Edição digital
Assine já
Imobiliário

Zona prime de Lisboa mantém-se como primeira opção das empresas para sediar operações

Locais centrais com bons acessos, assim com uma rede de serviços complementares continuam a ser factores que ditam a tendência. No primeiro trimestre de 2022, Lisboa continuou a ser a primeira escolha para empresas que pretenderam estabelecer escritórios em Portugal ou relocalizar as suas instalações

CONSTRUIR
Imobiliário

Zona prime de Lisboa mantém-se como primeira opção das empresas para sediar operações

Locais centrais com bons acessos, assim com uma rede de serviços complementares continuam a ser factores que ditam a tendência. No primeiro trimestre de 2022, Lisboa continuou a ser a primeira escolha para empresas que pretenderam estabelecer escritórios em Portugal ou relocalizar as suas instalações

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Sonae Capital abre quarta unidade hoteleira na cidade do Porto
Imobiliário
Estudo: “Reconectar é a nova tendência global”
Imobiliário
Alunas de arquitectura representam Portugal em concurso internacional da Saint-Gobain
Arquitectura
Alojamento Local: LovelyStay espera resultados de 7 M€ e 13 mil reservas para este Verão
Empresas
OBO Bettermann Portugal recebe prémio “Fornecedor do ano” pela AGEFE
Empresas
Câmara de Lisboa extingue concurso para central fotovoltaica em Carnide
Engenharia
Investimento em imobiliário comercial quase duplica no primeiro trimestre
Imobiliário
Sonae Arauco vence Green Product Award 2022
Empresas
Ordem propõe ao Governo revisão para aceleração de resolução de conflitos na Contratação Pública
Engenharia
Hipoges com crescimento de 35% em 2021
Empresas

A conclusão é avançada pelo “Where do Companies Want to Be?”, um estudo elaborado pela consultora imobiliária internacional Savills, que analisou a performance do mercado ocupacional de escritórios, assim como os movimentos migratórios das empresas durante o 1º trimestre do ano.

No final deste período, o mercado de escritórios de Lisboa registou um total de 64.289m2 – um volume de absorção semelhante aos níveis pré-pandemia – o que representa um acentuado aumento de 120% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, e um aumento significativo de 46% em comparação com o período homólogo de 2020.
Foram 45 as operações fechadas, das quais 70% representam uma mudança de instalações de empresas e 17% correspondem à abertura de novas empresas na região de Lisboa. Um sinal claro de uma procura muito activa por parte das empresas, o que pode evidenciar a recuperação do mercado.

A zona Prime CBD (zona 1) é aquela que regista uma maior percentagem de instalação de novas empresas (56%). A zona Prime CBD (zona 1) e o Parque das Nações (Zona 5) foram as zonas de mercado que atraíram as percentagens mais elevadas em termos de volume de absorção por parte de Novas Empresas, com 63% e 52% respectivamente. Os sectores de actividade de Serviços a Empresas, Serviços Financeiros e Consultoria são os sectores que lideram a procura.
Na zona Prime CBD (zona 1) é importante referir ainda que 91% da área ocupada pelas novas empresas teve origem espaços operacionalizados de forma flexível, demonstrando assim a preferência por locais centrais com bons acessos e uma rede de serviços complementares para a implementação deste modelo de espaços de escritórios que se assume como uma forte tendência, impulsionada pelo pós-pandemia, de Lisboa enquanto cidade destino dos novos nómadas digitais.

O Corredor Oeste (zona 6) e a Zona Prime CBD (zona 1) detêm as maiores Loyalty Rates com 69% e 25%, respectivamente. As empresas sedeadas nestas zonas do mercado de Lisboa demonstram maior propensão para permanecer na mesma zona aquando da tomada de decisão de relocalização ou de expandir as suas instalações.

“Tendo em conta os dados do 1º trimestre de 2022 verifica-se uma trajectória de recuperação do mercado de escritórios, que se encontra hoje perto dos níveis pré-pandemia. Por outro lado, é também possível concluir que existe um aumento gradual de novas empresas a fixar-se em Lisboa, que continua a ser um dos destinos globais mais procurados. Sendo a capital portuguesa uma das cidades mais inovadoras da União Europeia, com políticas ambientais e de mobilidade apelativas, é expectável que Lisboa continue a ser um local muito procurado por empresas, seja para mudança de instalações ou para estabelecimento de novos espaços.”, justifica Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal.

