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Carmo Wood: depois da Agricultura, a Construção é a forte aposta para os próximos anos

Jorge Milne e Carmo, presidente do Conselho de Administração da Carmo Wood é o fundador e estratega do grupo português. Em entrevista ao CONSTRUIR fala sobre as apostas do grupo, sobre o investimento realizado e os planos para o futuro

Manuela Sousa Guerreiro
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Carmo Wood: depois da Agricultura, a Construção é a forte aposta para os próximos anos

Jorge Milne e Carmo, presidente do Conselho de Administração da Carmo Wood é o fundador e estratega do grupo português. Em entrevista ao CONSTRUIR fala sobre as apostas do grupo, sobre o investimento realizado e os planos para o futuro

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Manuela Sousa Guerreiro
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No final deste ano o grupo Carmo Wood prevê registar uma facturação de 90 milhões de euros de facturação, o que representa um crescimento global de 35%, face a 2020. Um crescimento assente no desenvolvimento da actividade da agricultura, na explosão da bricolage, na aposta nas diferentes linhas de mobiliário de exterior e, sobretudo, na construção.

Recentemente a Carmo Wood comunicou a previsão de facturação da área agrícola, em França, em torno dos 20 milhões de euros. A operação em França é o vosso caso de sucesso?
Essa comunicação tem a ver com o sucesso que temos em França. Fomos com bagagem às costas e, literalmente, começámos do nada num mercado maduro, muito proteccionista das suas empresas e com uma opinião nada favorável sobre Portugal e sobre as suas empresas. Hoje estamos estabelecidos em todo o território francês, somos líderes de mercado no nosso segmento e a nossa marca conquistou o mercado. Prevemos que a Carmo France tenha no final deste ano uma facturação superior a 20 milhões de euros, o que representa um crescimento de 40% face a 2020. Esta empresa representa cerca de 20% do nosso negócio global que prevemos chegue aos 90 milhões de euros no final de 2021.

A operação em França é meramente comercial ou têm alguma indústria instalada?
Basicamente é uma operação comercial na área da agricultura. Temos obra na área agrícola em Portugal, em Espanha e também em Marrocos, mas em França não. Onde temos obra em França é na vertente da construção em madeira.

A agricultura continua a ser a área principal de actuação da Carmo Wood?
O grupo é hoje constituído por dez empresas, incluindo a holding, mas a área agrícola é a que tem maior peso. De um total de 70 milhões de euros consolidados, 40 milhões de euros vêm da área agrícola. Estamos em 40 geografias diferentes e na agricultura estamos em 30. Para 2022 prevemos que esta área continue a crescer, em torno dos 25%. A baixo do crescimento registado este ano (41%), é certo, mas ainda assim com um forte crescimento. O crescimento do grupo em 2022 deverá rondar os 38%, de acordo com as nossas projecções.

Que áreas irão impulsionar esse crescimento de 38% no próximo ano?
Pelas encomendas que nós temos, as áreas que vão crescer mais são a construção em madeira, que este ano devera crescer cerca de 35%, face a 2020, mas que prevemos que cresça mais em 2022 e nos materiais de construção. Repare, a Construção na Carmo Wood abrange três grandes áreas: a de grandes estruturas, onde incluímos as áreas de projecto e construção de grandes estruturas para a indústria, turismo, comércio, etc., restaurantes, pontes, passadiços e outras grandes estruturas em madeira. Temos uma equipa de projectistas e de arquitectos, a intervenção da Carmo Wood vai muito além do que simplesmente fornecer a madeira, uma vez que o grupo está habilitado para a execução de projectos de arquitectura, de estabilidade e a preparação nesta vertente.
Uma segunda área na Construção são as pequenas construções que são tudo o que é mobiliário de ar livre, decks, pérgulas, garagens, são pequenas estruturas ou pequenas obras, ciclovias, etc… E depois temos uma terceira área que são os materiais de construção, puro e duro e sem obra, só venda de materiais de construção. E esta é uma das vertentes que mais tem crescido.

Madeira para o sector da Construção?
Madeiras de todo o tipo. A grande maioria tratadas e de exterior que nós transformamos e modificamos e depois entregamos à distribuição, por um lado a distribuição profissional que as encaminha para as empresas do sector da construção e depois uma segunda vertente de distribuição que são as constituídas pelas lojas comerciais de bricolagem. Esta última registou um forte crescimento. Este ano vamos fechar com uma facturação de 6,2 milhões de euros, o que representa um crescimento 80%, que prevemos que se venha a manter também em 2022, impulsionado pelo crescimento do mercado de DIY. É sabido que esta foi uma área que cresceu fortemente durante a pandemia, mas em Portugal, Itália, Espanha e também em França, era uma área que estava em crescimento antes e que prevemos que continuará a crescer em 2022. Mas, de uma forma geral, assistimos a uma maior utilização de madeira e de madeira tratada em detrimento de outros produtos na construção.

