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Taxas Euribor sobem pela sexta sessão consecutiva

Euribor a seis meses subiu para 0,947%, registando assim um novo máximo. Em 21 de julho, o BCE aumentou em 50 pontos base as três taxas de juro directoras, a primeira subida em 11 anos, com o objectivo de travar a inflação, o que influencia directamente com a Euribor

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Taxas Euribor sobem pela sexta sessão consecutiva

Euribor a seis meses subiu para 0,947%, registando assim um novo máximo. Em 21 de julho, o BCE aumentou em 50 pontos base as três taxas de juro directoras, a primeira subida em 11 anos, com o objectivo de travar a inflação, o que influencia directamente com a Euribor

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Esta quarta-feira, as taxas Euribor voltaram a subir, pela sexta sessão consecutiva, e renovaram os máximos. A taxa mais utilizada nos créditos à habitação em Portugal, a seis meses, aumentou para 0,947%, mais 0,021 pontos que os 0,926% na sessão anterior, assinalando assim um novo máximo. De destacar a subida de 0,162% em junho para 0,466% em julho, na média da Euribor a seis meses.

Também no prazo a três meses, a Euribor registou, pela sexta sessão consecutiva, 0,493%, um novo máximo (mais 0,025 pontos que a sessão anterior). A média da Euribor a três meses subiu de -0,239% em Junho para 0,037% em Julho.

No que diz respeito ao prazo de 12 meses, a Euribor subiu para 1,427%, face aos 1,398% na véspera, uma subida de 0,029 pontos, máximo em mais de 10 anos, à semelhança dos restantes prazos.

Na reunião de política monetária realizada em 21 de julho, o BCE aumentou em 50 pontos base as três taxas de juro directoras, a primeira subida em 11 anos, com o objetivo de travar a inflação.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras Banco Central Europeu (BCE), sendo que estas entidade já confirmou que as taxas de juro irão continuará a subir..

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respectivamente, de -0,605% em 14 de Dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de Dezembro de 2021, mas começaram a subir mais significativamente desde 4 de Fevereiro, depois de o BCE ter admitido que poderia subir as taxas de juro directoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Grupo CVM vai investir 140M€ até 2024

O grupo nortenho Construções Vila Maior (CVM) anuncia o investimento de 140 milhões de euros, a realizar até 2024, com vista ao desenvolvimento de vários projectos imobiliários para o segmento residencial que irão criar 825 novas fracções. Os investimentos concentram-se a Norte

Do total previsto, 425 fracções estão já em desenvolvimento/construção e as restantes quatro centenas irão iniciar-se até ao final de primeiro trimestre de 2023, como conta ao CONSTRUIR Severino José Ponte, CEO do Grupo CVM.

O grupo CVM foi fundado em 1999, dedica-se à construção e promoção imobiliária e centra a sua actividade essencialmente entre Espinho e Leça da Palmeira. Uma concentração geográfica que irá ser reforçada nos próximos dois anos. O objectivo do grupo é “consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária, e liderar o sector em Vila Nova de Gaia, reforçar no Porto, Espinho e Matosinhos”.

O grupo é já um forte player na área da construção, reabilitação e promoção, com soluções que abrangem diversas dimensões, desde a construção de habitação prime, à reabilitação integral de edifícios, tendo, nos últimos 10 anos, construído 900 fracções no Porto e Vila Nova de Gaia. Em 2021, o grupo CVM facturou 24 milhões de euros e estima atingir os 32milhões de euros em 2022.

A empresa lançou, recentemente, sete novos projectos imobiliários no valor de 49,7 milhões de euros. Que projectos são estes, dirigidos para que segmentos de mercado?
Todos os projectos lançados e que estão em construção e em fase de comercialização são de habitação e destinam-se ao segmento de mercado médio-alto. Temos o empreendimento Pedras da Mare, em São Félix, Vila Nova de Gaia, está em fase de obra e será um edifício com 34 fracções de habitação de tipologia T1, T2, T3 e T4 e está já 90% vendido. O empreendimento Rua Trinta e Seis, em Espinho, está em fase de obra e será um edifício com 20 fracções de habitação. Ainda em Espinho, o edifício Rua Cinco está em início de construção e tem 19 fracções de habitação.