Porque procuram as empresas novos espaços?
Este estudo elaborado pela Savills conclui que a grande maioria dos negócios efectuados (64%) se deveu, sobretudo, à necessidade de mudança de instalações das empresas, o que representou um volume de absorção de aproximadamente 44.140m2. A expansão de área foi o factor responsável por 20% dos negócios e tem associado um volume de absorção de quase 9.000m2. Já o estabelecimento de novas empresas em Lisboa representa cerca de 11.150m2 de parque empresarial e 16% dos negócios fechados.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Sonae Capital abre quarta unidade hoteleira na cidade do Porto
Imobiliário
Estudo: “Reconectar é a nova tendência global”
Imobiliário
Alunas de arquitectura representam Portugal em concurso internacional da Saint-Gobain
Arquitectura
Alojamento Local: LovelyStay espera resultados de 7 M€ e 13 mil reservas para este Verão
Empresas
OBO Bettermann Portugal recebe prémio “Fornecedor do ano” pela AGEFE
Empresas
Câmara de Lisboa extingue concurso para central fotovoltaica em Carnide
Engenharia
Investimento em imobiliário comercial quase duplica no primeiro trimestre
Imobiliário
Sonae Arauco vence Green Product Award 2022
Empresas
Ordem propõe ao Governo revisão para aceleração de resolução de conflitos na Contratação Pública
Engenharia
Hipoges com crescimento de 35% em 2021
Empresas
Imobiliário

Sonae Capital abre quarta unidade hoteleira na cidade do Porto

Com um investimento de cerca de 20 M€, o The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel apresenta projecto de arquitectura e design de interiores assinado pela Ding Dong

Entre a Avenida dos Aliados e a Rua do Almada acaba de abrir The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel, a quarta unidade da Sonae Capital na cidade do Porto, integrada no Grupo The Editory Collection. Com um investimento de cerca de 20 milhões de euros, o hotel apresenta um projecto de arquitectura e design de interiores assinado pela Ding Dong.

The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel resulta de uma parceria entre o promotor FVC Group e a SC Hospitality, unidade de negócio de hotelaria da Sonae Capital, inserindo-se numa zona da cidade bastante consolidada, estando mesmo classificado como parte de um conjunto de interesse público.

The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel é um boutique hotel cinco estrelas que se posiciona no segmento de luxo, para momentos de lazer e city breaks que beneficiam da centralidade e da proximidade a pontos de interesse na cidade como os bairros das artes ou a movida portuense.

Com um total de 68 quartos, a nova unidade divide-se em oito categorias – cozy, standard, city view, superior city view, Aliados view, superior Aliados view e Suite Aliados -, obedecendo ainda à segmentação Aliados ou Almada, dependendo da frente do edifício de que beneficiam.

Com a entrada principal do hotel na Avenida dos Aliados, um primeiro pólo destinado aos hóspedes apresenta um passado revisitado, reinterpretado, que se expressa através do uso de materiais nobres, naturais, aliado a um desenho de pormenorização atento ao existente. O objectivo foi sempre o de dotar o edifício das qualidades reconhecidas ao contexto em que se insere, puxando pela urbanidade sumptuosa do que o rodeia.

Um segundo pólo, mais à escala da cidade, com entrada pela Rua do Almada directamente para um bar com um conceito marcante, funcionando quase como montra do restaurante para a mesma rua. Com o restaurante a fazer a ligação entre o hotel e uma das ruas mais icónicas do Porto – a Rua do Almada -, alcança-se uma localização premium entre as duas melhores partes da cidade: a Avenida mais requintada, onde estão vários hotéis de luxo, e a night life, assim como todos os espaços procurados pelos habitantes locais.

O hotel procura recriar, de forma contemporânea, uma tradição da vivência boémia e de consumo local do Porto de outras épocas. Nessa linha, o conceito começa precisamente na afirmação do local: a convivência com os costumes, pelo mergulho no coração do Porto marcado pelo comércio, pela gastronomia típica, pelo sotaque, pelos hábitos que marcam as diferentes horas da cidade.

Uma homenagem ao passado elegante, revisitado, com um desenho cuidado e sempre feito na dualidade entre um espaço público e um ambiente residencial, desenha-se entre tons de verde seco e rosa-claro nos corredores, assumindo tons mais fortes nos quartos e suites e destacando peças de decoração e pormenores nos acabamentos que remetem o visitante para outras décadas da História.

Com esta abertura, o Grupo The Editory Collection Hotels conta já com oito unidades: o Porto Palácio Hotel by The Editory, Aqualuz Hotels by The Editory (Troia, Lagos), The Editory by the Sea (Troia – Comporta), The Editory Artist (Baixa, Porto), The Editory House (Ribeira, Porto), The Editory Riverside (Santa Apolónia, Lisboa), The Editory Boulevard (Aliados, Porto), e dos apartamentos turísticos sob gestão em Tróia – Troia Residence by The Editory.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Estudo: “Reconectar é a nova tendência global”

Segundo o Savills Impact prevê-se uma diminuição global da procura de escritórios em toda a Europa entre 8-10% à medida que as empresas se adaptam às novas formas de trabalho

CONSTRUIR

2022 é o ano em que a Humanidade começa a emergir da pandemia, o ano em que o mundo começa a voltar ao normal. Ao mesmo tempo que as pessoas voltam à sua rotina, a Savills lança o seu estudo Impacts 2022que pretende explorar a nova tendência global – “Reconectar”.

Depois de dois anos em que a pandemia manteve as pessoas mais afastadas, 2022 representa o regresso a alguma normalidade, o ano em que as principais cidades do mundo estão a retomar a sua actividade e que as pessoas procuram uma reconexão ao seu local de trabalho exigindo, no entanto, uma maior qualidade de vida, flexibilidade e políticas de sustentabilidade. É este novo paradigma que a Savills pretende abordar no seu estudo Impacts 2022que explora nova tendência global – “Reconectar”.

