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Reis Campos reeleito na presidência da CPCI

Liderando a única lista em votação, Manuel Reis Campos reforça o facto de “a representatividade da fileira estar reflectida na CPCI, que tem exercido uma participação activa no que respeita o associativismo nacional”

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Reis Campos reeleito na presidência da CPCI

Liderando a única lista em votação, Manuel Reis Campos reforça o facto de “a representatividade da fileira estar reflectida na CPCI, que tem exercido uma participação activa no que respeita o associativismo nacional”

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Manuel Reis Campos vai manter-se na presidência da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) no triénio que termina em 2024, naquele que é o resultado do processo eleitoral realizado a 28 de Abril.

Reis Campos, em representação Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), mantém-se na liderança da entidade que integra as Associações Empresariais que representam toda a fileira da Construção e do Imobiliário.

Liderando a única lista em votação, Manuel Reis Campos reforça o facto de “a representatividade da fileira estar reflectida na CPCI, que tem exercido uma participação activa no que respeita o associativismo nacional, destacando-se a este nível, a sua integração, em 2021, no Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP).

No âmbito das presentes Eleições foi igualmente reeleito, Gonçalo Salazar Leite, em representação da Associação Técnica da Indústria de Cimento (ATIC), para presidente da Mesa da Assembleia Geral e Henrique Eiró Carvalho, em representação da Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora (ANIET) que assume o cargo de presidente do Conselho Fiscal.

A conjuntura economicamente instável que estamos a viver actualmente requer uma actuação dinâmica e activa por parte desta estrutura associativa, com a qual todos os membros eleitos encontram-se manifestamente comprometidos na defesa e promoção de uma visão estratégica global para a construção e para o imobiliário, com adopção de medidas prioritárias, essenciais para assegurar a sustentabilidade da economia portuguesa e colocar o nosso País, de novo, na rota do crescimento.

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Saint-Gobain Portugal participa em projecto de impressão 3D

A criação de argamassas para impressão 3D com menor impacto ambiental é o objectivo de um novo projecto criado pela Universidade Lusíada com o apoio da Saint-Gobain Weber

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A criação de argamassas para impressão 3D com menor impacto ambiental fazem parte de um novo projecto criado pela Universidade Lusíada com o apoio da Saint-Gobain Weber, especialista na produção e comercialização de argamassas industriais. A tecnologia 3D permite utilizar menos recursos do que outros processos de construção convencionais, com a maioria das argamassas adaptadas a este sistema de impressão.

Tendo como base este pressuposto, o projecto pioneiro testou, ao longo de um ano, o impacto e a viabilidade de diferentes propostas de argamassas para o sector da construção.

“A primeira argamassa testada, Weber 3D 145-2, caracteriza-se pela facilidade na utilização, estando adequada a sistemas de mistura e bombagem não dedicados a argamassas 3D. Por seu turno, a Weber 3D 160-1, permitiu uma melhor performance ao nível da impressão, a construção de peças mais detalhadas e em curtos espaços de tempo. Esta opção necessita de um sistema de mistura e bombagem dedicado ou adaptado para argamassas 3D e pauta-se por uma menor retracção e melhor resistência mecânica. Esta foi a opção que acabou por ser utilizada por ser a mais adequada para executar uma peça tão complexa”, avançou a empresa.

Sobra as conclusões do projecto a empresa destaca que ambas as argamassas “são de elevada resistência sendo esta a característica que permite uma diminuição da quantidade de material usado, diminuindo o impacto ambiental da peça. Esta redução do uso de material, além de ter impacto directo na redução de CO2, apresenta vantagens indirectas, como por exemplo, no transporte, uma vez que as peças são mais leves”.

Para ambas as argamassas, o Centro de competências Saint-Gobain em impressão 3D desenvolveu e patenteou um sistema de monitorização e controlo de qualidade que permite assegurar a qualidade de toda a argamassa utilizada na impressão de um objecto, a Weber Mortar Platform. De acordo com Ana Rita Bastos, directora de marketing da Saint-Gobain Portugal – ISOVER Placo e Weber, “a aplicação de tecnologias de impressão 3D na arquitectura é hoje uma das principais tendências na indústria da construção pelo que a Saint-Gobain Portugal tem apostado nesta tecnologia alocando um novo gestor de solução a esta área.”

