Edição digital
Assine já
Construção

AICCOPN propõe ao Governo medidas para mitigar subida dos preços

No documento dirigido ao Governo encontram-se identificadas as dificuldades específicas do Sector e as propostas de medidas excepcionais para fazer face à instabilidade e à situação absolutamente extraordinária e inesperada que a economia enfrenta

CONSTRUIR
Construção

AICCOPN propõe ao Governo medidas para mitigar subida dos preços

No documento dirigido ao Governo encontram-se identificadas as dificuldades específicas do Sector e as propostas de medidas excepcionais para fazer face à instabilidade e à situação absolutamente extraordinária e inesperada que a economia enfrenta

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Schneider Electric vence diversos prémios de design
Empresas
Cushman & Wakefield alerta para o impacto do ESG no custo dos imóveis
Imobiliário
Exportação: Cimenteira do Louro com 2M€ mercadoria afectada problemas logísticos
Construção
Geberit actualiza sistema de tubagens multicamada Mepla
Empresas
Jamestown altera nome do edifício JQOne para IDB Lisbon – Innovation & Design Building
Imobiliário
Os planos de expansão da Universidade do Porto, betão de cânhamo, a ‘nova’ escola da GNR em Portalegre e mais na edição 461 do CONSTRUIR
Construção
Câmara de Braga avança com plano de execução do Parque Ecomonumental das Sete Fontes
Arquitectura
JJTeixeira celebra 45 anos com reforço na capacidade produtiva e expansão geográfica
Empresas
Zehnder Group opta pelo preto mate
Empresas
Sistema híbrido de construção da Casais acelera hotel B&B em Guimarães
Construção

A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) remeteu ao Governo um pacote de medidas que deverão ser adoptadas para acautelar a competitividade do tecido empresarial face ao abrupto aumento dos preços das matérias-primas e dos materiais de construção.

Segundo a organização liderada por Manuel Reis Campos, trata-se de uma manifestação essencial à conclusão dos projectos em curso e à necessária concretização do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030).
No documento dirigido ao Governo encontram-se identificadas as dificuldades específicas do Sector e as propostas de medidas excepcionais para fazer face à instabilidade e à situação absolutamente extraordinária e inesperada que a economia enfrenta, em particular a Construção, de modo a salvaguardar as Empresas e o País.

As medidas apresentadas compreendem a emanação de Orientações/Recomendações aos donos de obra, que reconheçam que a conjuntura que vivemos configura uma verdadeira “alteração anormal e imprevisível das circunstâncias” e, como tal, determinem, por um lado, a aceitação dos pedidos de prorrogação do prazo de execução das empreitadas, sem aplicação de multas ou penalização para as empresas e, por outro, o direito dos empreiteiros a uma compensação financeira que lhes permita fazer face aos custos acrescidos decorrentes desta situação.
De igual modo, solicita-se a criação de mecanismos extraordinários, semelhantes aos que foram adoptados em outros países Europeus, adaptados ao contexto nacional, designadamente a criação de um fundo público, ao qual as entidades adjudicantes possam aceder para compensar as empresas (como em Itália); a aprovação de um regime excepcional e temporário de contratação pública que confira, nomeadamente, maior celeridade às adjudicações e ao procedimento de atribuição do visto pelo Tribunal de Contas, preveja a redução do prazo de manutenção das propostas e de critérios uniformes de determinação do preço anormalmente baixo tendo em conta a média das propostas apresentadas em cada um dos procedimentos.

A associação destaca, ainda, a proposta apresentada de “recuperação” do regime da Tentativa de Conciliação Obrigatória prevista no anterior Regime Jurídico das Empreitadas de Obras Públicas (RJEOP), que constituiu um instrumento eficaz de resolução alternativa de litígios durante décadas e que se justifica plenamente no actual contexto e, ainda, a possibilidade de se efectuarem revisões provisórias de preços considerando apenas os autos de medição (tendo por base os últimos índices conhecidos), entre outras medidas.
Neste contexto, a Associação solicitou também uma audiência para, de viva voz, expor e desenvolver as medidas apresentadas, aguardando-se que o Governo, recentemente empossado, possa acolher as propostas e implementar as soluções preconizadas pelo Sector.