Já o edifício Aires Ornelas, localizado em pleno centro do Porto, está em início de construção e tem 16 fracções. O edifício Encosta do Infante 2ª fase, em Vila Nova de Gaia, terá 65 fracções.

As Casas da Marinha vão nascer em São Félix da Marinha e serão contempladas por 4 Moradias T4 e T5. O início de obra está previsto para Outubro 2022. Depois temos o edifício Pacífico, em Vila Nova de Gaia, com 62 fracções, também deverá arrancar em Outubro deste ano, tal como o edifício Encosta do Infante 3ª fase, em Vila Nova de Gaia, que terá 48 fracções

No último ano, Vila Nova de Gaia foi um dos concelhos que mais investimento imobiliário captou. Sendo este também um dos locais onde a empresa está mais activa, pergunto-lhe quais os factores por detrás deste boom?
O conhecimento do mercado de Vila Nova de Gaia, resultado da nossa actividade nos últimos anos nesse concelho, associado ao reconhecimento da nossa marca pelos clientes levaram a nossa empresa a reforçar o investimento não só no centro da cidade como também na zona litoral. Gaia é historicamente um bom mercado com elevada procura de habitação de qualidade. Neste momento verificamos além da procura de habitação própria também a existência de clientes nacionais e internacionais que procuram investimentos seguros.

Essa procura estendesse a outros concelhos do grande Porto. São mercados onde a empresa vai actuar?
Porto, Matosinhos e Espinho são mercados que pela proximidade da nossa zona de intervenção também despertaram o nosso interesse para investimento. Neste momento mantemos a nossa presença no Porto com o projecto de Aires Ornelas, em Matosinhos com um novo projecto com arranque previsto para o início de 2023 e em Espinho com três projectos novos, Espinho 36 (1 e 2 fase), Espinho 5 e um outro projecto ainda em estudo prévio.

Qual o valor do investimento a realizar nos próximos dois anos?
Na verdade, pretendemos investir 140 milhões de euros, até 2024, na construção de quinze edifícios, o que corresponde a 825 fracções. Deste total, 425 já estão em curso e as restantes 400 irão iniciar-se até final do primeiro trimestre de 2023.
O objectivo do grupo é consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária, e liderar o sector em Vila Nova de Gaia, reforçar no Porto, Espinho e Matosinhos.

Que projectos vão nascer? E onde?
Além dos projectos que já mencionei, estão programados para arrancar no primeiro trimestre 2023 os seguintes projectos imobiliários: o da Rua 36 2ª fase, em Espinho, o projecto para 15 apartamentos está em fase de; o da Rua de Brito em São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, o projecto para 35 apartamentos; o da Rua D João I em Matosinhos Sul, o projecto para 9 apartamentos. Todos eles estão em fase de licenciamento. E temos previsto mais um projecto de 75 fracções na Avenida da República, em Vila Nova de Gaia.

A CVM estará sozinha nestes projectos ou em parceria com outras entidades? Como está estruturado este investimento?
Do total do investimento a realizar de 140 milhões de euros, a área de promoção imobiliária do grupo, a Dunaplana, que é detida a 100% pelo grupo, assumirá 60 milhões de euros, os restantes 80 milhões de euros serão realizados através de empresas participadas do Grupo CVM.

Todos estes projectos destinam-se ao segmento residencial?
Nem todos eles serão residenciais. O grupo CVM está a investir também na área do arrendamento industrial, onde investirá até final de 2023 quinze milhões de euros em Santa Maria da Feira no Parque Empresarial A32, um empreendimento que terá 25.000m2.