Construção elege madeira
À semelhança dos materiais de construção a madeira também registou um forte crescimento do seu preço ao longo deste ano?
Os preços subiram loucamente. Nos EUA chegaram a subir 400% e agora baixaram, mas mantiveram-se 50% acima dos preços praticados 2019. A grande fatia das madeiras consumidas na Europa vem do Báltico, Estónia e Lituânia, Suécia, Finlândia e Bielorrússia. Os preços subiram mais de 100%, baixaram um pouco e estabilizaram. Em Portugal e Espanha continuam com tendência de subida dos preços, embora por motivos diferentes. Em Portugal porque não temos floresta e o que produzimos é sobretudo madeira para paletes, que registam um forte crescimento devido ao crescimento dos transportes. Espanha tem visto a sua área florestal crescer muito, mas tem falta de empresas que tratem essas madeiras.

De que forma esse aumento de preços vos afectou?
Não afectou porque sempre trabalhamos com muitos stocks. Além disso os fornecedores estão connosco. Sempre fomos muito sólidos em termos financeiros. Pagamos bem e somos os primeiros a ter mercadoria. Por outro lado, compramos no futuro pelo que o nosso preço médio continuou bastante razoável e subimos pouco os preços aos nossos clientes e continuamos, por essa via, muito competitivos mesmo que durante o ano de 2021

A madeira está a conquistar a Construção?
É evidente na Construção que a madeira tem vindo a crescer e a ganhar um maior protagonismo, muito por culpa da sustentabilidade e da necessidade em baixar a energia gasta com as edificações. A madeira tem essa particularidade é carbono, é a única matéria-prima 100% renovável e em relação aos seus outros concorrentes, seja o aço seja o betão, a energia gasta na transformação é muito menor. Diria que a madeira é a matéria de construção do século XXI. Aqui no sul da europa estamos pouco habitados a isso, mas em muitos países a madeira já é o principal material da construção. Estamos a assistir a um maior input também porque antes não era possível fazer edifícios em altura em madeira, mas agora já o é. E exactamente com o mesmo sistema: coluna, viga e placa. Podemos fazer as resistências e grossuras que quisermos. Na Áustria foi inaugurado há dias um prédio, em madeira, com 34 andares.

Mas Portugal é, por tradição, um país do betão?
É verdade, até porque existem poucas empresas como a nossa com alguma dimensão e que tenham capacidade para lidar com projectos de dimensão. E esse é exactamente um dos problemas que se colocam no futuro imediato, há vontade para construir em madeira o que vai obrigar as empresas a adaptarem-se. Hoje utilizar-se-ia mais madeira na construção se o tecido empresarial estivesse à altura do que o mercado pede. Mas as coisas estão a evoluir. Por exemplo aqui em Lisboa já construímos quatro grandes pontes totalmente em madeira, estamos a construir um edifício de dois andares e já fizemos o projecto e iremos entrar no concurso para a construção pedonal sobre o rio Trancão. Depois temos outras obras, estamos a fazer o restaurante do Gigi, na Quinta do Lago, estamos a trabalhar com Filipe Starck na Herdade da Comporta, fizemos vários passadiços em Portugal. Em França estamos a trabalhar com as grandes construtoras como a Vinci, Bouygues, Eiffage em alguns dos seus projectos, entre outros.

Qual o peso da Construção na Carmo Wood?
São cerca de 30%. No final de 2021 deverá corresponder a cerca de 30 milhões de euros, do total da nossa facturação que, como já lhe disse, deverá rondar os 90 milhões de euros. Ou 36% se a ela somarmos as madeiras de construção. No próximo ano prevemos crescer na agricultura, que é ainda a nossa maior área, mas sobretudo na Construção e em todas as suas vertentes: nas estruturas (40%), nas madeiras de construção (70%) e nas pequenas construções e mobiliário (100%).

A aposta na indústria 4.0

Em linhas gerais, qual será a estratégia da empresa nos próximos dois anos?
Nos últimos anos investimos fortemente no reforço e modernização da nossa capacidade industrial. O capex que tínhamos previsto para os anos de 2021 / 2022, já foi todo executado este ano. Investimos cerca de três milhões de euros para aumentar a capacidade de produção da nossa fábrica de Oliveira de Frades e vamos construir um novo pavilhão com cerca de 6 mil m2 para criar uma nova carpintaria. O que nos permite aumentar a capacidade de produção de mobiliário urbano e de jardim, triplicar a capacidade de produção de madeiras de construção e dar resposta ao crescimento expectável do negócio com investimento em diversas máquinas e automatismos. O investimento previsto de 5 milhões de euros para os dois anos já foi executado,

Isto depois dos investimentos que realizaram na reconstrução das unidades que arderem em 2017?
Nos incêndios florestais de 2017 arderam-nos duas grandes operações e nessa altura, enquanto presidente executivo e com a ajuda da equipa que aqui trabalha, decidimos investir tudo para refazer as operações, expandido as áreas, refazendo os layouts. Apostámos na indústria 4.0, o que significa automatização, robótica, software de suporte, inteligência artificial. Preparámo-nos para crescer três vezes mais em praticamente todas as áreas. Mesmo assim já tivemos necessidade de reforçar esse investimento inicial de 2017 a 2020, e que rondou os 30 milhões de euros. Estes são volumes muito grandes para a nossa facturação, mas serviram para preparar a empresa para responder a demanda. Nós não andamos a reboque do crescimento.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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Porto lança novo concurso no âmbito do “Rua Direita”