O projecto para a indústria da construção contou ainda com o contributo da Universidade Nova de Lisboa, Campus da Costa da Caparica, com uma vasta experiência com argamassas de cal, e com a Universidade Técnica de Eindhoven, que está a liderar vários projectos de investigação com impressão 3D. De notar ainda os contributos do designer computacional Le Brimet, especialista em design generativo e performativo e da equipa da Unlimited3D que apoiou no processo de impressão.

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Câmara Municipal e Startup Lisboa desafiam jovens a encontrarem soluções para a habitação em Lisboa

O HACKATHOME pretende reunir nos dias 28 e 29 de Maio, no Hub Criativo do Beato, a maratona de ideias tecnológicas, inovadoras e sustentáveis que deem resposta ao desafio de dar nova vida às 48 mil casas vazias da cidade

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Numa iniciativa em que convidam jovens universitários a dar resposta ao desafio das mais de 48 mil casas vazias na cidade, a Câmara Municipal de Lisboa e a Startup Lisboa, incubadora de empresas na área da tecnologia, uniram-se para lançar o HACKATHOME.

Nos dias 28 e 29 de Maio decorrerá no Hub Criativo do Beato, a maratona de ideias tecnológicas, inovadoras e sustentáveis que deem resposta ao desafio de dar nova vida às 48 mil casas vazias da cidade, que, actualmente, não estão a servir a sua função habitacional. Neste contexto, é urgente apelar ao conhecimento e dinamismo do ecossistema empreendedor para definir políticas públicas apoiadas na cocriação com os cidadãos.

“A colocação à disposição dos munícipes destas casas é uma missão urgente que precisa de respostas rápidas e à altura da era tecnológica que vivemos. Envolver os jovens neste desafio tem como objectivo fazer com que esta geração participe na tomada de decisão, ao mesmo tempo que beneficiamos da sua capacidade de inovar tecnologicamente”, explicou Filipa Roseta.

A apresentação pública realizou-se com a presença de Filipa Roseta, vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, Gil Azevedo, o novo director executivo da Startup Lisboa, Frederico Santos, em representação da Microsoft, entidade parceira, entre outros, durante a qual foi traçado o diagnóstico da crise de habitação em Lisboa e explicado o processo de desenho da Carta Municipal de Habitação, a primeira a ser implementada no município e que está a ser desenvolvida em regime de plena cocriação com os cidadãos e prevê-se concluída no final deste ano.

“Com base nos dados disponíveis dos Censos 2021, percebemos que das 320 mil casas identificadas em Lisboa, há um universo de 242 mil de residência habitual, a que acrescem 30 mil de residência secundária. Com esta informação, chegámos à incógnita das 48 mil casas classificadas como vagas. É este potencial que queremos explorar com o Hackathon”, destacou Margarida Maurício, arquitecta do gabinete da vereadora Filipa Roseta.

Sobre o contributo da tecnologia para as políticas de habitação, Marco Rodrigues sublinhou “a ausência generalizada de dados eficientes sobre o tema e a necessidade de promover uma cultura de inteligência urbana, destacando o papel dos jovens universitários na procura de soluções e na sua sensibilização para a temática da habitação”.

Serão selecionadas até 15 equipas com diferentes perfis de tecnologia, gestão, engenharia ou arquitetura, com a missão de pensar soluções digitais sustentáveis que possam ser implementadas na cidade para ajustar a oferta e a procura de habitação.

A última etapa do programa é a apresentação da solução desenvolvida ao júri, composto por elementos da autarquia, da Startup Lisboa, parceiros e convidados. O primeiro prémio tem um valor monetário de 7 mil euros, o segundo de 2 mil euros e o terceiro lugar de mil euros.

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dstgroup constrói laboratórios da EDP em Lisboa

“A complexidade técnica e tecnológica agregada à projeção e construção de um laboratório desta natureza para a EDP implica uma coordenação grande entre as empresas do grupo” explica José Teixeira, presidente do dstgroup

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A dst, empresa de construção do dstgroup, construiu o novo edifício de laboratórios da EDP, em Lisboa, para a modernização das infraestruturas de investigação que se destinam aos laboratórios de ambiente, de metais, de materiais isolantes, de redes inteligentes e armazenamento de energia (SmartLab) e de prototipagem (Fablab).

