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“A falta de mão-de-obra constitui um problema gravíssimo”

Ao CONSTRUIR, José Neves, responsável pela STO Ibérica Portugal, explica a importância da aposta na formação de técnicos instaladores, considerando que sem essa qualificação de pouco serve haver produtos de excelência

Ricardo Batista
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“A falta de mão-de-obra constitui um problema gravíssimo”

Ao CONSTRUIR, José Neves, responsável pela STO Ibérica Portugal, explica a importância da aposta na formação de técnicos instaladores, considerando que sem essa qualificação de pouco serve haver produtos de excelência

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A STO apostou, no último ano, na abertura de um showroom, uma estratégia que se enquadra na política que está delineada para os próximos anos, atendendo a que o espaço, além de expositivo, poderá servir de base para a componente formativa que José Neves, responsável pela STO Ibérica Portugal, considera fundamental

A STO anunciou, há aproximadamente um ano, o reforço da aposta no mercado nacional, uma aposta que passava, entre outras implicações, pela abertura de um showroom. Que critérios estiveram na base desta decisão?
A STO, sendo uma multinacional alemã, opera em diversos países, países que estão em desenvolvimento. Internamente, o que fizemos foi uma interligação com uma empresa local para iniciarmos actividade e a divulgação dos produtos da marca. Quando verificamos que o mercado tem potencial, normalmente acabamos por nos substituirmos a esse parceiro. Foi o que aconteceu aqui Portugal. Trabalhávamos com uma empresa no Algarve que, entretanto, se transferiu para Gibraltar e esse momento acabou por ser a oportunidade ideal para a STO decidir apostar no mercado português. E porquê esta aposta? Por mais curioso que pareça, o mercado português consegue ser maior que o mercado espanhol, sobretudo no segmento do Isolamento Térmico pelo Exterior (ITE).

Sendo o volume sempre um atractivo para qualquer empresa, encontrámos aqui um elo de conexão com outros países, nomeadamente por via dos arquitectos portugueses. Os arquitectos portugueses estão extraordinariamente bem distribuídos a nível Mundial, e acabámos por perceber que há vários critérios chave, desde logo a evidência de que estão bem familiarizados com os nossos produtos. Eles têm grande apetência pelos nossos produtos, logo fazia todo o sentido apostar no mercado português. Começámos por estudar o mercado, suavemente, e há um ano decidimos abrir um showroom pois começámos a sentir duas coisas importantes. Desde logo, a facilidade de poder demonstrar as nossas diversas soluções. É impossível transportar uma série de amostras, mockups, catálogos para que eles pudessem ver. Portanto, esta solução permite que tenhamos aqui um centro nevrálgico para o nosso negócio. Os nossos clientes podem visitar-nos e conseguem ver todos os temas que nós temos. Outra situação muito importante para nós passa por profissionalizar o sector. Fosse no isolamento térmico, fosse no isolamento acústico, sentimos que existia uma necessidade muito grande de formar os instaladores. Por exemplo, o sistema de isolamento térmico foi trazido para Portugal pelos nossos emigrantes, por via das experiências que tinham lá fora e começaram a disseminar o produto. Mas faltava a componente da formação, até porque estão sempre a surgir novas soluções, a tecnologia muda, muita coisa muda. Enquanto fabricante, a STO tem responsabilidade de formar instaladores. Este showroom serve não só para mostrar as nossas soluções mas também como um centro de formação. Por isso, dispomos de uma área de armazenagem e uma área logística, onde criámos todas as condições para podermos fazer essa formação e onde convidamos regularmente as pessoas para nos visitarem. Já se notam resultados excelentes, porque já se começa a falar com qualidade e com preocupação.

Quando fala na questão da formação, em que ponto estamos? Sentimos hoje algumas complexidades, de um modo global, para encontrar profissionais de segmentos específicos. No caso da aplicação de isolamento, que radiografia pode traçar ao nível da qualidade da mão-de-obra que existe em Portugal?
Os portugueses, por norma, têm um sentimento de subserviência face a outros países mais desenvolvidos do centro da Europa e acabamos por desvalorizar muito o que é nosso. É curioso verificar que muitos desses países, como França, Suíça, Alemanha ou Luxemburgo utilizam mão-de-obra portuguesa que dizem que é especializada na aplicação dos produtos de isolamento térmico e nós, quando chegamos a Portugal, transformamo-nos em meros aplicadores de placas e de argamassas. Não estamos muito preocupados com o sistema. Ora, hoje em dia o que nós sentimos é que existe uma necessidade muito grande de renovar o parque habitacional que existe em Portugal porque é pobre energeticamente. Há poucos dias, surgiu uma notícia de que Portugal é o país que tem mais custos para aquecer a casa. Isto não faz sentido nenhum, desde logo pelo clima que temos. Isto acontece pela precariedade que existe ao nível das soluções de isolamento térmico. Se nós transportarmos isto para a área da formação de instaladores, estamos a valorizar a mão-de-obra e um sistema que vai dar resultados. Não aplicar uma coisa que não vai dar resultados, que vai criar pontes térmicas, que vai fissurar, etc… Com esta valorização, as pessoas sentem-se mais atraídas para exercer este tipo de actividade e deixam de se sentir como meros operários de construção civil. No fundo, passam a ser considerados como técnicos qualificados. É isso que nós procuramos com a certificação de instaladores. Hoje em dia, a falta de mão-de-obra constitui um problema gravíssimo, não apenas em Portugal a nível europeu, logo está na altura de nós aproveitarmos bem o que é nosso. Eu sei que é um cliché falarmos de médicos e enfermeiros que saem para fora do País à procura de melhores condições, mas na construção passa-se exactamente a mesma coisa. Pessoas que são qualificadas vão para fora à procura de melhores condições. Está na altura de nós criarmos esse critério de qualidade e colocá-lo no topo das prioridades para que as pessoas se sintam valorizadas aqui e que consigam ter os rendimentos que procuram. Esse será o caminho. Daí ser muito importante, para nós, a questão da formação. Em todas as obras que começamos, a primeira pergunta que fazemos: “É necessário ter aqui um técnico nosso, durante 2 ou 3 dias? Não para ensinar o que quer que seja, mas para ajudar!”. Isto é uma condição sine qua non de trabalhar com os produtos da STO. Na relação com os arquitectos é igual, tentamos que no caderno de encargos faça parte a indicação de que o trabalho deve ser feito por instalador certificado. Muitas das vezes, o instalador valoriza o produto e não o inverso.

Ou seja, estamos aqui a falar de uma cadeia de valor onde todos saem a ganhar. O produto pode ser extraordinário, mas se for mal aplicado já terá implicações no resultado final…
Eu costumo dizer, na brincadeira, que o nosso produto vem dentro de um balde ou de um saco e enquanto não for para uma fechada, não tem valor rigorosamente nenhum. Para ir para uma fachada não vai sozinho, necessita de mãos qualificadas. Isso é que vai fazer toda a diferença, porque o projecto final vai ser um projecto duradouro, com estética agradável, funcional do ponto de vista técnico. Saímos todos a ganhar, até porque o instalador, no fundo, também vai ter orgulho pelo trabalho realizado. Hoje em dia, sentimos que boa parte dos instaladores compram um produto aqui, outro produto acolá para depois, no final, compor um sistema que acaba por não ser bem um sistema. Diversas marcas, muitas não combinam entre si e vai acabar por não funcionar. É um pouco como irmos à farmácia aviar uma receita: portanto, se os arquitectos definem a receita e se o instalador trouxer a receita como deve ser, no final do dia tudo funciona. Em Portugal, tentamos ir sempre ao mais barato e os instaladores acabam por trabalhar de certa forma contra eles mesmos. Se eu vou comprar um produto barato, a minha mão-de-obra vai-se adaptar a este produto barato, a minha margem, que será percentualmente igual, será mais reduzida financeiramente porque eu estou a ver uma coisa muito mais barata. Há que educar nesse sentido.

