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    Alcaniça Almada

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    Almada: Arranca construção de primeiros fogos para habitação acessível

    As três empreitadas – Alfazina, Olho de Vidro e Alcaniça – implicam um investimento de 31,1 M€. No total o Plano Integrado de Almada são 14 lotes, corresponde a 1169 habitações, num investimento global de 165,9 M€

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    As três empreitadas – Alfazina, Olho de Vidro e Alcaniça – implicam um investimento de 31,1 M€. No total o Plano Integrado de Almada são 14 lotes, corresponde a 1169 habitações, num investimento global de 165,9 M€

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    Já arrancou a fase de construção de 208 fogos no Plano Integrado de Almada,  com o lançamento da primeira pedra do projecto habitacional PIA.03 na Rua de Alcaniça, no Monte de Caparica, freguesia de Caparica, concelho de Almada.

    Para Alcaniça, o projecto considera 24 habitações de habitação acessível construídas pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), num investimento na ordem dos quatro milhões de euros. Esta primeira fase considera ainda a construção de 28 fogos na Quinta do Olho de Vidro e, a maior densidade, em Alfazina com 156.

    As três empreitadas, nos lotes três, sete e dez, implicam um investimento de 31,1 milhões de euros, sendo que o total de empreitadas no Plano Integrado de Almada (PIA) são 14 lotes correspondendo a 1 169 habitações, que implicam um investimento de 165,9 milhões de euros.

    Além de Inês Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, estiveram presentes na cerimónia Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação e Mariana Gonçalves, secretária de Estado da Habitação.
    Na sua intervenção, Pedro Nuno Santos referiu-se a este arranque da empreitada como “um dia histórico”, não só porque se trata da “primeira empreitada de construção de raiz do IHRU”, e como tal do Estado, dos últimos 40 anos, como também demonstra “a mudança de paradigma de resposta em matéria de política de habitação em Portugal” que este Governo tem vindo a implementar.
    Para Pedro Nuno Santos, este é um projecto “muito ambicioso”, que abrange, “numa primeira fase, cerca de 1200 fogos”. O Ministro apontou, igualmente, o facto de este projecto estar integrado “na nova cidade e sem segmentação”, pois é assim que “se constroem cidades mais coesas”.
    Sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Nuno Santos referiu a importância dos fundos comunitários para a implementação da política de habitação que o Governo pretende. Mas lembrou que estes fundos só estão a ser aplicados na Habitação «porque o Governo o quis» e porque definiu a Habitação como uma «batalha prioritária”.
    Pedro Nuno Santos relembrou, também, que “não é o Estado que vai construir”, pelo que o sector privado está também envolvido nesta grande realização que é o “aumento do parque público de habitação”.
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    Governo quer avançar com construção do novo aeroporto “com a maior brevidade possível”

    O novo Governo conta com um relatório, elaborado pela Comissão Técnica Independente (CTI), publicado em 11 de Março e que mantém a recomendação de uma solução única em Alcochete ou Vendas Novas. Ainda assim, apontou que Humberto Delgado + Santarém “pode ser uma solução”

    “Concluir o processo de escolha do Novo Aeroporto de Lisboa e iniciar com a maior brevidade possível a sua construção, bem como de outras infra-estruturas indispensáveis, nomeadamente a Ferrovia e o TGV (Alta Velocidade)”.

    Esta é a proposta que consta no programa de Governo sobre a construção do novo aeroporto de Lisboa, uma mensagem lacónica que pouco adianta em relação a um dos principais processos pendentes que o executivo agora liderado por Luís Montenegro tem em mãos, nomeadamente a definição de prazos para ser conhecida a decisão.

    Em Setembro de 2022, o primeiro-ministro António Costa anunciava um acordo de convergência com o presidente do PSD sobre a metodologia a ser usada na definição dos critérios em que assentaria a decisão. A solução encontrada previa a constituição de uma comissão técnica independente, designada de uma forma plural por um conjunto de entidades” e uma comissão de acompanhamento que envolve também um conjunto vasto de entidades.

    Já em Dezembro de 2023, Montenegro anunciava a constituição de um grupo de trabalho interno que se dedicaria a analisar as conclusões da Comissão Técnica Independente, deixando claro que não se comprometia com o resultado das análises promovidas pela equipa liderada por Rosário Partidário.

