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NUMA dá o pontapé de saída na expansão para o mercado português

O edifício que durante décadas serviu de sede à Federação Portuguesa de Futebol será convertido no primeiro hotel digital do Grupo NUMA em Portugal. Este é o primeiro de vários negócios que estão no pipeline de investimento do grupo alemão e que têm as cidades de Lisboa e Porto como alvo

Manuela Sousa Guerreiro
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NUMA dá o pontapé de saída na expansão para o mercado português

O edifício que durante décadas serviu de sede à Federação Portuguesa de Futebol será convertido no primeiro hotel digital do Grupo NUMA em Portugal. Este é o primeiro de vários negócios que estão no pipeline de investimento do grupo alemão e que têm as cidades de Lisboa e Porto como alvo

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Lisboa será a primeira cidade portuguesa a juntar-se à lista de cidades europeias onde o grupo alemão NUMA está já presente. O grupo com sede em Berlim prevê inaugurar o seu novo hotel digital em Lisboa no segundo trimestre de 2024. O hotel irá ocupar a antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol, junto ao largo do Rato, em Lisboa. Um negócio possível depois do grupo ter entrado em acordo com os novos proprietários do edifício, uma joint venture de dois investidores de private equity, a Bizau Capital Partners e a ADMAR SCR, para a locação da antiga sede da FPF.
O novo hotel terá 77 quartos, que irão alargar a oferta da capital em mais 154 camas, totalizando 1600 metros quadrados.

O novo NUMA Lisboa será, à semelhança das outras unidades do grupo, totalmente digital. “Acabou o tempo de espera na recepção como acontece nos hotéis tradicionais. Isto poupa os hóspedes do hotel a muito stress, no caso de, por exemplo, precisarem de chegar rapidamente ao aeroporto. No hotel NUMA é possível fazer o check-out no táxi a caminho do aeroporto”, explicou o grupo ao CONSTRUIR.

Todos os serviços, tais como reservas, coordenação e marketing são geridos centralmente na sede do NUMA em Berlim. A coordenar estes serviços para todos os hotéis do grupo está uma equipa de “especialistas experientes em hotelaria”. Mas em cada cidade o grupo tem as suas próprias equipas, “que atendem imediatamente aos desejos dos hóspedes do hotel”. Um serviço que pode ser avaliado nos portais dos utilizadores.

Este conceito eficiente e contactless permitiu ao NUMA alcançar números recorde, mesmo em tempos de pandemia. O ano passado, segundo o grupo, a operação “gerou um crescimento das receitas de 500% com mais de 2.500 unidades (hoje em dia mais de 3.000 unidades), com uma taxa de ocupação de 85%, apesar da COVID, e 230% acima da média do mercado em toda a Europa”, revela o grupo ao Construir. Números que segundo os seus responsáveis atestam que “o modelo inovador NUMA provou ser resistente a condições de mercado mais desafiantes, como foi o caso do ano de 2021. O rápido crescimento do NUMA em toda a Europa mostra o quanto os mercados europeus estão à espera de soluções novas e inovadoras na indústria hoteleira”.

São estes números que o grupo sublinha na altura de estabelecer parcerias com investidores, proprietários, promotores imobiliários, e operadores hoteleiros para criar soluções baseadas em tecnologia. “Cerca de 80% dos processos hoteleiros tradicionais podem ser digitalizados, o que poupa não só tempo mas também recursos e custos fixos. Muitos operadores de hotéis tradicionais não terão outra escolha senão adaptarem-se”, defende o grupo.

Parcerias estratégicas nos mercados
“O Grupo NUMA é muito flexível. Em primeiro lugar, estamos interessados em contratos de arrendamento de longo prazo para grandes projectos, por exemplo, mais de dez anos, contratos de gestão e franquia e aquisições. Depende do caso particular e do parceiro. O Grupo NUMA está constantemente à procura de localizações nas principais cidades europeias, com uma área bruta de cerca de 500 a 8000 metros quadrados, com cerca de 10 a 250 unidades. Procura tipos de propriedades hoteleiras existentes ou potenciais, como hotéis ou edifícios de apartamentos comerciais ou para conversões de escritórios com a possibilidade de apartamentos de curta duração, espaços residenciais em cidades com licenças para aluguer de curta duração e projectos de desenvolvimento”, inúmera o grupo.

