Edição digital
Assine já
Engenharia

Prospectiva com projecto nas Ilhas Comores no montante de 1M€

Em Abril de 2019, as Ilhas Comores foram devastadas pelo ciclone tropical Kenneth, tendo a estrada que liga Mtsangadjou a Ouroveni sido uma das infraestruturas afectadas

CONSTRUIR
Engenharia

Prospectiva com projecto nas Ilhas Comores no montante de 1M€

Em Abril de 2019, as Ilhas Comores foram devastadas pelo ciclone tropical Kenneth, tendo a estrada que liga Mtsangadjou a Ouroveni sido uma das infraestruturas afectadas

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Painéis Steni dão nova vida ao edifício Solmar nos Açores
Empresas
Portugal marca presença em feira mundial de equipamentos para a construção
Empresas
Explorer e Pedro Seabra adquirem gestora de fundos imobiliáros Refundos
Imobiliário
Dstgroup e Ordem lançam prémio Manuel Graça Dias
Arquitectura
ACL apresenta Slimcrete o revestimento de betão flexível e leve
Empresas
Alojamento local em Lisboa e Porto recupera 2.500 apartamentos no último ano
Imobiliário
Panasonic acelera investimento na produção de bombas de calor na fábrica checa
Empresas
Fortera e Horizonte Urbano Group reforçam activos na Área Metropolitana do Porto
Imobiliário
Cushman & Wakefield vende terreno industrial em Loures
Imobiliário
Pontes Inteligentes são o novo desafio da BERD
Engenharia

Com financiamento do Banco Mundial, o Ministério do Planeamento Regional e Urbanismo das Ilhas Comores, responsável pelos Transportes Terrestres, adjudicou à Prospectiva uma prestação de serviços para os Estudos Técnicos, Económicos, Ambientais e Sociais, assim como para a Gestão, Controlo e Supervisão das Obras de Reabilitação da RN2 e RN3, troço Mtsangadjou-Mohoro-Foumbouni-Ouroveni, numa extensão de 26 km.

Tendo iniciado em Março de 2022, a prestação de serviços da Prospectiva tem uma duração prevista de seis meses para a fase de projecto e de 12 meses para a fase de fiscalização, com um montante total de cerca de um milhão de euros.

No que diz respeito à fase de projecto, a Prospectiva será responsável por diferentes estudos, nomeadamente o correspondente ao traçado entre Mtsangajou e Foumbouni e o projecto de execução do troço entre Mtsangajou e Foumbouni, incluindo elaboração do caderno de encargos para o concurso da empreitada.

A prestação de serviços inclui, também a realização de Estudos Económicos e Medidas e Instrumentos de Gestão Ambiental e Social entre Mtsangajou e Ouroveni, assim como a actualização do projecto de execução disponível (estudo financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento) para este mesmo percurso. Será, ainda, dada assistência ao lançamento do concurso da empreitada e avaliação das propostas dos empreiteiros.

Relativamente à fase de fiscalização da obra, a adjudicação comporta a Gestão, o Controlo e a Fiscalização das obras dos primeiros 14 quilómetros do troço entre Mtsangajou e Mohoro, que são prioritários, e parte do troço entre Mohoro e Ouroveni dentro dos limites do orçamento disponível seguindo a recomendação do estudo da fase de projecto, indica a empresa.

A reabilitação de troços críticos da estrada principal que liga Mtsangadjou a Ouroveni, e que passa por Foumbouni, tem uma extensão aproximada de 26 km e estende-se pelas duas estradas nacionais RN2 e RN3. Os danos mais graves ocorreram na secção da RN2 entre Mtsangajou e Mohoro (cerca de 13 km), que está completamente deteriorada desde a passagem do ciclone. O projecto financiará prioritariamente as obras de reabilitação completas deste troço, incluindo os estudos técnicos da totalidade dos 26 km. Estes poderão recomendar e priorizar as zonas críticas mais afectadas no restante do trecho (Mohoro e Ouroveni) para financiar as obras associadas dentro dos limites do orçamento que possa estar disponível.

