Edição digital
Assine já
    PUB
    Imobiliário

    Whitestar ganha gestão de quatro novas carteiras no valor de 270 M€

    A empresa, que actua na gestão de carteiras de crédito e imobiliário, ganhou a gestão de quatro novas carteiras de Imóveis, NPL Secured e Unsecured. Estas carteiras foram originadas pelo Banco Santander Totta, Millennium BCP e por um fundo de investimento internacional

    CONSTRUIR
    Imobiliário

    Whitestar ganha gestão de quatro novas carteiras no valor de 270 M€

    A empresa, que actua na gestão de carteiras de crédito e imobiliário, ganhou a gestão de quatro novas carteiras de Imóveis, NPL Secured e Unsecured. Estas carteiras foram originadas pelo Banco Santander Totta, Millennium BCP e por um fundo de investimento internacional

    CONSTRUIR
    Sobre o autor
    CONSTRUIR
    Artigos relacionados
    Vanguard formaliza parceria com Vhils para transformar Muda num “espaço artístico único”
    Imobiliário
    Cânhamor lança ‘Guia” para cultivo de cânhamo para a construção
    Empresas
    Porto: Estudantes de arquitectura paisagista desenham projecto para Largo Tito Fontes
    Arquitectura
    Simon e Steinel juntas para desenvolverem soluções sustentáveis
    Empresas
    IP avança com modernização da linha entre Porto de Setúbal e Praias do Sado
    Construção
    A arquitectura consciente e social [c/galeria de imagens]
    Arquitectura
    Tektónica reforça aposta na internacionalização
    Empresas
    Programa de actividades “explica” relação de Siza com o Barroco
    Arquitectura
    Urbanitae fecha operação de 5 M€ para empreendimento turístico no Porto
    Imobiliário
    Reynaers Aluminium lança novo sistema de fachada stick SlimWall 35
    Empresas

    A Whitestar Asset Solutions, empresa que actua na gestão de carteiras de crédito e imobiliário, ganhou a gestão de quatro novas carteiras de Imóveis, NPL Secured e Unsecured, num total de quase €270 milhões de euros
    Estas carteiras foram originadas pelo Banco Santander Totta, Millennium BCP e por um fundo de investimento internacional.

    “Estamos muito entusiasmados com estas novas carteiras, pois cobrem todas as áreas de negócio da Whitestar e, também, porque são detidas por um novo cliente”, explica Marco Freire, CEO da Whitestar Asset Solutions.

    A empresa do extinto grupo Lehman Brothers, foi criada em 2007 e gere actualmente mais de 10 mil milhões de euros em activos. Repartida entre Lisboa e Porto, conta com uma equipa multifacetada de mais de 600 colaboradores. A empresa gere principalmente crédito em incumprimento, originado por bancos e outras entidades financeiras.

    “Estamos a menos de um mês de assinalarmos 15 anos de existência e estas conquistas reflectem, desde logo, a confiança que os investidores têm na Whitestar, na nossa experiência, qualidade e capacidade de gerar os melhores resultados nos diferentes tipos de portefólios e ciclos económicos”, acrescenta Marco Freire.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Artigos relacionados
    Vanguard formaliza parceria com Vhils para transformar Muda num “espaço artístico único”
    Imobiliário
    Cânhamor lança ‘Guia” para cultivo de cânhamo para a construção
    Empresas
    Porto: Estudantes de arquitectura paisagista desenham projecto para Largo Tito Fontes
    Arquitectura
    Simon e Steinel juntas para desenvolverem soluções sustentáveis
    Empresas
    IP avança com modernização da linha entre Porto de Setúbal e Praias do Sado
    Construção
    A arquitectura consciente e social [c/galeria de imagens]
    Arquitectura
    Tektónica reforça aposta na internacionalização
    Empresas
    Programa de actividades “explica” relação de Siza com o Barroco
    Arquitectura
    Urbanitae fecha operação de 5 M€ para empreendimento turístico no Porto
    Imobiliário
    Reynaers Aluminium lança novo sistema de fachada stick SlimWall 35
    Empresas
    PUB
    Imobiliário

    Vanguard formaliza parceria com Vhils para transformar Muda num “espaço artístico único”

    Quanto às peças três são esculturas – designadas pelo artista como dioramas – que acompanham a topografia do terreno, proporcionando uma melhor leitura das mesmas. Já para a área adjacente à capela da Muda Reserve, a intervenção proposta envolve a criação de uma grande peça escultórica que se desenvolve por uma área de 800 m2, mas que no conjunto só será visível de uma perspectiva aérea

    A Vanguard Properties, em parceria com a Câmara Municipal de Grândola e o artista Vhils, assinaram esta sexta-feira, dia 12 de Abril, um memorando de entendimento para a concepção e desenvolvimento de quatro obras artísticas destinadas às áreas públicas do projecto imobiliário Muda Reserve, que serão depois doadas à autarquia. O acordo foi formalizado numa cerimónia que contou com a presença de António Figueira Mendes, presidente da Câmara Municipal de Grândola, Alexandre Farto “aka” VHILS e José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties.

    No que às peças diz respeito, três são esculturas – designadas pelo artista como dioramas – que acompanham a topografia do terreno e estão inclinadas para o observador, proporcionando uma melhor leitura das mesmas.

    Como já é habitual, estas figuras representam a pessoa anónima. São “composições trabalhadas pelo artista, que emergem da duna solidificando-se para sempre, representado ninguém, mas, simultaneamente, todos ao mesmo tempo”.