Aberto concurso para a requalificação da Rua do Professor Abílio Cardoso, no Porto, ao abrigo do programa Rua Direita. A empreitada tem um valor superior a meio milhão de euros

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Foi lançado, esta semana, o concurso público para a “requalificação da Rua do Professor Abílio Cardoso e Outras”, na zona de Massarelos. A empreitada integra o “Rua Direita”, programa municipal de reabilitação profunda da rede fina de perto de uma centena de arruamentos da cidade e é da responsabilidade da GO Porto, empresa municipal de Gestão e Obras do Porto.

O concurso tem como preço base o valor de 665.500,00 euros e as propostas podem ser submetidas até às 23,59 horas de 23 de Junho, na plataforma acinGov, onde se encontram disponíveis todas as peças do concurso.

A empreitada prevê a requalificação das ruas do Professor Abílio Cardoso, do Professor Carlos Alberto Ferreira de Almeida e do Professor Henrique David, através da pavimentação dos arruamentos e passeios e melhoria da acessibilidade pedonal, por meio da adopção de troços de via partilhada. Está, ainda, prevista a criação de áreas ajardinadas, com rede de rega, e a criação de uma bolsa de estacionamento.

Além destes trabalhos, serão executadas infraestruturas de saneamento, de telecomunicações e de iluminação pública, de gás, e serão instalados equipamentos enterrados de recolha selectiva de resíduos.

De recordar que o “Programa Rua Direita” já requalificou o troço nascente da Rua de Vila Nova e, tem em curso, seis empreitadas de requalificação, nas ruas de Rua de Vila Nova (poente) e Travessa da Costibela, Rua da Via-Sacra e Outras, Rua Silva Porto (parcial), Rua da Arada, Rua do Encontro e Outras e Rua da Granja de Lordelo.

Anunciado em Junho de 2018, o “Rua Direita” representa um investimento global de 21 milhões de euros do Município e abrange a reabilitação de arruamentos do sistema viário municipal, dispersos por várias freguesias e correspondentes a antigos caminhos rurais, áreas urbanas em transformação ou ruas degradadas em tecido consolidado.

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Águas do Norte inicia empreitada de 1,5M€ em Chaves

A ligação do sistema do Alto Rabagão ao sistema de Arcossó tem como objetivo o incremento da resiliência global do sistema, permitindo, no limite, o abastecimento integral do sistema de Arcossó a partir de uma origem de elevado volume de armazenamento, a Albufeira do Alto Rabagão

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A Águas do Norte vai iniciar brevemente a empreitada de execução da ligação do subsistema de abastecimento de água do Alto Rabagão ao subsistema de abastecimento de água do Arcossó, no Município de Chaves. O investimento, no valor de cerca 1,5 milhões de euros e um prazo de execução de 300 dias, vai permitir o aumento da cobertura de abastecimento de água com origem no sistema do Alto Rabagão, e compreende a construção de uma conduta adutora gravítica numa extensão aproximada de 6,3 km, incluindo os respetivos equipamentos de regulação, segurança, controlo e automação.

A ligação do sistema do Alto Rabagão ao sistema de Arcossó tem como objetivo o incremento da resiliência global do sistema, permitindo, no limite, o abastecimento integral do sistema de Arcossó a partir de uma origem de elevado volume de armazenamento, a Albufeira do Alto Rabagão. A atual origem, a Albufeira de Arcossó, tem-se demonstrado algumas dificuldades no que diz respeito à quantidade e qualidade de água disponível, não oferecendo as garantias que a Águas do Norte considera necessárias para poder disponibilizar um eficiente e resiliente fornecimento de água ao sistema público de distribuição. Deste modo, e enquadrando o presente projeto no âmbito das medidas de adaptação às alterações climáticas, a construção desta infraestrutura permitirá a diversificação das origens de água mediante a interligação de sistemas de abastecimento.

Com a conclusão deste investimento, a Águas do Norte pretende melhorar em qualidade e quantidade o abastecimento de água a uma parte significativa da população residente, e a possibilidade de a mesma usufruir de um melhor serviço público de abastecimento de água o que permitirá uma melhoria significativa da sua qualidade de vida.

A Águas do Norte iniciou a atividade a 30 de junho de 2015 e, enquanto entidade concessionária do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal, em “alta”, é responsável pela captação, tratamento e abastecimento de água para consumo público e pela recolha, tratamento e rejeição de efluentes domésticos, urbanos e industriais e de efluentes provenientes de fossas séticas.

Assume ainda a exploração e gestão do sistema de águas da região do Noroeste, reunindo numa única entidade gestora, os serviços de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais em “alta” (prestados aos Municípios) e em “baixa” (prestados aos utilizadores finais, os munícipes), de forma regular, contínua e eficiente.