Em Abril de 2019, a União das Comores foi atingida pela passagem do ciclone tropical Kenneth, um dos mais devastadores da história do País. O Governo declarou Estado de Calamidade Natural a nível nacional e realizou uma avaliação do impacto do ciclone com o desenvolvimento de um Plano de Recuperação e Reconstrução (PRR) em Junho de 2019.

O Projecto de Recuperação e Resiliência Pós-Kenneth faz parte de uma resposta mais ampla e abrangente do Banco Mundial para ajudar o Governo das Comores a lidar com os impactos do ciclone. O objectivo do desenvolvimento deste projecto é apoiar a recuperação de infraestrutura pública e privada direccionada em áreas afectadas e aumentar a sua resiliência a desastres naturais e climáticos.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Painéis Steni dão nova vida ao edifício Solmar nos Açores
Empresas
Portugal marca presença em feira mundial de equipamentos para a construção
Empresas
Explorer e Pedro Seabra adquirem gestora de fundos imobiliáros Refundos
Imobiliário
Dstgroup e Ordem lançam prémio Manuel Graça Dias
Arquitectura
ACL apresenta Slimcrete o revestimento de betão flexível e leve
Empresas
Alojamento local em Lisboa e Porto recupera 2.500 apartamentos no último ano
Imobiliário
Panasonic acelera investimento na produção de bombas de calor na fábrica checa
Empresas
Fortera e Horizonte Urbano Group reforçam activos na Área Metropolitana do Porto
Imobiliário
Cushman & Wakefield vende terreno industrial em Loures
Imobiliário
Pontes Inteligentes são o novo desafio da BERD
Engenharia

DCIM100MEDIADJI_0087.JPG

Engenharia

Pontes Inteligentes são o novo desafio da BERD

O que começou por ser um spin-off da FAUP, cedo se tornou um caso sério de inovação e desenvolvimento. Depois do lançamento do sistema OPS e das pontes modulares MBS, a empresa prepara uma nova revolução na engenharia de pontes com a Bridge Intelligence

A BERD, acrónimo para Bridge Engineering Research & Design, é uma empresa portuguesa que fornecesse soluções integradas de engenharia de pontes e actua na venda ou aluguer de soluções para a construção de pontes. A empresa entrou no mercado para revolucionar a indústria de construção e fê-lo à nascença com o lançamento comercial do Organic Prestressing System e da sua aplicação a cimbres autolançáveis.  “É uma tecnologia inspirada no musculo humano, é um sistema de controlo activo que envolve electrónica, engenharia mecânica e engenharia de estruturas. Mas desde então já registamos mais cinco patentes e tivemos vários ciclos de investimento”, explica Pedro Pacheco, CEO da BERD.

A criação do OPS deu novos limites à construção de tabuleiros de pontes e viadutos, antes desta tecnologia apenas era possível construir vãos até 78 metros, com este sistema já foi batido o recorde mundial com a construção do primeiro vão de 90 metros. Este método de construção in situ levou ao desenvolvimento de tecnologias adicionais e complementares ao sistema OPS. “Recentemente, em resultado de uma parceria, com a Faculdade de Engenharia, desenvolvemos um sistema que permite avaliar o endurecimento do betão e que elimina a necessidade de testes em obra. No fim do dia, a grande vantagem é que com este sistema os engenheiros recebem um SMS no telemóvel a informar que o betão está endurecido, sem outros custos industriais adicionais”, refere Pedro Pacheco.

A invenção, e inovação da BERD, desde cedo convenceu as empresas, de construção e as de venture capital, o que lhe permitiu arranjar financiamento para a área de investigação e desenvolvimento. Um modelo de crescimento que ainda hoje persiste.

