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    Verdelago abre portas este Verão e inicia nova fase de comercialização

    Com a entrega das primeiras unidades, adquiridas em 2021, dá início uma nova fase de vendas com 109 unidades residenciais-turísticas disponíveis. Os portugueses são os principais compradores deste projecto, representando 80% das vendas até à data

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    Com a entrega das primeiras unidades, adquiridas em 2021, dá início uma nova fase de vendas com 109 unidades residenciais-turísticas disponíveis. Os portugueses são os principais compradores deste projecto, representando 80% das vendas até à data

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    O Verdelago Resort, empreendimento de luxo sustentável no Algarve, localizado entre Altura e a Praia Verde, com um investimento total de 270 milhões de euros, abre portas este Verão e entrega as primeiras unidades, adquiridas em 2021. Entretanto dá início uma nova fase de vendas com 109 unidades residenciais-turísticas disponíveis.

    Para a nova fase de comercialização, o Verdelago Resort tem agora disponíveis 83 apartamentos com tipologias T1, T2 e T3, com áreas privativas entre os 80 e os 150 m² e com terraços, de 16 e 70 m², maioritariamente cobertos por pérgolas. A estes juntam-se 26 townhouses, com tipologias V2 e V3, onde se incluem as últimas 10 com açoteia e vista 360º.

    “Até à data, as vendas têm sido um verdadeiro sucesso e continuam a bom ritmo, sendo que o Verdelago não será imune à tendência que dita um aumento da procura após a abertura do empreendimento à exploração turística”, afirma Paulo Monteiro, director-geral de Desenvolvimento do Verdelago Resort.

    “Os conceitos de sofisticação e luxo aliados à baixa densidade construtiva, um elevado grau de segurança e uma forte política de preservação e defesa da biodiversidade, têm sido trunfos inabaláveis”, reforça, ainda.

    Desde o seu lançamento, em 2021, o Verdelago Resort vendeu, em tempo record, mais de uma centena de casas, com os portugueses no topo da lista. As características intrínsecas do projecto conferem-lhe um elevado potencial de valorização traduzido na crescente procura desde o lançamento. Aos proprietários, a entidade exploradora Blue & Green, oferece um retorno de investimento significativo, entregando 75% da receita de exploração.

    Os portugueses são os principais compradores deste projeto, representando 80% das vendas até à data, que incluem também norte-americanos, britânicos e espanhóis, entre outras nacionalidades.

    O Verdelago Resort estende-se por cerca de 86 hectares de terreno, com um índice de construção 8,7%. Os seus cerca de 70 hectares de vegetação incluem um Parque Verde de Recreio e de Lazer com cerca de 42 hectares, uma reserva natural em frente do mar com 24 hectares, áreas de interpretação ambiental, conservação e promoção do habitat natural e um lago com 2 hectares. O Verdelago contará ainda com hotel de cinco estrelas com 197 quartos e a sua construção terá início ainda este ano.

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    Ando Living Liberdade Clubhouse (Lisboa) – Piscina Rooftop

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    Ando Living Group garante 67 M€ de capital para prosseguir expansão

    Com capitais do Prima Europe Fund, gerido pela Stag Asset Managers, até 2029, as branded residences pretendem consolidar a sua presença em Portugal, mas chegar, também, a Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha e Reino Unido

    Cidália Lopes

    Ando Living Liberdade Clubhouse (Fachada)

    Fundado em Portugal, o Ando Living Group, que inclui as marcas Ando Living e Lovely Stay, garantiu, recentemente, um total de 67 milhões de euros de capital do Prima Europe Fund, gerido pela Stag Asset Managers, para prosseguir a sua expansão.

    Com um total de dois mil apartamentos na Europa, em operação e em desenvolvimento, o Grupo tem como objectivo multiplicar por seis o seu volume de negócios até 2028, aumentando o número de apartamentos para seis mil em oito países europeus e consolidando-se como o “principal grupo de hospitalidade premium” na Europa. Actualmente a operar em Lisboa, Porto e Istambul, e brevemente em Madrid, o Ando Living Group pretende chegar, também, a países como o Reino Unido, França, Itália, Grécia e Alemanha.

    A estratégia passa por fazer, sempre que possível, parcerias com promotores e fundos de investimento que desenvolvam os projectos, aos quais a Ando Living dará o nome e fará toda a parte conceptual e de gestão.

    Esta opção estratégica foi, igualmente, cimentada pelos bons resultados alcançados em 2023. Com um volume de negócios de 32 milhões de euros, o que representa um crescimento “significativo” face ao ano anterior, que se reflecte num aumento de 94% em relação à actividade de 2022.

    Com diversos imoveis sob gestão da Ando Living no centro histórico de Lisboa e Porto, está em reabilitação o futuro Ando Living Liberdade Clubhouse, na Avenida Alexandre Herculano e que será o primeiro clubhouse do Grupo a inaugurar em 2025.

    Ao combinar apartamentos com serviços (serviced apartaments) de elevado padrão em localizações prime com um conjunto de comodidades – restaurantes, bares, ginásios, piscinas e serviços de apoio personalizados – a oferta da Ando Living foi criada para promover uma “atmosfera vibrante” de bairro e “elevar” a experiência local dos hóspedes.

    “Continuamos empenhados em proporcionar experiências únicas aos nossos hóspedes, ao mesmo tempo que expandimos a nossa presença em novos mercados por toda a Europa”, diz William Tonnard, presidente e COO do Ando Living Group. ” Vamos concentrar-nos na expansão internacional dos nossos apartamentos de marca Ando Living, que segundo as nossas estimativas geram o dobro das receitas face às propriedades ‘sem marca’”.

    Com base nas projecções de crescimento em 65% do segmento dos serviced apartaments, que deverá atingir 49 mil milhões de dólares até 2029, este mercado deverá ser o que regista um crescimento mais rápido na indústria da hospitalidade”.