Esta edição do Savills Impacts aborda perspectivas sobre a nova era do trabalho, o futuro das cidades resilientes, o comércio/retalho físico, as oportunidades do mercado imobiliário e a realidade actual da cadeia logística.

Uma nova era do trabalho

As pessoas estão a reconectar-se ao seu local de trabalho, mas também a exigir uma nova realidade. As novas tecnologias, alterações demográficas e o impacto da Covid-19 transformaram a forma como a sociedade global experiencia o mundo. As prioridades passaram agora a ser a tecnologia – potenciadora de trabalho remoto – a diversidade, o talento e o espaço de trabalho enquanto lugar que proporciona bem-estar e qualidade de vida. Perante os novos factores prioritários, as empresas deverão adaptar-se ao “novo normal” para atrair e reter talento, através da diversidade e do trabalho flexível, o que permitirá aumentar os níveis de satisfação e a integração dos colaboradores.

Como exemplo desta nova era do trabalho, a cidade de Lisboa foi recentemente eleita como o destino preferido dos nómadas digitais, oriundos de todo o mundo, e o Algarve conquistou a 4ª posição como destino favorito para os nómadas digitais trabalharem.

O inquérito Savills Office FiT 2021 concluiu que 12% dos trabalhadores revela interesse por espaços de coworking, em comparação com 3% verificados em 2020. Prevê-se que o tipo de espaço flexível se torne ainda mais diversificado, com localizações disponíveis no centro das cidades como em áreas suburbanas.

No entanto, a procura de espaço flexível é também susceptível de aumentar com o crescente número de pessoas que optam por trabalhar por conta própria. No Reino Unido, os pedidos de espaço flexível para escritórios aumentaram 82% em relação aos níveis pré-pandémicos. A Savills prevê uma diminuição global da procura de escritórios em toda a Europa entre 8-10% à medida que as empresas se adaptam às novas formas de trabalho.

Os green offices registam também uma tendência crescente à medida que as preocupações com as políticas de ESG são cada vez mais prementes. Os EUA e cidades como Londres, Paris, Pequim e Xangai são os locais que apresentam o maior número de escritórios com certificados verdes. Em média, 28% do stock total nas 20 principais cidades globais tem o certificado verde, o que significa que mais de 70% do stock existente deverá sofrer alterações no futuro.

Oportunidades e desafios para o sector imobiliário

O investimento global em apartamentos atingiu um valor recorde de mais de 478 mil milhões de dólares em 2021 e, no terceiro trimestre do ano, o investimento excedeu pela primeira vez o mercado dos escritórios.

Na maioria dos países, os retornos totais do investimento para a habitação em 2020 foram de 5,5%-8,3%. O aumento do investimento em habitações multifamiliares levou a que os rendimentos líquidos atingissem níveis mínimos de 3% ou menos, na maioria das geografias.

A procura de habitação para arrendamento, especialmente habitação acessível, pode aumentar durante períodos de incerteza, nomeadamente se os critérios de empréstimo mais rigorosos reduzirem a procura. A procura tem sido impulsionada sobretudo por jovens que se deslocam para centros urbanos para trabalhar e estudar e, neste sentido, é pouco provável que esta situação seja alterada pela Covid-19 a longo prazo.

Um outro desafio para os investidores é a crescente intensidade operacional dos activos para arrendamento. Numa fase pós-pandémica, os ocupantes passam mais tempo em casa e focam-se em aspectos como o bem-estar e a conveniência, sendo essencial uma divisão entre o espaço de escritório e a esfera familiar. Após a experiência de confinamento, os espaços exteriores e janelas de maior dimensão tornaram-se um pré-requisito, ao mesmo tempo que o interesse pela segurança e saneamento foi reforçado.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Investimento em imobiliário comercial quase duplica no primeiro trimestre

O investimento em imobiliário comercial atingiu os 380 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022, quase o dobro em relação ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela CBRE

CONSTRUIR

Os segmentos de logística e escritórios figuram entre as classes de activos que atraíram o maior volume de investimento. No caso de logística, o investimento em activos começa a tornar-se mais expressivo, com seis transacções concluídas no trimestre, e os escritórios mantêm o seu interesse.

A forte procura por activos logísticos continua a exercer pressão sobre as prime yields, que diminuíram 25 pontos base em relação ao trimestre anterior, tanto em Lisboa como no Porto. Nuno Nunes, director de capital markets da CBRE Portugal, mostra-se, por isso, menos optimista face à evolução das yields. “Antecipamos um efeito de compressão, nomeadamente em logística, determinadas zonas de escritórios e retalho alimentar, suportada num expectável crescimento de renda decorrente de uma procura, em alguns casos, ainda superior à oferta disponível, que deverá ser monitorizado com atenção, pois existem vários factores de risco relevantes no horizonte”, alerta.

