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Governo avança com concessões no Terreiro do Paço e acordo sobre frente ribeirinha

“Queremos ver esta praça invadida por esplanadas onde as pessoas a possam fruir verdadeiramente”

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“Queremos ver esta praça invadida por esplanadas onde as pessoas a possam fruir verdadeiramente”

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O primeiro ministro afirmou que em breve o Governo assinará com a Câmara de Lisboa um protocolo para a cedência de terrenos na frente ribeirinha e começará a concessionar espaços libertados pelos ministérios no Terreiro do Paço.

As palavras de José Sócrates foram proferidas durante a sua visita às obras de qualificação do Terreiro do Paço, cuja primeira fase custou cerca de 20 milhões de euros e que estará concluída antes da sessão do Papa Bento XVI neste local, a 11 de maio.

José Sócrates esteve no Terreiro do Paço acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e pelos ministros da Presidência (Pedro Silva Pereira), da Justiça (Alberto Martins), da Administração Interna (Rui Pereira), da Agricultura (António Serrano), das Obras Públicas (António Mendonça) e da Cultura (Gabriela Canavilhas).

Além de vários secretários de Estado, marcaram ainda presença na sessão os vereadores José Sá Fernandes e Manuel Salgado, assim como pelo governador civil de Lisboa, António Galamba.

Antes de o primeiro ministro usar da palavra, o presidente da Câmara de Lisboa lançou um repto ao Governo no sentido de contribuir para a posterior animação e revitalização do Terreiro do Paço.

“É essencial que rapidamente sejam postos a concurso estes espaços que estão libertados por ministérios, de forma a que possam ser ocupados por restaurantes ou por pastelarias. Queremos ver esta praça invadida por esplanadas onde as pessoas a possam fruir verdadeiramente e onde o Estado possa também encaixar a devida renda pela utilização do seu património”, apelou o presidente da Câmara.

Na resposta, o primeiro ministro prometeu que brevemente “serão lançados os concursos de concessão dos espaços” libertados pelos ministérios, “para que de uma vez por todas o Terreiro do Paço fique ao serviço da cidade e dos cidadãos”.

“Durante toda a minha vida política, ouvi muitos discursos sobre a necessidade de devolver o Terreiro do Paço aos cidadãos. Tenho por isso o maior orgulho em ser primeiro ministro de um Governo que efetivamente deu o primeiro passo muito significativo para que esta praça seja usufruída por todos os cidadãos”, disse.

Segundo Sócrates, o Governo está já em condições de “fazer as primeiras concessões para que algumas actividades económicas se instalem no Terreiro do Paço”.

Ainda de acordo com o primeiro ministro, o seu Governo assinará com a Câmara de Lisboa “um acordo que visa devolver à cidade a gestão de territórios ribeirinhos não necessários à actividade portuária”.

“Isso será uma revolução e uma mudança estrutural na gestão da cidade. E, na verdade, não havia nenhuma razão para que não fosse feita há mais tempo”, considerou o primeiro ministro.

Dirigindo-se a António Costa, Sócrates disse depois sempre ter acreditado que “grande parte desses espaços [sob administração do Porto de Lisboa] ficariam melhor na gestão da Câmara e nas opções urbanísticas que os cidadãos tomam quando elegem as câmaras municipais”.

“Sei que o presidente da Câmara de Lisboa sempre se bateu por isso, sei que os seus vereadores se bateram por isso e, como tal, penso estarmos perante um momento da maior importância para a autarquia de Lisboa e para a cidade”, acrescentou.

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Autarquia de Cerveira investe 1,2M€ em Parque Empresarial

Com uma localização estratégica junto ao nó da A3, a empreitada prevê a criação de 12 lotes de dimensões idênticas, divididos por uma área total de 32.602,00 m2, com a garantia do Sistema de Indústria Responsável (SIR). O prazo estimado para a inauguração da infraestrutura é de nove meses

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira anunciou o início da construção de uma nova zona industrial no interior do concelho, num investimento de cerca de 1,2 milhões de euros.