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

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    “Vamos continuar na Alta de Lisboa com um novo investimento de 300M€”

    Quase 10 anos depois de iniciarem a sua actividade, a Solyd Properties adaptou a sua estratégia às necessidades do mercado. Posiciona-se como um promotor de ‘mini-cidades’ para a classe média, com o foco no bem-estar e na qualidade. É também um dos primeiros promotores a ter políticas muito concretas de ESG e a criar uma estratégia de actuação em torno desses objectivos, onde acredita que a construção off-site vem dar respostas a muitos destes desafios

    Cidália Lopes

    Ao CONSTRUIR, Gonçalo Cadete, co-fundador da Estoril Capital Partners e chief executive officer da Solyd Property Developers revelou os investimentos previstos em novos projectos na Alta de Lisboa e em Loures, assim como a intenção de recuperar uma ideia já antiga – o Built to Rent

    Na promoção imobiliária desde 2015, ou seja, quase 10 anos depois de terem iniciado a vossa actividade, que balanço fazem?

    Na verdade, para ser mesmo correcto, começámos em 2014. E começámos como Estoril Capital Partners no dia 3 de Julho, sendo que, no entanto, o primeiro investimento só foi formalizado em Maio de 2015. Entretanto, em Portugal, estávamos a sair da crise depois de anos muito complicados como foram 2012, 2013 e 2014 e começou a haver alguma actividade de reabilitação. Já existiam pelo menos dois promotores mais especializados que tinham começado a comprar e a desenvolver projectos. E, nesse sentido, achamos que era uma área onde valia a pena investir.

    Começámos, então, em 2015, na reabilitação a fazer o percurso normal: comprar edifícios degradados ou em mau estado e depois reabilitá-los. Os primeiros projectos foram em Lisboa e no Monte Estoril.

    Houve, portanto, uma primeira fase da nossa existência, digamos assim, onde apostámos nesse tipo de projectos, até 2019. Entretanto, começámos a ter uma perspectiva de escala diferente e que não seria possível com projectos de reabilitação no centro das cidades, onde no, máximo, conseguíamos ter 40 apartamentos. Até porque o nosso parceiro, a Oaktree, enquanto investidor institucional, precisava de um volume de investimento, que se tornava mais difícil atingir apenas com projectos de reabilitação.

    Então, a partir de 2018, pensámos que o mercado estava a ficar um bocado saturado. Era um mercado que estava muito dependente dos compradores estrangeiros e dos Golden Visa. Foi quando pensámos: “Vamos diversificar”. Começámos, então, a olhar para construção nova, para o segmento médio, médio-alto. Havia muita disponibilidade de terrenos, custos de entrada bastante baixos e um desequilíbrio brutal entre procura e oferta.

    No fundo, isso acabou por ser um percurso natural do vosso crescimento também, não é?

    Sim. No fundo, perante uma análise dos diferentes segmentos de residencial, obviamente que nós começámos a desenvolver esta expertise. Na nossa equipa, todos tínhamos experiência, fosse na óptica do investidor, ou na óptica mesmo do promotor e do desenvolvimento ou da gestão imobiliária, mas, como empresa digamos, de promoção, não tínhamos.

    Começámos na reabilitação e depois, então, foi muito natural evoluir para a construção nova porque, lá está, em busca de escala, em busca de um segmento de mercado onde, estruturalmente, houvesse um maior desequilíbrio entre procura e oferta e onde pudéssemos investir com escala e com margem. E também, de alguma forma, responder a uma necessidade do mercado, que se irá continuar a verificar.

    Sim, até porque este tipo de projectos têm de ser pensados, também, a longo prazo…
    Sim. Isso é uma questão que nós temos tido no nosso País, enfim, e que agora temos esperança, que com o novo Governo e o Simplex estes processos possam ser melhorados. A verdade é que temos tido sempre uma instabilidade legislativa relativamente grande, à qual se junta a questão de processos de licenciamento muito longos.

    É curioso que quando começámos e, porque ainda havia poucos projectos a vir para o mercado ou em processo de licenciamento, as câmaras eram muito rápidas. Mas depois, rapidamente, entupiram e os processos começaram a demorar muito tempo e, obviamente, isso é muito frustrante na óptica do ciclo de desenvolvimento do projecto e que leva, muitas vezes, à necessidade de rever os planos de investimentos.

    Como se posicionam neste momento no mercado?
    A nossa estratégia tem sido ir ao encontro das necessidades do mercado. Iniciamos no segmento alto, com a reabilitação. Depois o empreendimento Mirear, em Miraflores é para um segmento, claramente, de classe média alta. O Altear é classe também média / média alta, eu diria, abaixo desta. E Loures, Santo António dos Cavaleiros, claramente, segmento mais médio.
    Mas o nosso desígnio é ir ao encontro, digamos, da maior massa de portugueses, que são famílias de classe média. E, portanto, estamos muito atentos aos programas todos das câmaras, do Governo, e o nosso desígnio é ir nesse sentido.

    Quando entraram no mercado da habitação nova começaram a ter projectos apenas em Lisboa ou na Grande Lisboa. O que procuram quando desenvolvem um projecto?
    Não temos muitas localizações, mas nas localizações onde estamos, temos uma dimensão significativa e, de alguma forma, dominamos ou somos o promotor preponderante nessa localização. E, sim, tem sido de facto uma estratégia.

    A ideia é escolher uma localização que vá ao encontro, digamos, das tendências, tendências estas que até acabaram por ser muito acentuadas com o Covid, ou seja, o facto de as pessoas passarem cada vez mais tempo nas suas casas.

    Não só em lazer, mas também a trabalhar, portanto, em inglês, ‘homification’, em que a casa passou a ter uma importância muito maior do que tinha.

    Para nós que fazemos habitação nova, esta tem que ser confortável e tem que oferecer uma série de infraestruturas que permitam também tornar essa vivência mais agradável. Por estes motivos faz-nos sentido apostar em projectos maiores.

    No fundo, como uma ‘mini cidade’ ou as chamadas cidades dos 15 minutos…
    Exactamente. Sim, no fundo é que tentamos recriar. Para a Solyd este conceito já é o presente. Temos de olhar para a localização e pensar no que se consegue criar nessa localização, tanto na nossa casa como na infraestrutura do condomínio e na envolvente.

