Edição digital
Assine já
Imobiliário

Investimento imobiliário de rendimento excedeu os 2MM€ em 2021 e deverá ultrapassar os 3MM€ em 2022

A CBRE prevê que em 2022 o volume de investimento registe um aumento de 50% face a 2021, colocando novamente o mercado no patamar acima dos três MM€

CONSTRUIR
Imobiliário

Investimento imobiliário de rendimento excedeu os 2MM€ em 2021 e deverá ultrapassar os 3MM€ em 2022

A CBRE prevê que em 2022 o volume de investimento registe um aumento de 50% face a 2021, colocando novamente o mercado no patamar acima dos três MM€

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Casavo vai reforçar a sua equipa em Portugal até ao final do ano
Empresas
Challenge LG Recicl’Arte vai premiar obras com objectos em fim de vida
Empresas
Prémios de Arquitectura Mies van der Rohe 2022
Arquitectura
Kingston-TH-©Dennis-Gilbert
Dyrup dá cor a creche que acolhe crianças refugiadas
Empresas
Arranca em Sines a construção do megacentro de dados
Engenharia
Grohe inaugura Parque Fotovoltaico na fábrica de Albergaria
Empresas
Directores de obra e encarregados com forte procura e escassez de oferta
Engenharia
OLI aumenta produção em resposta à procura internacional
Empresas
55% das novas lojas de retalho de luxo em 2021 abriram na China
Empresas
Preços das casas registam subida de 17% face a Março de 2021
Imobiliário

O investimento em imobiliário de rendimento alcançou os 2.2 mil milhões de euros em 2021, de acordo com o balanço divulgado pela CBRE. Apesar da pandemia e das diversas restrições e incertezas associadas, a dinâmica verificada no último ano é muito positiva. O volume de investimento foi menor do que no ano anterior, mas ainda assim o quinto melhor de sempre. Paralelamente, não só foram transaccionados diversos portefólios de elevado valor, como também se registou um número significativo de transacções (mais de 80), um indicador apenas superado nos anos de 2018 e 2019.

Segundo a CBRE, a consultora fechou o ano como líder de mercado, tendo participado em mais de 50% do volume de transacções e em seis dos dez maiores negócios em Portugal. “Verificámos um elevado interesse nas operações que lançámos em 2021. Em algumas, recebemos mais de dez propostas. Se considerássemos todas estas intenções de investimento não concretizadas triplicaríamos o volume de investimento registado em 2021”, afirma Francisco Horta e Costa, Director-Geral da CBRE Portugal.

O mercado de investimento revelou-se bastante activo no segundo semestre do ano, depois de nos primeiros seis meses terem sido investidos pouco mais de 500 milhões de euros, devido a um novo confinamento com repercussões nas visitas aos imóveis e nas viagens e consequentemente no fecho de negócios.

Outro factor destacado pela CBRE, e revelador de que se mantém a atractividade do País como destino de investimento, é a entrada de diversos novos players internacionais, inclusivamente em transacções de elevado valor. Seis das dez maiores transacções verificadas em 2021 envolveram a estreia em Portugal de investidores internacionais, nomeadamente os franceses Tikehau e Icade Santé, os norte-americanos da Jamestown, da Tishman Speyer e da Sixth Street, e os espanhóis da Azora. No total, dez investidores investiram pela primeira vez no País.

À semelhança de 2020, os investidores domésticos foram responsáveis por 25% do capital investido em imobiliário de rendimento em Portugal, enquanto EUA e França foram os principais mercados de origem internacional.

Em termos de alocação do capital por sectores, 40% foi canalizado para activos de escritórios, 22% para imóveis residenciais de arrendamento, incluindo residências de estudantes, e 15% para hotéis. Destaque para os activos de saúde que representaram 12% do volume de investimento, um peso recorde em Portugal.

De referir que a CBRE representou a Fidelidade naquela que é a maior transacção imobiliária no sector da saúde em Portugal, nomeadamente a venda do Fundo Saudeinveste à Icade Santé. “Este processo veio confirmar a apetência dos investidores para activos com risco operacional, geralmente associados a contratos de maior duração e taxas de rentabilidade superiores às tradicionais classes de activos de investimento e com fundamentais de mercado extremamente sólidos”, sublinha Nuno Nunes, Director da área de Investimento da CBRE Portugal.

