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Construção

Grupo Altis Hotels celebra 50 anos com investimento de 26,5 M€

A renovação da primeira unidade do Grupo, em Lisboa, e a abertura da primeira unidade no Porto marcam as comemorações de meio século de existência. Com conclusão prevista para o final de 2023, a abertura do Altis Porto está agendada para Janeiro de 2024, num investimento de cerca de 24 M€

Cidália Lopes
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Grupo Altis Hotels celebra 50 anos com investimento de 26,5 M€

A renovação da primeira unidade do Grupo, em Lisboa, e a abertura da primeira unidade no Porto marcam as comemorações de meio século de existência. Com conclusão prevista para o final de 2023, a abertura do Altis Porto está agendada para Janeiro de 2024, num investimento de cerca de 24 M€

Cidália Lopes
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Tendo completado 50 anos de existência no final de 2022, o Grupo Altis Hotels tem vindo a preparar esta data com um conjunto de iniciativas e investimentos, entre eles a sua expansão para a cidade do Porto. Em simultâneo está a decorrer a renovação do primeiro hotel do Grupo e que marcou o início da sua actividade, o Altis Grand Hotel. Ao todo, o Grupo prevê investir cerca de 26,5 milhões de euros em ambos os projectos.

Altis Porto em 2024

Com uma vista privilegiada sobre o rio Douro e a escassos minutos do centro da cidade, o primeiro hotel Altis no Porto, com 95 quartos, vai situar-se na Rua Jorge de Viterbo Ferreira, perto do Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

Ao CONSTRUIR, a administração do Grupo Altis confirmou que a unidade hoteleira está já numa fase avançada da sua construção. A “fase de estrutura está já concluída e os trabalhos de construção civil e das instalações estão executados a 50%”, indicam.

Com assinatura do atelier NN Arquitectura, o hotel foi desenhado para os mercados português, americano e inglês do segmento ‘high-end corporate’ e ‘leisure’. As suas amenities incluem um spa com piscina interior, ginásio, piscina panorâmica aquecida no rooftop do hotel, três salas de reunião totalmente equipadas, um restaurante, dois bares e estacionamento privativo. A decoração de interiores é da responsabilidade da equipa da LADO.

Com conclusão prevista para o final de 2023, a abertura está agendada para Janeiro de 2024. Para esta nova unidade hoteleira, o investimento é de cerca 24 milhões de euros.

Modernização do Grand Hotel

Com projecto de interiores da Artica, o Altis Grand Hotel está a ser alvo de uma profunda renovação ao nível dos quartos, espaços de banho, assim como do lobby e galeria. Os trabalhos implicam um investimento aproximado de 2,5 milhões de euros.

A primeira fase teve início durante 2022, tendo sido renovados 19 quartos. Segue-se a renovação do lobby e da zona de galeria, num total de 1 200 metros quadrados, obra que deverá ficar concluída já em Fevereiro.

A renovação dos restantes 152 quartos e das três Suites Embaixador que compõem aquela unidade hoteleira deverão ficar concluídos entre Abril e Julho, assim como a renovação de todos os espaços de banho nos pisos 0, 1 e 2.

A remodelação da primeira unidade do Grupo vai também incidir num conjunto de obras com vista a uma maior eficiência energética, nomeadamente a instalação de painéis solares fotovoltaicos, assim como a instalação de novos sistemas de produção de energia térmica e eléctrica para redução da emissão de CO2.

O início e o futuro

Fundado nos anos 70 por Fernando Martins, com o actualmente conhecido Altis Grand Hotel, a adopção e implementação de valores familiares tem sido a filosofia empresarial do Grupo.

A preservação do património e tradição desta marca de referência no sector, “mantendo-se fiéis à genuinidade característica da vida quotidiana portuguesa”, pretende ser o futuro do Grupo.

Tendo Lisboa como “tela e inspiração”, actualmente, as unidades hoteleiras do Grupo Altis Hotels abrangem diversos públicos, desde os mais clássicos aos contemporâneos, da sofisticação à casualidade, em grande escala ou tamanho boutique. A partir de 2023, a presença no Norte do País marca uma nova fase da presença do Grupo em Portugal.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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PRR, habitação e contratação pública em conferência

A AICCOPN realiza no próximo dia 6 de Fevereiro, em parceria com o IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, a conferência “PRR: Habitação e contratação pública”. O evento conta com a presença da ministra da Habitação

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O evento pretende trazer a debate “os desafios da habitação no contexto de concretização do PRR, com a abordagem aos respectivos programas disponíveis, aos processos de licenciamento e respectivos entraves e à avaliação dos investimentos no país ao nível da habitação”. A abrir os trabalhos estará Marina Gonçalves, a responsável pela pasta da Habitação.

