Edição digital
Assine já
Imobiliário

Zona prime de Lisboa mantém-se como primeira opção das empresas para sediar operações

Locais centrais com bons acessos, assim com uma rede de serviços complementares continuam a ser factores que ditam a tendência. No primeiro trimestre de 2022, Lisboa continuou a ser a primeira escolha para empresas que pretenderam estabelecer escritórios em Portugal ou relocalizar as suas instalações

CONSTRUIR
Imobiliário

Zona prime de Lisboa mantém-se como primeira opção das empresas para sediar operações

Locais centrais com bons acessos, assim com uma rede de serviços complementares continuam a ser factores que ditam a tendência. No primeiro trimestre de 2022, Lisboa continuou a ser a primeira escolha para empresas que pretenderam estabelecer escritórios em Portugal ou relocalizar as suas instalações

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Grupo Gresmanc reforça compromisso com meio ambiente com certificação ISO 14001
Empresas
Quinta do Cedro e Paulo Duque entram em fase de comercialização
Imobiliário
‘Base’ da CBRE cresce em Lisboa
Imobiliário
Daikin Europe investe 50 M€ em expansão de fábrica na República Checa
Empresas
Palbit desenvolve novo projecto de I&DT com Universidades de Aveiro e Coimbra
Empresas
Vulcano organiza novo webinar sobre AQS
Empresas
120º aniversário da Bondex comemorado com novos lançamentos
Empresas
“Acabar com vistos gold é uma decisão incongruente”, defende APEMIP
Imobiliário
Preço dos materiais cerâmicos sobe 80%, face a 2021
Construção
Resinflooring

A conclusão é avançada pelo “Where do Companies Want to Be?”, um estudo elaborado pela consultora imobiliária internacional Savills, que analisou a performance do mercado ocupacional de escritórios, assim como os movimentos migratórios das empresas durante o 1º trimestre do ano.

No final deste período, o mercado de escritórios de Lisboa registou um total de 64.289m2 – um volume de absorção semelhante aos níveis pré-pandemia – o que representa um acentuado aumento de 120% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, e um aumento significativo de 46% em comparação com o período homólogo de 2020.
Foram 45 as operações fechadas, das quais 70% representam uma mudança de instalações de empresas e 17% correspondem à abertura de novas empresas na região de Lisboa. Um sinal claro de uma procura muito activa por parte das empresas, o que pode evidenciar a recuperação do mercado.

A zona Prime CBD (zona 1) é aquela que regista uma maior percentagem de instalação de novas empresas (56%). A zona Prime CBD (zona 1) e o Parque das Nações (Zona 5) foram as zonas de mercado que atraíram as percentagens mais elevadas em termos de volume de absorção por parte de Novas Empresas, com 63% e 52% respectivamente. Os sectores de actividade de Serviços a Empresas, Serviços Financeiros e Consultoria são os sectores que lideram a procura.
Na zona Prime CBD (zona 1) é importante referir ainda que 91% da área ocupada pelas novas empresas teve origem espaços operacionalizados de forma flexível, demonstrando assim a preferência por locais centrais com bons acessos e uma rede de serviços complementares para a implementação deste modelo de espaços de escritórios que se assume como uma forte tendência, impulsionada pelo pós-pandemia, de Lisboa enquanto cidade destino dos novos nómadas digitais.

O Corredor Oeste (zona 6) e a Zona Prime CBD (zona 1) detêm as maiores Loyalty Rates com 69% e 25%, respectivamente. As empresas sedeadas nestas zonas do mercado de Lisboa demonstram maior propensão para permanecer na mesma zona aquando da tomada de decisão de relocalização ou de expandir as suas instalações.

“Tendo em conta os dados do 1º trimestre de 2022 verifica-se uma trajectória de recuperação do mercado de escritórios, que se encontra hoje perto dos níveis pré-pandemia. Por outro lado, é também possível concluir que existe um aumento gradual de novas empresas a fixar-se em Lisboa, que continua a ser um dos destinos globais mais procurados. Sendo a capital portuguesa uma das cidades mais inovadoras da União Europeia, com políticas ambientais e de mobilidade apelativas, é expectável que Lisboa continue a ser um local muito procurado por empresas, seja para mudança de instalações ou para estabelecimento de novos espaços.”, justifica Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal.