O sector de retalho, que em anos anteriores ocupou sempre a primeira ou segunda posição (intercalado com o sector de escritórios) no ranking de volume de investimento por classe de activos, registou uma quebra no montante investido em 2021. Ainda que tenha perdido esta relevância devido ao reduzido número de transacções de centros comercias, verificou-se uma elevada procura para lojas de rua e unidades de retalho alimentar. Apesar de dominar as preferências dos investidores, também o sector logístico registou um reduzido volume de investimento devido à escassez de produto disponível para venda, uma situação que se deverá alterar em 2022.

“Vamos observar um peso cada vez maior de investimento em activos com uma elevada componente de operação, tais como unidades de saúde, residências para seniores e residências de estudantes, além dos hotéis. Por outro lado, prevê-se igualmente um aumento no volume de transacções de imóveis de logística, pois a escassez deste tipo de imóvel, disponível para venda, vai reflectir-se num acréscimo de negócios de forward funding e forward purchase, ou seja, antes da conclusão da obra dos edifícios. Os escritórios, apesar das dúvidas relativas ao modelo futuro do trabalho, continuarão a ser uma classe de activos com muita liquidez e interesse por parte dos investidores”, conclui Nuno Nunes.

A CBRE prevê que em 2022 o volume de investimento registe um aumento de 50% face a 2021, colocando novamente o mercado no patamar acima dos três mil milhões de euros.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Casavo vai reforçar a sua equipa em Portugal até ao final do ano
Empresas
Challenge LG Recicl’Arte vai premiar obras com objectos em fim de vida
Empresas
Kingston-TH-©Dennis-Gilbert
Prémios de Arquitectura Mies van der Rohe 2022
Arquitectura
Dyrup dá cor a creche que acolhe crianças refugiadas
Empresas
Arranca em Sines a construção do megacentro de dados
Engenharia
Grohe inaugura Parque Fotovoltaico na fábrica de Albergaria
Empresas
Directores de obra e encarregados com forte procura e escassez de oferta
Engenharia
OLI aumenta produção em resposta à procura internacional
Empresas
55% das novas lojas de retalho de luxo em 2021 abriram na China
Empresas
Preços das casas registam subida de 17% face a Março de 2021
Imobiliário
Imobiliário

Preços das casas registam subida de 17% face a Março de 2021

De acordo com o Índice de Preços Residenciais, apurado pela Confidencial Imobiliário, o mês de Março registou uma subida de 2,0% face ao mês anterior, dando continuidade ao ciclo de fortes subidas mensais dos últimos meses

CONSTRUIR

Dando continuidade ao ciclo de fortes subidas mensais dos últimos meses, o mês de Março registou nova subida nos preços de vendas das casas. De acordo com o Índice de Preços Residenciais, apurado pela Confidencial Imobiliário, os preços subiram 2,0% face ao mês anterior, o que coincidiu com o primeiro mês após o início da guerra na Ucrânia.

Ao contrário do que se temia, a situação de guerra na Ucrânia não afetou a dinâmica do mercado português de habitação, tendo-se a procura mantido em linha com o trimestre anterior. De acordo com o SIR-Sistema de Informação Residencial, o preço médio de venda das casas em Portugal atingiu os 2.015€/m2 no 1º trimestre de 2022, oscilando entre os 3.182€/m2 no segmento de novos e 1.881€/m2 nos usados. Neste período terão sido vendidas cerca de 42.500 casas no país, em linha com o trimestre anterior, quando as vendas ficaram em torno das 43.500 unidades, e mantendo a atividade transacional acima das 40.000 unidades pelo terceiro trimestre consecutivo.

Desde início do ano, que os preços das casas registam crescimentos mensais de entre 1,5% e 2,0%, comportamento que resultou numa variação de 5,5% no 1º trimestre do ano face ao trimestre anterior. Na verdade, desde Outubro do ano passado que a subida mensal dos preços supera a marca de 1,0%, levando a uma intensificação da variação trimestral, a qual passou de 2,1% no 3º trimestre de 2021 para 3,9% no 4º trimestre, e para os actuais 5,5%. Esta última subida trimestral é a mais elevada desde que este Índice monitoriza o comportamento dos preços de venda da habitação no País, em 2007.

