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“MaisConsultores #Capital” aumenta o seu negócio com aquisição de nova agência

Face a 2020, o Grupo MaisConsultores Capital, cresceu cerca de 100% em 2021 e prevê para 2022 mais de 100 M€ em volume de negócios

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“MaisConsultores #Capital” aumenta o seu negócio com aquisição de nova agência

Face a 2020, o Grupo MaisConsultores Capital, cresceu cerca de 100% em 2021 e prevê para 2022 mais de 100 M€ em volume de negócios

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A MaisConsultores #Capital, franchisado da rede de consultores imobiliários MaisConsultores, acaba de expandir o seu negócio com a aquisição da agência do Parque das Nações, que envolve um crescimento do volume de negócio na ordem dos 100%.  

A aquisição desta agência “vem ampliar a rede da empresa e incorporar uma equipa de consultores seniores e experientes, permitindo novas sinergias para a partilha de conhecimento e realização de formações temáticas e personalizadas”, explica a marca.

Face a 2020, o Grupo MaisConsultores Capital, cresceu cerca de 100% em 2021 e prevê para 2022 mais de 100 milhões de euros em volume de negócios.

Para Filipe Vale e João Costa, administradores da MaisConsultores #Capital, esta aquisição simboliza “o crescimento positivo que a nossa rede de agências e consultores está a ter desde 2018″. Além disso, “a aquisição da agência do Parque das Nações teve um benefício duplo, pois esta agência pertencia ao Master da marca MaisConsultores, e com esta decisão estratégica, vai permitir que o mesmo se foque mais no desenvolvimento do software MaisMLS e também no crescimento da marca e do Franchising”, acrescentam. 

A rede MaisConsultores #Capital surgiu em 2018 e conta já com três agências e 200 consultores imobiliários, sendo que a rede detém, na sua tonalidade 27 agências e 1100 consultores de Norte a Sul, incluindo todos os franchisados. 

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Prémios SIL do Imobiliário 2022

Distinguiram a Região Autónoma da Madeira, com Prémio Excelência, Pedro Seabra foi Prémio Personalidade e mais de uma dezena de projectos nas categorias de Construção Sustentável e Eficiência Energética, Melhor Empreendimento Imobiliário
e Reabilitação Urbana

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Este ano as candidaturas aos Prémios ultrapassaram a meia centena de candidatos nas diversas categorias a concurso, demonstrando a dinâmica actual do sector. A Fundação AIP e o Conselho Estratégico do SIL, atribuíram ainda o Prémio Excelência e distinguiram uma personalidade que se destacou nos últimos anos no sector imobiliário.

O Prémio Excelência que visa distinguir a excelência do trabalho realizado por um organismo ou entidade pública que se tenha destacado pelo conjunto de medidas implementadas e pelos resultados obtidos em sede de políticas públicas na área do urbanismo, da habitação e do turismo, foi atribuído à Região Autónoma da Madeira.

“A Madeira tem apostada na captação de investimento estrangeiro para a Região, criando dinâmicas que têm contribuído para a notoriedade e reconhecimento internacional do Destino. O Arquipélago da Madeira é, também, nacional e internacionalmente reconhecido como um local de excelência para turismo e lazer. O prémio foi entregue por Jorge Rocha de Matos, Presidente da Fundação AIP, a Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Madeira que considerou que o Prémio reconhece “todo o trabalho feito pelo Governo Regional ao longo dos últimos anos” no parque urbano da Região, mas também os resultados obtidos na “atracção de investimento”, “nos novos prédios criados” e no “mercado de luxo que tem sido atingido”.

O Prémio Personalidade distinguiu Pedro Seabra, “um agente da profissionalização do sector imobiliário que foi determinante para o estruturar do sector como o conhecemos hoje. Foi ainda decisivo para a captação de investidores de referência para o sector imobiliário português e contribuiu decisivamente para o desenvolvimento de projectos imobiliários marcantes nas últimas décadas”, justifica a organização.

O SIL organiza anualmente os Prémios SIL do Imobiliário, os quais são reconhecidos e valorizados pelos profissionais do sector, sendo uma referência para o sector imobiliário nacional. O objectivo é distinguir e galardoar personalidades, empresas, soluções, entidades e projectos que se destacaram pela sua competência, qualidade e visão sobre o futuro, em 2021 e 2022.

Podiam candidatar-se todos os projectos, empresas, entidades, soluções, empreendimentos ou fases autónomas de empreendimentos, situados em território português, e cuja construção tivesse sido concluída e/ou considerada como tal, no essencial da obra, pelos candidatos em 2021 e 2022.

Vencedores Prémios SIL do Imobiliário 2022
Prémio Excelência, Região Autónoma da Madeira
Prémio Personalidade, Pedro Seabra
Const. Sustentável,  VALRIO I, Solyd
Melhor Empreendimento Imobiliário – Comércio Serviços e Logística, LUMNIA, AVENUE
Melhor Empreendimento Imobiliário – Habitação, MAISON EDUARDO COELHO
Melhor Empreendimento Imobiliário – Turismo, HOTEL NEXT
Reabilitação – Habitação, IVENS ARTE
Reabilitação – Turismo, THE IVENS EXPLORER HOTEL
Reabilitação – Espaços Públicos, CASTELO DE LEIRIA
Reabilitação – Escritórios, MONUMENTAL
Reabilitação – Comércio e Serviços, Eastbanc Portugal
Menção Honrosa, Grupo Libertas
Menção Honrosa, Habitat Invest

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NEYA Porto Hotel inaugura e recebe certificação “LEED GOLD”

Atribuída pelo U.S. Green Building Council, a certificação LEED tem como objectivo avaliar e creditar a construção ecofriendly

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Após um período de soft opening devido à pandemia de Covid, o NEYA Porto Hotel foi oficialmente inaugurado, tendo assinalado, em simultâneo, a certificação LEED Gold (Leadership in Energy and Environmental Design), o certificado internacional que avalia a sustentabilidade dos edifícios, desde o design à manutenção, passando pela construção e operação.