Porque procuram as empresas novos espaços?
Este estudo elaborado pela Savills conclui que a grande maioria dos negócios efectuados (64%) se deveu, sobretudo, à necessidade de mudança de instalações das empresas, o que representou um volume de absorção de aproximadamente 44.140m2. A expansão de área foi o factor responsável por 20% dos negócios e tem associado um volume de absorção de quase 9.000m2. Já o estabelecimento de novas empresas em Lisboa representa cerca de 11.150m2 de parque empresarial e 16% dos negócios fechados.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Grupo Gresmanc reforça compromisso com meio ambiente com certificação ISO 14001
Empresas
Quinta do Cedro e Paulo Duque entram em fase de comercialização
Imobiliário
‘Base’ da CBRE cresce em Lisboa
Imobiliário
Daikin Europe investe 50 M€ em expansão de fábrica na República Checa
Empresas
Palbit desenvolve novo projecto de I&DT com Universidades de Aveiro e Coimbra
Empresas
Vulcano organiza novo webinar sobre AQS
Empresas
120º aniversário da Bondex comemorado com novos lançamentos
Empresas
“Acabar com vistos gold é uma decisão incongruente”, defende APEMIP
Imobiliário
Preço dos materiais cerâmicos sobe 80%, face a 2021
Construção
Resinflooring
Imobiliário

Quinta do Cedro e Paulo Duque entram em fase de comercialização

Os dois projectos da Vogue Homes, encontram-se localizados na frente ribeirinha da zona de Dafundo-Algés e têm assinatura de Luís Rebelo de Andrade

Dois dos projectos da Vogue Homes, Quinta do Cedro e Paulo Duque, localizados na frente ribeirinha da zona de Dafundo-Algés, já se encontram em fase de final de construção e dão início à comercialização.

O empreendimento Quinta do Cedro é dedicado ao uso habitacional e composto por 22 unidades, em linha com “os altos padrões de qualidade”. É constituído por cinco fracções de tipologia T1 e tipologia T2, seis fracções de tipologia T3, sendo duas delas penthouses, e quatro fracções de tipologia T4 e duas T4 duplex.

No Quinta do Cedro a inspiração do projecto, desenvolvido pelo gabinete de arquitetura Luís Rebelo de Andrade, recaiu sobre o jogo de luz natural recortado pela originalidade das fachadas, nos acabamentos irrepreensíveis, na qualidade e nos detalhes. Todo este empreendimento foi desenhado de forma a proporcionar uma vida saudável em família, que começa e se estende ao equilíbrio dos diferentes espaços de cada habitação.

Os pisos superiores estão exclusivamente dedicados às tipologias habitacionais e acessos a terraços privativos exteriores, com duas piscinas na cobertura, em cada penthouse disponível. Já o piso térreo dispõe das áreas dedicadas aos átrios principais de entrada no edifício e de uma área dedicada a jardins privados, igualmente com uma piscina comum.

Do outro lado dos Jardins do Cedro, encontra-se o projecto Paulo Duque, “um empreendimento habitacional mais intimista” e que se apresenta como “uma opção segura e responsável para quem escolhe morar perto do centro de Lisboa e ao mesmo tempo estar junto da natureza”. Localizado junto à linha de praia entre Oeiras e Cascais, este empreendimento habitacional é composto por seis unidades de tipologias T3 Duplex e T2, com características distintas como áreas amplas luminosas e acabamentos de elevada qualidade com espaços exteriores integrados.

A cor verde destaca-se neste espaço de carácter contemporâneo pelos materiais e técnicas utilizadas, a cor predominante do projecto e toda a carga positiva que tem associada. O jardim vertical situado na penthouse é disso um bom exemplo, pensado em detalhe pela equipa de arquitectos do gabinete Luís Rebelo de Andrade.

Para este projecto foi, igualmente, pensado um novo sistema de fachada que permite trazer uma maior ligação aos Jardins do Cedro. Com isto, conseguiu-se concretizar uma frente mais dinâmica que permite uma melhor entrada de luz nas divisões. A escolha recaiu para um cerâmico vidrado tridimensional de forma hexagonal, cujo tom verde-garrafa cria um jogo de luz e reflexo, que muda ao longo do dia, conforme a exposição solar.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

‘Base’ da CBRE cresce em Lisboa

“Este novo escritório foi totalmente pensado para as nossas pessoas, uma vez que foram parte integrante das decisões e por ser o local onde se reúnem por excelência. Queremos dar a melhor experiência possível à nossa equipa no seu dia-a-dia mas, também, aos clientes que nos visitam regularmente”, refere Francisco Horta e Costa, Managing Director da CBRE Portugal

A consultora CBRE anunciou o arranque do processo de expansão do seu escritório em Lisboa, ao qual designou ‘The Base’. O nome surge pelo facto de este escritório ser a base da operação da empresa em Portugal.