Em 2016, a BERD criou uma nova área de negócio relacionada com as soluções de pontos modulares MBS, a qual veio, uma vez mais, revolucionar o mercado. Uma área que foi constituída como uma spin-in da BERD e que em 2018 conquistou o concurso internacional lançado pelo ministério dos Transportes e Comunicações do Peru para o fornecimento de pontes modulares, com vãos entre os 15 e os 60 metros, no valor de 17 milhões de euros com o objectivo de responder às necessidades das ocorrências do El Niño. O mesmo projecto que este ano conquistou o prémio internacional atribuído pela EECS European Steel Bridge Awards 2022, por representarem “uma grande evolução ao nível da engenharia”, permitindo uma poupança de 20% no consumo de aço, face aos projectos convencionais, com uma redição da pegada de carbono, tendo sido emitidas menos 3240 toneladas de CO2, comparativamente à média dos projectos tradicionais, a par da evolução estética.

“Este projecto já se encontra finalizado, mas esta é uma das áreas de negócio que mais cresceu, representando, desde 2019 mais de 50% da facturação da BERD. As pontes modelares foram essencialmente desenvolvidas por um engenheiro inglês, Donald Bailey, durante a segunda guerra mundial e eram usadas para fins militares. Esse modelo pelas suas múltiplas vantagens no tempo de montagem e na facilidade de adaptação a várias configurações começou a ser muito usado não só para fins militares, mas também para fins civis. E Este é o modelo adoptado por todos os nossos concorrentes, mas que obedece a um paradigma próprio do século XX, em que cada peça era pensada para ser transportada por quatro militares e isso condicionava o desenho, as ligações e a concepção da ponte.  Nós pegamos no tema e resolvemos pensar as pontes do zero, pensando no contexto do seculo XXI”, conta Pedro Pacheco.

DCIM100MEDIADJI_0120.JPG

Um salto na Inteligência

Aos dois rounds de investimento a BERD acrescentou, recentemente, um terceiro. A entrada de um novo accionista no capital da BERD promete revolucionar a já inovadora empresa. “Há um novo investimento que vai dar origem a uma nova spin-in, mas que poderá dar origem a uma spin-off, que é a Bridge Intelligence. Esta é uma área nova que está ligada à inteligência artificial”, adianta Pedro Pacheco. O CEO da BERD prefere, para já, não desenvolver aquela que é a nova área de investigação e desenvolvimento da BERD e a qual promete ter efeitos, muito substanciais, no próximo ciclo de negócios da empresa que inicia no final de 2023.

“Fazemos as contas por triénio porque os nossos negócios são de natureza plurianual e, portanto, fazem sentido nessa logica.  Estamos a crescer desde a origem e este triénio, até ao momento, já temos um volume de negócios contratado que já ultrapassa o triénio anterior e ainda estamos a meio deste ciclo, 2021 – 2023. Acredito que o crescimento da BERD será expressivo no final de 2023”, refere o CEO da empresa.

Um resultado para o qual contribuem “apenas” aquelas que são as áreas de negócio actuais da empresa e ainda sem influência da Bridge Intelligence, a qual segundo Pedro Pacheco terá “um impacto expressivo, mas apenas no próximo triénio”.

Com actividade essencialmente internacional, a BERD é hoje uma marca premium a nível mundial, líder europeu no segmento onde actua.  Com projectos desenvolvidos em cinco continentes, com clientes e projectos em dezenas de países. Neste triénio destacam-se os mercados dos EUA, Alemanha, UK, França, Países Baixos, Eslováquia, Peru, Egipto e Moçambique. A actividade em Portugal arrancou este triénio, embora continue a representar menos de 5% da facturação.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

Mais artigos
Engenharia

Ministro da Saúde considera engenharia determinante para modernização do sector

Manuel Pizarro falava no âmbito da conferência “From Bricks to Bits. A engenharia ao serviço da saúde”, organizada pela Ordem dos Engenheiros, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Outubro, no auditório do Hospital da Luz de Lisboa

CONSTRUIR

Manuel Pizarro, ministro da Saúde, considera essencial o contributo da engenharia para a modernização do sector da saúde. O responsável falava no âmbito da conferência “From Bricks to Bits. A engenharia ao serviço da saúde”, organizada pela Ordem dos Engenheiros, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Outubro, no auditório do Hospital da Luz de Lisboa.