A actual conjuntura económica e social exige uma intervenção vigorosa e consistente por parte de todos os “players”, públicos e privados, de modo a assegurar a continuidade das obras e a concretização dos planos de investimento previstos para Portugal, pelo que a AICCOPN irá também realizar uma conferência sobre este tema, em parceria com o IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, no próximo dia 11 de Abril, pelas 14h30, no Auditório da Associação e que pretende auxiliar as empresas e as próprias entidades adjudicantes/ donos de obra na melhor abordagem e enquadramento desta situação verdadeiramente excepcional.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Schneider Electric vence diversos prémios de design
Empresas
Cushman & Wakefield alerta para o impacto do ESG no custo dos imóveis
Imobiliário
Exportação: Cimenteira do Louro com 2M€ mercadoria afectada problemas logísticos
Construção
Geberit actualiza sistema de tubagens multicamada Mepla
Empresas
Jamestown altera nome do edifício JQOne para IDB Lisbon – Innovation & Design Building
Imobiliário
Os planos de expansão da Universidade do Porto, betão de cânhamo, a ‘nova’ escola da GNR em Portalegre e mais na edição 461 do CONSTRUIR
Construção
Câmara de Braga avança com plano de execução do Parque Ecomonumental das Sete Fontes
Arquitectura
JJTeixeira celebra 45 anos com reforço na capacidade produtiva e expansão geográfica
Empresas
Zehnder Group opta pelo preto mate
Empresas
Sistema híbrido de construção da Casais acelera hotel B&B em Guimarães
Construção
Construção

Exportação: Cimenteira do Louro com 2M€ mercadoria afectada problemas logísticos

A Cimenteira do Louro tem em atraso, em armazém, o equivalente a 450 camiões. São cerca de 2 milhões de euros de mercadoria que a empresa não consegue colocar nos mercados de destino por falta de transporte. O aumento dos custos e as dificuldades logísticas ameaçam o crescimento e o investimento realizado não só no aumento da produção, mas também em I&D e o problema agrava-se a cada semana

Pelo terceiro ano consecutivo a conjuntura internacional está a condicionar, e muito, a vida às empresas nacionais pondo em risco o seu crescimento e o investimento realizado. O disparar do preço dos combustíveis fez aumentar os custos com o transporte, agravando ainda mais os problemas logísticos.

Com mais de 45% da sua facturação dependente dos mercados externos A Cimenteira do Louro (ACL) tem visto a situação agravar-se nos últimos meses. Actualmente, por falta de transporte a empresa tem em armazém mais de 450 camiões de produtos que não consegue fazer chegar aquele que é o seu principal mercado de exportação, a França. “O mercado da bricolagem, do DIY, francês é um importante mercado, onde conquistámos uma importante presença. Por ano exportamos cerca de três mil camiões para França”, refere Dinis Silva, administrador da ACL em declarações ao CONSTRUIR.

De acordo com o responsável, os constrangimentos estão a afectar as vendas naquela que é a época do ano mais forte para a ACL. “Este é um mercado muito sazonal sendo que as campanhas lançadas no início da Primavera são as mais importantes para os nossos produtos neste mercado. O que está a acontecer agora é que nos preparámos, produzimos, fizemos o stock da mercadoria para conseguirmos responder a essa procura sazonal e não estamos a conseguir fazer chegar a mercadoria ao seu local de destino”, explica Dinis Silva.
Nos armazéns da ACL estão a aguardar transporte mercadoria no valor a dois milhões de euros e a situação agrava-se a cada semana que passa, uma vez que “o ritmo de escoamento dos produtos é muito lento, apesar de trabalharmos com todas as grandes empresas logísticas nacionais. São 450 camiões em atraso, com mercadoria que deveria estar nas lojas e que está a acumular-se semana após semana”.
A falta de resposta por parte da logística é explicada pelo disparo dos custos de combustível, pela falta de mão-de-obra e pelas dificuldades de garantir o transporte de mercadorias no regresso dos camiões a Portugal. Sob pena de ficarem com os motoristas retidos no estrangeiro à espera de carga, muitas preferem nem efectuar o serviço. A alternativa é aumentar ainda mais os custos para o exportador, duplicando a factura com o transporte.