Localizado no piso 5 do edifício Amoreiras Square (onde a consultora já estava anteriormente localizada), este escritório de 660 metros quadrados reúne diferentes características que fomentam a inovação, cocriação, criatividade e colaboração entre as equipas.

Tendo já inaugurado o 5º piso (numa primeira fase da expansão), a CBRE Portugal irá agora avançar com uma nova obra no 8º piso do mesmo edifício, que estará pronta em março de 2023, ampliando até essa data o espaço total de escritório para cerca de 1.300 metros quadrados e distribuindo, assim, a equipa pelos dois pisos, num modelo de total flexibilidade e hot desk. A arquitetura e gestão de projeto foi totalmente desenvolvida internamente, pela equipa de Project Management e Design da CBRE, enquanto a execução da obra ficou a cargo da Vector Mais.

“Este novo escritório foi totalmente pensado para as nossas pessoas, uma vez que foram parte integrante das decisões e por ser o local onde se reúnem por excelência. Queremos dar a melhor experiência possível à nossa equipa no seu dia-a-dia mas, também, aos clientes que nos visitam regularmente. Estarmos juntos faz parte da nossa cultura corporativa mas é certo que para fomentar este encontro é necessário que as pessoas se sintam bem no espaço que lhes oferecemos e, acima de tudo, que encontrem as condições ideais para desempenhar a sua função”, sublinha Francisco Horta e Costa, Managing Director da CBRE Portugal.

“A forma de trabalhar mudou e a CBRE quer liderar essa mudança de paradigma. Desenhámos um espaço totalmente state of the art, confortável e flexível, no qual as pessoas podem trabalhar mas, sobretudo, estar juntas. No mesmo escritório reunimos uma enorme variedade de espaços com diferentes funcionalidades e vivências, tudo pensado ao pormenor para elevar a nossa cultura e o espírito de equipa que nos caracteriza”, afirma Nelson Paciência, responsável de arquitetura na CBRE Portugal.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

DR

Imobiliário

“Acabar com vistos gold é uma decisão incongruente”, defende APEMIP

Na opinião dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal “pensar, apressada e emotivamente, que erradicar o Programa é a solução para acabar com a corrupção ou a especulação imobiliária, é puro devaneio”

“Pensar em acabar com um programa que em dez anos atraiu para o país cerca de 7.000 milhões de euros e foi catalisador determinante da reabilitação urbana e imobiliária empreendida nos centros históricos de Lisboa e Porto parece-nos uma decisão incongruente”, afirma a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) no comunicado enviado às redacções.

Na opinião dos representantes das empresas de mediação imobiliária “a avaliação que o Governo está a realizar de uma década do Programa “ARI” e que tem permitido o acesso temporário (dez anos) a um visto de residência, na sequência da aquisição de um imóvel de valor igual ou superior a 500.000 euros, justifica-se e, decerto, haverá mudanças e melhoramentos a realizar”. “Mas pensar, apressada e emotivamente, que erradicar o Programa é a solução para acabar com a corrupção ou a especulação imobiliária, é puro devaneio”, defendem.

A APEMIP vai mais longe e sublinha que “afirmar, como verdade incontestável, que o Programa é responsável pela alta generalizada dos preços das casas e, por isso, causador das carências generalizadas de habitação no nosso país, peca por desonestidade intelectual e alheamento da realidade”.

Ironizando a associação reconhece que “é um facto que os estrangeiros que adquirem imóveis que se encontram em localizações caras e com valores acima de meio milhão de euros vêm aumentar a pressão da procura nesse nicho de mercado. Só que não se entende quais são “as consequências sociais” desse facto, excepto para os Portugueses que pretendem adquirir imóveis de 600, 700, … ou um milhão de euros!”.

