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Parque Industrial da Autoeuropa atrai investidores

A Cushman & Wakefield, anuncia a venda de uma propriedade industrial, com 4.000 m2, no Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela. Esta é a segunda operação na zona, da consultora depois da venda das instalações, com 40.000 m², da Elos à NewCold

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A Cushman & Wakefield, anuncia a venda de uma propriedade industrial, com 4.000 m2, no Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela. Esta é a segunda operação na zona, da consultora depois da venda das instalações, com 40.000 m², da Elos à NewCold

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A Cushman & Wakefield, anuncia a venda de uma propriedade industrial, com 4.000 m2, no Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela. Nesta operação, a Cushman & Wakefield representou a Magna Donnelly e a propriedade foi adquirida pela SQC – Sistemas Integrados da Qualidade e Consultadoria, uma empresa especializada em serviços de consultoria.

A propriedade tem uma área total de 4.000 m2, está inserida no Parque Industrial da Autoeuropa e é servida por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A2, que liga Lisboa ao Algarve.

“A indústria está a alcançar mais relevo e dinamismo em Portugal. O nosso país surge no radar das grandes companhias industriais pela sua ligação aos portos marítimos, excelentes vias rodoviárias e, também, pela significativa disponibilidade de energias renováveis”, refere Sérgio Nunes, responsável do departamento de Industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield Portugal

A zona de Palmela continua a ser uma das eleitas pelos operadores, sendo que, já este ano, a Cushman & Wakefield foi responsável pela venda das instalações, de 40.000 m², da Elos, em Palmela, à NewCold.

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Venda de carteiras de crédito malparado em Portugal deverá cair mais de 40% para 1.7MM€

O país perdeu também ritmo na redução do crédito malparado do sistema financeiro. Em Junho de 2022 existiam 7.5 MM€ em crédito em incumprimento nos bancos portugueses, reduzindo apenas 200 M€ face ao final de 2021. Este stock representa 3,3% do total de crédito concedido. Os dados são revelados pela Prime Yield no seu mais recente estudo “Investing in NPL in Iberia 2022”

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O investimento em carteiras de crédito malparado (Non-Performing Loans, NPL na sigla inglesa) deverá travar significativamente este ano, estimando-se que a venda de portfólios deste tipo de activos ascenda a 1.7 mil milhões de euros, de acordo com a Prime Yield no seu mais recente research sobre este mercado na Ibéria. “Investing in NPL in Iberia” acaba de ser lançado e assinala já a sua quinta edição.

Este volume apresenta uma queda de 44% face aos 3 mil milhões de euros transaccionados em 2021, ano em que a actividade recuperou após a travagem de 2020, quando as transacções não foram além dos 1,0 mil milhões de euros, reflectindo o impacto da pandemia.

De acordo com, “Os valores agora apurados contrariam bastante as estimativas que tínhamos no início do ano, as quais apontavam para a continuação da retoma da actividade para os níveis pré-Covid, cujos padrões se situavam entre os 6.5 mil milhões de euros e os 8.0 mil milhões de euros anuais. Mas, na realidade, já vimos que a conjuntura tem, a capacidade de se alterar de forma muito rápida e, também neste mercado surgiram alguns factores que, conjugados, acabaram por resultar num arrefecimento da actividade transaccional”, explica Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield.

De acordo com a Prime Yield, esta perda de ritmo face a 2021 fica a dever-se à conjugação essencial de três factores: Em primeiro lugar, as carteiras que estão activas no mercado são de menor dimensão do que antes, afectando o volume global transaccionado. O volume de vendas de 2021 reflecte a negociação de 13 portfólios, enquanto 2022, apesar da quebra assinalável no montante, sinaliza um número semelhante de operações (11).
Em segundo lugar, há uma efectiva redução do número de carteiras a surgir no mercado, pois não só o stock de malparado não aumentou, como se observou a entrada de vários servicers no mercado, os quais actuam numa fase prévia da recuperação do crédito, limitando as carteiras que chegam ao mercado para investimento final.
Por último, continua a existir um desencontro forte nas expectativas de preço entre vendedores e compradores. A Banca tem hoje menor pressão para vender, tentando obter melhor preço pelos portfólios. Já os investidores mostram-se menos abertos a pagar mais, daí decorrendo um desajuste de preços e uma maior demora na concretização dos negócios.