Ainda segundo o grupo a tecnologia desenvolvida permite um aumento de lucros “até 40%, para os para os operadores hoteleiros através dos processos de negócio automatizados, preços inteligentes, e taxas de ocupação mais elevadas. “Estamos a construir uma classe de activos para a nova geração de viajantes. O NUMA distingue-se dos hotéis tradicionais, tanto em termos de experiência dos hóspedes como de parceiros imobiliários. O nosso modelo permite um melhor retorno do investimento do que um hotel tradicional. Uma vez que este novo mercado é altamente atractivo, não partilhamos detalhes sobre as nossas parcerias”, sustenta.

O Grupo NUMA trabalha com empresas cotadas em bolsa como parceiros para fornecer financiamento, pelo que o valor do investimento só pode ser divulgado em “casos excepcionais”. Um desses casos excepcionais foi a parceria estratégica entre o NUMA e a LaSalle Investment Management, uma das empresas líderes em investimento imobiliário, que inclui um volume de investimento de 500 milhões de euros para aquisição, reforma e operação de unidades hoteleiras localizadas nos centros urbanos na Europa Ocidental. Identificados estão já 15 activos localizados no Reino Unido, Espanha, Itália e Holanda que representam um volume de investimento superior a 450 milhões de euros.

Portugal pode estar fora desta parceria, mas já despertou a atenção do grupo alemão. “Para o NUMA, Portugal é um dos mais importantes mercados europeus do futuro, com grande importância estratégica. Acreditamos que o nosso modelo de sucesso comprovado é perfeito para as características do mercado local em Portugal, como um destino de viagem altamente atractivo”, afirma o grupo.

“Logo no início da nossa entrada no mercado português, em Lisboa, estamos muito satisfeitos por podermos oferecer aos nossos futuros hóspedes, um edifício histórico que já foi frequentado pela selecção portuguesa e por futebolistas reconhecidos. Isto é exactamente o que o NUMA representa: experiências de viagem excepcionais para os nossos hóspedes, aquilo a que chamamos “estadias com alma”. O nosso objectivo claro com o NUMA é estabelecer uma geração completamente nova de hotéis e alojamentos de curto prazo, inovando também a indústria hoteleira em Portugal”.

Em Portugal, como em toda a Europa, o Grupo NUMA concentra-se em propriedades hoteleiras e comerciais em locais centrais das grandes cidades. “Temos como alvo os distritos movimentados e os principais locais com maior procura turística e de pessoas que viajam em trabalho”. Para além do NUMA em Lisboa, o Porto também está no topo das preferências do plano de expansão do Grupo em Portugal. “Outros projectos em Portugal também já estão no pipeline e iremos informar o público assim que os contratos forem assinados. Estamos sempre muito interessados em propostas que nos pareçam adequadas, especialmente nas cidades de Lisboa e do Porto”, salientam.

O culto da individualidade

A alimentar o crescimento e a preferência por este tipo de serviço estão os “turistas modernos” e, claro está “os viajantes em trabalho”, que privilegiam a rapidez, eficiência e facilidade que um serviço primordialmente digital oferece. “O número de viajantes aumentou com os vários AirBnB disponíveis. Agora estes têm mais dinheiro e procuram maior conforto, mas a procura por individualidade e autenticidade permanece ou até aumentou. As pessoas procuram por espaços com estilo arquitectónico moderno, não querem perder tempo nos balcões da recepção e também não querem estar presos a horários fixos para pequenos-almoços, mas sim ter a sua própria cozinha para realizar as suas refeições. Também procuram uma rápida ligação à Internet. E têm uma afinidade digital e apreciam a máxima flexibilidade”.