É uma estratégia ambiciosa. Este volume de investimento destina-se a aproveitar o bom momento do mercado?
O nosso grupo de empresas tem como base a empresa de construção, Construções Vila Maior, uma empresa com mais de 30 anos de experiência e que nos permite garantir a execução dos empreendimentos com qualidade e prazo propostos. O volume de projectos que temos em curso é resultado de uma estratégia que foi traçada nos últimos anos, com a compra de terrenos e com a realização de parcerias estratégicas com outras empresas de promoção imobiliária. A CVM acredita que a união faz a força e as parcerias que fizemos são prova disso mesmo.

Não teme um abrandamento da procura no mercado da construção nova no Grande Porto?
O objectivo do grupo ao avançar com todos estes projectos é, na verdade, antecipar as mudanças de fundo que surgirão a cinco anos no mercado em Portugal. Desta forma, estamos a reposicionar-nos fortemente para combater as actuais dificuldades que o sector enfrenta com os preços das matérias-primas e com a escassez de mão de obra qualificada.

A curto prazo construir será ainda mais difícil, devido à falta de mão de obra qualificada, e mais caro, resultado do crescimento de preços que se verifica não só nos materiais, mas também nos terrenos. Verificamos que os terrenos bem localizados são cada vez mais escassos.
Acreditamos que este é o momento de crescer e aproveitar desta forma a nossa capacidade construtiva que será certamente uma vantagem para a colocação do nosso produto no mercado.

Construir para a classe média é um desafio? De que forma os altos preços das matérias-primas condicionam (ou não) a vossa actividade?
Estamos certos de que o aumento de preços vai continuar a sentir-se e terá de se reflectir no preço final da habitação. Trabalhamos de forma a optimizar soluções para que o preço final se enquadre no nosso mercado.

O nosso modelo de negócio traz muitas vantagens para que o produto seja competitivo, uma vez que participamos activamente em todas as fases do desenvolvimento dos projectos. Os projectos são pensados e desenvolvidos do zero o que nos permite colocar todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, as soluções arquitectónicas e construtivas são estudadas de forma que o produto final seja o pretendido pelo cliente.

O grupo CVM trabalha muito para investidores estrangeiros, mas o nosso mercado principal é o mercado nacional. A nossa preocupação é sempre o custo final das habitações, obviamente que não podemos desligar-nos dessa preocupação quando desenvolvemos um projecto.

Os investimentos que realizaram e que pretendem realizar obrigaram ao reforço da estrutura? Em que sentido?
Para podermos realizar os projectos em curso a empresa teve a necessidade de crescer nos últimos anos quer ao nível de mão de obra qualificada e quadros técnicos como no investimento de equipamentos e novas instalações.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Fortera com investimentos de 500 milhões de euros mas conjuntura pode levar a novos ajustes

Prosseguindo a sua estratégia de implementar o conceito Alice by Fortera em Portugal, o Grupo israelita continua a desenvolver projectos que vão ao encontro deste modo de vida. Edifícios que além da componente residencial, incluem também um conjunto de serviços e ‘amenities’, num investimento global de mais de 500 milhões

Cidália Lopes

Com um investimento inicial de cerca de 115 milhões de euros, a previsão de é que ao longo de cinco anos, o investimento global supere os 500 milhões de euros, em 1000 novas habitações. A empresa justifica o lançamento do conceito Alive by Fortera por ter identificado que, com a pandemia, o paradigma habitacional mudou, e que a forma como se habitam as casas nunca mais será a mesma.

“Quisemos fazer evoluir os nossos edifícios nesse sentido e criar condições para as pessoas usufruírem do espaço com a capacidade de multifunções, mais precisamente por haver cada vez mais falta de ligações significativas entre vizinhos e percebemos a importância de criar relações, construir confiança, viver num ambiente seguro onde as pessoas se possam relacionar e ajudar mutuamente. Quisemos desenvolver uma ferramenta que ajude as pessoas a terem melhor qualidade de vida e melhores experiências”, conclui Elad Dror

A Fortera vai criar infraestruturas nos seus edifícios e introduzir o conceito ‘Alive by Fortera’, que consiste numa série de novos serviços e “amenities” que facilitam a vida das pessoas, e vão de encontro a esta nova forma de estar: desde espaços de partilha de conhecimento, a actividades lúdicas, passando também por momentos de interacção, espaços conjuntos para coworking, entre outros.