Com um investimento de 18 milhões de euros, cofinanciado em cerca de seis milhões pelo COMPETE – Portugal 2020, o projecto foi desenvolvido pelos gabinetes da PK Arquitetos, Lda e Colodd, tendo por objectivo transformar parte das ruínas do antigo Convento Madre Deus de Monchique no NEYA Porto Hotel, cujo processo de construção contou com a assessoria ambiental da empresa ‘Edifícios Saudáveis’ para gestão de todo o processo até à certificação LEED.

“Ser o primeiro hotel em Portugal com Certificação LEED é um grande orgulho, que nos permite desenvolver a actividade hoteleira de um modo mais responsável, com um melhor desempenho ambiental, e contribuir para um turismo sustentável, colocando o nosso país na vanguarda nesta matéria”, afirma Pedro Teixeira, director de Sustentabilidade da NEYA Hotels.

Atribuída pelo U.S. Green Building Council, a certificação LEED tem como objectivo avaliar e creditar a construção ecofriendly, através de um sistema universal de parâmetros que atestam o desempenho ambiental e energético dos edifícios.

O NEYA Porto Hotel caracteriza-se pela sustentabilidade ambiental, económica e social, empenhado na qualidade e excelência dos serviços, que resulta da recuperação do relevante património histórico pré-existente. O projecto foi desenvolvido com recursos à recuperação de parte dos imóveis que pertenciam ao antigo Convento de Monchique, localizado na Rua de Monchique, na zona ribeirinha do Porto, e abrangido pela zona classificada pela UNESCO como Centro Histórico e Património Mundial da Humanidade.

O NEYA Porto é a segunda unidade hoteleira do grupo NEYA Hotels e representa a mais recente materialização da estratégia de crescimento da marca no mercado nacional.

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Cushman & Wakefield vende instalação industrial junto ao porto de Setúbal

Edifício, propriedade da Etermar, conta com mais de 30 mil m2, usufrui de uma localização privilegiada em relação à futura refinaria de Lítio

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A Cushman & Wakefield assessorou a venda de uma propriedade industrial, de 31.960 m2, em Setúbal. Detida pela Etermar, a propriedade conta com uma localização atractiva, encontrando-se apenas a 5 minutos de distância da futura refinaria de lítio.

O imóvel é composto por 2.013 m2 de edifícios, utilizados como escritórios, 7.223 m2 de armazéns e edifícios indústrias em óptimo estado, possui uma área de grande dimensão para o parqueamento de viaturas, e fica apenas a 50 minutos de distância de Lisboa. Possui ainda acesso directo ao Porto de Setúbal e consequentemente ao Oceano Atlântico.

Estes factores fazem da propriedade industrial uma porta para as trocas comerciais entre o Portugal e o Mundo, bem como um ponto de ligação importante para a criação de novas oportunidades de negócio, como as que estão a surgir nas redondezas, sendo exemplo disso, a futura refinaria de lítio, cujo início do projecto está indicado para 2026.

Para Sérgio Nunes, responsável do departamento de Industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield, “esta instalação industrial tem um potencial bastante elevado, devido à sua localização, aos projectos que têm vindo a emergir nas redondezas e o acesso directo ao oceano atlântico, pelo que estamos expetantes com esta venda e curiosos para compreender de que forma virá a ser potenciada pelos novos proprietários.”

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RAR Imobiliária mostra projectos no Salão Imobiliário de Portugal

O “Novo Parque”, em Matosinhos, e o Boavista 5205, no Porto, são os projectos em comercialização pela RAR Imobiliária presentes no Salão

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A RAR Imobiliária, empresa do Grupo RAR, volta a marcar presença na 25ª edição do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), em Lisboa, se encontra a decorrer até dia 15 de Maio.

Neste evento, a RAR Imobiliária estará presente com dois projectos distintos. O primeiro trata-se do “Novo Parque”, em Matosinhos, lançado em 2020, que usufrui da proximidade à praia e ao Parque da Cidade, no Porto, e que se encontra em fase de construção e comercialização já com 60% do espaço comercializado. O “Novo Parque” é composto por 73 apartamentos, com tipologias T1 a T4+1, distribuídos em dois edifícios e espaço comercial no rés-do-chão, e caracteriza-se pelas suas grandes fachadas envidraçadas com varandas, permitindo um maior contacto com o exterior.

O segundo projecto é o Boavista 5205, no Porto, que iniciou a sua comercialização no final de 2021. Neste momento, quatro das oito fracções disponíveis têm contrato promessa assinado. Este empreendimento, na zona da Foz, junto à Avenida da Boavista, terá oito habitações T4 e T4+1, cada uma com dois pisos (duplex).

“É com muita satisfação que regressamos, sem quaisquer restrições, ao SIL, um evento no qual já marcamos presença há vários anos. Este é, sem dúvida, um excelente momento para networking entre investidores, empresários, técnicos, organismos públicos e público potencial comprador, e que nos permite dar a conhecer os nossos melhores projectos. Para tal, o nosso espaço pretende transmitir o nosso conceito de casa, como um lugar se sensações, bem-estar e conforto.”, sublinha Paula Fernandes, CEO da RAR Imobiliária.