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Saint-Gobain Portugal participa em projecto de impressão 3D

A criação de argamassas para impressão 3D com menor impacto ambiental é o objectivo de um novo projecto criado pela Universidade Lusíada com o apoio da Saint-Gobain Weber

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A criação de argamassas para impressão 3D com menor impacto ambiental fazem parte de um novo projecto criado pela Universidade Lusíada com o apoio da Saint-Gobain Weber, especialista na produção e comercialização de argamassas industriais. A tecnologia 3D permite utilizar menos recursos do que outros processos de construção convencionais, com a maioria das argamassas adaptadas a este sistema de impressão.

Tendo como base este pressuposto, o projecto pioneiro testou, ao longo de um ano, o impacto e a viabilidade de diferentes propostas de argamassas para o sector da construção.

“A primeira argamassa testada, Weber 3D 145-2, caracteriza-se pela facilidade na utilização, estando adequada a sistemas de mistura e bombagem não dedicados a argamassas 3D. Por seu turno, a Weber 3D 160-1, permitiu uma melhor performance ao nível da impressão, a construção de peças mais detalhadas e em curtos espaços de tempo. Esta opção necessita de um sistema de mistura e bombagem dedicado ou adaptado para argamassas 3D e pauta-se por uma menor retracção e melhor resistência mecânica. Esta foi a opção que acabou por ser utilizada por ser a mais adequada para executar uma peça tão complexa”, avançou a empresa.

Sobra as conclusões do projecto a empresa destaca que ambas as argamassas “são de elevada resistência sendo esta a característica que permite uma diminuição da quantidade de material usado, diminuindo o impacto ambiental da peça. Esta redução do uso de material, além de ter impacto directo na redução de CO2, apresenta vantagens indirectas, como por exemplo, no transporte, uma vez que as peças são mais leves”.

Para ambas as argamassas, o Centro de competências Saint-Gobain em impressão 3D desenvolveu e patenteou um sistema de monitorização e controlo de qualidade que permite assegurar a qualidade de toda a argamassa utilizada na impressão de um objecto, a Weber Mortar Platform. De acordo com Ana Rita Bastos, directora de marketing da Saint-Gobain Portugal – ISOVER Placo e Weber, “a aplicação de tecnologias de impressão 3D na arquitectura é hoje uma das principais tendências na indústria da construção pelo que a Saint-Gobain Portugal tem apostado nesta tecnologia alocando um novo gestor de solução a esta área.”

O projecto para a indústria da construção contou ainda com o contributo da Universidade Nova de Lisboa, Campus da Costa da Caparica, com uma vasta experiência com argamassas de cal, e com a Universidade Técnica de Eindhoven, que está a liderar vários projectos de investigação com impressão 3D. De notar ainda os contributos do designer computacional Le Brimet, especialista em design generativo e performativo e da equipa da Unlimited3D que apoiou no processo de impressão.

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Câmara Municipal e Startup Lisboa desafiam jovens a encontrarem soluções para a habitação em Lisboa

O HACKATHOME pretende reunir nos dias 28 e 29 de Maio, no Hub Criativo do Beato, a maratona de ideias tecnológicas, inovadoras e sustentáveis que deem resposta ao desafio de dar nova vida às 48 mil casas vazias da cidade

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Numa iniciativa em que convidam jovens universitários a dar resposta ao desafio das mais de 48 mil casas vazias na cidade, a Câmara Municipal de Lisboa e a Startup Lisboa, incubadora de empresas na área da tecnologia, uniram-se para lançar o HACKATHOME.

Nos dias 28 e 29 de Maio decorrerá no Hub Criativo do Beato, a maratona de ideias tecnológicas, inovadoras e sustentáveis que deem resposta ao desafio de dar nova vida às 48 mil casas vazias da cidade, que, actualmente, não estão a servir a sua função habitacional. Neste contexto, é urgente apelar ao conhecimento e dinamismo do ecossistema empreendedor para definir políticas públicas apoiadas na cocriação com os cidadãos.

“A colocação à disposição dos munícipes destas casas é uma missão urgente que precisa de respostas rápidas e à altura da era tecnológica que vivemos. Envolver os jovens neste desafio tem como objectivo fazer com que esta geração participe na tomada de decisão, ao mesmo tempo que beneficiamos da sua capacidade de inovar tecnologicamente”, explicou Filipa Roseta.

A apresentação pública realizou-se com a presença de Filipa Roseta, vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, Gil Azevedo, o novo director executivo da Startup Lisboa, Frederico Santos, em representação da Microsoft, entidade parceira, entre outros, durante a qual foi traçado o diagnóstico da crise de habitação em Lisboa e explicado o processo de desenho da Carta Municipal de Habitação, a primeira a ser implementada no município e que está a ser desenvolvida em regime de plena cocriação com os cidadãos e prevê-se concluída no final deste ano.

“Com base nos dados disponíveis dos Censos 2021, percebemos que das 320 mil casas identificadas em Lisboa, há um universo de 242 mil de residência habitual, a que acrescem 30 mil de residência secundária. Com esta informação, chegámos à incógnita das 48 mil casas classificadas como vagas. É este potencial que queremos explorar com o Hackathon”, destacou Margarida Maurício, arquitecta do gabinete da vereadora Filipa Roseta.