Este novo conceito habitacional que pretende criar sinergias, aproximar pessoas, e proporcionar uma habitabilidade plena no século XXI, lança mão da tecnologia e do desenvolvimento, e coloca-a ao serviço das pessoas. Outro objectivo subjacente ao conceito é o desenvolvimento de contextos de proximidade e combate à solidão, ou seja, reduzir a solidão, aumentar a solidariedade, a interajuda e a segurança entre vizinhos.

O grupo já seleccionou os dois primeiros empreendimentos que vão integrar este novo conceito, sendo o primeiro o Espinho Downtown – cujo edifício de habitações se chama Alive Espinho, com 84 fracções e que comporta um investimento inicial de 15 milhões de euros. Haverá ainda lugar a escritórios e, numa segunda fase, irá ter uma torre que será também destinada a escritórios. Com uma área superior a 22 mil m2, sendo será a “ponte” do RECAFE para a parte sul da cidade, nomeadamente as belas praias de Silvalde e o Oporto Golf Club, jóia secular da cidade.

O segundo empreendimento que incorporará o conceito será em Vila Nova de Gaia, no Alive Riverside, que comporta um investimento de 110 milhões de euros para a construção de cerca de 300 apartamentos. A sua construção está prevista arrancar no final deste ano, com o início da primeira fase que incluirá 122 apartamentos.

Torre Skyline avança só para o ano
Inicialmente orçamentado em 110 milhões de euros, o investimento do projecto Skyline foi revisto em alta para 150 milhões de euros. Os expressivos aumentos no sector da construção e, por conseguinte, a necessidade de proceder a alterações no projecto ditaram o ajuste do investimento. Com cinco fases e sendo até ao momento o maior projecto da Fortera em Portugal, o início da construção está previsto para 2023. Elad Dror, CEO do Grupo, espera que o empreendimento fique concluído em três anos.

O projecto imobiliário, que se transformará no prédio mais alto do País e que conta com a assinatura do arquitecto Souto Moura, terá 28 andares, 160 quartos de hotel e 111 “serviced apartments”, um roof top, uma piscina infinita, um centro de bem-estar, um bar, dois restaurantes e vista panorâmica infinita. Nestas residências, que terão apartamentos entre os 40 e 100 metros quadrados de tipologias de T0 a T2, o preço do metro quadrado rondará os sete mil euros.
O projecto começará com o parque de estacionamento público e a praça do centro de congressos que é o catalisador deste empreendimento de uso misto e que mudará, para sempre, Gaia como cidade. Além disso, terá impacto em toda a região Norte. Irá criar diretamente, pelo menos, 500 postos de trabalho.

Convento do Carmo em 2024
O Convento do Carmo Boutique Hotel vai nascer na cidade de Braga. O início do projecto, que irá requalificar e transformar o antigo Convento dos Carmelitas, edifício datado de 1655, junto ao Largo do Carmo e junto à igreja como mesmo nome, arranca em Outubro deste ano e estará pronto em 2024, e dará lugar a uma unidade hoteleira de quatro estrelas.
À semelhança de outros projectos do Grupo também este sofreu atrasos e ajustes devido à actual conjuntura, já que a data prevista do início das obras era 2021 e o investimento inicial era de 10 milhões de euros, tendo sido reavaliado para cerca de 11 milhões. Valores que já englobam a aquisição do imóvel, o projecto e a empreitada.