Na sessão de abertura, o ministro convocou o apoio dos engenheiros para a implementação do “mecanismo essencial de sustentabilidade ambiental e financeira” da transição energética e climática. O governante elencou os “100 milhões de euros de projectos aprovados para a eficiência energética”, frisando ser este “caminho que temos de acelerar”. Manuel Pizarro assinalou ainda o papel dos engenheiros nos investimentos nas tecnologias, nomeadamente, na digitalização e transição digital, mas também no “combate à infecção” nas infraestruturas do sector, “através da modernização das unidades de saúde”.

Por seu turno, Fernando de Almeida Santos, bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE),  anunciou que a denominação de 2022 como Ano OE para a Engenharia e Saúde terá como resultados um “conjunto de conclusões e recomendações para Portugal no fim do ano, a 26 de Novembro”, a apresentar durante as cerimónias do Dia Nacional do Engenheiro.

“Interagir com a sociedade, é esse o nosso papel. Estamos do lado das soluções”, rematou o Bastonário. Já a comissária da Ordem para o “Ano OE Engenharia e Saúde” e presidente da Comissão Executiva do Grupo Luz Saúde, Isabel Vaz, classificou a Engenharia como o “alicerce escondido” de um hospital. E identificou os engenheiros como actores fundamentais na construção da “capacidade da Europa” para garantir a necessária “transição industrial” em curso.

A conferência serviu, ainda, para promover a divulgação de práticas e conhecimentos entre engenheiros e profissionais da saúde, reunindo cerca de 20 peritos. Durante o dia foram abordadas as inovações alcançadas e em curso na edificação de edifícios hospitalares sustentáveis verdes e inteligentes, foram apresentadas as infraestruturas de sistemas de informação e comunicações preparadas para enfrentar os desafios futuros, reveladas as aplicações da robótica e automação em medicina e a forma como a ciência de dados apoia os profissionais da saúde na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

A OE procura desta forma promover a visibilidade e o debate de temas de interesse para a sociedade e onde a engenharia tem um papel essencial. É sob esse espírito que surge a promoção do tema “Engenharia e Saúde”: a pandemia veio enfatizar o envolvimento e a necessária participação da engenharia na prestação de cuidados de saúde de qualidade, não só na digitalização e desenvolvimentos em torno das soluções e tecnologias digitais, mas também enquanto garante de condições sanitárias que concorram para o bem-estar social e ambiental.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

Oriente Green Campus aposta na sustentabilidade

O novo edifício de escritórios é de natureza sustentável e aposta na elevada eficiência energética, ambiental e de conforto para os colaboradores e irá receber o selo das certificações LEED Platinum e WELL Gold

CONSTRUIR

O novo edifício de escritórios que iniciou a construção na zona do Parque das Nações, em Lisboa, resulta da alteração de uma construção já existente, mas que será agora desenvolvida de acordo com um novo projecto de arquitectura que irá aplicar princípios de sustentabilidade, flexibilidade e integração no meio envolvente.

A gestão de projecto e obra do Oriente Green Campus foi entregue à Engexpor. Na gestão dos trabalhos, a Engexpor terá a cargo não só o acompanhamento e fiscalização da obra como também a coordenação BIM (Building Information Modeling), além de ter actuado anteriormente ao nível da gestão de projecto e de procurement.

A primeira fase da empreitada, que agora se iniciou, consiste na demolição parcial, reforço e adaptação da estrutura existente. Nas fases seguintes e, de acordo com a Engexpor, irá proceder-se à execução das fachadas, acabamentos, instalações especiais e paisagismo.

O Oriente Green Campus, propriedade do Orion European Real Estate Fund, que é gerido pela Norfin através do fundo Multiusos Oriente FEIIF, vai disponibilizar 41.100 m² de escritórios distribuídos por quatro pisos acima do nível do solo. O projecto contempla ainda 18.700 m2 de zonas exteriores e três pisos subterrâneos (55.820 m²) para estacionamento com um total de 1.667 lugares.

Com projecto de arquitectura dos ateliers Kohn Pedersen Fox Associates (KPF) e Saraiva+Associados, os escritórios irão funcionar em open space com uma configuração totalmente flexível, quer na sua ocupação quer na rápida adaptação a futuras necessidades ou aos requisitos de novos inquilinos.

