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    Engenharia

    Grupo Impetus anuncia aquisição de 100% da Edaetech

    Desde 2002 que o Grupo Impetus investe nesta empresa de engenharia, cuja aquisição da totalidade reforça a colaboração e evidencia a aposta do Grupo em sectores que vão além da indústria têxtil

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    O Grupo Impetus acaba de anunciar a aquisição de 100% da Edaetech, empresa nacional de engenharia que combina três grandes áreas de competência: inovação, tecnologia e fabricação. O Grupo, que já detinha 40% do capital da empresa, reforçou agora a sua posição, adquirindo os restantes 60%.

    Desde 2002, data da fundação da Edaetech, que o Grupo Impetus investe nesta empresa de engenharia. A aquisição da totalidade da estrutura accionista, reforça a colaboração e evidencia a aposta do Grupo em sectores que vão além da indústria têxtil.

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    Com sede em Esposende, a Edaetech dá agora início a um novo ciclo que terá como objectivo reforçar a sua posição no mercado e o compromisso global com todos os parceiros de negócio, beneficiando de uma estrutura accionista “forte, sólida e comprometida com o futuro”.

    Criado em 1973, o Grupo passa agora a contar com mais de mil colaboradores e a ser constituído por mais de 10 empresas, de diversas áreas, sendo o core business o sector têxtil, mas também áreas como a imobiliária, seguros, farmacêutica e engenharia.

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    Ar Telecom nasce em Alfragide

     A Quadrante é responsável pelo projecto de arquitectura e engenharia do Data Center da AR Telecom e do Grupo Aire, ao qual a primeira pertence. O desafio deste projecto está sobretudo na adaptação de um edifício existente a uma tipologia futura muito exigente do ponto de vista técnico

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    O conceito de arquitectura desenvolvido pela empresa de projecto portuguesa procurou ir ao encontro “das necessidades e complexidade deste tipo de empreendimento, através de soluções inovadoras com grande foco na sustentabilidade”.

    “O desafio deste projecto está sobretudo na adaptação de um edifício existente a uma tipologia futura muito exigente do ponto de vista técnico. Para além das áreas de Data Centre, o edifício conta com espaços de escritório, cuidadosamente desenhados de modo a dar respostas às necessidades actuais dos seus utilizadores. Um dos princípios conceptuais passa por privilegiar a luz e a ventilação natural, associados a conceitos de Biophilic Design.”, explica João Pinto, Quadrante lead architect.

    “Este é um projecto concebido e implementado com vista a um futuro tecnológico e sustentável, que visa responder às necessidades de um mundo em constante evolução. A solução integrada da arquitectura e engenharia, Total Design, permitiu à Quadrante o desenvolvimento de um Data Center tecnicamente avançado, ao mesmo tempo que priorizou o bem-estar das pessoas e a preservação do meio ambiente. Para atingir estas metas foram considerados aspectos essenciais como a ergonomia dos espaços de trabalho, a qualidade do ar interior e a eficiência energética global, para criar um ambiente sustentável e saudável”.

    O novo Data Center será projectado de acordo com os standards do Uptime Insitute, com um nível de classificação Tier III. Todas as máquinas de computação e equipamentos que os sistemas de tecnologias de informação exigem, como servidores, unidades de armazenamento de dados e equipamentos de rede, estarão integrados neste espaço. Numa primeira fase, o espaço terá uma área de 1.400 m² e irá contar com 150 racks de servidores, oferecendo assim uma elevada capacidade de armazenamento e processamento de dados.

    Adicionalmente, foi preparada a possibilidade de expansão até um máximo de 4.200 m², com 450 racks, o que representa uma enorme margem de crescimento e adaptação às necessidades futuras. O investimento da Ar Telecom, e do Grupo Aire ao qual pertence, nesta infraestrutura dá continuidade à estratégia de expansão dos serviços cloud e de Data Centres de proximidade, interligados com redes de alta capacidade e visa colmatar um défice de oferta de centros de dados neutros em Portugal.

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    A ponte que mudará a face da Biscaia

    Com um investimento na ordem dos 25 M€, as autoridades do País Basco promoveram um projecto que vai ligar as margens do rio Galindo, o primeiro a não considerar o tráfego automóvel e que tem em consideração a navegabilidade do canal. A obra arranca em Setembro e vai prolongar-se por cerca de 30 meses

    Ricardo Batista

    “All Iron”. É esta a designação da complexa ponte movel que ligará os municípios de Barakaldo e Erandio, na província da Biscaia (País Basco), um investimento na ordem dos 25 milhões de euros para o qual as obras devem arrancar ainda este ano.

    Um consórcio, composto por quatro empresas locais, vai ser responsável pela execução dos trabalhos que se prolongarão por perto de dois anos e meio. De acordo com as autoridades bascas, a escolha do agrupamento que integra a Cycasa, Asfaltados Olarra, SATO e a Construcciones Adolfo Sobrino destacou-se entre os outros consórcios concorrentes por questões ambientais e de segurança, salientando que não se tratou nem da proposta mais onerosa nem a de custo mais baixo.