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Lisboa é uma “Rising Star” no segmento residencial europeu

São vários os factores de atração de Lisboa, uma cidade que entre 2019 e 2023, segundo estimativa da Savills, tem um pipeline 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Um número ainda assim insuficiente face à procura crescente

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Lisboa é, cada vez mais, um destino internacional residencial de peso. Uma cidade que se assume como um case study de sucesso e que a consultora Savills observou com “outras lentes” e que resultou no estudo “Lisbon Residential Market – A Rising Star”, apresentado, hoje, no segundo dia do Salão Imobiliário Internacional (SIL).

“Lisboa é um case study de sucesso, que se soube reinventar e manter o seu carácter e que tem ocupado uma posição cada vez mais preponderante no mercado residencial europeu”, sublinha Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal. De acordo com a responsável “muito mais do que analisarmos estatísticas neste estudo quisemos olhar para o Mercado Residencial de Lisboa como um todo e perceber que factores e racionais tornam Lisboa num caso de sucesso de transformação profunda e bem-sucedida. É muito interessante observar a extrema resiliência deste segmento, que chegou ao final de dois anos de pandemia, a atingir níveis recorde e com forecasts muitos animadores para 2022 que prometem dar continuidade à uma excelente performance”, afirma.

São múltiplos os factores que fazem da cidade da Lisboa um dos destinos residenciais mais apetecíveis e atrativos, competindo lado a lado com cidades de renome internacional. Desde logo a sua posição geográfica privilegiada, clima ameno, custo de vida acessível, segurança, estabilidade social, ecossistema empresarial internacional, história e cultura, destacam a cidade e contribuem para o título de cidade mais cool da Europa.

A cidade em números
A Área Metropolitana de Lisboa congrega 29% das famílias em Portugal sendo que, mais de 60% dos agregados familiares, são compostos por uma ou duas pessoas.

No que diz respeito ao parque habitacional, registou-se um ligeiro aumento de 1,7% nos últimos 10 anos, sendo que na Área Metropolitana de Lisboa, esse aumento situou-se abaixo do crescimento da população residente, colocando a oferta sob pressão. No último ano a pressão com os novos perfis de compradores internacionais que trouxeram um nono estilo de vida à cidade, uma nova forma de viver que já se traduz nos novos projectos que estão a nascer no parque habitacional de Lisboa. Entre 2019 e 2023 a Savills estima que o pipeline de novos projectos (incluindo aqui a construção nova e a reabilitação) ascenda a 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Cerca de metade deste número, 4 mil, estão já à data de hoje escoado. Os projectos de reabilitação “localizados no coração de Lisboa” contribui para uma parte significativa destes números, tal como os projectos no anel exterior da cidade onde os projectos têm áreas mais generosas e preços mais competitivos. Entre os 268 projectos, 124, correspondente a 2300 fogos, são dirigidos ao segmento de luxo. Onde as freguesias da Estrela e de Santo António são as preferidas para a localização destes projectos.

Mercado em Lisboa e zonas periféricas
Em 2021, o preço médio de venda por metro quadrado em Lisboa era de 3,973€, o valor mais alto dos últimos cinco anos, o que representa um aumento de 4% em relação a 2020 e de 6% em relação a 2019. O número de vendas acompanhou também o aumento dos preços médios de venda, com mais de 11.000 habitações vendidas, o que teve em consideração um crescimento de 17% em relação a 2020 e uma diminuição muito residual de 1% em comparação com 2019.

De acordo com o estudo da Savills, Lisboa superou os preços médios do segmento Prime de cidades como Madrid e Barcelona, e é esperado que este segmento siga a tendência de crescimento mundial (4,3%), mas a um ritmo mais moderado (1,9%), em comparação com anos anteriores. No final de 2021, Lisboa tinha disponíveis perto de 6.000 novas casas, o que representa 35% da oferta disponível na capital. Em comparação com o ano 2020, este número diminuiu cerca de 25%.

No que respeita à média de preço por metro quadrado, a zona do Chiado é a que apresenta o intervalo de valores mais elevado – entre os 8.000€ e os 12.000€. De seguida, está o Príncipe Real cujo preço por metro quadrado se inicia nos 8.000€ e pode ir até aos 11.000€ e, em terceiro lugar, encontra-se a Avenida da Liberdade cujo valor máximo pode chegar aos 10.000€.
Os municípios de Cascais e Oeiras têm ganho preponderância, complementando o mercado da região de Lisboa, uma vez que apresentam soluções de habitação de qualidade para quem procura estar perto de Lisboa e, ao mesmo tempo, viver com qualidade de vida e desfrutar de espaços verdes e fácil acesso à linha costeira.

O que mudou desde a pandemia?
Com a pandemia, a procura de habitação permaneceu elevada, mas com motivações diferentes. Os confinamentos e a obrigação de trabalhar remotamente, levou as famílias a reavaliar as suas necessidades quanto à habitação. Foi rapidamente percetível que a maioria dos imóveis não estava preparado para a realidade do trabalho à distância, não existindo uma divisão clara entre a esfera familiar e o espaço de trabalho. Casas maiores, espaço exterior e áreas convertíveis em espaços de trabalho, tornaram-se os requisitos prioritários na procura de um novo lar.

Para além disto, a pandemia trouxe também uma nova consciência quanto à eficiência e ao nível de sustentabilidade dos edifícios. Esta já não é uma escolha de cada proprietário, mas sim uma obrigação da sociedade para prolongar a vida de edifícios, aumentar a sua resiliência e melhorar os seus níveis de conforto com benefícios para a saúde.

