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Concurso para reabilitação do troço Pocinho e Barca d’Alva lançado no primeiro trimestre de 2023

Estudo indica que benefícios totais são de 84,2 M€ e que a reabertura do troço irá gerar importantes impactos no sector do turismo, nomeadamente, hotelaria, restauração e transportes

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Concurso para reabilitação do troço Pocinho e Barca d’Alva lançado no primeiro trimestre de 2023

Estudo indica que benefícios totais são de 84,2 M€ e que a reabertura do troço irá gerar importantes impactos no sector do turismo, nomeadamente, hotelaria, restauração e transportes

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Prémios CONSTRUIR 2022 vão ser entregues esta segunda-feira
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A lista de nomeados dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 470
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O concurso público para o projecto de reactivação da Linha do Douro, entre o Pocinho e Barca d’Alva, será lançado no primeiro trimestre de 2023. O anuncio foi esta segunda-feira, dia 3 de Outubro, por Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, que falava em Freixo de Espada à Cinta, após a apresentação dos estudos de viabilidade económica, técnica e ambiental da reactivação de 28 quilómetros do troço entre Pocinho e Barca d’Alva da Linha Ferroviária do Douro, nos quais se conclui a viabilidade de projecto. No evento esteve também a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.
“Vamos até ao fim e vamos explorar até ao fim o potencial desta grande região, das mais bonitas do mundo, explorar e aproveitar sempre com grande respeito ambiental este nosso diamante e com isso beneficiar toda a nossa população», disse o Ministro.
O Ministro disse também que “os estudos de viabilidade, os estudos prévios são o primeiro passo para podermos avançar para este investimento”.
Ana Abrunhosa afirmou, por sua vez, que o estudo representa um passo importante na reactivação do troço da linha férrea do Douro que liga o Pocinho à Barca d’Alva, referindo, ainda, a viabilidade do projecto não só em termos económicos e financeiros como também técnicos e ambientais.
“Obviamente que temos muitos passos a dar pelo caminho. Tecnicamente pode até ser um caso de estudo. Estes estudos são imprescindíveis para nós termos sustentabilidade para se começar a trabalhar no projecto”, frisou.
O estudo apresentado aponta para uma estimativa global de custos na ordem dos 75 milhões de euros, dos quais 60 milhões de euros serão destinados à obra de reabilitação, 3,5 milhões de euros para projectos e 11,2 milhões de euros para fiscalização e estaleiro.
Revela ainda que os benefícios totais são de 84,2 milhões de euros e que o troço reaberto irá gerar importantes impactos no sector do turismo, nomeadamente, hotelaria, restauração e transportes, permitindo mitigar a tendência de decréscimo da população residente.
Outro aspecto importante é a sua dimensão regional, com impactos económicos nos municípios directamente servidos por este troço, designadamente, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, mas que se estendem a todo o território do Douro e a concelhos da região Centro, que totalizam 22 municípios beneficiados.
A reabertura deste troço da Linha do Douro representa ainda uma redução do tempo de viagem em cerca de 30 minutos, quando comparado com a alternativa rodoviária existente.
Recorde-se que a Linha Ferroviária do Douro liga actualmente o Porto ao Pocinho (171,522 quilómetros), tendo sido desactivado, em 1988, troço entre o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).
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Prémios CONSTRUIR 2022 vão ser entregues esta segunda-feira
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A lista de nomeados dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 470
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Porto: Reabilitação das ‘Ilhas da Lomba’ dará origem a 47 novas casas

No decorrer da assinatura do protocolo, Rui Moreira revelou que “existe a expectativa que sejam oito as ilhas privadas da cidade que possam vir a ser reabilitadas, no âmbito do PRR, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”

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Já foi assinado o protocolo que permite avançar com a reabilitação das Ilhas da Lomba, na freguesia do Bonfim, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na ordem dos 7,7 milhões de euros.