    Preço não foi preponderante

    Esta será a primeira via interdita a veículos motorizados que ligará as margens do rio Galindo e que complementará as ciclovias existentes na região, mitigando assim a necessidade de recorrer a outros meios de transporte para fazer a travessia. Além disso, este novo trajecto, o primeiro a jusante da ponte Rontegi, é também um marco histórico por se tratar de uma passagem móvel. Desta forma, graças a um sistema de movimentação atípico e espectacular, a navegabilidade da ria não será afectada. Projectada pelas empresas de engenharia SBP, CALTER e Fulcrum, a nova ponte terá um sistema rotativo que permitirá a passagem de embarcações de grande porte. Embora a maior parte das embarcações que habitualmente circulam no estuário o possam fazer com a ponte fechada, que admite embarcações até 6,5 metros de altura na maré alta, este sistema garantirá que nenhum tipo de navegabilidade seja afectado. Ao contrário do que se poderia pensar, a ponte pedonal não se abrirá a meio, elevando os dois lados. O sistema concebido por Schlaich dará lugar a uma ponte com dois vãos móveis que se desprendem da sua fixação habitual para mudar de forma e dar lugar a grandes embarcações.

    De acordo com as autoridades bascas, a escolha do agrupamento que integra a Cycasa, Asfaltados Olarra, SATO e a Construcciones Adolfo Sobrino destacou-se entre os outros consórcios concorrentes por questões ambientais e de segurança, salientando que não se tratou nem da proposta mais onerosa nem a de custo mais baixo

    Navegabilidade assegurada

    A ponte giratória terá uma largura total de 6 metros: 3 metros para peões e os restantes 3 metros para ciclistas. Em termos de comprimento, terá 470 metros em curva que atravessarão os 240 metros do leito do rio. Este projecto procura atenuar as inclinações necessárias para permitir a passagem de embarcações até 6,5 metros de altura. No caso de embarcações de maior porte, a ponte abrirá com o sistema rotativo já referido e oferecerá um canal de navegação com 50 metros de largura, cuja abertura está prevista para duas vezes por semana. No projecto final de construção que acaba de ser aprovado, foram introduzidas algumas melhorias em relação ao projecto detalhado na fase inicial. Entre elas, destaca-se a ampliação do parque de Altzaga (Erandio), para o qual será construída uma estrutura sobre o estuário para criar um espaço de 1.970 metros quadrados nas imediações da ponte.

    Nas palavras das autoridades bascas, esta ponte “simboliza a união entre a indústria siderúrgica que pontificava a região e os nossos projectos de hoje” e permite-nos também “avançar” para uma nova mobilidade “mais sustentável, mais saudável, mais confortável, mais útil” em que “a bicicleta e as sapatilhas, juntamente com o comboio, são os nossos eixos perfeitos”. Citado pela imprensa espanhola, o deputado geral da Biscaia, Unai Rementeria sublinhou que esta ponte ligará “toda a rede de ciclovias de Ezkerraldea à futura avenida do estuário e a toda a rede de Eskuinaldea e Bilbao”, o que significa “quilómetros e quilómetros de bicicleta e de passeio para voltar a desfrutar deste estuário”. A ponte móvel terá uma estrutura metálica apoiada em 12 pilares ancorados na rocha e dividida em dois vãos fixos e dois vãos móveis. Os vãos terão uma distância entre pilares de 27 metros, com excepção do vão central, que confinará com o canal de navegação e terá um vão de 60,20 metros, e dos seus dois vãos adjacentes, com um vão de 20 metros. Os dois troços móveis serão abertos rodando no sentido dos ponteiros do relógio, de modo a que no troço mais próximo de Barakaldo o vão central fique orientado para montante e no troço de Erandio, para jusante.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Porto recebe 23º Congresso da Ordem dos Engenheiros

    Dedicado ao tema “Engenharia para o Desenvolvimento”, a iniciativa tem data marcada para os dias 25 e 26 de Janeiro de 2024 no “Super Bock Arena” – Pavilhão Rosa Mota. Até 14 de Outubro poderão ser enviados os e-posters

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    O XXIII Congresso Nacional da Ordem dos Engenheirosjá tem data e local definido e desta vai acontecer no Porto, no “Super Bock Arena” – Pavilhão Rosa Mota, nos dias 25 e 26 de Janeiro de 2024.
    Dedicado ao tema “Engenharia para o Desenvolvimento”, o evento irá contar com a participação de figuras determinantes e de destaque no panorama nacional e internacional que, através de debates técnicos, reflectirão sobre temáticas relacionadas com a habitação, o futuro da mobilidade, as políticas de educação e qualificação, políticas de energia e transição digital, entre outras.
    Entretanto, e até 14 de Outubro, podem ser enviados os e-posters, que deverão abordar um ou mais dos seguintes tópicos abordados no Congresso, nomeadamente, O papel da Engenharia para o Desenvolvimento; Soluções Sustentáveis para o Futuro da Europa; A Intervenção da Engenharia nas Políticas de Habitação; O Futuro da Mobilidade; A Europa e a Indústria 5.0; Engenharia e Cidades; Educação, Qualificação e Profissão; Energia e Sustentabilidade; Transformação Digital; Agricultura, Florestas e Alimentação – Uma só saúde; A Indústria e a criação de valor; Ciência e Inovação; Novas Gerações e Engenharia e Geopolítica e Re-industrialização.

    Após analisados, aprovados e seleccionados pela Comissão Executiva do Congresso, os e-posters apresentados serão disponibilizados a todos os participantes, através de uma exposição electrónica no local do evento, assim como no livro de resumos do Congresso.