Sobre o contributo da tecnologia para as políticas de habitação, Marco Rodrigues sublinhou “a ausência generalizada de dados eficientes sobre o tema e a necessidade de promover uma cultura de inteligência urbana, destacando o papel dos jovens universitários na procura de soluções e na sua sensibilização para a temática da habitação”.

Serão selecionadas até 15 equipas com diferentes perfis de tecnologia, gestão, engenharia ou arquitetura, com a missão de pensar soluções digitais sustentáveis que possam ser implementadas na cidade para ajustar a oferta e a procura de habitação.

A última etapa do programa é a apresentação da solução desenvolvida ao júri, composto por elementos da autarquia, da Startup Lisboa, parceiros e convidados. O primeiro prémio tem um valor monetário de 7 mil euros, o segundo de 2 mil euros e o terceiro lugar de mil euros.

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dstgroup constrói laboratórios da EDP em Lisboa

“A complexidade técnica e tecnológica agregada à projeção e construção de um laboratório desta natureza para a EDP implica uma coordenação grande entre as empresas do grupo” explica José Teixeira, presidente do dstgroup

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A dst, empresa de construção do dstgroup, construiu o novo edifício de laboratórios da EDP, em Lisboa, para a modernização das infraestruturas de investigação que se destinam aos laboratórios de ambiente, de metais, de materiais isolantes, de redes inteligentes e armazenamento de energia (SmartLab) e de prototipagem (Fablab).

Os novos laboratórios estão dotados de equipamentos pouco comuns e de grande especificidade, cujos sistemas e equipamentos foram concebidos para dotar a LABELEC com níveis ultra fiáveis de investigação, com recurso a tecnologia de ponta, e em segurança.

“A complexidade técnica e tecnológica agregada à projeção e construção de um laboratório desta natureza para a EDP implica uma coordenação grande entre as empresas do grupo” explica José Teixeira, presidente do dstgroup. “Ao longo dos anos investimos em I&D e crescemos em conhecimento e tecnologia, especializando e criando empresas específicas para os aspetos vitais da construção. Assim conseguimos dar respostas integradas com níveis de inovação, coordenação e integração, que garantem ótimos resultados.”, conclui.

Foram implementados sistemas AVAC e de extração de gases, redes elétricas independentes e redundantes, e sistemas de climatização independentes entre laboratórios, com gestão técnica centralizada.

Foi também instalada uma rede com cerca de 11 gases laboratoriais e ar comprimido para garantir todas as necessidades por parte da LABELEC. A rede de distribuição de água tratada foi concebida para funcionar em anel, com produção de dois tipos de água pura, para aplicações industriais, sendo o tipo I completamente adequado a consumo humano. Também foi construída uma Estação de Neutralização de Esgoto Químico, para tratamento de resíduos, que garante o cumprimento de parâmetros exigidos para as águas residuais.

O elevado nível freático levou à necessidade de inovar, para avançar com a execução de três tanques enterrados. Para respeitar as condições técnicas necessárias utilizaram uma prática construtiva recente que promove a impermeabilização do betão através do processo químico de “cristalização”, que utiliza as partículas não hidratadas de cimento e restantes minerais existentes. Para conseguir promover estas caraterísticas foi utilizado um adjuvante, misturado previamente à betonagem.

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Cabo Verde: Construção do novo Hospital Nacional arranca este ano

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal)

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O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou o lançamento, ainda para este ano, da construção do Hospital Nacional de Cabo Verde, na cidade da Praia, uma das maiores obras públicas do país.

“Vamos ter uma reunião para podermos começar a fechar o dossiê técnico, o mecanismo de financiamento, para que ainda este ano possamos dar corpo a esta ambição que é dotar o país, a partir da Praia, de um hospital de referência”, anunciou Correia e Silva.

O chefe do Governo falava durante a inauguração da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Doutor Agostinho Neto, na capital, atualmente o maior do país.

“Claro que o Hospital Agostinho Neto irá continuar, com as suas funções, as suas valências, mas iremos acrescentar mais um hospital, construído, pensado e concebido de raiz, ao nível tecnológico mais avançado que pudermos trazer aqui para Cabo Verde e ao nível de competências mais elevadas que possamos assumir relativamente aos nossos profissionais de saúde”, acrescentou.

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal).

Depois disso foi criada uma equipa técnica interministerial para preparar os atos formais, conceptuais e técnicos para mobilização de financiamento, finalização do projeto e definição do modelo de gestão e de acesso aos serviços a prestar.

Conforme projeto apresentado hoje pelo diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, o hospital nacional deverá ser construído na zona de Achada Limpo, no concelho da Praia, com capacidade máxima de 134 camas, sendo 12 para os cuidados intensivos.

Ainda segundo o diretor nacional de Saúde, a futura infraestrutura de saúde não vai substituir os dois hospitais centrais públicos do país — Agostinho Neto, na Praia, e Batista de Sousa, em São Vicente — mais sim complementar a oferta disponível e maximizar os recursos.

