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Índice de Cidades Sustentáveis 2022: Lisboa a meio da tabela

A Arcadis publicou o seu Índice de Cidades Sustentáveis 2022 (SCI), que avalia a prosperidade global em 100 cidades ao redor do mundo. Lisboa surge da posição 57 num ranking liderado por Oslo, Estocolmo e Tóquio,

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A Arcadis publicou o seu Índice de Cidades Sustentáveis 2022 (SCI), que avalia a prosperidade global em 100 cidades ao redor do mundo. Lisboa surge da posição 57 num ranking liderado por Oslo, Estocolmo e Tóquio,

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A Arcadis publicou o seu Índice de Cidades Sustentáveis 2022 (SCI), que avalia a prosperidade global em 100 cidades ao redor do mundo. Lisboa surge da posição 57, ao passo que Madrid e Barcelona estão entre as 50 cidades mais sustentáveis do mundo, concretamente na posição 28 e 49. Oslo, Estocolmo e Tóquio, entretanto, lideram o índice, onde também se encontram no ‘top 10’ outras capitais europeias como Copenhaga, Berlim e Londres, seguidas de Seattle, Paris, São Francisco e Amesterdão.

O Arcadis Sustainable Cities Index 2022 classifica as cidades com base nos três pilares da sustentabilidade: Pessoas, Planeta e Lucro. Os três pilares, compostos por 26 indicadores e 51 métricas diferentes, indicam a prosperidade global e reflectem os muitos serviços e resultados inter-relacionados que, as cidades precisam considerar para atingir as suas metas de sustentabilidade. O estudo também apresenta os vários pontos fortes e fracos das cidades em redor do mundo, para simplificar os complexos factores que contribuem para a experiência urbana global.

No que diz respeito às Pessoas, mede-se a qualidade da infraestrutura social, incluindo a qualidade de vida e os aspectos relacionados com a saúde, educação, criminalidade, infraestrutura de transportes e a banda larga. Glasgow é a cidade com melhor classificação neste pilar, enquanto que Madrid ocupa a ª posição em todo o ranking de cem cidades.

Na secção Planeta, avalia-se a qualidade dos factores ambientais de uma cidade para se tornar mais resiliente às alterações climáticas, como a poluição do ar, os espaços verdes, a gestão de resíduos, o consumo de energia, as emissões de gases de efeito estufa, as energias renováveis e o transporte sustentável, entre outros factores. Oslo é a cidade do mundo que recebe a melhor pontuação neste aspecto; Barcelona ocupa a 17ª posição e Lisboa a 24ª.
Quando se trata de Benefícios, a qualidade da economia de uma cidade, ambiente de negócios e infraestrutura, acessibilidade, desenvolvimento económico ou emprego são medidos, e Seattle é líder nesse aspecto.

O relatório destaca que, embora as dez primeiras tenham alcançado as pontuações combinadas mais altas, nenhuma cidade está entre as dez primeiras em todos os três pilares do relatório.
Isso indica que a excelência em uma única categoria não é suficiente para a prosperidade de longo prazo. À medida que as cidades correm para cumprir os seus compromissos do Acordo

de Paris até 2030, dar valor igual a todos os três pilares proporcionará os melhores resultados.

“Cada cidade é única, com a sua própria mistura de pontos fortes e fracos”, diz o director de Cidades Globais da Arcadis, John Batten. “Não existe uma solução única que possa levar uma cidade a ser sustentável. Ter um responsável pela sustentabilidade e uma rede de carregamento de veículos eléctricos claramente ajuda, mas há outros desafios interconectados, como acessibilidade a habitação e igualdade de renda, que as cidades devem enfrentar para ter um progresso duradouro.

A edição de 2022 do Índice de Cidades Sustentáveis da Arcadis é o quinto relatório da Arcadis desde 2015 e adopta uma visão holística da sustentabilidade, destacando os desafios que as cidades enfrentam, à luz da urgente mudança climática, inflação rápida e o aumento do custo de vida. Para estabelecer a classificação global das cidades, a exposição ambiental a desastres naturais, a acessibilidade da habitação e a conciliação entre a vida profissional e privada foram identificados como dados-chave.