Em foco nesta conferência estarão também as recentes alterações, à contratação pública, sendo analisadas as principais novidades neste âmbito, designadamente o Regime das Empreitadas de Concepção-Construção.
A iniciativa integra ainda a apresentação do Estudo “Os Desafios e as Soluções na Reabilitação Urbana 4.0”, trabalho realizado no âmbito da Marca da AICCOPN: R.U.-I.S. – Reabilitação Urbana Inteligente e Sustentável.

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NEC desenvolve tecnologia com impacto nos custos de construção

A japonesa NEC desenvolveu uma nova tecnologia de reconhecimento de imagem para digitalizar uma grande variedade de actividades de trabalho. Passível de ser utilizada pela indústria de construção, permite melhorar a precisão do planeamento das actividades, com impacto no seu tempo de execução e no custo. Ao CONSTRUIR, o director geral da NEC Portugal avançou que a nova tecnologia estará disponível para o mercado já este ano

A NEC Corporation desenvolveu uma tecnologia que reconhece em tempo real uma grande variedade de actividades de trabalho realizadas por diversas pessoas, a partir de imagens captadas por câmaras. Com uma alta precisão é possível, de acordo com a tecnológica japonesa, reconhecer de forma estável várias actividades de trabalho ao mesmo tempo. A eficácia ficou recentemente comprovada nos testes realizados nos estaleiros de construção da Daiwa House Industry.
João Paulo Fernandes, director-geral da NEC Portugal explica o impacto que esta tecnologia pode ter na actividade das empresas em áreas críticas, como seja o planeamento das actividades.

Há quanto tempo está a NEC no mercado português e que actividade desenvolve?
A NEC Portugal é uma subsidiária detida a 100% pela NEC Corporation do Japão, posicionando-se como uma empresa fornecedora de soluções TIC essenciais para a sociedade, criando valor para o país e apresentando as melhores soluções TIC aos seus clientes. Nesse sentido, a NEC Portugal tem a sua actividade focada no fornecimento de soluções nas áreas das infraestruturas para tecnologias de informação e comunicação, IoT e Big Data, segurança pública e identificação biométrica, sendo um bom exemplo da aposta de empresas Japonesas no nosso país, dado que ao longo dos 27 anos que marcam a sua presença em Portugal, o centenário grupo japonês NEC tem conseguido manter uma posição cimeira no mercado nacional das TIC, através da adaptação do seu posicionamento à evolução das tendências tecnológicas e do mercado.

A tecnologia desenvolvida em conjunto com a Daiwa House Industry está já presente em Portugal?
Esta tecnologia está na fase de testes de conceito, prevendo-se a sua disponibilização comercial durante o ano de 2023.

Quais os impactos da sua utilização pela indústria da construção?
Esta tecnologia permite reconhecer de forma automática a actividade humana num ambiente laboral, mesmo quando um grande número de pessoas está presente, tal como acontece frequentemente em estaleiros de construção. Isto permite reconhecer simultaneamente uma grande variedade de actividades de trabalho, tais como “escavação”, “compactação”, “nivelamento”, “nivelamento de betão”, “derrame de betão”, “transporte de carrinhos” e “montagem de barras”, realizadas em estaleiros de construção.
A utilização desta nova tecnologia permite estimar com menos de 10% de erro o tempo de trabalho gasto, para cada actividade, pelos trabalhadores no local, o que permitirá melhorar a precisão do planeamento das actividades de construção, quer em termos de cadeias de abastecimento, quer em termos de recursos humanos e materiais.
O planeamento de actividades é um elemento crítico da actividade de construção, pelo impacto que tem no seu tempo de execução e nos seus custos tanto de aprovisionamento como de implementação. Assim, a estimação fidedigna, com base em dados de campo até agora difíceis de obter, do tempo efectivamente consumido com a realização de cada actividade laboral, irá permitir um melhor planeamento das actividades de construção e, consequentemente, uma melhor definição dos recursos humanos e materiais efectivamente necessários, com a sua obtenção na quantidade e momento ideais e a redução de perdas por desperdício, o que se prevê virá a ter um impacto muito positivo ao nível da redução de custos e cumprimento de prazos.

O sector/indústria da Construção é um dos mais atrasados no que à adopção de tecnologia e à digitalização diz respeito. O processo acelerou nos últimos dois anos, como é que a NEC vê o “estado da arte” deste sector e o seu potencial, no que à adopção de novas tecnologias diz respeito?

O sector da Construção tem vindo a actualizar-se em termos de adopção de tecnologias de informação, mas mais naquilo que diz respeito às suas operações de BackOffice, o que se entende pela dificuldade de implementação e utilização de sistemas tecnológicos em ambientes hostis do ponto de vista de equipamentos TIC, como é o caso dos estaleiros de construção. O recente despontar de novas tecnologias, como o IoT, a IA e a analítica Big Data, passiveis de serem usados neste tipo de ambientes exteriores, introduz um novo paradigma de utilização e aproveitamento das novas tecnologias no sector da Construção, nomeadamente nos estaleiros de obras, de que a solução agora apresentada é um bom exemplo.