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Henderson Park investe 25M€ na modernização do Lagoas Park

Em comunicado, a imobiliária revela que está “a investir no futuro do Lagoas Park, para proporcionar um ambiente e uma comunidade que garantam as necessidades e expectativas em constante mudança das cerca de 90 empresas e 7.000 pessoas que visitam e trabalham diariamente no Lagoas Park”

A Henderson Park Capital, empresa imobiliária de capitais privados, que adquiriu o Lagoas Park em 2020, anunciou esta quinta-feira um programa de investimento de 25 milhões de euros para a modernização do Lagoas park. O projeto, a realizar ao longo dos próximos quatro anos, contará com a modernização de instalações e espaços colaborativos, quer para visitantes, quer para os colaboradores que trabalham no Parque. As áreas exteriores serão remodeladas, incluindo a praça central, a galeria comercial e áreas comuns, em conjugação com a remodelação dos interiores dos edifícios de escritórios.

Em comunicado, a imobiliária revela que está “a investir no futuro do Lagoas Park, para proporcionar um ambiente e uma comunidade que garantam as necessidades e expectativas em constante mudança das cerca de 90 empresas e 7.000 pessoas que visitam e trabalham diariamente no Lagoas Park”. As obras iniciaram-se em 2021, com melhorias já concluídas em alguns dos edifícios e espaços de escritórios. O investimento vem também reforçar as credenciais de sustentabilidade do Lagoas Park, com o objetivo de obter certificação BREEAM, em todos os edifícios no Parque com uma classificação mínima de ‘Very Good’.

“Em 2002, ano da sua inauguração, o Lagoas Park foi considerado “Best-in-Class” Office Park. Este plano de investimento vai garantir que o Parque permaneça entre os principais parques empresariais da Europa e se adapte às exigências em constante mudança dos inquilinos nacionais e internacionais na dinâmica do mercado de escritórios de Lisboa” diz Ronan Webster, Diretor de Gestão de Ativos, Henderson Park. “Os parques de escritórios de sucesso do futuro, como o Lagoas Park, vão adaptar-se às necessidades em evolução permanente de todos os inquilinos, para dar resposta ao novo ambiente de trabalho e disponibilizar instalações modernas, com preocupações de bem-estar, serviços e espaços comunitários colaborativos para que todas as atividades que decorrem no parque possam crescer”, acrescenta.

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Empreendimento O’ Living com mais de 50% dos apartamentos comercializados

Localizado no Parque das Nações, em Lisboa, o projecto, com assinatura do atelier Saraiva + Associados, é promovido pela Mexto Property Investment

O projecto residencial O’Living, junto ao Parque das Nações,e Lisboa, encontra-se já com mais de metade dos seus apartamentos comercializados. A promotora do empreendimento, a Mexto Property Investment, confirmou que do total de 86 apartamentos já se encontram vendidos 51%. O projecto, que conta com dois edifícios, e com tipologias que variam de T1 a T4, conta assim com 44 imóveis vendidos.

Vocacionado para as famílias portuguesas, o O’Living representa um investimento total de 30 milhões de euros. Quanto à nacionalidade dos compradores, 99% são portugueses.

Com a assinatura do atelier de arquitetura Saraiva + Associados, o O’Living distingue-se pelo seu “design moderno e pela qualidade dos seus espaços interiores únicos”. A arte também está presente neste projeto. A Mexto desafiou o artista Pedro Pires a desenvolver um projecto artístico único, exclusivo e à medida, que fará parte integrante do lobby de cada um dos dois edifícios.

Pensado para as famílias portuguesas, o O’Living pauta-se pela qualidade do seu mapa de acabamentos e por representar uma solução financeiramente alinhada com a oferta. Foi concebido para dar resposta clara à falta de oferta de habitação média na capital e o seu sucesso de vendas comprova isso mesmo.

Todos os apartamentos do O’Living beneficiam de estacionamento subterrâneo com lugar para 128 veículos e espaços comerciais no piso térreo e conta, ainda, com um bicicletário, cozinhas totalmente equipadas pela AEG, ar condicionado, domótica para controlo de iluminação e ensombramento e de fachadas com predominância de amplos vãos de janelas, varandas ou terraços.