“Os custos crescentes afectaram cidades em todo o mundo e é importante notar que muitas cidades já estão num ponto de inflexão”, explica Batten. “O nosso estudo mostrou que muitas cidades estão rapidamente a tornar-se, ou já são, inacessíveis. Uma cidade que só gera lucro não é sustentável se seus cidadãos são excluídos por causa dos preços”.

O relatório alerta as cidades contra o lucro que poduz um custo de vida proibitivamente alto, sem levar em consideração as suas necessidades mais amplas. Nesse sentido, destaca-se que diferenças de riqueza “exacerbadas” podem aumentar a desigualdade das rendas, a falta de acesso à habitação e ao desemprego, como se pode observar em cidades como São Francisco, Miami ou São Paulo. Pelo contrário, aquelas cidades que reinvestem seus lucros em serviços e políticas sociais e em acções ambientais que melhoram a qualidade de vida dos cidadãos, como Estocolmo, Tóquio e Amsterdão, podem estar no caminho certo para a sustentabilidade de longo prazo. Podemos, portanto, concluir que sustentabilidade é sinónimo de prosperidade urbana.

As cidades incluídas neste estudo foram escolhidas para fornecer uma visão geral do ambiente urbano global, sua cobertura geográfica, níveis de desenvolvimento económico, previsões de crescimento futuro e desafios de sustentabilidade. Os indicadores foram avaliados por especialistas da Arcadis na área e os parâmetros foram seleccionados com base nas informações disponíveis para todas as cidades e na credibilidade das fontes.

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Consumo de Cimento continua a subir mas abranda crescimento

O consumo de cimentou continuou a aumentar pelo quarto mês consecutivo desde o início do novo ano, mas apresentou a variação mais baixa, 3,8%, que contrasta com os crescimentos de dois dígitos registados em Janeiro, Fevereiro e Março

De acordo com a Síntese Estatística da Habitação, da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Publicas, este crescimento foi sobretudo influenciado pela construção de nova.

Assim, até Abril de 2022 o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 1,3 milhões de toneladas, mais 3,8% que em igual período de 2021. Durante os primeiros quatro meses do ano as licenças emitidas pelas câmaras municipais para obras de construção nova ou reabilitação em edifícios residenciais apresentaram um ligeiro decréscimo de 0,8%, face ao período homólogo. No que diz respeito ao número de fogos licenciados em construções noas verifica-se no período em análise um crescimento de 2,7%, em termos homólogos, para 10.297. Este é o crescimento mais baixo registado nos últimos quatro meses.

Apesar da tendência de diminuição dos indicadores anteriores, nos primeiros quatro meses do ano a concessão de novos empréstimos à habitação teve um crescimento de quase 20%, 19,8%, face a igual período do ano passado, tendo sido concedidos 5.475 milhões de euros em empréstimos à habitação.

Em Abril as avaliações bancárias voltaram a subir, verificando-se uma valorização de 13% em termos homólogos do valore mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito, face às variações de 14,7% nos apartamentos e de 8,3% nas moradias.

A AICCOPN destaca nesta edição a região autónoma da Madeira, onde entre Abril de 2021 e Abril de 2022 foram licenciados em construções novas 874 alojamentos, valor que traduz um aumento de 80% face aos 485 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Destes, 18% são de tipologia T0 ou T1, 37,1% são de tipologia T2, 41,2% de tipologia T3 e 3,8% de tipologia T4 ou superior. Já no que diz respeito ao valor de avaliação bancária na habitação verificou-se uma variação homóloga de 7% em Abril.