Na perspectiva de Nelson Rêgo, “Portugal continua a apresentar excelentes oportunidades e o fluxo de carteiras a surgir no mercado vai continuar, especialmente ao longo de 2023. A conjuntura económica marcada por uma elevada inflação e o aumento das taxas de juro deverá ter impacto no crescimento do crédito malparado, embora a próxima onda de carteiras em incumprimento deva surgir apenas no final de 2023 e no ano seguinte. Numa primeira fase, o incumprimento deverá afectar mais o segmento de empresas, especialmente as PMEs, e numa segunda fase o crédito às famílias, nomeadamente no âmbito do financiamento para aquisição de habitação”, sustenta.

Para já, a perda de dinâmica na venda de NPL foi acompanhada por uma redução bastante mais lenta do volume de crédito malparado no sistema financeiro português. No 2º trimestre deste ano, Portugal contabilizava 7.5 mil milhões de euros de crédito em incumprimento nos Bancos nacionais, um montante que corresponde a 3,3% do crédito total concedido no país. Este volume fica apenas 200 milhões de euros abaixo do final de 2021, mas reduz em 1.3 mil milhões de euros face aos 8.8 mil milhões de euros contabilizados no mesmo período de 2021.

No contexto europeu, Portugal é o país com o décimo maior volume de NPL, embora possuindo um stock bastante inferior aos dos líderes França, que detém cerca de 109.7 mil milhões de euros, de Espanha, com 78.9 mil milhões de euros, ou de Itália, onde ainda permanecem 51.8 mil milhões de euros. Para mais, o NPL no sistema financeiro português equivale actualmente a um terço do registado há três anos, quando o stock ascendia a 21.3 mil milhões de euros.

Em termos do crédito malparado atual, as empresas representam a maior fatia, nomeadamente 64% do stock contabilizado no país, o equivalente a €4.8 mil milhões. Deste volume, 73% está concentrado nas PME’s (3.5 mil milhões de euros), sendo que 42% do crédito malparado às empresas está garantido por imobiliário corporativo, no valor de 2.0 mil milhões de euros. O segmento das famílias contabiliza 2.7 mil milhões de euros em malparado, o que representa 36% do stock total. Deste valor, 1.1 mil milhões de euros diz respeito a crédito à habitação.

A Prime Yield lança anualmente o relatório” Investing in NPL in Iberia”, onde estima o potencial de transacção de crédito malparado em Portugal e Espanha. O estudo apresenta um balanço da actividade transaccional de NPL em 2022, além de analisar o stock e rácio deste tipo de crédito no respectivo sistema financeiro, disponibilizando ainda um olhar sobre a economia e o mercado imobiliário.

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Mota-Engil selecciona Quadrante para a arquitectura e engenharias de estádio na Costa do Marfim

A Quadrante e a Mota-Engil estão a desenvolver o projecto de reabilitação e expansão do Stade Félix Houphouët-Boigny, em Abidjan, na Costa do Marfim, à semelhança do que se passou com o “Stade da la Paz” em Bouaké, também neste país da costa ocidental africana

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O projecto, desenvolvido de forma integrada e coordenada em BIM, contará com uma área de cerca de 27.000 m2 e capacidade para receber cerca de 30 mil espectadores. Está também prevista a reformulação e ampliação das áreas de apoio logístico, zona para atletas, campo de aquecimento, áreas dedicadas aos media e ao público, assim como, acessos e estacionamento com 150 lugares. Adicionalmente será também construído um edifício de escritórios que irá albergar a sede da Office National des Sports, ONS.

“Na Quadrante temos uma equipa de quase 300 arquitectos, engenheiros, especialistas nas áreas da sustentabilidade, BIM, controlo de custos, entre outros, que combinam sinergias para pensar o projecto de uma forma integrada. Acreditamos que esta metodologia permitiu criar uma solução de elevado valor para a Mota Engil, uma vez que todas as especialidades trabalharam em conjunto, optimizando soluções, desde a fase de concurso”, justifica Nuno Costa, CEO da Quadrante.