A construção do novo “Parque Empresarial de Cerveira – Polo V” na Freguesia de Sapardos é comparticipada pelo Programa Operacional Regional do NORTE 2020 com FEDER aprovado de 750 mil euros.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, este investimento é encarado como “uma necessidade para desenvolvimento do interior do concelho, atraindo mais actividade económica e, por consequência, mais pessoas, assegurando a potenciação do vigor industrial de Vila Nova de Cerveira”. Como forma de agilizar todo o processo de captação de empresas, o autarca sublinhou que se está a “ponderar colocar os lotes em hasta pública ainda antes da conclusão da obra, de forma que no momento da inauguração já se possa ter empresas a iniciar a construção das suas indústrias”. Por sua vez, o Presidente da Junta de Freguesia de Sapardos, Manuel Esteves, manifestou-se “contente e vaidoso pela concretização de um projecto que vai desenvolver a freguesia, classificada como do interior, e muita atingida pelo envelhecimento da população. Este polo industrial vai trazer mais pessoas a Sapardos e às freguesias limítrofes”.

Com uma localização estratégica junto ao nó da A3, a empreitada prevê a criação de 12 lotes de dimensões idênticas, divididos por uma área total de 32.602,00 m2, com a garantia do Sistema de Indústria Responsável (SIR). O prazo estimado para a inauguração da infraestrutura é de nove meses.

Esta nova área de acolhimento empresarial apresenta algumas particularidades, nomeadamente do ponto de vista urbanístico, com a preocupação de optimizar o melhor possível a integração da infraestrutura na topografia existente. Assim, o projecto acautela a criação de quatro plataformas, a diferentes cotas, com a instalação de três lotes em cada, como forma de minimizar o movimento de terras e reduzir o ruído visual. Todo o espaço será dotado de um conjunto de infraestruturas com repercussões nos custos do produto (produção e utilização de energias renováveis, e reutilização de águas), e com características compatíveis com as exigências da procura, principalmente ao nível do Sistema de Indústria Responsável (SIR).

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Associação Smart Waste Portugal anuncia criação de plataforma Vidro+

Segundo o Aires Pereira, presidente da Associação Smart Waste Portugal, “é sempre uma enorme satisfação conseguir sentar à mesma mesa entidades e empresas que estão alinhadas com os objectivos no que diz respeito à circularidade”

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A Associação Smart Waste Portugal anunciou a criação da Plataforma Vidro+, uma iniciativa colaborativa que se propõe a criar um compromisso entre os diferentes agentes da cadeia de valor do vidro de embalagem, com o intuito de promover o aumento da taxa de reciclagem do vidro em Portugal. A Plataforma Vidro+ tem como visão, transformar Portugal num país de referência na recolha e reciclagem das embalagens de vidro, bem como na incorporação de vidro reciclado na produção de novas embalagens. Esta iniciativa tem como meta a recolha de 90% das embalagens de vidro colocadas no mercado, para reciclagem, até 2030.

Segundo o Aires Pereira, presidente da Associação Smart Waste Portugal, “é sempre uma enorme satisfação conseguir sentar à mesma mesa entidades e empresas que estão alinhadas com os objectivos no que diz respeito à circularidade. À semelhança do trabalho realizado com o Pacto Português para os Plásticos, e com uma visão comum e um objectivo definido ambicioso, chega agora a vez do vidro, através da criação de uma plataforma para a circularidade das embalagens de vidro em Portugal. Acreditamos que a Plataforma Vidro+ tornará possível a definição de metas conjuntas e ambiciosas com os diferentes membros, que irão dar resposta à crescente ambição da legislação europeia e nacional para o alcance de metas de reciclagem dos resíduos das embalagens de vidro e de incorporação de materiais reciclados”.

Outro tema, de igual importância, abordado foi a desclassificação dos resíduos. O conceito de economia circular, enquanto sistema económico dinâmico que visa minimizar a introdução de recursos e a geração de resíduos e desperdícios energéticos, tem vindo a ganhar destaque globalmente. A desclassificação de resíduos tem, de facto, um papel fundamental na transformação empresarial necessária à transição para um modelo de economia circular. Neste tema, a Associação Smart Waste Portugal pretende contribuir para que, em Portugal, um setor dos resíduos se converta num setor de recursos, aumentando a capacidade da economia portuguesa para estabelecer e liderar cadeias de fornecimento internas, com reduzido impacte ambiental associado e que maximizam o valor dos recursos na economia.

Houve ainda tempo para duas apresentações, a primeira a cargo de Paulo Portas dedicada ao tema da escassez das matérias-primas e o seu impacto na economia e em que a Economia Circular foi assumida pelo próprio como uma excelente forma de poupar, já que cada vez mais se assiste a um maior aumento de custos na produção industrial, estando já a inflação situada nos 26,7%. A segunda apresentação subordinada ao tema do financiamento da sustentabilidade foi da responsabilidade de Luís Laginha de Sousa, membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal.