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Aeroporto: o que diz o Despacho da polémica

O Despacho que o Primeiro-Ministro anulou apresenta uma solução de curto e longo prazo para o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa. Polémicas à parte, com esta solução o primeiro aeroporto seria inaugurado já daqui a quatro anos

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O Despacho nº7980-C/2022 define os “procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”. Assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, o documento publicado a 29 de Junho e revogado um dia depois, apresenta Montijo como “complementar” numa “solução de curto prazo” para dar resposta ao crescente volume de passageiros que actualmente procura o território nacional. E, simultaneamente, avança com a construção de um novo aeroporto em Alcochete, com capacidade de desenvolvimento e crescimento futuro. Nesta solução o actual Aeroporto Humberto Delgado seria encerrado.

“Ao longo dos últimos anos, a resposta de curto prazo e a resposta de longo prazo foram vistas como mutuamente exclusivas: a escolha de uma implicaria necessariamente o abandono da alternativa. No entanto, esta não é a forma mais adequada de perspectivar a solução para este problema. Por esse motivo, o Governo optou por uma decisão que compatibiliza os dois horizontes, resolvendo o problema de curto prazo — com uma solução limitada na sua capacidade de expan- são futura, mas de mais rápida concretização —, sem impedir o desenvolvimento futuro de uma solução de cariz mais estrutural, que, embora mais demorada na sua concretização, seja capaz de servir o País no longo prazo”, pode ler-se no despacho.

A solução defendida no Despacho tem como base o projecto relativo à base aérea do Montijo, no seguimento da declaração de impacte ambiental obtida em Janeiro de 2020. No entanto, em relação à solução dual original, é abandonado o objectivo inicial de aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado — pela dificuldade que se estima em poder obter uma declaração de impacte ambiental que a viabilizasse e pelo ambiente social de rejeição cada vez mais generalizada de um possível aumento do número de movimentos por hora no Aeroporto Humberto Delgado —, pelo que as obras que nele terão lugar, nesta nova solução dual, terão como único objectivo a melhoria da operacionalidade da infraestrutura, de modo a aumentar a qualidade da experiência dos passageiros, a redução dos atrasos na operação e o incremento do desempenho ambiental do aeroporto.

“Ao mesmo tempo, e em paralelo ao desenvolvimento da solução dual que mais rapidamente aumente a capacidade aeroportuária do País e da região de Lisboa, o Governo considera ser necessária uma solução estrutural, de longo prazo, e com capacidade de expansão numa mesma infraestrutura — uma solução que implica a construção de um moderno aeroporto de raiz que per- mita, no futuro, o encerramento do Aeroporto Humberto Delgado, libertando a cidade dos impactes associados a uma infraestrutura aeroportuária tão perto do centro urbano”.

Desde os anos 60 do século passado que se discutem variadas localizações possíveis, a norte e a sul do Tejo, para o desenvolvimento e construção de uma nova infraestrutura aeroportuária na região de Lisboa, equacionando-se diferentes soluções para os problemas que resultam dos constrangimentos operacionais, ambientais e socioeconómicos implicados na construção de uma infraestrutura desta dimensão e impacte.

“Das opções que o Governo decidiu colocar em estudo na avaliação ambiental estratégica lançada pelo IMT em 2021, duas forneciam uma solução de longo prazo numa só infraestrutura aeroportuária: o alargamento do aeroporto complementar do Montijo para um aeroporto stand alone, com duas pistas (a opção 2); e a construção de um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete (opção 3)”, refere o documento.

Para o Ministério “os riscos de uma infraestrutura aeroportuária com duas pistas de grande extensão na península do Montijo não obter autorização ambiental para avançar são hoje avaliados como muito elevados. Por este motivo, o Governo deixou, pois, de equacionar a opção Montijo stand alone como viável e, nesse sentido, merecedora de estudo aprofundado”.

“Ora, excluída esta última opção, a única solução aeroportuária que responde à exigência de dotar o País e a região de Lisboa de uma infraestrutura aeroportuária moderna com capacidade de crescimento a longo prazo é a construção de um aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete”, sublinha o despacho de dia 29 de Junho do ministério das Infraestruturas e da Habitação.