    Os autores seleccionados terão, ainda, a oportunidade de apresentar presencialmente as suas temáticas no Congresso.

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    Iberdrola inicia enchimento da albufeira de Alto Tâmega

    O Alto Tâmega, com 160 MW, é a última das três centrais que compõem o complexo do Tâmega, cuja construção, concepção e execução é da responsabilidade de uma vasta equipa interdisciplinar da Iberdrola

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    A construção do Aproveitamento Hidroelétrico do Alto Tâmega continua a decorrer a bom ritmo e os trabalhos de construção estão praticamente concluídos, sendo que as montagens electromecânicas estarão concluídas até ao final de 2023, altura em que se iniciará o comissionamento.

    O Alto Tâmega, com 160 MW, é a última das três centrais que compõem o complexo do Tâmega. As unidades de Gouvães, uma central de armazenamento por bombagem de 880 MW, e de Daivões, com 118 MW, estão em funcionamento comercial desde 2022.

    A construção da barragem do Alto Tâmega está totalmente concluída – esta é uma grande barragem em abóbada de dupla curvatura, com 104,5 m de altura, 220.000 m3 de betão e 335 m de comprimento no coroamento.

    A construção desta grande barragem, com a sua central hidroelétrica no pé da barragem, é o culminar de um grande trabalho de concepção e execução por parte de uma vasta equipa interdisciplinar da Iberdrola, que foi directamente responsável pelo licenciamento, planeamento, engenharia, supervisão da construção, comissionamento, questões ambientais, relações com as entidades afetadas do Estado português, relações com as comunidades locais, execução dos serviços afetados e uma grande variedade de outras questões, necessárias para construir uma instalação desta magnitude dentro do prazo e do orçamento previstos.

    Por razões construtivas e térmicas, a betonagem da barragem foi realizada em 21 blocos, que por sua vez estão divididos em secções de dois metros de altura. A betonagem completa da barragem foi executada em menos de dois anos e foi concluída no segundo semestre de 2022.

    Nesta primavera, foi efetuada a injecção das juntas de construção da barragem, uma vez que o betão no local arrefeceu durante o inverno e a abertura entre as juntas é maior. Desta forma, quando os espaços entre os blocos forem preenchidos, a barragem irá adquirir o seu carácter monolítico e será possível iniciar o enchimento.

    Recentemente, o túnel de desvio provisório do rio foi fechado e nos próximos três meses, a duração estimada para este processo, será construído um rolhão de betão de 28 metros de comprimento no interior do túnel, para garantir a obturação do túnel de desvio durante toda a vida da instalação. Durante estes três meses de operações, o caudal do rio continuará a passar pelas descargas de fundo da barragem.

    A albufeira do Alto Tâmega, que terá uma área de 468 hectares e um volume de 132 hm3, começará então a ser enchida, fornecendo a água necessária para a produção de eletricidade renovável na central a pé da barragem do Alto Tâmega, equipada com dois grupos, com uma potência total de 160 MW.

    De momento, a montagem eletromecânica da central continua e decorre de acordo com a calendarização prevista. As turbinas de ambas as unidades já estão completamente montadas e os geradores encontram-se numa fase avançada de montagem. Após o enchimento da albufeira durante este Inverno, a primeira sincronização de um grupo à rede está prevista para Janeiro de 2024 e a central entrará em funcionamento comercial em Março de 2024.

    O Complexo Hidroelétrico do Tâmega é uma das maiores iniciativas energéticas da história de Portugal, envolvendo um investimento total de mais de 1,5 mil milhões de euros e uma potência instalada de 1.158 MW, 880 dos quais são reversíveis.

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    ISQ com contrato de 16M€ no projecto internacional que quer replicar a energia do Sol

    O ISQ assinou o seu maior contrato, até agora, com a Fusion For Energy, organismos que gere a contribuição da União Europeia para a construção do ITER. Em desenvolvimento há mais de duas décadas o ITER será a maior central eléctrica de fusão nuclear do mundo

    O ISQ assinou o 4º e maior contrato quadro com a Fusion For Energy, F4E, o organismo da União Europeia que tem por missão cooperar com a indústria e entidades de investigação no desenvolvimento e fabrico de componentes de ponta para o maior reactor nuclear experimental conhecido como ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor), que está a ser construído em Cadarache, no sul de França.

    O ISQ será responsável pelo controlo de qualidade da construção de diversos componentes do maior reactor experimental, o maior tokamak (reactor de fusão) alguma vez projectado e que representa “um dos maiores avanços científicos da actualidade na geração de energia isenta de emissões. “O contrato tem um orçamento de 16 milhões de euros e uma duração de quatro anos. O concurso teve a participação dos maiores players europeus nesta área, tendo o ISQ conseguido demonstrar a sua competitividade, importância e competência na engenharia de ponta a nível internacional”, sublinha José Figueira, administrador do ISQ.

    O projecto ITER, que está em desenvolvimento há cerca de duas décadas e começou a tomar forma a partir de 2010, reúne os 27 países da União Europeia, aos quais se juntam o Reino Unido, apesar do Brexit, e a Suíça, a China, a Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão e Rússia. Tem um orçamento previsto entre os 20 e os 40 mil milhões de euros.