Do betão à inovação: a estratégia para conquistar mercados

“Temos uma forte ligação ao saber técnico, ao design inovador, e apostamos na qualidade, na performance e na resistência dos nossos materiais e soluções”, sublinha o administrador. Esta é a segunda geração da família ao leme da ACL, uma empresa fundada na freguesia do Louro, Vila Nova de Famalicão, por Manuel Leitão, em 1975. De empresa especializada na produção de blocos em betão e canalizações em betão para infraestruturas, a empresa foi-se especializando e apostando na inovação e design.
“Temos um percurso de duas décadas de exportação, o que não é fácil porque estamos a falar de produtos em betão para construção que são pesados, pelo que o factor transporte tem uma grande componente na formação do preço. O mercado mais explorado é, sem dúvida, o francês graças ao mercado de bricolage, que tem já uma grande tradição neste país. Sendo que actualmente exportamos para mais de 40 países”, conta Dinis Silva.

A entrada em mercados maduros como o Reino Unido, Itália (onde detém uma presença física) ou os Estados Unidos foi favorecida pela aposta na diferenciação e na inovação. As suas linhas exclusivas de revestimentos e pavimentos em betão têm conquistado os mercados mais exigentes, o que não é alheio à aproximação de um público profissional composto por arquitectos e designers internacionais.
“Temos produtos únicos, desenvolvidos por nós como o Marmocim, um pavimento mono betão que hoje está presente no nosso parque escolar, na rede do metro em Portugal e no Panamá. Os nossos produtos inovadores estão em mercado distintos e é um dos factores que nos faz crescer no exterior face à concorrência nacional que tem níveis mais baixos de exportação”, explica Dinis Silva.

O ano passado a ACL facturou 22 milhões de euros, tendo crescido, pelo segundo ano consecutivo, cerca de 20%, consolidando a sua já forte posição na produção de pavimentos, revestimentos e outros produtos em betão, produzindo marcas próprias para alguns dos seus produtos exclusivos.

O Médio-Oriente é outro dos mercados de aposta do grupo, responsável por cerca de 25 milhões de facturação. “São empresas distintas que seguem linhas estratégicas diferentes. Em Omã temos duas unidades produtivas que produzem o que denominamos de commodities, os blocos de betão, os produtos para saneamentos, os lancis para as estradas, enfim tudo o que é mais tradicional e que tem uma forte procura graças ao desenvolvimento e crescimento das infraestruturas que esta região conhece”, explica o administrador.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

Mais artigos
Construção

Os planos de expansão da Universidade do Porto, betão de cânhamo, a ‘nova’ escola da GNR em Portalegre e mais na edição 461 do CONSTRUIR

A Universidade do Porto tem previstos investimentos em torno dos 100 milhões de euros para modernizar e expandir as infra-estruturas. Contamos-lhe os planos da reitoria numa edição onde também lhe damos conta dos projectos em carteira da Fercopor. Mas há muito mais para ler nesta edição

U. Porto tem plano
para modernizar campus avaliado em 100M€

Estes novos investimentos visam, segundo o reitor da Universidade do Porto, a requalificação do edificado e do património da Universidade, bem como a construção de equipamentos de raiz para investigação científica e inovação tecnológica, para alojamento, estudo e lazer e para a prática desportiva e a fruição cultural e artística

O potencial do betão leve de cânhamo
Rute Eiras estudou, pela primeira vez, o betão de cânhamo, naquela que “terá sido a primeira dissertação portuguesa a abordar o uso do cânhamo na construção”

Ordem apoia concurso para nova casa da GNR em Portalegre
As novas instalações do centro de formação e do destacamento territorial de Portalegre estão previstas surgir num terreno com 28 hectares. Investimento ronda 20M€

Fercopor com carteira 190 M€
São nove os empreendimentos que a promotora pretende começar a desenvolver entre 2022 e 2024, incluindo uma torre de escritórios de 17 andares. A região Norte do País irá manter-se o principal alvo de actuação

Dossier: Design, Inovação e Sustentabilidade
Sem surpresas, a Sustentabilidade impõe-se e inaugura quase que uma nova ordem estética, transversal a qualquer sector/actividade. Fomos saber o que pensa o mercado

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do CONSTRUIR. Pode comprar apenas esta edição ou efectuar uma assinatura do CONSTRUIR aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Graça Dias | [email protected] | 215 825 436