    O novo Governo conta com um relatório, elaborado pela Comissão Técnica Independente (CTI), publicado em 11 de Março e que mantém a recomendação de uma solução única em Alcochete ou Vendas Novas. Ainda assim, apontou que Humberto Delgado + Santarém “pode ser uma solução”.

    No que respeita à ferrovia, é desejada ainda a “transferência modal das mercadorias para a ferrovia corrigindo os desequilíbrios na taxação da infraestrutura e aumentando a produtividade e eficiência do transporte”.

    No documento, fala-se em “aumentar a capacidade e eficiência de todo o setor da aviação e aeroportuário, tanto no lado dos passageiros, como no lado da carga”.

    Um dos caminhos passa pela introdução de “soluções inovadoras e digitais, que permitam melhorar o controlo de entradas e saídas de passageiros e carga, por via aérea, potenciando a utilização das infraestruturas à procura variada existente”.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    Litehaus quer “imprimir” 100 casas por ano em Portugal

    O arquitecto Rui Barbosa é o vencedor do concurso de arquitectura lançado pela Litehaus para desenhar a casa impressa em 3D na Comporta. Com vários projectos já em carteira a empresa estabeleceu como meta a construção de 100 unidades/ano

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    A Litehaus, lançou em Março o concurso de arquitectura, direccionado a estudantes e profissionais de arquitectura residentes em Portugal para desenhar o projecto de uma casa impressa em 3D para o empreendimento na zona da Comporta, perto de Melides.
    “Sendo a impressão 3D a mais recente tecnologia capaz de revolucionar o sector da construção, foi com grande entusiasmo que participei neste desafio lançado pela Litehaus e sinto-me muito honrado por ver o meu projecto seleccionado como vencedor. Na proposta com a qual concorri, procurei aliar este novo método de construção à repetição modular, fácil de ajustar às várias necessidades dos futuros utilizadores e desafios criados pelo ambiente envolvente. Procurei conjugar elementos contemporâneos com a linguagem arquitectónica tradicional de Melides, respeitando sempre o contexto urbanístico”, comenta Rui Marta Barbosa.
    A unidade destaca-se pelo seu carácter modular. O azulejo da piscina, que confere uma cor avermelhada à água, e os tons acastanhados e beges presentes nos materiais que compõem a volumetria da casa dão um toque convidativo, acolhedor e quente ao edifício. Adicionalmente, a disposição e número das divisões da casa podem ser organizadas e ajustadas de acordo com a vontade dos clientes e condicionantes do terreno, devido aos espaços modulares e ao corredor central que os conecta.

    Esta nova villa vai integrar a rede habitacional zero waste construída com recurso à tecnologia de impressão 3D, desenvolvida pela espanhola Cosmos e que a Litehaus trouxe para Portugal.

    A empresa está já desenvolver vários projectos habitacionais no mercado nacional. “Prevê-se que o mercado da construção com impressão 3D cresça 88%, anualmente, podendo valer 400 mil milhões de dólares em 2030, e nós pretendemos fazer parte dessa evolução, contribuindo para um marco na história da arquitectura portuguesa. O nosso objectivo é o de construir 100 habitações por ano em Portugal. Estamos a construir 13 casas em Torres Vedras e estão mais 50 planeadas, temos 73 apartamentos modulares turísticos contratados em Braga e estamos prestes a fechar um empreendimento de 108 acomodações para estudantes em Famalicão”, afirma Simi Launay, chief creative officer da Litehaus.

    A tecnologia de impressão em 3D desenvolvida pela Cosmos permite que sejam erguidas 45 m2 de paredes em menos de 24 horas. O segredo para tornar estas casas mais amigas do ambiente centra-se, principalmente, na construção das paredes, compostas, maioritariamente, por ECOMortar, um material que substitui o cimento e produz entre 40 a 50% menos de emissões de CO2. Adicionalmente, a tecnologia modular e de impressão 3D aplicadas na fabricação destas paredes reduz o desperdício em 90%.