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Construção metálica: entre a expansão e as incertezas da conjuntura

Desde 24 de Fevereiro até 6 de Maio, o preço do aço aumentou 45%. O preço da matéria-prima, a que se junta o aumento da energia, está a condicionar o crescimento de um sector que se prepara para reforçar os planos de internacionalização

Nos últimos 72 dias, o preço do aço no mercado nacional aumentou 45%. O disparar do preço da matéria-prima, que se segue depois de um ano também ele marcado por fortes subidas, está a deixar a indústria à beira de um ataque de nervos. A conjuntura inesperada da guerra na Europa baralhou os planos de um sector que desde 2016 apresenta um forte crescimento. Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.

Nos últimos anos, o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil segundo dados apurados até 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), e tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

“A marca Portugal Steel e os objectivos da associação vão no sentido de promover a construção metálica e as suas vantagens, queremos desmistificar algumas questões que passam para a sociedade em geral, falarmos da sua durabilidade da importância para a economia, apresentando os valores do sector e mostrando a influência que temos. Contribuímos com 2,2% o PIB e para 3.1% das exportações. E podemos contribuir para a sustentabilidade já que o aço é um produto reciclável e, ao contrário de outros, não perde características nesse processo. Só para ter uma ideia da importância que a reciclagem já tem na indústria na Arcelor, que é uma das maiores siderurgias mundiais, 80% dos materiais usados para a produção do aço é material reciclado, 80%”, sublinha Luís Figueiredo, director-geral da CMM em declarações ao CONSTRUIR.

À procura de novos mercados

O crescimento das vendas do mercado nacional tem sido um dos impulsionadores da actividade, mas as atenções concentram-se agora no reforço da actividade no exterior.

“Os números mostram claramente uma recuperação das empresas, especialmente das metalomecânicas que são o core da nossa construção metálica, de 2017 para a frente. Tem sido um crescimento muito interessante em termos de volume de negócios, apoiado mais até nas vendas nacionais do que nas exportações, o que é muito interessante”, refere a propósito o responsável.
A CMM tem em curso um programa de internacionalização, o International Steel, que “pretende reforçar a competitividade e a promoção do aumento das exportações”. No âmbito deste programa de apoio foram seleccionados três mercados alvo: Canadá, Médio Oriente e Rússia. A primeira acção para este último país ia realizar-se no início de Março, mas por razões óbvias ficou sem efeito.

“A nossa intenção inicial com a escolha dos mercados foi seleccionar países onde as empresas portuguesas ainda não estivessem ou, estando, não tivessem ainda uma grande expressão e onde pudéssemos ter uma primeira intervenção exploratória e trazer resultados e apresentar as oportunidades desses mercados”, explica Luís Figueiredo. “O objectivo foi aproveitar este projecto, que é financiado pelo Portugal 2020, e escolher os mercados que nos pareceram mais interessantes e aqui a escolha recaiu nestes três”.
A guerra alterou os planos, mas a associação permanece firme na intenção de avançar para o Canadá e Médio Oriente. Em Julho a CMM estará no Qatar. “Países como o Qatar, Arábia Saudita … e têm uma construção incrível e projectos enormes em pipeline e estamos convictos que podem constituir um mercado muito interessante para as empresas portuguesas, se estas assim o entenderem”, sublinha Luís Figueiredo. O especialista refere a propósito que “o nosso mercado e as nossas metalomecânicas têm uma grande capacidade de internacionalização. Um pouco por todo o mundo podemos encontrar obras realizadas por empresas portuguesas que são uma referência para este sector”.

A internacionalização do sector pode ser repartida em dois momentos: um primeiro momento muito marcado pela presença nos países africanos, em especial em Angola. A crise cambial e os problemas económico-financeiros porque passou este país obrigou as empresas a procurar outros mercados, designadamente na Europa. “Há vários mercados que hoje se destacam, como por exemplo Marrocos, mas diria que a França é um dos principais mercados para as empresas portuguesas do sector que aproveitam as sinergias e daí aproveitam as oportunidades que surgem nos países vizinhos”, refere Luís Figueiredo.

Foco na qualidade e inovação

O foco nos mercados europeus teve uma outra consequência, que acabou por influenciar de forma positiva o sector: a inovação. “Estes são mercados mais exigentes. Uma empresa que produza para a Europa produz para qualquer mercado do mundo”. E esta é uma questão fulcral quando se fala em competitividade e diferenciação no mercado internacional. “Mais do que o factor preço é a diferenciação pela inovação e pela qualidade do que fazem” que traduz o sucesso, ou o insucesso, das empresas lá fora.

Por isso um dos eixos de acção da própria CMM é promover a formação das empresas suas associadas. A par do projecto de internacionalização, estão em curso dois outros projectos, financiados via Portugal 2020. Um primeiro de formação-acção, direccionado para pequenas e médias empresas, focado na implementação de sistemas de gestão e indústria 4.0. “O projecto ainda não terminou, neste momento já conseguimos a certificação de 20 empresas. Mas é um programa importante para as empresas. Estamos a falar de um sector que é constituído maioritariamente, mais de 80%, por PME”, sublinha o director-geral da CMM.