    O ISQ é, desde 2014, responsável pela garantia da qualidade e controlo e supervisão da construção dos vários componentes do reactor na Europa e China, assegurando o cumprimento dos requisitos de qualidade aplicáveis. Actualmente o ISQ conta com uma equipa de 20 inspectores (residentes, itinerantes ou spots com intervenção pontual) em diversos países europeus prevendo-se a duplicação deste número de engenheiros.

    Mas o envolvimento do grupo português no projecto vai mais longe e envolve três outros contratos de fornecimento de serviços de Engenharia na fase de projecto, ensaios especiais a materiais e mock-ups dos componentes do reactor, para além “da formação de mais de 600 técnicos do ITER e F4E nas mais diversas áreas”, acrescenta Mónica Reis, gestora de projecto.

    Para o grupo “esta é também uma conquista da máxima importância para Portugal porque posiciona o país naquele que é um projecto internacional de referência em que o grande desafio colocado à indústria, à engenharia e à tecnologia é quanto à forma como se pode produzir energia de forma segura, fiável, ambientalmente responsável e em grande escala”.

    O ISQ será responsável pelo controlo de qualidade da construção de diversos componentes do maior reactor experimental, o maior tokamak (reactor de fusão) alguma vez projectado e que representa um dos maiores avanços científicos da actualidade na geração de energia isenta de emissões. O contrato tem um orçamento de 16 milhões de euros e uma duração de quatro anos

    Igualar a energia produzida pelo Sol

    O objectivo do ITER é demonstrar a viabilidade científica e técnica da fusão nuclear, réplica da fonte de energia do sol e das estrelas, como fonte de energia segura, inesgotável e responsável do ponto de vista ambiental. O projecto irá “testar as soluções e tecnologias a serem utilizadas numa futura utilização comercial da energia de fusão. No ITER a reacção de fusão ocorre num reactor tipo tokamak, que utiliza campos magnéticos (gerados por supercondutores) para conter e controlar um plasma a 150.000.000 graus Celsius. A fusão entre Deutério e Trítio (dois isótopos do Hidrogénio) produz um núcleo de Hélio (cuja carga responde aos campos magnéticos gerados e por isso permanece confinado no plasma) e um Neutrão que transporta cerca de 80% da energia da reacção. A energia transportada pelos neutrões quando absorvida é transferida para as paredes do tokamak sob a forma de calor e dissipada sob a forma de vapor na água de arrefecimento. Em futuras utilizações comerciais este vapor servirá para a produção de energia”, encontramos a explicação num dos vários artigos que o SGQ publicou sobre o projecto.

    Os primeiros ensaios estavam previstos para 2020 tendo, em virtude de atrasos, sido adiados para 2025, mas a falta de peças reportada há uns meses poderá implicar um novo adiamento do projecto. Com o ensaio do primeiro plasma produzido pelo ITER, prevista para acontecer agora apenas para depois de 2030.

    O complexo ITER

    O projecto ITER ocupa uma área de 180 hectares, em Cadarache, no Sul de França. O complexo irá albergar 39 edifícios e áreas técnicas. É aqui que será feita a integração e montagem de mais de um milhão de componentes, cerca de 10 milhões de peças, segundo contas do organismo, que foram construídas nas fábricas dos membros do consórcio, um pouco por todo o mundo, e que serão ali reunidas no que constitui “um tremendo desafio logístico e de engenharia”.

    O coração desta imensa instalação será o Edifício Tokamak, uma estrutura em betão armado, de sete andares, com 13 metros abaixo do nível do solo e 60 metros acima. A pré-montagem dos componentes Tokamak ocorre no “Assembly Hall” que lhe fica adjacente. Entre os outros edifícios auxiliares nas imediações incluem-se torres de arrefecimento, instalações eléctricas, sala de controle, instalações para gestão de resíduos e fábrica de criogenia que fornecerá o hélio líquido necessário para arrefecer os ímãs do ITER.

    O número de trabalhadores envolvidos na construção do local atingiu o seu pico em 2017-2018, com aproximadamente 2 000 pessoas. Agora, embora ainda haja equipes de construção no local, o maior esforço está a ser canalizado para a montagem e instalação de máquinas e instalações. Segundo o site do ITER, cerca de 5 000 pessoas trabalham actualmente do local, entre equipas de gestão, engenharia e supervisão das várias entidades e países envolvidos.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    “R2U Technologies | modular system” quer revolucionar a construção em Portugal

    É uma das 53 Agendas Mobilizadoras do PRR e a única directamente relacionada com o sector da Construção. A construtora Domingos da Silva Teixeira, DST, é líder de um consórcio que envolve 30 outras empresas e 18 ENESII, e que pretende canalizar cerca de 215 milhões de euros para o desenvolvimento da construção modular, a realizar em 48 meses

    No início do mês, o Governo apresentou as 50, de um total de 53, Agendas Mobilizadores do PRR para a Inovação Empresarial. Das 53 Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial seleccionadas, encontram-se agora contratualizadas 50, 30 Agendas Mobilizadoras e 20 Agendas Verdes, estando três a aguardar conclusão de procedimentos de notificação e negociação. As 53 Agendas Mobilizadoras envolvem um total de investimento de 7,8 mil M€, com incentivo público estimado na ordem dos 2,8 mil M€.

