Fundos internacionais responsáveis por 90% do investimento no 1º semestre

Por a 24 de Outubro de 2017

Nos primeiros seis meses do ano, o mercado de investimento imobiliário comercial nacional contabilizou um valor ligeiramente acima dos mil milhões de euros, sendo que 60% dessas operações correspondem a activos com valor de investimento superior a 100 milhões de euros. Esta é uma das conclusões do mais recente estudo da consultora imobiliária Worx, o WMarket Review 2017 – 1º semestre.
Para o segundo semestre, “é expectável que os montantes de investimento se mantenham em alta e possam ultrapassar os 1.5 mil milhões de euros, estabelecendo assim um novo recorde para o mercado português”, refere o estudo.
Um dos grandes desafios para Portugal é, de acordo com o estudo, a captação de um maior volume de investimento estrangeiro, embora a criação de programas de incentivo ao investimento e o boom turístico internacional tenham contribuído para reanimar o sector da construção. A realidade é que o mercado português continua a ser dominado pelos fundos de investimento imobiliário e por capitais estrangeiros, com 90% do volume total de investimento transaccionado no primeiro semestre de 2017 a ser levado a cabo por investidores internacionais.
O segmento de retalho dominou o mercado de investimento durante o período em análise, com um volume total de 400 milhões de euros. Alguns exemplos significativos são as operações de venda do Fórum Coimbra, do Fórum Viseu e da Vila do Conde Style Outlet, que representaram 88% do mercado de investimento para este segmento.
No mercado de escritórios, Lisboa atingiu resultado positivos em termos de procura, devido à “exposição cada vez maior da cidade de Lisboa aos mercados internacionais”, refere o estudo. O Porto é cada vez mais visto como um mercado estratégico de investimento, tendo sido a escolha de muitas empresas multinacionais, como é o caso da Webhelp, Natixi, Euronext, Critical Software, BNP Paribas e HostelWorld. Porém, os analistas referem que a falta de oferta nova e de qualidade não consegue competir com o índice elevado de procura.
O mercado industrial e logístico revelou, durante este período, sinais de maior actividade devido às exportações e ao aumento significativo nos níveis de consumo e de confiança dos consumidores. No entanto, o estudo refere que a “oferta permanece muito escassa, dispersa e de fraca qualidade”. A retoma do investimento na Plataforma Log– viagens e turismo – registaram um aumento na ordem dos 13,2%, o que resultou num saldo positivo de 3.953 mil milhões de euros.

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