A NEC desenvolveu, para a Câmara de Lisboa, uma plataforma tecnológica. Pode falar-me um pouco deste projecto e dos impactos esperados do mesmo para a cidade de Lisboa?
Em colaboração com a Câmara de Lisboa e utilizando a sua solução Cloud City Operations Center (CCOC), a NEC implementou a partir de 2017 a Plataforma de Gestão Inteligente de Lisboa (PGIL), que agrega, gere e disponibiliza dados relevantes obtidos a partir de sistemas de informação municipais e de mais de 30 instituições públicas e privadas.

Este inovador projecto faz parte da iniciativa da Camara Municipal de Lisboa de tornar a cidade um local mais aprazível e sustentável através da evolução para uma gestão urbana inteligente por via da utilização de dados. Pretende-se com isso melhorar os serviços disponibilizados aos seus cidadãos e aos seus visitantes, e contribuir para introduzir novos níveis de segurança pública, mobilidade, poupança de energia, gestão de resíduos e eficiência operacional.

Pode dar um exemplo prático de utilização desta tecnologia?
Um exemplo de resultados já obtidos por via da PGIL, é a melhor e mais rápida gestão das ocorrências críticas da cidade, no sentido de assegurar um melhor e mais coordenado endereçamento dos eventos e incidentes que requerem intervenção por parte da Polícia, dos Bombeiros ou da Protecção Civil. Isto mesmo ficou evidenciado no endereçamento e coordenação da resposta às múltiplas ocorrências simultâneas ocorridas durante as recentes inundações do passado mês de Dezembro de 2022, em Lisboa.

Caixa
Como funciona a nova tecnologia?


A tecnologia desenvolvida pela NEC analisa as relações entre várias características dos seres humanos e dos objectos, com diferentes representações. Além das características visuais dos seres humanos e dos objectos, também analisa as relações entre características das poses humanas, informações de classe para objectos como ferramentas e maquinaria pesada, a posição de humanos ou objectos, e ainda as características visuais do ambiente circundante. Além disso, esta tecnologia pesa de forma adaptativa características importantes através da aprendizagem profunda, à medida que reconhece cada actividade de trabalho. Isto permite reconhecer com precisão uma grande variedade de actividades de trabalho, mesmo em ambientes congestionados onde muitas pessoas interagem, como os estaleiros de construção.
Para além da construção, a NEC avançará com a verificação desta tecnologia em várias operações realizadas em diferentes locais, incluindo fábricas, logística e retalho, visando a comercialização durante o ano fiscal de 2023.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Um momento de viragem para a Construção Metálica e Mista

Os últimos 10 anos têm sido de crescimento e 2023 não deverá ser uma excepção, não obstante as dificuldades de fazer previsões num ano que é, vários níveis, imprevisível. Mas Luís Simões da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, sublinha as virtudes e conquistas que tornam este sector resiliente à conjuntura

Os últimos números do sector da construção metálica e mista traduzem um crescimento “histórico” do sector. Em 2021 as exportações portuguesas de construção metálica somaram 2.3 mil milhões de euros, o que traduz um crescimento de 3,8% face ao ano anterior. O sector, que emprega 35 mil postos de trabalho directos atingiu nesse ano um volume de negócios de 5,6 mil milhões de euros, que representa um crescimento de 5,2% face a 2020. O presidente da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista, CMM, Luís Simões da Silva, relembrou o crescimento e a evolução continua do sector e sublinhou os factores que lhe dão resiliência para viver com as incertezas da conjuntura. Este será um ano, também, de realização do Congresso promovido pela Associação. Já na sua 14ª edição, o encontro terá como temos a Construção Modular e a Manufactura Aditiva, dois temas disruptivos e decisivos para o futuro do sector.

As últimas estatísticas mostram uma grande resiliência do sector. É assim?
Começando por uma série mais longa desde 2010 que nós temos aqui claramente dois períodos. Um período inicial até 2015-2016 em que houve um efeito da recessão significativo, mas em que, ainda assim, o sector se comportou muito bem. E depois, a partir de 2016, em que se nota uma recuperação sistemática e contínua que conduziu a que em 2021 tivéssemos números recordes. Estamos a falar em 5,6 mil milhões de euros de volume de negócios, o que representa um aumento de 30%, face a 2020, um peso de 2,6% do PIB nacional e exportações que cresceram 37% relativamente ao ano anterior. Atingindo 3,8% do total das exportações nacionais, com valor recorde de 2,3 1000 milhões de euros. O sector é responsável por cerca de 35 mil postos de trabalhos directos.

