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Fundão investe 12 milhões de euros para a requalificação urbana

O município contará com uma verba de cerca de nove milhões de euros, já aprovada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), a que se juntam mais três milhões de euros financiados pelo programa “Reabilitar para Arrendar” e que visa levar a cabo o projecto “Regenerar Fundão”.

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O município contará com uma verba de cerca de nove milhões de euros, já aprovada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), a que se juntam mais três milhões de euros financiados pelo programa “Reabilitar para Arrendar” e que visa levar a cabo o projecto “Regenerar Fundão”.

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Investimento euros dinheiroO Fundão deverá receber, até 2020, um investimento público de 12 milhões de euros em obras de requalificação urbana, que incluem a reabilitação de zonas e edifícios nobres da cidade. Para o presidente da autarquia beirã, Paulo Fernandes, “é um investimento que permitirá dar um novo rosto a zonas e edifícios que são muito importantes para a cidade e que ao mesmo tempo permitirá criar mais habitação para integrar a bolsa de arrendamento municipal, além de nos permitir manter a política de atracção de actividades de valor acrescentado para o centro da cidade”. O autarca falava após a assinatura de um protocolo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana com vista à concretização da operação “Regenerar Fundão”, que implica um investimento de três milhões de euros.
A cerimónia contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, que ficou a conhecer alguns dos projectos que este município do distrito de Castelo Branco pretende levar a cabo nos próximos anos em termos de regeneração urbana. Para o efeito, explicou Paulo Fernandes, o município contará com uma verba de cerca de nove milhões de euros, já aprovada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), a que se juntam mais três milhões de euros financiados pelo programa “Reabilitar para Arrendar” e que visa levar a cabo o projecto “Regenerar Fundão”. O contrato de financiamento do “Regenerar Fundão” foi agora assinado e prevê a criação de mais 47 fogos habitacionais, a realizar em duas fases. A primeira fase contempla a reabilitação do edifício do antigo Grémio, que deverá estar concluída até meados de 2018, e que permitirá a criação de 19 fogos habitacionais, num investimento previsto de um milhão de euros. Já a segunda fase está relacionada com o investimento de dois milhões de euros na construção de raiz de quatro blocos habitacionais (28 fogos), projectados para um terreno municipal localizado na zona de ampliação do cemitério.
“São apostas que pretendem contribuir para aumentar a nossa bolsa de arrendamento municipal”, sublinhou, salientando que a autarquia calcula que nos próximos três anos necessite de mais 350 fogos para dar resposta à procura que se prevê, dado o quadro de desenvolvimento já anunciado por algumas empresas que estão instaladas no Fundão. No que concerne ao PEDU, o autarca também ressalvou que as intervenções deverão ser levadas a cabo por duas fases. A primeira decorrerá até 2018, e envolve uma verba de cerca de cinco milhões de euros. Entre as obras previstas, está a requalificação do Cineteatro Gardunha, obra há muito reivindicada e que corresponderá à intervenção de maior vulto de todo o PEDU, num valor global superior a 2,4 milhões de euros. Nesta primeira fase, será ainda efectuada a reabilitação da fachada do edifício da Câmara Municipal, do antigo colégio de Santo António e da antiga unidade comercial Cartel, a requalificação da Escola Secundária e a criação de uma ciclovia na zona urbana.
Para a segunda fase, que envolve uma verba de cerca de quatro milhões de euros, está programada a reabilitação do velho Hospital do Fundão, a intervenção nos espaços envolventes à zona do Mercado e a construção de um centro intermodal rodoferroviário, bem como a requalificação da Avenida da Liberdade e da Praça do Município, entre outras obras.

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Vanguard Properties investe mais de 25 M€ em unidade industrial de construção sustentável

Unidade em Esposende irá fabricar casas em madeira com alta eficiência energética e uma pegada ambiental neutra ou negativa. Está prevista a produção de mil casas para os projectos Terras da Comporta e Muda Reserve

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A Vanguard Properties celebrou um acordo de entrada no capital da Black Oak Company, empresa de construção em madeira que detém uma unidade industrial em Esposende. No âmbito deste investimento estratégico superior a 25 milhões de euros, a Black Oak Company passa para o controlo da Vanguard Properties.