Golden Visa: quais os impactos das alterações do sistema?
Entre outubro de 2012 e março de 2022, foram concedidas 10.515 autorizações de residência (ARI), com um investimento total de 5.604 milhões de euros. Em janeiro de 2022, o regime de atribuição de residência sofreu alterações sendo que, as novas regras redirecionaram o investimento para outras zonas do país, com menor densidade populacional.

Tendo em conta que o volume total de vendas residenciais em Portugal no período em análise foi de sensivelmente 156.000 milhões de euros, observamos que o peso do Golden Visa é bastante residual, na ordem de 3.5%. Desta forma, com as alterações que entraram em vigor este ano, espera-se um impacto reduzido nos mercados de Lisboa e Porto.

Leasing e Built-to-rent
Segundo os dados do Eurostat divulgados em 2020, apenas 26% da população portuguesa vive em casas alugadas. A cultura do proprietário está muito enraizada em Portugal, apoiada por um conjunto de factores como taxas de juro historicamente baixas e spreads competitivos que fazem com que a compra seja a opção mais vantajosa. A este racional, junta-se também uma oferta para arrendamento que não se revela competitiva, nem em número, nem em qualidade. Contudo, esta realidade está agora sob ameaça.

O aumento gradual da procura no mercado de arrendamento é uma resposta ao aumento exponencial dos preços de venda, assim como a alterações nos perfis demográficos.
Nos últimos dois anos, cerca de 110.000 novos contratos de arrendamento foram assinados na Área Metropolitana de Lisboa, o que representa mais de 30% do total nacional. No final de 2021, o valor médio dos novos contratos de arrendamento situava-se nos 11,18 euros/m2, revelando um decréscimo em relação ao valor médio observado em 2020, situado nos 11,69 euros/m2 e um decréscimo em relação a 2019 com um valor de 11,83 euros/m2.

De acordo com a plataforma SIR, o número de habitações para arrendamento registou um aumento de mais de 40% entre 2019 e 2020, com a entrada de cerca de 1.900 habitações. Subjacente a este aumento está a crise vivida no setor do turismo, que levou cerca de 15% dos proprietários de alojamentos locais a migrar as suas propriedades para o mercado de arrendamento tradicional.

Já o modelo Built-to-Rent, uma realidade consolidada em muitos mercados europeus, começa agora a captar o interesse de promotores e investidores internacionais em Portugal. Os fundamentos económicos e demográficos jogam a favor do desenvolvimento deste produto. Para além dos elevados custos de aquisição de propriedades, verifica-se uma mudança de paradigma provocada pelas novas gerações que promovem e defendem novos valores, como a mobilidade, a flexibilidade, o sentido de partilha e a comunidade. Actualmente, a aposta neste segmento ainda se concentra nos investidores e promotores internacionais que já estão presentes no mercado imobiliário e que pretendem diversificar os seus produtos.

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O ano de arranque da Logística

Em 2022, o investimento imobiliário no sector logístico e industrial deverá disparar, impulsionado pela entrada de novos players no mercado e acompanhando o crescimento do sector a nível europeu, assim haja activos para comercializar

O segmento de Indústria e Logística na Europa recebeu, no ano passado, um volume de investimento de 62 mil milhões de euros, um valor 79% acima da média dos últimos cinco anos. De acordo com o estudo da Savills European Logistics Outlook, de Fevereiro, o ano passado terminou com a absorção de 40 milhões de m2 na Europa, um valor sem precedentes que se coloca 40% acima da média da área absorvida nos últimos cinco anos.

Em Portugal, o sector segue a tendência de crescimento, mas esbarra com a falta de activos para comercializar. “Ao contrário do que se verificou em diversos países europeus nos últimos anos, o investimento em activos de logística teve uma reduzida expressão em Portugal, não pela falta de interesse por parte dos investidores, mas principalmente por não existir produto disponível para venda”, refere Michael Costa Gabriel, consultor de Industrial e Logística da CBRE Portugal. Segundo o responsável, “efectivamente, em 2021, o investimento no sector Industrial & Logístico totalizou apenas 65 milhões de euros, ou seja 3% do investimento total em imobiliário comercial em Portugal (no conjunto dos países europeus representou 17% do investimento total)”. Contudo, este especialista não tem dúvidas: “Em termos de volume transaccionais, Portugal parte de uma posição abaixo dos níveis europeus, no entanto, acompanha efectivamente a tendência europeia em termos de crescimento e interesse no segmento, registando já um investimento acelerado em 2022, directamente associado à grande procura de activos logísticos”.

A opinião tende a ser unanime ao sector. “O mercado imobiliário tem vindo a sofrer mudanças bastante positivas, nomeadamente no sector logístico e já em 2021 verificámos um recorde nos valores de ocupação na ordem dos 700 000 m2”, sublinha Sérgio Nunes. O responsável, Head of Industrial, Logistics & Land da Cushman & Wakefield, afirma que “neste momento Portugal está a acompanhar a tendência de crescimento da Europa no sector. Contudo ainda existe um longo caminho pela frente para que possamos acompanhar o investimento dos outros países europeus no segmento logístico”.

O ano de 2022 arrancou da melhor forma para o segmento I&L, com um volume de investimento de aproximadamente 170 milhões de euros. Em apenas três meses mais do que duplicou o valor do investimento total do segmento registado o ano passado. “Encontram-se actualmente em negociação diversos outros activos, incluindo portefólios, e a CBRE estima que no total do ano serão canalizados para esta classe de activos mais de 750 milhões de euros, o que será certamente um valor recorde em Portugal”, avança Michael Costa Gabriel.