“Assim, a par da construção do aeroporto complementar do Montijo — solução mais rápida e menos dispendiosa de concretizar —, a decisão do Governo prevê que o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete — solução estrutural que oferece melhores perspectivas de crescimento futuro — seja, por um lado, imediatamente alvo de planeamento e de concepção do projecto (com o objectivo de obtenção o mais breve possível de uma declaração de impacte ambiental) e que, por outro, a sua construção possa ter início logo que a procura no Aeroporto Humberto Delgado ou no Aeroporto do Montijo atinja determinados factores de capacidade e/ou uma dada referência temporal a definir. Uma vez atingidos esses factores de capacidade e/ou referência temporal — cuja definição exata resultará de uma necessária renegociação do contrato de concessão do Estado Português com a ANA —, desencadear-se-á então a obrigação da concessionária de dar início aos trabalhos de construção”.

O despacho emitido ontem anula ainda o resultado do concurso público internacional para a avaliação ambiental estratégica que iria determinar a escolha da localização do novo aeroporto, e atribui ao LNEC a missão de fazer a avaliação ambiental desta nova solução dual. “As parcerias que o LNEC tem vindo a estabelecer com entidades nacionais e internacionais conferem-lhe a capacidade de promover e dinamizar a globalização da ciência e do conhecimento, tratando-se de uma entidade de I&D independente em domínios relacionados com a engenharia civil, tais como obras públicas de barragens, portos, aeroportos, infraestruturas rodoviárias e ferroviárias”, justifica o ministério.

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163 fogos financiados com 100% a fundo perdido pelo PRR em Faro e Oeiras

Em Faro, o investimento estimado é de 8,2 M€, correspondente a dois contratos. Já em Oeiras, o investimento estimado é de 19,4 M€, correspondente a três contratos. Esta iniciativa surge no âmbito do programa Primeiro Direito, que conta já com 177 municípios envolvidos

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Faro e Oeiras assinaram os primeiros contratos de financiamento ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência, garantido o financiamento 100% a fundo perdido de 163 fogos (71 em Faro e 92 em Oeiras, conforme o Construir já tinha anunciado ver notícia aqui). Esta iniciativa surge no âmbito do programa Primeiro Direito, que conta já com 177 municípios envolvidos.

Em Faro, o investimento estimado é de 8,2 milhões de euros, correspondente a dois contratos relativos a 35% das soluções habitacionais previstas no Acordo de Colaboração assinado ao abrigo do Primeiro Direito. Em Oeiras, o investimento estimado é de 19,4 milhões de euros, correspondente a três contratos, que representam 5% das soluções habitacionais previstas também no Acordo assinado com o município.

À execução das ELH já em curso, junta-se a assinatura dos Acordos de Colaboração entre os municípios de São Brás de Alportel e de Alpiarça e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), para dar resposta a 203 famílias.

Homologados pela secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, os acordos assinados definem um montante global de investimento, pelo IHRU, de mais de cerca de 10,2 milhões de euros (6 milhões em São Brás de Alportel e 4,17 milhões em Alpiarça), dos quais 3,3 milhões de euros serão certamente financiamento a fundo perdido (2,47 milhões em São Brás de Alportel e 1,8 milhões em Alpiarça). Recorde-se que este montante a fundo perdido pode aumentar até 100% do valor total do investimento feito pelo IHRU, previsto no PRR, desde que a execução se verifique até 2026, até ao limite das 26 mil casas.

Presente nas cerimónias que marcaram estas assinaturas, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, lembrou que o «Primeiro Direito é um programa que veio para ficar» e que tem como grande objectivo “dar resposta um dos pilares fundamentais do Estado Social: a Habitação”. Também fez questão de realçar que, a par desta resposta à população mais carenciada, o Governo tem igualmente em curso uma segunda linha estratégica para resolver o problema da habitação: o apoio a jovens e famílias da classe média, a quem se dirige uma linha de financiamento inscrita no PRR para que os municípios invistam em parque habitacional público com rendas acessíveis.