Em termos homólogos, os preços apresentam uma subida de 17,0% em Março, quase cinco pontos percentuais mais do que os 12,2% que este indicador registava no final do ano passado.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Comporta: Vanguard Properties e GreenVolt anunciam parceria para “maior comunidade de energia da Europa”

Todos os edifícios no projecto Terras da Comporta estarão ligados à comunidade energética descentralizada, onde 35.000 m² de painéis fotovoltaicos irão garantir uma autonomia de pelo menos 80%. O investimento total, repartido entre a Vanguard Properties e a GreenVolt, é de até 11 M€

CONSTRUIR

A Vanguard Properties e a Energia Unida, do Grupo Greenvolt, anunciaram uma parceria para desenvolver uma comunidade de produção descentralizada de energia para o projecto imobiliário “Terras da Comporta”. Este projecto engloba os loteamentos Torre, em Alcácer do Sal e o Dunas, em Grândola, num total de 1.376 hectares. Todos os edifícios que serão construídos no projecto “Terras da Comporta” estarão ligados à comunidade energética descentralizada, o que significa que serão simultaneamente produtores e consumidores de energia, o que inclui os dois campos de golfe, loteamentos residenciais, hotéis, hotéis-apartamento, aldeamentos turísticos e equipamentos logísticos e comerciais.

De acordo com a promotora, “esta será a maior comunidade energética de Europa” e deverá contar com uma produção estimada de cerca de 7MW através da instalação de 35.000 m² de painéis fotovoltaicos. Desta forma estarão garantidos “uma autonomia energética de pelo menos 80%, através da produção própria a partir de fontes renováveis” para os projectos imobiliários.

O investimento previsto é de até 11 milhões de euros, sendo que até sete milhões de euros serão investidos por parte da Energia Unida e até quatro milhões nas estruturas de car-park, a cargo da Vanguard Properties, sobre os quais serão instalados os painéis.

Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, “a parceria com a Energia Unida para criação da maior comunidade energética da Europa está perfeitamente alinhada com os valores e posicionamento de um projeto imobiliário que se distingue pela visão de desenvolvimento para a região e que assume como pilares a mobilidade, a inovação, a sustentabilidade ambiental, a ligação às pessoas e aos seus ambientes e o respeito pela diferença e tradição. Pretendemos que o ‘Terras da Comporta’ seja uma referência não apenas a nível nacional, mas também internacional“.

O conceito de comunidade energética consiste na produção descentralizada de energia e partilha com os membros da comunidade. A título de exemplo, no caso do “Terras da Comporta”, cada casa, cada unidade hoteleira ou espaço comercial terão instalados painéis fotovoltaicos que estarão a produzir energia para consumo próprio ou para partilha com a comunidade, sempre que não haja necessidade de consumo ou em caso de excesso de produção. Desta forma, há uma optimização da produção e do consumo com benefícios muito significativos para os consumidores que podem atingir uma redução do custo de energia de cerca de 40%. Por outro lado, tratando-se de produção de energia a partir de fontes renováveis vai contribuir para o grande objectivo de sustentabilidade do projeto, que passa por garantir que todos os edifícios construídos sejam neutros em emissões de carbono (Net Zero Carbon Buildings).

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Cushman & Wakefield reforça a Norte

Depois de reforçar as áreas de business space (escritórios e logística) e capital markets (investimento e promoção imobiliária), a consultora anuncia agora a integração de Susana Pires na equipa de retalho do seu escritório no Porto

CONSTRUIR

Depois de reforçar as áreas de business space (escritórios e logística) e capital markets (investimento e promoção imobiliária), a consultora anuncia agora a integração de Susana Pires na equipa de retalho do Porto.

Com esta nova contratação, a consultora dá continuidade ao aumento da sua actividade no mercado do Grande Porto, onde tem registado um crescimento significativo desde que se estabeleceu nesta cidade com escritório próprio em 2016.

Com mais de 15 anos de experiência no sector imobiliário, Susana Pires especializou-se no segmento de retalho, tendo trabalhado com os mais diversos formatos, como centros comerciais, lojas de rua ou retail parks. Antes de integrar a equipa da Cushman & Wakefield, foi responsável por toda a actividade de retail leasing na zona Norte e Centro para a Widerproperty, onde liderou com sucesso várias operações. No passado, esteve também envolvida em grandes projectos a nível nacional, onde acompanhou entidades como a CGD, o BPI, a Mota Engil a ECS, entre outras.