Quais têm sido os principais drivers desse crescimento?
Julgo que este dinamismo é o resultado das estratégias que as empresas têm implementado de forma muito consistente ao longo desta última década. Houve, em primeiro lugar, uma aposta clara no mercado europeu, como um mercado de longo prazo muito mais previsível e que conduziu, e suportou, investimentos de médio e longo prazo. Depois, existe uma aposta muito clara das empresas em estarem equipadas de forma a promoverem uma melhoria contínua da produtividade e também, devo dizer, um foco interessante no desenvolvimento de soluções inovadoras que aumentam o valor acrescentado dos produtos que passam a incorporar conhecimento próprio e não apenas especificações de terceiros. Eu penso que estes factores são responsáveis por este contínuo crescimento e a esta boa performance do sector

É expectável que os números referentes a 2022 tenham essa boa performance?
Pelas indicadores que temos o ano de 2022 foi excepcional, ainda que tenha sido um ano turbulento, com uma pandemia, uma guerra e uma situação internacional global complexa e imprevisível. O que é que conseguimos apurar nesta fase sobre 2022, e vou ter que dividir em duas partes: a parte da fabricação de estrutura e a parte do material. E o que vemos é que há uma diminuição, não posso quantificar de quanto, espera que pequena, do ponto de vista da matéria-prima que reflecte as oscilações de preço que ocorreram e que foram brutais e que colocaram em stand by muitas coisas. Agora do ponto de vista da fabricação aí eu penso que o ano 2022 ainda vai ser melhor, em reflexo dos contratos que não pararam e estavam consolidados.

Não vê aí uma contradição?
É uma questão do escalonamento do tempo dos contratos. Os que estavam em curso sofreram com esse aumento, mas a parte mais, digamos, final dos contratos continua pujante. Houve alguma contenção em criar contratos novos agora se o valor global vai reflectir muito ou pouco não consigo dizer neste momento. Esta é uma percepção que temos do feedback dado pelas que já começaram a apurar os seus resultados de final do ano.

E qual a perspectiva para 2023, tendo em conta que o cenário de imprevisibilidade dos mercados e alguns factores de instabilidade se vão manter?
Há alguns sinais que nos dão confiança, mas não é fácil prever 2023.

Este sector é mais ou menos resiliente às imprevisibilidades do mercado?
Estamos a falar de um sector que tipicamente tem um ciclo contratual de um a dois anos desse ponto de vista é muito dependente das oscilações da economia global mundial. Agora, a forma como está organizado e a saúde financeira das empresas têm permitido que haja aqui uma base muito resiliente para permitir continuar a fazer investimentos e a acomodar estas flutuações do mercado e da economia mundial.

Um sector que está vivo e dinâmico

Como é que o tecido empresarial do sector tem evoluído e acompanhado este dinamismo do mercado?
A grandes empresas representam 17% do volume de negócio, o que significa que há uma distribuição equilibrada. Vemos muitas empresas a aparecer naturalmente a aparecer com pequenas ou microempresas e que vão trabalhar com produtos próprios de nicho ou como subempreiteiros das outras. Temos assistido a um dinamismo muito interessante de renovação. Se tivéssemos variações muito grandes nos quatro grandes grupos, Grande, Média, Pequena e micro empresas, haveria aqui um desequilíbrio significativo e iria haver consequências rápidas a três/quatro anos, e isso não acontece. A resiliência do sector também se deve a isso. O volume de negócios por cada um destes grupo mantem-se mais ou menos, com as flutuações normais. Significa que há empresas que conseguem evoluir e compensar eventuais piores performances de outras mas há uma estabilidade significativa relativamente a esta distribuição por dimensão eu acho que isso é uma chave para ter um desenvolvimento que perdure no tempo de forma equilibrada.

O Portugal Steel também tem sido responsável por esta evolução do sector?
O Portugal Steel tem a missão de promover o sector junto dos vários stake holders, obviamente com uma grande ênfase na formação. E qual é a nossa aposta neste momento? O Portugal Steel tem estado muito virado para a promoção no mercado interno, mas este ano estamos a tentar também fazer promoção no mercado externo, nomeadamente com Espanha. Estamos a aliar ao Portugal Steel um pouco da componente de internacionalização num mercado que irá beneficiar as empresas portuguesas.

Espanha foi escolhida pela proximidade?
Sim pela proximidade porque este trabalho do Portugal Steel é um trabalho muito de proximidade. Obviamente temos outros projectos de internacionalização que têm outro cariz, mas aqui é mais este contato próximo com as pessoas, com os vários grupos de interesse para tentar aumentar a quota de mercado que tem que aumentar, mostrando a esse mercado as práticas e soluções em construção metálica que podem ser competitivas e dar, assim, resposta a necessidades.

Que acções é que tem previstas neste âmbito aproximação a Espanha?
Estamos a falar em participação em feiras e eventualmente na realização de seminários em instituições de ensino espanholas, no sentido de criar uma rede mais forte em Espanha. Depois, queremos trabalhar mais a região transfronteiriça, para facilitar a relação com as empresas locais e que estas não sintam esta aproximação como um ataque ao mercado.