    A elevada eficiência dos materiais e técnicas de construção utilizados resulta do facto de os módulos serem impressos num local fechado, sob condições ambientais controladas e sem produção em excesso, uma vez que é apenas impressa a quantidade necessária. Nos módulos são, ainda, previamente instalados isolamento, electricidade e canalização, acelerando significativamente a montagem no local.

     

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    IP lança concurso público de 58,3M€ para Variante Nascente de Évora

    No final da semana passada a IP lançou o concurso para a construção da Variante Nascente de Évora. Já esta semana foi lançado concurso público, no valor de 5,5M€ para reabilitação da Ponte da Arrábida

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    A empreitada a contratar visa a construção de uma nova ligação rodoviária alternativa ao actual troço do IP2, com início no Nó de Évora Nascente da A6/IP7, imediatamente após a praça de portagem, e termina na conexão com o actual IP2, em S. Manços.

    A futura Variante terá cerca 12,8 quilómetros de extensão com dupla faixa de rodagem. Ao longo do traçado serão construídos restabelecimentos desnivelados, sendo a interligação com a rede existente assegurada através dos seguintes nós: Nó de Vale de Figueiras; Nó da Fonte Boa do Degebe; Rotunda de Ligação à EN18.

    O empreendimento prevê ainda a construção de 8 Passagens Superiores, duas das quais sobre linhas de caminho de ferro.

    O projecto da Variante Nascente de Évora constitui o maior investimento a executar pela Infraestruturas de Portugal no âmbito do PRR. Integrado na Componente C7 – Infraestruturas, investimentos em Missing Links e Aumento de Capacidade da Rede, este empreendimento irá contribuir decisivamente para a melhoria das ligações rodoviárias na região de Évora, melhorar a segurança rodoviária e promover a competitividade das empresas e a mobilidade das populações da região.

    Concurso público de 5,5 M€ para reabilitação da Ponte da Arrábida
    Já esta segunda-feira foi publicado o concurso público com um preço base de 5,5 milhões de euros para reabilitar a face interior do tabuleiro e pilares da Ponte da Arrábida. O prazo para apresentação de propostas vai até ao dia 17 de Maio e a empreitada tem um prazo de execução de 540 dias.

    Neste concurso público, o preço tem um factor de ponderação de 80% e a qualidade 20%, estando ainda este último ponto dividido em três subfactores de ponderação: programa de trabalhos (60%), memória descritiva e justificativa (30%) e cronograma financeiro (10%).
    Esta operação de manutenção, cuja despesa foi autorizada pela IP, compreende uma dotação de 2,8 milhões de euros a alocar em 2025 e 2,7 milhões de euros em 2026. Ao montante fixado para cada ano pode “ser acrescido do saldo apurado no ano anterior”.

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    MAP vai diversificar áreas de actuação e estuda aquisições

    Prevendo facturar 80 milhões de euros em 2024, o dobro do que foi apurado no último ano, os responsáveis da MAP Engenharia estão atentos às oportunidades do mercado e estudam diversificar a sua actividade para outras áreas. Projectos públicos são uma hipótese e não está descartada a aquisição de empresas em nichos específicos. Diogo Guerra Abecasis, Co-Founder & Managing Director da MAP Engenharia explica, ao CONSTRUIR, que a falta de mão de obra, qualificada ou operacional, pode tornar-se um grave problema

    Ricardo Batista
    tagsMAP

    Ao CONSTRUIR, Diogo Guerra Abecasis, Co-Founder & Managing Director da MAP Engenharia, explica a estratégia de crescimento de uma empresa que tem apostado, nos últimos anos, na certificação dos seus processos. “Creio que o mercado reconhece claramente o valor deste processo porque é um selo de garantia e qualidade”, explica. Com uma carteira de 150M€ assegurada para os próximos dois anos, os responsáveis da MAP esperam duplicar a facturação no final de 2024 face aos 40M€ apurados no final do ano passado.

    Diogo Guerra Abecassis, co-founder & managing director da MAP EngenhariaEstamos no final do primeiro trimestre do ano. Já há dados sobre os resultados de 2023?

    O ano de 2023 foi de fato muito desafiante, por um lado o mercado a sofrer de instabilidade económica com o aumento das taxas de juro e da inflação, mas por outro lado, foi um ano de forte investimento na MAP, reforçamos as nossas equipas, optimizámos os nossos processos e parte deles através de novas certificações, tudo para estarmos preparados para o futuro próximo, que será de forte crescimento e consolidação.