Relativamente ao projecto de reabilitação no novo estádio “a arquitectura inspirou-se nas referências e cultura locais para criar um ícone marcante e contemporâneo para a cidade de Abidjan. Procurámos tirar partido da estrutura metálica e de betão na materialização da nova cobertura e fachada, que assumem um papel de destaque”, refere Rui Santos, arquitecto da Quadrante responsável pelo projecto.

A parceria da Quadrante com a Mota-Engil remonta desde 2007, em vários projectos que incluem a construção e gestão de infraestruturas para as áreas de Engenharia e Construção, Ambiente e Serviços, Concessões de Transportes, Energia e Mineração, ou seja, em todas as áreas de negócio e nas várias geografias onde a Mota-Engil tem actividade.

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Preços na baixa e centro histórico do Porto descem 6,4% no 1º trimestre do ano

No 1º semestre deste ano, os preços da habitação no conjunto das áreas de reabilitação urbana da baixa e centro histórico do Porto registaram uma queda de 6,4% face ao semestre anterior

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Trata-se de uma inversão face à subida semestral de 11,6% que os preços tinham observado no 2º semestre de 2021
O comportamento dos preços neste território é monitorizado pela Confidencial Imobiliário através do Índice de Preços da Baixa e Centro Histórico do Porto.

Este contraste no desempenho semestral dos preços na Baixa e Centro Histórico não é inédito, já que ao longo dos últimos quatro anos é comum observarem-se oscilações entre variações positivas e negativas, algumas das quais com amplitudes vincadas.

A quebra que sucedeu a uma forte valorização em termos semestrais, impactou desde logo a variação homóloga dos preços, que se manteve em terreno positivo, mas que travou de 13,7% no 2º semestre de 2021 para os actuais 4,4%.
Contudo, anteriormente as oscilações acentuadas entre as variações semestrais observaram-se em contextos de contracção ou estabilização do investimento imobiliário, ao passo que agora se verifica num momento de expansão da actividade. Designadamente, no 1º semestre de 2022 foram investidos 141,8 milhões de euros na aquisição de imóveis nas ARUs da Baixa e Centro Histórico, volume que aumentou 28% face ao semestre anterior e que recoloca a actividade nos níveis pré-Covid.

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Duarte Pacheco 26 com taxa de ocupação nos 100%

A entrada da Homing e da Hyperion Renewables foram as últimas operações. As empresas ocupam agora o 6º e o 5º pisos do edifício, respectivamente

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A Homing, empresa de gestão de alojamento local e mediação imobiliária, foi colocada pela Savills e ocupa agora o 6º piso, com uma área de aproximadamente 506 m2. Além de pretender um espaço maior que preenchesse as suas necessidades de expansão, a Homing procurava um escritório num edifício de qualidade e com uma localização central, com bons acessos e perto de transportes públicos, sendo o Duarte Pacheco 26 o match perfeito.

“Estamos muito satisfeitos por termos concluído este negócio. A chegada a este espaço reforça a aposta da Homing na continuidade da sua estratégia de crescimento, nomeadamente na área da mediação imobiliária. Este espaço diferenciador e atractivo, permitirá aos nossos colaboradores e clientes terem prazer em estar nos nossos escritórios”, afirma João Bolou Vieira, CEO do Homing Group.

“Alcançar uma taxa de ocupação de 100% no edifício Duarte Pacheco 26 é sem dúvida uma grande satisfação. Localizado em pleno coração de Lisboa, com óptimos acessos, este activo representa o melhor do mercado de escritórios da capital, o qual segue uma tendência de crescimento recorde este ano”, sublinha Frederico Leitão de Sousa, head of corporate solutions da Savills.

Pela mão da CBRE, a Hyperion Renewables é agora o novo inquilino do piso 5, ocupando também 506 m2. “Queríamos manter-nos na mesma zona central de Lisboa e o Duarte Pacheco 26 cumpriu todos os requisitos que estávamos à procura. A entrada no espaço causa logo um enorme impacto pela vista abrangente e a quantidade de luz.”, comenta a CEO da Hyperion Renewables, Aytea Álvarez-Amandi.