“O Oriente Green Campus é um edifício inovador, voltado para o futuro, quer na flexibilidade das novas formas de trabalho quer nas preocupações de ordem ambiental, energética e de bem-estar. É um desafio acrescido para a Engexpor fazer a gestão de projecto e de construção de uma obra com requisitos tão rigorosos e exigentes, tendo em conta as suas elevadas ambições de certificação, mas estou confiante que estaremos à altura desse desafio”, refere Nuno Alves, director da Engexpor em Portugal

No desenvolvimento deste projecto está prevista a obtenção da certificação LEED Platinum, a mais elevada classificação do sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental), que estabelece padrões para a criação de edifícios com base em princípios sustentáveis e de elevada eficiência energética e ambiental; e a certificação WELL Gold, o segundo mais alto nível de pontuação desta certificação que avalia os edifícios com base no bem-estar dos seus ocupantes.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

GreenVolt vai construir dois projetos na Polónia

A GreenVoltavança para a fase de construção de dois projetos na Polónia com uma capacidade total de 59 MW (Megawatts), distribuída entre eólica, solar e ‘storage’, prevendo alienar ambos os ativos em 2023

CONSTRUIR

A GreenVolt – Energias Renováveis anunciou ter iniciado a fase de construção de dois projetos na Polónia com uma capacidade total de 59 MW (Megawatts), distribuída entre eólica, solar e ‘storage’, prevendo alienar ambos os ativos em 2023.

“Em ambos os casos, é intenção da GreenVolt alienar os ativos ainda antes da fase de COD [Commercial Operational Date], dando resposta à procura existente no mercado, mas também no cumprimento do plano estratégico apresentado aos investidores”, avança a empresa em comunicado.

O primeiro projeto, denominado ‘Sompolno’, está localizado em Sompolno (no centro-oeste da Polónia) e terá uma capacidade instalada de 26 MW em eólica, 10 MW em solar e 3 MW em ‘storage’, sendo a COD estimada para o primeiro semestre de 2024. O segundo projeto — o ‘Opalenica’ — está localizado perto da cidade de Opalenica, também no centro-oeste da Polónia, e consiste em três parques solares com uma capacidade de 20 MW.

“Considerando o início da fase de construção, é esperado que a COD seja alcançada no terceiro trimestre de 2023”, refere a empresa de energias renováveis. Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Greenvolt afirma que a decisão de construir estes dois projetos na Polónia “está inteiramente alinhada com a estratégia de aproveitar oportunisticamente a procura mais elevada de ativos prontos a operar”.

João Manso Neto destaca ainda que a iniciativa confirma “a capacidade da equipa para desenvolver projetos até à fase de construção e de gerar valor através da estratégia de rotação de ativos”. No âmbito desta estratégia de gerar valor através da rotação de ativos, a primeira alienação desde a entrada da Greenvolt em bolsa ocorreu durante o terceiro trimestre deste ano, quando a empresa celebrou, através da Augusta Energy (uma ‘joint venture’ entre a sua subsidiária V-Ridium Power Group e a KGAL), um acordo de venda à Iberdrola, por 155 milhões de euros, de um portfólio de ativos em construção na Polónia.

A par da produção de energia a partir de biomassa, a partir de resíduos florestais e resíduos lenhosos urbanos, em Portugal e no Reino Unido, a GreenVolt é promotora de projetos eólicos e solares fotovoltaicos, atuando em vários mercados europeus e no mercado americano, com um ‘pipeline’ de 6,7 GW (Gigawatts), dos quais 2,9 GW “em estado avançado de desenvolvimento até ao final de 2023”.