Mais uma vez, ficou claro que a Economia Circular é um conceito estratégico chave para promover a dissociação entre o crescimento económico, o aumento da produção de resíduos e o aumento do consumo de recursos. Contudo, para que este conceito seja possível, é preciso que haja um envolvimento das diferentes cadeias de valor, da academia, das associações, dos governos e dos consumidores, para que trabalhem todos rumo a uma economia livre de resíduos, porque tudo é considerado recurso.

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Investimento imobiliário na baixa e centro histórico do porto aumenta 30% para 197,1M€

As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 583 operações de aquisição de imóveis em 2021 num total de 197,1 milhões de euros transaccionados

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As Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) da Baixa e do Centro Histórico do Porto registaram 583 operações de aquisição de imóveis em 2021 num total de 197,1 milhões de euros transaccionados. Trata-se de uma recuperação de 30% no montante investido nestes territórios face a 2020, ano em que o investimento tinha totalizado 147 milhões de euros.

A Baixa e Centro Histórico do Porto contribuíram com 48% de todo o investimento imobiliário concretizado no território composto pelas nove ARUs da cidade, conforme os dados do SIR-Reabilitação Urbana, apurados pela Confidencial Imobiliário.

Assim, no conjunto das nove ARUs da cidade, foram transaccionados em 2021 um total de €408,9 milhões de euros em 2021, montante que supera em 12% os 366,7 milhões de euros transaccionados em 2020. Esta evolução positiva é reflexo sobretudo da retoma verificada na Baixa e Centro Histórico, já que nas sete restantes ARUs da cidade do Porto a nota dominante foi de estabilização do investimento imobiliário. Em 2021 contabilizaram-se 211,8 milhões de euros investidos em imobiliário nas outras sete ARUs, quando em 2020 a actividade nesse território tinha ascendido a 219,7 milhões de euros.

A retoma do investimento foi acompanhada pela forte recuperação dos preços na Baixa e Centro Histórico. Em 2021, os preços de venda da habitação neste território aumentaram 13,7%, quebrando dois anos consecutivos de descidas, de acordo com o Índice de Preços da Baixa e Centro Histórico do Porto. No final de 2020, os preços apresentavam um decréscimo de 4,8%.

De acordo com os dados do SIR-Reabilitação Urbana, em 2021 o preço médio de venda da habitação na ARU do Centro Histórico atingiu os 4.558€/m2, liderando em relação a todas as outras ARUS. Na ARU da Baixa, o preço médio de venda fixou-se em 3.763€/m2 em 2021.

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A aposta da PPG Dyrup em exteriores

Para ajudar na renovação dos espaços exteriores, a PPG Dyrup seleccionou um conjunto de produtos que vão fazer a diferença no cuidado do mobiliário de exteriores em madeira, das piscinas e decks

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A nova tinta para Piscinas PPG é a solução mais recente da gama pavimentos, que irá ajudar a renovar piscinas, fontes decorativas e depósitos de água não potável, de forma a melhor prepará-las para o contacto permanente com o meio aquático. Este produto, de base solvente, formulado de forma especifica, a partir de uma resina de borrada clorada, pode ser aplicado em betão e alvenaria, dando-lhes um acabamento liso e acetinado. De fácil aplicabilidade, é resistente a ácidos e totalmente resistente à água. Actualmente, o produto Piscinas pode ser adquirido na cor azul.

No cuidado com o mobiliário de jardim, sejam mesas, bancos ou baloiços, o Bondex Teca está em destaque. Preparado para proteger e manter saudáveis as madeiras tropicais ou exóticas, este produto permite um grande poder de penetração, conferindo-lhes uma protecção contra chuva e vento, agindo ainda como um forte repelente de água. Este tipo de produto permite que a madeira mantenha as suas características naturais, tal como o seu equilíbrio.

A pensar no segmento do it youself, existem alguns passos que podem fazer toda a diferença, não só no aspecto da madeira em si, mas em todas as superfícies em que uma protecção e tratamento extra possa ser solução eficaz, tais como portas, alpendres e pérgulas. Um deles é o verniz sintético Intempérie, um produto especialmente concebido para madeiras de todo o tipo, tanto interiores como exteriores, que sejam sujeitas a temperaturas rigorosas, chuva, vento ou até raios solares. Tendo resinas alquídicas na base da sua fórmula, é de fácil aplicação e confere um efeito brilhante, longo e duradouro à madeira.