A Hyperion Renewables é uma empresa “All-Round” de referência de energias renováveis que investe e desenvolve projectos na Ibéria desde 2006, com mais de 1,4 GW desenvolvidos ou em desenvolvimento e +350 MW de activos sob Gestão.

“O edifício Duarte Pacheco 26 é uma referência ao nível de espaços de escritórios em Lisboa e esta ocupação a 100% comprova o bom momento que o mercado de escritórios de Lisboa atravessa” comenta André Almada, senior director offices advisory & transaction da CBRE.

Com 7.500 m² de área bruta total distribuídos por 13 pisos, este é um edifício que se distingue, sobretudo, pela vista soberba sobre o rio Tejo que oferece aos seus tenants.

“O DP26 é um edifício emblemático de Lisboa sendo uma referência na zona CBD (Zona 2). Ao longo dos últimos anos, passámos por vários ciclos no mercado e sempre conseguimos valorizar o activo para que se posicionasse como referência no mercado de escritórios. Com a taxa de ocupação a 100%, destaco a relevância dos nossos inquilinos (AAA tenants)” refere Miguel Emauz Ribeiro, senior manager da Norfin.

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Weber lança serviço ‘Weberfloor Pump’ para aplicação de pavimentos

O serviço mecanizado visa “contribuir para o conforto e ergonomia do aplicador e para a sustentabilidade da indústria”

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A Saint-Gobain Portugal, através da marca Weber, passa agora a disponibilizar o serviço mecanizado de pavimentos weberfloor pump destinado ao sector da construção, que visa “contribuir para o conforto e ergonomia do aplicador e para a sustentabilidade da indústria”.

As soluções weberfloor pump truck e weberfloor pump light pautam-se, essencialmente, por oferecerem “uma economia significativa de tempo e custos em obra para o aplicador”.

O camião weberfloor pump truck está disponível para bombagem de betonilhas e betão leve, com uma rentabilidade assegurada de 800 m2 realizados por dia e 160 m de distância máxima de bombagem, a 20 m de altura máxima. Disponibiliza soluções facilmente aplicadas para regularização de pavimentos, pavimentos radiantes e posteriores revestimentos com resinas epóxi e PU. Os produtos entregues são de qualidade assegurada e têm marcação CE, sendo alvos de testes de controlo de qualidade. “Reforçando o compromisso da Saint-Gobain com a sustentabilidade, este serviço não utiliza sacos para a entrega do produto e possibilita reabastecimentos de areia perto do local de obra, diminuindo o CO2 associado ao transporte”.

Adicionalmente, está disponível um serviço mecanizado de autonivelantes cimentícios e betonilhas fluídas. A solução weberfloor pump lightoferece uma rentabilidade de até 400 m2 realizados por dia para autonivelantes e 200 m2 para betonilhas fluídas, com 60 m de distância máxima de bombagem, a 20 m de altura máxima. Utiliza argamassas industriais com marcação CE, já conhecidas no mercado, como o weberfloor flow, weberfloor flow plus e weberfloor fluid para regularização fluída de pavimentos interiores, a argamassa autonivelante weberfloor radiante para pavimentos radiantes, o autonivelante decorativo weberfloor for e o autonivelante para pavimentos industriais weberfloor dur.

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“Estamos a viver um período de fortes investimentos na ferrovia”

A afirmação de Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, em entrevista ao CONSTRUIR, consubstancia as previsões de crescimento da empresa este ano e do reforço da carteira de investimentos para 2023. Um crescimento sustentado pela aposta na Ferrovia a nível global

(na imagem: Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, e António Laranjo, presidente do conselho de administração da Infraestruturas de Portugal (IP), na cerimónia da assinatura da empreitada de electrificação do troço da Linha do Algarve, entre Faro e Vila Real de Santo António)

Depois do Uruguai, onde está a executar o Proyecto Ferrocarril Central, o Chile é o novo destino da Sacyr Neopul, a empresa ferroviária do universo Sacyr. Em entrevista ao CONSTRUIR, Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, fala sobre os drivers do crescimento da empresa que em Portugal está a executar, no âmbito do Ferrovia 2020, as empreitadas de Renovação das Linhas de Sines e Beira Alta e Electrificação da Linha do Algarve.