    Já para a área adjacente à capela da Muda Reserve, a intervenção proposta envolve a criação de uma grande peça escultórica que se desenvolve por uma área de 800 m2, permitindo uma experiência ao nível do solo que as pessoas poderão vivenciar de forma directa, mas que no conjunto só será visível de uma perspectiva aérea.

    Segundo a Vanguard Properties, esta iniciativa vem reforçar o “compromisso” com a revitalização da aldeia da Muda e seus habitantes, que alem da componente residencial, irá albergar, ainda, estabelecimentos comerciais, equipamentos lúdicos e desportivos para a comunidade local, bem como a capela anteriormente mencionada e que será projectada pelo reputado arquitecto burquinês Francis Keré, vencedor prémio Pritzker em 2022.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Urbanitae fecha operação de 5 M€ para empreendimento turístico no Porto

    Presente em Portugal desde Dezembro de 2023, o  empreendimento Barão Forrester é um dos dois projectos com que a Urbanitae se estreia no mercado português, com 96 apartamentos turísticos no Porto

    CONSTRUIR

    A Urbanitae, plataforma espanhola de crowdfunding imobiliário, concluiu a “maior operação de crowdfunding imobiliário” da história de Portugal até à data. Um total de 1.283 investidores de pequena e média dimensão financiaram com cinco milhões de euros um projecto para a construção e comissionamento de um resort de 96 apartamentos turísticos no Porto.

    “Este é actualmente o montante máximo estabelecido por lei para os modelos de investimento colaborativo”, referem os responsáveis em comunicado.

    O projecto consiste na aquisição de uma antiga fábrica localizada na Rua Barão Forrester, nº 730. O imóvel será totalmente remodelado para acomodar serviços turísticos em regime de aparthotel numa primeira fase e, posteriormente, será arrendado ao operador alemão Numa Group. O promotor imobiliário desta operação é a Caler Real Estate Advisory, que conta com escritórios no Porto, Madrid e Barcelona, e gere, actualmente, oito hotéis, dos quais se destacam o Palácio de Cedofeita e o Vincci Ponte de Ferro, no Porto, que são explorados respectivamente pela One Shot e pela Vincci Hoteles.

    Os investidores da Urbanitae entram na sociedade veículo da operação representando 85% do capital necessário (com montantes a partir de 500 euros), enquanto os restantes 15% são investidos pelo promotor e respectivos investidores. Através de um aumento de capital, juntam-se para levar a cabo não apenas a aquisição do activo e os custos de adaptação dos 3.253 m2 de superfície, como também a sua gestão e venda.

    Presente em Portugal desde Dezembro de 2023, o  empreendimento Barão Forrester é um dos dois projectos com que a Urbanitae se estreia no mercado português. O segundo projecto, denominado “Paulo Duque”, consiste no desenvolvimento de um edifício com seis apartamentos na Cruz Quebrada, em Oeiras. Neste caso, a plataforma já reuniu 277 investidores, que participam na operação com 1.010.000€.

    Um terceiro projecto está, também, previsto para Lisboa, no nº6 na Rua Alexandre Herculano, e para o qual vai abrir financiamento.

    Em Portugal, a Urbanitae é liderada por Simão Cruz, um profissional que passou pelo Grupo Martifer, Agrikolage e, mais recentemente, a plataforma de crowdfunding Crowdestate.eu.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos

    All Rigths Reserved

    Imobiliário

    Coldwell Banker reforça na zona da Grande Lisboa

    A imobiliária reforça a sua presença no mercado da Grande Lisboa com a abertura de duas novas agências e que respondem à crescente procura que se tem vindo a registar em cidades próximas da capital

    CONSTRUIR

    Dados divulgados em Março pelo Confidencial Imobiliário revelam que Loures foi o concelho que mais se destacou no último ano em termos de promoção imobiliária, registando, em 2023, um forte crescimento na carteira de novos projectos residenciais com pedidos de licenciamento, e que Almada se tornou numa nova aposta dos promotores imobiliários.

    A abertura destas duas novas agências, situadas na Parede e na Amadora, surgem depois de um “upgrade”, no início deste ano, de uma agência em Alverca.

    Na Parede e Amadora a Coldwell Banker irá operar no mercado regular, como parte de uma expansão estratégica para responder à procura existente nestas zonas e face ao potencial de valorização demonstrado. A Coldwell Banker responde, assim, às tendências de crescimento do mercado imobiliário na zona da Grande Lisboa.

    Estas duas aberturas elevam o número de agências da Coldwell Banker, em Portugal, para 12 e significam também que atingiu, no primeiro trimestre de 2024, 50% dos objectivos que tinha em termos de abertura de novas agências para este ano.

    “Estamos extremamente satisfeitos em anunciar que alcançamos metade do nosso objectivo de expansão e com um foco particular em zonas periféricas, onde se regista uma procura crescente e com um elevado potencial de valorização”, afirmou Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker. “O que era considerado periferia há alguns anos, hoje é uma alternativa viável e atractiva para a compra de casa. Os novos contextos laborais, onde se valoriza a flexibilidade e a possibilidade de trabalho remoto, assim com uma nova apreciação do valor que investimos em habitação levaram a esta mudança de paradigma. Estas zonas estão altamente conectadas e situam-se a apenas 10/15 minutos dos centros urbanos, combinando conveniência com qualidade de vida”, conclui Frederico Abecassis.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    APPII enaltece IVA a 6% para habitação própria

    Promotores e investidores imobiliários consideram que as medidas apresentadas pelo Governo respondem, em parte, às revindicações antigas do sector, que acreditam ser vitais para dar início à resolução da crise da habitação em Portugal

    CONSTRUIR

    Promotores e investidores enaltecem as medidas inscritas no programa do XXIV Governo Constitucional, apresentado ontem, que vêem fazer face à crise da habitação em Portugal, concretamente a criação de um regime excepcional e temporário consubstanciado na “redução substancial ou eliminação de taxas de urbanização, edificação, utilização e ocupação e da aplicação de IVA à taxa mínima de 6% nas obras e serviços de construção e reabilitação e alargamento da dedutibilidade”.

