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    29-05-2020 MARTINHO OLIVEIRA – CEO AFA
    (Foto Joana Sousa)

    Engenharia

    AFAVIAS em expansão com reforço da actividade em África e em Portugal

    2021 e 2022 foram anos de forte crescimento para a empresa de construção e engenharia do Grupo AFA. Com uma carteira de obras “adjudicadas, contratualizadas, negociadas e, em alguns casos, financiadas” superior a 1.000 milhões de euros, a expansão é a estratégia que o Grupo tem delineada para 2023

    Manuela Sousa Guerreiro

    29-05-2020 MARTINHO OLIVEIRA – CEO AFA
    (Foto Joana Sousa)

    Engenharia

    AFAVIAS em expansão com reforço da actividade em África e em Portugal

    2021 e 2022 foram anos de forte crescimento para a empresa de construção e engenharia do Grupo AFA. Com uma carteira de obras “adjudicadas, contratualizadas, negociadas e, em alguns casos, financiadas” superior a 1.000 milhões de euros, a expansão é a estratégia que o Grupo tem delineada para 2023

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    Manuela Sousa Guerreiro
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    2023 será um ano de expansão e crescimento para a AFAVIAS, a empresa de engenharia e construção do madeirense Grupo AFA deposita as suas expectativas no mercado nacional e, sobretudo, em África, mais particularmente em Angola. Este país africano foi responsável, num passado recente, por cerca de 70% da facturação anual da AFAVIAS e a previsão é de que, em 2023, África volte a ser a geografia mais representativa, à boleia, uma vez mais da actividade no mercado angolano, como avançou Martinho Oliveira, CEO da AFAVIAS

    A Construção e Engenharia está na génese do Grupo AFA. Esta é a área que ainda tem maior peso no volume de facturação do grupo?

    A construção continua a ser a actividade com maior peso na facturação do Grupo AFA, variando em função da sazonalidade do mercado imobiliário, representando, em média, mais do que 60% do volume da facturação total. Em 2021, o volume de negócios da AFAVIAS (área da construção) rondou os 145 milhões de euros, o que representou um crescimento, em todas as geografias onde operamos, que excedeu em 30% a facturação alcançada em 2020. Para 2022, prevemos que o volume de negócios da AFAVIAS ronde os 200 milhões de euros.

    Qual o volume de carteira de obras da AFAVIAS? E como tem esta evoluído?

    Actualmente, a nossa carteira de obras adjudicadas, contratualizadas, negociadas e, em alguns casos, financiadas, ascende a 1.000 milhões de euros, sendo de salientar que cerca de 85% se localizarão fora da Região Autónoma da Madeira, com especial incidência em Angola.

    Quanto desse crescimento e volume de obras [da AFAVIAS] vem de fora do Grupo AFA?

    Existe de facto, uma forte interligação entre a área da construção e as demais actividades, que resultam dos outros dois pilares do Grupo AFA, a Imobiliária e a Hotelaria. Na verdade, a AFA Real Estate é, neste momento, o cliente, na área da construção civil mais representativo da AFAVIAS por conta dos novos projectos residenciais em execução em particular na Região Autónoma da Madeira. Relativamente ao volume total de obras, 20% dizem respeito a trabalhos executados para empresas do grupo e 80% para clientes externos.

    No caso da hotelaria, a AFAVIAS foi responsável pela construção de hotéis do grupo, nomeadamente, o Calheta Beach, Saccharum, Savoy Palace e NEXT, assim como, executou obras de remodelação do Royal Savoy e Gardens.

    Que geografias são hoje determinantes para a operação da AFAVIAS?

    A internacionalização da empresa AFAVIAS iniciou-se em 2007, como resposta à diminuição da actividade na Madeira no contexto da crise financeira e recessão económica à época. Em termos de volume de facturação, e depois da Madeira, Angola continua a ser o nosso mercado mais representativo, tendo o mesmo, num passado recente, representado mais de 70% da facturação anual da AFAVIAS. É nossa convicção que já em 2023, África, volte a ser o nosso mercado mais representativo, naquilo que concerne ao volume de facturação. Mantemos representações comerciais na Guiné Equatorial, Colômbia e realizamos obras de grande dimensão na Mauritânia e Senegal, tendo, contudo, registado nestes países uma acentuada redução da nossa presença ao longo dos últimos anos.