No que diz respeito a este segmento em específico dos isolamentos, que radiografia a traça do mercado, seja ao nível da legislação ou da oferta de empresas como a STO promovem?
Dividindo o mercado entre isolamento térmico e a parte acústica, na área acústica, Portugal está num nível top. Somos dos países com uma regulamentação mais concreta, em que é mais fácil seguir a regulamentação por parte de todos os agentes do mercado. Essa regulamentação faz com que toda a cadeia se ajuste. Quando uma regulamentação é boa tudo que vem atrás tem que funcionar de uma forma boa, desde que haja depois uma fiscalização inerente que faça com que se cumpra. Na parte do isolamento térmico, já não existe essa regulamentação. Existem os certificados térmicos que variam consoante os sectores. Por exemplo, se não tivermos isolamento térmico pelo exterior mas se tivermos um equipamento muito bom que aqueça e arrefeça a casa, já está tudo bem. Só que não está tudo bem. Porque se nós tivermos um equipamento para aquecer ou arrefecer, vamos gastar recursos naturais e vamos ter um custo de energia brutal. Não funciona. Temos que pensar nisto como um todo, como uma construção sustentável e sustentável desde os produtos que utilizamos à sustentabilidade dos edifícios e das famílias que vivem nesses edifícios. Se gastamos muita energia, isso não é sustentável para a família, se o edifício não está protegido, isso não é sustentável no seu ciclo de vida, se utilizamos produtos que não têm qualquer tipo de preocupação ecológica estamos a poluir. Toda esta economia circular, se houvesse uma regulamentação que classificasse os edifícios, tornar-se-ia muito mais simples, eficaz e duradoura de implementar algo em Portugal. As notícias que temos lido, sobre os custos para aquecer uma casa, sobre pessoas não estão confortáveis, andamos em casa de casaco, temos que ter enormes recursos naturais para aquecer a casa não faz rigorosamente sentido nenhum. Somos patrocinadores da associação PassivHouse em Portugal, que é o expoente máximo de uma construção do ponto de vista eficiente, que não encarece a construção e que, no fundo, é muito similar ao que temos hoje em dia, com a benesse de não haver custos depois para climatizar uma habitação…

Tem mais em conta aquilo que é o que é o investimento diluído no ciclo de vida do edifício… É muito frequente ver edifícios novos já com tijolos à vista na fachada, onde se notam pontes térmicas de uma forma muito violenta. Isto não faz sentido. Podemos olhar para isto como um plano a 20, 30 ou 40, mas assim como está não funciona. Se tivéssemos uma regulamentação muito bem definida no que diz respeito aos edifícios em termos de isolamento térmico de todas as áreas, desde a caixilharia, coberturas, paredes, teríamos, de certeza, melhores projectos e edifícios melhores.

Houve um inquérito há relativamente pouco tempo, realizado pelo Portal da Construção Sustentável, que apontava para dados algo preocupantes. Segundo os dados, apenas um em cada 10 portugueses vive numa casa em que a temperatura é satisfatória. Aqui acrescem os dados do Observatório da Energia que dizem que dizem que 70% das habitações certificadas têm baixa eficiência energética. Em que medida é que as empresas, no núcleo de que a STO faz parte, podem ser parte da solução?
Empresas como a STO que desenvolvem isolamento térmico de fachadas têm um papel fundamental para melhorar, em muito, esses índices. Preocupamo-nos em desenvolver sistemas que funcionem, que não criem pontes térmicas e que sejam duradores. Isso é um factor chave. Hoje em dia consegue-se fazer obras de isolamento térmico e passados 3 ou 4 anos já se notam as fachadas envelhecidas. É preciso ter atenção porque numa casa, uma fachada a Norte tem uma necessidade, uma fachada a Sul tem outra necessidade. Nós não podemos olhar para o mesmo edifício e dizer que ‘a minha receita é isto para o edifício todo’. Temos de parar, olhar, estudar e ver a solução para a fachada Norte, para a Sul outra solução, definirmos bem o que estamos a utilizar. O que vai acontecer com tudo isto? Vamos melhorar consideravelmente os custos energéticos de cada habitação e não vamos ter esta necessidade de vestir casaco para estar em casa.

O sistema de isolamento térmico pelo exterior permite regular a temperatura entre o interior e o exterior, e vice-versa. Com isto, não vamos ter essa pobreza energética que você menciona. O Portal da Construção Sustentável foi muito duro em alguns artigos que tive oportunidade de ler porque, de facto, isto não faz sentido. Quando olhamos para edifícios de construção social e vemos a forma como estão construídos, constatamos que estamos a colocar pessoas com algumas limitações de recursos a habitar edifícios que vão custar quase um rendimento de inserção só para aquecer. Não faz sentido. O isolamento térmico de fachadas tem uma vantagem enorme e que consegue ser a solução mais económica que existe do ponto de vista para fachadas para isolar termicamente uma fachadas. Daí o peso das empresas que operam neste mercado. Esse peso traz uma responsabilidade acrescida de executar as coisas como têm de ser executadas.

Estamos a falar, invariavelmente, dos custos à cabeça. Falamos de investimento público e de uma lógica do investimento em habitação social perigosamente economicista e concentrada em baixo preço?
É fundamental que quem está a analisar estes projectos, do ponto de vista financeiro, tenha em consciência essa questão do custo não só da operação em si como depois na manutenção e nos custos energéticos para poder ter condições dentro de casa. Se nos deixarmos de frases políticas, se pensarmos que num sistema térmico de fachadas que custa 40 EUR o metro quadrado, um sistema de reboco com pintura custa 20 euros, imagine o que será, daqui a três anos, caso tenhamos optado pelo sistema de reboco com pintura. O mais certo é estarmos perante um aspecto horrível porque a pintura não aguentou, o reboco fez pontes térmicas e a fachada está com um aspecto muito mau. Todos nós nos preocupamos com o ambiente que nos rodeia e não gostamos de ver coisas feias, isso é natural. Assim sendo, vamos ter de reparar, montar um andaime que custa 10 euros/metro e voltar a pintar, que são mais 10€. Está bom de ver que, somando todas essas parcelas, em 3 anos o custo do sistema de isolamento térmico já se recuperou. É isto que acontece.

Analisando friamente e sem políticas à mistura, não faz sentido nenhum, do ponto de vista financeiro, olharmos os projectos da forma como temos olhado até aqui. Não existe, na Europa, um edifício que não tenha protecção de fachada, seja pelo isolamento térmico que a STO tem, seja pelas fachadas ventiladas ou outro qualquer sistema que exista. Não existem edifícios feitos sem estes critérios. E quando olhamos ainda mais profundamente, com os fundos que existem para melhorar energeticamente os edifícios a nível Europeu, e se olharmos para Países como Espanha ou Itália… Vou dar-lhe um exemplo muito simples: em Itália, no último ano, com esta questão da pandemia notou-se que a pobreza energética dos edifícios era brutal.