    Em comunicado a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, APPI, “enaltece estas medidas, já há muito revindicadas por si e pelo sector, esperando agora que o Governo as implemente de forma célere e que faça cumprir e que as restantes medidas apresentadas no programa eleitoral, para assim se dar início à verdadeira crise habitacional que se vive em Portugal na última década”, considera.

    “Ficamos muito satisfeitos em constatar que a mais importante das medidas revindicadas pelo sector foi agora incluída no programa de governo, a baixa do IVA para a habitação acessível. Consideramos que este é um passo fundamental para responder à crise na habitação, contudo importa referir que só um esforço conjunto para levar mais construção a todos os portugueses – onde se incluí o licenciamento mais célere e a tão importante estabilidade fiscal – podem efectivamente dar um amplo contributo para a resolução do problema de habitação no nosso país”, afirma em comunicado Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Grupo Endutex avança com obra em Guimarães para habitação, comércio e serviços

    Fruto de um investimento de 2,5 M€, o terreno de 110 mil m2 irá receber habitação, espaços dedicados a comércio, restauração e serviços e ainda uma zona com mais de 64 mil m2 de área verde

    CONSTRUIR

    Localizado no centro de Guimarães, no Monte do Cavalinho, situado na freguesia de Urgezes, com uma área de quase 110 mil metros quadrados, o mais recente projecto urbanístico do Grupo Endutex irá contemplar habitação, comércio, serviços e um amplo espaço verde. A primeira fase da obra arranca este mês.

    Fruto de um investimento de 2,5 milhões de euros, o terreno de 110 mil metros quadrados irá receber habitação, espaços dedicados a comércio, restauração e serviços e ainda uma zona com mais de 64 mil metros quadrados (m2) de área verde.

    “Guimarães é uma cidade que conhecemos bem e esta localização é excepcional. Além de ser muito próxima do centro da cidade, fica junto à estação de comboios, tem vistas únicas e uma óptima acessibilidade. O projecto é de baixa densidade, tem infraestruturas actuais, conta com um amplo espaço verde. A diversidade de funções fará desta zona uma nova centralidade e não apenas um dormitório”, avança André Ferreira, administrador do Grupo Endutex.

    A primeira fase de obra arranca em Abril e terá a duração de nove meses, é inteiramente dedicada ao loteamento do terreno, com a construção de estradas, passeios e parques de estacionamento e todas as infraestruturas necessárias. Posteriormente serão executados os 10 lotes licenciados, onde se inclui dois destinados à restauração, três para serviços e cinco de habitação.

    Ainda sem uma data de conclusão prevista, o projecto urbanístico destina-se a vários públicos, desde “profissionais que valorizem a proximidade com a estação de caminhos de ferro, estudantes que valorizem proximidade aos polos universitários ou famílias que valorizem proximidade com a natureza são apenas alguns exemplos”.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos

    Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto Property Investment

    Imobiliário

    Mexto diversifica estratégia e direcciona investimentos para Sul

    Depois de obra feita no sector da reabilitação, que mantém ainda com alguns projectos em Lisboa, o futuro da Mexto passa agora, também, pelo turismo residencial. Meco, Melides e Monte Gordo são as novas localizações. Projectos já estão incluídos no plano de investimentos avaliado em 240 M€

    CONSTRUIR
    Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto Property Investment

    (NOTA: Entrevista revista após publicação)

    Pensado para o segmento premium, onde o antigo se encontra com o contemporâneo, o empreendimento Rodrigo da Fonseca foi o cenário escolhido para abordar os projectos da Mexto e a sua estratégia de negócio. Ao CONSTRUIR, Tomas Suter, senior advisor & partner da Mexto Property Investment, revelou que, embora mantenham o core business na reabilitação de luxo, 2024 irá marcar uma importante mudança na estratégia da promotora. Com o mercado do turismo residencial em crescimento, a empresa pretende alargar o seu investimento para três grandes projectos a desenvolver neste segmento. A parceria com branded residences é, também, um dos objectivos.

    Antes de começarmos a nossa conversa, gostaria de saber como é que o Thomas veio parar esta área? Como foi o seu percurso até aqui?

    Eu sou suíço e italiano, a minha mãe é italiana, o meu pai é suíço, mas eu nasci e cresci na Suíça, em Zurique, na parte alemã. Fiz lá o meu percurso escolar e estudei Economia também em Zurique. Entretanto, durante os estudos, comecei a trabalhar no sector financeiro, como bancos, asset managers, home managers e aí continuei. Em 2012, tive uma oportunidade, um trabalho muito interessante para um investidor alemão. O negócio assentava em investimentos imobiliários, mas não era promoção, nem construção, mas sim financiamento de projectos imobiliários, com foco na Alemanha, na Suíça e na Áustria.