Relembrando que ao longo dos últimos 10 anos os imóveis transaccionados ao abrigo do programa dos vistos gold representaram apenas 0,6% das transacções realizadas nesse período em Portugal, “o programa determina um conjunto muito claro de regras que têm por objectivo assegurar a legitimidade da proveniência dos capitais utilizados na aquisição. Neste sistema de controlo estão o Banco de Portugal, o SEF, os Bancos Portugueses, os advogados, os notários, as imobiliárias e os promotores, sendo necessário e fundamental que todos cumpram o seu papel. Se não o fazem, ou o fazem imperfeitamente, a culpa poderá não estar no Programa mas naquilo que é uma velha ‘pecha’ portuguesa: fiscalização, vistoria, monotorização, regulação de cumprimento…”, argumentam os profissionais do sector.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

LUMINO coloca 7 unidades de retalho no mercado

Cushman & Wakefield foi escolhida pelo LUMINO para a comercialização de sete lojas destinadas ao retalho, sendo este um empreendimento de uso misto, constituído por habitação de gama alta, uma residência de estudantes e uma componente de comércio, desenvolvido pela TPG Real Estate e pela Round Hill Capital

O LUMINO é considerado um dos maiores investimentos imobiliários privados em construção no centro de Lisboa, arrancou em Fevereiro de 2020 e está situado num terreno de 20.000 m², onde funcionava a antiga cervejaria “Estrela”. O empreendimento totaliza 40.000 m² de área construída, 27.000 m² dos quais dedicados a habitação, 10.000 m² a residências de estudantes e cerca de 1.000 m² a espaços de retalho. Com vista para o icónico Campo Pequeno, e para um grande jardim interior, o LUMINO promete trazer uma nova vida a este histórico bairro.

As sete unidades de retalho que estão a ser comercializadas pela Cushman & Wakefield, localizadas em plena zona prime, – com espaços entre 48 e 415 m² – beneficiam da proximidade ao Campo Pequeno, bem como a importantes pontos da cidade, como a Avenida da República ou o Saldanha, onde se concentram Hotéis, Escritórios e comércio local. Estas lojas vêm, assim, dar resposta à procura gerada pelo próprio LUMINO, respondendo às necessidades dos residentes dos cerca de 300 novos apartamentos e 380 quartos para estudantes.

“O Campo Pequeno tem-se vindo a afirmar como uma localização trendy da cidade e estas lojas vêm reforçar a resposta às necessidades diárias de quem por lá habita ou trabalha. Esta é também uma oportunidade para o investimento no comércio de proximidade, sendo esta uma tendência cada vez mais relevante no panorama do retalho”, afirma Sandra Campos, partner e directora do departamento de retalho da Cushman & Wakefield.

Desta forma, o LUMINO pretende satisfazer todas as necessidades quer sejam de âmbito laboral, social ou lazer afirmando-se como um destino de Lifestyle.

“A comercialização destas lojas vem reforçar o posicionamento do LUMINO como um novo empreendimento âncora de uso misto no centro da cidade de Lisboa, com espaços de retalho que complementam e acrescentam valor à restante oferta, beneficiando de uma grande exposição e localização privilegiada, servida por espaços verdes, estacionamento e
excelentes acessos, dando assim resposta às necessidades da comunidade envolvente, ao mesmo tempo que trarão certamente uma nova dinâmica ao comércio de rua numa das zonas mais emblemáticas da capital, como é o Campo Pequeno“, acrescenta João Pita, country lead da Round Hill Capital em Portugal.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

Mais artigos
Imobiliário

Bondstone reforça equipa com nova directora de marketing e vendas

Inês Cabral, a mais recente contratação da Bondstone, Private Equity especializada em desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários em Portugal

CONSTRUIR

A nova directora de marketing e vendas da Bondstone tem a seu cargo toda a estratégia de posicionamento de marca na atracção de investidores como de desenvolvimento dos projectos imobiliários em carteira.

Licenciada em economia pelo ISEG com mestrado em marketing management pelo INDEG, conta com 11 anos de experiência no sector imobiliário, tendo já passado pelos sectores dos centro comerciais, aeroportos e escritórios, sempre na área do marketing e desenvolvimento de negócio.

“Estou muito entusiasmada por abraçar este novo desafio com a Bondstone . Ambiciono não só atrair a atenção de investidores que acreditam no potencial que Portugal tem no mercado do real estate como de dar a conhecer todos os projectos que estamos a desenvolver, projectos esses que não só contribuem para o desenvolvimento das nossas cidades como de maximizar o bem estar de quem escolhe viver em Portugal”, afirma.

Paulo Loureiro, CEO da Bondstone acrescenta “é com muito agrado que a Inês se junta à equipa da Bondstone, nesta função que tem um papel crítico e fundamental neste novo ciclo do mercado português de mobilização de capital que a nossa empresa intenciona investir no mercado Português nos próximos anos.”