O Governo iniciou automaticamente acções para melhorar, foi ao cúmulo de dizer ‘eu comparticipo as vossas obras de renovação do edifício em 110%’, ou seja, os italianos faziam obras e ganhavam 10%. Para lhe dar um número, a facturação da STO e de empresas como a STO aumentou 100% no último ano, essencialmente porque houve imposição de medidas e as pessoas sentiram-se atraídas para estas intervenções. Em Portugal existem já soluções mas temos de as implementar e de facilitar o caminho. Não fazer como existem vales de eficiência, em que atribuímos 1300 euros a uma família carenciada para renovar o que quer que seja. A pergunta é: o que se faz com 1300 euros? E que empresas estão dispostas a esperar três ou quatro meses para receberem o vale eficiência? Este dificultar do caminho é que, muitas vezes, atrasa todo o processo.

Como é que uma empresa como a STO olha para os impactos gerados pelas alterações climáticas, que ultimamente temos sentido de uma forma muito incisiva?
As alterações que temos de fazer hoje em dia para melhorar o que estamos a viver diria que são drásticas. É alarmante aquilo que nos temos assistido e está na altura de deixar de assobiar para o lado e de deixar que outros decidam por nós. Eu costumo dizer que a melhor forma de podermos o Mundo é mudando o Mundo de cada um, de cada indivíduo. Se conseguíssemos melhorar cada indivíduo e o seu Mundo vamos de certeza, todos juntos, conseguir melhorar um pouco mais aquilo que fazemos. Agora, é preciso condições. Verificamos que Portugal é um dos países com salários mais baixos e, portanto, é difícil que as pessoas, por si só, adoptem medidas drásticas. O exemplo tem de vir de cima e daí a importância de uma certificação muito bem definida no que diz respeito à construção de edifícios. Qualificar os edifícios do ponto de vista sustentável penso que seria o passo número um a darmos, e consoante a classificação que cada edifício tenha, assim seria o benefício, fosse ao nível do IMI ou de acesso a fundos. Mas cabe ao Governo definir esse caminho. Está na altura de valorizarmos isto porque se não o fizermos cada vez mais vai ser pior. Estamos a ter um consumo de recursos naturais excessivo e notámos muito isso durante a pandemia. Com as pessoas em casa, mais intensivo foi o uso de recursos naturais e as coisas estão a piorar. Eu não me recordo do último dia que choveu, por exemplo. Isto está tudo completamente mudado. Fomos nós que fizemos essas alterações, a Humanidade. Está na altura de colocarmos, por assim dizer, o pé na parede e trilhar um bom caminho. Precisamos que nos ajudem a indicar esse caminho.
Temos estado a falar em isolamento e, essencialmente, em isolamento térmico. Mas há um outro Mundo ao nível do isolamento acústico em que estamos num patamar diferente até mesmo ao nível da legislação. Ainda assim, que necessidades identifica ao nível da procura ou mesmo da estratégia das empresas para crescer e para encontrar mercado?
A STO opera, principalmente, dentro do isolamento acústico, dentro da absorção do ruido. Existem necessidades, a legislação ajuda-nos a manter essas necessidades bem activas. Nos últimos anos, foi-se notando que o ruido, nomeadamente em ambientes de trabalho, é potenciador de stress. Se quiser ser mais mordaz, diria que o ruído mata. EM termos de stress, passamos muito tempo a trabalhar e não se coadunam com as condições que ainda vão existindo do ruido nesse ambiente de trabalho. Outro exemplo: Restaurantes. Quem nunca foi a um restaurante e está com uma pessoa em frente e não consegue manter uma conversa inteligente, não consegue perceber o que a outra pessoa está a dizer. E isto são as necessidades que identificamos. A STO produz tectos de acondicionamento acústico, sem juntas, esteticamente muito agradáveis para os arquitectos e que faz de nós um parceiro fiável na resolução desses produtos. Esse é o tipo de mercado que a STO procura nessa área, temos trabalhado com arquitectos fantásticos, arquitectos de renome com Siza Vieira, Souto Moura, Carrilho da Graça, Aires Mateus, a nata da nata dos arquitectos portugueses porque são aqueles que de facto têm a capacidade de manter um projecto com qualidade e ter força para que ele se execute dessa forma. Cabe-nos a nós atribuir ‘armas’ aos arquitectos para que eles tenham soluções eficazes, esteticamente agradáveis, economicamente interessantes para o investidor e nesse sentido melhorando a qualidade de vida.

Existem muitas diferenças na aplicação deste tipo de soluções num projecto feito de raiz face a uma obra de requalificação?
Diria que intervir numa obra de requalificação, não sendo complicado, é um desafio mais aliciante. Não é complicado definirmos soluções para edifícios existentes. Vou-lhe dar um exemplo prático: investimos, no final do ano passado, em três scanners de edifícios, em que o operador, com o aparelho na mão, pode passear pela Avenida da Liberdade e ele lança-lhe em AutoCAD todos os edifícios existentes, conseguindo assim rapidamente ter uma fachada em CAD e aplicarmos aí a solução que tivermos de aplicar para melhorar esse edifício. Temos investido muito na necessidade de atribuir ferramentas aos nossos técnicos para a requalificação e os nossos sistemas, como não têm muita complexidade um ponto de vista da instalação, acabam resultar num mercado sem grandes implicações. Na área da acústica, passa-se o mesmo, porque estamos a falar de tectos falsos. Aplicamos um tecto falso em gesso cartonado, sem absorção acústica ou optamos por uma solução mais avançada. O que existia antigamente era gesso cartonado ou tectos modulares com perfis, que os arquitectos, do ponto de vista estético, não achavam tão atraente. Nós o que fazemos é manter o aspecto do tecto em gesso cartonado, com uma componente oculta que é a absorção acústica, melhorando a qualidade do espaço. Na realidade, não existem muitas implicações. O que é preciso é que haja bons instaladores.

A empresa tem apostado em soluções para a melhoria acústica, nomeadamente STO Silent. O que é que esta solução tem de diferenciador em relação àquilo que era, não só a vossa oferta, como naturalmente também aquilo que era a oferta de mercado num sentido mais abrangente?
O que o STO SIlent o que traz realmente é a combinação da estética com uma acústica invisível. Quando olhamos para o tecto, vemos que é um tecto liso, uniforme, sem muito ruído estético e com a absorção acústica por dentro do sistema. Isso acaba por ser uma mais-valia. A STO é a única no mercado que tem um sistema deste género que consegue funcionar como tecto falso. Ou seja, as soluções que existiam passavam por colar lã numa superfície existente, fosse em laje virgem ou tecto de gesso cartonado e nós temos a possibilidade de fazer isto com um sistema de perfilaria normal, podendo passar todas as instalações necessários do edifício por trás. É nesta solução que apostamos para o futuro mais imediato, com selo de qualidade de arquitectos portugueses, arquitectos extremamente conhecidos e criadores de tendências que nos ajudam também a nós a consolidar a tendência de haver um típico tecto STO.
No fundo, o que é que vos diferencia neste segmento de mercado?