    Nessa altura, comecei a aprender e a gostar muito deste sector, porque entendo que é algo muito diferente de trabalhar só em números. Trabalhar para um projecto imobiliário, não é só a parte de financiamento, porque depois consegue-se ver o resultado final. Temos o lado visível do nosso trabalho e pensamos que contribuímos um pouco para realizar um projecto.

    Entretanto, a empresa teve um crescimento muito impressionante e foi vendida a uma outra empresa cotada em bolsa, em Frankfurt. Para mim, era o momento certo para sair e aceitar um novo desafio. Em paralelo, já antes de eu sair dessa empresa, tínhamos começado a olhar para o mercado português, porque um dos nossos sócios é de origem portuguesa, então tive sempre essa ligação.

    Ainda na Suíça?

    Sim, na Suíça. Desde 2012 ou 2013 que ele nos tentava convencer a investir em Portugal, mas ainda era muito cedo, porque foi pouco depois da crise. Por isso, só começámos a investir em Portugal em 2017.

    Nessa altura, foi quando começou o boom da reabilitação…

    Exactamente. Começámos com a aquisição do primeiro prédio algures em 2018.

    Como é que têm sido, então, estes últimos anos? Que balanço fazem deste vosso percurso?

    O balanço é muito positivo. Com muitos desafios, muitos ‘ups and downs’, como é normal. No início não acreditámos, mas muita gente nos avisou que com a burocracia e com o licenciamento ia ser muito complicado. Por um lado, já temos muitos sucessos e com os quais comprovámos que conseguimos fazer coisas rápidas, mas, por outro, temos projectos que estão há cinco anos na Câmara para aprovação.

    Acredito que em Portugal o mercado é muito diferente da Suíça…

    Muito diferente. Eu gosto de dizer que não é que na Suíça se aprove um projecto muito mais rápido ou muito mais facilmente. Não, porque o mercado na Suíça também é um mercado muito controlado, muito pequenino, mas acho que a diferença é que temos uma comunicação mais fácil com as entidades. As entidades estão organizadas de uma maneira mais eficaz e parece que estamos a trabalhar com qualquer outra empresa do sector privado. Mas aqui sentimos o verdadeiro significado de ‘sector público’. Esta é a grande diferença.

    Qual a maior dificuldade?

    Cada câmara tem a sua forma de trabalhar e quando chegámos foi muito complicado. Arrancámos a operação em Portugal quase do zero, com nenhum conhecimento nessa área. A nossa vantagem é que temos um network muito grande e fomos conseguindo o apoio e a informação necessários. Nós queríamos fazer tudo bem, dentro das regras, trabalhámos em conjunto com os arquitectos para cada projecto. E acho que conseguimos fazer um bom trabalho. Tenho muito orgulho do que conseguimos fazer em tão pouco tempo.

    Pelo que tenho verificado, há uma dinâmica muito particular na vossa carteira de empreendimentos. Tanto têm projectos em desenvolvimento, como têm alguns que foram vendidos. É uma estratégia?

    Exactamente. Para um promotor e investidor é sempre um mix dos dois. Quando compramos um activo, é sempre com a perspectiva de o fazer até o final. Mas é normal, é natural que, no decorrer do desenvolvimento de um projecto, possa acontecer essa mudança na estratégia se nos apresentarem uma boa proposta

    Em que situações é que isso pode acontecer?

    Sobretudo prédios que nós comprámos numa determinada altura por um determinado preço e, depois, com as variações de mercado, há uma considerável valorização e aí pode representar uma oportunidade. De qualquer modo, ao vendermos um imóvel com o projecto já aprovado, por exemplo, sentimos que temos ali uma parte também nossa, do nosso trabalho, porque o conceito é nosso.

    Falando de investimento, é possível quantificar quanto já investiram em Portugal?

    Desde o arranque da Mexto contabilizamos um investimento total de cerca de 240 milhões de euros.

    E está dentro da expectativa que vocês tinham planeado?

    Sim. Podia ter sido mais, mas também depois é sempre a questão…digamos, de timing, não é? Precisamos dos fundos e precisamos também das oportunidades.

    Sentem que já perderam algum negócio por causa dessa questão?

    Provavelmente. Sobretudo porque os prazos praticados são sempre muito longos. Perdemos negócios no sentido em que os investidores não conseguiram identificar a atractividade de algumas coisas que nós apresentámos.

    Então, neste momento quantos projetos ou quantos empreendimentos é que vocês têm em desenvolvimento?

    Em construção, neste momento, temos dois, que estamos a acabar: o O’Living e o Mason Eduardo Coelho. Estão ambos numa fase final da construção e esperamos que até ao Verão estejam concluídos. E, entretanto, temos mais seis projectos em fase de licenciamento. Alguns estão muito perto do início da construção, outros ainda vão demorar um pouco mais. E temos dois já concluídos, este onde estamos, o Rodrigo da Fonseca e o Avencas, que foi o primeiro a ficar terminado.

    Em termos de público-alvo, de segmento, a vossa estratégia tem sido mais ou menos a mesma…

    Verdade.  Para nós é muito importante manter sempre o foco no segmento de luxo e de reabilitação, em zonas muito boas dentro da cidade. E isso é algo que vamos continuar a fazer.

    Curiosamente, lançaram-se num projecto completamente diferente, o O’Living, que além de ser construção nova, também é para um tipo de cliente diferente….

    Foi uma aposta diferente de tudo o que já tínhamos feito. E que teve como intenção diversificar um pouco o nosso investimento, colocar no mercado produto para o mercado nacional. Sentimos que também temos essa obrigação.

    Qual o balanço?