O acordo, assinado pelo vereador do Urbanismo, Espaço Público e Habitação, Pedro Baganha, e a presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Isabel Dias, pressupõe a reabilitação de 47 habitações, qualificadas através de um projecto dos arquitectos Maria Souto de Moura, Francisco Pina Cabral, Francisco Amoedo Pinto e Luís Vitorino Caleiro. O investimento é de aproximadamente 7,7 milhões de euros e vai reconfigurar o edificado actualmente existente, adequando a oferta de tipologias às necessidades dos inquilinos. O projecto prevê que o novo complexo habitacional disponha de 34 T1, 10 T2 e 3 T3.

Para Rui Moreira, a assinatura do protocolo é “um importante passo, na estratégia do município do Porto, para acabar com a indignidade habitacional na cidade”. Já para Pedro Nuno Santos, “este é um dia histórico. Este é um bom exemplo do que é responsabilidade da administração central para com os municípios”.

Rui Moreira revelou que “existe a expectativa de, das 954 ilhas privadas da cidade, oito poderem vir a ser reabilitadas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”.

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Lisboa: Carta Municipal de Habitação propõe soluções para pobreza energética

Dados recentes da monitorização feita pela Lisboa-E-Nova revelam que a pobreza energética no município se concentra no centro histórico e nas freguesias onde existem mais bairros sociais, em que o número de beneficiários da tarifa social de energia é mais expressivo

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Na terceira reunião do Conselho Municipal de Habitação de 2022, que decorreu na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, Filipa Roseta, vereadora da Habitação, revelou que o combate à pobreza energética é uma dimensão que estará presente na primeira Carta Municipal de Habitação de Lisboa.

Neste âmbito, foram apresentados dados recentes da monitorização feita pela Agência de Ambiente e Energia de Lisboa, Lisboa-E-Nova, que revelam que a pobreza energética no município se concentra no centro histórico e nas freguesias onde existem mais bairros sociais, zonas em que o número de beneficiários da tarifa social de energia é mais expressivo. No encontro estiveram também em destaque os contributos do urbanismo e dos direitos sociais para a política de habitação na cidade, os quais serão também vertidos na Carta Municipal de Habitação de Lisboa.

No âmbito do Urbanismo, Joana Almeida, vereadora com o pelouro, apresentou as linhas de acção que têm impacto na política de habitação. “Na construção de casas novas foram implementadas medidas para tornar o licenciamento mais célere e na reabilitação de fogos estamos a conseguir aprovar projectos de arquitectura em dois meses no âmbito do serviço ‘As Minhas Obras’”, sublinhou a vereadora, acrescentando: “estamos focados em quatro linhas de acção: celeridade, clareza, comunicação e transparência”.

No âmbito dos Direitos Sociais foram reveladas pela vereadora com o pelouro, Sofia Athayde, as metas no âmbito da estratégia para as Pessoas em Situação de Sem Abrigo. “Aumentaremos o número de apartamentos partilhados, e as respostas de apoio local serão reforçadas”, afirmou, acrescentando que terão início as obras de requalificação do centro de acolhimento do Beato, projecto aprovado para financiamento pelo PRR.

A vereadora Filipa Roseta destacou a maior afectação de sempre de 200 casas para as famílias mais pobres da cidade, tornada possível pelo investimento de 40 milhões de euros na Gebalis de modo a reabilitar edifícios e casas vazias nos bairros municipais.

“Enquanto avançamos na cocriação da Carta Municipal de Habitação, não estamos parados. O relógio da habitação está a andar. Entre estudo, projecto, construção e atribuição das casas, estamos a dinamizar um potencial que a cidade tem de cerca de 9500 fogos”, sublinhou.

Destaque também para o segundo acordo assinado recentemente com IHRU no âmbito do programa 1.º Direito, para a construção e reabilitação de cerca de 3450 casas até 2028: 1450 para construção e 2000 para reabilitação. “O tempo é um factor. Para que isto possa acontecer é preciso ter uma ideia, verba e capacidade de execução”, concluiu.