A Bondstone, private equity especializada no desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários em Portugal, em diversos segmentos integra na sua estrutura a Louvre Properties que desenvolveu durante os últimos anos diversos projectos residenciais de referência em Lisboa. 

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

MNAC; Museu do Chiado; Museu Nacional de Arte Contemporâ nea do Chiado; Rie Candelários; Intervensão; Fachada do Edificio; Pires Vieira; Artista; Lisboa; © Hugo David 2021;

Imobiliário

Estrangeiros de 60 países adquiriram 403 M€ em habitação na ARU de Lisboa no 1º semestre de 2022

O montante investido por estrangeiros neste período fica em linha com os níveis médios semestrais dos últimos três anos, posicionados entre os 360 e os 390 milhões de euros. Não obstante, exibe uma redução de 32% face ao semestre anterior

CONSTRUIR

Nos primeiros seis meses de 2022, os estrangeiros compraram cerca de 790 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa num total de 403 milhões de euros de investimento. Neste período, o ticket médio de investimento dos estrangeiros foi de 509,0 mil euros e as aquisições foram concretizadas por compradores oriundos de 60 países diferentes. Os dados são apurados pela Confidencial Imobiliário e abrangem transacções de habitação concretizadas por particulares na ARU de Lisboa.

O montante investido por estrangeiros neste período fica em linha com os níveis médios semestrais dos últimos três anos, posicionados entre os 360 e os 390 milhões de euros. Não obstante, exibe uma redução de 32% face ao semestre anterior, mas este período registou um investimento recorde de 592,5 milhões de euros, reflectindo uma antecipação das aquisições devido às alterações nos critérios de elegibilidade dos vistos gold, em Janeiro seguinte.

No 1º semestre do ano, 56% do montante internacional foi investido por cinco nacionalidades. Os franceses foram os compradores mais activos, investindo 71,6 milhões de euros, o equivalente a 18% do montante internacional, seguidos dos norte-americanos, que aplicaram 48,4 milhões de euros (quota de 12%). As cinco nacionalidades mais activas incluem também os chineses, com um investimento de 38,7 milhões de euros (quota de 10%), os britânicos, cujo montante investido ascendeu a 33,2 milhões de euros, e os brasileiros, que alocaram 32,8 milhões de euros à compra de habitação. Estas duas últimas nacionalidades detêm uma quota de 8% cada no investimento estrangeiro.

Entre estas cinco nacionalidades mais activas, são os brasileiros quem mais investe por operação, apresentando um ticket médio de investimento de 763,3 mil de euros. Este valor fica cerca de 40% acima do montante médio aplicado pelos franceses, norte-americanos e britânicos, cujos tickets se situam entre os 525,0 mil de euros e os 566,0 mil de euros. Os chineses são quem investe menos, situando o seu ticket médio em 464,2 mil de euros.

Em termos de destinos de investimento, as freguesias de Santo António, Avenidas Novas, Estrela, Arroios, Misericórdia e Santa Maria Maior são as preferidas dos compradores estrangeiros, agregando, entre si, 73% do investimento internacional no semestre. Santo António, Avenidas Novas e Estrela registam quotas de 13% do montante internacional, com 50 a 53 milhões de euros de compras internacionais; Arroios e Misericórdia detêm uma quota de 12% cada, com investimentos na ordem dos €47 milhões; e Santa Maria Maior, com uma quota de 11% agregou €43 milhões de investimento.

Estrangeiros geram 33% das compras
No 1º semestre, a ARU de Lisboa atraiu €1.225 milhões de investimento em habitação num total de 3.100 imóveis adquiridos. Os estrangeiros foram, assim, responsáveis por 33% das aquisições em valor e 26% em número de operações. Os portugueses geraram 67% das compras em montante, num total de 822,3 milhões. Em número de operações a quota nacional foi de 74%, equivalente a 2.275 operações. O investimento nacional apresentou uma variação de 4% face ao semestre anterior, quando foram investidos 792 milhões de euros.