    Por exemplo, o Mirear, aqui em Miraflores. De um lado temos um parque municipal, de outro lado temos Monsanto, perfeitamente acessível, porque tem uma passagem subterrânea. Ao mesmo tempo, no que diz respeito ao condomínio, temos uma série de infraestruturas que nos permite, se quisermos, sair de casa e estar a trabalhar no condomínio, ou ir dar um mergulho numa piscina, ou ir correr no ginásio, e depois, ao mesmo tempo, na nossa casa, temos varandas muito grandes, janelas com vãos também muito generosas e, portanto, eu estou em casa, mas tenho quase um prolongamento para a rua, obviamente, numa lógica de apartamentos, que é o que nós fazemos.

    Estamos sempre a olhar para novas localizações nesta lógica e em zonas que permitam, também uma lógica de continuidade, como é o caso da Alta de Lisboa, que se desenvolveu muito a partir do momento que começámos ali a construir, em particular porque estamos numa área que percepcionada como sendo pouco segura e que estava abandonada há anos.

    Em que fase se encontra actualmente o Altear?
    O Altear conta com 10 edifícios, dos quais sete já estão concluídos e entregues. Temos um que até ao final do ano ficará, também, concluído e depois vamos ter mais dois. São no total 536 apartamentos e 27 espaços comerciais e está praticamente todo vendido. Temos muito poucas unidades que restam no Altear Jardins 1 e 2, que são os últimos dois edifícios que ainda se encontram, digamos, numa fase intermédia de construção. A ideia é, que até ao próximo ano, consigamos entregar a totalidade dos dez edifícios.

    E prevêem continuar a investir na Alta de Lisboa?
    Sim, na realidade vamos avançar para uma segunda fase do Altear e que será ainda maior. Prevemos um investimento na ordem dos 300 milhões de euros [o do Altear I foi de 225 milhões de euros], porque se trata de um plano ainda maior, mas que neste momento se encontra em diferentes fases de licenciamento.

    Dado que o vosso plano de construção nova continua, que outras localizações vos poderiam, igualmente, despertar interesse?
    Eu diria que não somos um promotor do centro de Lisboa e indo ao encontro da ideia de fazer empreendimentos para o segmento de classe média alta e de classe média, com as tais características que já falámos, procuramos localizações na periferia, nomeadamente Área Metropolitana de Lisboa, tanto na margem Norte como na margem Sul.

    Zonas com uma boa rede de transportes, educação, saúde, serviços, que tenham escala e que permitam, no fundo, desenvolver de forma continuada, para o futuro, a localização.

    Neste sentido, ainda temos capacidade para desenvolver mais projectos tanto na Alta de Lisboa, como em Santo António dos Cavaleiros, onde temos o Élou.

    Como é que se processa essa continuidade?
    Vamos comprando lotes, vamos aprovando projectos e vamos desenvolvendo. Nós temos o desígnio, mas, enfim, como gostamos de fazer as coisas de forma
    sustentada e já analisámos várias oportunidades, mas nunca acabámos por concretizar, tanto na área Metropolitana do Porto, como no Algarve. Mas, portanto, vemo-nos nessas três localizações.

    Os vossos projectos têm, também, uma grande preocupação com sustentabilidade e a mobilidade. De que forma estes aspectos são hoje determinantes para o tipo de habitação que querem desenvolver?
    Tentamos, por um lado, que as infraestruturas de transporte sejam muito boas e depois também apostar em tudo o que é mobilidade eléctrica. Em todos os nossos empreendimentos temos pré-instalação para a instalação de carregadores eléctricos e gestão inteligente desses carregadores.

    Claro, hoje há todo um novo paradigma ao qual não é possível ficar alheio. Aliás, temos uma parceria com a EDP para termos acesso às soluções mais sofisticadas, tanto a nível de carregamento, como depois da gestão.

    E essa parceria está presente em todos os vossos empreendimentos?
    Sim, em todos eles. Há uma preocupação grande a vários níveis. Por um lado, com a eficiência energética e neste sentido, o Élou é NZEB. Não obstante, tratar-se de um projecto para a classe média, existe um conjunto de equipamentos como painéis solares, bombas de calor, elevadores de alto rendimento, com poupança de energia e que geram a sua própria energia no movimento descendente. Também os revestimentos, assim como as caixilharias com todas as janelas a apresentarem um comportamento térmico e acústico também de elevado desempenho.

    Por exemplo, o tema da água e da poupança da água é importantíssimo e neste capítulo temos uma parceria com a Grohe, já que é uma empresa que têm uma serie de sistemas com poupanças de até 70% do consumo de água. Por exemplo, os chuveiros têm injecção de ar para terem pressão e, ao mesmo tempo, consumir menos água, sem que se perca a experiência do duche.

    Depois, temos também uma preocupação muito grande ao nível dos resíduos, da utilização de materiais reciclados e que possam, por sua vez, ser também recicláveis. Este aspecto está cada vez mais presente nos nossos projectos, até porque somos dos poucos promotores com relatórios de sustentabilidade publicados e onde detalhamos tudo o que fazemos em termos de sustentabilidade e ESG.

    Como é que isso se traduz na prática?
    Por exemplo, todos os nossos contratos com os empreiteiros, com os fornecedores, têm uma série de cláusulas que obrigam à gestão de resíduos, a uma série de preocupações, também, com a mão de obra. Portanto, com todas as fases. Temos, também, promovido, a industrialização, tanto fora, como na própria obra. Para quê? Para termos menos resíduos, para aumentar o nível de reciclagem.

    Existe uma série de medidas que vão no sentido de fazer com que haja menos emissões, menos resíduos, um tratamento muito mais eficaz desses resíduos, uma incorporação muito maior de materiais reciclados e recicláveis.

    E, depois, uma série de componentes de eficiência energética, tanto ao nível da electricidade, como quanto à água. A incorporação de bombas de calor, painéis solares ou fotovoltaicos. Somos um promotor com uma grande preocupação técnica. Mais de metade da nossa equipa são engenheiros e arquitectos, o que acaba por nos dar outra visão dos projectos.

    O que é que muda?
    Temos muito cuidado com os projectos, com a contratação desses projectos, com o acompanhamento próximo dos empreiteiros e do produto final. O facto de fazermos parte de uma organização internacional, imputa-nos essa responsabilidade. Estamos agora a preparar o nosso terceiro relatório. Tudo isto é um processo, em que estamos continuamente a melhorar.