Para um melhor desempenho das madeiras, e antes da aplicação de Bondex, a primeira opção a considerar é a aplicação de Xylophene Hydro, um produto de tratamento preventivo e curativo para madeira, que funciona como insecticida, fungicida e antitérmitas. De base aquosa e incolor, este poderá ser aplicado como revestimento, por pulverização e injecção, sem alterar a cor natural da madeira. Pode ser aplicado em madeiras de construção estrutural – madeira localizada sob a cobertura afastada da humidade – e para molduras de madeira ou trabalhos de marcenaria.

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Zome realiza primeira escritura pública em criptoactivos na Europa

A primeira transferência de um activo digital para um activo físico – uma casa – sem qualquer conversão para euros, na Europa, foi concretizado com um apartamento T3, em Braga que custou ao comprador quase 3 bitcoins, cerca de 110 mil euros

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A Zome montou, em conjunto com a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA e outros parceiros do Crypto Valey, na Suíça, a primeira operação de venda em criptoactivos, sem necessidade de conversão para euros antes do acto da escritura. A primeira transferência de um activo digital para um activo físico – uma casa – sem qualquer conversão para euros, na Europa, foi concretizado com um apartamento T3, em Braga.

“A ligação do digital ao físico tangível é um marco incrível, e o primeiro passo da ligação do físico ao digital em áreas tão opostas como uma casa e uma peça de software. Estamos empenhados em continuar a apostar na tecnologia e posicionar-nos na linha da frente no mundo web 3.0, para acompanhar a tendências do sector e, acima de tudo, conseguirmos oferecer o melhor serviço aos nossos clientes. Sabemos que o futuro da mediação passará pelos criptoactivos, por isso acreditamos que esta transacção dará início a todo um novo mundo de possíveis negócios”, destaca Carlos Santos, Chief Technology Officer da Zome.

O processo contou com a assessoria jurídica da Antas da Cunha ECIJA, que ficou a cargo da construção da operação, do enquadramento fiscal, e da conformidade do negócio no que diz respeito às regras preventivas de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O processo integrou todos os passos necessários, desde a identificação dos intervenientes, ao processo de compliance e à rastreabilidade da origem dos criptoactivos, de modo a assegurar a legitimidade dos bens digitais antes da transacção imobiliária.

“Não acreditamos em bons advogados, sem bons clientes. A Zome permitiu-nos ter a certeza de que podemos ser ainda melhores, e ir além do que imaginámos. Este tipo de negócios terá um incremento exponencial e Portugal está a dar sinais muito promissores em termos de economia digital, por isso consideramos que esta operação pode ser uma grande oportunidade de crescimento e de criação de valor”, acrescenta Nuno da Silva Vieira, advogado e sócio responsável pela área de prática de Legal Intelligence da Antas da Cunha ECIJA.

O formato em que a escritura pública decorreu, teve por base o recém-aprovado Código Notarial, liderado pelo Bastonário dos Notários em Portugal, Jorge Silva, que realizou esta primeira escritura pública em Portugal e, em rigor, na Europa.

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Município de Bragança alarga Áreas de Reabilitação Urbana ao meio rural

Desta forma, o alargamento do processo de delimitação das ARU aos aglomerados rurais faz com que todas as freguesias do concelho sejam abrangidas por um conjunto de benefícios e incentivos que irão contribuir para estimular o envolvimento do sector privado no processo de reabilitação do edificado

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O Município de Bragança vai alargar a delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) aos aglomerados habitacionais do meio rural. A proposta do executivo, aprovada na Assembleia Municipal, possibilitará a quem pretenda reabilitar património no meio rural o acesso ao mesmo tipo de benefícios fiscais que outros empreendimentos localizados em zonas delimitadas e prioritárias para o efeito.

Apenas seis meses após a tomada de posse, o executivo municipal levou e aprovou em Reunião de Câmara, e submeteu à Assembleia Municipal, uma proposta para promover a reabilitação do património edificado do concelho, através do alargamento do processo de delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana. A criação destas ARU, que passarão a abranger os aglomerados do meio rural, pretende possibilitar o acesso aos mesmos benefícios fiscais inerentes às zonas prioritárias para reabilitação urbana já existentes na cidade [três zonas: Centro Histórico (64 ha), Cantarias (225 ha) e S. João de Deus (138,5 ha)] e estimular a recuperação do património edificado no meio rural.