Apesar da predominância nacional no volume de investimento, os compradores estrangeiros investem, em média, mais 40% por operação que os portugueses, comparando-se tickets médios de 509,0 mil e 361,5 mil de euros, respectivamente.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

‘Clean tech’ da Mota-Engil e Overseas celebram acordo para “implementar soluções de sustentabilidade e descarbonização”

Para o efeito, cada produto imobiliário será objecto de acções conjuntas que visam eleger as melhores soluções ambientais com vista à obtenção de um certificado de referência internacional que destaque os imóveis como exemplo de excelência

CONSTRUIR

A Mota-Engil Renewing, a nova clean tech do grupo Mota-Engil que tem por missão acelerar a transição energética e a descarbonização dos centros urbanos, das empresas e da indústria, e a Overseas, o novo promotor imobiliário nacional, são agora parceiras tecnológicas na investigação, desenvolvimento e promoção de soluções e serviços ambientalmente sustentáveis a desenvolver na oferta imobiliária.

O protocolo celebrado entre as duas empresas visa descarbonizar os produtos imobiliários promovidos pela Overseas, com o objectivo de atingir a neutralidade carbónica, sempre que possível. Para o efeito, cada produto imobiliário será objecto de acções conjuntas que visam eleger as melhores soluções ambientais com vista à obtenção de um certificado de referência internacional que destaque os imóveis como exemplo de excelência ao nível de desempenho ambiental e energético.

Os objectivos passam por desenhar um roteiro de sustentabilidade que promova a redução da pegada de carbono, dos consumos energéticos e da água, entre outros. O desenvolvimento de soluções e serviços inteligentes irá actuar na disponibilização de plataforma de gestão dos vários serviços de energia, carregamento eléctrico, soluções de mobilidade, entre outros, a desenvolver nos edifícios; na concepção, instalação, O&M e exploração de soluções de carregamento eléctrico ajustadas às necessidades específicas de cada edifício e condóminos; na implementação e exploração de soluções de mobilidade para os condomínios e na produção, armazenamento e gestão inteligente de energia para autoconsumo, incluindo a análise e desenvolvimento de CER.

A Overseas, gerida por Pedro Vicente, apresentou-se recentemente ao mercado com cinco projectos imobiliários, em Lisboa e Comporta. Os imóveis a transformar pela nova promotora situam-se em Alcântara, junto ao novo complexo de escritórios ALLO, na Rua Braamcamp, em Alfama, na área da Avenida da Liberdade e na Comporta, na Herdade do Silêncio. Em conjunto, os projectos totalizam133 unidades residenciais, cinco lojas e 34 mil m2 de construção, num investimento que atinge os 130 milhões de euros.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Sierra tem dois projectos finalistas nos MAPIC Awards

O Mercado Bom Sucesso, no Porto, é finalista na categoria de Melhor Novo Conceito de Food & Beverage. O CityLife Shopping District, em Milão, um projecto de uso misto, finalista na categoria de Centro Comercial com melhor desempenho

CONSTRUIR

A Sonae Sierra é finalista em duas categorias nos prestigiantes MAPIC Awards, que distinguem os melhores retalhistas e os melhores projectos imobiliários de retalho na Europa: o Mercado Bom Sucesso, no Porto, é finalista na categoria de Melhor Novo Conceito de Food & Beverage; o CityLife Shopping District, em Milão, um projecto de uso misto finalista na categoria de Centro Comercial com melhor desempenho.

“Estas distinções são mais uma demonstração de que a Sierra está na vanguarda do conhecimento no sector imobiliário e é o parceiro ideal para desenvolver conceitos inovadores, que criam novas centralidades e transformam os bairros e as cidades em destinos de preferência. Estamos muito orgulhosos pelo reconhecimento, e ainda mais motivados para criar, desenvolver e gerir espaços para as cidades do futuro, contribuindo para uma qualidade de vida sustentável para pessoas e comunidades”, afirma Cristina Santos, directora executiva da área de Property Management da Sierra

O edifício histórico do Mercado Bom Sucesso foi renovado, e é gerido pela Sierra, reforçando a sua identidade e criando uma oferta diversificada e de maior qualidade, respeitando as características arquitectónicas deste espaço icónico da cidade do Porto. Os visitantes têm agora ao seu dispor um espaço que convida a despertar os cinco sentidos, composto por 26 quiosques, 40 lojas e restaurantes (interiores e exteriores), com uma ampla variedade gastronómica tradicional, ambientes únicos para beber, experiências culturais e um palco polivalente. O Mercado Bom Sucesso é um projecto finalista dos MAPIC Awards na categoria Melhor Novo Conceito de Food & Beverage graças à nova vida e sofisticação conferida a um mercado histórico tão conhecido da cidade do Porto. Com esta renovação, e novas acções na gestão e aluguer de espaços, o mercado mantém a herança histórica que fez dele um ponto central na cidade, como também um espaço de convívio ideal para receber novos conceitos gastronómicos, respondendo às novas formas de vida na cidade, e cumprindo os mais exigentes critérios de sustentabilidade.