A sustentabilidade fez renascer a importância da aposta na Ferrovia. Podemos fazer esta leitura?

Sim, podemos claramente fazer essa leitura. A Ferrovia está a ganhar cada vez mais importância nacional e internacionalmente.

Enquanto especialistas neste tipo de infraestruturas, como avaliam o contexto actual a nível internacional?
Existe um claro reconhecimento da importância e sustentabilidade das infraestruturas ferroviárias por todo o mundo em detrimento de projectos rodoviários. Estamos a viver um período de fortes investimentos nesta área, seja através da construção de novas linhas, electrificação de infraestruturas existentes ou requalificação e renovação de linhas que, pela sua avançada idade ou limitações de utilização, necessitam de intervenção e investimento.

Esta é uma área que tem avançado muito em termos tecnológicos. Quais os principais desafios e questões actuais que obrigam a uma atenção e investimentos redobrados?
Ao nosso nível, claramente as questões ambientais e de segurança. Cada vez mais, são feitas exigências relativas à qualificação e formação dos nossos recursos humanos.
Também existem limitações em diversos mercados com a utilização de equipamentos a combustão, o que exige das empresas a realização de fortes investimentos em novos equipamentos eléctricos ou com baterias.

Neste momento estão presentes em que mercados e de que forma?
Para além de Portugal, estamos presentes, através de sucursais e filiais da empresa, em Espanha, Irlanda, Reino Unido, Brasil, Chile e Uruguai.

2023 será um ano de expansão da actividade

O Uruguai foi o último país do plano de expansão da empresa. Que mercados vêem com maior potencial e o que têm pensado no que à estratégia de expansão da empresa diz respeito?
Depois do Uruguai já iniciámos actividade também no Chile, com um contrato para o Metro de Santiago. Estamos bastante atentos aos mercados escandinavos.


Actualmente quais as principais obras em curso?
Temos actualmente em carteira uma diversidade grande de contratos que vão desde a construção e renovação de infraestruturas à manutenção de linhas existentes. Temos contratos de projectos de alta velocidade, metros de superfície, metros subterrâneos, linhas convencionais, em diversos regimes de contratação, como PPP, contratos públicos e prestações de serviços.
Como principais contratos temos a Renovação das Linhas de Sines e Beira Alta, Electrificação da Linha do Algarve, Metro superfície de Edimburgo, Metro Santiago.

A perto de mês e meio do fim de 2022, que balanço faz do fecho do ano e perspectivas para 2023?
Este ano esperamos crescer a nossa actividade cerca de 20%. As perspectivas para 2023 são bastante optimistas. Em Portugal será um ano de plena construção dos projectos do plano 2020 e do início dos que estão incluídos no novo pacote de investimento 2030.
Internacionalmente também esperamos uma forte consolidação da empresa em Espanha, com bastantes investimentos previstos para a área ferroviária, no Chile e também na Irlanda.

Como é que os constrangimentos, como sejam a falta de matérias-primas, o aumento dos seus preços e a falta de mão de obra condicionaram a vossa actividade e influenciaram os vossos resultados?
O impacto é enorme. Estamos a gerir o tema com os diferentes clientes face a uma realidade indubitável para todos.

A actividade da Sacyr Neopul decorre de forma paralela ao grupo onde se insere? De que forma é potenciada esta ligação?
Decorre em total sinergia com o grupo, com a utilização das estruturas e recursos existentes em cada país onde a presença da Sacyr é já uma realidade, ou potenciando em conjunto novos mercados estratégicos para o grupo.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Investimento de 1,4 M€ na renovação da Ponte da Sermenha

Foram concluídos os trabalhos de renovação e protecção anticorrosiva da Ponte da Sermenha, na Linha do Douro, um empreitada avaliada em 1,4 M€

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A empreitada, com um investimento associado de 1,4 milhões de euros, foi desenvolvida pela empresa Montaco e teve por objectivo a renovação da ponte metálica, centenária, mediante remoção integral do anterior revestimento anticorrosivo com aplicação de nova pintura e substituição de peças.