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Prémios CONSTRUIR 2022 vão ser entregues esta segunda-feira

A lista de nomeados reflecte a transversalidade dos prémios, e distingue igualmente promotores e profissionais que, pela sua actividade, pelo seu trabalho, pelo resultado da obra, se destacam de forma significativa dentro da sua área. Os galardões serão entregues esta segunda-feira, no Capitólio, em Lisboa

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Terminada a votação e apurados os resultados, chegou a hora de revelar quem são os melhores do ano. A partir das 21h, no emblemático e renovado Cine Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, vão passar pelo palco os vencedores de cada uma das 18 categorias que estiveram a votação, repartidas pelas áreas de Arquitectura, Engenharia, Construção e Imobiliário.

Estas quatro áreas têm nomeadas obras e empresas que se destacaram pelo trabalho desenvolvido ao longo do período em apreciação; capacidade de inovação, visibilidade mediática, distinções nacionais e/ou internacionais, dados estatísticos oficiais, entre outros; Obra pública, obra privada, Internacionalização, Reabilitação, Sustentabilidade são apenas algumas das áreas que os leitores do jornal CONTRUIR puderam reconhecer.

Recorde-se que os vencedores resultam de uma média ponderada entre os votos dos assinantes da newsletter do CONSTRUIR (40%) e dos votos dos assinantes do CONSTRUIR na versão impressa (60%). A lista de nomeados reflecte a transversalidade dos prémios, e distingue igualmente promotores e profissionais que, pela sua actividade, pelo seu trabalho, pelo resultado da obra, se destacam de forma significativa dentro da sua área. São nomeadas empresas, ou obras, que representam algo de diferenciador para as envolventes, que reflictam uma lógica de trabalho própria, o respeito pela reabilitação e pelo existente, a importância para a zona, a sustentabilidade e eficiência energética ou o rasgo com o existente, e naturalmente o mediatismo, próprio de quem tem de fazer do acompanhamento do sector uma ferramenta de trabalho.

Os Prémios CONSTRUIR 2022 contam com a Ledvance como mainsponsor. Bosch, Cimpor, Efaflu, Jung, KNX, OLI, Otis, Recer, Saint-Gobain, Umbelino Monteiro e Victoria Seguros são os patrocinadores da edição deste ano dos prémios que distinguem os melhores de 2022 naquela que é a única iniciativa a reconhecer as principais áreas da Fileira da Construção.

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A lista de nomeados dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 470

A lista completa dos candidatos a melhor do ano na gala de Prémios CONSTRUIR 2022 numa edição que conta com suplemento dedicado à reabilitação. Mas há muito mais para ler nesta edição

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Crescimento na Construção abranda
em 2023, segundo consultora

Crescimento global do sector deverá desacelerar de 6,1%, em 2021, para 3,6% em 2022 e
2023 devido aos efeitos da pandemia da COVID-19. Segundo um estudo da Deloitte, as maiores
empresas de construção do Mundo geraram receitas superiores a 1,819 biliões de dólares em 2021,
representando um aumento de 14,1%

A modularidade ou a inversão do processo
criativo da arquitectura

A construção modular ganha protagonismo no trabalho desenvolvido pelo
gabinete de arquitectura Summary, onde a forma e a função são não o fim, mas o princípio
de tudo. Paradinha, Creches de Lisboa ou o Centro Desportivo de Aveiro são três exemplos da
arquitectura despojada e pragmática deste atelier que ousou romper com o tradicional processo
criativo do arquitecto

Palbit está a desenvolver
ferramentas mais sustentáveis

Em conjunto com a universidade de Aveiro, a metalúrgica está a desenvolver um projecto tecnológico de I&D
que permite reduzir o impacto ambiental nos processos de maquinação, através do desenvolvimento
de ferramentas de metal duro com revestimento de diamante

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Para mais informações contacte: Graça Dias | [email protected] | 215 825 436

