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    A “tempestade perfeita” para impactar o crescimento da construção em madeira

    Há mais de 20 que a Carmo Wood actua no segmento da construção em madeira, em especial em França. Segundo João Figueiredo, chief operating officer (COO) e administrador da empresa, estão reunidas as condições para o crescimento deste método de construção também em Portugal. Para além dos inúmeros projectos onde já está presente, a empresa preparar uma solução “para o problema da habitação em Portugal”

    Manuela Sousa Guerreiro
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    A “tempestade perfeita” para impactar o crescimento da construção em madeira

    Há mais de 20 que a Carmo Wood actua no segmento da construção em madeira, em especial em França. Segundo João Figueiredo, chief operating officer (COO) e administrador da empresa, estão reunidas as condições para o crescimento deste método de construção também em Portugal. Para além dos inúmeros projectos onde já está presente, a empresa preparar uma solução “para o problema da habitação em Portugal”

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    Manuela Sousa Guerreiro
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    O anúncio do envolvimento da Carmo Wood na construção de quatro novas villas do empreendimento West Cliffs, em Óbidos, é o pretexto perfeito para falar com a Carmo Wood, a empresa portuguesa que fez o seu percurso – e crescimento- ligada à madeira. João Figueiredo, chief operating officer (COO) e administrador do grupo, falou ao CONSTRUIR sobre o crescimento da vertente de engenharia da madeira no seio do grupo, onde é desenvolvida há mais de 20 anos, em Portugal, e dos desafios (e preconceitos) que ainda faltam ultrapassar.

    João Figueiredo, chief operating officer (COO) e administrador do grupo

    Este projecto confirma o interesse da Carmo Wood em avançar, de forma mais assertiva, na construção de habitação em madeira?
    A construção em Portugal enfrenta desafios gigantes, como a falta de mão de obra, somada à fraca produtividade no trabalho. A Carmo Wood encara esses problemas como desafios e está empenhada na procura de soluções. Para nós, a solução passa, indiscutivelmente, pela construção em madeira. E porquê a madeira? Primeiro, porque a evolução e inovação dos materiais em madeira alcançaram um ponto em que são tão bons ou melhores do que os tradicionais, e segundo, porque os preços finalmente são competitivos quando comparados com os outros materiais. A construção em madeira permite uma pré-fabricação quase completa de uma obra em fábrica. Isso aumenta a qualidade da execução, a velocidade de montagem e reduz o desperdício.

    E foi isso que aconteceu neste projecto?
    Neste caso específico, estamos a falar da construção de moradias em 5 meses, prontas a habitar. A Carmo tem estado envolvida em diversos projectos de construção em madeira, e isso faz parte do nosso portfólio de obras. Portanto, para nós, não é uma novidade, mas um reforço no sector da construção. Acreditamos que a construção em madeira é uma solução viável para superar os desafios enfrentados pela indústria da construção em Portugal, proporcionando rapidez, eficiência, sustentabilidade e qualidade. E isto, sendo válido para qualquer sector, é particularmente interessante para o sector do turismo.

    Referiu o envolvimento em vários projectos, mas estamos a falar de projectos pontuais aos quais a empresa, devido ao seu know how, deu resposta ou como parte de uma estratégia consertada?
    Durante muitos anos, apostámos fortemente na construção de madeira em França. Nestes projectos, muitas vezes actuávamos como subempreiteiros e era algo pouco divulgado, devido ao modelo francês mais restrito em termos de publicidade de obras, em comparação com o modelo nacional.
    Estrategicamente, decidimos temporariamente sair do mercado da construção em França quando surgiu a pandemia de COVID-19, devido às dificuldades de viajar. Agora, já voltámos ao mercado e estamos a iniciar obras de vários tipos para começar ainda este ano. O mercado francês é muito mais maduro do que o mercado nacional em termos de construção em madeira, mas a concorrência também é muito maior. Esses factores ajudaram e ajudam a Carmo a crescer num mercado exigente durante muitos anos

    O (lento) despertar do mercado para a engenharia da Madeira

    E em Portugal como vê o mercado da construção em madeira?