Contará, ainda, com um total de 188 lugares de estacionamento público para residentes nas imediações.

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Mercan Properties vai construir um novo hotel no centro de Faro

Os activos têm uma área bruta de construção de 6.500 m² e localização privilegiada no centro da cidade. É aí que irá nascer o terceiro hotel do grupo na região

O grupo Mercan Properties adquiriu de um conjunto de activos imobiliários em Faro, que serão agora alvo de um projecto de reabilitação urbana e promoção imobiliária.

Localizado em pleno centro da capital algarvia, perto da marina e das principais atracções turísticas da cidade, este conjunto de activos com uma área bruta de construção de aproximadamente 6.500 m² reúne as condições para a promoção de um novo projecto de hotelaria, o terceiro do grupo na região

“A compra destes activos é mais uma aposta do Grupo Mercan Properties no Algarve. Esta é uma região com um elevado potencial, onde avançamos agora para o desenvolvimento do nosso terceiro projecto de hotelaria nesta área. Esta será a nossa primeira reabilitação urbana em Faro, que irá certamente enriquecer a economia do centro histórico da cidade”, avança Jordi Vilanova, presidente da Mercan Properties. Para o responsável, este investimento reforça o compromisso do grupo em “contribuir para a reabilitação de edifícios e áreas históricas, assim como para o crescimento das áreas envolventes, privilegiando todos os que visitam e habitam na cidade de Faro”.

O processo de venda, mediado pela JLL em representação do investidor privado, juntou diversas entidades com perfis de investimento diferentes, devido ao potencial deste activo, nomeadamente às suas possíveis finalidades (residencial, hotelaria, apartamentos turísticos). “O Grupo Mercan Properties revelou-se o comprador mais competitivo, prevendo, para este activo, o desenvolvimento de um novo projecto de reabilitação urbana na área da hotelaria”, refere a consultora.

“Esta é a primeira operação concluída pela nossa equipa na cidade de Faro, e não poderia ter corrido melhor, dando mais um importante contributo para consolidar o posicionamento da JLL no mercado algarvio”, sublinha Gonçalo Ponces, head of Development da JLL Portugal. Em causa, está “um activo que desde o primeiro momento suscitou bastante interesse junto de potenciais investidores, nacionais e estrangeiros; cabendo-nos a responsabilidade de assessorar o nosso cliente a seleccionar aquela que seria a proposta mais vantajosa não só para si, mas também para a requalificação daquela zona da cidade. Foi com bastante satisfação que após um processo bastante disputado acabámos por fechar negócio com o Grupo Mercan Properties, que nos últimos anos tem vindo a investir de forma muito activa de norte a sul de Portugal”, refere o responsável.

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Maya Capital estreia-se em Portugal com investimento de 65 M€

Vocacionado para investidores que procurem novas oportunidades de rendimento e elegível para Golden Visa, o Conceição 123 é a primeira aposta do FII em Lisboa. A comercialização, em regime de exclusividade, está a cargo da JLL

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A JLL, através do departamento Residencial, acompanha o Maya Capital na comercialização, em regime de exclusividade, naquele que é o seu primeiro projecto imobiliário em Lisboa. Com um investimento de 65 milhões em activos residenciais, o fundo de investimento imobiliário estreia-se com o Conceição 123. Vocacionado para investidores que procurem novas oportunidades de rendimento e elegível para Golden Visa, o imóvel insere-se numa localização premium da cidade, em plena Baixa, trazendo para o mercado 13 novas fracções de uso turístico.

Situado no número 123 da rua da Conceição, este é um empreendimento de uso turístico pensado de raiz como um produto de investimento numa óptica de rendimento, garantindo aos seus compradores um rendimento fixo anual por um período de cinco anos. Os 13 apartamentos estão disponíveis nas tipologias T0 a T2 e serão entregues para exploração turística, com gestão a cargo da Lisbon Serviced Apartments.