    Mas ter poucos projectos também nos permite ter um maior impacto, uma maior intervenção no próprio território. E trabalhar com as várias entidades. E fazer a diferença no fim do dia. É isso que nós queremos.

    Há aqui uma ‘democratização’ da qualidade?
    Exactamente. Ou seja, não estamos a fazer um produto diferente só porque tenho públicos-alvo diferentes, seja em termos de conceito arquitectónica, seja ao nível das comodidades, das áreas ou dos materiais. Queremos padronizar e julgo que neste caso a industrialização veio dar um importante impulso.

    Acompanhar as diferentes tendências, tanto em termos de materiais, como de industrialização e de padronização, permite ir nesse sentido?
    Porque é que para nós a escala é importante? Obviamente, é nesta perspectiva de criar cidade, mas também é no sentido de ter uma escala grande que permita diluir os custos e, portanto, permite-nos também ter um melhor produto.

    Sabemos que os custos de construção têm um peso enorme e que isso se reflecte no preço final. É muito mais difícil oferecer o produto de Loures ao preço que está, do que o preço em Miraflores. É por isso que poucos promotores investem nesse segmento.

    É necessário fazer uma grande gestão ao nível dos custos e a industrialização permite-nos isso. Por exemplo, no Élou o desafio foi criar um produto funcionalmente muito agradável e com padrão alto e por isso desenvolvemos um projecto em que determinados elementos pudessem ser padronizados. Isto acontece, por exemplo, ao nível de todas as grades das varandas ou com os armários ou, até, com as casas de banho que são pré-fabricadas e instaladas posteriormente.

    Há um conjunto de técnicas industriais e de escolha de materiais modernos que fazem com que a percepção seja de grande qualidade, tanto em termos de durabilidade e que, ao mesmo tempo, seja eficiente em termos de custos.

    Nós começámos os ensaios no segmento alto, mas queremos ir, cada vez mais, para um segmento popular, mas não é uma coisa muito fácil de fazer. É uma discussão que temos muitas vezes com as Câmaras, muitas vezes com os bancos e que todas essas entidades nos têm apoiado neste movimento, mas é um desafio.

    Sobre o Simplex, como olham para as alterações que este programa está a trazer?
    Estamos todos bastante optimistas. Mas da nossa parte, que temos projectos com dimensão e que, por isso, desenvolvemos uma relação relevante com as Câmaras, mas também com os bancos, que não se irá alterar com estes novos processos.
    Obviamente que, tudo o que diminua prazos de licenciamento, de regulamentações e de procedimentos é muito positivo para o mercado.

    Também ao nível da exigência de um maior acompanhamento da obra não nos parece problemático, até porque na maior parte dos financiamentos bancários, já tínhamos fiscalização externa alinhada com as entidades financiadoras.

    Mas isso já existe noutros países, já é assim noutros países, e de alguma forma também era o que a indústria pedia há muitos anos. No fundo, há aqui algumas ‘dores de crescimento’, mas que é normal.

    Ainda no residencial, que outros segmentos não descartam e que é uma possibilidade de investimento?
    Há um que é natural e que nós, no fundo, estamos a analisar. No passado até dissemos que gostávamos de entrar, que é o Build to Rent. Portanto, o desenvolvimento de projectos voltados para arrendamento.

    A rentabilidade desses projectos é mais baixa do que o Build to Sell, portanto, de projectos para venda. E, portanto, quer dizer, quando nós pesamos na balança, tem sido economicamente muito mais favorável. Mas é qualquer coisa que está no nosso radar e não descartamos, inclusivamente, fazer um piloto para ensaiar um projecto para arrendamento.

    E procuram alguma parceria para esse tipo de projecto?
    Não, não. Nós temos as competências para fazer. E depois o que acontece, tipicamente, é que esses projectos, depois de estarem feitos e com os apartamentos arrendados, são adquiridos por investidores institucionais, como seguradoras, fundos de pensões, esse tipo.

     

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

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    Altis inaugura investimento de 27M€ no coração do Porto

    No entender do presidente do Grupo Altis, “o Porto Hotel vai contribuir de forma marcante para reforçar o leque de hotéis de grande qualidade que a cidade do Porto oferece”. Para Raul Martins, a nova unidade “terá um impacto muito positivo na empregabilidade de pessoas muito qualificadas”

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    O Grupo Altis acaba de inaugurar a sua mais recente unidade na cidade do Porto, um investimento estimado em 27 milhões de euros que, segundo os responsáveis da cadeia hoteleira, representa o compromisso do Grupo Altis Hotels com a excelência e a inovação no setor hoteleiro.

    Com 95 quartos e 7 suites “meticulosamente decoradas”, o Altis Porto Hotel oferece um oásis de conforto, com um ambiente intemporal e contemporâneo, “é complementado por uma gama de comodidades de excelência, incluindo um sundeck panorâmico com cocktail bar no rooftop, uma piscina que se estende até ao horizonte com uma vista deslumbrante sobre o Rio Douro e um restaurante liderado pelo talentoso Chef André Cruz, o Exuberante”.

    No entender do presidente do Grupo Altis, “o Porto Hotel vai contribuir de forma marcante para reforçar o leque de hotéis de grande qualidade que a cidade do Porto oferece”. Para Raul Martins, a nova unidade “terá um impacto muito positivo na empregabilidade de pessoas muito qualificadas”.

    Em comunicado, o grupo hoteleiro salienta que “o Altis Porto Hotel é uma promessa de experiências memoráveis e impacto positivo na comunidade local. Com iniciativas de responsabilidade social e ambiental integradas na sua filosofia, o hotel procura não apenas proporcionar uma estadia excecional aos seus hóspedes, como também contribuir para o desenvolvimento sustentável da região e o bem-estar da comunidade”. “Além disso”, acrescentam, o Altis Porto Hotel implementou práticas eco-friendly em todas as áreas do hotel, desde a gestão de resíduos até a eficiência energética, demonstrando um firme compromisso com a preservação do meio ambiente.