    As Agendas Mobilizadoras, ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial, “visam consolidar e expandir sinergias entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico em Portugal, contribuindo para o incremento da competitividade e resiliência da economia portuguesa, com base em I&D, na inovação e na diversificação e especialização da estrutura produtiva”. Estão envolvidas, nestes projectos, 1247 entidades, a maioria, 941, são empresas e, de entre estas, cerca de 60% são pequenas e médias empresas, o que é um número a assinalar dada a composição do tecido empresarial nacional. Cerca 119 entidades do sistema de investigação e inovação estão ligadas às Agendas, bem como 87 associações empresariais e gestoras de clusters, 41 entidades administração pública (CIM, municípios, institutos, direcções-gerais, forças armadas, empresas públicas, centros de turismo regionais, centros hospitalares, escolas profissionais) e 88 outros parceiros.

    Até Julho, encontravam-se com pagamento de adiantamento decidido 36 Agendas, 23 Agendas Mobilizadoras e 13 Agendas Verdes, estando pagos, respectivamente, 239 milhões de euros e 145 milhões de euros a estes projectos.

    A construção do cluster da Construção Modular

    Dos 53 projectos aprovados apenas um está, directamente, associado ao sector da Construção: o Pacto de Inovação “R2U Technologies | modular system”, que tem como líder a construtora Domingos da Silva Teixeira, DST. O projecto resulta da fusão das duas Manifestações de Interesse, apresentadas, numa primeira fase, por empresas do universo do grupo a “R2U Technologies”, pela dst, e “Glass Net”, liderado pela Bysteel, empresa do grupo responsável pela concepção, produção e instalação de estruturas e fachadas metálicas.

    Se numa primeira fase a proposta “R2U Technologues”, tinha um investimento previsto de 177 milhões de euros, que compreendia um investimento do grupo no valor de 74,4 milhões de euros e um incentivo global de 95 milhões de euros,  com a entrada de alguns dos pressupostos defendidos pela “Glass Net”, com a qual o grupo pretendia “capacitar o tecido empresarial português para a concepção, desenvolvimento e fabricação de fachadas de última geração”, o investimento a realizar sobe agora para 215 milhões de euros, a realizar em 48 meses.

    O projecto tem como objectivo estratégico “a alteração profunda do perfil produtivo do sector da construção modular, promovendo a sua evolução de um paradigma produtivo intensivo em mão-de-obra para outro intensivo em conhecimento”. A intensão é “capacitará o tecido empresarial, o tecido académico e os próprios recursos humanos, com os meios, os conhecimentos e as competências-chave para criar, em solo nacional, um cluster para o abastecimento global do sector da construção modular”. Na síntese da proposta apresentada o grupo define como meta o lançamento de 18 novos produtos, processos ou serviços (PPS) “com perfil transaccionável e internacionalizável já no final do projecto”.

    Envolvidos no projecto estão cerca de três dezenas de empresas, entre elas a Amorim Cork Insolation, a Cimpor, Ecosteel e a Conformetal, e 18 entidades não empresariais do sistema de I&I (ENESII) como as universidades do Minho, Nova de Lisboa, Coimbra, Porto, mas também o LNEG.

    O Living lab que Norman Foster está a criar no campus da dst

    A este projecto juntou-se ainda a Fundação Norman Foster, convidada a participar, ainda numa primeira fase, no projecto de pesquisa e criação de um cluster que quer “revolucionar a indústria da construção no país”. A ligação do arquitecto ao projecto foi anunciada ainda na fase de Manifestação de Interesse e irá tomar forma com a criação de um “Living Lab” destinado à investigação e testagem de soluções à escala real.

    A dst justificou a parceria com a necessidade de “promover um pensamento e investigação interdisciplinares, focado na melhoria contínua das soluções e na capacidade de antecipar o futuro, colocando a arquitectura, o design, a tecnologia e as artes ao serviço da sociedade”. Nesta estratégia “a equipa da Fundação Norman Foster, liderada pelo próprio Lord Norman Foster, assumirá a posição de consultor de investigação e líder de design, trabalhando com outras entidades, que desenvolverá o design conceptual dos sistemas de construção e de soluções modulares e de pré-fabricação”, anunciou o grupo na ocasião.

    O Living Lab terá cerca de 4.000m2 e conterá cerca de 100 unidades habitacionais que servirão quatro usos principais: residências de estudantes e seniores, unidades habitacionais, quartos de hotel e hospitais. O complexo assume-se como um laboratório de I&D para soluções de construção modular, um centro de pesquisa à escala real, que promoverá soluções técnicas e tecnológicas como resposta às boas práticas de economia circular e redução da pegada ecológica, libertando as cidades do seu estado de “estaleiro”. pela redução dos trabalhos in-situ e condensação dos prazos da construção, já que se sustenta na transferência de uma percentagem do tempo de construção para o ambiente controlado de fábrica, com benefícios inerentes na minimização dos desperdícios e no aumento do controlo e qualidade do produto.

    “Queremos chamar a atenção do sector e mobilizá-lo no sentido de mudança de paradigma no contexto da construção em Portugal, com a captação de investimento e de parceiros de peso”, defendeu na altura José Teixeira, presidente do dstgroup.