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Lagos vai ter dois novos hotéis Hilton

O Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton e o Hilton Garden Inn Lagos serão construídos junto à marina da cidade Algarvia. O projecto de reabilitação urbana representa um investimento de 107,8 M€ do grupo Mercan Properties. Os dois novos hotéis com assinatura Hilton deverão abrir no Verão de 2024

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O empreendimento hoteleiro de aproximadamente 23.000 m2 de área bruta de construção, integra dois hotéis com conceitos distintos. O Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton terá 180 quartos, distribuídos por 4 pisos, numa área bruta total de 14.776 m2. O Hilton Garden Inn Lagos irá dispor de 90 quartos, 27 dos quais a serem convertidos em apartamentos com kitchenette, entre os 7.505 m2 de área bruta total.

O projecto de reabilitação urbana representa um investimento de 107,8 milhões de euros do Grupo Mercan Properties, deverá permitir a criação de cerca de 150 postos de trabalho, durante a fase de construção, e cerca de 200 postos de trabalho na fase de operação. O acordo celebrado é o terceiro entre o Grupo Mercan Properties e a Hilton, após a recente abertura do Sé Catedral Hotel Porto, Tapestry Collection by Hilton e a futura abertura do Hilton Garden Inn Évora.

“O acordo agora assinado com a Hilton é um sinal do desenvolvimento e interesse que a cidade de Lagos tem suscitado, afirmando-se cada vez mais como um local distinto, capaz de conjugar paisagens naturais soberbas com um rico património histórico e cultural. Este projecto representa também uma aposta vencedora para o Grupo Mercan Properties, muito alinhado com os nossos valores, já que concedemos à cidade um espaço de conforto e bem-estar, capaz de dinamizar ainda mais a marina e todos os serviços e espaços ao seu redor”, sublinhou Jordi Vilanova, Presidente da Mercan Properties.

Ambos os espaços de hotelaria estão inseridos no ambiente envolvente através de uma composição arquitectónica de linhas delicadas e cuidadas, pensada ao detalhe sempre com o conforto e bem-estar de um estilo de vida exclusivo em mente. Com a beleza natural de Lagos em mente, quartos e restaurantes foram desenhados com terraços, sunken gardens e varandas, para que os hóspedes possam aproveitar ao máximo o calor algarvio e a costa atlântica. Os hotéis oferecem ainda espaços para reuniões, assim como mais de 160 lugares de estacionamento repartidos entre ambos.

assinalou que “Tendo em conta a presença da Hilton no incrivelmente popular Algarve, estamos entusiasmados por nos aliar ao Grupo Mercan Properties para fazer a nossa estreia em Lagos. Falésias estupendas, praias pitorescas e uma cultura vibrante fazem deste altamente desejado destino turístico a localização ideal para o nosso Curio Collection by Hilton e para a marca Hilton Garden Inn. Este anúncio fortalece o nosso compromisso com Portugal enquanto mercado estratégico para a Hilton, com planos para mais do que duplicar o nosso portfólio nos próximos anos”, referiu Carlos Miro, director-geral de Desenvolvimento para Espanha e Portugal da Hilton.

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CeNTI lidera projecto internacional para acelerar a bioeconomia europeia

O projecto, que conta com investimento superior a 16M€ pretende desenvolver espumas de poliuretano (PUR) de natureza biológica e melhoradas com nanomateriais, direccionadas para os sectores da Construção, Automóvel, Mobiliário e Acolchoados

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Acelerar a bioeconomia europeia, tendo por base a inovação através da nanotecnologia, é o principal objectivo do BIOMAT, um projecto internacional liderado pelo CeNTI e que reúne 26 entidades de sete países da União Europeia e de Israel. No total, o consórcio dispõe de uma verba superior a 16M€ para acelerar a transição do tecido empresarial para o paradigma da bioeconomia.