Quais os principais mercados alvo da vossa estratégia de internacionalização?
Primeiro temos que nos perguntar quais os nossos mercados de exportação mais pujantes e perceber quais os mercados internacionais que temos que reforçar. Aqui vamos seguir, uma vez mais, uma lógica de internacionalização que privilegia os mercados europeus, incluindo aqui o Reino Unido. A nossa prioridade o será a de reforçar a presença nestes mercados. Depois, naturalmente, que há acções de exploração de mercados onde temos ainda pouca participação e aí o Canadá é um desses mercados. Um mercado onde Portugal tinha pouca exportação neste sector e fomos tentar abrir as portas. Portanto «, temos por um lado uma estratégia de consolidação no mercado europeu, mas não queremos desprezar mercados onde existe potencia de crescimento e onde as empresas portuguesas ainda não têm uma presença consolidada.

Os temos disruptivos em Congresso

O Congresso da Construção Metálica realiza-se em Novembro. Quais os temas que estarão em destaque?
A Construção Modular e a Manufactura Aditiva serão os temos em destaque e que foram escolhidos pelo seu potencial de disrupção. Temos que ajudar a desmistificar, ajudar a incorporar o fabrico e a produção aditiva nos processos normais, o que no sector da construção não é muito fácil.
A produção aditiva é a junção de dois processos num processo único, que tem o potencial primeiro de aceleração os processos e de optimização e ganho de produtividade, porque conseguimos fazer peças optimizadas, caso a caso, por medida num processo integrado e digitalizado e esse é um grande potencial de crescimento. É esse o desafio que está neste momento a acontecer em todos os sectores e que trará maior competitividade ao sector da construção metálica.

Que alterações vamos assistir nos próximos anos?

Há aqui uma mudança de paradigma da forma de funcionamento que implica com toda a organização do processo produtivo, que vai desde a concepção até à execução e montagem. E esta é uma parte extremamente complexa e um percurso que precisa ser feito prejudicar o que é o funcionamento normal das empresas que não podem, de repente, transformar os processos.
Aliás, não há nenhuma solução que seja uma panaceia universal e temos é que incorporar o que há de bom em novos procedimentos, naquilo que já fazemos bem. Acho que vamos assistir progressivamente as empresas a adoptar componentes de produção aditiva, que vão ser integradas com o resto da produção normal.

A construção modular é outro tema em análise.

A construção metálica tem por trás esta ideia de industrialização e de tentar que um produto complexo, como é um edifício ou qualquer outro produto da construção, possa beneficiar de ser produzido em massa. Isto é um desafio, que já existe há alguns anos, mas o que sabemos é que só conseguiremos dar resposta aos problemas da sociedade se aumentarmos a produtividade do sector e a industrialização é a chave para conseguir isso e a construção modular é a sua concretização. Este é um tema que casa muito bem com o fabrico e produção aditiva. Estes dois temas são muito relevantes no momento actual e queremos mostrá-los demonstrá-los de forma muito prática e trazer soluções inovadoras e fora da caixa.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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TUMO é pretexto para reabilitar edifício dos Antigos Correios em Coimbra

O primeiro centro de tecnologias digitais e criativas, TUMO, do país vai ficar instalado no histórico edifício dos Antigos Correios em Coimbra. A reabilitação do edifício está a cargo da CONSTRU, do Grupo Casais, sendo a TUU o parceiro responsável pela gestão de projecto e obra

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O centro de tecnologias digitais e criativas TUMO será responsável pela implementação de um programa educativo inovador, permitindo a alunos, entre os 12 e os 18 anos, desenvolverem, de forma gratuita e voluntária, competências na área da tecnologia e da criatividade, tudo a acontecer no histórico edifício dos Antigos Correios de Coimbra.

O projecto une um grupo de mecenas como a Critical Software, Paulo Marques e Pedro Bizarro (fundadores da Feedzai), o Licor Beirão, a Oxy Capital, a Câmara Municipal de Coimbra, a Altice Portugal, o BPI | Fundação ‘’la Caixa’’, a Fundação Santander e a Fundação Calouste Gulbenkian.

“Poder integrar, a par de outros parceiros, desde a primeira hora, um projecto desta dimensão, assumindo toda a Gestão de Projecto e Obra, a Fiscalização e a Coordenação de Segurança em Obra, da empreitada de reabilitação do edifício, tem um valor incalculável para a TUU pelo legado que deixará para as futuras gerações e para Coimbra”. Para Hélder Loio, CEO da TUU, “o TUMO tem a ambição de alterar a forma como as próximas gerações se vão relacionar, não só com a tecnologia, com as artes e com o empreendedorismo, mas também com temas como a cidadania, o desenvolvimento sustentável ou a responsabilidade social. Agradecer a todos os que acreditaram que era possível fazer isto acontecer em Coimbra, é pouco! Este projecto é da matéria de que se fazem os sonhos!”.