    Estamos muito felizes porque no O’living, mais ou menos 90% são compradores nacionais. Famílias portuguesas, pais que compram para filhos. Estamos muito satisfeitos porque no início tivemos algum receio de que pudesse não resultar. Houve um conjunto de factores com que tivemos de lidar, desde logo porque se trata de uma escala completamente diferente. Aqui falamos de 86 apartamentos e na reabilitação estamos a falar entre cinco e 10 apartamentos.

    Temos dois que estamos a acabar a construção e temos mais seis projectos que estão, alguns em já em construção, outros a aguardar licenças.

    Não querendo entrar no detalhe de cada projecto, posso dizer que temos, no geral, três projectos em Lisboa na área da reabilitação.

    E, pela primeira vez, estamos a apostar em projectos de maior dimensão fora da Grande Lisboa. Temos um projecto em desenvolvimento em Melides, é um empreendimento turístico e outro também muito grande no Algarve e outro no Meco, a 30 minutos de Lisboa.

    Estão, então, a explorar outros mercados e outras opções, é isso?

    Sim. Actualmente, já é cada vez mais difícil encontrar boas oportunidades dentro da cidade e as que temos identificado estão a preços muito altos, o que torna difícil tornar esses investimentos rentáveis ou atractivos.

    Houve aquele boom, não é?

    Exacto. Mas agora espero que o mercado se vá ajustar um pouco, porque acho que ainda existem tantos prédios em Lisboa que poderiam resultar em operações interessantes. Só que os preços são proibitivos. Os proprietários perceberam, nos últimos anos, que podiam ganhar muito com este tipo de imóveis em localizações do centro e começaram a subir os preços, achando que podem pedir o que querem.

    Esses novos projectos mais virados para o turismo são completamente diferentes do que fizeram até ao momento. É uma estratégia para o futuro?

    É uma estratégia, embora mantenhamos o nosso ‘fio condutor’ que é a reabilitação. Vamos iniciar brevemente a construção do empreendimento Castilho 3. E, neste âmbito, temos também um na Graça e outros dois mais pequenos na Ajuda. Estes dois últimos fazem parte de um terreno maior que compramos e para onde também prevemos fazer um empreendimento com cerca de 50 apartamentos. Mas esta fase não será para já.  É um daqueles em que estamos há quase cinco anos a aguardar licença.

    Nesse caso o Simplex será positivo?

    Vamos ver. Temos uma grande expectativa. Mas acho que pode ser positivo, pelo menos no que diz respeito ao arranque das obras. Contudo, há ainda muitos pormenores por esclarecer. Tenho falado com alguns promotores que acreditam que, de certa forma, vem melhorar ou, pelo menos, não vem complicar. Há também a questão dos bancos que vão ter de se adaptar a uma nova realidade.

    Pelo menos podem começar os projectos ou podem ir avançando com os projectos. Mesmo com as questões do licenciamento, não conseguindo aquele prazo que eles dão…entre 150 a 180 dias e, em casos em que os projectos ultrapassam os cinco mil metros quadrados são 200 dias, o máximo. Mesmo assim, sabemos que 200 dias é o máximo e, portanto, conseguimos planear. Neste momento, não sabemos se são 200, 300 ou 600…

    Mas com o projecto que têm para Melides pretendem aproveitar as sinergias que agora se criaram com o projecto da Comporta?

    Sim, mas é mais na Serra de Grândola, numa área mais interior, a 20 minutos da praia. São 10 casas, com aproximadamente 500 m2 cada uma e com terrenos entre dois a três hectares. Privacidade total. Neste espaço vamos ter, ainda, um hotel, que vai ser operado por outra empresa, porque não é o nosso core. Neste projecto estamos a trabalhar em parceria com uns sócios que irão ser responsáveis pela componente hoteleira e a Mexto fará a componente residencial.

    E o do Algarve? É um empreendimento maior, não é?

    Sim, o do Algarve é um terreno muito grande, um dos últimos terrenos, mesmo à frente do mar, numa zona privilegiada, entre Monte Gordo e a Praia Verde. A nossa ideia é fazer mais ou menos 150 apartamentos. É uma zona com muito potencial, e que, pela proximidade a Espanha, também queremos que responda às necessidades dos turistas espanhóis que vêm para Portugal.

    Qual é que é o valor de investimento que prevêem, englobando já esses projetos?

    Estes projectos já estão contabilizados no plano de investimentos que falei dos 240 milhões.

    Esses projectos serão para desenvolver ao longo de quanto tempo? Tem uma previsão?

    É difícil dar uma data exacta, mas eu diria durante os próximos quatro a cinco anos. Os licenciamentos todos já estão aprovados, porque já existe um plano pormenor e um PIP aprovado. E agora com o Simplex, teremos que fazer só uma comunicação prévia. No fundo é dar início à obra e ir trabalhando no processo da comercialização.

    Dos projectos que têm em carteira qual será o que vai arrancar primeiro?

    O da Castilho. É um prédio localizado na parte baixa da Rua Castilho, próxima da Rua do Salitre, muito perto da Avenida da Liberdade. Falamos de um prédio de 1940 ou 1950, um prédio de charme, apalaçado, onde vamos fazer uma reconstrução total, como fizemos, por exemplo, na Rodrigo da Fonseca. Vamos manter as fachadas, mas o resto vai ser uma construção nova, mantendo e respeitando muito o passado do edifício, com os tectos trabalhados, com muitos elementos característicos do prédio, e vamos lá fazer seis apartamentos para o segmento premium.