Direccionado para os sectores da Construção, Automóvel, Mobiliário e Acolchoados, o projecto está a implementar um ecossistema de inovação, Open Innovation Test Bed, composto por entidades científicas e tecnológicas para disponibilizar às empresas o acesso a tecnologia e produtos inovadores, desenvolvidos a partir de materiais celulares de natureza biológica nano-habilitados, bem como a serviços de testagem e alavancagem produtiva e de negócio.

Neste âmbito, estão a ser desenvolvidas espumas de poliuretano (PUR) de base biológica, que contêm nanomateriais. A ideia é que estes novos produtos possam substituir as tradicionais espumas, habitualmente utilizadas nas estruturas de isolamento em edifícios, interiores automóveis ou acolchoados, produzidas à base de petróleo e desprovidas de propriedades funcionais.

Incentivar as empresas a utilizarem este tipo de produtos é o objectivo do BIOMAT, sobretudo, numa altura em que se intensifica a procura por soluções sustentáveis e amigas do ambiente. No total, serão desenvolvidos 10 demonstradores/protótipos, contendo componentes e espumas de PUR funcionais.

O leque de serviços prestado pelo Open Innovation Test Bed do BIOMAT estará, assim, focado na produção e teste das espumas de PUR funcionais. As empresas terão, ainda, acesso a linhas de produção à escala piloto e a serviços complementares, nomeadamente ao nível da caracterização, nanossegurança, protecção de propriedade intelectual, planos de negócios/marketing e mentoria orientada para tecnologia e negócios, a preços competitivos e justos.
Numa primeira fase, os serviços serão disponibilizados gratuitamente a PME através de um processo de candidatura e, após o término do projecto, serão fornecidos a preços competitivos. As empresas que pretendam candidatar-se a este apoio podem já fazer um pré-registo aqui.

O BIOMAT pretende abranger toda a cadeia de valor, desde os biomateriais e as nanopartículas funcionais, até aos produtos finais e respectiva prova de conceito em ambiente industrial, acelerando a aceitação, por parte do mercado, dos novos produtos de base biológica sustentáveis e que contém nanomateriais. O projecto visa, assim, preencher as lacunas existentes nesses sectores industriais, fornecendo serviços e produtos disruptivos, sustentáveis e a custos competitivos. A avaliação do ciclo de vida e de custo (LCA & LCC) desses materiais será, também, outro dos objectivos do projecto.

A decorrer desde Janeiro de 2021, com intervenção na Europa, o BIOMAT irá finalizar em Dezembro de 2024. Tem o apoio da União Europeia de 14 588 169,63 euros e um custo total elegível de 16 707 527,50 euros. Além do CeNTI, fazem parte do consórcio do projecto mais 25 entidades, oriundas de um total de 8 países, nomeadamente Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Letónia e Israel.

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Alcaniça Almada

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Almada: Arranca construção de primeiros fogos para habitação acessível

As três empreitadas – Alfazina, Olho de Vidro e Alcaniça – implicam um investimento de 31,1 M€. No total o Plano Integrado de Almada são 14 lotes, corresponde a 1169 habitações, num investimento global de 165,9 M€

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Já arrancou a fase de construção de 208 fogos no Plano Integrado de Almada,  com o lançamento da primeira pedra do projecto habitacional PIA.03 na Rua de Alcaniça, no Monte de Caparica, freguesia de Caparica, concelho de Almada.

Para Alcaniça, o projecto considera 24 habitações de habitação acessível construídas pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), num investimento na ordem dos quatro milhões de euros. Esta primeira fase considera ainda a construção de 28 fogos na Quinta do Olho de Vidro e, a maior densidade, em Alfazina com 156.

As três empreitadas, nos lotes três, sete e dez, implicam um investimento de 31,1 milhões de euros, sendo que o total de empreitadas no Plano Integrado de Almada (PIA) são 14 lotes correspondendo a 1 169 habitações, que implicam um investimento de 165,9 milhões de euros.