    Quais as variações face a 2022, seja em facturação, resultados líquidos?

    Embora as contas finais de 2023 ainda não estejam formalmente concluídas, esperamos fechar o ano com uma facturação semelhante à de 2022, em torno dos 40 milhões de euros, e com resultados líquidos positivos.

    Como está repartido esse Volume de Negócios? A maior fatia cabe à construção? Reabilitação?

    De facto, verifica-se uma inversão no peso da reabilitação vs construção nova, sendo que em 2023, a construção nova representou mais de 70% do volume de negócios da MAP.

    Quais as estimativas para 2024?

    Estamos a entrar em 2024 com muita confiança e uma enorme expectativa. Será novamente um ano de forte crescimento na MAP, onde prevemos praticamente duplicar o nosso volume de facturação, para 80M€.

    É possível quantificar que investimentos têm em carteira de momento?

    Actualmente, a nossa carteira de projectos contratados para 2024 e 2025 totaliza aproximadamente 150 milhões de euros. Trata-se de projectos bastante diversificados e que abrangem várias áreas, incluindo residencial, turismo, escritórios, retalho, indústria e comércio.

    Existem dois grandes desafios, o primeiro e o mais crucial, é a falta generalizada de mão de obra, quer a mais qualificada, quer a mais operacional, o que pode vir a ser um problema mais grave no futuro com o crescimento do volume de construção, tanto em Obras públicas, como nas Privadas

    Algum projecto que destaquem pela sua natureza, pelo rasgo face à actual oferta, pelas características?

    Tendo em consideração um dos maiores problemas da actualidade, a habitação, podemos destacar a Obra que temos em curso da Cooperativa Vale Formoso, em Marvila, que representa precisamente uma resposta à falta de oferta de habitação para a classe média com a construção de 70 fracções, numa modalidade de investimento colectivo que esteve muito em voga no início dos anos 2000, mas que infelizmente foi desaparecendo. Além das 70 fracções estamos a falar de uma oferta residencial integrada com creche, serviços e espaços verdes. Estamos também a construir a última fase do projecto Gago Coutinho 30 em Lisboa, com 200 quartos de Hotel, e todas as zonas comuns de apoio. No Porto, decorre a bom ritmo a remodelação de um icónico edifício de escritórios no Campo Alegre, com 15.000 m2, que será totalmente renovado e transformado num espaço moderno, sofisticado e sustentável, para escritórios com classificação Green.

    Nessa carteira, que margem existe para responder à falta de oferta para a classe média? Têm projectos que se adequam a esse segmento?

    Creio que o mercado imobiliário tem vindo a procurar dar uma resposta positiva a esta carência de oferta habitacional para a classe média, e isso constata-se claramente nas obras que temos actualmente em curso, com vários empreendimentos residenciais para o segmento médio, de onde podemos destacar, as Villas em Loures (130 fogos), Jardins Altear na Alta de Lisboa (130 fogos) e a Cooperativa Vale Formoso em Marvila, conforme já referido, entre outros Projectos em Lisboa e no Porto para a classe média / alta.

    Duke Residences

    Olhando para a ‘crise na habitação’, que papel podem ter os promotores na sua resolução e que condições seriam necessárias para que essa resposta fosse mais eficaz? E as construtoras, são importantes nesta equação?

    Tendo em consideração a situação actual, naturalmente os promotores têm um papel fundamental, mas cabe ao Estado criar as condições favoráveis para aumentar fortemente esse investimento na habitação, por exemplo através de incentivos fiscais, passando por exemplo o IVA da construção nestes casos para a taxa reduzida a 6%, quer também pela criação de PPP que possam desenvolver projectos em terrenos, ou edifícios devolutos pertencentes às autarquias ou ao governo central. As construtoras são essenciais nesta equação, porque terão de estar preparadas para dar resposta a todas estas solicitações e concretizar no terreno a construção destes projectos Residenciais, e é precisamente para dar esta resposta que a MAP se tem vindo a preparar!

    Que desafios se colocam hoje às construtoras no mercado nacional?