O Convento do Carmo Boutique Hotel, classificado como de “interesse público”, terá 71 quartos, com 141 camas, piscina, espaços para reuniões, ginásio, salão, restaurante e cafetaria. Três dos quartos serão em formato apartamento/estúdio, equipados para estadias curtas e médias. O edifício terá quatro pisos e uma cave, sendo o estacionamento dos clientes feito no parque do Campo da Vinha, por acordo com a Bragaparques.

Bonfim e Bonfim To Be no centro do Porto
Num quarteirão do Bonfim, no centro do Porto, a Fortera fará nascer dois empreendimentos. Um hotel de 5 estrelas, Bonfim To Be, que terá 258 quartos e um aparthotel com 21 unidades. Além disso, arrancará este ano, na mesma localização, o empreendimento residencial Bonfim, constituído por 210 serviced apartments.

Azul Boutique Hotel em construção
Em construção desde Fevereiro deste, o Azul Boutique Hotel, em Vila Nova de Gaia, representa um investimento para o seu desenvolvimento de 11,5 milhões de euros e deverá estar concluído em 2023.

O novo hotel do Grupo Fortera, com 4 estrelas e a 50 metros da Ponte D. Luís I, na Rua General Torres, será constituído por 64 quartos com vista sobre o rio Douro, contando ainda com restaurante, esplanada e solário com piscina no piso 4, perfazendo uma área total de 4200 m2.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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O plano de investimentos do Grupo Vila Maior, a estratégia da Otovo e a revista de arquitectura TRAÇO no CONSTRUIR 466

O grupo nortenho Construções Vila Maior (CVM) anuncia investimentos de 140 milhões de euros até 2024, naquele que é o destaque da edição 466 do CONSTRUIR. Já este número da TRAÇO concentra particular atenção na Trienal de Arquitectura de Lisboa

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TRAÇO
A revolução silenciosa no Ritz

Trienal de Arquitectura de Lisboa 2022

Openbook: arquitectura pragmática

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Belga Atenor adquire terreno no Campo Grande

O terreno, com uma área de 8.373 m2, permite a construção de um edifício de escritórios e retalho. A transacção foi assessorada pela Cushman & Wakefield

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A belga Atenor adquiriu um terreno junto ao interface de transportes do Campo Grande, em Lisboa, tendo a consultora Cushman & Wakefield actuado em representação da promotora.

O terreno, com uma área de 8.373 m2, permite a construção de um edifício com cerca de 14.000 m2 de escritórios, 450 m2 de retalho e ainda estacionamento. Muito próximo do estádio Alvalade XXI e do campus universitário do Campo Grande, o terreno “conta com excelentes acessibilidades e está integrado numa das áreas mais dinâmicas da cidade de Lisboa”, reforça a consultora.

Cotada na Euronext de Bruxelas, e com actividade em vários países europeus, a Atenor já se encontra a desenvolver um outro projecto de referência de escritórios em Portugal – WellBe, no Parque das Nações, cuja comercialização também está a cargo da Cushman & Wakefield.

“Apesar do actual contexto internacional, os mercados portugueses de ocupação e de investimento em escritórios continuam a dar sinais de grande resiliência. Promotores como a Atenor constituem uma garantia de qualidade, perenidade e sustentabilidade e os principais beneficiários serão não só os futuros ocupantes, mas também a própria cidade de Lisboa”, afirma Paulo Sarmento, partner e head of Transactional Services da Cushman & Wakefield Portugal,

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Localização do Novo Aeroporto decidida até 2023, reafirma Costa

“Tudo farei para que a decisão não tenha só apoio deste Governo, mas pelo menos o apoio do principal partido da oposição e, preferencialmente, de todos os outros partidos”, referiu António Costa

Ricardo Batista

A localização do Novo Aeroporto de Lisboa deverá ficar definida até 2023, segundo reafirmou, esta segunda-feira, o primeiro-ministro assegurando que tem mantido com o líder do PSD um contacto “sereno”.