    Em termos de clientes, quem são os principais compradores dos projectos da Mexto?

    Quando começámos a fazer projectos neste segmento, pensámos que os compradores iriam ser quase 100% estrangeiros que estivessem à procura casa em Lisboa, mas temos tido muitos clientes nacionais que, ainda assim, consegue responder a estes produtos de segmento alto.

    Foi uma surpresa que em cada projecto que temos, tenhamos tido sempre procura do mercado nacional e não há um projecto em que não tivéssemos vendido alguma unidade também a portugueses. Mas é verdade que. na maior parte dos casos. são estrangeiros de diferentes nacionalidades, desde americanos, brasileiros, ingleses ou mesmo sul africanos.

    Franceses?

    Curiosamente, até ao momento não temos tido clientes franceses. Eu acho que o cliente francês em Lisboa está mais à procura de um apartamento mesmo com charme antigo. Quer dizer, por exemplo, um Rodrigo da Fonseca para esses clientes já pode ser demasiado moderno. Repare: tivemos um cliente francês que não comprou na Rodrigo da Fonseca, porque como as portadas já não eram as antigas o edifício tinha perdido um pouco o seu charme.

    No seu entender, o que é o cliente estrangeiro, de uma forma geral, procura em Portugal?

    Alguns são surpreendidos, outros vêm por indicação de outras pessoas. O cliente americano está agora a descobrir o Portugal. E depois depende muito dos clientes. Há clientes que querem mesmo só fazer investimentos em zonas boas e que tenham um valor seguro em termos de rentabilidade. No fundo. são clientes que estão à procura de produtos com uma qualidade altíssima, um cliente mais exigente. Não se trata só de vender um produto, mas da atenção que se dá no after-sales.

    Falámos há pouco também na questão que, de certa forma, não vinham a pensar de fazer projectos para um segmento médio. Que outros projectos têm pensados nesta óptica, de um all-living?

    No meu entender, o projecto de Monte Gordo enquadra-se nesse segmento porque tanto é para o cliente estrangeiro –  como ingleses, franceses, e claro, espanhóis-, como ainda, historicamente, é um sítio com muitas famílias portuguesas. Acredito que este é um projecto que tem muito potencial.

    Algum dos vossos produtos poderão também no mercado de arrendamento?

    O da Graça foi uma compra que fizemos em 2019, é um prédio muito pequenino, não tem muito interesse histórico, nem nada, mas a localização é muito boa. São três apartamentos, o T1, o T2 e o T2 duplex. Ainda não sabemos muito bem se isto é um produto mais para a nossa carteira para depois fazer, talvez, arrendamento ou para vender os apartamentos.

    Os valores das rendas não são atractivos ou, por outro lado, será mais fácil comprar do que arrendar. Na Suíça temos um mercado de arrendamento forte, implementado. Isto também acontece porque, por exemplo, na Suíça o sistema bancário é diferente, não se fazem empréstimos com prazos quase infinitos. No máximo são 25 a 30 anos, o que permite ter uma igualdade ao nível dos valores que se pagam, seja em caso de arrendamento, seja em caso de compra. A ideia é que se trata sempre de um activo que não perde valor e que se o cliente não conseguir pagar, facilmente se coloca no mercado novamente. Em Portugal, alguém que compra para arrendar já tem um custo muito elevado de juros. Para ter alguma rentabilidade, a renda tem que se muito mais alta. Na Suíça, com menos equity, consegue-se uma rentabilidade muito mais interessante.

    O que seria necessário para facilitar esse processo?

    A parte legislativa é fundamental.  Se não houver esse empurrão, dificilmente será possível. Mas acho que seria também muito importante a redução do IVA na construção nova, como é na reabilitação. Não estou errado quando digo que entre 40 e 50% do valor é referente ao IVA, um valor que acaba por se repercutir no cliente final.

    Ainda na óptica da reabilitação, por exemplo, o Porto ou outras cidades mais a Norte, são hipóteses?

    Olhamos muitas vezes para oportunidades, por exemplo no Porto. Mas depois, para nós, às vezes é melhor ficar onde nós conhecemos as coisas, onde nós conhecemos muito bem o mercado.

    Porque, por exemplo, se vou comprar um prédio nessa avenida, eu sei que do outro lado é melhor do que deste lado. Conheço as micro-organizações. Eu não conheço bem o Porto. E depois sentimos quase a obrigação para nos associarmos a com alguém lá no Porto, encontrar parceiros que conheçam aquela realidade. E é complicado. Pode ser muito bom, mas é sempre um desafio.

    Não é, portanto, algo que esteja nos vossos horizontes por agora…

    Não.

    Vão entrar no mercado mais turístico. Acreditam que estão aqui a fazer uma mudança no vosso core? É para continuar?

    Com a carteira que temos actualmente, temos trabalho para os próximos anos. E até aí vamos descobrir, com certeza, outras oportunidades. Nós crescemos muito rápido. Comprámos muita coisa em pouco tempo. Agora estamos mais focados em dar continuidade e avançar para esses projectos. Mas sempre a olhar para as oportunidades que possam surgir.

    Actualmente, há toda aqui uma mística à volta de Portugal, não é? Acredita que isto é algo que vai continuar, que será sustentável, não só do ponto de vista ambiental, mas também económico?

    Eu acho que sim. De qualquer forma, gostamos de ter uma visão mais conservadora. Não podemos sempre pensar que os últimos anos foi agora o indicador para os próximos sempre que vai continuar igual. Não. Porque já atingimos um nível de preços altos. Mas acho que foi importante porque o País precisava mesmo dessa mudança, desse impulso. Mas agora também acho que os compradores estão mais cuidadosos.