    Na verdade, a aposta da Carmo Wood na construção em madeira, em Portugal, não é nova. Temos já diversos projetos concluídos e podemos sublinhar algumas das obras emblemáticas a nível nacional, tais como: a 7 boxes houses, que é uma referência arquitectónica; o primeiro edifício em altura em CLT, o Redbridge School, em Lisboa; a requalificação do Mercado do Bolhão, no que diz respeito à estrutura de madeira; muitas das casas típicas da Comporta; as quintas da Pacheca e do Perú. Além disso, existem outras obras que compõem um portefólio muito rico, desde pontes e edifícios, a museus, casas e restaurantes. Contudo, podemos dizer que esta passou a ser uma área estratégica na qual estamos a apostar muito, uma aposta que vem no seguimento de um despertar do mercado nacional para a engenharia de madeira, estando a Carmo Wood em vantagem uma vez que pode agora aplicar todos os conhecimentos que adquirimos em França ao longo de 20 anos.

    Como surgiu o envolvimento no West Cliffs?
    No passado, tivemos a oportunidade de construir um clubhouse exactamente no empreendimento West Cliffs, onde agora estamos a construir as casas. O cliente é bastante conhecedor do mundo das madeiras e das diversas soluções disponíveis no mercado.
    Devido à nossa experiência e conhecimento nessa área, fomos prontamente identificados como um parceiro-chave para o projecto.

    Em que consiste, e como se caracteriza, esta solução de construção pré-fabricada desenvolvida pela Carmo Wood?
    A construção em madeira pode ser caracterizada em três formas: parede simples macho fêmea, timber-frame e construção em CLT. A parede simples macho fêmea é um método utilizado há cerca de 60 anos, em que as tábuas de madeira são encaixadas umas nas outras para formar as paredes. Este modelo pode ser utilizado, mas em condições técnicas que não são aplicadas em Portugal. As poucas imitações que fazem em Portugal, na nossa opinião, denigrem a imagem do que é realmente a construção em madeira.
    O timber-frame, por sua vez, consiste numa estrutura de madeira composta por vigas e pilares, que são pré-fabricados e montados no local da construção. Essa técnica permite uma montagem rápida e eficiente, proporcionando um processo construtivo mais ágil.
    A construção em CLT (Cross Laminated Timber) é um sistema em que painéis de madeira maciça são fabricados a partir de camadas de tábuas de madeira coladas entre si, formando uma estrutura altamente resistente e duradoura.
    No caso das villas West Cliffs, trata-se de um modelo timber-frame produzido numa das nossas fábricas em Oliveira de Frades, que permitiu transportar uma vivenda de 140 m2 em dois camiões. Esse modelo é extremamente rápido e permite a construção em tempo recorde. Este sistema permite acoplar outros tipos de materiais como capoto, azulejo e pedras à edificação.

    E a utilização desta solução em projectos diferentes é uma possibilidade?
    Estamos a trabalhar em parceria com outros promotores na construção de hotéis, aldeamentos turísticos, complexos habitacionais, escolas, museus e muito mais.
    A madeira tornou-se o centro da construção e da engenharia actualmente. Gosto de dizer que estamos a viver a tempestade perfeita. Porquê? Porque os arquitectos adoram a madeira, os promotores reconhecem o seu valor e os clientes finais, bem informados, procuram soluções construtivas em madeira.

    Mas o que ainda falta para um uso mais regular desta construção em Portugal?
    Empresas capazes de calcular com precisão as estruturas e com conhecimento sólido na construção em madeira. Existe uma grande lacuna nas universidades em relação ao ensino da construção em madeira. Para os engenheiros civis, este é um mundo novo. E como em qualquer coisa nova, podem ocorrer erros. Estamos entusiasmados por fazer parte deste movimento crescente na construção em madeira em Portugal e em oferecer soluções de qualidade aos nossos clientes. Brevemente vamos lançar um projecto que promete ajudar a resolver o problema da classe média em Portugal: falta de habitação de qualidade a valores competitivos. Fiquem atentos!