Concebidos com elevados padrões de qualidade e exigência, todas as unidades serão equipadas com um pack mobília e algumas possuem varanda. Os apartamentos têm áreas entre os 30 e os 104 m2, distribuindo-se pelos cinco pisos do edifício situado numa das zonas nevrálgicas do turismo de Lisboa.

Situado numa das ruas históricas da Baixa Pombalina, o Conceição 123 está a uma curta distância a pé da estação de metro da Baixa-Chiado, do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, do Cais do Sodré e do Terreiro do Paço, contando com uma ampla oferta de restaurantes, comércio, serviços e transportes mesmo à porta de casa.

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Venda de casas em Portugal cai 8% no Verão

Entre os meses de Junho e Agosto venderam-se 37.900 casas em Portugal, o que representa uma quebra de 8% face aos 41.310 fogos transaccionados no 1º trimestre do ano e posiciona o mercado em níveis equiparados a 2019

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A Confidencial Imobiliário estima a venda de 37.900 casas em Portugal (Continental) no período compreendido entre Junho e Agosto. A projecção é realizada a partir dos dados reportados à base de dados do Sistema de Informação Residencial (SIR), que acompanha a dinâmica de vendas do mercado habitacional português com actualizações mensais.

O volume de vendas previsto representa uma quebra de 8% face aos 41.310 fogos transaccionados no 1º trimestre do ano e posiciona o mercado em níveis equiparados a 2019, quando se vendiam entre 34.000 e 39.000 fogos por trimestre. Além disso, afasta-se da dinâmica observada entre a segunda metade de 2021 e o arranque deste ano. Nesse período, pela primeira vez, venderam-se mais de 40.000 casas por trimestre, um ritmo sustentado ao longo de três trimestres consecutivos e que atingiu o pico de 43.600 unidades vendidas no 4º trimestre de 2021.

Relativamente à oferta, as empresas participantes na base de dados do SIR reportaram um total de 39.000 casas para venda no país no período do Verão (Junho a Agosto). Trata-se do volume de oferta mais baixo dos últimos 15 anos (com referência à série SIR) e representa uma descida de um terço face à oferta trimestral disponível antes da pandemia, em torno das 60.000 unidades.

Nos três meses compreendidos entre Junho e Agosto, as casas em Portugal foram vendidas por um preço médio de 2.025€/m2, traduzindo um valor médio por fogo vendido de 211.700€. O tempo médio de venda das casas neste período foi de 5 meses

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Solyd inicia construção do Bloco B do Terraces Mirear

A promotora imobiliária arranca com a construção do segundo edifício do seu mais recente projecto Terraces Mirear, em Miraflores. O início da comercialização do bloco B vai colocar no mercado mais 102 novos apartamentos T1 a T5 e 6 espaços comerciais

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A promotora imobiliária Solyd Property Developers lança Terraces Mirear Bloco B, em Miraflores, e anuncia o início da construção que será realizada pela construtora Teixeira Duarte.

O projecto é elaborado pela equipa de arquitectura da SOLYD e liderada pela arquitecta Cristina Rocheta, coloca no mercado 102 apartamentos de construção nova com tipologias T1 a T5, áreas compreendidas entre os 54 e os 244 m2 e varandas e terraços com áreas até 331 m2, e seis espaços comerciais.

Este edifício irá oferecer ginásio, sauna, jacuzzi e piscina na cobertura, bem como sala multiusos e lobby decorado, arrecadações privativas e 249 lugares de estacionamento para automóveis e bicicletas, com pré-instalação para carregamento de veículos eléctricos.

O projecto insere-se numa zona consolidada em termos de grandes espaços de comércio, serviços, restauração, óptimos acessos, uma boa rede de transportes, próximo de vários locais de interesse, como o Parque Florestal de Monsanto, o Parque Urbano de Miraflores e o Rio Tejo.

Este é o segundo edifício do Mirear a ser lançado. No final do ano passado, a Solyd lançou o primeiro edifício deste projecto, que já conta com uma taxa de colocação de 90%.

O Mirear é um empreendimento multiusos com 6 edifícios, 5 residenciais e 1 edifício de escritórios, que ao todo representa um investimento de 260 milhões de euros. No Bloco B, o preço dos apartamentos inicia-se nos 326.000€.