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Aeroporto: António Costa anula novo plano

Depois do ministro das Infraestruturas e Habitação ter apresentado ontem um novo plano que dava como certa construção do novo aeroporto internacional de Lisboa em Alcochete, o primeiro-ministro anuncia hoje a anulação dessa decisão

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Segundo um comunicado enviado esta quinta-feira às redacções, o gabinete do primeiro-ministro informa que “determinou ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

António Costa entende que “a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República”, sublinha a nota.

Em causa está a informação avançada ontem que propunha uma nova solução para o novo Aeroporto de Lisboa, na qual o Montijo passava a estrutura complementar do novo aeroporto a construir em Alcochete. Segundo este novo plano, uma vez que esta nova infraestrutura estivesse concluída o actual aeroporto Humberto Delgado seria desmantelado. Com o governo a estimar a construção do aeroporto em Alcochete, com duas pistas, em cerca de 13 anos.

O aplano apresentado ontem, e anulado hoje, recuperava um dos três cenários apresentados ainda no final de 2021: Montijo como aeroporto complementar (que chegou a ter autorização ambiental), Montijo como aeroporto principal e manutenção da Portela e Alcochete como o novo aeroporto construído de raiz e em substituição da Portela.

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Vanguard Properties investe mais de 25 M€ em unidade industrial de construção sustentável

Unidade em Esposende irá fabricar casas em madeira com alta eficiência energética e uma pegada ambiental neutra ou negativa. Está prevista a produção de mil casas para os projectos Terras da Comporta e Muda Reserve

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A Vanguard Properties celebrou um acordo de entrada no capital da Black Oak Company, empresa de construção em madeira que detém uma unidade industrial em Esposende. No âmbito deste investimento estratégico superior a 25 milhões de euros, a Black Oak Company passa para o controlo da Vanguard Properties.

A promotora imobiliária pretende expandir a fábrica com vista à duplicação da área de implementação para 20 mil metros² e aumentar a capacidade instalada para uma produção anual de 200 estruturas de casas de madeira (woodframe) e mil em CLT (cross-laminated timber) e customizáveis. Ao longo dos próximos meses, a fábrica em Esposende será reforçada com o aumento da força de trabalho passando de 40 para 100 colaboradores.

A empresa Black Oak Company irá operar no mercado com a marca KŌZŌWOOD (Kōzō = “estrutura”, em Japonês), numa estratégia de rebranding alinhada com o posicionamento nos mercados internacionais.

Para a Vanguard Properties este é um investimento estratégico que alia a inovação à sustentabilidade, alterando o paradigma no imobiliário em geral e no método construtivo em particular, com casas que são Net Zero Carbon Buildings, isto é, com alta eficiência energética e uma pegada ambiental neutra ou negativa e 90% do processo de construção off-site. Desta forma, a promotora imobiliária estará na vanguarda do setor e tem já previsto a produção de mil casas sustentáveis para os projetos Terras da Comporta e Muda Reserve, cujo início de produção está previsto para o início do quarto trimestre.

Os sistemas woodframe e CLT partilham a vantagem de utilizarem um material natural, renovável e reciclável, que promove o reflorestamento, retém o dióxido de carbono e não requer a queima de combustíveis fósseis durante a sua produção.

O desenvolvimento de novas tecnologias na engenharia e na arquitetura já permitem que a construção a partir de estruturas em madeira seja hoje uma solução sustentável e competitiva face às estruturas de aço, betão ou alvenaria. Oferecem ainda maior resistência aos fogos e aos sismos, maior facilidade de transporte e montagem, melhor relação peso/resistência e maior economia dos custos.

As casas de madeira comercializadas pela KŌZŌWOOD terão ainda a vantagem de serem produzidas off-site, com cerca de 90% da estrutura em madeira a ocorrer em ambiente fabril e controlado. Este método construtivo permite fixar os colaboradores da unidade industrial na região de Esposende, evitando deslocações desnecessárias, promovendo o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, e também reduz a poluição atmosférica, visual e ambiental. Além disso, estas casas de estrutura em madeira garantem maior proteção da paisagem natural por serem 85% mais leves do que edifícios em betão e são, assim, menos exigentes ao nível das estruturas de suporte.