Em entrevista concedida à TVI/CNN Portugal, António Costa lembrou que durante a campanha para as legislativas assumiu que o desfecho do processo deveria passar por um entendimento mais alargado no Parlamento, nomeadamente entre os maiores partidos do arco da governação. “Eu fui o primeiro que chegou aqui e em vez de mudar a decisão que tinha sido tomada foi não discutir mais. Foi decidido, vamos fazer. O que acontece é que o partido que tomou a decisão evoluiu na sua posição.”, lembrou o primeiro-ministro, apontando as divergências entre o actual líder do PSD e a anterior direcção em relação ao processo do aeroporto.

“Creio que vamos ter condições para no próximo ano termos essa decisão. Tenho tido contacto com o líder do PSD e não estamos muito distantes para podermos fixar-nos numa metodologia para a realização de uma avaliação ambiental estratégica que é necessária”, assegurou. Questionado sobre se essa definição metodológica não poder ser entendida como um reinício do processo desde a ‘estaca 0’, atendendo a que, em rigor, este ser um assunto que se arrasta há mais de 50 anos, o primeiro-ministro rejeita a ideia, lembrando que muito do trabalho necessário à fundamentação da escolha – qualquer que seja – está já feito.

“Tudo farei para que a decisão não tenha só apoio deste Governo, mas pelo menos o apoio do principal partido da oposição e, preferencialmente, de todos os outros partidos”, referiu António Costa.

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Porto: Ligação entre São Bento e Casa da Música prevista para 2025

“Estamos a regularizar o piso da base, e vamos começar de imediato a montar a estrutura da laje de base da estação. Esta é uma estação charneira, porque é daqui que nasce o túnel, em direcção quer ao Santo António, quer à Casa da Música”, sublinhou Tiago Braga, presidente do conselho de administração da Metro do Porto

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Apesar das contingências com que os trabalhos se têm deparado, na obtenção de materiais e matérias-primas e no aumento de custos, as obras da Linha Rosa do Metro do Porto estão a decorrer dentro do prazo previsto. A futura estação da Galiza, por onde vai passar a nova linha, que irá fazer a ligação entre São Bento e a Casa da Música, deverá estar concluída em 2025. E irá trazer, também, “uma mudança no paradigma do transporte na cidade”, sublinhou, nesta quinta-feira, Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, por ocasião à visita à obra.

“As pessoas só vão ficar satisfeitas com esta obra quando não houver obra, quando ela estiver terminada. É nesse momento que as pessoas vão perceber que houve uma mudança no paradigma do transporte na cidade, com um impacto enorme na qualidade de vida, no ambiente, e também na sua bolsa, porque é muito mais barato andar de metro do que andar em transporte individual”, frisou.

“Ao mesmo tempo, têm surgido algumas coisas que parecem más mas são boas”, acrescentou Rui Moreira. “Por exemplo, quando ao fazer escavações descobrimos parte da história do Porto. É evidente que as descobertas arqueológicas, nomeadamente nas Cardosas, atrasam um pouco a obra e aumentam o custo, mas ao mesmo tempo é o nosso património que fica a descoberto. Tudo isso, no futuro, será devidamente avaliado pelos cidadãos”, concluiu.

Com uma dotação global de 407 milhões de euros é expectável que ocorra um acréscimo de custos devido às actuais circunstâncias. Ainda assim, Tiago Braga, presidente do conselho de administração da Metro do Porto, sublinhou que, “durante a fase de concurso, face ao que tinham sido os preços-base, conseguimos apresentar resultados que nos permitiram algumas poupanças. Estamos a gerir esse orçamento já tendo em consideração este aumento de custos. Olhamos para o projecto de uma forma mais abrangente.”

“A Ucrânia era um dos grandes produtores de aço mundiais, há aqui um impacto direto da guerra nos custos dos materiais e matérias-primas associadas à construção civil”, acrescentou Tiago Braga, admitindo uma inflação de “20% a 30%” nos preços.