No segmento estratégico da geração descentralizada de energia renovável, a GreenVolt atua nos mercados português e espanhol, tanto no segmento empresarial como no residencial.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

Iniciativa “Engenheiras por um dia” já vai na 6ª edição

Sessão de abertura decorreu esta terça-feira no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. A 6ª Edição do programa integra 162 entidades participantes – 55 escolas/agrupamentos de escolas, 19 instituições de ensino superior e 88 empresas, associações e municípios

CONSTRUIR
No âmbito do Dia Internacional das Raparigas, que se assinala esta terça-feira, dia 11 de Outubro, arranca, também, a 6ª edição do “Engenheiras por um dia”, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
A iniciativa passa por promover, junto das estudantes dos ensinos básico e secundário, a opção pelas engenharias e tecnologias, desconstruindo a ideia de que estes são domínios masculinos e assim combatendo os estereótipos que ainda hoje condicionam as suas escolhas educativas e de carreira.
Para assinalar o dia, o “Engenheiras por um dia” organiza, em parceria com o Programa INCoDe.2030, o evento «Shaping the Digital Future: Dia Internacional das Raparigas», dedicado à partilha de práticas inspiradoras por parte de diversas organizações e da comunidade educativa no que diz respeito à igualdade de género e ao combate à segregação das profissões em razão do género.
A 6ª Edição do programa integra 162 entidades participantes – 55 escolas/agrupamentos de escolas, 19 instituições de ensino superior e 88 empresas, associações e municípios, que, em articulação, desenvolverão desafios de engenharia, visitas de estudo, acções de mentoria, de role model e workshops.
Este programa é coordenado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e pelo INCoDe.2030, em articulação com a Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI), o Instituto Superior Técnico e a Ordem dos Engenheiros.
Promovido pelo Governo, o programa está integrado na Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação – Portugal Mais Igual, e desde a sua criação, em 2017, já alcançou 12 554 jovens do 3º ciclo e do ensino secundário, através de actividades práticas, sessões de role model e mentoria.
Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

Riportico projecta e fiscaliza novo Parque Verde Urbano da Vidigueira

O projecto, com um investimento de cerca de 2,3 M€, vai reabilitar a Horta de S. João e criar um espaço de lazer destinado às diferentes faixas etárias, como diversas infraestruturas, espaços verdes, espelhos de água, parque de jogos, polidesportivo e ligação a percursos pedonais e ciclovias

CONSTRUIR

O concelho da Vidigueira, no distrito de Beja, vai ter um novo Parque Verde Urbano, cujo projecto 3D foi elaborado pela Riportico Engenharia. No âmbito do contrato adjudicado pelo município, a consultora é, ainda, responsável pela fiscalização e coordenação de segurança da obra de construção do parque, que teve início na passada segunda-feira, dia 3 de Outubro. O Parque Verde Urbano representa um investimento total de cerca de 2, 3 milhões de euros.

O projecto, que vai permitir reabilitar a Horta de S. João, prevê a criação de um espaço de lazer acessível a toda a população, com valências destinadas às diferentes faixas etárias, como infraestruturas adequadas ao bem-estar dos utilizadores, espaços verdes, espelhos de água, parque de jogos, polidesportivo e ligação a percursos pedonais e ciclovias.

A empreitada de construção do parque tem um prazo de conclusão de 360 dias. “Estando o projecto aprovado, nesta nova fase a Riportico será responsável por fiscalizar os trabalhos e garantir um resultado final de excelência ao nível da qualidade da obra, bem como coordenar a segurança em obra, assegurando o cumprimento do dossier de segurança e o plano nele integrado”, afirma Anderson Aguiar, coordenador regional de Beja e Algarve da Riportico Engenharia.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

Câmara de Aveiro lança concurso para postos de carregamento de ferry por 1,3M€

Os sistemas de carregamento, que ficarão localizados em plataforma específicas instaladas em zona próxima aos Cais de atracação do navio, em São Jacinto e no Forte da Barra, poderão ser operados por sistema automático ou manualmente, factor por demais importante na operacionalidade das travessias e no cumprimento dos horários dos transportes fluviais de Aveiro

CONSTRUIR

O Executivo Municipal de Aveiro deliberou autorizar a abertura do Concurso Público que vai permitir a execução dos sistemas de carregamento para operação do novo Ferryboat 100% Elétrico, na ligação entre São Jacinto e o Forte da Barra, pelo valor base de 1.330.000€.

O lançamento do Concurso Público acontece depois de, na mesma Reunião, o Executivo Camarário ter aprovado o projeto de execução dos sistemas de carregamento para o novo Ferryboat que teve um custo de 130 mil euros.