Já Cristina Arouca, directora de Research da CBRE Portugal, refere que: “apesar da subida das taxas de juro, existe actualmente uma elevada liquidez para investir no sector imobiliário. Não obstante, podemos ver o adiamento de algumas operações de forward funding e forward purchase devido à incerteza relacionada com o aumento dos custos de construção.”

A CBRE antecipa um forte volume de investimento ao longo do ano e prevê que o volume de negócios ultrapasse a referência dos três mil milhões de euros que se verificava antes da pandemia, podendo mesmo ser alcançado um novo recorde em 2022

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

CBRE contrata novo responsável para liderar zona Norte

A CBRE anuncia a contratação de Rui Moreira para a posição de head of Porto, para liderar a actividade da consultora afecta ao escritório do Porto e a toda a região Norte

CONSTRUIR

Rui Moreira tinha já trabalhado na CBRE entre 2012 e 2017, inicialmente como senior asset manager, mais tarde como associate director de capital markets e, no fim, como director – head of shopping centers, cobrindo todas as linhas de serviço desta classe de activos.

“Contamos com a experiência e empenho do Rui para desenvolver ainda mais a presença da CBRE no Porto. Nos últimos anos consolidámos a equipa nas diversas áreas em que operamos e sabemos que uma liderança experiente será um factor decisivo para alcançar os resultado ambiciosos a que nos propusemos na região Norte do país”, indica Francisco Horta e Costa, diretor-geral da CBRE Portugal.

“O imobiliário nacional está a passar por uma fase entusiasmante e o mercado do Porto é um dos motores deste dinamismo. A cidade conquistou uma agenda imobiliária própria e hoje em dia atrai investidores e ocupantes dos quatro cantos do mundo. Os nossos objectivos imediatos passam por consolidar, no Porto, uma equipa multidisciplinar de alta performance, capaz de amplificar a notoriedade da marca CBRE a Norte e apoiar de forma diferenciada os nossos clientes que pretendem entrar ou expandir o seu negócio na cidade invicta”, acrescenta Rui Moreira, o novo responsável pelo escritório do Porto da CBRE Portugal.

Licenciado em Economia pela Universidade do Porto, Rui Moreira, antes de se juntar novamente à CBRE, ocupou o cargo de vice presidente da área de asset management na Jamestown, sendo responsável pelo portefólio Ibérico da empresa. Com mais de 15 anos de experiência no sector imobiliário, dez dos quais em Madrid, foi senior asset manager em diferentes fases da carreira na Unibail Rodamco, Intu e CBRE. Durante este período geriu portefólios de grandes centros comerciais, incluindo quatro dos dez maiores activos de retail do mercado Espanhol, liderando projectos emblemáticos de expansão e reforma desses centros, tais como a Diagonal Mar, em Barcelona e o Intu Xanadú, em Madrid. Entre 2007 e 2011, trabalhou na Sonae Sierra como investment analyst, tendo começado a sua carreira como controller de crédito no Grupo Auto Sueco (Nors).

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Lançado portal para listar imóveis em criptomoeda

A Zome lançou esta segunda-feira, o Cryptohouses, o primeiro portal de uma rede imobiliária a listar imóveis integralmente em criptomoeda

CONSTRUIR

No novo site, será possível consultar todas as informações sobre imóveis disponíveis para permuta com activos virtuais, os respectivos valores de transacção convertidos nos vários criptoativos, e solicitar visitas. A Zome, em parceria com a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA, assegurará o acompanhamento próximo em todas as fases do processo, da pesquisa à escritura.

O anúncio foi feito no primeiro dia do evento anual Zome Summit2022, no Tróia Design Hotel, em Tróia. Um encontro que todos os anos reúne os colaboradores da empresa para partilha de resultados, conquistas e objectivos.

“O lançamento deste portal reforça a nossa vontade de estar na vanguarda das tendências do sector, e poder anunciá-lo a todos os colaboradores da Zome em Portugal e Espanha, é também uma forma de mostrar a cada um deles que são a nossa inspiração e motivação para continuarmos a evoluir. Acreditamos que os criptoativos farão parte do futuro e as plataformas digitais abrem um novo mundo de oportunidades para a mediação”, sublinha Patrícia Santos, CEO da Zome.

Este é mais um passo para a mediadora imobiliária portuguesa neste novo segmento do mercado da mediação. Recorde-se que a 4 de Maio, a Zome e a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA, montaram em conjunto a primeira escritura pública de venda em criptoativos, sem necessidade de conversão para euros antes do acto da escritura. A primeira transferência de um activo digital para um activo físico – uma casa – sem qualquer conversão para euros, na Europa, foi concretizado com um apartamento T3, em Braga.