Os drivers do crescimento

O crescimento do segmento de I&L em Portugal tem sido impulsionado pelo aumento do comércio do e-commerce, mas também pela necessidade de as empresas aumentarem os seus stocks, de forma a poderem cumprir o normal funcionamento da sua cadeia de distribuição. Uma preocupação especial depois das dificuldades sentidas no transporte e distribuição internacionais nos anos de pandemia. “O e-commerce foi um dos principais drivers que contribui para o crescimento da indústria logística em Portugal, visto que os players necessitaram procurar espaços e armazéns que garantissem a disponibilidade dos seus produtos, no menor tempo possível, aos clientes. Contudo, este crescimento tenderá a ser influenciado, e impactado, pela guerra na Europa, uma vez que este acontecimento veio alterar trocas comerciais, as necessidades das empresas e, sobretudo, suscitar alguma preocupação nos investidores”, justifica Sérgio Nunes.

Nesse sentido, “há uma procura robusta por diversos produtos logísticos, desde naves logísticas a distribution centres. Perspectiva-se a contínua penetração do e-commerce no mercado nacional, aumentando consequentemente o interesse em activos dedicado a este segmento”, refere Michael Costa. “Registamos um maior número de operadores logísticos no panorama nacional, associado à expansão da actividade e reorganização de empresas, que inclui a restruturação de activos. Consequentemente, existe um flee to safety, com a procura de activos modernos que oferecem melhores condições de segurança e conforto aos colaboradores, com impacto na produtividade dos mesmos”, continua o mesmo especialista.

Um mercado alimentado por players internacionais
A Cushman & Wakefield perspectiva um ano com muitas transacções – desde a aquisição de terrenos para desenvolvimento de novos parques logísticos, à compra de armazéns activos com rendimento e de armazéns vazios para serem ocupados nos principais eixos, de Lisboa e Porto. “A par disso, a aposta em novos parques logísticos irá traduzir-se em mais oferta aos ocupantes, bem como um mercado mais estruturado para os players do sector logístico”, sustenta Sérgio Nunes. Para o Head of Industrial, Logistics & Land da consultora os principais “players que têm vindo a investir no mercado logístico nacional são, essencialmente, internacionais, de grande dimensão, com um perfil value-added e, cujo objectivo, consiste em reposicionar e acrescentar valor aos activos, bem como apoiar parceiros locais”.

Para Michael Costa Gabriel a procura e o interesse é partilhada tanto por investidores nacionais como internacionais alimentados, e muito, pela “grande margem de progressão do sector logístico. Para o Consultor de I&L há ainda “muito a fazer em termos de novos e melhores activos logísticos. O sucesso registado por parte destes investidores na colocação e venda de activos traduz-se numa renovada vontade de investir no sector. Há novos players que estão em Portugal para ficar, e que procuram aumentar a sua oferta.

Mas nem tudo é fácil, persiste a escassez de produto disponível uma vez que existe um grande volume em pipeline que não deverá estar concluído antes de 2023. Pelo que a escassez de oferta disponível deverá alimentar a tendência de adaptação dos espaços já existentes. O aumento de custos, quer dos combustíveis, mas também da energia e dos materiais de construção tenderão a impactar o segmento de I&L em Portugal. “Diria que a lentidão burocrática, associada a atrasos nos licenciamentos, representa a maior ameaça à expansão do sector logístico em Portugal. Em paralelo, as indefinições dos custos de construção levam a cuidados acrescidos, que podem limitar o crescimento”, alerta Michael Costa Gabriel.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Projecto da Vanguard na Comporta avança para nova fase

As vendas da componente residencial e hoteleira do condomínio Dunas deverão arrancar a partir de Julho e as primeiras moradias deverão estar concluídas em 2024. Ainda este ano, o campo de Golfe pode começar a receber os primeiros jogadores

Cidália Lopes

Um dos mais emblemáticos projectos da Vanguard Properties, o Terras da Comporta, está prestes a entrar numa nova fase. Com as infraestruturas do condomínio Dunas concluídas no Verão deste ano, a promotora “estima dar início às vendas em planta da parte residencial e hoteleira a partir do segundo semestre de 2022”. Ao Construir, Duarte Zoio, head of corporate communications da Vanguard Properties, confirmou, ainda, “que até 2024 estão previstas terem dezenas de moradias prontas a habitar”. Os preços esses rondam os 1,7 e os 20 milhões de euros.

Também no Dunas, o campo de golfe com 18 buracos, par 72, desenhado por David McLay-Kidd, “que já está na fase final de growing, estará apto a ser jogado em Setembro deste ano”.

Refira-se que o condomínio Dunas inclui hotelaria e condomínios turísticos, uma componente comercial e cultural bem como um conjunto de serviços, entre os quais uma clínica médica, assim um Clubhouse com capacidade para eventos.

Já o condomínio Torre deverá ter as suas infraestruturas concluídas entre o final do ano e início de 2023. Também neste, inserido num pinhal com 365 hectares, estão previstas moradias, hotelaria e condomínios turísticos bem como campo de golf de 18 buracos par 72. Desenhado por dois campeões do US Open este percurso terá um Clubhouse dimensionado para eventos desportivos, culturais e corporativos.

Quanto à componente hoteleira, a Vanguard Properties “estima ter um ou dois hotéis prontos entre 2024 e 2025”.