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Mota-Engil vai construir um estádio na Guiné

É a mais recente empreitada adjudicada à construtora Mota-Engil. No valor de 128,8 milhões de euros, a nova estrutura desportiva deverá estar pronto a tempo do CAN 2025

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Em comunicado divulgado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a Mota-Engil anuncia um novo contrato no continente africano, mais precisamente na Guiné, no valor de 128,8 milhões de euros.

Segundo a construtora, “contrato prevê a construção de um estádio para 15.000 espectadores com um campo de treinos para 1.000 espectadores. Prevê ainda a construção de três campos de treinos e dois conjuntos de 36 moradias, um clube com sala de eventos e restaurante, um campo desportivo e uma piscina, para albergar quatro equipas”. A infraestrutura está a ser construída para o CAN 2025. Assim, o contrato tem início previsto para Julho de 2022 e terá uma duração de 24 meses.

O projecto fica localizado na cidade de Boké, a aproximadamente 250 Km para noroeste de Conacri. O estádio de Boké será um dos estádios que albergará o Campeonato Africano de Nações a realizar em Junho de 2025.

Com esta adjudicação, o grupo continua a reforçar a sua carteira em África, assegurando o crescimento e
sustentabilidade que são pilares do seu Plano Estratégico, Building ’26.

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Reabilitação: Carteira de Encomendas cresce 8,5% em Maio

No que concerne à produção contratada, indicador que tem por objetivo estimar o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, este fixou-se em 10,7 meses em maio, o que traduz um aumento face aos 8,3 meses verificados no mês homólogo de 2021

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No mês de maio, de acordo com a informação recolhida no inquérito mensal realizado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) junto dos empresários do Setor que atuam no segmento da Reabilitação Urbana, assiste-se a uma aceleração do ritmo de crescimento do índice Nível de Atividade, o
qual, após uma subida de 0,7% no mês anterior, regista, agora, uma variação de 5,5%, em termos homólogos.

De forma semelhante, o indicador que mede a evolução da opinião dos empresários quanto à Carteira de Encomendas das empresas cresce 8,5%, em termos homólogos, o que traduz uma melhoria de 5,7 pontos percentuais face ao apurado no mês anterior.

No que concerne à produção contratada, indicador que tem por objetivo estimar o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, este fixou-se em 10,7 meses em maio, o que traduz um aumento face aos 8,3 meses verificados no mês homólogo de 2021.

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Mineiro Aires vai presidir ao Conselho Superior de Obras Públicas

A constituição deste organismo, que agora será presidido pelo antigo bastonário dos Engenheiros, permite a obtenção de pareceres não vinculativos de caráter técnico, económico e financeiro sobre programas de investimento e projetos de valor superior a 75 milhões de euros

Ricardo Batista

Carlos Mineiro Aires é o novo presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, órgão independente de consulta em matéria de infraestruturas que passa agora a ser liderado pelo antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros.

Carlos Mineiro Aires exerceu as funções de bastonário da Ordem dos Engenheiros durante seis anos consecutivos, entre 2016 e 2022, tendo terminado o seu último mandato no dia 31 de Março deste ano altura em que, por limitação de mandatos, foi substituído no cargo pelo recém-eleito Fernando de Almeida Santos.

Durante a sua permanência na liderança desta Associação Profissional, a recuperação do Conselho Superior de Obras Públicas (CSOP), enquanto entidade independente de referência e dotada de competências técnicas e científicas em matéria de obras públicas, em linha com o relevante serviço que prestou ao País durante várias décadas, foi propósito pelo qual sempre pugnou.