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Predibisa e JLL comercializam “retail spaces” do Edifício Flower Tower

Os espaços de serviços e comércios traduzem-se numa área total locável de aproximadamente 1.880m2, quatro dos quais têm ligação directa ao nível da rua e os outros quatro têm ligação à nova praça criada pelo empreendimento

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O edifício Flower Tower, em Leça da Palmeira, promovido pela Nexity Portugal, já se encontra concluído e conta, agora, com a oferta de oito novos espaços de serviços e comércios projectados para diferentes conceitos de negócio. A comercialização está a cargo da Predibisa e da JLL.

Da autoria da equipa de arquitectura OODA, a Flower Tower surpreende desde logo pela magnitude de todo o projecto, mas também pelas infraestruturas. Os espaços de serviços e comércios traduzem-se numa área total locável de aproximadamente 1.880m2, quatro dos quais têm ligação directa ao nível da rua e os outros quatro têm ligação à nova praça criada pelo empreendimento.

“Com o aproximar da conclusão da primeira Flower Tower estamos de facto orgulhosos não só porque temos uma torre de apartamentos únicos, mas também porque contamos com uma oferta de um novo espaço público e de espaços comerciais onde vamos ajudar a consolidar uma comunidade através de comércio local para os residentes neste bairro”, afirmou Fernando Vasco Costa, director geral da Nexity Portugal.

Rita Quinta, responsável da Predibisa pela comercialização dos “retail spaces”, acreditamos que “a dinâmica da envolvente será um excelente contributo para o sucesso de todos os negócios aqui implementados, nomeadamente, restauração, ginásios, cuidados de saúde e bem-estar, lojas de conveniência, entre muitos outros e um novo ponto de referência a nível de comércio e serviços locais”.

Para Mariana Rosa, head of Leasing Markets Advisory da JLL, “o comércio de proximidade está em forte expansão, pois os consumidores procuram, cada vez mais, satisfazer as suas necessidades quotidianas num raio de distância mais perto da sua casa ou do seu local de trabalho e especialmente em espaços de rua. Estas lojas são uma excelente solução para dar resposta a esta tendência e beneficiarão, pela sua localização e pela própria integração num edifício residencial de grande escala, de um intenso fluxo pedonal. Vão ser uma aposta ganha para os retalhistas que decidam instalar-se”.

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Norfin lança futuro Oriente Green Campus

O espaço, para onde anteriormente esteve pensado o projecto Multiusos Oriente, contará com uma área total de escritórios de 41,100 m2 e ainda 18,700 m2 de zonas exteriores

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A Norfin, uma das referências nacionais na gestão de investimentos imobiliários, em representação do Fundo Multiusos Oriente FEIIF, detido pelos Orion European Real Estate Funds, acaba de anunciar o início das obras para a construção do Oriente Green Campus. A construção deverá estar finalizada no decorrer do segundo semestre de 2023 e promete trazer “um novo impulso à zona norte do Parque das Nações”.

O futuro Oriente Green Campus, localizado em Moscavide, no espaço onde anteriormente esteve pensado o projecto Multiusos Oriente, contará com uma área total de escritórios de 41,100 m2 e ainda 18,700 m2 de zonas exteriores e servirá de extensão ao Parque das Nações estando dotado de várias alternativas de acessibilidade. Idealizado para estar na vanguarda da sustentabilidade, o edifício contará com variadas amenities, como um food court de uso exclusivo dos utilizadores, ginásio, auditório, extensas zonas verdes e estacionamento para veículos, incluindo bicicletas, bem como um sistema de ventilação natural que permitirá uma maior renovação do ar no interior e uma redução do consumo energético.

O projecto de arquitetura, desenvolvido em colaboração pelos reconhecidos ateliers de arquitectura Kohn Pedersen Fox Associates (KPF), com vasta presença internacional, tendo desenvolvido projectos para algumas das maiores empresas mundiais, incluindo alguns dos gigantes tecnológicos, e Saraiva + Associados, pretende proporcionar “uma experiência de trabalho inovadora e acolhedora”, o que se reflecte na incorporação de vastas zonas verdes, nas áreas amplas de iluminação natural, na qualidade dos equipamentos e acabamentos e, ainda, num rooftop único em Portugal.