    Carmo Wood
    Facturação 2022 – 97,5M€
    Previsão para 2023 – 130 M€

    Principais áreas:
    Construção em madeira; Estruturas agricultura; Mobiliário; Segurança; Produtos equestres; Exploração florestal; Produtos logísticos; Postes para linhas de telecomunicação e electricidade

    Principais países de exportação:
    Portugal; França; Espanha; Itália; Alemanha; Reino Unido; Chile; Senegal

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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    Grupo BEI debate desafio “multimilionário” da habitação na Europa

    A habitação é uma das principais prioridades estratégicas do Grupo BEI, tendo sido criado um novo grupo de trabalho específico para trabalhar em três áreas: inovação tecnológica, reabilitação e eficiência energética

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    O Grupo do Banco Europeu de Investimento (Grupo BEI) reuniu, pela primeira vez, mais de 300 peritos, decisores políticos e representantes de instituições da UE, municípios e ministérios nacionais com o objectivo de reforçar o apoio financeiro para aumentar a oferta de habitação sustentável e a preços acessíveis em toda a Europa. O evento coincidiu com o anúncio da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre o lançamento da primeira plataforma de investimento pan-europeia de sempre para a habitação acessível e sustentável, em parceria com o Grupo BEI.

    O sector da habitação na Europa enfrenta um défice significativo de investimento – em termos de inovação, renovação e construção. Metade das habitações europeias foram construídas antes de 1980, o que implica grandes necessidades de investimento em eficiência energética, e apenas 5 % do parque imobiliário foi renovado até à data.

    O investimento em I&D e o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias de construção, a transformação digital de produtos, processos e serviços são essenciais para aumentar a produtividade e a competitividade do sector europeu da construção, tornando a construção mais rápida, mais fácil e menos dispendiosa. Além disso, é necessária inovação para aumentar o isolamento, o desempenho energético e a circularidade na utilização de materiais de construção, reduzindo assim o impacto ambiental do sector e aumentando a competitividade da economia europeia.

    A adaptação do parque habitacional existente para incorporar sistemas modernos e eficientes de isolamento, aquecimento, arrefecimento, produção e armazenamento de energia é fundamental para que a UE possa cumprir os objectivos internacionais em matéria de clima, reduzir as facturas de energia das famílias e das empresas e melhorar a qualidade das habitações.

    As necessidades de investimento neste domínio estão estimadas em 275 mil milhões de euros por ano.

    O primeiro evento de uma série organizada pelo novo Grupo de Trabalho para a Habitação do Grupo BEI, dá início a um processo inclusivo e colaborativo destinado a forjar uma abordagem pan-europeia centrada na inovação, na sustentabilidade e na acessibilidade económica.

    O apoio do Grupo BEI ao desenvolvimento e renovação urbanos sustentáveis ascendeu a cerca de 13 400 milhões de euros nos últimos cinco anos.

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    Antarte apresenta linha de móveis desenhados por IA

    Marca é a primeira em território nacional a desenvolver móveis que combinam o uso da inteligência humana com a inteligência artificial e que resultou num conjunto de peças para sala de estar e que serão apresentadas, em exclusivo, na nova loja da marca em Leiria a inaugurar a 25 de Julho

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    A loja de móveis Antarte é a primeira marca portuguesa a lançar pelas desenhadas pela IA (Inteligência Artificial). O valor acrescentado desta nova tecnologia fundiu-se com o pensamento criativo de Mário Rocha, que, além de fundador e CEO da marca, assumiu a direcção criativa da Antarte desde a sua fundação em 1998.

    O algoritmo respeitou os briefings do director criativo e da Antarte que solicitaram à IA que criasse peças em linha com o design intemporal que é a imagem da marca há mais de 25 anos. O resultado traduziu-se em dois cadeirões, um móvel de TV e uma mesa de centro, peças essenciais em qualquer sala de estar.