    Savoy Residence Monumentalis

    “Crescimento” nos planos para 2023

    A conjuntura de alta de preços das matérias-primas tem afectado de forma muito directa o sector da construção. Qual o impacto na actividade da AFAVIAS?

    Devo realçar que, apesar do aumento generalizado de custos, nomeadamente das principais matérias-primas que a AFAVIAS integra na sua actividade principal, a sua grande autonomia lhe tem permitido ultrapassar, sem especiais constrangimentos, as dificuldades decorrentes da crise. No sector das obras públicas, as revisões ordinárias colmataram uma parte desse impacto, estando em processo a negociação de uma eventual revisão extraordinária, de acordo com a lei, para que se reponham as condições e as premissas contratualizadas. Contudo, importa registar que alguns dos atrasos verificados, nomeadamente na definição/publicação dos índices, se traduziram num esforço financeiro acrescido para a generalidade das empresas. Tivemos, e continuamos a ter, oscilações nos preços, nomeadamente na generalidade dos derivados do petróleo, combustíveis, aço e cimento, que constituem parte muito relevante da nossa estrutura de custos.

    Como fazem para contornar o problema da mão de obra na construção que, por certo, a Madeira, à semelhança do que acontece no continente, também sente?

    A falta de mão-de-obra está generalizada a várias empresas e a vários sectores a nível nacional, sendo particularmente relevante nalguns domínios da área da construção. Contudo, gostaria de destacar que o Grupo AFA é um dos grandes empregadores do arquipélago da Madeira, empregando, no total das três áreas de actividade, 3100 colaboradores. Para captar mão-de-obra, mantemos uma estreita colaboração com as entidades formadoras de referência na região, acolhendo diversos estagiários ainda em percurso académico e diferentes áreas do conhecimento, com o objectivo de se tornarem colaboradores do Grupo, após conclusão da sua formação. Na AFAVIAS, prevemos a contratação de mais colaboradores em 2023, para fazermos face ao acréscimo do volume expectável para 2023, muito especialmente na nossa actividade em Angola e nos Açores.

    Esse sentimento de optimismo faz antever uma boa perspectiva para a actividade em 2023?

    Em 2023, é nosso objectivo manter e ampliar a presença nos mercados onde operamos, com expectativas de forte crescimento em África e no continente português e mantendo na Madeira e nos Açores os volumes de negócios alcançados em 2022. No caso de Angola, relevamos igualmente, que para além do crescimento que registaremos em 2023, que garantiremos cumulativamente uma carteira de obras com enorme estabilidade, que constituirão um aval de grande solidez para os anos vindouros.

    Na Madeira, manteremos uma inequívoca posição de liderança, continuaremos envolvidos na construção de obras de túneis e vias rápidas, algumas delas em curso e outras que terão o seu início no decorrer do ano. Destacamos ainda a obra da 2ª fase da Construção do Hospital Central e Universitário da Madeira, integrando um consórcio que lideramos, bem assim como a realização da ETAR do Funchal, a Central Hidroeléctrica da Serra de Água para a Empresa de Electricidade da Madeira e ainda o reinício das obras do Campo de Golfe da Ponta do Pargo e a ligação da Via Rápida entre o Arco de São Jorge e a Boaventura.

    Savoy Residence Casa Insular

    O peso do Imobiliário

    No imobiliário, quais os projectos em curso actualmente?

    Na Madeira, onde se encontra actualmente a maior parte a actividade da AFA Real Estate, o foco são os empreendimentos de luxo Savoy Residence. Ao Savoy Residence | Casa Branca, totalmente comercializado, segue-se o Savoy Residence | Insular, que está em fase avançada de construção no centro histórico do Funchal, com 49 apartamentos, e o Savoy Residence | Monumentalis, com 150 apartamentos em zona turística nobre da cidade, estará concluído no início de 2024.  A estes, somam-se outros projectos imobiliários que se irão desenvolver no centro do Funchal. O investimento global nestes empreendimentos ronda os 350 milhões de euros.