A CMM está a desenvolver há já dois anos o projecto de qualificação Digital Steel – sistema de apoio a acções colectivas, o qual visa promover e acelerar a transição das PME do sector para “o novo paradigma produtivo e colaborativo da Indústria 4.0”. Especialmente focada na digitalização dos processos, “este projecto pretende capacitar e qualificar as empresas para a adopção de metodologias de trabalho colaborativas que, pela forte incorporação tecnológica permitirão uma minimização do trabalho manual, uma maximização da eficiência, da qualidade, da flexibilização e da inovação, vectores inquestionáveis da competitividade internacional”. O projecto está em curso e deverá estar concluído no final deste ano. O reforço das competências das empresas pode não ser uma solução para o actual problema que a conjuntura de alta de preços provoca, mas pode ser um dos caminhos para contorna-lo. Isto numa altura de incerteza em que as empresas temem o cenário de atraso de início de novas obras e se assiste já às dificuldades de negociação de novos contratos.

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Especial Tektónica e SIL na edição 458 do CONSTRUIR

A Tektónica e o Salão Imobiliário de Portugal em grande destaque na edição especial do Jornal CONSTRUIR dedicada a duas feiras de referência

CONSTRUIR

Yotel vai instalar-se no WTC Lisboa
Depois da abertura de uma unidade no Porto, naquela que foi a primeira unidade do grupo britânico na Península Ibérica, a marca prepara agora o lançamento de uma unidade em Lisboa, o que deverá acontecer em 2024. O YOTEL Lisboa WTC, de 127 quartos, estará localizado dentro do World Trade Center Lisboa

África ainda é uma oportunidade para as construtoras portuguesas
A 6º Cimeira União Europeia- União Africana delineou uma nova aliança alicerçada num plano de investimentos para África que prevê mobilizar 150 mil milhões de euros de investimento público e privado até 2030. A FEPICOP sintetizou as oportunidades para as empresas da Construção portuguesas num relatório a que o CONSTRUIR teve acesso

A resiliência do sector da Construção atrai player mundial
O potencial de crescimento do Sector da Construção mantém-se, não obstante os custos dos materiais, a escassez de mão-de-obra e a incerteza da conjuntura internacional. Da logística ao industrial, passando pelo residencial e pela hotelaria são vários os sectores a resistir às incertezas da conjuntura. A multinacional Arcadis mantém, assim, firme a sua aposta em Portugal

Espanhola Room007 investe 150M€ em oito hotéis até final do ano
A operadora espanhola de hostels e hotéis boutique tem já quatro unidades em Lisboa e quer aproveitar o investimento para crescer na capital. A chegada ao Porto faz também parte da estratégia

Construção metálica: entre a expansão e as incertezas da conjuntura
Desde 24 de Fevereiro até 6 de Maio, o preço do aço aumentou 45%. O preço da matéria-prima, a que se junta o aumento da energia, está a condicionar o crescimento de um sector que se prepara para reforçar os planos de internacionalização

“O tema da sustentabilidade foi incluído desde o início na concepção do Olaris”
Rosana Sousa e Sofia De Francesco Vieira desenharam um lavatório que responde à necessidade de usos simultâneos, numa versão a 360º que mereceu, por parte do júri do One Day Design Challenge, o primeiro prémio na iniciativa promovida pela Roca. As criadoras da solução explicaram ao CONSTRUIR os passos seguidos para esta solução

EUmies Awards premeia “a contribuição da arquitectura para melhorar o bem-estar dos cidadãos”
Foram dois os vencedores do Mies van der Rohe Awards 2022, escolhidos entre um total de 532 trabalhos a concurso. Pela primeira vez, o prémio coube a um edifício universitário “reforçando a importância de projectos públicos de qualidade”. The Town House, na Universidade de Kingston, em Londres, tem a assinatura dos arquitectos Grafton. Já o Emerging Arquitecture Prize foi atribuído à cooperativa de habitação La Borda, do colectivo Lacol

Salk Properties promove “Alcácer Vintage”
Pensado para satisfazer a procura do mercado internacional de longa duração, mas também o cliente nacional para fins-de-semana e férias, o “Alcácer Vintage” tem como tema o enoturismo. Com assinatura da Promontório, o projecto visa manter a sua identidade rural e de proximidade à natureza

Entrevista Tektónica: “É nas crises que surgem novas oportunidades de negócio e novos mercados a explorar”
Em entrevista ao CONSTRUIR, o novo gestor da Tektónica antecipa as linhas fortes da edição deste ano de uma das feiras de referência do Sector em Portugal. José Paulo Pinto sublinha o regresso de algumas empresas no sector do Banho e Cozinha e reforça a importância do evento enquanto plataforma de negócios do sector