Nota: Se já é subscritor do CONSTRUIR entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção PLUS – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler

ACEDA AQUI À VERSÃO DIGITAL DA EDIÇÃO IMPRESSA DO CONSTRUIR 461

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Sistema híbrido de construção da Casais acelera hotel B&B em Guimarães

O novo Hotel B&B em Guimarães, que resulta de um investimento de 11 M€, cuja construção iniciou-se no Fevereiro de 2022 deverá inaugurar já este ano. Este será o primeiro edifício a usar o sistema de construção CREE desenvolvido pela Casais

CONSTRUIR

Está em construção junto ao Pólo da Universidade do Minho, em Guimarães, o complexo que inclui um Hotel B&B com 95 quartos, 44 studios para arrendamento e um espaço comercial. A primeira pedra deste edifício foi lançada Fevereiro deste ano e cinco meses bastaram para que metade do empreendimento esteja já construído.

Este será o primeiro edifício híbrido construído com base no Sistema CREE desenvolvido pela Casais. O termo “edifícios híbridos” vem da combinação madeira-betão, sendo esta uma alternativa que beneficia duplamente o ambiente: pela redução de pelo menos 40% da utilização de betão e a utilização de madeira, um sequestrador de carbono natural.

Desta forma, além de reduzir a pegada de carbono incorporado na construção em mais de 60% quando comparado com um edifício tradicional, este é também um edifício inovador pelo seu processo de construção: foi desenvolvido com uma base BIM, numa lógica de indústria 4.0, com suporte em princípios de design for manufacturing and assembly. O processo de construção permite acrescentar um piso a cada dois dias, incorporando já todos os componentes de instalações técnicas e acabamento interior.

Com cerca de 10.000m2 construídos, inicia dentro de 10 dias a fase mais interessante da empreitada com uma orquestração logística de assemblagem. Trata-se de um projecto que conta com um investimento de cerca de 11 milhões de euros, com a assinatura do arquitecto Mário Fernandes e que será inaugurado ainda este ano.

Segundo a Casais, o sistema CREE apoia-se fortemente numa matéria-prima natural renovável – a madeira. A sua principal característica é o pré-fabrico padronizado de componentes individuais como painéis de tecto, painéis de fachada, pilares e estruturas. Estes podem ser rapidamente montados no local da obra, reduzindo as emissões de carbono, o ruído e as poeiras e permitindo economizar tempo, recursos e dinheiro.

As componentes industrializadas que vão ser aplicadas neste projecto, estão a ser fabricadas na Blufab, que é a unidade de construção off-site do Grupo Casais que abastece as obras com elementos fabricados e montados em fábrica.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

25M€ para a construção do novo centro de Formação e Comando Territorial da GNR

A construção do centro de Formação e Comando Territorial da GNR em Portalegre terá investimento de 25 milhões de euros. O investimento foi confirmado pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro

CONSTRUIR

José Luís Carneiro falava após a cerimónia de Compromisso de Honra de 303 novos militares do 46.º curso de formação de Guardas da GNR, em Portalegre. O ministro afirmou que o Governo tem prevista, dentro de “um ano e meio”, a conclusão do projecto de concessão e de execução, sendo depois lançado o concurso para a obra.

“Já está previsto [o investimento] na Lei de Programação de Investimentos, Infraestruturas e Equipamentos. Estamos a falar de um investimento de um milhão de euros para o projecto, articulado com a Ordem dos Arquitectos e que, no fim, permitirá lançar o concurso, não apenas para as novas infraestruturas da escola da Guarda, mas também do futuro comando territorial”, explicou.

O actual Centro de Formação da GNR em Portalegre está instalado no Convento de São Bernardo, ao abrigo de um protocolo de cedência entre os ministérios da Defesa e da Administração Interna.

As novas instalações do centro de formação e do destacamento territorial ocuparão um terreno com 28 hectares, na zona industrial da cidade, assegurando o município de Portalegre a cedência do terreno e a infraestruturação e acessibilidades do espaço.

Durante a cerimónia foi também assinado o protocolo de colaboração entre a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna e a Câmara Municipal de Portalegre, para a execução das obras nos arruamentos junto ao terreno onde serão construídas as futuras instalações.