Com uma área bruta total de construção de 41.000m2, o programa distribui-se por três pisos acima do solo, com floorplates únicos de até 14.000m2 por piso. O edifício contará com três entradas independentes o que lhe confere flexibilidade e conveniência.

O complexo estará habilitado a albergar mais de 3.500 funcionários, nas suas duas formas: como utilizadores individuais – em gabinetes – ou em open space, complementados pelas salas de reuniões formais ou zonas de encontro informais e de pausa. Incluem-se ainda o átrio principal, um food court, uma zona de ginásio, um auditório, um espaço para estacionamento de bicicletas e um delivery locker.

O Oriente Green Campus será, ainda, o primeiro edifício LEED Platinum do mercado da Grande Lisboa, garantindo assim o mais alto nível de certificação da construção sustentável, com grande foco na redução da pegada carbónica. Este será ainda dotado do selo WELL Gold, que visa nomeadamente a saúde, segurança e o bem-estar dos seus utilizadores. “O equilíbrio entre as práticas verdes e a tradição local estará também reflectido na fachada do edifício, que incorpora peças de azulejo, privilegiando a paleta de cores azul e branco, típicas da cidade de Lisboa”, reafirma a promotora.

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YARD Properties faz a estreia em Portugal

O primeiro projecto imobiliário, desenvolvido pela promotora chama-se “355 Outubro”, localiza-se em Lisboa e representa um investimento de 13,5 M€. Em carteira estão mais dois projectos residenciais “prime” que deverão ascender a 71 milhões de euros

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A YARD Properties é a nova empresa de promoção e investimento imobiliário, sedeada em Lisboa, do grupo israelita liderado por David Rabbi, empresário activo no mercado imobiliário em várias cidades e países do mundo.
É uma empresa que tem como objectivo “desenvolver projectos com impacto positivo”, com uma visão inovadora, que contribuam “positivamente para o sector e a nível social”, “respeitadores do meio ambiental”, refere a sua declaração de princípios.

A criação da empresa em Portugal traduz a confiança que o empresário israelita deposita no mercado imobiliário nacional e no seu potencial. O primeiro projecto localiza-se em Lisboa “355 Outubro”, e representa um investimento de 13,5 milhões de euros.


Para o seu fundador, mais do que uma nova empresa de promoção imobiliária a YARD properties pretende afirmar-se no mercado como uma marca forte associada a solidez e confiança, “atributos tão importantes neste sector”, sublinha, bem como à responsabilidade ambiental e social e à inovação. Na base de todas estes pilares estruturais estão as pessoas, proporcionando aos seus clientes “casas que satisfaçam os seus anseios de segurança, estabilidade e felicidade”. “Pretendemos desenvolver projectos imobiliários inovadores, pensados para as pessoas e que enquadrem todas estas vertentes constitutivas da YARD Properties”, sublinha David Rabbi.

O empresário sublinha que nestes últimos 40 anos não se assistiram em Portugal a saltos qualitativos em termos de processos construtivos e de materiais. Mas, agora estamos a assistir a uma verdadeira ‘revolução na construção’. A YARD Properties “quer associar-se a este movimento renovador”, subscreve.

“355 Outubro” com vendas a bom ritmo

O primeiro empreendimento da YARD Properties, no nº 355 da Avenida 05 de Outubro, na capital, tem já a estrutura concluída e a sua construção, a cargo da empresa Alves Ribeiro, deverá estar concluída em Fevereiro de 2023. O imóvel disponibiliza 18 luxuosos apartamentos, com 2 e 3 quartos, bem como um apartamento duplex de 5 quartos na cobertura do edifício. David Rabbi acredita que eles estarão totalmente vendidos por altura da conclusão das obras, dado o bom ritmo de vendas e pela procura a que tem assistido. Os compradores das frações vendidas são tanto estrangeiros, de diversas nacionalidades, como portugueses.