“O Porto tem tido uma importância crescente no panorama imobiliário em Portugal, havendo um grande interesse por parte de ocupantes e investidores nesta cidade. Acreditamos que, com a experiência e senioridade da Susana, estamos bem posicionados para sermos cada vez mais um player de referência no mercado de retalho no Norte do país, prestando um serviço completo e próximo dos nossos clientes”, refereEric van Leuven, diretor-geral da Cushman & Wakefield,

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

“MaisConsultores #Capital” aumenta o seu negócio com aquisição de nova agência

Face a 2020, o Grupo MaisConsultores Capital, cresceu cerca de 100% em 2021 e prevê para 2022 mais de 100 M€ em volume de negócios

CONSTRUIR

A MaisConsultores #Capital, franchisado da rede de consultores imobiliários MaisConsultores, acaba de expandir o seu negócio com a aquisição da agência do Parque das Nações, que envolve um crescimento do volume de negócio na ordem dos 100%.  

A aquisição desta agência “vem ampliar a rede da empresa e incorporar uma equipa de consultores seniores e experientes, permitindo novas sinergias para a partilha de conhecimento e realização de formações temáticas e personalizadas”, explica a marca.

Face a 2020, o Grupo MaisConsultores Capital, cresceu cerca de 100% em 2021 e prevê para 2022 mais de 100 milhões de euros em volume de negócios.

Para Filipe Vale e João Costa, administradores da MaisConsultores #Capital, esta aquisição simboliza “o crescimento positivo que a nossa rede de agências e consultores está a ter desde 2018″. Além disso, “a aquisição da agência do Parque das Nações teve um benefício duplo, pois esta agência pertencia ao Master da marca MaisConsultores, e com esta decisão estratégica, vai permitir que o mesmo se foque mais no desenvolvimento do software MaisMLS e também no crescimento da marca e do Franchising”, acrescentam. 

A rede MaisConsultores #Capital surgiu em 2018 e conta já com três agências e 200 consultores imobiliários, sendo que a rede detém, na sua tonalidade 27 agências e 1100 consultores de Norte a Sul, incluindo todos os franchisados. 

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Vilamoura Parque inicia fase de comercialização

Projecto de 40 moradias, promovido pela Vilamoura World, deverá estar concluído em 2024

CONSTRUIR

O empreendimento Vilamoura Parque, o mais recente projecto promovido pela Vilamoura World, acaba de iniciar a fase de comercialização e conta já com 20% de vendas confirmadas. O projecto deverá estar concluído e pronto a entregar aos clientes no primeiro semestre de 2024.

Localizado no centro de Vilamoura, este novo projecto imobiliário pretende “responder à procura por imobiliário de luxo, direccionada para um cliente exigente, que escolhe Vilamoura para residir, passar férias e investir”.

“Esta é, sem dúvida, a última oportunidade para se adquirir uma casa nova no coração de Vilamoura”, afirma Miguel Palmeiro, administrador da Vilamoura World com o pelouro comercial.

As 40 unidades – 30 V2 e 10 V3, beneficiam de uma localização privilegiada, estando a dois passos da marina, de campos de golf, de courts de ténis e de uma vasta oferta de serviços. Cada moradia deste empreendimento privado exclusivo tem quartos em suite, jardim e piscina privativos e garagem em box com acesso direto ao interior das habitações.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Lisboa cria Comissão de Concertação Municipal do Urbanismo

Visando simplificar e tornar mais célere o processo de licenciamento urbanístico, a Câmara de Lisboa criou a Comissão de Concertação Municipal do Urbanismo. A primeira reunião está agendada para o início de Maio

CONSTRUIR

O município de Lisboa criou a Comissão de Concertação Municipal do Urbanismo para dar resposta ao volume de processos de licenciamento que carecem de pareceres internos dos vários Serviços Municipais. A primeira reunião de concertação realizar-se-á na primeira semana de Maio.

Esta Comissão vem assegurar a articulação interna necessária para uma maior celeridade na obtenção de uma decisão final, com ganhos para os requerentes em termos de melhoria dos prazos de resposta da autarquia, assim como de maior qualidade e objectividade da apreciação.