É o caminho que nós definimos. Nós seguimos o nosso caminho, assente em pilares fundamentais de desenvolvimento do mercado, soluções duradouras, soluções em que conseguimos atribuir garantias 10 anos de vida útil do produto sem qualquer tipo de manutenção, algo que mais ninguém consegue fazer. Asseguramos formação, assistência técnica. Nós vamos ao mercado contratar instaladores para serem integrados nos nossos quadros como técnicos de instalação. São essas pessoas que depois vão dialogar e comunicar com a rede de instaladores. Não vou ser eu, que não sei colar uma placa de esferovite a uma parede. São os meus colegas, técnicos de instalação, que fizeram disto a sua vida, o seu ganha-pão, que vão ensinar ou melhorar o conhecimento que existe por parte do instalador. Este é o ponto chave, esta parte da garantia e, obviamente, os bons produtos. Essa transparência de estar no mercado, essa qualificação que queremos trazer para que as pessoas entendam e que nos ajudem a percorrer este caminho, um caminho que não é fácil mas que tem de ser trilhado todos os dias.
Por onde passa o vosso crescimento?
Este ano temos como objectivo número 1 contratar uma pessoa para a Zona Norte. É importante termos alguém com muita experiência que possa estar mais próximo do mercado e dos nossos clientes da região Norte e, no fundo, deixar de ser um ‘one man show’. O caminho passa por abrir também um centro logístico com produtos constantemente em Stock da STO, para um rápido fornecimento à obra. Este projecto será implementado nos primeiros seis meses. Temos três localizações em estudo, mas o lugar exacto não está ainda fechado.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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“O uso de betão leve de cânhamo industrial (cal com aparas de cânhamo industrial e fibras de celulose), seleccionado pelo excelente conforto térmico e acústico que proporciona, tem uma forte presença na casa, mantendo-se à vista em algumas paredes e no revestimento do tecto”

Actualmente professora do departamento de Engenharia Civil e membro do Centro de Território e Ambiente Construído da Universidade do Minho, foi em 2006 com a dissertação do mestrado que Rute Eiras estudou, pela primeira vez, o betão de cânhamo, também conhecido como “hempcrete”, naquela que “terá sido a primeira dissertação portuguesa a abordar o uso do cânhamo na construção”. À boleia de um maior interesse por materiais sustentáveis, também o interesse pelo cânhamo tem crescido. Neste sentido, Rute Eiras considera ser “a altura ideal” para dar um passo na transformação e passar a produzir este material também em Portugal.
A falta de apoio tem sido o principal entrave para o crescimento da indústria do cânhamo em Portugal.

“Todo o processo de separação da fibra do caule, sendo este último o utilizado no betão do cânhamo, requer muito investimento financeiro”, explica Rute Eires. O maior interesse neste material construtivo surge associado a um maior procura por materiais sustentáveis e, também, graças ao enquadramento que temos sobre as alterações climáticas que levou a uma mudança de mentalidade a nível global. Neste sentido, a arquitecta considera ser a “altura certa para concretizar o passo que falta na transformação e começar a ter cânhamo produzido em Portugal para ser utilizado na construção” e, desta forma, “tornar a matéria-prima um custo mais acessível e mais sustentável ainda”.

Não obstante, já é possível adquirir misturas de cânhamo para usar directamente em obra e também já existem blocos de betão de cânhamo produzidos em Portugal, ainda que com cânhamo importado nesta primeira fase.

Sustentável e Isolante
Tendo como principal vantagem a sustentabilidade, sobretudo se for produzido em Portugal, trata-se de um material “bastante isolante em termos térmicos e acústicos e tem que a capacidade de controlar a humidade do ambiente interior”. “Além disso, o betão de cânhamo capta dióxido de carbono e compostos poluentes do ar. Como tal, proporciona um ambiente saudável, confortável e reduz os gastos com aquecimento e arrefecimento.”, reforça Rute Eires.

Enquanto solução construtiva, esta apresenta-se, também, como opção relativamente fácil, já que “apenas precisa de reboco pelo lado exterior, sendo opcional, ter ou não revestimento pelo lado interior e não precisa de nenhum material de isolamento extra para cumprir o regulamento térmico, com apenas 20 cm de espessura mínima”.

Segundo alguns estudos, o cânhamo já foi aplicado na construção desde há cerca de 800 a.C. em argamassas em Ellora Caves, na India, também há referência ao seu uso numa ponte em França no Séc. VI. Hoje em dia, este material é utilizado em diversos edifícios contemporâneos e em reabilitações, em paredes, pisos e coberturas. É aplicado de diversas maneiras, compactado no local, em blocos ou projetado. Todavia, já existem estudos que mostram o excelente desempenho térmico do betão de cânhamo comparativamente à solução mais corrente de construção, a alvenaria de tijolo cerâmico, verificando-se, por exemplo, que durante o Inverno a temperatura dentro do edifício está 4◦C a 6◦C mais quente.

O bom desempenho do betão de cânhamo deve-se ao seu comportamento higrotérmico, ou seja, consegue regular a humidade e a temperatura do ambiente interior, tal como na construção em terra, mas com o cânhamo tem-se vantagem de se poder construir paredes com menor espessura.

O projecto da Casa-Moinho
A recuperação de uma casa-moinho, provavelmente da era medieval ou da idade moderna, cuja habitação no piso superior terá sido construída em 1928 e se encontrava em estado de degradação, foi um dos projectos em que utilizámos betão de cânhamo. O conceito de projecto foi de manter um compromisso entre o antigo e o contemporâneo, tanto nas técnicas de construção como nos detalhes de arquitectura. A opção pelo uso de materiais naturais e tecnologias de construção baseadas nas técnicas tradicionais tiveram influência na arquitectura, tendo sido considerados desde o início do projecto.

Deste modo, foi possível construir com paredes de espessura reduzida, mas mantendo um bom desempenho. A estrutura de madeira e taipa de fasquio continuam presentes, mas de uma forma mais contemporânea. O uso de betão leve de cânhamo industrial (cal com aparas de cânhamo industrial e fibras de celulose), seleccionado pelo excelente conforto térmico e acústico que proporciona, tem uma forte presença na casa, mantendo-se à vista em algumas paredes e no revestimento do tecto.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Epiroc antecipa presença na Bauma 2022

Epiroc marcará presença na Bauma 2022. Já na sua 33ª edição a feira terá em destaque os temas da automação, digitalização e o desenvolvimento da produtividade impulsionada por dados

A Epiroc marcará presença na Bauma 2022. A 33ª edição da feira mundial de máquinas de construção, máquinas para materiais de construção, máquinas de mineração, veículos de construção e equipamentos de construção realiza-se em Outubro, em Munique. Um certame que terá em destaque os temas da automação, digitalização e o desenvolvimento da produtividade impulsionada por dados. Temas que estão a transformar todo o sector da construção, desde a escavação de túneis e infraestruturas, até à demolição e gestão de resíduos.

O grupo, com sede em Estocolmo, na Suécia, desenvolve e fornece equipamentos inovadores, onde se incluem equipamentos de perfuração, escavação de rocha e acessórios para construção para aplicações de superfície e subterrâneas, emprega hoje cerca 14 000 funcionários, espalhados por cerca de centena e meia de mercados, com especial destaque para as indústrias mineiras e de infraestruturas. “As novas tecnologias são essenciais para ajudar os nossos clientes a manterem-se competitivos. O nosso objectivo é oferecer equipamento, software e serviços inovadores e garantir que os nossos clientes obtenham o máximo benefício da evolução digital em curso”, refere o grupo em comunicado.