Carlos Mineiro Aires é engenheiro civil, formado no Instituto Superior Técnico (IST). O engenheiro civil foi ainda eleito presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) para o período 2020-2023, é membro do Conselho Económico e Social e do Conselho Económico e Social Europeu (2020-2025) e foi também presidente do Metropolitano de Lisboa.

A constituição deste organismo, que data de 2018, permite a obtenção de pareceres não vinculativos de caráter técnico, económico e financeiro sobre programas de investimento e projetos de valor superior a 75 milhões de euros. Do CSOP fazem parte representantes do Governo, concertação social, ordens profissionais, municípios, freguesias e ambientalistas. Por ocasião da apresentação deste organismo, o primeiro-ministro assegurava que Conselho Superior de Obras Públicas “vai pronunciar-se obrigatoriamente sobre os investimentos de maior montante, de forma a que a decisão seja informada e suportada não apenas num consenso político alargado, mas também num consenso social e territorial”.

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Exportação: Cimenteira do Louro com 2M€ de mercadoria afectada por problemas logísticos

A Cimenteira do Louro tem em atraso, em armazém, o equivalente a 450 camiões. São cerca de 2 milhões de euros de mercadoria que a empresa não consegue colocar nos mercados de destino por falta de transporte. O aumento dos custos e as dificuldades logísticas ameaçam o crescimento e o investimento realizado não só no aumento da produção, mas também em I&D e o problema agrava-se a cada semana

Pelo terceiro ano consecutivo a conjuntura internacional está a condicionar, e muito, a vida às empresas nacionais pondo em risco o seu crescimento e o investimento realizado. O disparar do preço dos combustíveis fez aumentar os custos com o transporte, agravando ainda mais os problemas logísticos.

Com mais de 45% da sua facturação dependente dos mercados externos A Cimenteira do Louro (ACL) tem visto a situação agravar-se nos últimos meses. Actualmente, por falta de transporte a empresa tem em armazém mais de 450 camiões de produtos que não consegue fazer chegar aquele que é o seu principal mercado de exportação, a França. “O mercado da bricolagem, do DIY, francês é um importante mercado, onde conquistámos uma importante presença. Por ano exportamos cerca de três mil camiões para França”, refere Dinis Silva, administrador da ACL em declarações ao CONSTRUIR.

De acordo com o responsável, os constrangimentos estão a afectar as vendas naquela que é a época do ano mais forte para a ACL. “Este é um mercado muito sazonal sendo que as campanhas lançadas no início da Primavera são as mais importantes para os nossos produtos neste mercado. O que está a acontecer agora é que nos preparámos, produzimos, fizemos o stock da mercadoria para conseguirmos responder a essa procura sazonal e não estamos a conseguir fazer chegar a mercadoria ao seu local de destino”, explica Dinis Silva.
Nos armazéns da ACL estão a aguardar transporte mercadoria no valor a dois milhões de euros e a situação agrava-se a cada semana que passa, uma vez que “o ritmo de escoamento dos produtos é muito lento, apesar de trabalharmos com todas as grandes empresas logísticas nacionais. São 450 camiões em atraso, com mercadoria que deveria estar nas lojas e que está a acumular-se semana após semana”.
A falta de resposta por parte da logística é explicada pelo disparo dos custos de combustível, pela falta de mão-de-obra e pelas dificuldades de garantir o transporte de mercadorias no regresso dos camiões a Portugal. Sob pena de ficarem com os motoristas retidos no estrangeiro à espera de carga, muitas preferem nem efectuar o serviço. A alternativa é aumentar ainda mais os custos para o exportador, duplicando a factura com o transporte.

Do betão à inovação: a estratégia para conquistar mercados

“Temos uma forte ligação ao saber técnico, ao design inovador, e apostamos na qualidade, na performance e na resistência dos nossos materiais e soluções”, sublinha o administrador. Esta é a segunda geração da família ao leme da ACL, uma empresa fundada na freguesia do Louro, Vila Nova de Famalicão, por Manuel Leitão, em 1975. De empresa especializada na produção de blocos em betão e canalizações em betão para infraestruturas, a empresa foi-se especializando e apostando na inovação e design.
“Temos um percurso de duas décadas de exportação, o que não é fácil porque estamos a falar de produtos em betão para construção que são pesados, pelo que o factor transporte tem uma grande componente na formação do preço. O mercado mais explorado é, sem dúvida, o francês graças ao mercado de bricolage, que tem já uma grande tradição neste país. Sendo que actualmente exportamos para mais de 40 países”, conta Dinis Silva.