O Projeto de Execução permitiu definir com exatidão as necessidades para construção dos sistemas de carregamento, nos dois cais de atracação. Esta decisão teve por base a informação técnica conhecida (que é escassa) sobre os carregadores elétricos a instalar em navios (em nada semelhante ao sistema utilizado em automóveis) e nas condições da Ria de Aveiro.

Os sistemas de carregamento, que ficarão localizados em plataforma específicas instaladas em zona próxima aos Cais de atracação do navio, em São Jacinto e no Forte da Barra, poderão ser operados por sistema automático ou manualmente, factor por demais importante na operacionalidade das travessias e no cumprimento dos horários dos transportes fluviais de Aveiro.

O novo Ferryboat 100% Elétrico, a primeira embarcação com esta característica a ser desenvolvida inteiramente em Portugal, está a ser construída pelo Grupo ETE para a CMA num investimento da Autarquia de 7.326.490,13€, para integrar a operação da Aveirobus.

O navio vai contribuir com zero emissões de CO2, o que permitirá a redução da emissão de cerca de 300 toneladas de CO2 libertadas pelo atual modelo, reduzindo igualmente em cerca de 30% o consumo energético. Aos baixos níveis de ruído e ao conforto para os passageiros introduzidos por esta embarcação alia-se ainda a capacidade reforçada para o transporte de viaturas (+ 30%) e de passageiros (+ 90%).

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

Cleanwatts assina contrato com Governo de São Tomé e Príncipe

A instalação está quase concluída, devendo começar a produzir ainda em Outubro, sendo que a energia produzida será injectada directamente na rede eléctrica das ilhas

CONSTRUIR

A Cleanwatts assinou um contrato com o Governo de São Tomé e Príncipe, através da empresa pública EMAE, para a produção e venda de energia limpa e a preço acessível. A instalação está quase concluída, devendo começar a produzir ainda em Outubro, sendo que a energia produzida será injectada directamente na rede eléctrica das ilhas. “Este projecto vai revolucionar a realidade energética do país, que se vê a braços com frequentes quebras de energia, algumas que se prolongam por dias e fazem desesperar a população”, considera a empresa.

O projecto arrancou com centrais fotovoltaicas no Aeroporto e em Príncipe (Fase 1). Combinadas, a estimativa de produção é de mais de 1700 MWh por ano.

Maior independência na produção de energia eléctrica, comprometimento com as energias limpas e com a redução da pegada ecológica de São Tomé e Príncipe, combate à pobreza energética, criação de postos de trabalho (mão de obra local para a construção, exploração e manutenção das infraestruturas) são algumas das vantagens alcançadas com este projecto.

Osvaldo Abreu, ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais de São Tomé e Príncipe, frisou, nas suas redes sociais, que este projecto “foi um grande esforço conjunto”, aproveitando para “agradecer às instituições, empresas a individualidades portuguesas envolvidas”. O responsável do Governo mostrou-se satisfeito, pois “os painéis e demais equipamentos já se encontram no Porto de Ana Chaves, em São Tomé, após muito tempo de atrasos e incertezas devido a escassez de transporte marítimo. A Ilha do Príncipe terá a sua primeira pequena instalação fotovoltaica para testar o sistema híbrido”, conclui.

José Basílio Simões, presidente da Cleanwatts, garante que “é uma grande satisfação para nós criar este projecto em São Tomé e Príncipe, por todos os motivos, mas também por se tratar de um país com grande dependência energética, onde os cidadãos ficam, amiúde, sem energia eléctrica.

“O que nos propomos a fazer, em São Tomé e Príncipe, é justamente reduzir a dependência energética, através da produção local de energia limpa e mais acessível, e contribuindo, assim, para reduzir a pegada ecológica do país e combater a pobreza energética”, reforça José Basílio Simões, presidente da Cleanwatts, acrescentando, que “numa segunda fase poderá ser possível expandir este projecto, incluindo cada vez mais pessoas”.