Todos os negócios que decorrem a partir do novo portal, serão acompanhados por especialistas do departamento de Crypto Negócios, criado pela Zome para assegurar toda a componente processual e legal das transacções, e todos os passos do processo de permuta de uma casa em criptoativos. O compliance legal de origem dos fundos activos de acordo com os requisitos legais em vigor, será assegurado pela sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Savills e JLL comercializam loja premium em Lisboa

O espaço está inserido num edifício contemporâneo misto (escritórios e residencial), localizado junto à Rotunda de Entrecampos, na zona do Campo Grande, num dos locais emergentes da cidade de Lisboa

CONSTRUIR

A Savills Portugal e a JLL estão a proceder ao arrendamento em co exclusividade de uma loja em Entrecampos, localizada no coração da capital. Com uma área bruta total de 606m², o espaço divide-se em 2 pisos – R/c e sobreloja, com áreas de 292m² e 314m², respectivamente. Esta loja tem ainda 5 lugares de estacionamento associados o que, nesta zona, se torna um factor bastante diferenciador.

O espaço amplo beneficia de luminosidade natural, pé direito generoso ao nível do R/c, fachada com cerca de 30 metros, rodeada de passeio largo, permitindo uma forte visibilidade viária e pedestre.

Sendo esta área considerada um dos “pulmões verdes” e mais centrais da cidade de Lisboa, com cerca de 11 hectares de espaços verdes, é também um dos locais mais procurados por famílias, pois permite usufruir de uma qualidade de vida superior. A proximidade das muitas escolas e colégios, desde o infantário até ao ensino superior, é também uma das principais razões para a fixação da população neste local. Todos estes factores constituem vantagens competitivas para o espaço a arrendar.

O espaço encontra-se num dos locais emergentes da cidade de Lisboa, uma vez que está prevista uma nova dinâmica económica e social com o Projecto Integrado de Entrecampos abarcando comércio, escritórios e habitação, nos terrenos da antiga Feira Popular, fazendo desta localização o novo ex-libris da cidade.

Para Maria Luísa Branco, agency retail associate da Savills Portugal, esta localização tem uma “forte visibilidade viária e pedestre, associada a um layout amplo, o que faz deste espaço um local ideal para actividades ligadas a serviços, comércio e restauração. Há hoje uma maior preocupação por parte dos operadores em tornar as suas marcas mais atractivas e funcionais. A tecnologia, a experiência e a localização, são factores essenciais para quem pretende criar uma maior conectividade entre a marca e o consumidor. Esta é uma oportunidade única para marcas que querem aproveitar o momento actual para expandir com novos conceitos ou entrar em Portugal”.

Por sua vez, Mariana Rosa, head of leasing markets advisory da JLL, destaca “o potencial da envolvente desta loja, onde actualmente já existe um enorme fluxo diário de pessoas entre residentes e população flutuante, e pessoas que trabalham ou estudam na zona, bem como as que ali trocam de transporte. Além disso, esta é uma zona com um projecto urbano muito promissor, e que vai criar uma nova centralidade habitacional em Lisboa, por isso, além do footfall actual, há uma capacidade de o exponenciar num futuro próximo. Tudo isto, num espaço com excelentes características a nível de dimensão e visibilidade, que certamente vai gerar muito interesse”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Maison Eduardo Coelho
Imobiliário

Mexto vende totalidade dos apartamentos do Maison Eduardo Coelho

Com arquitectura de João Tiago Aguiar, o desafio foi, desde o início, “alcançar a simbiose perfeita entre a história deste edifício e a arquitectura moderna”

CONSTRUIR

O empreendimento Maison Eduardo Coelho, localizado no Príncipe Real, em Lisboa, tem já a totalidade dos seus apartamentos vendidos. Segundo a Mexto Property Investment, promotora imobiliária focada no segmento da reabilitação residencial de luxo, “a venda a 100% do edifício foi realizada pelo valor solicitado e em apenas 6 meses após a colocação do empreendimento no mercado”.

Segundo Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto, “a venda da Maison Eduardo Coelho correu da melhor forma possível, num projecto de reabilitação bastante desafiante. Todos os materiais foram criteriosamente seleccionados para atender aos mais altos padrões de elegância e funcionalidade, respeitando sempre a história deste edifício, localizado numa zona nobre da cidade de Lisboa. Este projecto reflecte a visão da Mexto no segmento de habitação de luxo, com apartamentos de dimensões grandes, com acabamentos de elevada qualidade e sempre com atenção aos detalhes. Factores que colocam a Maison Eduardo Coelho ao nível de padrões internacionais.”

Constituído por sete apartamentos, a Maison Eduardo Coelho resulta da reabilitação de um edifício histórico do início do século XIX e da recuperação da fachada que revela toda a sua beleza original, de forma a preservar a sua memória.

Com arquitectura de João Tiago Aguiar arquitectos, o desafio na Maison Eduardo Coelho foi, desde o início, alcançar a simbiose perfeita entre a história deste edifício e a arquitectura moderna, seguindo os padrões de qualidade que caracterizam os projectos Mexto.

Disponíveis nas tipologias T1+1, T2, T3 e T3 duplex, com áreas entre os 84m2 a 343m2, todos os apartamentos dispõem de lugar de estacionamento privativo e arrecadação bem como acesso a varandas privadas. Ao nível do solo, o duplex inclui um terraço deslumbrante com jardim e piscina privativos.