Além de Inês Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, estiveram presentes na cerimónia Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação e Mariana Gonçalves, secretária de Estado da Habitação.
Na sua intervenção, Pedro Nuno Santos referiu-se a este arranque da empreitada como “um dia histórico”, não só porque se trata da “primeira empreitada de construção de raiz do IHRU”, e como tal do Estado, dos últimos 40 anos, como também demonstra “a mudança de paradigma de resposta em matéria de política de habitação em Portugal” que este Governo tem vindo a implementar.
Para Pedro Nuno Santos, este é um projecto “muito ambicioso”, que abrange, “numa primeira fase, cerca de 1200 fogos”. O Ministro apontou, igualmente, o facto de este projecto estar integrado “na nova cidade e sem segmentação”, pois é assim que “se constroem cidades mais coesas”.
Sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Nuno Santos referiu a importância dos fundos comunitários para a implementação da política de habitação que o Governo pretende. Mas lembrou que estes fundos só estão a ser aplicados na Habitação «porque o Governo o quis» e porque definiu a Habitação como uma «batalha prioritária”.
Pedro Nuno Santos relembrou, também, que “não é o Estado que vai construir”, pelo que o sector privado está também envolvido nesta grande realização que é o “aumento do parque público de habitação”.
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APFAC defende a criação de regulamentação para a produção de Argamassas de Estaleiro

A associação colaborou com o LNEC na criação de um Projecto de Especificação – Guia para a utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria e vai apresentar, junto do Governo, proposta de criação de regulamentação para a produção de argamassas em obra

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A Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas e ETICS, APFAC, colaborou com o LNEC na criação de um Projecto de Especificação – Guia para a utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria. Pretende-se a garantia de condições de concorrência equitativas, e a criação de regulamentação própria para o fabrico de argamassas de Estaleiro, defendendo um maior controlo sobre o processo de produção, de forma a respeitar o ambiente, a qualidade e o bom desempenho da argamassa.

Em Portugal estima-se que cerca de dois terços das argamassas empregues na construção sejam produzidas em estaleiro de obra, não sendo por isso alvo do mesmo controlo e rigor de preparação das argamassas fabris. Uma realidade que a APFAC considera “inaceitável” quando a qualidade e a durabilidade são imperativos perante os desafios que se impõem num percurso de sustentabilidade e de controlo de qualidade exigido às empresas e à economia, e, “no mínimo muito incoerente quando, na era da digitalização e do desenvolvimento tecnológico acelerado, incontornavelmente se caminha para a normalização e maior controlo de processos, visando a eficiência e a melhoria contínua da qualidade em todas as actividades produtivas”, sustenta Luís Goucha, presidente da APFAC.

A utilização e comercialização de matérias-primas não controladas, em termos de qualidade, da sua proveniência e do seu armazenamento, para além de não garantirem requisitos de desempenho dos produtos seja ele físico, mecânico ou químico, vêm acompanhadas de outros motivos de preocupação, desde logo pelos danos ambientais causados com a extracção em locais não licenciados, assim como pela não garantia da higiene e da segurança dos trabalhadores e até dos cidadãos quando se assiste à ocorrência de descarga de matérias-primas em contacto com o meio ambiente, quer nas vias públicas quer nos estaleiros.

Assumindo como desafio as boas práticas do ponto de vista da sustentabilidade e controlo sobre o processo de produção de argamassas de estaleiro, a APFAC participou, junto do LNEC, numa proposta para alteração do status entre as duas argamassas. Pretende-se com este projecto diminuir o fosso legal/normativo/regulamentar, traduzido pela concorrência desleal que as argamassas produzidas em estaleiro não sujeitas a controlo nem fiscalização, impõem às argamassas fabris. Esta iniciativa está a ser articulada com uma proposta junto do governo, para a criação de regulamentação própria que estabeleça regras para a produção de argamassas em obra, nomeadamente a aplicação de sistemas de controlo, tais como os que vigoram para as argamassas de produção industrial e que decorrem do Regulamento Europeu dos Produtos de Construção, desenvolvido pelo CEN (European Committee for Standardization). O projecto em que a APFAC participou com o LNEC, visa acima de tudo a situação específica de utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria, ficando muitas outras argamassas fora do alcance do referido guia. Contudo, para a APFAC este seria um primeiro passo de um longo percurso que há para fazer pois entende que, sem uma regulamentação legal, qualquer especificação técnica não terá a mesma eficácia, continuando a existir uma situação de forte desequilíbrio, onde as argamassas fabris são largamente prejudicadas, com perdas para as empresas produtoras, para a economia, para a sociedade e para o ambiente.