    Na minha opinião, no mercado actual, existem dois grandes desafios, o primeiro e o mais crucial, é a falta generalizada de mão de obra, quer a mais qualificada, quer a mais operacional, o que pode vir a ser um problema mais grave no futuro com o crescimento do volume de construção, tanto em Obras públicas, como nas Privadas. O outro desafio é a instabilidade criada pela inflação dos preços dos materiais e da mão de obra, devido a factores externos que não controlamos. Na MAP, felizmente, temos vindo a ultrapassá-lo sempre de uma forma justa e equilibrada com os nossos clientes e parceiros.

    Em que medida o Simplex que está em desenvolvimento (independentemente de qual for a composição do próximo Governo) pode ser uma resposta eficaz na questão dos licenciamentos?

    O mercado ainda está a assimilar as alterações introduzidas pelo Simplex, que são muitas, e creio que na generalidade são positivas, porque vão certamente acelerar os processos de licenciamento que todos verificávamos que eram excessivamente morosos, mas é provável que tenham de ser feitos alguns ajustes para tornar os processos ainda mais claros e objectivos.

    Há quem defenda, até mesmo do lado das autarquias, que o novo Decreto que procede à reforma e simplificação dos licenciamentos “aumenta o perigo” de voltarem a existir em território nacional várias “obras em esqueleto de betão. Teme que se tenha avançado em demasia na rapidez, ignorando a segurança jurídica?

    Não há modelos perfeitos, mas os vários players que tanto criticaram a mora dos processos de licenciamento, têm de ser responsáveis para desenvolver os projectos de acordo com as normas e legislação em vigor e certamente que irão ultrapassar as dúvidas que se coloquem num trabalho conjunto com as autarquias.

    Não há modelos perfeitos, mas os vários players que tanto criticaram a mora dos processos de licenciamento, têm de ser responsáveis para desenvolver os projectos de acordo com as normas e legislação em vigor

    A MAP conseguiu elevar a certificação da ISO9001 para um sistema de gestão integrado em QSA. O que é que isto quer dizer na prática e, no fundo, que reconhecimento é que o mercado faz deste tipo de aposta das empresas?

    De facto, fechámos em 2023 o processo de tripla certificação da MAP em Segurança e Ambiente, para juntar à Certificação de Qualidade que já detínhamos há uns anos, todas certificadas pela prestigiada Bureau Veritas. Creio que o mercado reconhece claramente o valor deste processo porque é um selo de garantia e qualidade, onde o cliente e todos os stakeholders têm a certeza de como determinados processos são realizados/alcançados. A MAP reflecte a preocupação e comprometimento de toda a empresa com estas áreas de actuação tão importantes, a Qualidade, a Segurança e o Ambiente.

    Sendo reconhecida a escassez de mão de obra no mercado nacional, de que modo têm respondido a este problema?

    É, de facto, o maior desafio para o futuro, por isso temos investido muito em formação, tendo em curso várias parcerias com Escolas Técnicas e Faculdades reconhecidas no mercado, em que acolhemos e formamos novos profissionais, tanto para uma vertente mais de acompanhamento de Obra no terreno (Encarregados), como também engenheiros estagiários para Direcção de Obra. Naturalmente que outro dos caminhos também terá que passar por receber emigrantes, com mais ou menos qualificações, e integrá-los no nosso mercado da construção.

    Vínhamos de um ciclo em que, pelo menos em pipeline, estavam em equação um conjunto significativo de investimentos, fosse na ferrovia, plano rodoviário, Aeroporto, Alta Velocidade. Como olha a MAP para esses planos de investimentos e de que modo se posicionam para fazer parte (ou não) dessa carteira de investimentos públicos?

    Apesar do historial da MAP ser praticamente no sector privado, apostar também no sector público é um dos desafios que temos para o ano de 2024, obviamente com uma selecção criteriosa dos projectos, mas posso confidenciar que estamos já envolvidos em concursos públicos que estão actualmente a decorrer.

    Por onde passa o crescimento da MAP? Como esperam aumentar a carteira de obras?