O CityLife Shopping District, um projecto de uso misto, é já reconhecido como um marco e um destino emblemático em Milão, devido à sua localização central e à sua arquitectura diferenciadora. Rodeado pelo segundo maior parque desta cidade italiana, com acesso directo à estação de metro, faz parte de uma zona multifuncional com três torres de escritórios e edifícios residenciais de luxo, e está integrado num dos mais importantes projectos de reabilitação urbana da Europa. O Centro dispõe de três áreas comerciais: o complexo comercial de dois andares, a grande praça central e o passeio ao ar livre, todos ligados por um caminho pedestre, reúnem mais de uma centena de instalações comerciais que oferecem uma experiência única e completa aos visitantes. A performance e resiliência que o centro tem demonstrado ao longo dos últimos anos confere o compromisso da equipa de gestão em garantir uma oferta com formatos diferenciadores, modernos e bem ajustados à envolvência, garantindo assim o compromisso na excelência da gestão de activos para terceiros.

Os vencedores do MAPIC Awards serão conhecidos a 30 de Novembro, numa cerimónia que terá lugar em Cannes, França.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Empresa municipal de habitação tem nova casa em Campanhã

A Porto Vivo, SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana) deixou as instalações no Centro Histórico, onde esteve durante duas décadas, e mudou-se para uma nova casa na freguesia de Campanhã

CONSTRUIR

As novas instalações da empresa municipal de habitação foram inauguradas esta semana. Um momento onde o vereador com o pelouro correspondente, Pedro Baganha, aproveitou para reforçar “a importância que a Porto Vivo, SRU tem na reabilitação e na criação de soluções impactantes para a cidade, no que diz respeito à habitação”. Na mesma ocasião Ricardo Valente, vereador da Economia, Emprego e Empreendedorismo, lembrou “a reestruturação bem-sucedida da municipalização da empresa, em 2019”.

Pensada para promover o trabalho colaborativo, a nova sede insere-se numa estratégia que pretende uma actuação mais próxima dos cidadãos e das áreas em que a empresa intervém, promovendo a reabilitação urbana e também soluções para o mercado de arrendamento acessível, adequadas às necessidades habitacionais da população.

Até ao momento, o Município do Porto já atribuiu 150 habitações através do programa Porto com Sentido, e a ambição é de angariar mil fogos até ao final de 2025 para colocação no mercado de arrendamento acessível.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

APEGAC discute futuro do sector em Congresso

A Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios irá apresentar 10 propostas para o futuro do sector da administração de condomínios no decorrer do V Congresso pela Regulação e Sustentabilidade da Actividade de Administração de Condomínios, agendado para os dias 10 e 11 de Novembro

CONSTRUIR

(na imagem: Vítor Amaral, presidente da APEGAC)
A discussão e apresentação das referidas propostas está marcada para a primeira sessão do congresso na mesa redonda com o tema “O estado do sector da actividade profissional de gestão e administração de condomínios, as grandes perspectivas para o futuro”, que engloba nomes como Vítor Amaral, presidente da APEGAC, Fernando Batista, presidente do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção e João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, conhecida por ser a maior confederação empresarial do país.

O evento tem como objectivo definir novos conceitos e soluções a nível nacional e afirma-se como o mais importante encontro sobre a temática dos condomínios, contribuindo para juntar, no mesmo espaço, administradores profissionais de condomínios que representam todo o território nacional, tal como membros do Governo, como a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, e associações ligadas ao sector, aos quais se juntará uma vasta delegação internacional brasileira de empresas de condomínios.

“Esta é uma oportunidade para valorizar e projectar a actividade que envolve cerca de cinco milhões de portugueses, quase metade da população nacional, e dar voz aos administradores profissionais de condomínios,” afirma o presidente da APEGAC, Vítor Amaral. “Uma das maiores dificuldades do sector é o desconhecimento sobre o que é um condomínio, quais os direitos e deveres dos condóminos e quais as funções do administrador. É nossa pretensão alterar essa perspectiva”, conclui.

O evento é aberto ao público em geral, podendo as inscrições serem feitas através do website da APEGAC.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.