    Integramos, igualmente, o projecto imobiliário do ‘Dubai Madeira’ no Funchal, no âmbito da Varino, na qual temos uma posição paritária. Trata-se de um projecto já em fase de construção, que terá uma área de construção de aproximadamente 80.000/m2 e um investimento de 250 milhões de euros.

    Em Portugal continental, o Grupo AFA acaba de adquirir o número 35 da Av. 5 de Outubro, que terá projecto do Arquitecto Frederico Valsassina e ao qual será conferida a qualidade dos demais projectos da Savoy Residence. Nota também para outros projectos no âmbito da sociedade Varino, com investimento de 150 milhões de euros.

    Como é que surgiu esta parceria com o Grupo Socicorreia?

    Resultante da estreita colaboração entre o Grupo AFA (50,1%) e a Socicorreia (49,9%), a Varino Investimentos Imobiliários, Lda. surgiu, em 2016, para criar sinergias e dar resposta às fortes exigências do mercado imobiliário, defendendo desde os seus primórdios uma construção com arquitectura diferenciada de qualidade e rigor. A Varino encontra-se actualmente a desenvolver vários empreendimentos residenciais, com espaços comerciais integrados, em Portugal continental e na Madeira. A marca conta já com seis projectos, sendo cinco deles em Lisboa e o primeiro edifício em construção na Madeira, com tipologias que variam entre T0 a T3, edificados em localizações de excelência e com design contemporâneo.

    Depois de Lisboa, a Madeira surge como o novo polo de atracão de investimento. Quais os factores de atractividade deste mercado?

    A Madeira encontra-se num processo de transformação do sector imobiliário, tanto na oferta quanto na procura, e potencializado também pela conjuntura internacional dos últimos anos, que projectou a Madeira no mundo. É um destino que proporciona grande qualidade de vida pela sua localização geográfica, clima ameno, beleza natural, fácil acesso a bens e serviços, e segurança. A poucas horas de viagem das principais capitais europeias, muitas com voos directos, a região oferece uma experiência inigualável a quem a visita, mas também, e sobretudo, aos que a escolhem para viver.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Papel da engenharia na sustentabilidade em destaque no Dia Mundial da Engenharia

    As comemorações acontecem dia 4 de Março na sede nacional da Ordem dos Engenheiros. Inserida na mesma iniciativa, será organizada, paralelamente, uma conferência com o tema “Transição Energética e Sustentabilidade”

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    “Soluções de Engenharia para um Mundo Sustentável” será o tema do Dia Mundial da Engenharia 2024, cuja comemorações acontecem dia 4 de Março na sede nacional da Ordem dos Engenheiros.

    O Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável foi proclamado pela UNESCO na sua 40ª Conferência Geral, em 2019. É, desde 2020, celebrado por todo o mundo no dia 4 de Março de cada ano, como o dia internacional da UNESCO para celebrar os Engenheiros e a Engenharia.

    Inserida no Dia Mundial da Engenharia, será organizada, paralelamente, uma conferência com o tema “Transição Energética e Sustentabilidade”. A produção e o uso de energia estão, mais do que nunca, no centro das considerações estratégicas dos países. O principal objectivo do evento será fomentar o diálogo para a implementação de projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico no domínio da engenharia de sistemas energéticos, que sustentam a transformação industrial, a inovação e a estrutura económica global.

    No contexto de tensões crescentes na relação entre humanos e a natureza, é crucial que os engenheiros e decisores políticos priorizem uma abordagem equilibrada entre o progresso económico, justiça social e preservação ambiental, que são fundamentais para a segurança energética de um País.

    A engenharia e o futuro, Portugal e a transição energética, a sustentabilidade económica da transição económica, requisitos de infraestrutura e impacto no desenvolvimento económico, com a apresentação do caso de estudo de Sydney (Austrália), os desafios das renováveis para a agricultura sustentável, o futuro Net-Zero nos mercados emergentes como África, serão alguns dos temas em discussão, havendo, ainda, lugar à entrega dos Prémios Hackaton, pela Academia Real de Engenharia do Reino Unido.

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    SRU Lisboa Ocidental assina protocolo de colaboração com OE

    Com duração de três anos, o documento estabelece que a OE participe na composição do júri dos concursos públicos de obras, lançados pela Lisboa Ocidental SRU, indicando técnicos externos qualificados

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    A sociedade de reabilitação urbana Lisboa Ocidental SRU assinou, esta quinta-feira, dia 8 de Fevereiro, um protocolo de colaboração com a Ordem dos Engenheiros (OE).