(na imagem: Hélder Loio, CEO da TUU)

A cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre vários parceiros, aconteceu a 25 de Janeiro tendo os trabalhos de reabilitação do edifício, arrancado nessa mesma data. A intervenção destina-se a preparar 2000 m2 do edifício centenário com equipamento tecnológico ultramoderno para receber os primeiros jovens em Setembro de 2023.
“Coimbra vai ganhar, assim, especial dinâmica com a presença destes 1500 jovens que terão a oportunidade de conceber um percurso de aprendizagem individual e personalizado. Este projecto vai permitir ainda a atracção de mais talentos ao concelho, nas mais diversas áreas”, sublinhou José Manuel Silva residente da CM de Coimbra. O autarca lembrou ainda a dinâmica que este projecto vai trazer para a zona central da cidade, contribuindo para a revivificação da Baixa de Coimbra e do Mercado Municipal D. Pedro V.

O TUMO foi fundado em 2011 em Erevan, na Arménia. O projecto tem vindo a expandir-se com grande sucesso em todo o mundo, estando presente em países como a Alemanha e a França, num total de 14 Centros e 25.000 alunos activos. Em 2023, abrem novos centros na Alemanha, Estados Unidos e Portugal.

A abertura em Coimbra marca o início de uma campanha de expansão de centros de educação TUMO por todo o território nacional. Prevê-se a abertura de mais centros em Portugal nos próximos anos.

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MatosinhosHabit define estratégia rumo à neutralidade carbónica em 2030

A empresa municipal quer atingir a neutralidade carbónica até 2030, antecipando em 20 anos a meta definida, e para isso prepara-se para reforçar a aposta em materiais de construção e sistemas de eficiência energética para diminuir as emissões de carbono no edificado municipal

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A sessão de reflexão estratégica “Matosinhos Neutralidade Carbónica 2030” participada pela empresa municipal resultou num plano de acção com medidas e soluções para se reduzir em 85% as emissões de carbono e se limitar a subida média de temperatura em 1,5oC no concelho. O grande objectivo é atingir a neutralidade carbónica em 2030, antecipando a descarbonização prevista para o ano de 2050.

Esta sessão de trabalho juntou a presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro, a vereadora do Ambiente e da Transição Energética e Presidente do Conselho de Administração da MatosinhosHabit, Manuela Álvares, a administradora da MatosinhosHabit, Helena Vaz, o director executivo da Agência de Energia do Porto, Rui Pimenta e representantes das uniões das freguesias, que analisaram quatro áreas de actuação para a conclusão do plano estratégico “Matosinhos Neutralidade Carbónica 2030”: Energia; Mobilidade sustentável; Acção do município e envolvimento das partes interessadas; e Financiamento.

Foram também definidas várias iniciativas para dinamizar e motivar a participação da comunidade no processo de descarbonização do concelho.

Enquadrada pela nova estratégia, a reabilitação do Conjunto Habitacional da Guarda FFH (Fundo de Fomento Habitacional), em Perafita irá beneficiar de um investimento de 1,175 milhões de euros “na incorporando materiais mais eficientes, sistemas de poupança de energia e de eficiência térmica como, por exemplo, o sistema térmico de isolamento exterior (ETICS) e o sistema de águas quentes solares (AQS)”. A 2ª fase desta obra arranca em Março de 2023 e ficará concluída no primeiro trimestre de 2024.

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Câmara de Portel investe 7,5 milhões de euros em saneamento

Com a conclusão de todas estas intervenções, o Município de Portel ficará dotado de todos os sistemas de abastecimento, drenagem e tratamento de águas residuais preconizados para o Município no Contrato de Concessão da Águas de Vale do Tejo (AdVT)

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Está em marcha um conjunto importante de empreitadas de abastecimento e saneamento no Concelho de Portel, cujo valor ultrapassa os 7,5 milhões de euros. Em termos de abastecimento iniciaram-se, em outubro de 2022, os trabalhos da “Empreitada de ampliação e reabilitação do sistema de abastecimento do concelho de Portel”, adjudicada pelo valor de 3,2 milhões de euros.

Presentemente estão a decorrer os trabalhos de construção do reservatório de São Bartolomeu do Outeiro (2 células de 200 m3) e respetiva estação elevatória, bem como a reabilitação das captações e reservatório de Santana e mais de 5 km de condutas adutoras.

Ao nível do saneamento, estão a decorrer, desde fevereiro de 2022, os trabalhos da empreitada que irá assegurar a construção das ETAR de Monte do Trigo, Santana, Vera Cruz e São Bartolomeu do Outeiro, a que corresponde um investimento de 2,4 milhões de euros.

Está ainda em fase de lançamento de concurso a empreitada de execução dos emissários dos subsistemas de Monte do Trigo e Santana, no valor de 350.000€ e em fase de cabimentação orçamental a empreitada de execução das estações elevatórias e sistemas de drenagem associados, a construir nos subsistemas de Monte do Trigo, Santana, Vera Cruz e São Bartolomeu do Outeiro, com um preço base de 1.500.000€.