Entre as várias novidades tecnológicas, a Epiroc levará a Munique a sua nova gama de fresadoras em forma de V, cujo lançamento decorreu em Abril último. A fresadora em V é uma nova forma de trabalhar com rochas, paredes de betão e saneamentos de superfícies, valas, escavação de rochas macias, escavação de solos congelados e demolição. Uma solução com patente pendente, que foi rigorosamente testada em todas estas aplicações.

“A montagem dos tambores numa forma em V permite um corte com uma base plana e nenhum material é intocável entre os tambores. Uma fresadora regular tem de deslocar-se lateralmente para criar uma vala uniforme, uma abordagem que causa desgaste adicional no braço da máquina portadora, a fresadora em V pode atingir o mesmo resultado seguindo a direito. Isto significa que o utilizador pode escavar uma vala mais precisa muito mais rapidamente. Basicamente, funciona como um balde, o que facilita a sua utilização, é mais amiga da máquina portadora e são necessários menos energia e tempo. Uma solução aparentemente simples com uma eficácia extraordinária, a fresadora em V permite poupanças de energia de até 40%, explica a Epiroc. Na Bauma, a empresa irá apresentar a mais recente adição à gama de fresadoras V – um modelo mais pequeno adequado para máquinas portadoras de 15-28 toneladas.

Sustentabilidade no seio da indústria
O tema da sustentabilidade marcará presença não só pela preocupação em desenvolver tecnologia mais eficiente e que exige menor consumo de energia, mais precisa, que reduz o impacto no meio ambiente, mas também menos poluente. É o caso da massa de lubrificação Bio da Epiroc que foi recentemente aprovada pela Comissão Europeia para utilização em aplicações ambientalmente sensíveis ao abrigo do certificado DE/027/243.

“Como parte do objectivo de protecção do ambiente, todos os novos martelos demolidores hidráulicos da Epiroc são agora fornecidos com a massa de lubrificação Bio da Epiroc.

Utilizada para lubrificar os casquilhos nos martelos demolidores hidráulicos, a massa de lubrificação Bio da Epiroc é produzida à base de ésteres sintéticos especiais que são facilmente biodegradáveis e desenvolvidos para os martelos demolidores hidráulicos. A massa ajuda a prevenir o desgaste dos casquilhos e prolonga a vida útil da ferramenta. A massa possui características de transporte de carga elevadas com uma capacidade de separação muito boa e oferece um excelente desempenho num amplo intervalo de temperaturas”, refere a Epiroc.

Sobre o autorCONSTRUIR

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Novas sanitas Roca aliam tecnologia e sustentabilidade

Desde o design vintage ao moderno, a Roca oferece a opção de sanita com bidé integrado, uma solução dois-em-um desenhada para poupar água e com acabamentos totalmente personalizados

Numa casa nenhum pormenor é escolhido ao acaso, e o espaço de banho não é exceção à regra. A InTank é a primeira sanita da Roca com tanque integrado. Uma proposta inovadora que permite poupar entre 10 e 20cm no espaço de banho, e cuja tecnologia inovadora Soft Air activa a descarga impulsionando a água para cima, de forma silenciosa e eficaz.

Sanita com bidé incorporado
São as funções de lavar e secar totalmente personalizáveis que caracterizam a smart toilet In-Wash, uma sanita com bidé incorporado que proporciona uma experiência de higiene completa. Disponível nas versões suspensa e de chão, ou no modelo In-Wash In-Tank para ganhar ainda mais espaço.

Formas minimalistas em vários acabamentos
Os contornos e as cores entrelaçam-se nas propostas da colecção Inspira, que, além dos formatos Round e Square, oferece agora a possibilidade de personalizar os produtos com até seis cores diferentes.

Um toque retro no espaço de banho
O design vintage faz da colecção Carmen uma opção exclusiva. A colecção Carmen combina elementos clássicos, como o manípulo lateral para activar a descarga, com pormenores modernos, como a possibilidade de escolher uma sanita em acabamento na cor preta.

Sustentabilidade e design compacto

Tecnologia e design ao serviço da poupança de água é a chave do conceito W+W , uma solução dois em um exclusiva, em que a água utilizada no lavatório é reaproveitada na descarga para a sanita. Uma ideia sustentável com um design compacto que optimiza o espaço de banho.

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Colt reforça investimento em Portugal e espera chegar aos 140 colaboradores no final do ano

A empresa pondera novos investimentos em novas rotas e ligações nas zonas de amarração dos cabos submarino, em particular em Sines. Para já, prossegue a sua estratégia de crescimento ligando 8 parques industriais em Lisboa, Porto, Oeiras, Sintra, Vila Nova de Gaia e Maia

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(na imagem: Carlos Jesus, Country Manager da Colt Portugal e VP Global Service Delivery da Colt)

A celebrar 20 anos de presença no mercado nacional, a Colt vai continuar a reforçar o investimento em Portugal e contratar mais pessoas. A empresa tem feito investimentos significativos no país, quer em infraestruturas e rede para ajudar as empresas portuguesas a concretizarem os seus processos de transformação digital e internacionalização dos seus negócios, quer em pessoas. Neste sentido, está em marcha uma campanha de recrutamento para reforçar a equipa e permitir que a subsidiária portuguesa chegue ao fim do ano com 140 colaboradores.

O reforço do investimento da Colt em Portugal tem em conta a posição estratégica do país no contexto da expansão da conectividade entre a Europa, a América Latina, a América do Norte, a África e a Ásia, quer através da ampliação das rotas da sua rede terrestre, quer do potencial disponibilizado pelos cabos submarinos que aterram em Sines, Sesimbra, Seixal, Lisboa e Carcavelos.

Com 2 Redes de área Metropolitana (MAN – Lisboa e Porto) em Portugal, 830 km de rede de fibra ótica,1.700km adicionais de rede de longa distância através da sua IQ Network, ligando mais de 777 edifícios, 12 centros de dados, a Colt prossegue a sua estratégia de crescimento em Portugal ligando mais oito parques industriais em Lisboa, Porto, Oeiras, Sintra, Vila Nova de Gaia e Maia. A empresa está também a avaliar neste momento a possibilidade de realizar novos investimentos na criação de mais rotas entre Portugal e Espanha, assim como de novas ligações em Portugal, nomeadamente em Sines e nas restantes zonas de amarração dos cabos submarinos.
A aceleração da transformação digital e o aumento do trabalho remoto provocados pela pandemia, bem como a emergência dos novos modelos de trabalho híbrido no pós-pandemia e as mudanças decorrentes da guerra na Ucrânia, transformaram os serviços de rede num factor ainda mais crítico para o funcionamento diário das empresas em todo o mundo. Entre as tecnologias que garantem o funcionamento destes serviços destacam-se os cabos submarinos que ligam continentes e países e que já são responsáveis por 99% do tráfego global.