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    Italiana Molteni&C chega a Lisboa com a Cushman & Wakefield

    A nova flagship store da marca italiana Molteni&C em Portugal encontra-se no número 254 da Avenida da Liberdade, uma loja com 358 metros quadrados (m2), tendo a C&W representado o proprietário Revilla

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    A Cushman & Wakefield (C&W) foi responsável pela colocação de uma flagship store da marca italiana Molteni&C em Portugal, no número 254 da Avenida da Liberdade. A loja, com uma dimensão de 358 metros quadrados (m2), foi inaugurada no passado dia 15 de Maio. Neste processo, a C&W representou o proprietário Revilla.

    A Molteni&C é uma marca de mobiliário de categoria “topo de gama”, fundada em 1934, em Itália. Produz móveis e acessórios para casas projetadas pelos principais designers da indústria. Ao longo dos anos, a Molteni&C construiu uma “sólida” reputação como uma das principais marcas de mobiliário topo de gama do mundo. A marca é amplamente reconhecida pelo design sofisticado e qualidade excecional dos seus produtos, bem como pela atenção ao cliente.

    “A escolha para a abertura da Molteni&C vem confirmar a diversidade de actividades de luxo a Avenida da Liberdade pode acomodar, sendo, sem dúvida, o local de compras mais sofisticado e exclusivo da cidade de Lisboa e os clientes poderão agora explorar todas as colecções desta marca de topo”, comenta Maria José Almeida, associate do departamento de Retalho, Cushman & Wakefield.

    A Molteni&C em Portugal oferece uma “elegante” gama de produtos para uma decoração de interiores, destacam-se os armários, sofás, poltronas, mesas, camas, escritórios entre outros diversos artigos de decoração.

    “Para mim, a Molteni&C, marca com que trabalho e tenho uma relação há mais de 20 anos, é uma pedra preciosa rara que merece estar entre as grandes marcas que habitam a Avenida da Liberdade. Temos acompanhado a evolução de Lisboa como centro cosmopolita e, perante este cenário, considerámos que fazia também sentido brindar a cidade com um novo ponto de design de qualidade e requinte”, refere Ana Kurash, fundadora e CEO da Servànt, representante da Molteni&C em Portugal.

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    Empreendimento Vila do Tijolo

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    NOS Smart Home estreia-se em Lisboa e Porto

    Vila do Tijolo, em Lisboa, e Asprela Living Lofts, na zona de Paranhos, no Porto, são os primeiros dois empreendimentos a implementar as casas inteligentes NOS Smart Home

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    A NOS acaba de assinar os dois primeiros contratos para a implementação das NOS Smart Home, em Lisboa, na “Vila do Tijolo”, e no Porto, Asprela Living Lofts. Entre os dois empreendimentos compreendem um total de 65 casas inteligentes e conectadas pela tecnologia NOS, as primeiras das quais deverão ser lançadas para comercialização até ao Verão.

    Cada casa será equipada com soluções inteligentes que simplificam as tarefas diárias e promovem uma utilização eficiente do consumo energético, garantindo uma vida mais sustentável e consciente.

    “Estes primeiros contratos demonstram o interesse dos promotores em inovar e apostar em soluções sustentáveis também dentro de casa, com a NOS trazendo anos de experiência e suporte para elevar a experiência de habitação, agora mais inteligente, completa e satisfatória”, sustenta Daniel Beato, administrador da NOS.

    Em Lisboa, a Vila do Tijolo, localizada na Estrela, o novo projecto residencial que tem a Overseas na gestão de projecto e cujo lançamento está previsto para breve, será um dos primeiros projectos equipados com o sistema NOS Smart Home. O edifício de finais do século XIX, que serviu de habitação aos operários da Cerâmica Junça (Fábrica Progresso Artístico) é reconhecido como Monumento de Interesse Municipal. O edifício será agora restaurado, preservando a sua história e características únicas.

    O projecto, que contempla 30 apartamentos e cinco moradias, oferecerá um ambiente singular, com jardins interiores amplos e cuidadosamente planeados, além de espaços de lazer, ginásio, piscina comum e muito mais. Entre as funcionalidades NOS a implementar contam-se os módulos de segurança, protecção, fechadura inteligente, controlo de iluminação e, adicionalmente nas moradias, controle de estores, climatização e tomadas inteligentes.
    Nuno Coelho, um dos promotores do projecto, justifica a escolha pela tecnologia NOS Smart Home “motivada pelo desejo de combinar tradição e inovação num mesmo espaço, oferecendo aos proprietários a confiança e o suporte contínuo da marca”.

    No Porto, o projecto Asprela Living Lofts, na freguesia de Paranhos, oferecerá 30 apartamentos T0, idealmente localizados próximo ao polo universitário. Este empreendimento, desenvolvido pelo fundo Sapore Sic Imobiliária Fechada., é destinado a estudantes universitários, pós-doutorados e jovens profissionais que procuram uma vida prática e confortável. Com lançamento previsto para o Verão, o projecto contará com segurança e funcionalidades de automação, como válvulas de água inteligentes para evitar eventuais danos por fugas, e estores automáticos que contribuem para a eficiência energética.

    Miguel Moreira, investment manager da Point Capital Partners (gestora do fundo), refere que “a solução NOS Smart Home foi escolhida pela afinidade do nosso público-alvo com a tecnologia e a NOS, além de reconhecida por possuir o DNA da inovação garantiu a competitividade que precisávamos para incluir esta alavanca no projecto”.

    A nova área de negócios do grupo, a NOS Smart Home, foi lançada oficialmente em Novembro de 2023 e é direccionada para promotores imobiliários. A NOS trabalha em parceria desde a conceção do projeto, passando pela instalação, apoia na comercialização e garante suporte para que cada casa seja uma vivência imersiva e futurista para os seus moradores.

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    Lisboa realiza o 2.º Encontro do Laboratório de Dados Urbanos

    Este segundo encontro contempla a apresentação de 23 projectos que incluem trabalhos realizados pela comunidade científica em resposta aos desafios LxDataLab, O objectivo é traçar um “retracto real” da capital em áreas como a mobilidade, o ambiente, a economia, ou a governança

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    A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai realizar o 2.º Encontro do Laboratório de Dados Urbanos de Lisboa (LxDataLab), amanhã 28 de Maio. Esta iniciativa é desenvolvida pelo Centro de Gestão e Inteligência Urbana de Lisboa (CGIUL), departamento do município que impulsiona iniciativas Smart Cities, em parceria com 19 universidades e instituições de ensino superior e investigação científica, no âmbito de protocolos de colaboração estabelecidos entre o município e as diferentes instituições parceiras.