Com um investimento global superior a três mil milhões de euros, este é um projecto para desenvolvimento a médio e longo prazo. O projecto de arquitectura dos lotes esteve a cargo da AO – LX e da OODA, tendo o atelier Saraiva + Associados assinado o Clubhouse do Dunas e da Torre, assim como a coordenação geral do restante projecto. O paisagismo do Clubhouse do Dunas coube a PB ARQ e da Torre foi da responsabilidade de Hipólito Bettencourt. A empreitada está a cargo da DST e a fiscalização é da Tecnoplano. A TPF assume os trabalhos de projectista das infraestruturas dos condomínios.

Sustentabilidade

A preocupação ambiental tem sido uma das bandeiras da promotora para este projecto que, desde que concluiu o negócio para a sua aquisição, sempre se quis distanciar de um tipo de construção massiva e abusiva. É nesse sentido, que a aposta ao nível da sustentabilidade, da economia circular e respeito das tradições locais são alguns dos pilares do Terras da Comporta.

Ao nível da qualidade e eficiência das infraestruturas, a Vanguard Properties optou por um método construtivo inovador e menos invasivo, em madeira, NZEB e C02 negativas, integradas numa Comunidade Energética.

Neste sentido, e por forma a permitir “uma autonomia energética de pelo menos 80% através da produção própria a partir de fontes renováveis”, a Vanguard Properties e a Energia Unida, do Grupo Greenvolt, anunciaram, recentemente, uma parceria para desenvolver uma comunidade de produção descentralizada de energia para o Terras da Comporta. Todos os edifícios que serão construídos no projecto estarão ligados à comunidade energética descentralizada, o que significa que serão simultaneamente produtores e consumidores de energia, o que inclui os dois campos de golfe, loteamentos residenciais, hotéis, hotéis-apartamento, aldeamentos turísticos e equipamentos logísticos e comerciais.

De acordo com a promotora, “esta será a maior comunidade energética de Europa” e deverá contar com uma produção estimada de cerca de 7MW através da instalação de 35.000 m² de painéis fotovoltaicos.

O investimento previsto é de até 11 milhões de euros, sendo que até sete milhões de euros serão investidos por parte da Energia Unida e até quatro milhões nas estruturas de car-park, a cargo da Vanguard Properties, sobre os quais serão instalados os painéis.

O conceito de comunidade energética consiste na produção descentralizada de energia e partilha com os membros da comunidade. A título de exemplo, no caso do “Terras da Comporta”, cada casa, cada unidade hoteleira ou espaço comercial terão instalados painéis fotovoltaicos que estarão a produzir energia para consumo próprio ou para partilha com a comunidade, sempre que não haja necessidade de consumo ou em caso de excesso de produção. Desta forma, há uma optimização da produção e do consumo com benefícios muito significativos para os consumidores que podem atingir uma redução do custo de energia de cerca de 40%. Por outro lado, tratando-se de produção de energia a partir de fontes renováveis vai contribuir para o grande objectivo de sustentabilidade do projeto, que passa por garantir que todos os edifícios construídos sejam neutros em emissões de carbono (Net Zero Carbon Buildings).

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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“Estamos optimistas que dinâmica do sector se reflectirá no SIL”

Pela primeira vez a decorrer no mês de Maio e sem quaisquer retrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, a edição de 2022 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL) recupera o seu formato totalmente presencial e pretende reforçar o seu lugar enquanto “marketplace e ponto de encontro do sector”. Em conjunto com a Tektónica, totalizam uma área superior a 30 mil m2 e 250 expositores

Cidália Lopes

Em entrevista ao CONSTRUIR, Sandra Bértolo Fragoso, gestora do SIL, destaca a resiliência do sector e o facto de, “apesar de todos os constrangimentos”, o Salão nunca se ter deixado de realizar. Mesmo com a incerteza provocada, actualmente, pela guerra na Ucrânia, com reflexos nas presenças internacionais, a responsável considera que esta edição superou todas as expectativas e, em menos de seis meses da última edição, conta já com um maior número de expositores e uma maior área de exposição. Outro “ponto alto” são as conferências, um espaço que permite aos profissionais do sector o debate dos temas da actualidade, organizadas em conjunto com a APPII.

A participação do Salão foi antecipado para Maio. Qual o motivo dessa decisão e de que forma isso poderá significar uma mais valia para o SIL?
A Fundação AIP decidiu antecipar o SIL para o primeiro semestre do ano, considerando que há uma maior apetência nesse período para aquisição de activos imobiliários. Para além disso, esta nova data alarga as potencialidades do Salão em segmentos específicos do sector, designadamente no sector Residencial Turístico. Este segmento, retirará maior retorno da participação no SIL, apresentando os seus activos quer para venda quer para aluguer temporário (Verão).
De referir que se mantém a simultaneidade com a Tektónica, salão líder da Construção em Portugal. Sendo os dois eventos complementares, existe um incremento de sinergias que irão beneficiar expositores e visitantes. O bilhete de acesso ao SIL é válido para a Tektónica e vice versa.

Quais as expectativas para a edição deste ano, depois de dois anos muito atípicos?
As nossas expectativas são que o SIL continue a ser o marketplace do sector, o ponto de encontro de investidores, empresários, técnicos, organismos públicos e público potencial comprador. Esperamos que, como salão líder do Imobiliário em Portugal, proporcione network, concretização de negócios e debate sobre as tendências e o futuro do imobiliário.
Estamos confiantes, na medida em que os indicadores do inquérito de satisfação realizado aos expositores da edição anterior foram muito gratificantes para a organização. Assim, 91,7% afirmaram ter atingido ou ultrapassado os seus objectivos e 83,3 % consideraram que a sua participação no SIL gerou retorno ou perspectivava que gerasse retorno nos próximos seis meses.