“Os cabos submarinos são a espinha dorsal da infraestrutura global de comunicações. Actualmente existem mais de 400 cabos submarinos em serviço em todo o mundo e até 2025 serão 445. Portugal detém uma posição única no contexto do desenvolvimento das comunicações a nível mundial: beneficia de uma posição geográfica estratégica com os seus 5 centros de amarração (Sines, Sesimbra, Seixal, Lisboa e Carcavelos) de cabos submarinos que ligam a Europa à África e às Américas, e possui inúmeras rotas de comunicações terrestres que permitem e potenciam as ligações da Península Ibérica ao Norte da Europa. Temos, por isso, um papel fulcral a desempenhar na diversificação da conectividade e no que diz respeito a evitar a saturação das redes. Além disso, o nosso país é uma verdadeira porta de entrada para a Europa, uma via direta de acesso das empresas de todo o mundo a um mercado de mais de 750 milhões de potenciais consumidores.” afirma Carlos Jesus, Country Manager da Colt Portugal e VP Global Service Delivery da Colt.

A capacidade de Portugal no que toca aos cabos submarinos que ligam a Europa à África e às Américas irá aumentar significativamente nos próximos anos. Ao novo Ellalink já em funcionamento, irão juntar-se mais 3 novos cabos: o Equiano da Google, o 2Africa do Facebook e o Medusa da AFR-IX. O que, segundo aquele responsável da Colt, “representa um importante reforço do poder do hub de conectividade português. Acresce que nos últimos anos em Portugal os investimentos em infraestrutura de banda larga e na transformação digital têm sido muito intensos e a economia digital nos últimos 10 anos registou uma evolução sem precedentes. Factores que se conjugam para estarmos perante uma oportunidade única para fomentarmos o investimento em centros de dados, serviços de cloud e de edge computing – as tecnologias do futuro, em Portugal. A Colt está atenta a esta evolução e a equacionar a possibilidade de fazer novos investimentos nas zonas de amarração portuguesas”.

Visando fortalecer a sua presença em Portugal e na Península Ibérica, bem como ampliar o poder do seu hub de conectividade português à escala mundial, a Colt fez no ano passado investimentos muito importantes na sua rede de comunicações reforçando-a com mais 600kms adicionais de fibra entre Portugal e Madrid, com a criação de novas ligações entre Madrid, Paris, Toulouse e Marselha (+ 2400km), que potenciaram uma ligação directa entre Lisboa/Porto/Bilbao/ e entre Lisboa/Madrid/Toulouse/Marselha através dos Pirenéus. A capacidade das ligações com o Norte da Europa e destas com os EUA foi novamente potenciada este ano com a implementação de um novo PoP no Data Center BX1 da Equinix em Bordéus. Uma ligação vital no contexto da instalação do novo cabo transatlântico de fibra óptica de nova geração, o “AMITIE” – uma nova porta de entrada para o tráfego de dados entre os EUA e a Europa.

A Colt escolheu também a ligação Lisboa/Madrid para implementar, pela primeira vez, uma tecnologia única da Ciena, que duplica a capacidade de transmissão dos dados na rede de fibra óptica. O que vem sublinhar a importância que a empresa atribui às suas operações na Península Ibérica, nomeadamente em Portugal. “Esta decisão é ainda mais relevante se tivermos em conta que a Colt foi o primeiro operador do mundo a implementar a tecnologia 800 G na banda L da rede terrestre, utilizando o controlador de domínio Reconfigurable Line System (RLS) da Ciena, e o Manage, Control and Plan (MCP) da Ciena na sua rede ótica, e o primeiro fornecedor de telecomunicações a oferecer serviços 100G/400G Wave, devidamente comprovados, utilizando tecnologia coerente e líder de mercado nas duas bandas C+L,” conclui Carlos Jesus.

Chegar aos 140 colaboradores até ao final do ano
Para responder ao aumento da procura que a empresa está a registar tanto em Portugal, como no resto do mundo, a subsidiária portuguesa prossegue com a sua estratégia de contratação de mais talentos em Portugal, de modo a chegar aos 140 colaboradores até ao final 2022. O reforço das equipas no nosso país tem como objectivo aumentar a capacidade de resposta da empresa face às necessidades crescentes dos clientes nacionais e internacionais, e que decorrem do incremento da mão-de-obra remota e da procura acrescida por soluções mais duradouras, resilientes, seguras, elásticas e preformantes.

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Empresas Sonae criam compromisso para evitar desflorestação até 2030

Várias empresas do grupo Sonae assinaram o compromisso “Zero Desflorestação”, visando assegurar a conservação das florestas no decorrer das suas actividades e operações, um compromisso que se irá estender também aos seus fornecedores

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As empresas Sonae assumem o compromisso de promover a conservação das florestas naturais a nível mundial através do compromisso “Zero Desflorestação”, que visa assegurar, até 2030, a ausência de desflorestação associada às actividades e operações directas das empresas subscritoras, bem como nas suas cadeias de abastecimento.

“O combate à desflorestação requer uma acção urgente e integrada de todos. É necessária uma mobilização global para assegurar a conservação das florestas, que têm um papel crucial ao nível da promoção da biodiversidade e do combate às alterações climáticas, através da retenção de carbono. Nas empresas Sonae, estamos comprometidos em crescer com responsabilidade, por isso, promovemos a defesa do planeta e das florestas. Esperamos poder inspirar outros a seguir este caminho e, em conjunto, conseguirmos fazer a diferença”, sustenta Isabel Barros, presidente do Grupo Consultivo de Sustentabilidade das empresas Sonae.

O compromisso “Zero Desflorestação” reflecte o compromisso assumido no combate à desflorestação através da adopção de metas que garantem a preservação das florestas no decorrer da actividade das suas cadeias de abastecimento associada à produção de matérias-primas críticas – gado bovino, madeira, óleo de palma e soja. Adicionalmente, tem como objectivo assegurar “zero desflorestação” no desenvolvimento de novas infraestruturas e de contribuir positivamente para a conservação e restauro das florestas.

Para alcançar os objectivos propostos, as empresas Sonae vão colaborar com as suas cadeias de abastecimento, com enfoque na produção local onde a ausência de desflorestação deve ser assegurada. Neste sentido, está previsto um esforço concertado com os vários intervenientes para assegurar a rastreabilidade e monitorização dos materiais que são adquiridos, nomeadamente através da adopção de mecanismos de controle e de outros procedimentos, incluindo, por exemplo, a certificação de matérias-primas.

As empresas Sonae que subscrevem este compromisso são a MC, a Zeitreel, a Worten e a Sierra, a que se juntam também a Sonae Capital e a Sonae Arauco.

A urgência de adotar o compromisso Zero Deflorestação
As florestas desempenham um papel vital no combate às alterações climáticas e na preservação da biodiversidade. A nível global, aproximadamente metade das florestas estão localizadas nas regiões tropicais e subtropicais, onde são altamente produtivas e albergam pelo menos dois terços da biodiversidade mundial.

Nestas regiões, a desflorestação ocorre a um ritmo acentuado de 10 milhões de hectares por ano, dos quais a maioria se deve à expansão do comércio internacional e à conversão do uso do solo associado à produção de matérias-primas como gado, óleo de palma, soja e madeira.

A elevada desflorestação e as suas repercussões ao nível da perda de biodiversidade, e por sua vez de impacto nas alterações climáticas, reforçam a necessidade e o carácter de urgência de desenvolver e implementar um compromisso que seja ambicioso e cuja implementação garanta resultados efectivos.