    O evento tem como objectivo apresentar os projectos desenvolvidos por alunos para resolução de desafios apresentados pelo município, tais como: indicadores de tráfego, movimentação de pessoas em zonas de diversão, detecção de coberturas verdes em edifícios da cidade, entre outros. A academia beneficia do acesso a dados reais sobre a cidade e a CML tem a oportunidade de testar soluções analíticas capazes de promover a inovação, eficácia e proatividade nos serviços prestados ao cidadão.

    Este segundo encontro contempla a apresentação de 23 projectos que incluem trabalhos realizados por alunos em resposta aos desafios LxDataLab, outros trabalhos realizados nas universidades parceiras com relevância para o município e trabalhos de analítica dinamizados pelas equipas internas da autarquia. Algumas das áreas em destaque são a mobilidade, o ambiente, a economia, a governança, entre outras.

    Mais de 230 investigadores e alunos universitários participaram nos 34 desafios lançados pelo município, até ao momento.

    Para a vereadora Joana Almeida, responsável pelo pelouro da Cidade Inteligente do município, “a colaboração com a academia é muito importante para alcançarmos o retracto fidedigno da capital, resultante da analítica de dados, e encontrarmos soluções para uma gestão eficaz e inteligente que corresponda às necessidades dos cidadãos”.

     

     

     

     

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    Prata Riverside (Créditos: Ricardo Oliveira Alves)

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    Quintela e Penalva e VIC Properties apresentam em Londres oportunidades de investimento imobiliário

    Esta acção, que ocorreu na sede da Knight Frank, em Londres, contou com a presença das equipas especializadas no segmento prime, onde a procura por parte dos clientes passa principalmente pela identificação de factores como segurança, estabilidade social e económica, estilo e custo de vida, e ainda sustentabilidade do mercado imobiliário

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    Foi a pensar no interesse dos mercados internacionais, sobretudo no segmento premium e super premuim, que a Quintela e Penalva e a promotora Vic Properties fizeram em Londres uma apresentação do mercado português e das oportunidades de investimento.

    Esta acção, que ocorreu na sede da Knight Frank, em Londres, e que foi coordenada pelo Private Office, contou com a presença das equipas especializadas no segmento prime, onde a procura por parte dos clientes passa principalmente pela identificação dos seguintes factores como elementos-chave para a escolha de Portugal para investimento: segurança, estabilidade social e económica, estilo e custo de vida, e ainda sustentabilidade do mercado imobiliário.

    “A alavancar estas qualidades já reconhecidas, está a capacidade do mercado português em surpreender a nível de produto, reposicionando a sua oferta com novos conceitos e uma qualidade de execução ao nível do melhor que se faz no mundo, mas com uma identidade muito nossa – que conquistam novos clientes estrangeiros, mas também o cliente nacional dos segmentos mais altos, sempre muito exigente e conhecedor”, afirma Marcos Drummond, sales director da VIC Properties.

    Por sua vez, Francisco Quintela salienta que “com a crescente sofisticação dos investimentos imobiliários, a internacionalização do mercado e o acompanhamento de clientes cada vez mais exigentes, esta apresentação, em Londres, permite-nos mostrar soluções à medida de cada cliente que procura no nosso País uma alternativa segura para si e para a sua família, bem como um destino de investimento maduro e com potencial de crescimento”.

    Para a VIC Properties “esta visita, em parceria com Quintela e Penalva | Knight Frank permitiu apresentar um portfolio de projectos adequados a uma cultura internacional garantida pelo know-how do serviço private das duas consultoras, que oferecem uma proposta inovadora de consultoria na construção de portfolios e identificação/tracking de clientes de elevado envolvimento financeiro, que não está condicionado às flutuações das taxas de juro”, afirma, ainda, Marcos Drummond.

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    Ponte D. Luis I (Porto)
    Créditos : DR

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    Mercado imobiliário no Porto acelera mas oferta condiciona crescimento

    Mercado imobiliário no Porto regista novos máximos históricos, revela “Porto Market Update” da Cushman & Wakefield. As perspectivas da consultora apontam para um acelerar da actividade imobiliária na região, em linha com as perspectivas de recuperação económica apontadas para a região durante 2024 e 2025

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    A mais recente edição do “Porto Market Update”, estudo desenvolvido pela Cushman & Wakefield, veio revelar que o mercado imobiliário na região do Grande Porto registou novos valores recorde em vários segmentos, com destaque para o sector residencial (venda/arrendamento de imóveis) e sector do retalho, com as rendas prime a serem corrigidas “em alta” desde 2023 e durante o primeiro trimestre de 2024, em todos os segmentos, nomeadamente no comércio de rua. Estudo destaca a resiliência do sector, que se mantém condicionado pela escassez de oferta na região.

    As perspectivas da consultora, no entanto, apontam para um acelerar da actividade imobiliária na região, em linha com as perspectivas de recuperação económica apontadas para a região durante 2024 e 2025.

    De acordo com Andreia Almeida, associate director, head of Research & Insight, Cushman & Wakefield “à semelhança da tendência verificada a nível nacional, assim como em todos os mercados europeus, o investimento imobiliário institucional na Área Metropolitana do Porto (“AMP”) registou quebras homólogas em 2023 e início de 2024. Apesar disso, numa geografia em que acresce a maior escassez de oferta de activos para este tipo de investimento, a quebra homóloga de 17% nos últimos 16 meses demonstra uma maior resiliência da região comparativamente com o mercado a nível nacional, que registou neste período uma contracção de 36%”, afirma.