A Cleanwatts conta com a parceria local da Pleno Ambiente STP para a instalação, exploração e manutenção do parque de estações solares fotovoltaicas.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

O novo relvado do Real Madrid é móvel e tem piso radiante

A Rehau aplicou o sistema de climatização por chão radiante no relvado do novo estádio Santiago Bernabéu. Este é o primeiro relvado de futebol do mundo que é “amovível”

CONSTRUIR

O ambicioso projecto de remodelação do estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, incorpora algumas soluções inovadoras para melhorar a experiência e o bem-estar dos atletas em campo, bem como, para aumentar exponencialmente a disponibilidade e a qualidade do campo de jogo.

A REHAU colaborou na concepção da climatização do relvado, com a proposta para um relvado “amovível”, único no mundo, onde é possível remover o relvado para que não seja danificado e utilizar o estádio para concertos ou qualquer outro evento. Uma solução possível graças à divisão do rectângulo de jogo em seis módulo. O novo campo de jogo será retráctil, mantendo-se “escondido” e mantido em condições óptimas, permitindo a utilização do espaço por todo o tipo de eventos. A relva está contida numa espécie de estufa oculta a uma profundidade de 24 metros onde se mantêm as condições necessárias de temperatura e humidade, bem como com a irrigação e fertilização adequadas para a manter em óptimas condições, quando não está a ser utilizado.

Sob o relvado foi ainda integrado um sistema modular de climatização radiante. A solução da Rehau, o RAUTHERM S PE-Xa, um tubo com a dimensão de 25×2.3 mm, assegura uma distribuição uniforme da temperatura em toda a superfície do campo.

O aquecimento e arrefecimento radiante melhora o estado do relvado em todas as estações do ano. No Inverno contra as baixas temperaturas e possíveis ocorrências de geadas e no Verão protege contra as temperaturas elevadas habituais em Madrid, que podem secar e danificar seriamente a relva natural. Para além das vantagens práticas de se poderem realizar jogos e sessões de treinos durante todo o ano e de diminuir o risco de lesões para os jogadores, este sistema também é economicamente rentável já que a tecnologia avançada, associada a este sistema de climatização industrial radiante oferece um elevado grau de eficiência energética.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

SUMOL+COMPAL prevê investir 3M€ em central fotovoltaica na fábrica de Almeirim

A instalação da central fotovoltaica em Almeirim insere-se no âmbito da estratégia de sustentabilidade da SUMOL+COMPAL, que prevê a transformação e diversificação de fontes energéticas

CONSTRUIR

A SUMOL+COMPAL considera investir três milhões de euros numa central fotovoltaica para tornar a sua unidade de produção e distribuição em Almeirim, mais sustentável do ponto de vista energético, com a produção de energia renovável para autoconsumo.

De acordo com o jornal HIPERSUPER, o projeto será realizado em várias fases, devendo atingir a potência instalada de 3MWp. Se esta energia fosse produzida através de energias fósseis, seriam emitidas cerca de 984 toneladas de CO2e por ano, o que é equivalente à captação de CO2e por 44.643 árvores.

A primeira fase já está concluída e conta com a instalação de 1.850 painéis fotovoltaicos, numa área de 11.000 m2, e uma potência instalada de 1MWp. Esta primeira fase já responde a 15% das necessidades energéticas da fábrica em Almeirim, valor que será incrementado para 25%, com o início da produção de energia da segunda fase do projeto, que deverá estar concluída no início do próximo ano.

A instalação da central fotovoltaica em Almeirim insere-se no âmbito da estratégia de sustentabilidade da SUMOL+COMPAL, que prevê a transformação e diversificação de fontes energéticas, assente nos eixos da diversificação e independência energética, da descarbonização e da melhoria da eficiência dos custos energéticos. A empresa está também a avaliar a instalação de centrais fotovoltaicas noutras instalações, nomeadamente em Pombal, Vila Flor e no edifício da sede, em Carnaxide.
Esta central fotovoltaica na fábrica de Almeirim abre ainda a oportunidade de, em conjunto com a Câmara Municipal de Almeirim, avaliar formas de disponibilizar os excedentes de produção de energia ao serviço da comunidade.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.