Os novos laboratórios estão dotados de equipamentos pouco comuns e de grande especificidade, cujos sistemas e equipamentos foram concebidos para dotar a LABELEC com níveis ultra fiáveis de investigação, com recurso a tecnologia de ponta, e em segurança.

“A complexidade técnica e tecnológica agregada à projeção e construção de um laboratório desta natureza para a EDP implica uma coordenação grande entre as empresas do grupo” explica José Teixeira, presidente do dstgroup. “Ao longo dos anos investimos em I&D e crescemos em conhecimento e tecnologia, especializando e criando empresas específicas para os aspetos vitais da construção. Assim conseguimos dar respostas integradas com níveis de inovação, coordenação e integração, que garantem ótimos resultados.”, conclui.

Foram implementados sistemas AVAC e de extração de gases, redes elétricas independentes e redundantes, e sistemas de climatização independentes entre laboratórios, com gestão técnica centralizada.

Foi também instalada uma rede com cerca de 11 gases laboratoriais e ar comprimido para garantir todas as necessidades por parte da LABELEC. A rede de distribuição de água tratada foi concebida para funcionar em anel, com produção de dois tipos de água pura, para aplicações industriais, sendo o tipo I completamente adequado a consumo humano. Também foi construída uma Estação de Neutralização de Esgoto Químico, para tratamento de resíduos, que garante o cumprimento de parâmetros exigidos para as águas residuais.

O elevado nível freático levou à necessidade de inovar, para avançar com a execução de três tanques enterrados. Para respeitar as condições técnicas necessárias utilizaram uma prática construtiva recente que promove a impermeabilização do betão através do processo químico de “cristalização”, que utiliza as partículas não hidratadas de cimento e restantes minerais existentes. Para conseguir promover estas caraterísticas foi utilizado um adjuvante, misturado previamente à betonagem.

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Cabo Verde: Construção do novo Hospital Nacional arranca este ano

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal)

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O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou o lançamento, ainda para este ano, da construção do Hospital Nacional de Cabo Verde, na cidade da Praia, uma das maiores obras públicas do país.

“Vamos ter uma reunião para podermos começar a fechar o dossiê técnico, o mecanismo de financiamento, para que ainda este ano possamos dar corpo a esta ambição que é dotar o país, a partir da Praia, de um hospital de referência”, anunciou Correia e Silva.

O chefe do Governo falava durante a inauguração da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Doutor Agostinho Neto, na capital, atualmente o maior do país.

“Claro que o Hospital Agostinho Neto irá continuar, com as suas funções, as suas valências, mas iremos acrescentar mais um hospital, construído, pensado e concebido de raiz, ao nível tecnológico mais avançado que pudermos trazer aqui para Cabo Verde e ao nível de competências mais elevadas que possamos assumir relativamente aos nossos profissionais de saúde”, acrescentou.

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal).

Depois disso foi criada uma equipa técnica interministerial para preparar os atos formais, conceptuais e técnicos para mobilização de financiamento, finalização do projeto e definição do modelo de gestão e de acesso aos serviços a prestar.

Conforme projeto apresentado hoje pelo diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, o hospital nacional deverá ser construído na zona de Achada Limpo, no concelho da Praia, com capacidade máxima de 134 camas, sendo 12 para os cuidados intensivos.

Ainda segundo o diretor nacional de Saúde, a futura infraestrutura de saúde não vai substituir os dois hospitais centrais públicos do país — Agostinho Neto, na Praia, e Batista de Sousa, em São Vicente — mais sim complementar a oferta disponível e maximizar os recursos.

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Construção metálica: entre a expansão e as incertezas da conjuntura

Desde 24 de Fevereiro até 6 de Maio, o preço do aço aumentou 45%. O preço da matéria-prima, a que se junta o aumento da energia, está a condicionar o crescimento de um sector que se prepara para reforçar os planos de internacionalização

Nos últimos 72 dias, o preço do aço no mercado nacional aumentou 45%. O disparar do preço da matéria-prima, que se segue depois de um ano também ele marcado por fortes subidas, está a deixar a indústria à beira de um ataque de nervos. A conjuntura inesperada da guerra na Europa baralhou os planos de um sector que desde 2016 apresenta um forte crescimento. Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.