    Tem que estabilizar, é isso?

    Exactamente. Acho que vamos entrar numa fase de consolidação e estabilização. Mesmo assim, acho que Portugal vai continuar forte. Acho que tem tudo para continuar a ser o sucesso que teve nos anos passados. É um País muito agradável para se viver. Tem um clima óptimo. Tem a segurança que hoje em dia é muito importante. O que para nós é completamente normal, como andar na rua a que horas for ou andar nos transportes, para quem vive nos EUA, no Brasil ou até em França, como alguns casos que conheço, não é assim.

    Como é que se imaginam daqui a 10 anos, com o portefólio que já alcançaram e com os novos projectos que vão agora desenvolver?

    Continuar a investir em Portugal, mas também ter alguns desses novos projectos que já estivemos a falar, acabados e também como são projectos turísticos, é uma coisa que vai ficar.

    Vão ficar com a gestão desses projectos é isso?

    Talvez uma parte, sim. É isto que gostaria de ter daqui a 10 anos. Falamos de algo diferente da promoção ou da construção, mas também de ter algo com rendimentos diferentes. Criar uma carteira para alugar. Mas continuando a fazer o que sabemos fazer: reabilitação.

    Os números:

    240 M€ – Volume de investimento

    71 mil m2 – Área de Construção

    269 – Apartamentos

    361 – Lugares de estacionamento

    16 – Espaços comerciais

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos

    default

    Imobiliário

    Bairro C em Guimarães é exemplo europeu

    Plataforma Europeia do Património destacou 10 iniciativas, entre elas o projecto do município de Guimarães que envolve cidadãos, universidades e organizações culturais e artísticas rumo à neutralidade climática

    CONSTRUIR

    A Plataforma Europeia do Património seleccionou o Bairro C, em Guimarães, como uma das 10 práticas locais inovadoras em cidades de toda a Europa. Este anúncio, que surge após uma fase aberta de candidaturas – que contou com 40 participações de 33 cidades e regiões europeias –, destaca o Bairro C como prática local exemplar no domínio do património cultural, contribuindo também para a transformação ecológica, digital e social da sociedade.

    Esta iniciativa servirá de base para futuras actividades de desenvolvimento de capacidades da Plataforma Europeia do Património, a começar já este ano, com a realização de visitas de aprendizagem entre pares, cada uma aberta a 20 participantes, em duas cidades seleccionadas entre os 10 vencedores. Em 2025, será organizada uma terceira visita à região do Cáucaso. Cada uma das práticas seleccionadas será também apresentada individualmente e em detalhe numa série de artigos que a entidade europeia irá publicar nos próximos meses. Uma variedade de estudos de casos, para além dos 10 seleccionados, será ainda apresentada em quatro webinars temáticos.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos

    Ponte D. Luis I (Porto)
    Créditos : DR

    Imobiliário

    Sierra e PGIM investem na área hoteleira

    As empresas anunciam a criação de uma joint venture na área da hotelaria e a aquisição do primeiro hotel no Porto. A gestão estará a cargo da IHSP liderada por Gonçalo Batalha

    CONSTRUIR

    A Sierra e a PGIM, um dos maiores gestores de imobiliário do mundo, assinaram um acordo para lançar um novo veículo de investimento sob a forma de joint venture com a experiente equipa de gestão operacional na área da hotelaria da Iberian Hospitality Solutions (IHSP), liderada por Gonçalo Batalha.

    “O mercado hoteleiro e de lazer é, desde há muito tempo, um sector fundamental para a economia ibérica. Portugal é um dos principais mercados hoteleiros do sul da Europa, atraindo uma procura internacional crescente, e com potencial significativo decorrente de melhorias na qualidade da oferta para satisfazer as exigências da procura internacional. Na actual conjuntura, os investidores procuram investimentos que acrescentem valor, que ofereçam protecção face à inflação e que gerem fluxos de caixa para obterem retornos atractivos. A nossa estratégia tem como objectivo consolidar os operadores locais e melhorar a qualidade da oferta para os hóspedes. A nossa parceria com a Sonae Sierra e a IHSP e a aquisição do primeiro hotel no Porto confirmam as nossas perspectivas positivas para a região e a estratégia implementada”, refere Nabil Mabed, head of France, Spain and Portugal na PGIM Real Estate.

    Esta joint venture marca mais um passo na estratégia de diversificação da Sierra, tanto do ponto de vista sectorial (hotelaria) como do tipo de investimento (activos de hotelaria value-add) e tem como objectivo um valor bruto de activos (GAV) de 200 milhões de euros.

    Luis Mota Duarte, chief financial officer and executive director, Investment Management na Sierra, sublinha “a oportunidade para executar uma estratégia evidente de criação de valor no segmento europeu da hotelaria, reunindo as nossas distintas capacidades de investimento e de gestão de activos. Este é o nosso primeiro veículo dedicado à hotelaria, o que comprova a nossa ambição de cobrir o espectro completo de classes de activos e sectores com competências específicas, incluindo a nossa recente aquisição no Porto”.

    A joint venture visará hotéis de dimensão considerável em destinos turísticos consolidados e irá procurar implementar estratégias para maximizar a criação de valor. A primeira aquisição é um hotel de categoria superior em pleno centro do Porto. Situado a uma curta distância das principais atracções da cidade, tem inauguração prevista para a segunda metade de 2024 e o objectivo de se tornar uma referência no mercado turístico do Porto.

