Fogos novos licenciados superam valores de 2014

Por a 10 de Setembro de 2018

Os fogos novos licenciados até Junho aumentaram 35,7% em termos homólogos, para 9.688 habitações, superando já a totalidade de fogos licenciados durante o ano 2014. A garantia é dada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) na Síntese Estatística da Habitação referente ao mês de Agosto, e que congrega os indicadores avançados de produção no sector. Segundo os dados, os 9.688 fogos novos licenciados no primeiro semestre de 2018 superam já o total de 6.785 licenciamentos efectuados durante o ano de 2014.
Relativamente às licenças de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais emitidas pelas câmaras municipais, aumentaram 20,7%, para 7.329, no primeiro semestre de 2018 face ao mesmo período do ano anterior. No período, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 1,38 milhões de toneladas, o que traduz um acréscimo homólogo de 3,6%, e o novo crédito concedido pelas instituições financeiras para aquisição de habitação registou uma subida homóloga acumulada de 24,9%, para 4,77 mil milhões de euros.
“Apesar deste aumento, o ‘stock’ de crédito à habitação manteve a trajectória de queda dos últimos anos, ao reduzir-se 1,1% em termos homólogos, para 92,8 mil milhões de euros, no final de Junho”, nota a AICCOPN.
Já o ‘stock’ de crédito concedido pelas instituições financeiras às empresas do sector da construção e imobiliário registou em Junho uma quebra homóloga de 7,0%.
Em Junho, o valor médio da avaliação bancária na habitação foi de 1.180 euros por metro quadrado, valor que traduz um aumento de 6,1% em termos homólogos, tendo-se assistido nos apartamentos a uma subida de 6,9%, para 1.238 euros por metro quadrado, e a um aumento de 4,1%, para 1.077 euros por metro quadrado, nas moradias.
Na síntese estatística hoje divulgada a AICCOPN destaca a região Norte, onde se observou um aumento de 43,4% nos fogos licenciados em construções novas no semestre, dos quais “66,5% são de tipologia T3 ou superior, 17,7% são de tipologia T2 e 15,8% de tipologias inferiores”. Quanto aos valores de avaliação bancária na habitação nesta região, “verificou-se em Junho um aumento em termos homólogos de 7,0% para 1.370 euros por metro quadrado”.

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