Nos últimos anos, o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil segundo dados apurados até 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), e tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

“A marca Portugal Steel e os objectivos da associação vão no sentido de promover a construção metálica e as suas vantagens, queremos desmistificar algumas questões que passam para a sociedade em geral, falarmos da sua durabilidade da importância para a economia, apresentando os valores do sector e mostrando a influência que temos. Contribuímos com 2,2% o PIB e para 3.1% das exportações. E podemos contribuir para a sustentabilidade já que o aço é um produto reciclável e, ao contrário de outros, não perde características nesse processo. Só para ter uma ideia da importância que a reciclagem já tem na indústria na Arcelor, que é uma das maiores siderurgias mundiais, 80% dos materiais usados para a produção do aço é material reciclado, 80%”, sublinha Luís Figueiredo, director-geral da CMM em declarações ao CONSTRUIR.

À procura de novos mercados

O crescimento das vendas do mercado nacional tem sido um dos impulsionadores da actividade, mas as atenções concentram-se agora no reforço da actividade no exterior.

“Os números mostram claramente uma recuperação das empresas, especialmente das metalomecânicas que são o core da nossa construção metálica, de 2017 para a frente. Tem sido um crescimento muito interessante em termos de volume de negócios, apoiado mais até nas vendas nacionais do que nas exportações, o que é muito interessante”, refere a propósito o responsável.
A CMM tem em curso um programa de internacionalização, o International Steel, que “pretende reforçar a competitividade e a promoção do aumento das exportações”. No âmbito deste programa de apoio foram seleccionados três mercados alvo: Canadá, Médio Oriente e Rússia. A primeira acção para este último país ia realizar-se no início de Março, mas por razões óbvias ficou sem efeito.

“A nossa intenção inicial com a escolha dos mercados foi seleccionar países onde as empresas portuguesas ainda não estivessem ou, estando, não tivessem ainda uma grande expressão e onde pudéssemos ter uma primeira intervenção exploratória e trazer resultados e apresentar as oportunidades desses mercados”, explica Luís Figueiredo. “O objectivo foi aproveitar este projecto, que é financiado pelo Portugal 2020, e escolher os mercados que nos pareceram mais interessantes e aqui a escolha recaiu nestes três”.
A guerra alterou os planos, mas a associação permanece firme na intenção de avançar para o Canadá e Médio Oriente. Em Julho a CMM estará no Qatar. “Países como o Qatar, Arábia Saudita … e têm uma construção incrível e projectos enormes em pipeline e estamos convictos que podem constituir um mercado muito interessante para as empresas portuguesas, se estas assim o entenderem”, sublinha Luís Figueiredo. O especialista refere a propósito que “o nosso mercado e as nossas metalomecânicas têm uma grande capacidade de internacionalização. Um pouco por todo o mundo podemos encontrar obras realizadas por empresas portuguesas que são uma referência para este sector”.

A internacionalização do sector pode ser repartida em dois momentos: um primeiro momento muito marcado pela presença nos países africanos, em especial em Angola. A crise cambial e os problemas económico-financeiros porque passou este país obrigou as empresas a procurar outros mercados, designadamente na Europa. “Há vários mercados que hoje se destacam, como por exemplo Marrocos, mas diria que a França é um dos principais mercados para as empresas portuguesas do sector que aproveitam as sinergias e daí aproveitam as oportunidades que surgem nos países vizinhos”, refere Luís Figueiredo.

Foco na qualidade e inovação

O foco nos mercados europeus teve uma outra consequência, que acabou por influenciar de forma positiva o sector: a inovação. “Estes são mercados mais exigentes. Uma empresa que produza para a Europa produz para qualquer mercado do mundo”. E esta é uma questão fulcral quando se fala em competitividade e diferenciação no mercado internacional. “Mais do que o factor preço é a diferenciação pela inovação e pela qualidade do que fazem” que traduz o sucesso, ou o insucesso, das empresas lá fora.

Por isso um dos eixos de acção da própria CMM é promover a formação das empresas suas associadas. A par do projecto de internacionalização, estão em curso dois outros projectos, financiados via Portugal 2020. Um primeiro de formação-acção, direccionado para pequenas e médias empresas, focado na implementação de sistemas de gestão e indústria 4.0. “O projecto ainda não terminou, neste momento já conseguimos a certificação de 20 empresas. Mas é um programa importante para as empresas. Estamos a falar de um sector que é constituído maioritariamente, mais de 80%, por PME”, sublinha o director-geral da CMM.