Com a conclusão de todas estas intervenções, o Município de Portel ficará dotado de todos os sistemas de abastecimento, drenagem e tratamento de águas residuais preconizados para o Município no Contrato de Concessão da Águas de Vale do Tejo (AdVT), sendo garantida a excelência do serviço de abastecimento de água potável à população, bem como a proteção da saúde pública e do ambiente.

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Número de fogos em construção cresce 5,3% até Dezembro

Segundo revela a Síntese Estatística da Habitação, assinada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), ao nível do licenciamento de edifícios habitacionais, nos primeiros onze meses de 2022, observa-se um aumento de 1%, que resulta de uma subida de 1,9% no número de licenças emitidas para construção nova

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Até ao final do mês de Novembro, o consumo de cimento no mercado nacional ascendeu a 3.542 milhares de toneladas, o que traduz um crescimento de 1%, face ao mesmo período de 2021.

Segundo revela a Síntese Estatística da Habitação, assinada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), ao nível do licenciamento de edifícios habitacionais, nos primeiros onze meses de 2022, observa-se um aumento de 1%, que resulta de uma subida de 1,9% no número de licenças emitidas para construção nova e de uma diminuição de 6,3% nas licenças para obras de reabilitação. Quanto ao licenciamento de fogos em construções novas, assiste-se a um acréscimo de 5,3%, em termos homólogos, para 27,834 alojamentos.
Até Novembro de 2022, o volume de novo crédito à habitação concedido pelas instituições financeiras observa uma variação de 6,8%, em termos homólogos, para um montante de 14.750 milhões de euros.

Relativamente ao valor mediano da avaliação de habitação para efeitos de concessão de crédito, no mês de Novembro, apura-se uma valorização de 13,9%, em face de taxas de crescimento de 14,9% nos apartamentos, e de 11,3% nas moradias, em termos homólogos.

A associação destaca a prestação da Região Autónoma dos Açores, onde o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses terminados em Novembro de 2022 foi de 615, valor que traduz um aumento de 2,5% face aos 600 alojamentos licenciados nos doze meses anteriores. Destes, 11% são de tipologia T0 ou T1, 33% são de tipologia T2, 40% de tipologia T3 e 16% de tipologia T4 ou superior. Quanto ao valor de avaliação bancária na habitação, verificou-se, nesta região, uma variação homóloga de 13,3% em Novembro.

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Intervenções de conservação e restauro no Mosteiro da Batalha vão continuar agora via PRR

Os investimentos no Mosteiro da Batalha vão continuar, agora no âmbito do PRR, com um investimento total de 1 610 400 euros, a ser executado até final de 2025

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Este investimento prevê um conjunto de intervenções, entre as quais a recuperação das coberturas da Sala do Capítulo; a requalificação do Jardim do Claustro; a Revisão do sistema eléctrico/PT e de equipamentos de segurança integrada; conservação e restauro das Capelas Imperfeitas.

Está ainda prevista a implementação de um Plano de Intervenção de Conservação e Restauro da pedra das fachadas e do interior da igreja no valor estimado de 2,5 milhões de euros, que a Direcção-Geral do Património Cultural pretende desenvolver de forma faseada, para o que irá promover a respectiva candidatura aos fundos comunitários do PT 2030.

Em curso estão as intervenções de conservação e restauro dos Claustros de D. João I e de D. Afonso V, do Mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha, que se prevê estarem concluídas até 15 de Maio, foram realizadas no âmbito de um programa de investimentos mais alargado de restauro e reabilitação dos imóveis afectos à Direcção-Geral do Património Cultural, nomeadamente dos que integram a lista do Património Mundial da UNESCO.

O valor global do investimento nestas acções foi superior a um milhão e 100 mil euros, suportado em 85% por fundos comunitários do Centro 2020 e 15% por verbas nacionais. Na intervenção de conservação e restauro dos claustros foram investidos 579 659 euros; na adaptação de espaços para portaria e criação da nova loja foram investidos 512 978 euros; e na componente de estudos e projectos 30 528 euros.

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Concurso de concepção-construção para a Linha Vermelha já arrancou

A comemoração dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa foi pano de fundo para o lançamento do concurso público de concepção-construção da expansão da Linha Vermelha do Metro até Alcântara. A empreitada terá um custo de 405M€, com financiamento via PRR

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O Governo lançou hoje, 27 de Janeiro, o Procedimento de Contratação Pública com Publicidade Internacional de Empreitada de Concepção e Construção da Extensão da linha Vermelha a Alcântara.

Este é um novo passo rumo à concretização deste projecto inserido no Plano de Expansão e Modernização, depois do projecto ter recebido a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Com uma extensão total de cerca de quatro quilómetros, o prolongamento da Linha Vermelha São Sebastião/Alcântara iniciar-se-á a partir da zona já construída, localizada após a estação São Sebastião, através de um troço em túnel construído junto ao Palácio da Justiça. Ao longo do traçado de túnel de via dupla prevê-se a construção de três novas estações subterrâneas – Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique e Infante Santo – e uma estação à superfície – Alcântara.