Em termos técnicos, na futura estação Galiza, Tiago Braga explicou que já foi escavado tudo o que havia para escavar. “Estamos a regularizar o piso da base, e vamos começar de imediato a montar a estrutura da laje de base da estação. Esta é uma estação charneira, porque é daqui que nasce o túnel, em direcção quer ao Santo António, quer à Casa da Música” – trabalhos que o responsável prevê terem início entre a última semana de Setembro e o início de Outubro.

A futura estação Galiza vai servir a EB 2/3 Gomes Ferreira, o Centro Comercial da Galiza, a Escola Secundária Infante D. Henrique, a Maternidade Júlio Dinis e toda a área envolvente – Centro Materno Infantil do Norte, Faculdade de Letras, Faculdade de Arquitectura, Jardins do Palácio de Cristal e Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

A Linha Rosa do Metro do Posto será a via directa da Boavista à Baixa, ligando as linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja, na Casa da Música, à Linha Amarela, na Estação de S. Bento.

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IHRU lança concursos para 456 novas habitações em Lisboa

Quinta da Baldaya, Quinta das Conchinhas e Rua do Beato são os locais escolhidos para receber as novas habitações que são promovidas ao abrigo do Programa de Arrendamento Acessível (PAA)

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Dando continuidade à estratégia estabelecida para dar resposta às famílias que não têm capacidade de aceder a uma habitação no mercado livre, o IHRU lançou mais três concursos de concepção, de âmbito internacional, para a selecção das equipas projectistas para o desenvolvimento dos projectos dos empreendimentos Quinta da Baldaya, Quinta das Conchinhas e Rua do Beato, todos em Lisboa. No seu conjunto, estas operações representam um total de 456 habitações.

À semelhança dos anteriores, estes concursos contam com a assessoria da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos (OASRS) e com o apoio e a colaboração do Município de Lisboa.

Prosseguindo os trabalhos iniciados em 2020, o IHRU já lançou 23 concursos de concepção, a que correspondem um total de 2.478 habitações. Além do mais recente concurso lançado em Lisboa, o Programa de Arrendamento Acessível (PAA) conta já com 11 concursos de concepção para a promoção de 883 habitações em Almada, cinco concursos para 702 habitações em Setúbal, um concurso para 224 habitações na Maia, um concurso para 108 novas habitações em Aveiro, um concurso para 60 habitações em Paços de Ferreira e mais 45 habitações em Lousada.

Brevemente serão lançados, também, outros concursos de concepção, sendo que, com a conclusão de alguns dos projectos, o IHRU já começou a lançar os primeiros concursos públicos de empreitada dos respectivos empreendimentos.

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10M€ para edifício na Av. Liberdade em Lisboa

O edifício “Projeto Liberty”, localizado na Avenida da Liberdade, em Lisboa, foi vendido pela Hipoges por um valor superior a 10 milhões de euros a um promotor internacional com o objectivo de se tornar num projecto de redesenvolvimento

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Este edifício é composto por 10 pisos acima do solo e 1 cave de lote completo com um total de cerca de 2.500 m², dividido em 10 unidades independentes, nomeadamente 1 loja de retalho e 9 escritórios, sem propriedade horizontal. De acordo com a Hipoges, trata-se de um activo ideal para vários tipos de compradores, desde fundos internacionais e nacionais a promotores, empreiteiros, escritórios familiares ou investidores institucionais.

Para a Hipoges, esta venda reflecte, uma vez mais, “uma consolidação da posição do grupo na área do Real Estate, com provas dadas na gestão com sucesso de grandes activos, neste caso um edifício completo localizado na avenida mais exclusiva de Portugal, sendo capaz de fazer uma ponte direta entre vendedor e comprador, tanto com unidades granulares como com ativos singulares de alto ticket”, explica Luís Silveira, Director of Real Estate do servicer em Portugal.

Ao longo de todo o processo que antecedeu a venda deste imóvel, a Hipoges procurou desenvolver um conjunto de várias iniciativas que assegurassem a valorização do activo sob gestão. Neste âmbito, é de destacar a apresentação de um estudo de projecto e de um pedido de informação prévia submetido na Câmara Municipal de Lisboa para aprovar uma área de construção adicional, o que veio garantir um aumento do valor patrimonial líquido do imóvel.

