoria do desempenho ambiental e energético dos edifícios de habitação, permitindo às famílias a possibilidade de aumentar o conforto térmico e reduzir a factura energética das suas habitações.
Através desta medida, o cidadão torna-se um aliado na melhoria do desempenho energético e no combate à pobreza energética do edificado habitacional, ao ser um agente activo para a resiliência climática, contribuindo para os objectivos nacionais da descarbonização.
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