A entrada em mercados maduros como o Reino Unido, Itália (onde detém uma presença física) ou os Estados Unidos foi favorecida pela aposta na diferenciação e na inovação. As suas linhas exclusivas de revestimentos e pavimentos em betão têm conquistado os mercados mais exigentes, o que não é alheio à aproximação de um público profissional composto por arquitectos e designers internacionais.
“Temos produtos únicos, desenvolvidos por nós como o Marmocim, um pavimento mono betão que hoje está presente no nosso parque escolar, na rede do metro em Portugal e no Panamá. Os nossos produtos inovadores estão em mercado distintos e é um dos factores que nos faz crescer no exterior face à concorrência nacional que tem níveis mais baixos de exportação”, explica Dinis Silva.

O ano passado a ACL facturou 22 milhões de euros, tendo crescido, pelo segundo ano consecutivo, cerca de 20%, consolidando a sua já forte posição na produção de pavimentos, revestimentos e outros produtos em betão, produzindo marcas próprias para alguns dos seus produtos exclusivos.

O Médio-Oriente é outro dos mercados de aposta do grupo, responsável por cerca de 25 milhões de facturação. “São empresas distintas que seguem linhas estratégicas diferentes. Em Omã temos duas unidades produtivas que produzem o que denominamos de commodities, os blocos de betão, os produtos para saneamentos, os lancis para as estradas, enfim tudo o que é mais tradicional e que tem uma forte procura graças ao desenvolvimento e crescimento das infraestruturas que esta região conhece”, explica o administrador.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Grupo CVM vai investir 140M€ nos próximos dois anos

O grupo CVM, Construções Vila Maior, vai investir 140 M€ até 2024 na construção de 15 edifícios, o correspondente a 825 fracções, das quais 425 já estão em curso e as restantes 400 irão iniciar-se até final do 1º trimestre de 2023

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O objectivo do grupo, que actua nas áreas da habitação nova, reabilitação e venda, é consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária em Vila Nova de Gaia, reforçar em Espinho e entrar em Matosinhos.

Do total do investimento a realizar no montante de 140 milhões de euros, a área de promoção imobiliária, através da empresa do grupo Dunaplana, assumirá 60 milhões de euros, enquanto os restantes 80 milhões de euros serão realizados através de empresas participadas do Grupo CVM.

O Grupo CVM anuncia também a entrada na área do arrendamento industrial, onde investirá 15 milhões de euros até final de 2023 em Santa Maria da Feira, Parque Empresarial A32, com 25.000m2, sendo sua intenção continuar a comprar e a apostar no segmento com a compra de novos activos.

“Com estes investimentos, estamos a reposicionar-nos, a expandir, mas também a diversificar investimento. O mercado, com a escassa mão de obra, vai mudar de direcção em 5 anos, obrigando a menos construção e por isso apostaremos mais no segmento prime, no design, em estruturas ajustáveis, gerando mais postos de trabalho onde possamos garantir a actividade a longo prazo”, considera Severino Ponte, CEO do Grupo CVM.

As parcerias são também um alvo para sustentar o futuro e o Grupo está aberto a novas parcerias estratégicas, com empresas nacionais ou internacionais, para reforçar a sua posição no mercado.

“Julgamos que a oferta e a procura de construção nova vai estabilizar em 5 anos e por isso estamos a prepararmo-nos para as alterações que se seguirão no mercado. No cenário traçado, a área da reabilitação e remodelação deverá pesar já 20% da nossa facturação em 2025”, conclui Severino Ponte.

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