“Saúdo, assim, o município de Portalegre, que também cedeu o terreno para a construção deste equipamento, por ser parceiro neste modelo que acreditamos ser o que melhor serve o interesse público. Este é um claro exemplo de como o Estado Central e autarquias locais podem e devem colaborar no sentido de melhorar as infraestruturas e as condições de trabalho das nossas forças de segurança”, afirmou José Luís Carneiro.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Câmara de Oeiras vai construir 92 casas até 2024

No total, está prevista a construção no município de Oeiras de 691 fogos até 2026, num total de 12 empreendimentos distribuídos por quatro freguesias, representando um investimento global de 120 milhões de euros, com um financiamento estimado em 115 milhões

CONSTRUIR

A Câmara Municipal de Oeiras vai avançar, até 2024, com a construção de 92 casas destinadas a pessoas em situação de carência habitacional, num investimento de 19,2 milhões de euros, divulgou a autarquia.

As 92 casas serão as primeiras a serem construídas de um total de 691, previstas até 2026, para “fazer face” às carências habitacionais no concelho de Oeiras, sendo financiadas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em comunicado, a Câmara Municipal de Oeiras, no distrito de Lisboa, refere que o início do processo será oficializado na quinta-feira com a assinatura dos três primeiros contratos de financiamento entre o município e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

A cerimónia contará com a presença da secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, e da presidente do conselho diretivo do IHRU, Isabel Dias.

Os três contratos, que representam um investimento global de 19,2 milhões de euros, terão uma comparticipação do PRR estimada em 15,8 milhões e preveem a construção de 92 casas, distribuídas por três edifícios, que estarão concluídos até 2024.

Os empreendimentos inserem-se nos Novos Programas de Habitação que assumem uma resposta efetiva às carências identificadas no Plano Municipal de Habitação de Oeiras 20|30. São respostas destinadas aos vários públicos que se encontram em situação de carência habitacional. Respostas para a população adulta, em idade ativa, jovens e seniores e que vão privilegiar de um regime de arrendamento apoiado”, justifica a autarquia.

No total, está prevista a construção no município de Oeiras de 691 fogos até 2026, num total de 12 empreendimentos distribuídos por quatro freguesias, representando um investimento global de 120 milhões de euros, com um financiamento estimado em 115 milhões.

“É um facto que as carências habitacionais presentes hoje no concelho de Oeiras, somadas às que se estimam vir a aparecer num futuro próximo, fruto do período pós pandémico que atravessamos e dos impactos de magnitude ainda incerta, resultante dos novos conflitos na Europa e da consequente reorganização geopolítica, para além de fazer repensar na alteração do paradigma do habitar, não se esgotam num curto período”, lê-se ainda na nota.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

TRADITERM NATURE um Isolamento Térmico Sustentável. Grupo Puma

TRADITERM NATURE. Sistema de Isolamento Térmico pelo Exterior com placas de aglomerado de cortiça natural

Brand SHARE

Os Sistemas Traditerm do GRUPO PUMA são uma escolha segura para o isolamento das nossas fachadas. O Sistema Traditerm Nature também proporciona um importante grau de sustentabilidade, ao utilizar painéis de aglomerado de cortiça natural como material isolante.

A cortiça é um material 100% natural, reciclado e reciclável. As placas de aglomerado de cortiça natural utilizadas no Sistema Traditerm Nature são fabricadas a partir de resíduos de produtos de cortiça. Todas as aparas resultantes são acumuladas e prensadas, para que a própria resina que contém este material natural sirva de conglomerante, para posteriormente ser cortada na forma das placas que colocamos em obra. Dessa forma, o consumo de energia e a poluição na sua fabricação são minimizados ao máximo, para além de ser um produto totalmente reciclado.

Este material é extraído do sobreiro, que renova a sua casca a cada 10 a 11 anos aproximadamente, o que o torna um produto rapidamente renovável e não prejudica o ambiente durante a sua extração. É um material com um ciclo de vida ótimo, pois não polui durante a sua extração e requer pouquíssima energia durante todos os processos procedentes, além de ser um produto reciclável e reutilizável. Por outro lado, armazena CO2 no seu interior, pelo que a sua pegada de carbono é ainda mais reduzida.