    A MAP continua com um forte crescimento, sempre de uma forma sustentada, mas acreditamos que 2024 será um ano marcante e transformador na realidade da empresa. Prevemos diversificar o negócio para nichos de mercado mais específicos, como as moradias de luxo e o fitout de espaços interiores, consolidaremos a construtora com grandes projectos, os que estão em curso e novos que aí vêm, e iremos também “atacar” as Obras públicas onde existem boas oportunidades. Muito em breve haverá muitas mais novidades para partilhar sobre o Universo MAP.

    E aquisições de empresas complementares, estão abertos a isso?

    Temos de facto estado bem atentos ao mercado e analisado algumas oportunidades interessantes de investimento, principalmente visando a área da indústria, pré-fabricação e sustentabilidade, podendo num futuro próximo fechar alguma aquisição ou parceria.

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    Ricardo Batista

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    32M€ para modernização da Linha de Leixões para mercadorias

    A modernização da Linha de Leixões para o tráfego de mercadorias custará até 32 milhões de euros, de acordo com uma autorização de despesa da Infraestruturas de Portugal (IP) e será integrada em futura candidatura no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 da União Europeia

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    No despacho do Conselho de Administração da IP a empresa pública delibera “proceder ao lançamento do procedimento pré-contratual necessário à contratação da execução” da empreitada de modernização da Linha de Leixões, pelo valor de 32 milhões de euros. O montante é repartido pelos anos de 2025 (4 milhões de euros), 2026 (16,8 milhões) e 2027 (11,2 milhões).

    A modernização da Linha de Leixões para mercadorias (embora também traga benefícios para o tráfego de passageiros, cuja retoma está prevista para final deste ano) enquadra-se no Programa de Melhoria em Terminais Multimodais do Programa Nacional de Investimentos 2030.

    A empreitada da Linha de Leixões, que serve o porto homónimo em Matosinhos, será integrada em futura candidatura no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 da União Europeia. A fiscalização da empreitada custará até 3,8 milhões de euros.

    “As intervenções preconizadas para a Linha de Leixões visam atingir o objectivo do aumento de capacidade de tráfego para comboios de mercadorias até 750 metros, através da renovação da infraestrutura e aumento do comprimento útil de linhas de resguardo nas estações de Contumil, São Mamede de Infesta, e reformulação dos feixes de recepção/expedição do Terminal de Leixões”.

    Numa primeira fase estão previstos até dois comboios por hora que servirão as paragens de Campanhã, Contumil, São Gemil, Hospital São João (novo apeadeiro), São Mamede de Infesta, Arroteia (novo apeadeiro junto à Efacec) e Leça do Balio, partindo de Ovar ou de Campanhã. Numa segunda fase, o serviço poderá ser estendido a Leixões/Senhor de Matosinhos, com paragem em Guifões e Araújo/Custió.

     

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    Lisboa aprova contratação de empréstimo de 50 M€ para financiamento de investimentos

    O investimento, no valor de 50,8 milhões de euros, destina-se a habitação, instalação de serviços, equipamentos escolares e construção ou requalificação de arruamentos

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    O município de Lisboa “estruturou um programa de investimentos, de carácter plurianual com prazo de execução a quatro anos”, em linha com o programa de governo da cidade, de forma a “estruturar uma acção municipal focada em áreas chave para a melhoria das condições de vida de quem vive, trabalha ou visita a cidade”. Para esse efeito, de acordo com a proposta, “demonstrou-se necessário o recurso a financiamento alheio para assegurar o conjunto de investimentos associados à carteira de projectos a financiar” entre os quais: Habitação de Renda Acessível, operações de construção e/ou reconstrução de habitação e bairros municipais, reparação e beneficiação de património municipal, reabilitação de mercados municipais, intervenções relacionadas com a acessibilidade pedonal. A carteira de projectos a financiar em 2024 e 2025 engloba 48 intervenções, mais de metade da verba, 27,1 milhões de euros serão canalizados para projectos de Habitação, e entre estes perto de 13 milhões de euros serão para a habitação de renda acessível. Os restantes 23,7 milhões de euros incluem a construção de equipamentos, entre eles uma escola, reabilitação de mercados e arruamentos.