    Mário Rocha salienta que “o carácter inovador desta concepção de móveis reside no facto de ter sido dada liberdade à IA para criar o design das peças. Tivemos a ousadia de solicitar à IA que desenhasse um conjunto de móveis. Não fomos apenas buscar inspiração a esta tecnologia. As criações propostas pela IA foram retocadas em pormenores de forma a agilizar a sua passagem à fase de produção. São produtos de excelente qualidade estética e que combinaram o uso de inteligência humana e inteligência artificial”.

    As peças Antarte desenhadas pela IA serão apresentadas, em exclusivo, na nova loja da marca em Leiria a inaugurar a 25 de Julho.

    A marca, 100% nacional, nasceu em 1998, em Rebordosa e conta, actualmente, com uma rede de 13 lojas em território nacional e exporta os seus produtos para vários mercados internacionais. Nos anos 90, apostou na integração vertical. Pouco anos depois, posicionou a marca como a referência em design intemporal, que conjugava elegância com funcionalidade e conforto, tal como o faziam as marcas de topo que ditavam tendências em home decor nos mercados de vanguarda. Na última década, apostaram nos canais digitais de forma a criar uma experiência e uma relação única entre a marca e o consumidor. Há poucos meses inauguraram o Antarte Museum, o primeiro museu da Europa dedicado à história da Marcenaria.

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    Viana do Castelo: Mercado que vai nascer no emblemático ‘prédio Coutinho’ já a concurso

    O anúncio da abertura do procedimento, esta segunda-feira publicado no Diário da República (DR), inclui a construção do edifício e arranjos envolventes no prazo de 720 dias

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    A Câmara de Viana do Castelo abriu esta segunda-feira o concurso público internacional para a construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo no local onde existia o prédio Coutinho, pelo preço base de 12,6 milhões de euros.

    O anúncio da abertura do procedimento, esta segunda-feira publicado no Diário da República (DR), inclui a construção do edifício e arranjos envolventes no prazo de 720 dias.
    O prazo para apresentação das propostas termina no dia 27 de Agosto, sendo que os concorrentes são obrigados a manter as propostas durante 66 dias a contar a partir daquela data.
    O novo edifício vai ser construído junto ao jardim público da cidade, no local onde abriu portas, em 1892, o primeiro mercado. Em 1965, foi transferido para um lote contíguo, junto à igreja das Almas, onde funcionou até ao início de 2002.

    A transferência do primeiro mercado permitiu, no início da década de 70 do século passado, a construção do prédio Coutinho, desconstruído em 2022.

    De acordo com a análise custo benefício da construção do novo mercado municipal apresentada pela Câmara de Viana, em Junho, o investimento justifica-se “pelo importante contributo para a melhoria da rentabilidade dos negócios [daquela zona do centro histórico] e pela dinamização da Área de Reabilitação Urbana (ARU) e espaços envolventes, mitigando os constrangimentos inerentes à localização e funcionamento do mercado actual”.

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    Câmara de Portalegre vai investir 1M€ na construção de Centro Cultural nos Fortios

    O edifício nasce de uma proposta apresentada pela arquitecta Elsa Curião e assenta, desde logo, na necessidade identificada pela autarquia alentejana de descentralizar a oferta cultural da cidade, criando condições nos Fortios para a realização de eventos desportivos e socio-culturais

    Ricardo Batista

    A Câmara de Portalegre vai investir aproximadamente um milhão de euros nos trabalhos de construção de um novo Centro Cultural na freguesia dos Fortios, estando, para o efeito, a promover o respectivo concurso público.

    O edifício nasce de uma proposta apresentada pela arquitecta Elsa Curião e assenta, desde logo, na necessidade identificada pela autarquia alentejana de descentralizar a oferta cultural da cidade, criando condições nos Fortios para a realização de eventos desportivos e socio-culturais.