“O principal objectivo é simplificar e desburocratizar os procedimentos internos e assegurar uma resposta concertada e mais célere aos requerentes. Para isso, esta Comissão vai sentar à mesma mesa os vários Serviços que têm de se pronunciar sobre os processos urbanísticos e garantir a comunicação de uma forma célere e eficaz inter-serviços, com impacto na redução dos prazos de apreciação”, assegura Joana Almeida, vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa.

Compete à Comissão de Concertação Municipal do Urbanismo a ponderação e compatibilização da análise técnica das propostas de pareceres internos, “garantindo a coerência, clareza e objectividade necessárias” às propostas de decisão.

Consoante o tipo de processo, e as suas especificidades, são convocados para reunião de concertação representantes de diferentes unidades orgânicas do município, desde a área do ambiente à gestão patrimonial, ao ambiente e/ou desporto, entre outros.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

ALP defende “choque fiscal” no imobiliário e fim do congelamento de rendas

Para a ALP, estas duas medidas “constituiriam um inequívoco sinal político de que existe vontade de iniciar um novo capítulo nas políticas de habitação pública no país”

CONSTRUIR

A ALP – Associação Lisbonense de Proprietários, que congrega mais de dez mil proprietários urbanos de todo o país, defende que deve ser aprovada pelo Parlamento, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2023, uma isenção total de impostos – em sede de IRS e de IMI – a todos os rendimentos provenientes de contratos de arrendamento congelados, celebrados em período anterior a 1990.

A ALP defende, cumulativamente, um “choque fiscal” para o imobiliário, propondo também a extinção do AIMI – Adicional ao IMI, criado em 2017, e conhecido como “Imposto Mortágua”.

Para a ALP, estas duas medidas “constituiriam um inequívoco sinal político de que existe vontade de iniciar um novo capítulo nas políticas de habitação pública no país, com o Estado a trabalhar com os privados, que detêm 98% das casas do país, na resposta à emergência habitacional que foi criada e sucessivamente agravada pela adopção de medidas erradas, que destruíram a confiança de investidores e proprietários, deixaram os jovens e a classe média sem resposta às suas necessidades habitacionais, e contribuíram para a degradação do edificado e das cidades”.

No que diz respeito à isenção integral de IRS e IMI nas rendas congeladas antigas, esta medida reporia, no entender da ALP, alguma justiça, num momento em que os proprietários continuarão a ser forçados, por mais um ano, a assumir uma função social que não lhes compete, com nova prorrogação – a terceira – do prazo transitório que colocaria um ponto final ao congelamento de rendas habitacionais em Portugal, que vigora há mais de 110 anos no país, enquanto o Observatório da Habitação e da Reabilitação Urbana, integrado no IHRU, produz, até Maio do próximo ano, um retrato do congelamento de rendas no país, a partir dos dados dos Censos de 2021.

Esta isenção é uma pretensão justa e garante a mais elementar equidade fiscal. De facto, o Estado já concede idênticas isenções fiscais aos proprietários que colocam os seus imóveis nos Programas de Arrendamento Acessível municipais ou do Governo, com valores muito próximos dos valores de mercado (20% abaixo da mediana calculada pelo INE) e por um prazo mínimo de 5 anos.

Ainda assim, alerta a ALP, devido à falta de confiança no Estado e graças à instabilidade legislativa e fiscal dos últimos seis anos, são muito poucos os contratos firmados ao abrigo do arrendamento acessível, francamente abaixo das metas de 20% de todos os contratos serem ao abrigo do PAA, estipulada em 2019. De acordo com o INE, em 2021, existiram pouco mais de 800 contratos de arrendamento acessível no país, face aos mais de 87 mil novos contratos que foram registados. Ou seja, o arrendamento acessível representa menos de 1% do mercado de novos arrendamentos.

Nos primeiros três meses de 2022, a situação aparenta manter-se: actualmente só estão registados cerca de 160 alojamentos no Portal da Habitação, face a mais de 3.200 candidaturas de inquilinos à procura de uma solução de habitação. Ou seja, há 20 vezes mais potenciais inquilinos do que imóveis disponíveis, um número que indica a existência de uma crise de confiança que está a votar o PAA ao fracasso.