    “No actual contexto de mercado, marcado por taxas de juro mais elevadas e por requisitos de investimento consideráveis para restabelecer padrões de qualidade mais elevados na hotelaria, vemos nesta nova plataforma a oportunidade de obter retornos superiores ajustados pelo risco. Acreditamos numa tendência positiva a longo prazo para o sector do turismo, uma vez que a percentagem de rendimentos alocada a experiências continua a crescer, fortemente suportada por um conjunto de factores estruturais atractivos”, disse Gonçalo Batalha da IHSP.

     

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Monday inicia expansão internacional com primeiro espaço em Lisboa

    O novo espaço, localizado na Praça Marquês de Pombal, nº 2, terá uma superfície de 4.500 m2 (o maior da rede Monday), distribuídos por 11 andares e capacidade para quase 600 utilizadores. A sua abertura está prevista para o terceiro trimestre de 2024

    CONSTRUIR

    A rede espanhola de espaços de escritórios flexíveis Monday, propriedade do grupo Urbania, abre o seu primeiro coworking em Portugal, no centro de Lisboa, no âmbito do “ambicioso” plano de expansão que a empresa tem para 2024.

    Ainda este ano, deverão inaugurar mais dois espaços em Espanha, para alcançar uma carteira de 13 centros que, traduzidos em superfície, significariam um total de cerca de 35 mil metros quadrados (m2).

    ”Cidades como Madrid, Barcelona ou Málaga, onde já estamos presentes, ou outras localidades, são algumas das opções que estamos a considerar”, explica Xavi Bassons, CEO da empresa.

    “Com uma presença sólida no mercado, activos nas melhores localizações das capitais espanholas, a integração de Lisboa e uma equipa de cerca de 50 profissionais dedicada e empenhada que funciona como o motor da nossa empresa, prevemos um aumento de receitas de 25% em 2024, face aos 12 milhões de euros do exercício anterior”, assegura Bassons.

    O novo espaço, localizado na Praça Marquês de Pombal, nº 2, terá uma superfície de 4.500 m2 (o maior da rede Monday), distribuídos por 11 andares e capacidade para quase 600 utilizadores. A actual remodelação integral do edifício, que é propriedade da empresa Zurich, está a cargo da empresa de construção Lock, do gabinete de arquitectura e design Vivim Studio. A sua abertura está prevista para o terceiro trimestre de 2024.

    Tal como todos os centros Monday, o novo espaço destina-se tanto a profissionais independentes como a grandes equipas. As instalações caraterizam-se pelo “alto nível de conforto e tecnologia” que proporcionam, com salas de reunião “espaçosas e bem iluminadas”, terraço, cantina, booth office, área de jogos de mesas e parque de estacionamento, além de um ginásio.

    Os utilizadores podem beneficiar, ainda, de aconselhamento empresarial para procedimentos administrativos em matéria de contabilidade, gestão, consultoria e marketing.

    Além disso, qualquer membro tem acesso gratuito a qualquer um dos outros 10 centros da rede Monday em Espanha e Andorra (cinco em Barcelona, três em Madrid, uma em Málaga e uma em Andorra).

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Thomas & Piron com novo investimento de 300M€ em Loures

    Com assinatura do gabinete de arquitectura Saraiva + Associados, de Miguel Saraiva, o início da construção e comercialização, que decorrerá em quatro fases, está previsto para 2025 e o seu término para 2034

    CONSTRUIR

    A promotora belga, Thomas & Piron vai lançar o novo empreendimento Clarissas, numa zona de “elevado potencial urbanístico” de Loures, onde foi construído no séc. XVI o antigo Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres e a atual Igreja Matriz de Sacavém e que, mais tarde, foi ocupado por instalações militares, conhecidas como Quartel de Sacavém.

    O projecto prevê ainda a reabilitação da Praça da República, no centro de Sacavém, a construção de uma rede de infraestruturas, e ainda a criação de espaços verdes na envolvente do empreendimento.

    Com um investimento total superior a 300 milhões de euros, o início da construção e comercialização, que decorrerá em quatro fases, está previsto para 2025 e o seu término para 2034.

    Com assinatura do gabinete de arquitectura Saraiva + Associados, de Miguel Saraiva, e com um conceito de habitação inovador e sustentável incorporado no seu design, todos os apartamentos foram pensados para serem eficientes energeticamente e “amigos” do ambiente, contemplando ainda a criação de 30 mil m2 de áreas verdes.

    O projecto imobiliário Clarissas vai incluir a construção de uma nova urbanização, que contempla uma área residencial com 10 lotes, 37 edifícios, num total de cerca de 760 apartamentos, de tipologias T1 a T5, incluindo penthouses e duplex, com cerca de 83.400 m2 e com valores a partir dos 195 mil euros.

    Todos os apartamentos vão contar com amplas varandas ou terraços, estacionamento privativo e, em alguns dos edifícios terão acesso a piscinas e jardins privativos.

    Serão ainda criados cerca de 9 mil m2 de zonas comerciais e de serviços, 30 mil m2 de zonas verdes, equipamentos sociais e de lazer destinadas a seniores e crianças, uma rede de infraestruturas com a construção de acessos pedonais e rodoviários, e ainda um total de lugares de estacionamento que poderá ascender a 2.400, sendo 1.800 privados e 700 públicos, incluindo um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 180 lugares.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB

    Navegue

    Sobre nós

    Grupo Workmedia

    Mantenha-se informado

    ©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.