Todas estas características somadas à sua capacidade de isolamento térmico, acústico e vibratório, o seu grau de impermeabilidade, a sua durabilidade, etc… tornam-no numa óptima escolha para o isolamento das nossas fachadas com ETICS (External Thermal Insulation Composite Systems).

O Sistema Traditerm Nature do GRUPO PUMA utiliza estas placas de aglomerado de cortiça natural na sua configuração e trabalha com materiais de alta performance para a sua colocação em serviço:

  • Ampla gama de Argamassas Traditerm para a sua fixação química. Dependendo da natureza do suporte, devemos escolher o produto mais adequado.
  • Estas Argamassas Traditerm servirão também para configurar a camada armada do sistema em conjunto com a Malha Traditerm, uma malha de fibra de vidro com fios de dupla torção.
  • Para o tratamento de pontos singulares que necessitem de reforços especiais, o GRUPO PUMA oferece-nos uma vasta gama de perfis que se ajustam a cada uma das necessidades do sistema.
  • As Traditerm Buchas de Ancoragem também são configuradas com diferentes características técnicas para realizar uma fixação mecânica correta e segura.
  • Dispomos do Fundo Morcemcril, um primário para a homogeneização da absorção do suporte e melhoria da aderência e aplicação da camada final de acabamento.
  • Por último, a gama Morcemcril dá-nos a possibilidade de ajustar o acabamento final em termos de textura, cor e desempenho químico e mecânico.

Desta forma, o Sistema Traditerm Nature proporciona uma solução completa e sustentável para o isolamento das nossas fachadas, quer se trate de um edifício de construção nova ou de uma reabilitação.

Para qualquer consulta sobre os sistemas e produtos do GRUPO PUMA, pode entrar em contato diretamente com a Oficina Técnica:

Email:  [email protected]

Web: www.grupopuma.com

 

Sobre o autorBrand SHARE

Brand SHARE

Mais artigos
Construção

Mota-Engil ganha obra no México no valor de 580 M€

A adjudicação inclui o projecto, construção, operação e manutenção de 55 km de estradas, em Nayarit, nomeadamente 26 km de construção de greenfield, 18 km de obras a concluir e 11km de reabilitação inicial

CONSTRUIR

A Mota-Engil informa que foi adjudicada à sua participada Mota-Engil México um contrato com um valor total de 12,4 mil milhões de pesos, correspondendo a 580 milhões de euros.

Uma adjudicação que “confirma a capacidade da Mota-Engil como player de referência na construção e operação de infraestruturas no México e reforça o portfolio de concessões do Grupo e a sua carteira de encomendas no continente americano”, indica a empresa.

A adjudicação da concessão inclui o projecto, construção, operação e manutenção de 55 km de estradas, em Nayarit no México, nomeadamente 26 km de construção de greenfield, 18 km de obras a concluir e 11km de reabilitação inicial.

O período de construção previsto é de dois anos e a manutenção e funcionamento de oito anos com um total de 10 anos.

O projecto não tem qualquer risco de tráfego e tem cobertura contra a inflação, uma vez que os pagamentos de disponibilidade são actualizados pela taxa de inflação real.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

AEP regressa ao Egipto com sector da construção

O sucesso alcançado na edição do ano passado da BIG 5 Construct EGYPT levou a AEP a organizar a segunda participação na feira

CONSTRUIR

A AEP – Associação Empresarial de Portugal volta, esta semana, com cinco empresas nacionais, ao Egipto para participarem na BIG 5 Construct EGYPT, a mais importante feira da fileira da construção e materiais de construção, pedras e rochas ornamentais, tecnologias e ambiente, que acontece no Cairo, entre os dias 25 e 27 de Junho.

Para a AEP, que organiza a segunda participação portuguesa na BIG 5 Construct EGYPT, a deslocação, que tem como objectivo apoiar as empresas na diversificação de mercados para aumentar as exportações, é uma oportunidade para consolidar contactos feitos o ano passado e estabelecer outros com novos parceiros.

A AEP já desenvolve acções presenciais neste mercado desde 2010, através da organização de várias missões empresariais, mas o sucesso alcançado na edição do ano passado da BIG 5 Construct EGYPT, fez a associação regressar para realizar a segunda participação na feira.