Qual o número de presenças esperado?
Nesta edição vamos ocupar os dois pavilhões da FIL, o Pavilhão Multiusos, a área exterior entre pavilhões e ainda o PT Meeting Center, onde vão decorrer as Conferências do SIL, iremos ocupar mais de 30.000 m2, num total superior a duzentos e cinquenta expositores, que mais uma vez voltam a juntar-se: Tektónica – Feira Internacional da Construção e SIL – Salão Imobiliário de Portugal.
Que temas vão estar em destaque nas conferências, que são sempre um ponto forte do Salão?
As conferências do SIL Investment Pro, são um dos pontos altos do salão, dedicadas aos profissionais do sector, teremos dois dias de reflexão e debate sobre os novos desafios que o sector enfrenta. No dia 12 de Maio iremos debater temas dedicados às Cidades, com a presença dos presidentes da Câmara de Lisboa, Porto, Funchal, Vila Nova de Gaia, Santarém e Alenquer. O 1º painel será sobre “O passado, o presente e o futuro das cidades” e o 2º painel sobre o “Business plan para uma cidade sustentável”. Teremos a participação cidades com características diferentes, mas que partilham as mesmas preocupações.
No dia 13 de Maio, no SIL Investment Pro powerd by APPII, serão debatidos os seguintes temas: “Como está o Imobiliário a lidar com as novas Directivas Europeias no desempenho energético?” e “ O Impacto geopolítico no imobiliário e o aumento dos custos na construção”.

Considera que esta edição poderá ser, de certa forma, a prova de fogo para que o SIL volte a acontecer de forma autónoma? Estamos ainda numa fase de transição, tendo em conta a fase pandémica recente?

O SIL nunca deixou de se realizar apesar de todos os constrangimentos gerados pela Pandemia. E já em 2021 o SIL se realizou de forma autónoma e foi considerado pelos participantes um grande sucesso. Vamos acompanhando edição a edição a evolução no mercado, somos resilientes, o sector continua dinâmico, e sabe que pode contar connosco para contribuir para a recuperação rápida da economia. Estamos optimistas com esta capacidade do sector imobiliário, que se reflectirá por certo no SIL, e podemos desde já destacar o incremento de expositores face à edição anterior, que se realizou há menos de seis meses.

Os recentes acontecimentos da guerra na Ucrânia e todos os efeitos que dela têm advindo em termos de instabilidade económica tem-se reflectido, pelos menos naquilo que poderiam ser um maior numero de presenças internacionais?
Este novo contexto geopolitico, tem efeitos na maioria dos sectores da economia e obviamente também se reflecte no sector e nas presenças internacionais, não estando assim o SIL imune aos efeitos da guerra na Ucrânia. Mas importa igualmente considerar que este cenário de guerra também gera novas oportunidades de investimento no sector imobiliário nacional por via da deslocalização de investimentos de outras geografias mais expostas ao conflito.

Sobre os vossos Prémios do Imobiliário quantos projectos estão a concurso, quais as categorias e quais as categorias a concurso este ano?
A adesão aos Prémios SIL do Imobiliário 2022 superou as nossas expectativas. Ultrapassámos a meia centena de candidatos nas diversas categorias a concurso, demonstrando o mérito que os profissionais reconhecem a esta iniciativa do Salão.
Mantemos as categorias, na medida em que consideramos que são as que se inserem no mercado imobiliário actual. Assim temos as categorias da “Construção Sustentável e Eficiência Energética”, do “Melhor Empreendimento Imobiliário”, nas sub – categorias Comércio, Serviços e Logística, Habitação e Turismo, da “Reabilitação Urbana”, nas sub – categorias de Habitação, Turismo, Espaços Públicos, Escritórios e Comércio e Serviços. Iremos ainda atribuir o Prémio Personalidade e o Prémio Excelência.
Podemos, ainda, adiantar que atendendo à qualidade dos projectos apresentados iremos ainda entregar duas menções honrosas. No dia 12, serão revelados os vencedores na Cerimónia de Entrega de Prémios SIL do Imobiliário 2022.

Logo a seguir ao SIL irá acontecer o SIL Paris 2022. Pode falar-me um pouco deste evento? Como surgiu esta oportunidade, em que moldes vai acontecer, quais as expectativas?
A organização do SIL Paris decidiu adiar o mesmo para Setembro face ao contexto internacional e criando um intervalo de tempo mais confortável com o SIL em Lisboa que, sendo habitualmente em Outubro, foi antecipado para Maio. A próxima edição do SIL Paris será de 23 a 25 de Setembro próximo e é ainda possível as empresas interessadas reservarem o seu espaço na exposição.
O SIL sempre investiu na internacionalização do sector imobiliário português em diversos mercados, tais como Brasil, República Popular da China, Reino Unido, Angola e França. E, desde 2012, que apostamos no mercado francês, sendo parceiros na organização do evento em Paris.
O Salão em Paris, é um evento internacional exclusivamente português, criado em 2012, direccionado para o público francófono que quer residir, investir, empreender, estudar ou visitar Portugal. Na bagagem tem já um portfólio extenso de sucessos, tendo contribuído fortemente, desde a sua formação, para o ‘boom’ da procura francófona de bens imobiliários e de investimento em Portugal. Os franceses continuam no topo da lista de compradores de activos imobiliários em Portugal.