Para tal, “é importante que ao longo da cadeia de valor da construção, as especificações técnicas mínimas sejam asseguradas na tomada de decisões dos agentes reguladores e do mercado, de forma a garantir, quer o desempenho das argamassas e a segurança das pessoas, quer as condições de concorrência equitativas, em particular num momento em que o tema do aumento dos custos de produção marca a actualidade”, defende a APFAC.

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Metro do Porto: Falta de qualificação da mão-de-obra preocupa e atrasa trabalhos

As condições precárias e os baixos salários já fizeram com que mais de 300 mil trabalhadores abandonassem o sector em Portugal

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“A causa principal dos atrasos na obra do metro do Porto é a grande quantidade de trabalhadores não qualificados”, denuncia Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, que avança já ter pedido audiência com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em causa estão os atrasos das obras de metro do Porto, que levaram inclusive o presidente da Câmara Municipal a fazer um ultimato à administração da Metro, pelos 215 dias de atraso na linha Rosa e no metrobus da Boavista, recusando assim autorizar novas empreitadas até à conclusão da linha mencionada.

Depois da notícia avançada na passada sexta-feira (11 de novembro), chega a vez da Construção desvendar os principais problemas que estão a implicar os sucessivos atrasos numa das maiores obras do norte do país.

Para Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, além das características arqueológicas da cidade, o problema reside, essencialmente, na falta de mão de obra qualificada. Entre operários e quadros superiores, diz o dirigente sindical que estão cerca de 800 trabalhadores alocados às obras do metro, a maior parte sem qualquer experiência prévia no setor da construção.

As condições precárias e os baixos salários já fizeram com que mais de 300 mil trabalhadores abandonassem o sector em Portugal, o que levou o Sindicato a pedir uma audiência com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, a fim de encontrar solução para o setor.

A alternativa, diz o sindicalista, passa pelos centros de formação, que deveriam voltar a qualificar pessoal, para um setor cada vez mais envelhecido.

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Gaia terá o primeiro ‘Laboratório de Cidades relacionais ‘ em Portugal

Com o objectivo de “criar projectos de reflexão prática para cidades mais humanizadas”, o protocolo destina-se a alavancar estudos em articulação com várias universidades e o envolvimento de diferentes actores sociais

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Vila Nova de Gaia vai receber o primeiro Laboratório de Cidades Relacionais, um projecto pioneiro a nível nacional que decorre de um protocolo de cooperação entre a Gaiurb e o Instituto Padre António Vieira (IPAV) que será assinado esta quinta-feira, dia 17 de Novembro.

O Laboratório de Cidades Relacionais terá instalações na Casa dos Ferradores, na Rua Cândido dos Reis, em Vila Nova de Gaia, e marcará o arranque de uma articulação entre as duas entidades para um urbanismo mais orientado para as pessoas.

Com o objectivo de “criar projectos de reflexão prática para cidades mais humanizadas”, o protocolo destina-se a alavancar estudos em articulação com várias universidades e o envolvimento de diferentes actores sociais para analisar e impactar dinâmicas do quotidiano do urbanismo.

O modelo, já aplicado em Inglaterra, França ou Estados Unidos, chega agora a Portugal, onde “o desafio de pensamento híbrido será o ponto de partida para avaliar o impacto de projectos, medidas e soluções urbanas”.

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