A promotora imobiliária pretende expandir a fábrica com vista à duplicação da área de implementação para 20 mil metros² e aumentar a capacidade instalada para uma produção anual de 200 estruturas de casas de madeira (woodframe) e mil em CLT (cross-laminated timber) e customizáveis. Ao longo dos próximos meses, a fábrica em Esposende será reforçada com o aumento da força de trabalho passando de 40 para 100 colaboradores.

A empresa Black Oak Company irá operar no mercado com a marca KŌZŌWOOD (Kōzō = “estrutura”, em Japonês), numa estratégia de rebranding alinhada com o posicionamento nos mercados internacionais.

Para a Vanguard Properties este é um investimento estratégico que alia a inovação à sustentabilidade, alterando o paradigma no imobiliário em geral e no método construtivo em particular, com casas que são Net Zero Carbon Buildings, isto é, com alta eficiência energética e uma pegada ambiental neutra ou negativa e 90% do processo de construção off-site. Desta forma, a promotora imobiliária estará na vanguarda do setor e tem já previsto a produção de mil casas sustentáveis para os projetos Terras da Comporta e Muda Reserve, cujo início de produção está previsto para o início do quarto trimestre.

Os sistemas woodframe e CLT partilham a vantagem de utilizarem um material natural, renovável e reciclável, que promove o reflorestamento, retém o dióxido de carbono e não requer a queima de combustíveis fósseis durante a sua produção.

O desenvolvimento de novas tecnologias na engenharia e na arquitetura já permitem que a construção a partir de estruturas em madeira seja hoje uma solução sustentável e competitiva face às estruturas de aço, betão ou alvenaria. Oferecem ainda maior resistência aos fogos e aos sismos, maior facilidade de transporte e montagem, melhor relação peso/resistência e maior economia dos custos.

As casas de madeira comercializadas pela KŌZŌWOOD terão ainda a vantagem de serem produzidas off-site, com cerca de 90% da estrutura em madeira a ocorrer em ambiente fabril e controlado. Este método construtivo permite fixar os colaboradores da unidade industrial na região de Esposende, evitando deslocações desnecessárias, promovendo o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, e também reduz a poluição atmosférica, visual e ambiental. Além disso, estas casas de estrutura em madeira garantem maior proteção da paisagem natural por serem 85% mais leves do que edifícios em betão e são, assim, menos exigentes ao nível das estruturas de suporte.

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Designer Outlet Algarve classificado como melhor Outlet em Portugal

O relatório “Outlet Centre Performance Report Europe”, relativo a 2021, realizado pela consultora alemã Ecostra, baseia-se num inquérito a nível europeu realizado aos fabricantes de marcas internacionais sobre o desempenho económico das lojas

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O Designer Outlet Algarve foi classificado como o melhor Outlet em Portugal, no âmbito do relatório “Outlet Centre Performance Report Europe”, relativo a 2021, realizado pela consultora alemã Ecostra. Este é o único estudo a nível europeu sobre o desempenho económico das lojas e é considerado como a referência para a indústria europeia de Outlets.

O relatório baseia-se num inquérito a nível europeu realizado aos fabricantes de marcas internacionais sobre o desempenho económico das lojas, que operam nos diferentes outlets. Este inquérito é feito anualmente e os resultados são actualizados com a mesma regularidade. Para além de uma classificação completa dos centros, de acordo com o seu desempenho económico e avaliação do desempenho dos operadores individuais pelos lojistas, desta vez foram feitas várias perguntas sobre o impacto da pandemia.

Por outro lado, pelo segundo ano consecutivo, a ROS Retail Outlet Shopping, operadora austríaca que gere o Designer Outlet Algarve, ocupa o terceiro lugar como melhor operadora Europeu de Outlet a lidar com os desafios apresentados pela pandemia da Covid-19. O Grupo ocupa ainda o quarto lugar no ranking como melhor operadora europeu de Outlet em termos de Leasing, Gestão e Marketing, registando a maior melhoria de todos os operadores europeus.

O Designer Outlet Algarve foi inaugurado em 2017 e dispõe neste momento de 54 lojas numa área de 13 mil m2, que permite aos visitantes desfrutar de grandes marcas premium com promoções durante todo o ano.