    Na descrição da proposta, a arquitecta explica que o terreno conta, actualmente, com um pavilhão abandonado e em mau estado de conservação, além de contar com um espaço exterior e um terreno rural agregado. Elsa Curião propõe assim um edifício que remete para a neutralidade do branco do Alentejo, num largo onde predomina uma “miscelânea de arquitectura vernacular com pouco interesse”.

    A proposta arquitectónica que a autarquia procura materializar em obra aponta para uma “segunda pele, uma estrutura de ensombramento que tornasse o edifício mais fresco, uma vez que a fachada do edifício é virada a Sul”. “Esta segunda pele serve como estrutura de sombreamento a um terraço ensombrado por esta mesma estrutura, e será um terraço panorâmico de contemplação da paisagem alentejana. Este terraço panorâmico “rooftop” terá um pequeno bar de apoio e poderá receber eventos culturais e desportivos”, naquele que é apontado como um “elemento diferenciador do Centro Cultural. “A imagem noturna que se pretende do edifício é que seja uma caixa de luz, existindo projectores de luz na estrutura de ensombramento para o edifício, criando a ilusão de um edifício com luz própria”.

    O prazo de execução da obra é de aproximadamente um ano a contar da adjudicação da empreitada

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Maia lança concurso para construir mais de 50 casas por 8M€

    Os anúncios, publicados em Diário da República (DR), têm um prazo de execução de 18 meses

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    ACâmara Municipal da Maia lançou esta segunda-feira dois concursos públicos, no valor total de mais de oito milhões de euros, para construção de 56 casas em várias freguesias deste concelho do distrito do Porto.

    Os anúncios, publicados em Diário da República (DR), têm um prazo de execução de 18 meses.

    O primeiro, cujo valor base é 4.664.110,00 euros, visa a conceção/construção de 32 fogos na Travessa do Pisão, em Águas Santas.

    Um segundo anúncio aponta para a conceção/construção de 24 fogos na Rua Eusébio da Silva Ferreira, em Nogueira e Silva Escura, no valor de 3.464.025,00 euros.

    Estas empreitadas estão a ser coordenadas pela empresa Espaço Municipal Renovação e Gestão do Património.

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    Open Call ‘ Arquitectas da nossa casa’ decorre até 15 de Setembro

    Este evento tem por objectivo dar visibilidade à prática desenvolvida, no momento actual, pelas mulheres arquitectas, proporcionando um espaço de reflexão e debate, mas, também, de reconhecimento e celebração dos seus mais diversos percursos

    CONSTRUIR

    Com o intuito de destacar a importância do Dia Nacional do Arquitecto, assinalado a 3 de Julho, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos lança a open call ‘Arquitectas da nossa casa’. Desta forma, convoca “todas as arquitectas com inscrição activa na Ordem dos Arquitectos (OA) a apresentarem os seus projectos, ideias, testemunhos pessoais e percurso profissional”, indica a entidade em comunicado, cuja submissão de candidaturas decorre até 15 de Setembro de 2024.

    Este evento tem por objectivo dar visibilidade à prática desenvolvida, no momento actual, pelas mulheres arquitectas, proporcionando um espaço de reflexão e debate, mas, também, de reconhecimento e celebração dos seus mais diversos percursos.

    Os trabalhos apresentados integrarão a exposição “Arquitectas da nossa casa” que será inaugurada a 26 de Outubro de 2024, na Casa das Caldeiras, em Coimbra, durante o evento com o mesmo nome.

    As interessadas deverão formalizar a sua inscrição através do preenchimento do formulário disponível na página oficial da OA. Após a inscrição, será disponibilizado às candidatas um layout com as respectivas instruções para composição de um painel síntese em formato A2 e respectivas instruções de envio.

    O prazo para inscrição e submissão de candidaturas inicia-se a 3 de julho e termina a 15 de setembro de 2024.

    Recorde-se que este ano o Dia Nacional do Arquitecto homenageou o “arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista” João Abel Manta, membro nº 85 da Ordem dos Arquitectos, autor com um percurso profissional ecléctico e um trabalho marcado com os valores da democracia.