    Com duração de três anos, o documento estabelece que a OE participe na composição do júri dos concursos públicos de obras, lançados pela Lisboa Ocidental SRU, indicando técnicos externos qualificados, de forma a “assegurar o cumprimento das regras de ética profissional dos engenheiros”.

    Na cerimónia de assinatura do protocolo, nos Paços do Concelho de Lisboa, com a presença de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e de Filipa Roseta, vereadora da Habitação e Obras Municipais, Gonçalo Santos Costa, presidente da SRU, salientou a importância desta parceria, salientando que “será mais interessante” a selecção dos júris para os próximos concursos, que “eventualmente poderão ter um elemento da Ordem dos Arquitectos e outro da OE”.

    Fernando Almeida Santos, bastonário da OE, garantiu que “estamos preparados para indicar júris especialistas, peritos nestas matérias.” afirmando que com este protocolo “queremos defender a modernização na construção”.

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    Schneider Electric anuncia evolução do ecossistema Wiser

    O ecossistema foi enriquecido especialmente no controlo do aquecimento, oferecendo soluções mais inteligentes para casas com radiadores ou sistemas de piso radiante quente e/ou frio

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    A Schneider Electric acaba de lançar a mais recente evolução do seu ecossistema Wiser, que transforma o conceito de casa conectada num sistema abrangente de gestão ativa da energia doméstica. Esta evolução permite aos utilizadores monitorizar e otimizar a sua produção e consumo de energia, o que torna as casas mais eficientes, resilientes e sustentáveis, sem nunca perder o conforto.

    O ecossistema foi enriquecido especialmente no controlo do aquecimento, oferecendo soluções mais inteligentes para casas com radiadores ou sistemas de piso radiante quente e/ou frio. Para além disto, através do reconhecido sensor de energia PowerTag Resi9, é possível aceder a funcionalidades de monitorização de energia solar em tempo real ou de forma histórica, conseguindo assim dados relativos à autossuficiência e às poupanças.

    Até agora, a aplicação principal do sistema era a Wiser by SE. Com esta plataforma e o gateway da Wiser by SE, era possível gerir funções como o controlo da iluminação e das persianas, a monitorização e o controlo da energia, os sensores e alarmes e o carregamento de veículos elétricos.

    A nova geração do ecossistema Wiser introduz mais produtos e funcionalidades centrados na gestão eficiente da energia em casa. Agora, a principal aplicação é o Wiser Home, e o utilizador pode escolher entre dois hubs: o Wiser Hub de 2ª geração ou o HubR, que tem relé de caldeira incluído, para casas que começam este processo com o controlo do aquecimento e podem depois melhorar o seu sistema com outras ferramentas.

    Para além de enriquecer o domínio da gestão da energia e do controlo do aquecimento, a evolução do Wiser mantém as funcionalidades características que fazem dele um sistema intuitivo para qualquer utilizador, como os horários, a criação de momentos e as automações. O ecossistema evoluído acrescenta novas funcionalidades, como o Modo Conforto Verão, em que os estores são regulados automaticamente em função das temperaturas exterior e interior da casa para isolar o calor.

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    Inaugurada Central Solar Fotovoltaica de Bolama na Guiné-Bissau

    Com uma potência total de 600 KWp distribuída por diversas redes de Baixa Tensão, Média Tensão e de iluminação pública para toda a cidade, a obra contou com Estudo de Impacto Ambiental Simplificado e Caderno de Encargos elaborado pela Prospectiva

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    A novo Central Solar Fotovoltaica de Bolama, na Guiné-Bissau, com uma potência total de 600 KWp distribuída por diversas redes de Baixa Tensão, Média Tensão e de iluminação pública para toda a cidade, já se encontra em funcionamento.