Em relação aos incentivos fiscais para as Áreas de Reabilitação Urbana, estes passam pela isenção de IMI por um período de 3 anos, passível de prorrogação por mais 5 anos a contar da data de conclusão da acção de reabilitação; pela isenção de IMT na aquisição e na 1ª transmissão do imóvel, desde que reabilitado no prazo máximo de três anos e destinado, exclusivamente, a habitação própria e permanente; assim como pela aplicação de taxa reduzida de 6% de IVA em empreitadas de reabilitação urbana, em empreitadas de reabilitação urbana realizadas em imóveis ou em espaços públicos localizados em Área de Reabilitação Urbana, ou no âmbito de operações de requalificação e reabilitação de reconhecido interesse público nacional ou em empreitadas de beneficiação, remodelação, renovação, restauro, reparação ou conservação de imóveis ou partes autónomas destes afectos à habitação, com excepção dos trabalhos de limpeza, de manutenção dos espaços verdes e das empreitadas sobre bens imóveis que abranjam a totalidade ou uma parte dos elementos constitutivos de piscinas, saunas, campos de ténis, golfe ou minigolfe ou instalações similares.

Destaque igualmente para os fundos de Investimento Imobiliário que ficam isentos os rendimentos de qualquer natureza obtidos por fundos de investimento imobiliário que operem de acordo com a legislação, desde que parte dos seus activos sejam bens imóveis sujeitos a acções de reabilitação realizadas nas áreas de reabilitação urbana.

Desta forma, o alargamento do processo de delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana aos aglomerados rurais faz com que todas as freguesias do concelho sejam abrangidas por um significativo conjunto de benefícios e incentivos que irão contribuir, de forma concertada, para estimular o envolvimento do sector privado no processo de reabilitação do edificado.

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Vila Franca de Xira assume-se como eixo logístico

É um dos mais recentes negócios envolvendo o sector logístico na região: um terreno em Vila Franca de Xira, com uma área total de 100.560 m2 foi adquirido por 2 M€ por uma empresa nacional de referência no sector da logística. Um negócio intermediado pela doValue Portugal

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A doValue Portugal, gestora de créditos e activos imobiliários, intermediou a venda de um terreno com uma área total de 100.560 m2 a um operador logístico nacional de referência por um valor superior a 2 milhões de euros, numa operação que foi concluída em Março.

O terreno localiza-se em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, um local de excelência para uso logístico, com acesso directo à EN1 e junto dos nós da AE1 de Castanheira do Ribatejo e do nó da AE1 e AE10 do Carregado.

“O sector da logística apresenta um forte dinamismo, com os operadores e promotores empenhados nas oportunidades de investimento e expansão em Portugal”, refere João Ribeiro, Director de Real Estate da gestora de créditos e activos imobiliários.

“O potencial desenvolvimento de um projecto logístico neste terreno trará maior dinamismo económico, consolidando esta zona como referência logística em Portugal”, acrescenta o responsável.

A doValue Portugal, ex-Altamira Portugal, pertence à companhia de serviços financeiros italiana doValue (anteriormente doBank), cotada na Bolsa de Milão. O Grupo doValue Altamira é um dos maiores servicer do sul da Europa, com uma carteira de activos financeiros e imobiliários superior a 160.000 milhões de euros, distribuída por Portugal, Espanha, Itália, Chipre e Grécia.

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Otovo entra em Portugal e contrata Manuel Pina

Com a entrada em Portugal, a Otovo reforça a sua liderança como fornecedor número um de soluções solares residenciais na Europa

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 A Otovo, o principal marketplace da Europa para instalações solares e baterias residenciais, entrará em Portugal dentro de um mês, tendo contratado Manuel Pina, ex-director geral da UBER em Portugal, para liderar a operação portuguesa desta plataforma fundada na Noruega em 2016.

Com acesso a mais de 500 empresas de instalação, a empresa já ajudou mais de 11 mil famílias europeias a fazer a transição para energia solar doméstica em sete mercados europeus.

As instalações solares que os europeus já contrataram através da plataforma Otovo vão reduzir 600 mil toneladas de CO2 na sua vida útil e a empresa planeia aumentar o volume de vendas anual em 8 a 9 vezes até 2025.