A nona edição do Salão vai contar com três dias de exposição, para um público de particulares e de profissionais. Desde 2012, o Salão já reuniu 75 mil pessoas e pretende receber nesta nona edição cerca de 10 mil visitantes. Com uma área de 5.000 metros quadrados, contará com a presença de cerca de 150 expositores. Além dos expositores, o Salão do Imobiliário e do Turismo Português em Paris terá ainda um programa composto por 40 conferências e apresentações, com temas que vão do investimento às novas tendências do imobiliário, passando pela saúde, empreendedorismo, fiscalidade, sustentabilidade e turismo.

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Coldwell Banker promove talks para debater futuro do sector

A sustentabilidade, tecnologia como benefício para os proprietários ou o papel da formação no desenvolvimento profissional são alguns dos temas, que terão lugar no SIL 2022

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A Coldwell Banker está presente, pela primeira vez, no Salão Imobiliário de Portugal (SIL), de 12 a 15 de maio, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações e uma das suas principais iniciativas é um ciclo de talks onde serão abordados temas actuais para o sector.

A sustentabilidade na construção, tecnologia como benefício para os proprietários ou o papel da formação e dos líderes no desenvolvimento profissional são alguns dos temas destas conversas, que terão lugar no stand da Coldwell Banker.

A última talk, que contará com a presença de Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPI) e de Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal fará um balanço do mercado imobiliário a nível nacional e perspectivará o que poderá ser 2022.

Durante os dias em que vai decorrer o Salão, os visitantes terão acesso a uma vasta oferta de imóveis e serviços. Os melhores empreendimentos imobiliários, os palacetes mais exclusivos, as quintas mais procuradas e outras novidades a nível nacional – de Norte a Sul e nos Açores – podem ser encontradas no stand da Coldwell Banker.

Graças à parceria com a ComparaJá, todos clientes Coldwell Banker poderão ainda simular ofertas de crédito à habitação de todas as instituições de crédito a operar em Portugal, sem qualquer custo ou compromisso, e ter acesso às melhores ofertas, com spreads a partir de 0,85%.

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O retorno do investimento ao sector hoteleiro

Este aumento foi impulsionado pelo aumento da actividade transaccional em vários dos principais mercados europeus, nomeadamente Espanha, Itália e Reino Unido, onde os volumes de investimento aumentaram 211%, 122% e 84%, respectivamente. A tendência manteve-se no primeiro trimestre deste ano, sendo que os volumes europeus totalizaram um investimento de 3,5 mil milhões de euros, mais… Continue reading O retorno do investimento ao sector hoteleiro

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Este aumento foi impulsionado pelo aumento da actividade transaccional em vários dos principais mercados europeus, nomeadamente Espanha, Itália e Reino Unido, onde os volumes de investimento aumentaram 211%, 122% e 84%, respectivamente.

A tendência manteve-se no primeiro trimestre deste ano, sendo que os volumes europeus totalizaram um investimento de 3,5 mil milhões de euros, mais 29,9% comparativamente ao primeiro trimestre de 2020.

Embora a taxa de variação homóloga para o primeiro trimestre deste ano tenha sido muito positiva, a mesma reflecte um abrandamento com os 2º e 4º trimestres de 2021 a atingirem uma média de 141% de crescimento comparativamente ao ano anterior. A Savills atribui estes resultados, em parte, à incerteza dos compradores e fornecedores que se fez sentir em Janeiro, devido à prevalência da variante Ómicron associada à Covid-19.

Os volumes de investimento registados em 2021 foram 14,8% inferiores à média anual pré-pandémica de 18,9 mil milhões de euros, o que indica uma trajectória positiva para a recuperação do mercado, factor que está em linha com o aumento do número de turistas internacionais em vários mercados europeus. Por exemplo, o número de visitantes internacionais que viajaram para Espanha em Fevereiro de 2022 estava 28% abaixo dos níveis equivalentes de 2019.

No que respeita aos principais negócios concluídos na Europa nos últimos 12 meses, estes incluíram:
– O Holiday Inn Kensington Forum que, com 906 quartos, é o maior negócio single asset vendido por £135 milhões;
– O Grand Hotel em Estocolmo vendido por 355,4 milhões de euros;
– O projeto Conrad (12 hotéis da marca Hilton do Reino Unido), vendido por £555 milhões;
– O Selenta ESP Hotel Portfolio 2021 (uma cadeia de quatro hotéis espanhóis), transacionado por 440 milhões de euros.

“Em Portugal, no ano 2021 foram transaccionados 297 milhões de euros em activo hoteleiros, o que representa uma descida de 30% face ao ano 2020 e de 34% comparativamente a 2019, período pré-pandemia. O mercado mantém-se na trajectória de recuperação, com os resultados dos principais KPI´s a aproximarem-se de valores pré-pandemia, dando força a Portugal como um destino internacional para reconhecidas marcas hoteleiras, atraindo investidores institucionais com perfil core e estratégias de longo prazo”, afirma Alexandra Gomes, Head of Research da Savills Portugal.

Richard Dawes, Director, Hotels team, Savills EMEA refere que “é expectável que a actividade de investimento continue a experimentar compressão de yields em algumas partes do mercado, enquanto alterações nos custos de financiamento, os custos crescentes dos serviços públicos e de pessoal assim como a crise na Ucrânia, possam abrandar a actividade noutras regiões”.

“Apesar destes factores, 2022 parece ser o ano em que a recuperação operacional se tornará mais evidente nos principais mercados de destino da Europa, à medida que os turistas internacionais regressam, o que foi demonstrado por alguns destinos que já ultrapassaram a performance do período homólogo de 2019. Associada aos fundamentos a longo prazo que impulsionam a procura, esta situação poderá significar que o interesse dos investidores pelos hotéis europeus perdurará, apesar das actuais perspectivas adversas”.

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