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Schneider Electric vence diversos prémios de design

Vários produtos do portefólio da Schneider Electric receberam alguns dos mais importantes prémios de design internacionais. Os especialistas premiaram a inovação no design, a ergonomia precisa e o foco no utilizador

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A Schneider Electric recebeu sete iF Design Awards e três Red Dot Awards nas edições de 2022 das duas instituições. Os prémios de design celebram o “conceito de design e funcionalidade dos produtos da Schneider Electric, bem como o seu papel na capacitação da sociedade para que tire o máximo partido da nossa energia e recursos, de forma a conseguir um mundo com impacto positivo no clima”, sustenta a empresa.

Entre os produtos vencedores dos iF Design Award encontramos produtos capazes de produzir e gerir energia, adaptar-se ao estilo de vida, proporcionar segurança e contribuir para uma vida sustentável Tendo sido reconhecida por 132 peritos de design de alto nível de mais de 20, a Schneider Electric recebeu sete prestigiados iF Design Awards em várias categorias, incluindo “Hardware and Building”, “Industry/Tools” e “Interface for Digital Media”.

Os produtos vencedores dos iF Design Awards de 2022 são o detector de fumo Wiser DC, a série de controladores SpaceLogic, o dispositivo de cablagem New Ovalis, o disjuntor de média tensão EvoPact, o Facility Expert for Small Business Advisor, o dispositivo de protecção contra sobretensões Jueshi e o circuito de protecção Clipsal Max9.
“O detetor de fumo Wiser DC foi concebido para proteger as vidas humanas do risco de incêndios domésticos. Pode ser facilmente integrado e conectado sem fios com o sistema Wiser para casas inteligentes. As características de design inteligentes, como a iluminação LED oculta e o botão de grande dimensão, contribuem para um aspecto minimalista e um produto fácil de utilizar”, explica a Schneider Electric. Já a série de controladores SpaceLogic “é uma parte importante do EcoStruxure Building Operation, que oferece aos clientes a oportunidade de conseguir melhores gestão e análise da energia, e cujo design compacto e integração de funções reduz o volume e o custo da instalação”.
Por sua vez, a gama New Ovalis de dispositivos de cablagem acessíveis foi concebida para trazer apelo estético, conectividade e ergonomia aos clientes, bem como uma fácil instalação para os electricistas.

“Apesar da qualidade e da fiabilidade serem marcas registadas dos produtos e soluções da Schneider Electric, o design é o elemento único que melhora a experiência dos nossos clientes. O nosso design intuitivo cria um ambiente que estabelece uma ligação com os nossos produtos e soluções e permite-lhes atingir o seu máximo potencial,” afirmou Frederic Beuvry, SVP of Industrial Design and Ergonomics da Schneider Electric. “Através do nosso processo de design exclusivo, construímos experiências de ponta a ponta que são verdadeiramente valiosas para os nossos clientes, e inspiramo-los a contribuir para uma vida sustentável e a repensar os seus negócios com as nossas soluções inovadoras e eficientes”, sustentou.

A empresa recebeu também três distinções nos Red Dot Awards 2022. Os produtos vencedores incluem o detector de fumo Wiser, mais uma vez, o dispositivo de protecção contra picos de tensão SEMC-I e o Putuo MT – Motor Mechanism, um motor eléctrico que pode operar disjuntores de caixa moldada à distância ou manualmente O seu novo design de grande dimensão impressionou o júri pela facilidade de utilização e eficiência ao permitir aos utilizadores alternar facilmente entre os modos automático e manual.

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Geberit actualiza sistema de tubagens multicamada Mepla

O Geberit Mepla combina as vantagens das tubagens de plástico e as de metal, assim como a instalação fácil e segura para o abastecimento de água

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A Geberit, especialista em louça sanitária e tecnologia para a casa de banho, tem vindo a desenvolver há quase 20 anos o seu sistema de tubagens multicamada Geberit Mepla que permite a instalação fiável, segura e rápida de água potável e sistemas de aquecimento. Agora, o sistema apresenta, ainda, mais variedade de diâmetros de tubagem (de 16 a 75 mm) e 300 acessórios (fabricados em PVDF e em bronze industrial) de união por compressão que facilitam todos os trabalhos de instalação.

Mais resistentes à corrosão e mais leves do que as tubagens de metal, mais estáveis e resistentes do que as tubagens de plástico, a Geberit Mepla combina as vantagens de ambos os tipos de tubagem. A camada de plástico exterior é fabricada em polietileno (PE-RT de segunda geração) e serve de protecção contra a corrosão e os danos mecânicos. A grossa camada central de alumínio, soldada longitudinalmente, consegue que a tubagem seja estável e flexível, ao mesmo tempo que reduz o grau de dilatação dos tubos e são necessários menos pontos de fixação do que com as tubagens de plástico. A camada interior, também fabricada em PE-RT de segunda geração, é resistente à corrosão e segura para uso alimentar. Tem uma rugosidade da superfície de apenas 0,7 μm, de modo que é mais difícil que o calcário e as películas biológicas adiram ao interior do tubo.

Graças à sua flexibilidade, as tubagens com as dimensões d16 e d20 podem curvar-se manualmente muito facilmente. Com uma máquina curvadora curvam-se os tubos de até d50. Por outro lado, o modelo dentado dos acessórios de união plásticos e os anéis de fixação dos acessórios metálicos permitem atingir uma elevada força de retenção dos acessórios na tubagem e evitam que estes saiam da tubagem durante a instalação. Desta forma, o sistema instala-se, alinha-se e comprime-se muito facilmente e poupa-se tempo e custos durante o processo de instalação.

A ligação dos tubos e dos acessórios faz-se por compressão sem casquilho, comprime-se directamente na tubagem, o que permite um controlo total da profundidade de inserção. Isto é possível graças à camada de alumínio do interior da tubagem e ao design inovador dos acessórios que garantem uma união fiável e duradoura. Além disso, assim que o sistema estiver pronto para a compressão, é possível verificar cada ligação imediatamente para garantir que cada tubagem está na posição correcta. O sistema é totalmente fiável dado que, durante os testes de estanquidade, os acessórios que não estão prensados apresentam fugas. Ou seja, o teste final de pressão só poderá realizar-se se se tiverem prensado correctamente todas as uniões, o que garante a estanquidade da instalação.

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JJTeixeira celebra 45 anos com reforço na capacidade produtiva e expansão geográfica

Empresa prevê investir 1,4 M€ no reforço da sua capacidade e na optimização dos seus recursos produtivos, a par da internacionalização para a Bélgica, os EUA e os Camarões nos próximos três anos

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Em pleno aniversário de 45 anos, a JJ Teixeira (JJT) apresenta-se com uma nova imagem e convicções reforçadas para o futuro. A empresa de Vila Nova de Gaia produz soluções de carpintaria através da aliança entre tecnologia de ponta e toque artesanal e reafirma-se no mercado com um investimento na ordem dos 1,4 milhões de euros e uma expansão para três novas geografias.

De génese familiar, a empresa, fruto da paixão de João Teixeira pela arte de trabalhar a madeira, teve início em 1977 com a criação da sua própria carpintaria em Vila Nova de Gaia, que ainda hoje mantém. A actividade iniciou com uma máquina universal e, em dois anos, tinha uma carpintaria industrial, mas sempre familiar.