A CMM está a desenvolver há já dois anos o projecto de qualificação Digital Steel – sistema de apoio a acções colectivas, o qual visa promover e acelerar a transição das PME do sector para “o novo paradigma produtivo e colaborativo da Indústria 4.0”. Especialmente focada na digitalização dos processos, “este projecto pretende capacitar e qualificar as empresas para a adopção de metodologias de trabalho colaborativas que, pela forte incorporação tecnológica permitirão uma minimização do trabalho manual, uma maximização da eficiência, da qualidade, da flexibilização e da inovação, vectores inquestionáveis da competitividade internacional”. O projecto está em curso e deverá estar concluído no final deste ano. O reforço das competências das empresas pode não ser uma solução para o actual problema que a conjuntura de alta de preços provoca, mas pode ser um dos caminhos para contorna-lo. Isto numa altura de incerteza em que as empresas temem o cenário de atraso de início de novas obras e se assiste já às dificuldades de negociação de novos contratos.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Opinião
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Hotel Meliã Lisboa entra na segunda fase de construção

A gestão da obra é assegurada pela Engexpor, que acompanha o desenvolvimento do projecto desde o estágio inicial de estudo e conceito, incluindo a coordenação a nível do BIM

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Foi iniciada a segunda fase de construção do hotel Meliã Lisboa, a primeira unidade de cinco estrelas a ser gerida pela cadeia hoteleira espanhola em Portugal, que está a ser erguida no cruzamento da Avenida Fontes Pereira de Melo com a Avenida António Augusto de Aguiar, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa.

Nesta nova fase será construída a estrutura elevada do edifício – que conta com 14 pisos acima do solo – bem como as instalações técnicas e acabamentos, prevendo-se que a unidade hoteleira esteja concluída na segunda metade de 2023.

Na execução da estrutura até ao piso 0, referente à primeira etapa de construção, foi usada a técnica top down, que inverte a ordem de construção dos pisos no subsolo com o objectivo de limitar a movimentação do solo, minimizando os impactos negativos nas edificações vizinhas. A gestão da obra é assegurada pela Engexpor, que acompanha o desenvolvimento deste projecto desde o estágio inicial de estudo e conceito, incluindo a coordenação a nível do BIM (Building Information Modelling), tendo apoiado a equipa projectista com directrizes na execução e verificação dos modelos das várias especialidades.

A promoção imobiliária do empreendimento está a cargo do Discovery Portugal Real Estate Fund – assessorado pela Explorer Investments – e resulta de uma parceria firmada entre esta entidade e a Meliã Hotels International.

Quando finalizado, o Meliã Lisboa irá disponibilizar cerca de 240 quartos, restaurante, bar-lounge na cobertura com vista panorâmica sobre a cidade, salas de convenções e centro de congressos com capacidade até 550 pessoas. Ao todo, são 22.220 m² de área bruta de construção, distribuídos por 14 pisos acima do solo e ainda 6 pisos subterrâneos.

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Ferrovia: Governo relança linha de alta-velocidade como “projecto estruturante para o País”

Pedro Nuno Santos lembrou que o comboio de alta velocidade permitirá ir de Braga a Lisboa em cerca de 47 minutos e de Lisboa ao Porto em uma hora e 15 minuto

Ricardo Batista

Está previsto para o início do próximo ano o lançamento do concurso público para a construção dos primeiros troços da linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, altura em que estará também concluída a avaliação de impacto ambiental do projecto que é encarado como “transformador para cidades como Leiria, Coimbra, Aveiro e Braga, bem como para um conjunto de cidades do interior”.

A garantia foi deixada no Parlamento pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que acredita que “a linha de alta velocidade é um projecto estruturante para o País, que vai mudar de forma radical a forma como as duas áreas metropolitanas Lisboa e Porto se relacionam”, disse, na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2022.

Pedro Nuno Santos lembrou que o comboio de alta velocidade permitirá ir de Braga a Lisboa em cerca de 47 minutos e de Lisboa ao Porto em uma hora e 15 minutos. Numa primeira fase, explica Pedro Nuno Santos, será construído o troço Porto-Aveiro e Aveiro-Soure (Coimbra), seguindo-se depois para a construção da ligação até ao Carregado (concelho de Alenquer, distrito de Lisboa). Para a segunda fase, está prevista a construção da ligação Porto-Vigo (Espanha.