Com um número de apartamentos muito restrito e uma excelente localização, a Maison Eduardo Coelho apresenta excelentes condições de privacidade e segurança. O empreendimento reserva, ainda, um apartamento muito especial com uso exclusivo de um amplo jardim e uma piscina.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

DS Private abre primeira loja em Esposende

Até ao final do ano, a rede pretende ter cerca de 30 de lojas abertas, o que se traduz em mais de 300 postos de trabalho a nível nacional

CONSTRUIR

A DS Private, rede do Grupo Decisões e Soluções, dedicado ao imobiliário de luxo, inaugurou a sua primeira loja em Esposende, na Avenida Visconde de São Januário 2117. Com nove colaboradores especializados no segmento de luxo, a DS Private Esposende apresenta um serviço premium e 100% personalizado a todos os particulares, investidores e empresas que pretendam adquirir um imóvel de luxo. A loja fornece, também, o serviço de intermediação de crédito e apoio na construção de imóveis.

Com “entusiasmo” pela novo segmento representado pela loja de Esposende, Nathalie Pereira, directora da DS Private Esposende, acredita “que através da carteira de imóveis e do serviço personalizado que disponibilizamos, vamos, certamente, conquistar diversos clientes”.

Também Adriano Nogueira Pinto, director coordenador Nacional da DS Private, considera que “o segmento do imobiliário de luxo continua a ter uma grande procura em Portugal, existem muitos investidores, principalmente estrangeiros, que procuram adquirir imóveis de topo” e, como tal, “esta insígnia vem dar resposta a esta necessidade do mercado imobiliário”.

“Temos vindo a alargar a rede e a capitalizar a nossa presença em localizações estratégicas sempre com o intuito de alcançar mais clientes. Até ao final do ano, pretendemos ter cerca de 30 de lojas abertas, o que se traduz em mais de 300 postos de trabalho a nível nacional”, acrescenta.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Habita reforça estrutura organizacional

A empresa do Grupo Himo, acaba de anunciar o reforço da sua estrutura organizacional. João Pedro Vaqueiro assume a direcção geral da Habita e André Tengarrinha, board member do Grupo Himo, que agora cria e lidera a direcção de Negócio da empresa

CONSTRUIR

(na imagem: João Pedro Vaqueiro e André Tengarrinha)

A Habita, empresa do Grupo Himo, acaba de anunciar o reforço da sua estrutura organizacional com a entrada em funções de João Pedro Vaqueiro como novo director geral, função anteriormente exercida por Rita Apolinário, que abraçou um novo projecto na Câmara de Lisboa, e André Tengarrinha, board member do Grupo Himo, que agora cria e lidera a direcção de Negócio, da Habita.

João Pedro Vaqueiro assume a direcção geral da Habita a convite da Administração do Grupo Himo, com o objectivo de reforçar o posicionamento da empresa enquanto player que contribui para a profissionalização do sector imobiliário, onde o talento, os serviços especializados e a relação de proximidade, marcam a diferença.

Com Licenciatura em Administração de Marketing pelo IPAM, um MBA pelo ISEG e um Programa de Direcção de Empresas pela AESE, João Pedro Vaqueiro tem um percurso profissional maioritariamente ligado à área do Marketing e Vendas. Iniciou a sua carreira na Unicre, e passou por marcas como Intermarché, The Phone House, Tintas Robbialac e Grupo Brisa.

Com formação em economia e uma experiência acumulada nas áreas comerciais, nomeadamente na Banca e no sector imobiliário, nas áreas de promoção, gestão de activos e mediação, André Tengarrinha assume a direcção de negócio, tendo como missão acelerar e fazer crescer a relevância comercial da Habita, através de uma estratégia pautada pela capacitação da força comercial, bem como de um portefólio de serviços robusto e especializado.

A reformulação organizacional incorpora a visão de uma transformação corporativa com recurso à digitalização e às novas metodologias de trabalho, capacitando a força comercial das melhores ferramentas, permitindo aos seus consultores um serviço cada vez mais assertivo, completo e diferenciado.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

“Este ano prevemos chegar aos 150 milhões de euros em volume de negócios”

A Home Tailors Real Estate fechou 2021 com um volume de vendas de 78 milhões de euros, o que se traduziu no “melhor ano de sempre” da marca. Mas, com um plano de expansão, que visa chegar às 30 lojas até 2023, a expectativa é que este montante duplique

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, David Carapinha, CEO e founder da Home Tailors Real Estate explica-nos de que forma a marca pretende colocar em prática o seu plano de expansão e quais as zonas prioritárias, cujo investimento é de 4,5 milhões de euros. Direccionados para o cliente do segmento médio / alto, assim como para o cliente estrangeiro, o responsável da marca sentiu que com a pandemia houve uma necessidade de se adaptarem aos mercados e à procura mais fora dos centros urbanos

A Home Tailors teve início há cerca de cinco anos e tem cinco lojas. São todas em sistema de franchising?
Neste momento temos duas agências próprias, as de Lisboa, Areeiro e Telheiras, e as restantes são em regime de franchising. Neste momento já chegamos as seis lojas. Abrimos recentemente a agência de Braga. As outras lojas que temos estão localizadas em Sesimbra, que foi a nossa porta de entrada para o distrito de Setúbal. Uma loja junto à praia que tem trabalhado muito o mercado internacional, um mercado bastante sazonal e que tem sido uma descoberta daquele que é o mercado da Margem Sul. Depois estamos em Mafra e na Ericeira.