Olhando para a economia do país, o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, recorda que “nos últimos seis anos, o governo egípcio tem mantido o investimento em novos projectos (New Mansoura City, New Administrative Capital, o comboio de alta velocidade) e que é o primeiro país da MENA a emitir green bonds, que permitem o desenvolvimento de projectos nas áreas da gestão de energia e transporte, saneamento e gestão de água e plataformas de energias sustentáveis.”

Na BIG 5 Construct EGYPT vão estar as empresas Balanças Marques (balanças industriais), Urbimagem (sistemas de arquitetura e construção), Catari (andaimes), Safina – Sociedade Industrial de Alcatifas (tapetes e carpetes) e Metalúrgica do Tâmega (centrais de britagem e crivos).

A edição de 2021 da feira contou com a participação de 196 expositores e 11 mil visitantes profissionais, oriundos de 16 países, fazendo da BIG 5 Construct EGYPT um evento à escala mundial e, por isso, uma oportunidade para abordar vários mercados e as potencialidades de negócio que apresentam.

O Egipto tem abundantes recursos naturais (petróleo e gás natural). A exploração do campo de gás natural de Zohr, a maior jazida do Mediterrâneo, veio consolidar o Egito como um importante exportador mundial.

O Canal do Suez – principal eixo de passagem dos fluxos de comércio entre a Europa, a bacia mediterrânica e o sudoeste asiático – é crucial para o desenvolvimento económico do Egipto.

Suportado pelo investimento e pela exportação de bens e serviços e ainda pelo bom desempenho dos sectores da energia, construção e turismo, entre 2019 e 2020, a economia do país sofreu o impacto da pandemia nos fluxos comerciais, no turismo e na procura interna. Para 2022, estima-se o aumento da procura global, das exportações e da retoma do turismo.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Câmara de Faro e IHRU assinam compromisso para construção de 71 casas

A Estratégia Local de Habitação do Município de Faro implica um investimento total superior a 25 milhões de euros, com impacto em mais de 350 famílias, entre arrendamento apoiado e vendas a custos controlados

CONSTRUIR

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, assinou com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, na pessoa da sua presidente, Isabel Dias, dois contratos destinados a cofinanciar a construção de um total de 71 novos fogos no concelho, no âmbito do Programa 1.º Direito, com financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

Um dos contratos assinados prevê o financiamento de 22 novas habitações na Rua Ludovico Menezes, destinados a famílias com carência económica, a atribuir através de concurso, num investimento total de 2,22 milhões de euros (de que o IHRU financiará 1,92 milhões de euros).

O outro contrato prevê a construção de 49 novos fogos em Montenegro, num investimento total de 5,47 milhões de euros – com financiamento do IHRU de 5,22 milhões de euros -, para realojar 49 famílias que actualmente residem na Praia de Faro.
O presidente do Município, Rogério Bacalhau, revelou “uma enorme satisfação por celebrar estes dois tão importantes contratos destinados a cofinanciar um total de 71 novos fogos, cuja construção só se torna possível através das candidaturas do Município” no âmbito deste programa com financiamento do PRR.

“O financiamento, estatal ou comunitário, assume, aliás, um papel absolutamente fulcral no processo de construção de habitação, social ou municipal, tornando-se impossível que este seja integralmente suportado pelos municípios, tendo em conta os recursos limitados de que dispõem e o cada vez maior leque de competências que são chamados a assumir”, acrescentou Rogério Bacalhau, adiantando, que, no entanto, e à luz da receite Lei de Bases da Habitação, “o Estado não pode descurar a efectiva garantia do direito à habitação digna a todos os cidadãos, que se constitui como uma das expressões mais visíveis da condição social das nossas populações”.

No âmbito da cerimónia de assinatura dos contratos, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, respondeu ao apelo do autarca garantindo que o Estado “não pode achar que os municípios resolvem sozinhos o problema da habitação”, adiantando que o Município de Faro pode continuar a contar com o Estado para ajudar a assegurar este seu direito.