Dados do Barómetro da ALP revelam que mais de 51% dos proprietários de imóveis representados pela ALP suportam contratos anteriores a 1990, com rendas de valores muito baixos. Dentro do universo dos 5400 contratos de arrendamento que são geridos pela ALP, mais de um terço (35%) são anteriores a 1990 – ou seja, têm as rendas congeladas. A renda média dos contratos de arrendamento geridos pela ALP é 429,98€, valor que compara com uma renda média dos contratos anteriores a 1990 de 211,99€. Analisando a mediana de todos os contratos que são geridos pela ALP, esta fixa-se em 362,35€, ao passo que a mediana dos contratos congelados é de apenas 163,51€.

Numa análise mais fina aos dados do universo de arrendamentos geridos pela ALP, o retrato é auto-explicativo da situação de disfuncionalidade – rendas muito baixas, eternizadas e sem possibilidade de qualquer actualização, convivem com rendas muito altas. De facto, 26,5% dos contratos anteriores a 1990 têm rendas inferiores a 100 euros mensais. A maior parcela das rendas antigas (35,5%) tem um valor mensal de renda entre os 100 e os 200€.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Ferring Pharmaceuticals expande service center no Lagoas Park

A Ferring Pharmaceuticals procedeu à ampliação definitiva para um novo espaço, com cerca de 2000 metros quadrados no edifício 3 do Lagoas Park

CONSTRUIR

A Ferring Pharmaceuticals expandiu a sua operação no Lagoas Park. Inicialmente situada no edifício 6, num espaço com cerca de 700 metros quadrados, que permitiu acomodar os primeiros colaboradores da empresa, a Ferring Pharmaceuticals procedeu à ampliação definitiva para um novo espaço, com cerca de 2000 metros quadrados no edifício 3 do Lagoas Park, numa operação que contou com o apoio da CBRE.

“O Lagoas Park respondeu na totalidade às necessidades da Ferring. Numa primeira fase através de um escritório que se encontrava totalmente infraestruturado, o que permitiu o início imediato das actividades do Service Center, tendo, agora, a flexibilidade necessária para acomodar a estratégia de expansão que estava definida”, afirma João Diogo Pereira, Associate Diretor do departamento de a&t offices da CBRE Portugal.

“A Ferring encontrou o local perfeito para a implantação e expansão do nosso Service Center. Esta localização vai permitir criar infraestruturas para fixar as nossas equipas, principalmente, mas não só, nas áreas de Finance e IT”, refere Cristiano Ferreira, director geral do Ferring Service Center.

Gerido pela CBRE Portugal, o Lagoas Park é propriedade da Henderson Park, desde 2020. É um dos maiores parques empresariais de Portugal, com 114 mil metros quadrados de escritórios, 2500 metros quadrados de área comercial e 85 mil metros quadrados de espaços verdes.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Mercado de escritórios em Lisboa com tendência de crescimento para níveis pré-pandemia

Enquanto o volume de absorção superior a 64 mil m2 colocam o mercado de escritórios em Lisboa próximo dos níveis registados pré-pandemia, no Porto o mesmo segmento registou um volume de absorção de 5.900 m2, duplicando o resultado obtido no mesmo período de 2021

CONSTRUIR

“No primeiro trimestre de 2022, o mercado de escritórios de Lisboa registou um volume de absorção de 64.289 m2, num total de 45 operações fechadas, das quais 70% representaram uma mudança de instalações de empresas. O crescimento na ocupação foi fortemente alavancado pela operação de pré-arrendamento de 28.000 m2 pela Fidelidade no Edifício Álvaro Pais, na zona de Entrecampos. O resultado sem essa operação seria, no entanto, 24% acima do mesmo período de 2021, o que confirma a tendência de crescimento pós-pandemia”, avança a Savills.

De acordo com a consultora, os resultados deste trimestre confirmam a tendência de crescimento e recuperação em relação a 2021. “O regresso dos colaboradores aos escritórios é uma realidade confirmada. As empresas prosseguem a adaptação dos seus espaços e da sua localização às novas necessidades, situação que tem dinamizado a procura de mercado”, aponta Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal.

Durante este trimestre foram realizadas 45 operações, revelando um crescimento de 66% em comparação ao mesmo período de 2021. A zona Prime CBD (Zona 1) registou 29% das operações, seguida pela zona do Parque das Nações (zona 5) e a do Corredor Oeste (zona 6), ambas com 18%. A nova sede da Fidelidade fez sobressair o intervalo de área ocupada acima dos 5.000 m2, (53% do total). Excluindo esta operação, o intervalo mais representativo seria o relativo a espaços entre os 1.501 m2 – 3.000 m2, com um peso de 13% dos 64.289 m2.

