Aires Mateus e Carrilho da Graça são os vencedores do Prémio Valmor 2017

Por a 11 de Abril de 2019


O Edifício Sede da EDP, do atelier Aires Mateus, e o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, de Carrilho da Graça, são os grandes vencedores da edição de 2017 do Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura, uma distinção atribuída esta quinta-feira no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O júri, composto pela vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, Jorge Catarino Tavares, director Municipal de Urbanismo, Alberto Souza Oliveira, personalidade convidada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Francisco Berger, representante da Academia Nacional de Belas-Artes, Cândido Chuva Gomes, representante da Ordem dos Arquitectos e por João Pardal Monteiro, representante da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, reconhece assim o mérito das duas intervenções, que sucedem à recuperação do Teatro Capitólio, assinada por Alberto Souza Vieira.

À Sede da EDP e ao Terminal de Cruzeiros de Lisboa junta-se um conjunto de obras a quem foram atribuídas Menções Honrosas. Trata-se do Palacete de Santa Catarina, de Teresa Nunes da Ponte; Lisbon Stone Block, de Souza Oliveira; Casa em Alfama, do arquitecto Matos Gameiro e Largo de Santos e vias Adjacentes, de 92 Arquitectos (João Almeida e Luís Torgal) e Victor Beiramar Diniz (arquitecto paisagista).

De 12 a 30 de Abril, será possível ver em exposição os seis projectos seleccionados pelo júri. A mesma terá lugar no CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa, no Piso 1 do Picoas Plaza, de Segunda a Sexta-feira, entre as 10h e as 20h. Entrada livre.

Ainda em Abril, pode participar-se num programa composto por 2 conferências e 4 visitas às obras distinguidas feitas pelos autores das mesmas. Qualquer uma destas actividades tem entrada gratuita.

Nesta nova edição do prémio, a CML renova a cooperação com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, iniciada com o anúncio dos galardoados com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura 2013-2016.

Iniciado em 1903, o prémio resulta da fusão, em 1982, do Prémio Valmor e do Prémio Municipal de Arquitectura, que fora criado em 1943. Tem como objectivo a promoção da qualidade arquitectónica e paisagismo, destinando-se a premiar obras totais de construção, remodelação ou recuperação, tendo sido mais recentemente alargado a intervenções no espaço público que contribuam significativamente para a valorização da cidade de Lisboa e para a salvaguarda do seu património. Reconhece, em partes iguais, o arquitecto autor do projecto e o promotor da obra.

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