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Os custos energéticos e a descarbonização da indústria em destaque no Ceramic Tech Days

Evento promovido pelo Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV) acontece nos próximos dias 6 e 7 de julho, no Your Hotel & Spa, em Alcobaça

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O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV) promove, nos próximos dias 6 e 7 de Julho, no Your Hotel & Spa, em Alcobaça, a primeira edição do Ceramic Tech Days. Um evento que terá como foco temas que condicionam a recuperação e crescimento da indústria do sector, tais como “o aumento dos custos energéticos em contexto de descarbonização e a escassez de matérias-primas e recursos humanos”.

Entre os oradores destaca-se a presença de Isabel Apolinário, directora de Tarifas e Preços de Energia da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que apresentará o Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia, que promove pela primeira vez, além das medidas de eficiência no consumo de electricidade, também medidas de gás natural, num contexto de um sistema energético integrado, que contribuirá para as metas definidas no Plano Nacional de Energia e Clima 2020-2030 (PNEC 2030), o principal instrumento de política energética e climática para a década 2021-2030.

O Ceramic Tech Days integra ainda durante os dois dias, uma Mostra de Tecnologia que pretende apresentar e dar a conhecer as inovações tecnológicas e as tendências de novos modelos de fabrico, automação, decoração de peças cerâmicas ou caracterização de materiais. Haverá também um espaço dedicado a projectos de I&D em produtos ou processos cerâmicos e a promoção de ecossistemas empreendedores na inovação e criação de valor na indústria.

Jorge Marques dos Santos, presidente do Conselho de Administração do CTCV, destaca a importância do evento “num período marcado por uma profunda crise económica e pela aceleração de tendências que irá determinar aquilo que será a retoma económica, as empresas do sector da cerâmica continuam a mostrar a sua resiliência, capacidade de adaptação e reinvenção”, refere.

O Ceramic Tech Days conta com o apoio da APICER, da Câmara Municipal de Alcobaça e de vários parceiros tecnológicos.

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Mota-Engil vai construir um estádio na Guiné

É a mais recente empreitada adjudicada à construtora Mota-Engil. No valor de 128,8 milhões de euros, a nova estrutura desportiva deverá estar pronto a tempo do CAN 2025

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Em comunicado divulgado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a Mota-Engil anuncia um novo contrato no continente africano, mais precisamente na Guiné, no valor de 128,8 milhões de euros.

Segundo a construtora, “contrato prevê a construção de um estádio para 15.000 espectadores com um campo de treinos para 1.000 espectadores. Prevê ainda a construção de três campos de treinos e dois conjuntos de 36 moradias, um clube com sala de eventos e restaurante, um campo desportivo e uma piscina, para albergar quatro equipas”. A infraestrutura está a ser construída para o CAN 2025. Assim, o contrato tem início previsto para Julho de 2022 e terá uma duração de 24 meses.

O projecto fica localizado na cidade de Boké, a aproximadamente 250 Km para noroeste de Conacri. O estádio de Boké será um dos estádios que albergará o Campeonato Africano de Nações a realizar em Junho de 2025.

Com esta adjudicação, o grupo continua a reforçar a sua carteira em África, assegurando o crescimento e
sustentabilidade que são pilares do seu Plano Estratégico, Building ’26.

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Novo Centro Escolar de Moura representa um investimento de 2,6M€

Está em curso a empreitada de construção do Centro Escolar dos Bombeiros, na cidade de Moura, em Beja. A empreitada representa um investimento de cerca de 2,6 M€ co financiado pela Câmara Municipal de Moura e pelo Programa Operacional Regional Alentejo 2020

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Está em curso a empreitada de construção do Centro Escolar dos Bombeiros, na cidade de Moura, em Beja. A empreitada teve início em Janeiro deste ano e representa um investimento de cerca de 2,6 milhões de euros por parte da Câmara Municipal de Moura, co financiado por fundos comunitários, através do Programa Operacional Regional Alentejo 2020. A obra deverá terminar no segundo semestre de 2023. A intervenção visa alterar e requalificar o edifício existente, bem como proceder à sua ampliação, por forma a dotá-lo de adequadas condições espaciais, funcionais, técnicas e de conforto aos seus utilizadores.

A Riportico Engenharia é a empresa responsável pela fiscalização da empreitada. Os técnicos da Riportico estão no terreno a fiscalizar a obra de remodelação e ampliação do edifício que vai acolher o pré-escolar e o primeiro ciclo do ensino básico, na Avenida dos Bombeiros Voluntários.