No âmbito da intervenção foram ainda substituídas as travessas e efectuada a adaptação da estrutura da obra de arte com a instalação de guarda-corpos no passadiço central, reforçando as condições de segurança existentes.

A obra obrigou a um planeamento de modo a minimizar os impactos na circulação, quer ferroviária quer rodoviária, uma vez que sob a ponte passa a EN108, tendo ainda assim sido possível antecipar o seu términus em cerca de um mês face ao prazo de execução.

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ISOLAMENTO TÉRMICO E ACÚSTICO DE CAIXAS DE ESTORE PARA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA SUPERIOR

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A REPRESTOR propõe-lhe uma solução descomplicada e competitiva para isolamento térmico e acústico de caixas de estore – o FLEXOTERM –, que irá proporcionar um conforto superior no interior da sua casa, bem como uma poupança energética significativa.

O aumento dos custos energéticos, bem como o aumento gradual de uma consciência ambiental, conduziram à necessidade emergente de encontrar uma solução que permitisse combater o desperdício de energia e as emissões de CO2.

O FLEXOTERM foi desenvolvido para eliminar as pontes térmicas de caixas de estores de enrolar mais antigas ou não isoladas, otimizar a respetiva eficiência energética e o conforto dos edifícios. De acordo com certificados de testes independentes, o desperdício de energia de caixas de estores de enrolar mais antigas pode ser reduzido até 66%, enquanto o isolamento acústico das caixas pode aumentar até 6 dB.

O FLEXOTERM é concebido em materiais flexíveis e de fácil manuseamento. Resulta da sobreposição de diferentes camadas de poliestireno, que originam uma placa facilmente moldada e aplicada na cavidade de enrolamento da caixa do estore, em virtude do corte em forma de «T» na camada exterior.

Qualquer seja o tipo de caixa ou cavidade de enrolamento do estore, o FLEXOTERM ajusta-se às dimensões necessárias, estando disponível em placas com comprimento de 1000 mm, duas opções de largura (790 ou 500 mm) e espessura (13 ou 25 mm).

Para mais informações contacte-nos ou aceda a www.represtor.com

Represtor, uma visão de futuro.

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O Renting, o Factoring e o Leasing, na sua vertente imobiliária, completaram os primeiros três trimestres de 2022 com crescimentos de dois dígitos face ao ano anterior

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No Factoring, o ano 2022 está a confirmar a dinâmica de que deu sinal no ano passado, quando recuperou das quedas verificadas com a pandemia. De Janeiro a Setembro deste ano, a produção de Factoring superou os 30 mil milhões de euros, significando um ganho superior a 20% face ao ano passado e também a 2019. O total do sector significou 30,5 mil milhões de euros, 23,8% acima dos cerca de 24,7 mil milhões dos três trimestres do ano passado e do valor similar de 2019.

O maior impulso proveio do Confirming (serviço de gestão de pagamentos devidos aos fornecedores, permitindo ao cliente do Confirming libertar capital para outras áreas), com os 13,5 mil milhões de euros de apoio dado pelos associados da ALF às empresas, a significarem uma subida de 33,2% face ao período homólogo de 2021. Mais impactante, este valor de créditos tomados fica quase 44% acima do valor de 2019. Por seu lado, o Factoring internacional teve uma subida de 24,0%, para 3,9 mil milhões de euros de créditos tomados, enquanto o Factoring doméstico cresceu 15,4%, para 13,2 mil milhões de euros, superando os valores do ano pré-pandémico.

“A pandemia, seguida da subida gradual da inflação e do início da guerra na Ucrânia, determinou um aumento da incerteza no sentimento dos consumidores e das empresas”, admite Luís Augusto, presidente da ALF, realçando que “o financiamento especializado mantém-se, como em anteriores crises, um garante de suporte à economia e aos seus agentes, sejam particulares ou empresas, sejam os sectores público ou privado. Em consonância com a nossa mensagem, os associados da ALF têm aprofundado o apoio aos negócios, contribuindo para o crescimento do PIB nacional. Os dados estatísticos agora divulgados, relativos a três quartos do ano 2022, acompanham os sectores mais dinâmicos da economia, superando valores que se verificavam antes da pandemia”, assinala Luís Augusto.