    Escritórios com tendência de recuperação
    Por influência da conjuntura económica vivida em 2023 e do impacto do trabalho híbrido na ocupação de espaços de escritórios, o mercado de escritórios do Grande Porto registou uma quebra de 14% dos volumes de ocupação no ano transacto, tendo sido transaccionados 50.050 m². Contudo, é de notar que, por um lado, este valor foi atingido apesar de uma significativa falta de oferta nova de qualidade; e, por outro, esta quebra foi significativamente inferior à registada na Grande Lisboa (- 59%). Adicionalmente, e à semelhança da capital, o Porto registou, já nos primeiros quatro meses de 2024, uma tendência de recuperação, com a absorção a atingir os 21.280 m², um crescimento homólogo de 82%.
    O maior negócio dos últimos 16 meses correspondeu à ocupação integral dos 7.820 m² do Boavista Office Center (BOC) pelo operador nacional de flex offices LACS. Seguiram-se dois pré- arrendamentos confidenciais, nomeadamente de 5.650 m² no projecto ICON Offices e de 4.300 m² no Lionesa Business Hub. Relativamente a 2024, a maior transacção até ao momento corresponde ao arrendamento da totalidade (3.950 m²) do Matosinhos Office Centre a uma empresa de consultoria.

    Desde meados do ano passado, a taxa de desocupação tem vindo a registar ligeiros aumentos, encontrando-se actualmente nos 9,3%, 0,2% pontos percentuais (p.p.) acima de 2023. Para isso, tem contribuído a conclusão de alguns edifícios que contam ainda com alguma área disponível para ocupação. Desde 2023 foram concluídos 53.700 m², dos quais 35% ainda se encontram por ocupar.

    Retalho com escassez de oferta
    A Área Metropolitana do Porto agrega o segundo maior volume de oferta de conjuntos comerciais em Portugal, contando com mais de 30 projectos e 848.000 m² de ABL. Este valor representa 29% da área total nacional, somente ultrapassada pela Área Metropolitana de Lisboa com 48%. Os concelhos de Vila Nova de Gaia e Matosinhos têm a maior concentração de oferta da região, com
    220.000 m² de ABL cada; sendo o formato de centros comerciais o mais representativo, com 86%. Recentemente, foi inaugurado o único projecto previsto para os para os próximos 3 anos nesta região, o Arcos Retail Park (Santo Tirso) com 6.600 m² de ABL.

    Apesar da procura de retalho agregada pela Cushman & Wakefield evidenciar uma evolução díspar entre 2023 e os primeiros quatro meses de 2024, em termos agregados registaram-se 235 novas aberturas, 22% acima do período homólogo; antecipando-se que as recentes aberturas nos projectos Arco Retail Park e Time Out Market Porto venham a contribuir para inverter a quebra registada em 2024 já durante a primeira metade do ano. Durante o período em análise o comércio de rua manteve a primazia, contabilizando 71% das aberturas, das quais um quinto na zona da Baixa; seguindo-se os centros comerciais com 14%. Por seu lado, o sector de restauração continuou a dominar, representando perto de metade do número de transacções, destacando-se as expansões da Padaria Portuguesa e da Jeronymo com três lojas cada; com o retalhista alimentar My Auchan a ser o mais ativo, contabilizando 5 novas aberturas no concelho nos últimos 16 meses.
    Por influência do aumento da procura e escassez de oferta, as rendas prime de retalho têm vindo a ser corrigidas em alta em todos os segmentos desde 2023.

    Industrial & Logística com projectos “à medida”
    Após um máximo histórico em 2021, a actividade ocupacional do mercado de industrial & logística no Grande Porto estabilizou nos dois últimos anos, tendo em 2023 sido transaccionados 113.500 m², 1% acima do ano anterior. Contudo, o primeiro trimestre de 2024 evidenciou um expressivo aumento do volume de absorção, nomeadamente de 79% em termos homólogos, para os 58.500 m².
    Entre os maiores negócios registados no período em análise encontra-se a futura ocupação pelo Aldi de uma unidade logística com 41.400 m², em Santo Tirso; a aquisição dos 29.000 m² do edifício Itron em Vila Nova de Famalicão; e o pré-arrendamento integral dos 16.600 m² do Gandra North Green Logistics Park pela Olicargo. Adicionalmente, manteve-se a maior prevalência de operações de venda ou arrendamento, com 63%, comparativamente com projectos à medida do ocupante.
    O maior dinamismo do sector continua a fomentar o desenvolvimento de novos projectos, com as principais conclusões recentes a corresponderem ao Ermida Park da Logicor, com 30.600 m², e ao Invicta Park, com 24.300 m².

    Hotelaria em recuperação
    Durante o ano 2023, a actividade turística no Grande Porto observou índices de recuperação alinhados com a tendência nacional, os quais se mantiveram no início do ano corrente.
    Em 2023, o número de dormidas no segmento hoteleiro aumentou em 22%, para 4,5 milhões; com o RevPAR a situar-se nos €86,8 e a taxa de ocupação nos 69,9%. O primeiro trimestre de 2024 indicia uma manutenção desta tendência, com novos crescimentos homólogos, nomeadamente 12% nas dormidas, 8% no RevPAR e 1 p.p. na taxa de ocupação.
    A cidade do Porto conta actualmente com mais de 170 estabelecimentos hoteleiros, num total de 10.800 quartos. Face ao maior investimento em projectos de categoria superior ao longo dos últimos anos, perto de metade das unidades de alojamento encontra-se em projectos de 4 estrelas, seguindo- se os 5 estrelas com 24%.
    Desde 2023 a cidade conta com 20 novas unidades hoteleiras, num total de 1.200 quartos, com as categorias de 4 e 5 estrelas a manterem o domínio, nomeadamente com 37% e 33%. A oferta futura estimada para os próximos 3 anos totaliza 6 hotéis num total de 500 quartos, não havendo visibilidade sobre a categoria da maioria.

    Residencial
    Num enquadramento de aumento das taxas de juro e deterioração do poder de compra, ao longo dos últimos 12 meses o mercado de compra e venda de apartamentos no Porto verificou uma retracção do volume de transacções, embora com aumento dos preços médios, segundo os dados do SIR / Confidencial Imobiliário.
    Comparativamente com o mesmo período do ano anterior, o preço médio pedido subiu 20%. Quanto à procura, houve uma nova queda acentuada de 18% no número de fogos vendidos, contraposta por um aumento nos valores transaccionais, que aumentaram 15% para €3.240/m². Todas as zonas registaram incrementos homólogos, com a zona da Foz a retomar a liderança, com um novo máximo histórico2 de €4.060/m². Apesar de manterem o preço médio mais baixo, também as zonas Periféricas registaram um novo recorde, com €2.780/m².