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    Facturação das lojas dos Centros Comerciais cresce 7% até Junho de 2024

    Segundo a APCC, o número de transacções aumentou 7,3% em relação aos primeiros seis meses de 2023, com os fins-de-semana e o horário pós-laboral a representarem 36% e 37% da facturação, respectivamente

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    Segundo um estudo da REDUNIQ Insight, desenvolvido para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), a facturação com cartão nas lojas nos centros comerciais no primeiro semestre deste ano apresentou uma variação positiva de 7% em relação ao mesmo período de 2023. O número de transacções aumentou 7,3% em relação aos primeiros seis meses de 2023, o que reflecte o continuado aumento do tráfego nestes espaços.

    De acordo com o estudo, os fins-de-semana representaram 36% da facturação, tendo, nos dias úteis da semana, o período pós-laboral representado 37% das compras (número de transacções com meios de pagamento electrónico) nas lojas dos centros comerciais, o que demonstra a “importância da disponibilidade e flexibilidade horária destes espaços para os consumidores”, lê-se no documento.

    As vendas das lojas dos Centros Comerciais a turistas representaram 12% do total da faturação, o que reafirma a grande atractividade destes espaços para quem visita o País.

    No período em análise, 36% do total de facturação registada em centros comerciais é relativa à categoria Moda. Além disso, 22% foi gasto em Supermercados, 12% em Electrodomésticos & Tecnologia e 11% em Restauração. “Papelarias, livrarias, revistas e tabaco” representaram 8% da facturação.

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    Venda de casas recupera com aumento de 4,9%

    Os 33.350 fogos vendidos em Portugal Continental no segundo trimestre representam um aumento de 4,9% face ao trimestre anterior, quando se contabilizaram 31.800 fogos transaccionados. Cerca de 88,0% das vendas dizem respeito a fogos usados e os restantes 12,0% a fogos novos

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    No segundo trimestre deste ano terão sido vendidos 33.350 fogos em Portugal Continental, estima a Confidencial Imobiliário. Este volume de transacções representa um aumento de 4,9% face ao trimestre anterior, quando se contabilizaram 31.800 fogos transaccionados. Cerca de 88,0% das vendas dizem respeito a fogos usados e os restantes 12,0% a fogos novos.

    Sem prejuízo da sua magnitude, a variação positiva agora registada contrasta com o comportamento do primeiro trimestre do ano, quando as transacções reduziram 3,1% em termos trimestrais, e coloca as vendas de habitação em terreno positivo pela primeira vez em mais de dois anos.

    Recorde-se que, após o pico de 44.200 transacções registadas no último trimestre de 2021, o mercado perdeu ritmo até ao início de 2023, iniciando a partir daí uma trajectória em que as vendas tenderam a estabilizar. O 1º trimestre deste ano voltou a pressionar a atividade, com uma quebra de 3,1%, comportamento que o 2º trimestre inverteu.

    Apesar da recuperação sinalizada neste período, em virtude deste percurso mais recente, o nível de actividade do mercado residencial equipara, agora, ao do início do ano passado, quando foram vendidos 33.200 fogos.

    As projecções da Confidencial Imobiliário são elaboradas a partir das transacções de habitação reportadas ao SIR-Sistema de Informação Residencial, as quais se baseiam nos Contratos-Promessa de Compra e Venda (CPCV) realizados com intervenção de empresas de mediação imobiliária.

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    Vilamoura Lusotur adere às ‘casas inteligentes’ da NOS

    Cada casa estará equipada com funcionalidades avançadas de segurança, protecção, bem como automação para iluminação, estores e climatização. Adicionalmente, a utilidade potencial da solução para residentes estrangeiros é assegurada, estando disponível em 19 línguas diferentes

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    Depois dos primeiros projectos comunicados no Porto e em Lisboa, Terracota e Nobilus são os dois mais recentes projectos em Vilamoura que vão contar com tecnologia da NOS.