    A proposta aprovada na Assembleia Municipal, realizada a 4 de Abril, havia já sido aprovada em reunião da Camara Municipal de Lisboa, a 20 de Março

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    Crédito: Facebook do XXIV Governo

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    Secretários de Estado: Patrícia Machado Santos na Habitação; Hugo Espírito Santo nas Infraestruturas

    Com uma orgânica que já tinha sido adoptada em 2022 – curiosamente sob tutela de Pedro Nuno Santos-, Infrastruturas e Habitação voltam a coabitar no mesmo ministério

    Ricardo Batista

    Divulgada que foi a lista de secretários de Estado, está oficialmente fechado o núcleo duro do Governo liderado por Luís Montenegro. O Presidente da República recebeu esta quinta-feira, em mão, a lista dos secretários de Estado depois de, na terça-feira, ter empossado os ministros do XXIV Governo constitucional.

    Com uma orgânica que já tinha sido adoptada em 2022 – curiosamente sob tutela de Pedro Nuno Santos-, Infrastruturas e Habitação voltam a coabitar no mesmo ministério.

    De acordo com uma nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, a Secretaria de Estado que ficará agora com Patrícia Machado Santos é uma das três que integra o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

    Segundo uma nota biográfica divulgada pelo Governo presidido pelo social-democrata Luís Montenegro, Patrícia Machado Santos é licenciada em Arquitetura, área em que tem também um doutoramento na especialidade de Tecnologias de Gestão da Construção.

    Patrícia Machado Santos já trabalhou o tema da habitação nas câmaras municipais de Lisboa e de Oeiras, no distrito de Lisboa, é ainda indicado na nota.

    Na Câmara de Oeiras, a nova secretária de Estado foi diretora do Departamento de Habitação Municipal.

    Além da secretaria de Estado da Habitação, o Ministério tutelado por Miguel Pinto Luz integra a secretaria de Estado das Infraestruturas, que ficará para Hugo Espírito Santo, e a secretaria de Estado da Mobilidade, com Cristina Pinto Dias.

    Hugo Espírito Santo foi, até agora, sócio do escritório de Lisboa da McKinsey e um dos líderes da Prática em Angola. Era o líder da Prática Profissional de Viagens, Transportes e Logística da McKinsey para África, e lidera os maiores projectos de transportes e infra-estruturas. Ao longo da sua carreira profissional desenvolveu particular experiência no Sector da Aviação, com especial enfoque em fomentar a contribuição do sector para o desenvolvimento económico de África. É licenciado em Economia pela Universidade Católica e tem um MBA do Instituto Europeu de Administração de Empresas (o francês INSEAD)

    O vice-presidente do PSD Miguel Pinto Luz assumiu pela primeira vez o cargo de ministro, na pasta das Infraestruturas e Habitação, depois de ter sido secretário de Estado das Infraestruturas no segundo breve Governo liderado por Pedro Passos Coelho, em 2015.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    Câmara do Porto adjudica construção do Campo Municipal de Campanhã

    No âmbito da intervenção, será materializado um novo arruamento, que fará a ligação da Rua de Justino Teixeira ao equipamento desportivo. Serão 32 lugares de estacionamento, sendo três destes para pessoas com deficiência, condicionadas na sua mobilidade. O espaço contará, ainda, com um segundo acesso pedonal, através da Rua do Dr. Sousa Ávides, junto às Piscinas Municipais de Campanhã

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    A Câmara do Porto acaba de adjudicar à Construções Pardais – Irmãos Monteiro a construção do futuro Campo Municipal de Campanhã, um novo equipamento desportivo a ser implementado em terreno entre a Rua de Justino Teixeira e as piscinas municipais e que representa um investimento na ordem dos 4,2 milhões de euros.

    A construtora de Alpendurada vai ser responsável pela execução deste equipamento num terreno com 17 mil metros quadrados e compreende um campo de jogos com bancada coberta, além de um edifício de apoio e novo arruamento, com lugares de estacionamento.

    O campo de futebol terá medidas para jogos oficiais e contará com relva sintética e sistema de rega automática. A bancada coberta dará lugar a 488 espectadores, incluindo lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida.

    A bancada está integrada no novo edifício de apoio a ser construído, que contará ainda com serviços de bilheteira, cafetaria e instalações sanitárias. Implementado em dois pisos, a estrutura inclui também a instalação de painéis fotovoltaicos, posto médico, sala de primeiros socorros, salas técnicas, balneários para atletas e árbitros, bem como salas de apoio à gestão do espaço.