São localizações muito distintas. Quando fala que têm como objectivo chegar às 30 lojas quais as principais cidades onde pretende instalar-se?
O objectivo é que a Home Tailors chegue de Norte a Sul do País e ilhas inclusive. Nesta primeira fase iremos reforçar a zona da grande Lisboa, com mais agências em Lisboa e na Margem Sul e no próximo ano contamos chegar à região Norte, depois de Braga chegar ao Porto, ao Centro e também no próximo ano chegar ao Algarve.

Até 2023?
Exactamente. O nosso plano de expansão, que já está em curso, que tem já várias unidades em análises, será para que este ano cheguemos às 15 agências e no próximo surjam novas 15 agências Home Tailors pelo País.
Dependendo da zona onde a loja se encontra, o objectivo será que cada loja se especialize num determinado mercado ou público específico?
Na verdade, há sempre uma adequação ao cliente tipo da região. O nosso target é cliente do segmento médio / alto. Ainda assim, a estratégia de comunicação em cada região é que irá ser adaptada ao tipo de cliente. Nós trabalhamos muito o cliente internacional, que representa quase metade do nosso volume de vendas, mas também trabalhamos bastante as famílias portuguesas e a classe média, daí que para nós seja importante o papel das construtoras, como das agências imobiliárias dar a conhecer Portugal no sentido de que o País não se limita apenas a Lisboa, Porto e Algarve. Nós conseguimos estar no Centro do País em muito pouco tempo e ajudar a descobrir outras regiões para estes clientes internacionais. Por outro lado, com a pandemia tivemos o outro fenómeno das famílias a querem afastarem-se dos centros urbanos. Embora estes continuem a ser o ponto de maior interesse e onde existe o maior volume de vendas, mas a procura para fora dos grandes centros urbanos também aumentou bastante, o que nos faz também adequar o nosso plano de expansão para estar próximo desses novos pontos de interesse.

É possível fazer o paralelismo do que era o mercado antes da pandemia e o que é agora? Houve uma diferença tanto em termos de mercado, como de produto disponível é isso?
O mercado adaptou-se. Nunca deixamos de trabalhar na pandemia, na verdade 2020 foi o nosso melhor ano, no qual tivemos um crescimento de 200%. Superou as expectativas muito por essa necessidade de adaptação que as famílias tiveram e que os investidores também acabaram por fazer. A ideia de que as pessoas iriam fugir todas para o campo acabou por não acontecer, mas acredito que pela primeira vez as pessoas viveram verdadeiramente as suas casas e isso fê-las perceber as necessidades que tinham de mais um quarto, uma sala maior, uma varanda ou terraço maior e por isso mesmo dentro dos centros urbanos houve esse fluxo de mudança. E após o Verão de 2020, quando todos nós percebemos que isto do Covid não ia ser algo que iria passar tão rápido como todos pensámos. Em 2021 essa diferença de procura foi muito marcante. Este fluxo de procura para casas com características diferentes levou com que os investidores tenham que fazer procuras diferentes, quem procura para reabilitar para colocar no mercado de venda ou arrendamento tem que dar resposta a esta procura. Ainda não podemos dizer que a maior procura é fora dos centros urbanos, não é verdade. Os investidores estrangeiros principalmente continuam focados nos pontos como Lisboa, Porto e algumas zonas do Algarve, mas umas das razões prende-se com a facilidade de infraestruturas, nomeadamente no que toca por exemplo aos transportes e rede viária, ou até saúde e cultura. Se estas estruturas de apoio não existirem não depois um grande investimento nessas regiões.

Mas os estrangeiros continuam a procurar mais as grandes cidades ou notam-se uma mudança neste paradigma com a pandemia e uma maior procura pelo interior do País?
Na verdade, depende do tipo de estrangeiro. Se for investidor ainda continua muito a apostar nos centros urbanos, mas surge cada vez mais o comprador estrangeiro que pensa ter o seu refúgio em Portugal e ai já começa claramente a procurar zonas como o Alentejo ou o Ribatejo, zonas até mais a Norte, próximas da fronteira com Espanha. Portanto, se for por uma questão se segurança do investimento ainda se olha para os centros urbanos de maior dimensão, quando pensamos na procura de um espaço para a reforma e para a qualidade de vida, uma segunda habitação, aí sim, o investidor estrangeiro que pensa um dia vir morar para Portugal já não está tão preocupado em estar no centro da cidade, pelo contrário.

Qual o investimento previsto para o plano de expansão da Home Tailors?
Se falarmos no plano de expansão completo estamos a falar num investimento na ordem de 4 milhões de euros, e grande parte passará pelo reforço da nossa comunicação e estruturas necessárias para que a rede se expanda. Ainda é uma rede bastante jovem, com cinco anos e a nossa estratégia de comunicação está em curso. Vamos chegar brevemente à televisão. E por outro lado, também pela formação das equipas, para que estas estejam preparadas numa maior escala de Norte a Sul do País.