    Quando concluído, o Living Lab assumirá duas funções primordiais: ser uma montra viva das soluções desenvolvidas e dos resultados alcançados e um espaço para ser vivido e habitado pelos trabalhadores deslocados, designadamente refugiados e imigrantes, que o dstgroup tem vindo a integrar nos seus quadros.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Residência de Estudantes de Benfica

    Engenharia

    ‘SiMBA’ constrói nova Residência de Estudantes em Benfica

    A obra vai dar início em breve e espera-se que esteja concluída em menos de um ano. Construída através do sistema de módulos em betão armado, comercializado pela Global Engineering e desenvolvido pela DDN, que também faz a gestão da obra, a nova residência visa dar resposta à escassez de camas para estudantes e está incluída no plano nacional do Governo que pretende atingir as 26 mil até 2026

    Cidália Lopes

    O Bairro de Calhariz de Benfica, em Lisboa, junto à estação de comboios, vai receber em 2024 uma nova residência de estudantes. Orçado em 3,9 milhões de euros, a obra será totalmente suportada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do investimento nacional que pretende criar 26 mil camas para estudantes até 2026.

    Para o efeito, foi escolhida a sua construção através do sistema modular SIMBA – Sistema Construtivo em Módulos Autoportantes de Betão Armado, o que irá permitir uma maior rapidez na execução da obra.

    O concurso, lançado pela Junta de Freguesia de Benfica, foi ganho pela Edivisa, do Grupo Visabeira, tendo o contrato de empreitada sido assinado no final de Maio. Actualmente, estão a decorrer os trabalhos preparatórios de instalação de estaleiro.

    O sistema construtivo SIMBA é produzido e comercializado pela empresa Global Engineering (GE). Já a DDN é responsável pela gestão de projecto em obra, cuja solução foi desenvolvida em conjunto com o Instituto Superior Técnico, cuja parceria permitiu assegurar a colocação no mercado de “um produto diferenciador que dita um novo estado-da-arte”. A aplicação é variada, em particular, para projectos habitacionais, residências de estudantes ou seniores, hospitais ou hotelaria.

    O concurso, lançado pela Junta de Freguesia de Benfica, foi ganho pela Edivisa, do Grupo Visabeira, tendo o contrato de empreitada sido assinado no final de Maio. Actualmente, estão a decorrer os trabalhos preparatórios de instalação de estaleiro

     

    Tendo como base a construção através de módulos de betão, num sistema “altamente industrializado”, suportado em cinco ligações inovadoras, 80% da sua construção ocorre em fábrica e não na obra. No estaleiro apenas a preparação para receber os módulos, ou seja, as fundações através do método tradicional de construção.

    Já em fábrica os módulos são preparados com toda a componente eléctrica, de saneamento, de acabamentos e até as portas e janelas vêm já colocadas.

    A preparação dos módulos acontece em fábrica e só depois são levados para o estaleiro apenas para a fase de montagem, o que permite, também, criar menos impacto e resolver um dos problemas do sector: a falta de mão de obra.

    “Esta é uma nova forma de pensar a construção”, explica ao Construir Liam O’Donnell. Com a fábrica localizada no Montijo, todo o processo deste novo sistema construtivo é feito em Portugal.

    “No local da obra, apenas são feitos de forma tradicional as fundações e garagens, e mesmo durante esse processo, conseguimos ganhar tempo, porque estamos na fábrica a proceder à preparação dos módulos para os preparar para a montagem, acrescenta Liam O’Donnell.

    Desta forma, o SiMBA propõe-se a dar resposta aos actuais problemas de falta de habitação, na medida em que permite construir de forma “mais rápida e com menos custos”.

    A redução de 50% nos prazos e de 20% nos custos são as principais vantagens. Mas não só, já que a produção em fábrica permite uma maior qualidade e com menos erros. Com um comportamento é igual à construção convencional no que diz respeito ao isolamento térmico, já quanto ao isolamento acústico verifica-se uma melhoria em 20%, uma redução em 90% de desperdícios e menos 67% em consumo de energia.

    Com o SiMBA, surgem, ainda, novas abordagens ao processo criativo e à incorporação de tecnologias 4G/5G deixando-se de produzir “in situ” para produzir em fábrica, permitindo a exportação de módulos alargando horizontes no sector da construção inexistentes até ao momento.

    Mais 120 camas em 2024
    A nova residência de estudantes terá um total de 2.480 metros quadrados de área de construção coberta, composto por 12 quartos individuais, 15 quartos duplos,12 apartamentos e seis quartos de mobilidade reduzida, num total de 120 camas.

    O espaço disponibilizará, ainda, salas de estudos e de reuniões, sala de refeições e cozinha comum, lavandaria, arrecadações, instalações sanitárias comuns, ginásio, um gabinete de gestão e segurança, um auditório e ainda uma área de convívio exterior.

    Em termos de eficiência energética e sustentabilidade ambiental, o edifício será dotado duma instalação de produção de energia fotovoltaica integrada. Além de assegurar as necessidades de energia primária do edifício, este tipo de produção de energia permite, ainda, que o edifício possa ter um desempenho 20% superior ao nível NZEB.

    Ainda do ponto de vista da sustentabilidade o edifício será dotado dum sistema de recolha, tratamento e reutilização de águas cinzentas destinado ao uso em vazos sanitários, bem como dum sistema de recolha de águas da chuva destinados ao uso na rede de rega tornando-o num dos edifícios mais avançados em Portugal no que concerne ao uso criterioso da água.

    O edifício é ainda composto de outras infraestruturas como o controlo de acessos, de cacifos com sistema de abertura e controlo remoto, de gestão centralizada de energia, de carregamentos elétricos, uma horta urbana, jardim vertical.