Nesse sentido, o Leasing registou um crescimento acumulado de 2,7%, para 1,6 mil milhões de euros. Os dados revelados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting revelam ainda a clara resiliência da locação financeira imobiliária, cujo crescimento de 11,5% ao longo dos três trimestres decorridos até final de Setembro compensou a ligeira contracção de 1% no Leasing mobiliário, repartido por viaturas e equipamentos.

O Leasing imobiliário atingiu 571,4 milhões de euros de produção, acima dos 512,5 milhões do ano passado, mas ainda aquém dos 610,4 milhões de 2019. As empresas e entidades públicas mantêm a preponderância no Leasing imobiliário, mas os profissionais liberais e os particulares, apesar de representarem apenas 6% da produção, movimentaram 27,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano.

No Renting, a quebra na oferta de viaturas novas não invalidou um crescimento face ao ano anterior, com mais 8,8% de viaturas e 18,8% no valor da produção acumulada. Nos 19 107 veículos contratados de Janeiro a Setembro, o crescimento do número de veículos comerciais superou o de passageiros, na relação com o ano anterior, com os comerciais a subir 20,4% e os veículos de passageiros a progredirem cerca de 8,3%.

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Daikin lança novo sistema de recuperação de calor VRV

Os sistemas VRV da Daikin, ao contrário de bombas de calor ar-água, abrangem apenas dois passos de transferência energética (do ar para o fluido frigorigéneo e deste novamente para o ar), o que minimiza as perdas e permite aumentar ainda mais a eficiência geral do sistema

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tagsDaikin

A nova solução de climatização da Daikin foi criada especificamente para permitir reduções significativas na pegada de carbono dos edifícios comerciais. Incorporada com a mais recente evolução da tecnologia de volume variável do fluido frigorigéneo (VRV), o sistema de Recuperação de Calor VRV 5, tem como foco a redução do impacto ambiental directo e indirecto, sem deixar de oferecer simplicidade e flexibilidade inigualáveis em termos de design e instalação.

De modo a fazer avançar a descarbonização dos edifícios, a Daikin junta à sua oferta tradicional uma solução que permite um aumento de 13% ao nível da eficiência energética sazonal, contribuindo positivamente na redução indireta de CO2eq.

Adicionalmente, o sistema de recuperação de calor de 3 tubos permite arrefecimento e aquecimento simultâneos, o que proporciona conforto individual, assim como aquecimento praticamente gratuito ao efectuar a transferência de calor de áreas que requerem arrefecimento para áreas onde é necessário aquecimento.

Além disso, os sistemas VRV da Daikin, ao contrário de bombas de calor ar-água, abrangem apenas dois passos de transferência energética (do ar para o fluido frigorigéneo e deste novamente para o ar), o que minimiza as perdas e permite aumentar ainda mais a eficiência geral do sistema.

Para proporcionar uma redução significativa do potencial impacto direto, o sistema de Recuperação de Calor VRV 5 foi concebido especificamente para o fluido frigorigéneo R-32, que apresenta um potencial de aquecimento global (GWP) mais baixo. O R-32 não só transfere o calor de forma mais eficaz do que o R-410A, permitindo uma carga menor de fluido frigorigéneo, como também possui um potencial de aquecimento global (GWP) mais baixo, o que, em conjunto, resulta numa redução de até 71% do potencial de emissões de CO2eq diretas do sistema. Uma vez que é um fluido frigorigéneo de componente único, o R-32 também promove a economia circular pelo facto de ser fácil de recuperar e reciclar.

Esta combinação de tecnologias e desenvolvimentos no desempenho significa que o sistema de Recuperação de Calor VRV 5 é a solução ideal para projetos em que o impacto ambiental é uma prioridade, incluindo aqueles que pretendem obter certificações BREEAM, LEED ou WELL.

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