    Durante o período analisado, foram transaccionados, no Grande Porto, 226 milhões euros em imobiliário comercial, dos quais 38 milhões de euros entre Janeiro e Abril de 2024. À semelhança da tendência verificada em Portugal, o mercado contou com um peso dos investidores internacionais de 66% do volume transaccionado.
    Com uma dezena de negócios registados nos últimos 16 meses, o se tor de retalho retomou a liderança, representando 41% do total investido com 93 milhões de euros. Seguiu-se o segmento de alternativos, que atraiu 24% do volume transaccionado com 55 milhões de euros; e o sector de hotelaria, que contabilizou 20% do total transaccionado. Por seu lado, o sector de industrial & logística manteve um peso reduzido (9%); ainda assim seguido do sector de escritórios, que atraiu somente 5% do valor total investido, com uma única transacção.

    Face ao enquadramento económico internacional, as yields prime registaram aumentos transversais em 2023, tendo-se mantido estáveis no primeiro trimestre de 2024, encontrando-se actualmente nos 5,75% no comércio de rua, 6,00% em industrial & logística, e 6,75% nos centros comerciais e escritórios.

     

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    Coldwell Banker lança nova solução build-to-rent no centro de Lisboa

    O Palma Lofts, composto por 14 unidades habitacionais de tipologias T0, T0 duplex (studios) e T1, começa com preços desde os 1,250 euros e áreas entre os 30 e os 44 m2, totalmente equipadas e mobiladas

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    A Coldwell Banker Portugal, através da sua franquiada Coldwell Banker Luxus, acaba de lançar os Palma Lofts, um build to rent da imobiliária em Portugal. Fruto da reabilitação de um edifício histórico, este será o primeiro de outros projectos que a rede pretende adicionar ao seu portfólio.

    O Palma Lofts, localizado na Cidade Universitária, é o resultado de um trabalho de reabilitação de um edifício cuja vestígios de construção remontam a 1208, que foi  “cuidadosamente” renovado para preservar o seu espírito de comunidade e manter elementos arquitectónicos originais, como os tons de amarelo e azul típicos que identificam a zona.

    O projecto, composto por 14 unidades habitacionais de tipologias T0, T0 duplex (studios) e T1, começa com preços desde os 1,250 euros e áreas entre os 30 e os 44 m2. Todas as propriedades são entregues totalmente equipadas e mobiladas, incluindo um serviço de limpeza. Inicialmente, estarão disponíveis três imóveis para arrendamento, com as restantes unidades a serem disponibilizadas progressivamente.

    Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal, destaca a importância destes novos modelos de habitação afirmando que, “acreditamos firmemente que todos os operadores do sector imobiliário devem trabalhar em conjunto para encontrar soluções que aumentem a oferta de habitação, como é o built-to-rent. Estamos a assistir a uma mudança de paradigma, onde os clientes procuram soluções prontas a habitar para arrendamento, como os Palma Lofts, que oferecem apartamentos totalmente equipados e mobilados, com serviços associados”.

    O modelo built-to-rent, já estabelecido em países como Inglaterra, Suíça, Áustria e Alemanha, começa agora a ganhar terreno em Portugal, como resposta à “crescente necessidade de habitação”, atraindo a atenção de investidores privados e grandes entidades públicas.

    No que diz respeito à sua actividade, a Coldwell Banker Portugal registou o seu melhor trimestre no início de 2024 desde que iniciou actividade em Portugal, tendo já alcançado 50% dos objectivos a nível de aberturas para este ano.

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    Empreendimento ‘Vivva Setúbal’

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    Primeiro projecto do The Edge Group em Setúbal já está em comercialização

    ‘Vivva Setúbal’ com uma área total de construção de cerca de 20 mil metros quadrados (m2), contempla 237 apartamentos de tipologias T1 a T4 e penthouses, com valores entre os 237 mil euros e os 660 mil euros

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    O empreendimento ‘Vivva Setúbal’, com uma área total de construção de cerca de 20 mil metros quadrados (m2), contempla 237 apartamentos de tipologias T1 a T4 e penthouses, com áreas entre 62 m2 a 165 m2 e com valores entre os 237 mil euros e os 660 mil euros.

    Com uma arquitectura contemporânea e um design “sofisticado”, com linhas limpas e uma palete de cores neutras, os apartamentos destacam-se pelas “amplas” janelas panorâmicas, terraços, varandas e jardins privativos que “optimizam” a entrada de luz natural, onde se pode contar, ainda, com estacionamento privativo e piscina.

    A empreitada estará a cargo da empresa Ageiron, uma empresa do universo da promotora, com um prazo de conclusão para o final do segundo trimestre de 2026. Dividida em três fases, a primeira consiste na construção do arruamento intitulado de ‘Rua Particular’, infraestruturas viárias, acessos ao terreno, passeios, ciclovias, muros periféricos, construção dos edifícios 1 e 2, respectivas caves e, espaço lúdico correspondente à área da cave desses edifícios.

    A segunda fase inicia com a construção dos edifícios 3 e 4, respectivas caves, espaço lúdico correspondente à área da cave desses edifícios e a terceira fase prossegue com a construção dos edifícios 5, 6 e 7.

    Além do empreendimento, serão, também, feitas alterações ao nível rodoviário. Neste sentido, está prevista a implantação de uma “praça de ligação entre a rotunda dos quatro caminhos e a Avenida do Alentejo” e um “passeio pedonal/ciclovia e faixa verde, do lado nascente da Avenida Pedro Álvares Cabral”.

    Além da componente residencial, o novo espaço vai contar com uma zona central onde vão poder encontrar-se áreas de “piscina exterior, espelho de água, parque infantil, zona de fitness e jardins”, explica o documento da proposta.

    Apresentado pela primeira vez em 2012, enquanto ‘Setúbal Center’, o projecto sofreu, entretanto, algumas alterações, nomeadamente a redução de área de construção e do número de apartamentos, além de, obviamente, ter adoptado uma nova designação. Neste sentido, o empreendimento passou de quase 30 mil m2 para 20 mil m2 e de 277 apartamentos para os actuais 237.

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