    Integrada no Programa Ianda Guiné! Ação IG! Lus ku Iagu levado a cabo por entidades como a TESE – Associação para o Desenvolvimento, a ADPP-GB – Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo, e a ASPAAB – Associação de Saneamento Básico, Protecção da Água e Ambiente de Bafatá, que tem como objectivo melhorar o acesso aos serviços de água potável, energia e saneamento básico das populações rurais e semiurbanas da Guiné-Bissau

    Para esta obra a Prospectiva foi responsável pela elaboração do Estudo de Impacto Ambiental Simplificado e do Caderno de Encargos, assim como para a supervisão e fiscalização da obra e dos fornecimentos.

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    Politécnico de Setúbal recebe fórum para discutir integridade de materiais e estruturas

    A Conferência Portuguesa de Fractura – PCF2024 decorre no IPS até sexta-feira, dia 2 de Fevereiro, com várias sessões de debate em torno de temáticas como fractura, fadiga, integridade estrutural, materiais avançados e biomateriais

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    O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) recebe este ano a Conferência Portuguesa de Fractura – PCF2024. Organizado em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Fractura e Integridade Estrutural (SPFIE), o encontro repete-se desde 1987, na altura com uma periocidade bienal. Este evento, que já passou por várias instituições de ensino superior nacionais com oferta formativa nas áreas da engenharias e tecnologias, decorre esta quinta e sexta-feira, dia 1 e 2 de Fevereiro.

    Ao longo destes dois dias, está prevista a “apresentação de 45 trabalhos, em 12 sessões paralelas e duas sessões plenárias, oferecendo várias oportunidades de reflexão e actualização de conhecimento em torno de temáticas como fractura, fadiga, integridade estrutural, materiais avançados e biomateriais”.

    Os oradores convidados deste encontro serão Mario Guagliano, do Politécnico de Milão, Itália, e Martinho de Oliveira, da Universidade de Aveiro. Estes vão contribuir com “duas perspectivas sobre fabrico aditivo (com recurso a impressão 3D) e impacto no comportamento mecânico de materiais”.

    Entre os participantes estão, ainda, convidados investigadores de várias universidades, politécnicos e centros de investigação do território nacional e também em representação de instituições estrangeiras.

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    (da direita para a esquerda): Liliana Correia, CEO do GermIrrad e project manager na Spinner Dynamics, Daniel Braga, co-fundador da Spinner Dynamics e investigador principal do projecto, António Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação, e Frederico Nunes, vice- presidente da DNA Cascais

    Engenharia

    Premio Inovação distingue tecnologia para desinfectar espaços públicos

    Radiação ultravioleta e soluções químicas inócuas permitem que um robô desinfecte áreas de grande aglomeração de pessoas, como hospitais, clínicas, transportes públicos, centros comerciais ou empresas da indústria alimentar para garantir a segurança dos produtos

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    Num mundo cada vez mais urbanizado e interconectado os desafios para a saúde pública são cada vez maiores, dado o potencial de propagação pelo ar de doenças microbianas. A gripe e a tuberculose têm e continuam a ser grandes desafios de saúde pública, mas, em 2019, o SARS-CoV-2 tornou essa questão ainda mais premente, em particular no que toca aos espaços públicos e com muita afluência.

    Indivíduos infectados, ao espirrar, falar ou mesmo respirar, produzem aerossóis feitos de gotículas de vários tamanhos que podem transportar agentes infecciosos (por exemplo, vírus, bactérias, fungos) e iniciar novos eventos de infecção quando inalados por outros. Essas gotículas, dependendo de seu tamanho, podem permanecer no ar por um determinado período e depositar-se nas superfícies, o que torna os espaços públicos compartilhados em potenciais pontos de disseminação de vírus.

    Para superar estes desafios, principalmente em espaços fechados, surgiu o GermIrrad, que tem como objectivo conter a propagação do vírus, sendo a luz ultravioleta C (UVC) identificada como parte de uma solução.

    Desenvolvido pela consórcio liderado pela SpinnerDynamics, uma startup tecnológica sediada em Arouca, que integra a Faculdade Engenharia da Universidade do Porto, através do professor Manuel Simões do Laboratory for Process Engineering, Environment, Biotechnology and Energy (LEPABE), e a Universidade de Aveiro, através do professor Nuno Lau do Institute of Electronics and Informatics Engineering (IEETA), o Germlrrad foi distinguido com o Prémio Inovação, uma categoria criada no âmbito do Prémio Jovem Empreendedor, promovido pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

    O prémio foi atribuído pela Agência Nacional de Inovação (ANI) através do programa Born from Knowledge (BfK), que consiste na “Árvore do Conhecimento”, com o valor pecuniário de 2.500 euros.