    Promovidos pela Vilamoura Lusotor, os dois empreendimentos, Terracota e Nobilus disponibilizam 87 e 47 apartamentos, com tipologias T1 a T4, respectivamente, vão disponibilizar aos proprietários a solução NOS Smart Home, com diferentes funcionalidades de segurança inteligente e acesso remoto à habitação.

    Com contextos de utilização que vão desde a utilização para férias, para investimento, e residência permanente, foram projectadas para redefinir o conceito de viver bem, unindo sustentabilidade, conforto e tecnologia de vanguarda. Cada casa estará equipada com funcionalidades avançadas de segurança, protecção, bem como automação para iluminação, estores e climatização.

    Adicionalmente, a utilidade potencial da solução para residentes estrangeiros é assegurada, uma vez que permite uma imediata adaptação do painel e da app a outras línguas, estando disponível em 19 línguas diferentes. Por outro lado, o próprio processo de onboarding na casa inteligente foi pensado para se adaptar a todos os proprietários, independentemente da sua nacionalidade, pelo que tanto as instruções de activação, manual e Kit de Boas Vindas estão disponíveis em português e inglês.

    “Estamos muito satisfeitos por podermos ter projectos já assinados NOS Smart Home de Norte a Sul do País. É mais uma prova da mais-valia que esta solução pode aportar, tanto para promotores como para os habitantes finais, em termos de sustentabilidade e eficiência. É, também, uma demonstração da versatilidade da NOS Smart Home que se ajusta aos mais diferentes perfis de projectos, mais sustentáveis ou premium, bem como a diferentes proprietários, independentemente da sua nacionalidade”, afirma Daniel Beato, administrador da NOS.

    Por seu lado, Henrique Rodrigues da Silva, COO do Grupo Norfin, considetou tratar-se de “uma opção de casa inteligente flexível do ponto de vista de requisitos de instalação, em paralelo com um parceiro sólido e com elevada presença a nível nacional no suporte ao cliente, foi um factor importante de escolha, respeitando assim o nível de exigência e qualidade que a Lusotur SIC coloca em todos os projectos em Vilamoura”.

    Estes novos projectos iniciaram a sua construção no segundo trimestre de 2024 e espera-se que estejam concluídos entre final de 2025 e Maio de 2026.

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    OLI conquista prémio de Design em Nova Iorque

    “Easy Move”, cuja funcionalidade permitir ao utilizador ajustar a altura da sanita e do lavatório através de um comando, distinguido nos NYCxDesign Awards, na categoria de Saúde e Bem-Estar

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    tagsOLI

    Depois de Las Vegas, a solução “Easy Move” da OLI foi distinguida em Nova Iorque ao vencer os NYCxDesign Awards, na categoria de Saúde e Bem-Estar.

    Esta gama de estruturas autoportantes destaca-se pela funcionalidade de permitir ao utilizador ajustar a altura da sanita e do lavatório, através de um comando. “Com a Easy Move, a casa de banho torna-se um lugar mais inclusivo para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida”, indica a OLI.

    Esta distinção demonstra a “capacidade da OLI em desenvolver produtos que aliam design, funcionalidade e eficiência hídrica na casa de banho, um lugar que deve ser acessível, seguro e confortável para todos”, destaca a empresa.

    Além disso, este prémio vem “reforçar” a presença da marca no mercado norte-americano, uma das geografias que a OLI tem apostado na sua expansão internacional.

    No ano em que celebra o seu 70º aniversário, a empresa está a investir cerca de sete milhões de euros em projectos relacionados com a eficiência, a digitalização e a inovação para aumentar a sua competitividade à escala global.

    Em 2023, a OLI registou um volume de negócios de 73 milhões de euros e exportou 76% da produção para mais de 80 países dos cinco continentes. Hoje as suas soluções estão presentes em casas de banho de todo o mundo, de hotéis a hospitais, passando por estádios de futebol e museus.

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