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Ana Rita Bastos
Opinião

A impressão 3D(s) na construção: Dinâmica, Desenvolvida e Disruptiva

“Quando pensamos nos métodos de trabalho e na aplicação da impressão 3D, a palavra-chave não é “individualidade”, mas “complementaridade”. A partir do momento em que a produção aumentar, as economias de escala vão permitir diminuir custos, alavancar a formação dos técnicos e superar as barreiras ao seu crescimento”

Ana Rita Bastos
Opinião

A impressão 3D(s) na construção: Dinâmica, Desenvolvida e Disruptiva

“Quando pensamos nos métodos de trabalho e na aplicação da impressão 3D, a palavra-chave não é “individualidade”, mas “complementaridade”. A partir do momento em que a produção aumentar, as economias de escala vão permitir diminuir custos, alavancar a formação dos técnicos e superar as barreiras ao seu crescimento”

Ana Rita Bastos
Sobre o autor
Ana Rita Bastos

Num passado ainda recente, era impensável que uma obra fosse integralmente desenvolvida por braços robóticos e membros metálicos de máquinas com tecnologia de ponta. A impressão 3D no setor da construção simboliza o avanço na industrialização de um setor cuja evolução foi praticamente nula nas últimas décadas.

Este tipo de construção é dinâmico, ao ser caracterizado pela rapidez e pela eficiência de processos, sem descurar a elaboração dos mais ínfimos detalhes de design. Uma vantagem estratégica que descortina um possível recurso eficaz para contribuir para a resolução do problema da falta de habitação, principalmente em países em desenvolvimento, ou seja, um passo capital para a humanidade, tendo em conta os dados avançados pela Organização das Nações Unidas, que estima que quase 70% da população mundial irá viver em cidades até 2050.

Em adição, o contributo da impressão 3D para a redução do uso de matérias-primas está cada vez mais desenvolvido, depositando apenas o material onde é realmente necessário. Numa sociedade na qual diversos agentes estão alinhados na direção da neutralidade carbónica e na mitigação dos riscos associados às alterações climáticas, tornar a redução dos recursos numa prioridade é, mais do que fundamental, urgente.

Um dos exemplos paradigmáticos de um dos edifícios desenvolvidos com esta tecnologia é um edifício de habitação unifamiliar inaugurado em 2021 nos Países Baixos, projeto Milestone. Este edifício com cerca de 100 m2 de área útil foi pensado para ser eficiente no processo construtivo, através do uso da impressão 3D. O edifício diferencia- se por a componente impressa ser estrutural e não apenas de envolvente ou de cofragem de elementos estruturais.

Em último lugar, não tenho qualquer dúvida de que o futuro da impressão 3D será disruptivo. Através desta ferramenta é exequível produzir infinitas variações de um mesmo design base e projetos personalizados a um custo relativamente baixo, que oferece melhores condições de segurança, tornado a tecnologia inovadora e distinta.

Reconheço os condicionalismos inerentes a este estilo de construção, assim como existem nas demais áreas. Ainda assim, acredito que a melhor estratégia passa sempre pelo foco na solução. Quando pensamos nos métodos de trabalho e na aplicação da impressão 3D, a palavra-chave não é “individualidade”, mas “complementaridade”. A partir do momento em que a produção aumentar, as economias de escala vão permitir diminuir custos, alavancar a formação dos técnicos e superar as barreiras ao seu crescimento.

Um tipo de construção que soluciona diversos problemas de forma efetiva, que apresenta as valências necessárias para enfrentar os mais complexos desafios e que, mais do que uma tendência, é já uma realidade do setor da construção não é uma simples miragem. O futuro está mais perto do que pensamos.

NOTA: A Autora escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

Sobre o autorAna Rita Bastos

Ana Rita Bastos

Directora de Marketing da Saint-Gobain em Portugal
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