    O projecto Germlrrad resulta do consórcio liderado pela SpinnerDynamics, uma startup tecnológica sediada em Arouca, que integra a FEUP, através do professor Manuel Simões do Laboratory for Process Engineering, Environment, Biotechnology and Energy (LEPABE), e a UA, através do professor Nuno Lau do Institute of Electronics and Informatics Engineering (IEETA)

    O “elevado grau de inovação” do projecto e a sua “integração entre a inteligência artificial e robótica” foram destacados por António Grilo, presidente da ANI, aquando da entrega do prémio. “Além disso, é um projecto que corresponde a uma necessidade essencial da sociedade actual onde a propagação de vírus fará cada vez mais parte da nossa realidade, como avisam os especialistas em saúde pública”, acrescentou o responsável.

    Follow the ….Robô

    O projecto GermIrrad consiste num robô autónomo para desinfecção de espaços públicos, através de radiação ultravioleta e soluções químicas inócuas e que se encontra capacitado para “mapear o ambiente, determinar uma trajectória eficiente de desinfecção, executar essa trajectória de forma segura e evitar o impacto com humanos”, podendo ser usado em espaços em que há movimento de pessoas.

    O dispositivo é apresentado como “seguro, eficaz, ecológico e económico”, capaz de actuar em diferentes ambientes, como hospitais ou clínicas, áreas de grande aglomeração de pessoas, como transportes públicos, centros comerciais ou espaços de eventos. Pode ser utilizado, também, na agroindústria ou indústria alimentar para garantir a segurança dos produtos e evitar perdas por propagação de doenças virais ou bacterianas.

    O fabrico do sistema será feito com recurso a fabrico aditivo (AM sigla em inglês) de polímeros e compósitos de matriz polimérica de alta performance, de forma a assegurar a viabilidade económica e a competitividade desta solução altamente tecnológica.

    O projecto que agora venceu o Prémio de Inovação recebeu já o apoio do COMPETE 2020 no âmbito do Sistemas de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Copromoção e em Território de Baixa Densidade, envolvendo um investimento elegível de 597 mil euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 464 mil euros. Neste momento, está em fase de conclusão o desenvolvimento da navegação social, que permite ao robô circular de forma segura e confortável para as pessoas.

    Desde 2017, a ANI já premiou cerca de 50 projectos e start-ups, nascidos da investigação académica, em concursos e prémios de inovação nacionais promovidos por entidades como Altice, Crédito Agrícola, BPI, Glintt, PortugalFoods e Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) através do programa Born from Knowledge (BfK).

    O programa visa “promover uma cultura de valorização do conhecimento científico e tecnológico”, distinguindo e premiando projectos e empresas, através da iniciativa BfK Awards, que mais se destacam em actividades de Investigação & Desenvolvimento (I&D).

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    Engenheiros em congresso discutem futuro imediato

    O Porto recebeu a XXIII congresso da Ordem dos Engenheiros. O encontro, que decorre a cada três anos, contou com cerca de mil participantes e teve como lema “A engenharia para o Desenvolvimento”. Durante dois dias abordaram-se as temáticas da habitação, do futuro da mobilidade, as políticas de educação e qualificação e a transição digital

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    A cidade do Porto recebeu o XXIII Congresso da Ordem dos Engenheiros, encontro que registou uma participação recorde de cerca de um milhar de participantes. Entre figuras determinantes e representantes do Governo, passando por empresas e estudantes, o congresso obrigou a olhar para as temáticas da habitação, da transição digital, da mobilidade e das políticas de educação e qualificação dos recursos humanos. Este último um tema central para o desenvolvimento do país.

    “A transição 5.0 que congrega e consolida o digital e o green, carece de decisões fortes e imediatas. Devemos saber fazê-lo enquadrados nas tendências mundiais. Portugal tem, apesar de muito boas iniciativas, de ser um país modernizado desenvolvido e qualificado e enquadrado no espaço europeu, (…) mas carece de muito maior rasgo político e de governação quando se fala de desenvolvimento. Temos que ser mais activos”, defendeu o bastonário da Ordem dos Engenheiro Fernando Almeida Santos.