No que respeita ao volume de absorção por sector de actividade, destaca-se o sector dos Serviços Financeiros, com 30.458 m2 associados, em que 28.000 m2 foram ocupados pela Fidelidade e o sector dos Serviços a empresas, com 11.304 m2, dos quais 5.807 m2 foram preenchidos por um centro de escritórios na nova zona empresarial (Zona 3).
A mudança de instalações foi responsável por 64% dos negócios, seguida pela expansão de área (20%) e o estabelecimento de novas empresas na cidade de Lisboa (16%).

“Sendo estes resultados significativos quando comparados com o ano passado, se excluirmos o negócio da Fidelidade, este trimestre fica 13% abaixo do registado no período pré-pandemia (2019)”, constata a Savills. Frederico Leitão de Sousa, head of corporate solutions da Savills Portugal, afirma que “observando o 1º trimestre de 2022, confirmamos a trajectória de recuperação do mercado de escritórios, estando não só acima dos números dos últimos dois anos, mas, acima de tudo, perto dos valores pré-pandemia. Um outro dado assinalável é o aumento gradual de novas empresas a fixar-se em Portugal, particularmente em Lisboa. Esta situação poderá aumentar futuramente em virtude do conflito na Ucrânia, uma vez que algumas empresas poderão optar por se estabelecerem no nosso país ao invés de outras localizações concorrentes como da Polónia ou Roménia”.

Mercado de Escritórios do Porto inicia recuperação

Olhando para mercado de escritórios do Porto, no 1º trimestre de 2022, a Savills assinala o volume de absorção total de aproximadamente 5.900 m2, resultante de 12 negócios, duplicando o resultado obtido no mesmo período de 2021.

A maioria das operações decorreu nos meses de Janeiro e Março, sendo as zonas CBD Boavista e Out of Town as mais ativas, com 42% cada, ainda que a última tenha registado o maior valor de take-up, com 2.461m2 de espaços ocupados.
“Este trimestre confirma o sentido de recuperação do mercado do Porto. Ainda que o crescimento não seja contínuo quando analisado mensalmente, uma vez que Fevereiro foi bastante moderado. Este resultado demonstra que o mercado está a recuperar o seu dinamismo e atractividade gradualmente”, afirma Alexandra Portugal Gomes. Ainda assim, “são boas notícias que reflectem o aumento da procura por parte de empresas nacionais e internacionais, sendo que estas últimas vêm directamente à região do Porto à procura de talento. A zona prime da Boavista será sempre uma opção óbvia para quem se quer instalar nesta região, no entanto, a zona Out of Town representará com maior frequência a oferta de novas opções”, acrescenta Francisco Megre, offices consultant da divisão do Porto da Savills Portugal.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Portugal Sotheby’s Realty lança ‘atelier’ online sobre decoração de interiores

Workshop online, em parceria com o El Corte Inglés, “Decoração de Interiores: Como valorizar a sua casa” decorrerá no dia 30 de Abril

CONSTRUIR

A marca de imobiliário residencial de luxo, Portugal Sotheby’s Realty, lançou um conjunto de workshop online relacionados com o mercado imobiliário e direccionados para os clientes. O primeiro atelier terá a decoração de interiores como tema e será feito em parceria com o El Corte Inglés.

O atelier “Decoração de interiores: Como valorizar a sua casa” decorrerá de forma online no próximo dia 30 de Abril entre as 11h e as 12h, é aberto a todos os clientes interessados nos temas de maior relevo do mercado imobiliário e pretende ajudar a transformar qualquer divisão de um imóvel num lugar único e especial.

O workshop será leccionado por Ricardo Anton, retail business manager do El Corte Inglés, licenciado em arquitectura e com 29 anos de experiência na área de gestão de projectos, obras e remodelação de interiores.

Segundo a empresa, o objectivo destes ateliers passa por “associar duas marcas de relevância a um determinado tema relacionado com o mercado imobiliário”.

Nos próximos meses, serão anunciados outros ateliers online com outros parceiros, dedicados a temas como Plantas em casa, Tendências de Arquitectura, Materiais de Construção, entre outros.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.