Tektónica 2022 é para resilientes!
O CONSTRUIR foi ouvir o que pensam as empresas que vão marcar presença edição de 2022 da Tektónica, a forma como estão a adaptar a sua estratégia à nova realidade e o que esperam deste certame. Testemunhos marcados pela preocupação com a actual conjuntura económica, mas onde se destacam o espírito resiliente, a aposta na inovação e a vontade de crescer

Entrevista SIL: “Estamos optimistas que dinâmica do sector se reflectirá no SIL”
Pela primeira vez a decorrer no mês de Maio e sem quaisquer retrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, a edição de 2022 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) recupera o seu formato totalmente presencial e pretende reforçar o seu lugar enquanto “marketplace e ponto de encontro do sector”. Em conjunto com a Tektónica, totalizam uma área superior a 30 mil m2 e 250 expositores

Opinião
Manuel Reis Campos (AICCOPN)
Jorge Meneses (APPC)
Hugo Santos Ferreira (APPII)
António Carlos Rodrigues (Grupo Casais)
Paulo Caiado (APEMIP)
Rui Furtado Marques (HCI)
João Ferreira Gomes (ANFAJE)
José de Matos (APCMC)
Jorge Reis (APEB)
Francisco Bacelar (ASMIP)
Rui Horta Carneiro (Associação KNX Portugal)
Nuno Malheiro da Silva (Focus Group)
Francisco Horta e Costa (CBRE)
Diogo Guerra Abecasis (MAP Engenharia)
Carlos Baião (TPF Consultores)
Gonçalo Sousa Soares (afaplan)
Carlos Oliveira (DDN)

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Hotel Meliã Lisboa entra na segunda fase de construção

A gestão da obra é assegurada pela Engexpor, que acompanha o desenvolvimento do projecto desde o estágio inicial de estudo e conceito, incluindo a coordenação a nível do BIM

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Foi iniciada a segunda fase de construção do hotel Meliã Lisboa, a primeira unidade de cinco estrelas a ser gerida pela cadeia hoteleira espanhola em Portugal, que está a ser erguida no cruzamento da Avenida Fontes Pereira de Melo com a Avenida António Augusto de Aguiar, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa.

Nesta nova fase será construída a estrutura elevada do edifício – que conta com 14 pisos acima do solo – bem como as instalações técnicas e acabamentos, prevendo-se que a unidade hoteleira esteja concluída na segunda metade de 2023.

Na execução da estrutura até ao piso 0, referente à primeira etapa de construção, foi usada a técnica top down, que inverte a ordem de construção dos pisos no subsolo com o objectivo de limitar a movimentação do solo, minimizando os impactos negativos nas edificações vizinhas. A gestão da obra é assegurada pela Engexpor, que acompanha o desenvolvimento deste projecto desde o estágio inicial de estudo e conceito, incluindo a coordenação a nível do BIM (Building Information Modelling), tendo apoiado a equipa projectista com directrizes na execução e verificação dos modelos das várias especialidades.

A promoção imobiliária do empreendimento está a cargo do Discovery Portugal Real Estate Fund – assessorado pela Explorer Investments – e resulta de uma parceria firmada entre esta entidade e a Meliã Hotels International.

Quando finalizado, o Meliã Lisboa irá disponibilizar cerca de 240 quartos, restaurante, bar-lounge na cobertura com vista panorâmica sobre a cidade, salas de convenções e centro de congressos com capacidade até 550 pessoas. Ao todo, são 22.220 m² de área bruta de construção, distribuídos por 14 pisos acima do solo e ainda 6 pisos subterrâneos.

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Ferrovia: Governo relança linha de alta-velocidade como “projecto estruturante para o País”

Pedro Nuno Santos lembrou que o comboio de alta velocidade permitirá ir de Braga a Lisboa em cerca de 47 minutos e de Lisboa ao Porto em uma hora e 15 minuto

Ricardo Batista

Está previsto para o início do próximo ano o lançamento do concurso público para a construção dos primeiros troços da linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, altura em que estará também concluída a avaliação de impacto ambiental do projecto que é encarado como “transformador para cidades como Leiria, Coimbra, Aveiro e Braga, bem como para um conjunto de cidades do interior”.

A garantia foi deixada no Parlamento pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que acredita que “a linha de alta velocidade é um projecto estruturante para o País, que vai mudar de forma radical a forma como as duas áreas metropolitanas Lisboa e Porto se relacionam”, disse, na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2022.

Pedro Nuno Santos lembrou que o comboio de alta velocidade permitirá ir de Braga a Lisboa em cerca de 47 minutos e de Lisboa ao Porto em uma hora e 15 minutos. Numa primeira fase, explica Pedro Nuno Santos, será construído o troço Porto-Aveiro e Aveiro-Soure (Coimbra), seguindo-se depois para a construção da ligação até ao Carregado (concelho de Alenquer, distrito de Lisboa). Para a segunda fase, está prevista a construção da ligação Porto-Vigo (Espanha.

Relativamente à linha do Algarve, Pedro Nuno Santos afirmou que a mesma estará “toda eletrificada até 2024”, estando já prevista a consignação da electrificação, entre Tunes e Lagos, em Junho.

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