Para além do “355 Outubro”, a YARD Properties tem dois novos projectos residenciais em avaliação cujo montante global de investimento ascenderá a 71 milhões de euros. A sua divulgação acontecerá em breve.

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Sani/Ikos Group celebra novo acordo de parceria estratégica com a GIC

A transacção valoriza o Sani/Ikos Group em 2,3 mil milhões de euros e deverá ser concluída no quarto trimestre de 2022. Especialista em resorts balneares de luxo no Mediterrâneo afirma que Portugal será um dos países de aposta para a expansão nos próximos anos, nomeadamente no Algarve

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O Sani/Ikos Group (SIG), grupo especialista em resorts balneares de luxo no Mediterrâneo, e a GIC, empresa investidora institucional global, celebraram uma parceria estratégica na qual a GIC se vai tornar o principal accionista juntamente com a equipa de gestão do SIG. A transacção valoriza o Sani/Ikos Group em 2,3 mil milhões de euros e deverá ser concluída no quarto trimestre de 2022, sujeita à habitual aprovação regulamentar

Sob a liderança dos seus fundadores, Stavros Andreadis, Andreas Andreadis e Mathieu Guillemin, que continuam a ser accionistas significativos, o SIG cresceu do resort familiar Sani na Grécia para a operação de resorts de luxo liderada por proprietário que regista o crescimento mais rápido e maior sucesso no Mediterrâneo. Desde a sua criação em 2015, o SIG expandiu a sua base de activos e escalou por um factor de quatro com o apoio de investidores “blue-chip”, incluindo fundos geridos pela Oaktree Capital Management L.P., fundos geridos pela Goldman Sachs Asset Management, Moonstone, Florac e Hermes GPE, que venderão as suas participações à GIC como parte desta transacção.

Andreas Andreadis e Mathieu Guillemin vão continuar a gerir o SIG como CEOs e Co-Managing Partners, enquanto Stavros Andreadis se tornará presidente honorário do Grupo.

A força do negócio do SIG tem sido evidenciada pelo seu crescimento e resiliência, inclusive durante a Covid. Em 2022, as reservas nos resorts do SIG subiram 52% em comparação com 2021 e 57% em comparação com 2019. Tanto os conceitos Sani como Ikos estão a proporcionar uma satisfação excecional aos hóspedes em excelentes propriedades de resorts balneares. A Ikos combinou com sucesso, e de uma forma inovadora, o verdadeiro luxo com o poder do tudo incluído (all-inclusive), tal como ilustrado pelo ranking global #1 alcançado na categoria TripAdvisor’s Traveler’s Choice Best All-Inclusive durante cinco anos consecutivos até 2022.

A nova parceria com a GIC irá reforçar ainda mais os recursos à disposição do Grupo para concretizar o seu plano de investimento a cinco anos de mais de 900 milhões de euros, contribuindo para o apoio às economias locais e para a criação de novos empregos no Mediterrâneo. Neste contexto, Portugal assume-se como um dos países prioritários para a expansão do Grupo, tendo sido já anunciado os planos para abertura de um resort no Algarve entre 2023 e 2025. O Grupo assegurou quatro projectos adicionais (1578 quartos, suites e moradias) para a expansão da marca Ikos na Grécia (Corfu & Creta), Espanha (Mallorca) e Portugal (Algarve), e pretende continuar a desenvolver as marcas Sani Resort e Ikos Resorts na Grécia e no estrangeiro.

O SIG também ganhou reconhecimento entre a indústria pelo seu contínuo compromisso com a responsabilidade social e o futuro de turismo sustentável. O programa Sani Green, lançado em 2008, e Ikos Green, que começou no início da marca, desenvolveram-se ao longo dos anos num programa ESG integrado e galardoado que se concentra na obtenção de resultados ambientais, sociais e económicos positivos.

Morgan Stanley actuou como consultor financeiro e Kirkland & Ellis LLP atuou como consultor jurídico do Grupo Sani/Ikos nesta transacção.

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