Relativamente à linha do Algarve, Pedro Nuno Santos afirmou que a mesma estará “toda eletrificada até 2024”, estando já prevista a consignação da electrificação, entre Tunes e Lagos, em Junho.

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Consumo de cimento cresce 10,7% no primeiro trimestre

Por sua vez, a evolução do mercado das obras públicas no 1º trimestre de 2022 foi negativa, apurando-se uma redução de 7,9%, em termos homólogos

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O consumo de cimento no mercado nacional registou, no primeiro trimestre, um crescimento de 10,7% face a igual período do ano passado, totalizando 1.020,9 milhares de toneladas nos primeiros três meses de 2022.

Os números, que constam da Análise de Conjuntura do Sector da Construção divulgado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), estão em linha com os indicadores da economia revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais o PIB registou um aumento homólogo de 11,9%, reflectindo em parte um efeito de base, dado que em Janeiro e Fevereiro de 2021 estiveram em vigor várias medidas de combate à pandemia, e um crescimento acentuado do consumo privado.

Nos primeiros dois meses de 2022, o número total de obras de edificação e reabilitação licenciadas aumentou 3,5% face a igual período do ano passado, em resultado de variações de 5,8% nos edifícios residenciais e de -3,2% nos edifícios não residenciais. Quanto ao número de fogos licenciados em construções novas, assiste-se a um expressivo aumento de 19,8% em termos homólogos. Paralelamente, no que concerne ao montante dos novos empréstimos concedidos aos particulares para aquisição de habitação, a informação disponibilizada indica um total de 2.464 milhões de euros até Fevereiro, o que traduz uma subida de 25,3% em termos homólogos.

Por sua vez, a evolução do mercado das obras públicas no 1º trimestre de 2022 foi negativa, apurando-se uma redução de 7,9%, em termos homólogos, no volume dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidos, e no que concerne ao montante total dos contratos de empreitadas de obras públicas objecto de celebração e registo no Portal Base verifica-se uma variação homóloga temporalmente comparável de -42,7%(2). Contudo, apesar deste arranque deficitário ao nível das empreitadas de obras públicas, perspectiva-se uma aceleração da actividade para os próximos meses, tendo em conta o volume de investimentos públicos previstos no PRR e no Portugal 2020 e a expectável aprovação do Orçamento do Estado para 2022.

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Roca promove debate sobre o acesso a habitação acessível

Debate sobre “Habitação Acessível” tem lugar no dia 12 de Maio, pelas 11 horas e conta com Patrícia Santos Pedrosa, Filipa Roseta, Inês Lobo, Luís Mendes e Sandra Marques Pereira

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Inserido num conjunto de eventos internacionais que a Roca pretende organizar nos seus espaços Roca Galleries (Lisboa, Madrid, Barcelona, Xangai e Pequim), o Roca Lisboa Gallery vai realizar um debate sobre o tema “Habitação Acessível” no dia 12 de Maio, pelas 11 horas.

Com o objectivo de “promover e dar visibilidade ao debate sobre o acesso a habitações mais dignas e adequadas”, a mesa redonda “vai ter como foco as reflexões a partir do contexto português”, inserida num dos tópicos estipulados no programa do Fórum Internacional UIA 2022: “Barreira 05: Promoção e Produção”.

Num contexto onde habitar é também o direito holístico à cidade, enquadrado pela urgência de se ter presente a dimensão da sustentabilidade social, ambiental e económica, propõe-se discutir heranças, estratégias e possibilidades nas respostas ao acesso pleno à habitação.

A sessão de debate vai contar com a moderação da arquitecta, mas também investigadora e professora Patrícia Santos Pedrosa, assim como oradores convidados, Filipa Roseta, arquitecta e vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local da Câmara Municipal de Lisboa, Inês Lobo, arquitecta e coordenadora da Comissão Técnica de Habitação da Ordem dos Arquitectos, Luís Mendes, geógrafo, Centro de Estudos Geográficos, IGOT, ULisboa e Sandra Marques Pereira, socióloga e investigadora Dinamia’CET, ISCTE.

O Fórum Internacional UIA 2022, marca este ano presença em Madrid com o tema “Affordable Housing Activation: Removing Barriers”.

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