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Obras públicas: Concursos caem 15% nos primeiros sete meses

Paralelamente, “no mês de Junho de 2022, o índice de custos de construção de habitação nova aumentou 12,9%, em termos homólogos

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O volume de concursos de empreitadas de obras públicas caiu, nos primeiros sete meses de 2022, em 14,7% em termos homólogos, tendo ainda descido 43% no montante de contratos celebrados e registados no portal Base.

Segundo dados divulgados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) “observa-se uma redução no volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidas nos primeiros sete meses de 2022 de 14,7%, em termos homólogos acumulados, e uma variação homóloga temporalmente comparável de -43% no montante dos contratos de empreitadas celebrados e registados no portal Base”.

De acordo com a associação, “o número de fogos em construções novas licenciados pelas câmaras municipais nos primeiros seis meses de 2022, totalizou 15.558, o que corresponde a um aumento de 4,4% face aos 14.897 alojamentos licenciados no mesmo período do ano anterior”, sendo que “no que concerne à área licenciada, neste período assiste-se a crescimentos de 1,6% e de 2,2%, em termos homólogos, na habitação e nos edifícios não residenciais, respectivamente”.

Paralelamente, “no mês de Junho de 2022, o índice de custos de construção de habitação nova aumentou 12,9%, em termos homólogos, em resultado de crescimentos de 17,2% no índice relativo à componente de materiais e de 6,9% no índice relativo à componente de mão-de-obra”.

A AICCOPN indicou ainda que “no primeiro semestre de 2022, a concessão de novo crédito à habitação pelas instituições financeiras subiu 16,9% face ao 1.º semestre do ano anterior para 8.397 milhões de euros”.

Por outro lado, no que diz respeito à “avaliação bancária na habitação, no mês de Julho registou-se um aumento de 16,1% em termos homólogos, em face de aumentos de 16,7% nos apartamentos e de 13,1% nas moradias, atingindo-se novos máximos desta série estatística iniciada em 2011”.

A associação recordou também que “quanto à evolução do investimento em construção e do VAB [valor acrescentado bruto] do sector da construção, neste semestre, verificaram-se crescimentos de 1,7% e 1,3%, respectivamente, variações que denotam um abrandamento no ritmo de crescimento do sector (+4,0% e +3,8% em 2021, respectivamente), num período em que, no mercado das obras públicas, se observa uma forte redução homóloga do volume de contratos celebrados, devendo ter-se presente o facto de que o Orçamento de Estado para 2022 apenas entrou em vigor no final do mês de Junho”.

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“São projectos de execução que estão concluídos e que em breve esperemos estar em condições de lançar o contrato interadministrativo, de forma que a obra possa iniciar-se, com a garantia de que o financiamento será feito pela administração central”, referiu Isabel Oneto. A Secretária de Estado esteve presente na cerimónia comemorativa do 144.º aniversário do Comando da Polícia de Segurança Pública (PSP) da Madeira, no Funchal, que decorreu no final da semana passada.

Na ocasião a responsável afirmou que, no âmbito dos investimentos a canalizar para a Região Autónoma da Madeira, será lançado, em breve, “o concurso de empreitada das Esquadras da Ponta do Sol e de Santa Cruz”, a resolução definitiva do “processo da Esquadra de Machico” e o avanço do “projecto para a Calheta e Porto Santo, sendo que o projecto para a requalificação da Esquadra de Porto Moniz já está em execução”, precisou.

A Secretária de Estado relembrou que estes projectos decorrem da Lei da Programação das Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança, que prevê um investimento global superior a 607 milhões de euros.
Será também disponibilizada, conforme referiu, uma verba de 15 milhões de euros ao nível nacional para compra de equipamento de protecção individual, uma vez que, em média, por dia, seis agentes da autoridade são vítimas de agressão.

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