    As soluções ambientais da nova infraestrutura desportiva incluem a criação de um rain garden (canal em terreno natural) numa das laterais do campo, consequência da deslocalização de uma linha de água existente e que fará, também, a recolha das águas pluviais. Além destes, está prevista a criação de áreas verdes e ajardinadas, com a plantação de espécies arbóreas.

    No âmbito da intervenção, será materializado um novo arruamento, que fará a ligação da Rua de Justino Teixeira ao equipamento desportivo. Serão 32 lugares de estacionamento, sendo três destes para pessoas com deficiência, condicionadas na sua mobilidade. O espaço contará, ainda, com um segundo acesso pedonal, através da Rua do Dr. Sousa Ávides, junto às Piscinas Municipais de Campanhã.

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    Grupo Casais forma mão de obra guineense para construção em Portugal

    Está a decorrer o projecto desenvolvido pelo Grupo Casais que tem o objectivo de oferecer formação e oportunidades de emprego no sector da construção a trabalhadores da Guiné-Bissau

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    O Grupo Casais está a levar a cabo um projecto cuja intervenção actua na formação, capacitação e mobilidade de Recursos Humanos, no universo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, especificamente na Guiné-Bissau, em parceria com o Instituto de Formação dos Países de Língua Portuguesa (IFCPLP). A iniciativa pretende reforçar competências técnico-profissionais e qualificação para a integração na vida activa. Após um processo de formação e de avaliação, o Grupo Casais estabeleceu, com os candidatos seleccionados, um contrato de trabalho em Portugal.

    Os formandos estão já a trabalhar em Portugal, depois de terem tido formação no país de origem durante três semanas e após uma semana de acolhimento e integração continuarão agora em formação.

    Este projecto comporta três objectivos principais, que são: combater a imigração ilegal em Portugal; aumentar as qualificações dos cidadãos CPLP, nomeadamente os guineenses e combater a falta de mão de obra em Portugal, problema que tem vindo a ser muito marcante no sector da construção no país.

    “É com muito orgulho que vemos este projecto avançar em parceria com a IFCPLP. O Grupo Casais está totalmente comprometido com o desenvolvimento do sector e a transferência tecnológica na construção. Um dos nossos objectivos é o caminho para a construção sustentável e para isso é fulcral uma mão de obra qualificada e a valorização daqueles que são os recursos humanos, um ponto fundamental para este desenvolvimento. De forma a contribuir para melhorias no sector, e também para promover a reversão da emigração de risco, e capacitar a força trabalhadora do sector da construção civil na Guiné-Bissau, damos este passo importante para a história do Grupo Casais. Os nossos recursos humanos são os nossos maiores activos e por isso é tão importante apostar na formação”, afirma António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais.

    A iniciativa, composta por várias fases, teve início com a divulgação, selecção e recrutamento de recursos humanos na Guiné-Bissau, processo que exigiu requisitos mínimos para a candidatura a esta oferta de contratação e formação conforme critérios previamente definidos. O Instituto de Formação dos Países de Língua Portuguesa(IFCPLP) foi responsável pelas questões de documentação e pedido de vistos de trabalho e existirá, ao longo do projecto, um acompanhamento social e profissional dos trabalhadores.

    A formação teórica e prática foi assegurada pelo IFCPLP em colaboração com o Grupo Casais. Após estes momentos, foi feita uma seleção com 60% dos candidatos, com os quais foi efetivado um contrato de trabalho. Os restantes 40% ficaram numa bolsa de trabalhadores criada para o efeito, com o intuito de que possam servir empresas locais, contribuindo este projecto para a qualificação dos trabalhadores Guineenses.

    O programa de formação incluiu metodologia específica, com uma proposta personalizada ao projecto, onde foram transmitidos vários conhecimentos práticos como alvenaria, reboco, betonilha, ladrilho.

    Foram identificados alguns parceiros, nomeadamente associações, organismos públicos e privados e centros de formação especializados na área da construção que tiveram um papel de auxílio no projecto, sobretudo na divulgação da oferta e pré-selecção de candidatos.

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