    Na opinião do responsável, Portugal podia estar noutro patamar – via fundos disponibilizados pela PT 2020, PRR ou PNI 2030 – “temos dimensão orçamental, temos excelência técnica, temos elites, temos ferramentas e desígnios definidos, mas depois falhamos na rápida aplicação, no planeamento adequado e na realidade comparativa com outros países europeus congéneres. Porquê? Falta de decisão atempada, essencialmente, é o que tem acontecido. O que muitas vezes faz com que quando o investimento se faz já não sirva ou não seja o adequado, pois a ideia é a de há mil anos e o resultado não foi actualizado”, lamentou Fernando Almeida Santos. “É Portugal no seu melhor”, ironizou o responsável.

    Para o bastonário da Ordem dos Engenheiros, “é preciso ter coragem política. Temos décadas de investimentos públicos pela frente, com ou sem iniciativa privada envolvida, temos qualidade e capacidade em Portugal”. A Ordem alerta ainda que é preciso dar oportunidade às empresas e aos engenheiros portugueses para que o know how fique. “Não sou contra a entrada de engenheiros estrangeiros, mas sou em desfavor daquilo que depois é a evidência do prejuízo da capacidade. Temos que trabalhar para nós Portugal”, afirmou Fernando Almeida Santos.

    A falta de mão de obra e a fuga para o exterior
    No discurso do bastonário, a falta de profissionais qualificados não foi esquecida. “Só em Portugal temos um défice de cinco mil engenheiros nos próximos 10 anos, se realmente tomarmos decisões”, já para não falar da diáspora portuguesa, “esta fuga de talentos” que é urgente estancar.

    “Defendemos que é preciso um choque salarial adequado a um ajustamento dos reconhecimentos profissionais público e privado. A fuga do sector público para o privado é tao acentuado que já se nota que ficam investimentos por fazer. Mesmo havendo orçamento, vontades públicas e políticas falta de dimensão técnica”, referiu Fernando Almeida Santos. O problema é particularmente sentido pelas autarquias que em 2023 perderam cerca de 1000 engenheiros. “Repor a carreira do engenheiro é o mínimo”, sublinhou o bastonário.
    Fernando de Almeida Santos deixou ainda uma crítica ao Governo, relativamente à aprovação dos novos estatutos das ordens profissionais, que foram aprovadas em Janeiro e vão entrar em vigor em Abril. “A verdade é que com o novo estatuto teremos um novo órgão de supervisão, um provedor externo e acabam os estágios. Grandes novidades que obrigarão a uma nova estruturação da Ordem dos Engenheiros e que irão originar mais custos”.

     

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    Prospectiva supervisiona construção da Barragem de Gebelim

    A obra, adjudicada pela Junta de Agricultores do Regadio do Planalto de Vilar Chão e Parada, significa um “feito notável” na história da empresa já que assinala o seu projecto nº 3000

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    A Prospectiva vai realizar a fiscalização da empreitada de construção da Barragem de Gebelim e respectivo caminho de acesso ao Coroamento. Uma obra adjudicada pela Junta de Agricultores do Regadio do Planalto de Vilar Chão e Parada e que significa um “feito notável” na história da empresa já que assinala o seu projecto nº 3000.

    “É com imensa alegria e orgulho que celebramos este marco significativo na nossa jornada”, afirma Luís Brito, administrador da Prospectiva, que acrescenta que “cada projecto representa um desafio superado, um passo rumo à excelência e, mais importante, uma história de sucesso partilhada com cada membro da nossa equipa e com os nossos valiosos clientes e parceiros”.

    A Barragem de Gebelim implanta-se na ribeira com o mesmo nome, a cerca de dois quilómetros a Sudeste da povoação de Gebelim e a cerca de 1,2 km a Sudoeste da Barragem de Camba e tem como objectivo abastecer o perímetro de rega nas freguesias de Vilar Chão (96,2%) e União das freguesias de Parada e Sendim da Ribeira (3,8%), ambas do concelho de Alfândega da Fé, aumentando em 500 hectares a área de regadio daquela localidade.