A nova geração da família, trouxe à JJT a modernidade necessária para assegurar o seu crescimento e visão de futuro, unindo a carpintaria à engenharia e à arquitectura, ao design e à arte, graças à sinergia entre a gestão e a força laboral de 244 colaboradores internos e mais de 400 externos.

Foi com a introdução de uma linha de automatização da produção, em 2015, que a empresa transitou para uma indústria 4.0, com capacidade de produção diária de duas mil peças, assegurando mais eficiência, rigor e precisão em cada produto, através de novos processos construtivos inovadores que lhe confere um bom equilíbrio e uma boa performance.

Hoje, contando com uma produção de quase 430 mil peças por ano e de 1645.61m3 de madeira utilizada, a JJT prevê investir 1,4 milhões de euros no reforço da sua capacidade e na optimização dos seus recursos produtivos, como o sistema de aspiração, a racionalização energética e a transição verde.

Sem impactos da pandemia nos volumes de facturação, a empresa, em 2019, alcançou um total de 21,4 milhões de euros, cresceu para 24,2 milhões no ano seguinte, para 24,5 milhões já em 2021 e prevê crescer mais de 2 milhões até ao final de 2022. Também desde 2019 que o valor das exportações ascende, passando de 18% para 22%, atingindo os 24% no último ano. França, Angola, Costa de Marfim, Noruega e Reino Unido são os países que encabeçam os destinos onde mais incidem as vendas internacionais, estando a Bélgica, os EUA e os Camarões no topo das prioridades de expansão internacional para os próximos três anos.

Pela vulnerabilidade ambiental intrínseca à sua actividade, a empresa vê na sustentabilidade um dos seus mais importantes pilares. Através do programa de replantação de árvores, a JJT pretende minimizar o seu impacto no meio ambiente, efectuando cálculos de medição da quantidade de madeira utilizada em cada projecto com vista à sua reposição, replantando árvores em território nacional, acrescendo uma taxa adicional ao preço final do produto.

Para além deste novo programa, os desperdícios são aspirados através de um sistema transversal aos vários pavilhões da fábrica e reaproveitados para várias finalidades, como a criação de novos produtos, o aquecimento das instalações e a produção de pellets e briquetes. 25% da sua produção energética é proveniente de painéis solares instalados na fábrica.

A celebração dos 45 anos da empresa foi, ainda acompanhada pelo rebranding da marca, “que traduz o seu reposicionamento modernizado”, e surge acompanhado por um filme tributo à madeira, que conta com depoimentos de diversas figuras de renome da arquitectura portuguesa. “Wood Stories” é o nome do filme, realizado pela Building Pictures, que serve de tributo à madeira enquanto material natural, flexível, expressivo e quase intrínseco no projecto de arquitetura e que conta com o apoio da Ordem dos Arquitectos Sessão Regional Norte, da Faculdade de Arquitectura do Porto e da Casa da Arquitectura.

O filme conta com os testemunhos de oito gabinetes de arquitectura, numa reflexão entre o seu trabalho e o uso da madeira, na sua perspectiva e contexto de aplicação, de forma particular, nomeadamente, Aires Mateus, Carrilho da Graça, Correia Ragazzi, Depa, Diogo Aguiar Studio, João Mendes Ribeiro, Menos é Mais e Oitoo.

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Zehnder Group opta pelo preto mate

Multinacional suíça, especialista em clima interior, junta-se à última tendência do preto mate, em dois dos seus produtos: a válvula de ar Luna Black e o radiador Aura Black Matt

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O Zehnder Group tem vindo a introduzir novos acabamentos nos seus produtos de clima interior ao longo de 2022. No início do ano, introduziu o novo sistema de cores “quentes e frías” o que permite “uma integração perfeita em qualquer divisão”. Actualmente, o Grupo suíço optou pelo preto mate para dois dos seus produtos: a válvula de ar Luna, agora Luna Black e o radiador Aura, agora Aura Black Matt. A versão em preto mate de ambos os produtos conferem “sofisticação e elegância, assim como um carácter único a qualquer sala”.

O radiador Aura é um Zehnder clássico, um modelo “que combina design e funcionalidade”. “Com linhas rectas, combina o perfil D liso dos colectores com uma distribuição perfeita entre os tubos, simplificando o uso diário e a limpeza. Elegante e pouco profundo, assegura um ambiente confortável e toalhas secas, mesmo nos espaços mais pequeños”.

Está disponível nas versões com água quente e eléctrica, esta última incluindo um ecrã LCD para visualizar o seu funcionamento, reduzir o consumo em espera e cumprir as mais recentes normas EcoDesign.

A ComfoValve Luna Black é uma válvula de fornecimento de ar fresco, “limpo e saudável” desenvolvida para utilização em sistemas de distribuição de ar sendo adequada para instalação em tectos e paredes. A sua aparência “discreta e minimalista” faz dela uma parte fundamental de qualquer ambiente arquitectónico. Tem uma altura de apenas 30 mm e um diâmetro de 170 mm, facilitando a sua integração estética.

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Porta-paletes eléctrico compacto da Jungheinrich vence Red Dot Design Award

Este equipamento destacou-se pelo seu conceito de design, que combina “agilidade, segurança, conforto e sustentabilidade” graças a uma bateria de iões de lítio totalmente integrada e compacta

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O porta-paletes eléctrico ERE 225i da Jungheinrich ganhou o Red Dot Design Award em Essen, na Alemanha. Este equipamento destacou-se pelo seu conceito de design, que combina “agilidade, segurança, conforto e sustentabilidade” graças a uma bateria de iões de lítio totalmente integrada e compacta. O Red Dot Design Award é o segundo prémio entregue ao ERE 225i, num curto espaço de tempo, após a atribuição do IF Design Award, em Maio.

O ERE 225i é o porta-paletes mais compacto da sua classe. Como parte da Jungheinrich POWERLiNE, é completamente neutro em CO2 até ser entregue ao cliente, permitindo assim soluções intralogísticas mais sustentáveis no armazém.

Com a sua bateria de iões de lítio totalmente integrada, o ERE 225i é 270 mm mais curto do que o modelo anterior, o que reduz significativamente o círculo de viragem do equipamento. Os condutores beneficiam de uma melhor manobrabilidade, permitindo operações de transporte seguras nos espaços mais pequenos. Além disso, as protecções laterais fixas proporcionam uma maior protecção, garantindo um elevado nível de conforto no trabalho.

“O objectivo do nosso design de produto é tornar os atributos mais importantes do equipamento diretamente reconhecíveis e compreensíveis. A compactidade, a durabilidade, a segurança e a agilidade são claramente percepcionadas como promessas de desempenho fundamentais e já demonstradas através do design no qual os clientes Jungheinrich podem confiar com este porta-paletes”, diz Andreas Knie, design industrial da Jungheinrich. “Estamos muito satisfeitos por termos vencido este renomado prémio de design com o ERE 225i. Não é apenas um prémio notável para nós enquanto equipa de design, mas também uma apreciação e motivação para todos os que contribuíram para a criação do produto.”

Desde 1955, o Red Dot Award Product Design selecciona anualmente os melhores e mais inovadores produtos do mundo em mais de 50 categorias diferentes.

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