A conclusão deste prolongamento está prevista para o ano 2026, estando enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026, com um financiamento no montante de cerca de 405 milhões de euros.

“Enquanto projecto estruturante para a Área Metropolitana de Lisboa, o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa tem como objectivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, justifica a empresa pública.

O lançamento do concurso da empreitada teve como “palco” a sessão comemorativa dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa, no Terreiro do Paço, que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do presidente da Câmara, Carlos Moedas, e do ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro.

António Costa alertou para a necessidade de se cumprir o calendário do Plano de Recuperação e Resiliência. “No âmbito e no calendário do PRR, esta obra ou está concluída até às 24 horas do dia 31 de Dezembro de 2026, ou então teremos um sério problema para pagar esta obra. Como não queremos problemas, só temos uma coisa a fazer: Cumprir este calendário”, reforçou.

A aposta na mobilidade

Na cerimónia, o ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, disse que o Governo está “a robustecer a oferta de transportes colectivos”. “Estamos a executar ou temos comprometidos investimentos, até 2030, de cerca de 4,3 mil milhões de euros, que incluem o prolongamento das linhas de metro em Lisboa e no Porto, o financiamento de autocarros de elevada performance ambiental, a compra de embarcações eléctricas para a travessia do Tejo, a aquisição de composições e de sistemas de sinalização e segurança para os metros, a construção de ciclovias e apoios à compra de viaturas eléctricas”, enumerou Duarte Coelho.

De acordo com o Ministro, no ano passado, o metropolitano transportou 136 milhões de passageiros, valor 63% superior ao de 2021, mas ainda 26% aquém dos valores de 2019, quando a operação dos transportes colectivos não havia sofrido o impacto da pandemia. “Só com investimento que capacite e aumente a oferta podemos promover uma maior utilização do transporte coletivo”, referiu.

Nesse sentido, as obras da linha circular, cuja conclusão está prevista para 2024, “avançam a bom passo, com um investimento global de 331 milhões de euros”, disse, acrescentando que o prolongamento da rede, que contará com duas novas estações, é cofinanciado pelo Fundo Ambiental, pelo Fundo de Coesão e pelo Orçamento do Estado.

Segundo estimativas do Metro, no primeiro ano após entrada em exploração, a linha circular vai permitir mais 47,8 milhões de novos clientes para o Metro de Lisboa e mais de 30,8 milhões de passageiros para a rede de transportes. Por outro lado, evitará a emissão de 5 mil toneladas de dióxido de carbono.

“Mas, hoje, assinalamos o início de um novo projecto. A linha Vermelha, cujo concurso lançamos aqui, terá quatro novas estações e uma extensão de quatro quilómetros. Prevê-se que capte, num ano, mais 25 milhões de passageiros, que evite 1,9 milhões de viagens de automóvel e a emissão de 24 mil toneladas de dióxido de carbono”, destacou o Ministro.

Igualmente financiado pelo PRR e decisivo para a mobilidade na área metropolitana, “o concurso para o metro de superfície em Odivelas e Loures deverá também ser lançado este ano, estando já a decorrer a consulta pública ambiental do projecto”, referiu Duarte Cordeiro. Estima-se que, num ano, a operação da linha Violeta permita o transporte de cerca de 10 milhões de passageiros e evite a emissão de mais de 4 mil toneladas de dióxido de carbono.

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82M€ para reabilitar 700 imóveis na Comunidade das Beiras e Serra da Estrela

Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis

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A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) vai reabilitar 700 imóveis, distribuídos pelos seus 15 municípios, num investimento superior a 82 milhões de euros. Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis.

A reabilitação dos imóveis destina-se ao Arrendamento Acessível e surge no âmbito de um protocolo de cooperação com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, o parque habitacional é um dos grandes problemas da Comunidade Intermunicipal. “Infelizmente, temos nas nossas cidades e vilas cada vez mais imóveis abandonados, outros em estado avançado de degradação e alguns em ruína. Ao mesmo tempo, falta-nos mercado de arrendamento, ou é muito diminuto nos nossos territórios”, refere. O responsável da CIMBSE sublinha que “muitos jovens são obrigados a deixar a região e quem pretende fixar-se por cá enfrenta muitas dificuldades para arranjar casa”.

Os municípios que integram a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) entendem ser fundamental a disponibilização de habitações com rendas acessíveis, como forma de combater a dificuldade de acesso à habitação e o consequente despovoamento nestes territórios.

Na assinatura do protocolo, o Primeiro-Ministro António Costa defendeu que a habitação tem “um papel fundamental na atracção e fixação de jovens” em territórios de baixa densidade, realçando a importância de as políticas de habitação chegarem ao interior, nomeadamente à CIMBSE. O protocolo de cooperação foi assinado no Fundão, entre Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, e Isabel Dias, Presidente do IHRU, e na presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e da Ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

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