    A sua construção, com um prazo estimado de 19 meses, compreenderá a construção de uma barragem com corpo constituído por um aterro de solo-enrocamento, com um total de 288.500 m3, incluindo o núcleo central de betão betuminoso, assim como a construção dos caminhos de acesso à barragem e de reposição de acessibilidades.

    A estanquidade do aterro é assegurada por uma cortina vertical central de betão betuminoso (núcleo), com uma altura máxima acima do plano de fundação 44 metros e comprimento do coroamento de 197 metros com traçado rectilíneo.

    O descarregador de cheias terá entrada frontal em labirinto, seguido de canal colector lateral e estrutura de dissipação por salto de ski. O acesso à torre será feiti através de um passadiço, para a tomada de água e descarga de fundo e conduta com 1,00m de diâmetro em galeria, incluindo o fornecimento e montagem dos respectivos órgãos de segurança e exploração;

    Já os taludes exteriores terão uma inclinação de 1:2,5 (V:H), a montante, e a jusante de 1:2,25 (V:H) acima da cota do coroamento do pé de jusante de enrocamento (605) e 1:2 (V:H), abaixo daquela cota

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    LNEG recebe workshop sobre “Energia dos Municípios”

    Em parceria com o IGAP, o workshop terá lugar nos dias 6 e 7 de Fevereiro, em formato presencial e online

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    O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), em parceria com o Instituto de Gestão e da Administração Pública (IGAP), vão realizar um workshop, que terá lugar nos dias 6 e 7 de Fevereiro, em formato presencial e online.

    “Energia dos Municípios – Como promover a Descarbonização da Matriz Energética de um Município”, destina-se a dirigentes, coordenadores e técnicos municipais envolvidos no desenvolvimento de projectos de promoção de soluções de produção descentralizada de energia renovável, CIMs e Áreas Metropolitanas, entidades reguladoras e agências do sector.

    A iniciativa que conta, ainda, com o apoio da Telles Advogados, tem participação gratuita, sendo, no entanto, sujeita a inscrição prévia.

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    Setúbal: Requalificação do Forte de S. Filipe mantém actividade hoteleira

    A confirmação surge na sequência da assinatura do financiamento de 1,1 M€ para a requalificação do imóvel, cujo contrato foi celebrado, esta quinta-feira, dia 11 de Janeiro, entre a Câmara de Setúbal e o Estado

    Cidália Lopes

    As obras de conservação que se encontram a decorrer no Forte de São Filipe, em Setúbal, vão permitir a continuidade do monumento nacional para o uso de actividades hoteleiras. A confirmação surge na sequência da assinatura do financiamento de 1,1 milhões de euros para a requalificação do imóvel, cujo contrato foi celebrado, esta quinta-feira, dia 11 de Janeiro, entre a Câmara de Setúbal e o Estado.

    “Para nós é da maior importância o investimento neste monumento, em particular porque temos investido bastante nos últimos anos para que o Forte de São Filipe se mantenha aberto ao público, como ‘ex-libris’ que efectivamente é da nossa cidade”, disse Carla Guerreiro, vice-presidente, na cerimónia que se realizou no salão nobre dos Paços do Concelho e que contou com João Carlos Santos, director-geral do recém criado instituto público Património Cultural.

    “Acreditamos, igualmente, que este novo investimento possa ser decisivo para que o Forte volte a ter as capacidades hoteleiras que teve no passado, devolvendo, assim, à cidade e ao concelho uma oferta de excelência nesta área. Tudo temos feito para preservar o monumento e para o manter aberto aos setubalenses e a todos os que nos visitam”, frisou a vice-presidente.

    Segundo Carla Guerreiro, entre outras acções, está prevista a “limpeza e retirada de espécies arbustivas nos paramentos das muralhas e zona de coroamento susceptível de causar danos profundos na alvenaria em pedra, a “reparação de fissuras e fendas” com materiais adequados, na zona de muralha, nos pátios e nas paredes das galerias, bem como o “eventual reforço estrutural nas zonas identificadas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)”.

    Isabel Cordeiro, secretária de Estado da Cultura, também presente na assinatura, lembrou que o financiamento das obras de conservação do Forte de São Filipe se enquadra na componente cultural da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um montante global de 216 milhões de euros, que terá de ser executada até ao final do primeiro trimestre de 2026.

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    Cidália Lopes

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