Qual a perspectiva de crescimento para este ano?
2021 fechou com um volume de vendas de 78 milhões de euros e com crescimento de 21% face a 2020 e este ano vamos superar esse valor. Foi uma surpresa termos crescido tanto em 2020 e em 2021 voltar a crescer. No 1º trimestre deste ano já atingimos quase os resultados que tivemos no ano passado todo e se o mercado se mantiver como está, tudo indica que vamos duplicar esse valor este ano.
Primeiro porque teremos mais unidades em funcionamento, e por isso é uma consequência, porque a marca está a expandir-se e, portanto, o volume de clientes também aumenta e porque, este ano, se espera que seja um ano de retoma do investimento internacional, que não tendo parado, ainda assim, abrandou no seu ritmo e nas decisões e que agora começam a normalizar-se.
Obviamente, que a guerra na Ucrânia está a tornar os processos mais lentos, mas é um efeito normal perante uma situação destas, pelo menos ao nível das decisões por parte do cliente estrangeiro que está a observar com atenção o que se está a passar na Europa.

Internamente, a Home Tailors tem criado uma Academia para facultarem essa formação. Como é que se processa essa formação e o que é que a distingue?
Desde o primeiro dia da empresa apostámos sempre na formação, uma formação variada e de qualidade. Há dois anos surgiu a nossa Academia. Aliás, pouco tempo antes da pandemia surgir construímos um espaço com todas as condições e infraestruturas necessárias e quatro meses fomos para casa e tivemos que nos adaptar e em 10 dias a nossa Academia passou toda para o formato online. Nós temos formação interna e trabalhamos com muito outsourcing. este ano foi o ano em que atingimos o maior número de horas de formação – 600 horas – com uma clara aposta na área de vendas e de atendimento ao cliente, mas há depois muita formação na área legal, na imagem, no marketing, nas redes sociais, até no home staging e na área da motivação. É importante também referir que é muito trabalhado também o conceito de luxo e a forma como é vendido o imóvel.

Para quem queira abrir uma loja da Home Tailors como é que se processa e que tipo de apoio é que a marca dá?
No que diz respeito ao franchising, abrimos candidaturas em determinadas zonas e quando existe um processo de candidatura, com um business plan, com um apoio na área financeira, o candidato propõe-nos um ou dois espaços e depois existe todo o acompanhamento desde o plano de negócios até à montagem da unidade e o lançamento dessa unidade. Após a unidade estar em funcionamento, existe um acompanhamento permanente do Master e um estágio em lojas que já se encontram em funcionamento. Todos os funcionários passam por estágio pela nossa loja escola e onde, ao mesmo tempo, é iniciada a formação das equipas comerciais, com uma componente online e, numa fase inicial, também presencial.

Uma vez que trabalham muito com o cliente estrangeiro, a recente alteração do programa Golden Visa tem vos direccionado para outras zonas do País ou para outro tipo de produtos?
Existe mais procura do que oferta. muitas vezes essa é a dificuldade. E por isso é que é importante que exista realmente um estímulo para que os construtores e os promotores se instalem nestas regiões e que desenvolvam essas infraestruturas. Mas mais uma vez quem tem procurado imóveis no âmbito deste programa em regiões diferentes dos centros urbanos é na perspectiva de vir morar para Portugal, o que terá sido também a ideia do programa em si quando foi criado, para gerar riqueza e não apenas como um canal de entrada para a Europa. Acredito que este programa suscita realmente o interesse pelas regiões mais interiores para quem quer residir em Portugal, mas falta informação ainda. É certo que é uma mudança ainda muito recente e como tal não há ainda muita informação. Até porque o investidor estrangeiro não vê grande diferença quando lhe dizem que só pode investir fora dos centros urbanos e que essas áreas ficam apenas a 1h30, porque para o estrangeiro isso não é muito longe, por exemplo, para um brasileiro ou para um americano, o que falta efectivamente são infraestruturas, como os transportes, cuidados de saúde e de apoio que ajudem a fixar as pessoas.

Apesar da importância do mercado estrangeiro para a Home Tailors, o cliente nacional continua a ter um peso considerável. Sentem que o constante aumento do preço médio da habitação tem-se reflectido no vosso negócio?
A verdade é que com o aumento do preço da habitação nova, também o preço dos usados se torna mais competitivo e tende a acompanhar esta tendência. Ainda assim continua a existir uma procura muito superior à oferta e aqui é o mercado a auto regular-se e por isso os preços acabam por se balizar por cima. No caso da construção nova, a escassez de mão de obra qualificada, a falta de materiais ou os prazos de entregas muito prolongados têm sido um problema. Já em 2019, havia situações em que a construção usada atingia valores da construção nova. O comprador acabava por optar pela casa nova, com cinco anos de garantia. Actualmente, o preço aumentou porque a margem que os construtores tinham foi engolida para suprir o aumento dos custos dos materiais.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.