Cooperativas querem papel mais activo na resolução dos problemas da habitação

Por a 22 de Fevereiro de 2019


A Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (Fenache) pretende que as cooperativas voltem a um papel importante nas resolução dos problemas de habitação, quer a nível de arrendamento quer a nível de compra.

Segundo o Diário Imobiliário, Manuel Tereso, director da Fenache, foi ouvida no Parlamento, no âmbito das propostas relativas à Lei de Bases da Habitação, e afirmou que as cooperativas de habitação podem ser uma solução para “um estrato da população que é cada vez maior”, que é “aquela população que não é suficientemente rica ou abonada para resolver os seus problemas habitacionais no mercado”, mas “também não tem rendimentos suficientemente baixos para que possa ter uma habitação social, totalmente subsidiada pelo Estado ou pelas autarquias”.

“Os organismos, seja o Estado central, nomeadamente o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, sejam os municípios ou as empresas municipais, têm que necessariamente disponibilizar terrenos ou património habitacional degradado para que, no nosso caso, possamos com esse património regenerar, reabilitar e, de preferência, colocar no mercado geral de arrendamento o inquilinato cooperativo”, disse.

Manuel Tereso destacou que a federação está “genericamente de acordo com as propostas” para a Lei de Bases da Habitação, esperando que a proposta aprovada “vinque bem o papel das cooperativas” e que o Estado e as autarquias “tenham em conta o sector cooperativo”.

“De uma forma geral, achamos que uma aposta que é feita numa solução que passe mais pela reabilitação que pela construção nova é ajustada e que o arrendamento é a solução mais disponível para responder a novas necessidades habitacionais”, numa altura em que “as pessoas valorizam a mobilidade”, salientou.

Em relação à nova Lei de Bases, num documento dirigido aos deputados, a Fenache considera essencial que “seja criado um modelo de financiamento especificamente destinado à reabilitação urbana para promoção e gestão habitacional cooperativa destinada ao arrendamento, através do regime legal vigente de inquilinato cooperativo”.

A associação de cooperativas de habitação pretende também que “sejam especialmente definidos, estimulados e apoiados novos projectos de concepção inovadora e não apenas a chamada ‘habitação tradicional’, visando uma melhor resposta a toda uma nova geração de realidades/necessidades sociais e problemas actuais de realojamento”, tais como os direccionados para jovens, estudantes deslocalizados, residentes individuais, seniores ou idosos.

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