Portugal é o oitavo país a receber a empresa norueguesa, cotada na Euronext Growth com uma capitalização bolsista de cerca de 350 milhões de euros.

“A nossa entrada em Portugal foi uma decisão natural. É um país na vanguarda da transição energética, com mais de 300 dias de sol por ano, portanto um dos países da Europa que mais podem beneficiar da energia solar”, reforça Andreas Thorsheim, CEO da Otovo.

Segundo o CEO da empresa, “com o preço da energia a disparar, os portugueses podem fazer poupanças significativas e ao mesmo tempo reduzir a emissão de gases poluentes causados ​​pelas soluções energéticas tradicionais. Queremos ajudar Portugal a atingir o seu potencial energético solar.” O mercado solar residencial do País espera mais de 30 mil instalações em 2022, crescendo mais de 50% desde 2019.

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CBRE ganha gestão e comercialização do LeiriaShopping

Inaugurado em 2010, o centro comercial conta com dois pisos, 116 lojas e 7 salas de cinema

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Ao portefólio de centros comerciais e retail parks já gerido e comercializado pela CBRE, junta-se agora o LeiriaShopping. Inaugurado em 2010, o centro comercial conta com dois pisos, 116 lojas e 7 salas de cinema.

Com os novos e recentes mandatos de gestão e comercialização, a plataforma ibérica da CBRE chega aos 53 centros comerciais e retail parks na Península Ibérica, dos quais 18 em Portugal, ultrapassando assim os 2 milhões de metros quadrados de área bruta locável. Desta forma, a consultora inicia 2022 com o reforço da sua posição de liderança na gestão imobiliária em Portugal, nomeadamente no sector de retalho e grandes espaços comerciais.

A CBRE gere activos de retalho há cerca de 10 anos em Portugal e, em vários centros comerciais, foi levado a cabo um trabalho de reposicionamento no sentido de garantir que os activos se mantinham relevantes na sua zona de influência, garantindo assim uma experiência de visita única através de processos de reforma e rebranding, repensando a estratégia de comercialização dos centros.

“É um orgulho continuar a ampliar a carteira de activos sob gestão. Esta nomeação revela confiança na CBRE e nas suas equipas e é, acima de tudo, o resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos em estreita parceria com os nossos clientes. O nosso objectivo para o futuro passa por garantir a implementação da nossa estratégia focada em ESG (Environmental, Social & Governance) e hospitality e criar experiências realmente diferenciadoras maximizadas pela melhores ferramentas tecnológicas e, claro, pelo expertise das nossas pessoas no terreno”, sublinha Luís Arrais, Property Management Director para a Península Ibérica.

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Governo cria regime excepcional de revisão de preços na construção

O regime excepcional, “facultativo e temporário” visa permitir “a revisão de preços nas empreitadas de obras públicas e nos contratos de aquisição de bens e serviços” entre o empreiteiro e o dono de obra

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O Governo vai avançar com um novo regime excepcional para impedir que as obras públicas parem devido ao aumento do preço dos materiais. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e a proposta vai apresentada à Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), assim como às regiões autónomas e às empresas de construção.
O Decreto-Lei que cria “um regime excepcional, facultativo e temporário” visa permitir “a revisão de preços nas empreitadas de obras públicas e nos contratos de aquisição de bens e serviços”, disse afirmou Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, por ocasião da conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, em Lisboa, que acrescentou, ainda, que as disposições do diploma poderão também “ser aplicadas de forma facultativa às obras particulares”.
Pedro Nuno Santos referiu que perante o “crescimento muito acentuado do preço de
matérias-primas, algumas delas duplicando o seu valor, houve necessidade de criar este regime excepcional que permita rever os preços em contratos para garantir que não há interrupção no investimento público que está em curso em Portugal”.

“Sempre que o preço de um determinado material aumentar, o empreiteiro pode apresentar ao dono de obra, por exemplo, a IP, uma proposta de revisão de preço. Desta forma, a IP faz a avaliação dessa proposta e, em seguida, pode aceitá-la, rejeitá-la ou apresentar uma contra-proposta e se, entretanto, as duas partes chegarem a acordo há uma revisão do preço. Isso permitirá ao empreiteiro poder receber mais para fazer face ao custo adicional que tem”, explicou, ainda, Pedro Nuno Santos.

O regime irá vigorar até 31 de Dezembro de 2022.

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