Neste âmbito, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal de Faro aprovaram, em Novembro de 2018, a Estratégia Local de Habitação do Município de Faro – que tornaram possíveis as candidaturas a estes dois financiamentos – que visa a necessidade de desenvolver medidas para facilitar o acesso à habitação a todos os seus munícipes, em particular àqueles com maiores carências financeiras, os que vivem em condições precárias de alojamento ou os mais jovens.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Faro, o Município perspectiva já novas candidaturas para esta área, além da revisão da Estratégia Local de Habitação, de forma a contemplar novos projectos, nomeadamente cerca de 200 novos fogos para venda a custos controlados em Estoi.

Ao todo, a Estratégia Local de Habitação do Município de Faro implica um investimento total superior a 25 milhões de euros, com impacto em mais de 350 famílias, entre arrendamento apoiado e vendas a custos controlados.

À margem da cerimónia, a comitiva liderada pelo presidente da Câmara Municipal visitou ainda as obras de construção de 90 novos fogos a custos controlados, que já decorrem a bom ritmo, na Rua Capitães de Abril.

De acordo com Rogério Bacalhau, está neste momento a ser elaborado o regulamento de candidatura para atribuição destas habitações, que deverá ser votado em reunião de câmara no próximo mês. “O regulamento estará depois em discussão pública e se tudo correr bem poderemos no início de 2023 fazer a atribuição destes fogos às famílias”, concluiu Rogério Bacalhau.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Secil Lobito é um dos 44 processos que Angola quer resolver até final de 2022

Está a decorrer o concurso público para a alienação dos 49% do capital social que o Estado angolano detém da cimenteira. Este é um dos 44 processos em curso. O PROPRIV já permitiu a Angola o encaixe de 1, 9 MM€

CONSTRUIR

Está a decorrer até 30 de Junho o concurso público para a alienação dos 49% do capital social que o Estado angolano detém da Secil Companhia de Cimentos do Lobito SA. Este é um dos 44 processos que estão a decorrer no âmbito do Programa de Privatizações, PROPRIV, e que o Estado angolano espera concluir até ao final deste ano.

No âmbito do PROPRIV o Estado angolano já arrecadou 919,84 mil milhões de kwanzas (cerca de 1,9 mil milhões de euros) com contratos de privatização de 88 activos e empresas, que lhe permitiram um encaixe de 534,97 mil milhões de kwanzas (1,1 mil milhões de euros).

A Comissão Nacional Interministerial responsável pela implementação do Programa de Privatizações (CNI-PROPRIV) reuniu, em Luanda, para analisar o nível de execução do Programa de Privatizações. A reunião foi orientada pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, e nela foi apresentado um ponto de situação sobre o PROPRIV, com destaque na execução da lista de activos do PROPRIV.

A “programação” do PROPRIV para este ano prevê concluir 44 processos, com destaque, para além da Secil Lobito, para a conclusão dos processos no sector financeiro (BCGA, BODIVA), sector das telecomunicações (TV Cabo), no sector industrial (4.ª fase de privatização dos activos da ZEE e Unidades Industriais do Universo CIF), no sector da construção (Mota Engil Angola), e no sector da agricultura (Fazenda de Sanza Pombo e Empreendimento do Cubal – Fábrica de Farinha de Milho do Cubal).

Detida pelo Estado angolano e pelo Grupo Secil (51% do capital) a empresa de direito angolano detém uma quota de mercado de 4% com uma capacidade de produção de 300.000 Toneladas. O sector tem 5 operadores principais, sendo que 85% da produção de mercado é detida pelos três maiores produtores (CIF, CIMANGOLA, FCKS). O mercado tem um consumo anual de 1,9 milhões de toneladas por ano, enquanto a capacidade máxima de produção pode chegar a 8,3 milhões de toneladas.

A Comissão Nacional destacou que “dos 88 activos privatizados, o sector da agricultura já permitiu a criação de 397 postos de trabalho directos; o sector industrial (unidades da ZEE e Têxteis) gerou 1 750 postos de trabalho directos, por fim no sector do turismo, foi possível manter os 105 postos de trabalho existentes, perspectivando-se a criação de mais posto trabalho”. A Comissão Nacional Interministerial integra responsáveis de vários departamentos ministeriais, nomeadamente, Ministério das Finanças, Ministério da Economia e Planeamento, Ministério do Comercio e Indústria, Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo, Ministério dos Transportes, Banco Nacional de Angola, o IGAPE, a Sonangol E.P. bem como, outras instituições envolvidas na implementação do PROPRIV.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.