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

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    Fecho da Circular Urbana de Barcelos vai avançar por 8,8M€

    De acordo com o procedimento, ao qual o CONSTRUIR teve acesso, o projecto, concebido pela Geestrada contempla a construção da ligação à variante da E.N. 103, em Rio Côvo Santa Eugénia, da qual faz parte uma rotunda desnivelada que se articula com aquela via através de quatro ramos de ligação, sendo o atravessamento da EN 103 através de passagem superior à rotunda

    CONSTRUIR

    Está formalmente lançado o concurso público com vista à execução do fecho da Circular Urbana de Barcelos, que vai ligar Rio Covo Santa Eugénia à Estrada Nacional 103, um investimento estimado em 8,8 milhões de euros e promovido pelo Município de Barcelos.

    A intervenção, cujo procedimento foi já publicado em Diário da República, é encarada como um passo determinante para concretizar uma obra muito importante para as acessibilidades à cidade de Barcelos.
    De acordo com o procedimento, ao qual o CONSTRUIR teve acesso, o projecto, concebido pela Geestrada contempla a construção da ligação à variante da E.N. 103, em Rio Côvo Santa Eugénia, da qual faz parte uma rotunda desnivelada que se articula com aquela via através de quatro ramos de ligação, sendo o atravessamento da EN 103 através de passagem superior à rotunda. A rotunda onde convergem os Ramos A, B, C e D, e a Ligação a Barcelos situa-se em nível inferior ao da EN 103, praticamente à cota do terreno natural, visto aquela estrada nacional se encontrar em aterro neste local. A Ligação a Barcelos desenvolve-se com uma geometria em planta adaptada ao espaço disponível e uma inclinação suave, apresentando um perfil transversal com duas vias. Os Ramos A, B, C e D têm inclinações acentuadas, mas dentro dos limites admissíveis, inserindo-se na EN 103 com vias de abrandamento ou de aceleração com extensões normais do lado poente e adaptadas, do lado Nascente, aos condicionantes locais, nomeadamente, os acessos às propriedades existentes nas margens da estrada nacional. A ligação à EN 103 (Antiga) fica também assegurada através do Ramo A e do Prolongamento da Rua do Pinheiro cujo traçado, desenvolvendo-se entre aquela estrada e a futura Ligação a Barcelos, assume a função de complementar o conjunto dos movimentos assegurados por este Nó. O acesso aos edifícios existentes do lado norte da antiga EN 103 intersectado pela nova Ligação a Barcelos será restabelecido através dos arruamentos existentes, permitindo-se também uma saída para rotunda.

    A intervenção, cujo procedimento foi já publicado em Diário da República, é encarada como um passo determinante para concretizar uma obra muito importante para as acessibilidades à cidade de Barcelos

    Acessos

    O acesso à Quinta do Desterro manter-se-á apenas por uma das entradas existentes encerrando-se a que se situa mais a Poente por ficar intersectada pelo Ramo D. Com o esquema de circulação proposto, para além de se estabelecer uma ligação desnivelada com a nova Ligação a Barcelos, melhoram-se significativamente as condições de segurança na EN 103 onde apenas se permitem saídas e entradas na mão.  O perfil transversal previsto para a Estrada Nacional é constituído por duas faixas de rodagem com quatro metros de largura cada, um separador de 60 centímetros de largura materializado coo uma guarda de segurança rígida do tipo ‘New Jersey’ e bermas interiores e exteriores com 1 e 2,5 metros respectivamente. O perfil transversal tupo da rotunda é constituído por uma faixa de rodagem de duas vias e 9,6 metros de largura. As bermas exteriores e interiores têm a largura de um metro.

    O município disponibiliza a título gratuito os terrenos que forem necessários para a obra, na parte em que esta interfira com o domínio rodoviário nacional (EN103). Também fica estabelecido que o Município de Barcelos se assume como dono da obra, competindo-lhe lançá-la, geri-la, executá-la e fiscalizá-la desde o procedimento pré-contratual até ao seu encerramento contabilístico. Cabe igualmente ao município a responsabilidade pela execução material, financeira e contabilística da obra. Por seu lado, cabe à IP autorizar o início dos trabalhos, procedendo ao acompanhamento dos trabalhos da empreitada.

    Durante a execução da empreitada, quaisquer alterações efectuadas ao plano de trabalhos devem ser comunicadas à IP, com a indicação das razões que determinaram essa alteração. No âmbito do acordo de gestão, fica também estabelecido que a IP se reserva o direito de efectuar ensaios em obra, com vista ao cumprimento integral dos requisitos constantes no caderno de encargos. A IP procederá também ao acompanhamento dos trabalhos, sendo da responsabilidade do município fazer cumprir pelo empreiteiro todas as orientações que a IP lhe venha a transmitir, designadamente no que respeita ao planeamento da obra, cumprimento do projecto de execução e da qualidade dos materiais.

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    Blocotelha avança para a última fase de construção do ITER

    O projecto, que teve início em 2020 para a empresa de Porto de Mós, foi adjudicado por um valor superior a 15 milhões de euros e tem previsto o fornecimento e montagem de mais de 2.000 toneladas de estruturas metálicas, 11.000 m2 de coberturas e 17.000m2 de revestimentos

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    A Blocotelha anuncia a entrada na que será a última fase da sua participação no projecto de construção do ITER, que consiste na finalização dos edifícios pelos quais a empresa está responsável (B71, B75, B34 e B37) e das pontes Cryoline, Busbar M1 e Busbar M2, estando prevista a sua conclusão antes do final do ano. O projecto, que teve início em 2020 para a empresa de Porto de Mós, foi adjudicado por um valor superior a 15 milhões de euros e tem previsto o fornecimento e montagem de mais de 2.000 toneladas de estruturas metálicas, 11.000 m2 de coberturas e 17.000m2 de revestimentos.

    O ITER está a ser construído no sul de França, concretamente em Saint-Paul-lès-Durance, com a colaboração de 35 países. O projeto visa a construção do maior Tokamak do mundo, um dispositivo de fusão magnética criado para provar a viabilidade da fusão como uma fonte de energia em grande escala e livre de carbono, com base no mesmo princípio que alimenta as estrelas e o Sol.

    Enquanto parceira do consórcio europeu, a empresa tem 20 profissionais alocados ao projecto com a responsabilidade de fornecimento e montagem das estruturas metálicas, revestimentos e coberturas dos quatro edifícios (B71, B75, B34 e B37) e das três pontes (Cryoline, Busbar M1 e Busbar M2). Depois de praticamente concluída a montagem da estrutura metálica dos edifícios, e com mais de 70% dos revestimentos colocados, serão iniciados os trabalhos de elevação da última ponte (Busbar M2) ao mesmo tempo que são finalizadas as restantes, já elevadas.

    Sofia Filipe, Responsável de Qualidade e Coordenadora de Soldadura na BLOCOTELHA, comenta: “A construção do ITER apresenta diversos desafios técnicos significativos, inerentes à complexidade do projecto e aos requisitos envolvidos na criação de uma instalação de fusão nuclear. A construção de uma instalação tão complexa requer planeamento detalhado, coordenação eficiente entre equipas multidisciplinares e resolução de problemas em tempo real. O ITER é um projecto de grande escala, uma obra que se distingue pela grande exigência ao nível da qualidade e da segurança”.

    “O projecto ITER apresenta-se, e é na realidade, um grande desafio. Mas, ao mesmo tempo, é muito gratificante podermos contribuir e colaborar com peritos de todo o mundo, num projecto com impacto tão significativo no futuro da energia e no mundo”, acrescenta Erico Ferraria, Chief Commercial Officer, BLOCOTELHA.

    Desenvolvido pela primeira vez no final dos anos 1950, o Tokamak foi adoptado em todo o mundo como a configuração mais promissora do dispositivo de fusão magnética. O ITER será o maior tokamak do mundo, com o dobro do tamanho da maior máquina atualmente em operação, com um volume da câmara de plasma dez vezes maior. A Europa é responsável pela maior parcela dos custos de construção do ITER (45,6%), estando o restante dividido igualmente por China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos.

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    IP entrega Telemática da Modernização da Linha do Oeste à Efacec por 3,35M€

    A nova empreitada de concepção e construção vem reforçar a capacidade e eficiência do serviço de transporte ferroviário através da melhoria dos níveis de disponibilidade e da redução dos tempos de percurso

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    A Efacec foi seleccionada pela Infraestruturas de Portugal, S.A. (IP) para conceber e implementar as soluções de Telemática a aplicar na Modernização da Linha do Oeste, no Troço que liga Meleças às Caldas da Rainha, que vão contribuir para uma maior fiabilidade e segurança do sistema ferroviário, assim como para uma maior qualidade do serviço prestado às populações.

    No valor de 3,35M€, a nova empreitada de concepção e construção vem reforçar a capacidade e eficiência do serviço de transporte ferroviário através da melhoria dos níveis de disponibilidade e da redução dos tempos de percurso.

    O empreendimento, já em curso, considera duas empreitadas de electrificação para o troço Meleças – Caldas da Rainha, numa extensão de cerca de 85km, o desenvolvimento e implementação dos sistemas de sinalização e a construção de uma subestação de tracção eléctrica em Runa, já adjudicada também à Efacec.

    Os sistemas de Telemática, objecto da empreitada, incluem, entre outros, os sistemas de alimentação, a rede de dados de suporte à exploração, a rede telefónica de exploração, o sincronismo horário, o sistema de supervisão técnica das infraestruturas e a rede física de transmissão.

    “A Efacec congratula-se por voltar a merecer a preferência da Infraestruturas de Portugal (IP), reforçando a sua participação na modernização da linha do Oeste. Um projecto que reforça um portfólio desenvolvido para a Infraestruturas de Portugal, que se estende ao longo de mais de 50 anos e que traduz a confiança depositada na tecnologia Efacec e na capacidade de execução das suas equipas”, refere Ângelo Ramalho, Chairman e CEO da Efacec.

    O sector da mobilidade é uma das principais áreas de actividade da Efacec e o fornecimento de soluções tecnológicas para projectos metro-ferroviários tem sido desenvolvido em conjunto com importantes players internacionais e em diversos mercados, com especial foco na Europa do Norte.

    Actualmente, a empresa está a participar na construção da Linha Sydavnen do Metro de Copenhaga (Dinamarca), na renovação do Centro de Comando do Metro de Dublin (Irlanda), na extensão da Linha Amarela e nova Linha Circular do Metro do Porto (Portugal), bem como na concepção, construção e manutenção do Sistema de Mobilidade do Mondego (Portugal).

     

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