A proposta de intervenção assenta na criação de espaços fluídos, com áreas de aulas, recreio, trabalho, permanência e encontro, entre alunos, pais, docentes e auxiliares. No geral, os espaços interiores serão totalmente reorganizados. Ao nível do tratamento exterior do edifício, a sua “pele” será integralmente revestida com sistema ETICS (External Thermal Insulation Composite System), dada a necessidade de conferir conforto térmico e acústico aos utilizadores. A imagem global do edifício irá transparecer contemporaneidade, ainda que com um toque de irreverência traduzida na escolha das cores e dos novos elementos propostos.

Ao nível da escolha de materiais, foi tida em atenção a qualidade dos mesmos, bem como a garantia providenciada pelos fabricantes, por forma a diminuir significativamente os custos diferidos com a manutenção dos espaços.
O Centro Escolar dos Bombeiros contará com uma biblioteca/ludoteca, oito salas de 1.º ciclo, duas salas de pré-escolar, refeitório e cozinha, sala de actividades, sala polivalente, laboratório, quatro gabinetes de trabalho, salas de actividades, hortas pedagógicas, parque infantil e espaços exteriores cobertos e descobertos.

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Fóruns bilaterais com o Quénia e a Nigéria reforçam agenda africana

Esta semana terão lugar dois fóruns de negócio dedicados a duas economias africanas. Quénia, a 29 de Junho, e Nigéria, a 30 de Junho trarão África para a agenda empresarial portuguesa

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O primeiro destes dois encontros realiza-se a 29 de Junho, em Lisboa. O Fórum Económico Portugal-Quénia realiza-se no âmbito da visita a Portugal do Presidente do Quénia e é uma organização conjunta do governo deste país e da AICEP. O evento juntará no Picadeiro Real (antigo Museu dos Coches) representantes institucionais e empresariais dos dois países e pretende ser um espaço de debate de formas de colaboração, com foco em áreas temáticas em que as competências de Portugal e Quénia se possam complementar no sentido da criação ou reforço de parcerias, com destaque para o Ambiente, Infraestruturas e Economia do Mar.

A economia do Quénia é a terceira maior da África Subsaariana e uma das mais diversificadas do continente africano.
O encerramento do encontro será feito pelo Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo seu homólogo queniano, Uhuru Kenyatta.

Um dia depois, a 30 de Junho, o Centro de Congressos de Lisboa irá receber o segundo Fórum Economico Bilateral Portugal, Nigéria. O evento conta com a presença de representantes institucionais e empresariais dos dois países. A Nigéria é a maior economia da África Subsaariana e um dos principais exortadores de petróleo do continente. Os hidrocarbonetos do país geram cerca de 50% da receita do Governo e são responsáveis por mais 80% das receitas de exportação, mas a agricultura e os serviços superam a indústria dos combustíveis para a formação da riqueza nacional.

A sessão de encerramento contará, do lado de Portugal, com a presença de António Costa e Silva, responsável pela pasta da Economia e do Mar e do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari.

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“Estudos mostram o excelente desempenho térmico do betão de cânhamo”

“O uso de betão leve de cânhamo industrial (cal com aparas de cânhamo industrial e fibras de celulose), seleccionado pelo excelente conforto térmico e acústico que proporciona, tem uma forte presença na casa, mantendo-se à vista em algumas paredes e no revestimento do tecto”

Cidália Lopes

Actualmente professora do departamento de Engenharia Civil e membro do Centro de Território e Ambiente Construído da Universidade do Minho, foi em 2006 com a dissertação do mestrado que Rute Eiras estudou, pela primeira vez, o betão de cânhamo, também conhecido como “hempcrete”, naquela que “terá sido a primeira dissertação portuguesa a abordar o uso do cânhamo na construção”. À boleia de um maior interesse por materiais sustentáveis, também o interesse pelo cânhamo tem crescido. Neste sentido, Rute Eiras considera ser “a altura ideal” para dar um passo na transformação e passar a produzir este material também em Portugal.
A falta de apoio tem sido o principal entrave para o crescimento da indústria do cânhamo em Portugal.

“Todo o processo de separação da fibra do caule, sendo este último o utilizado no betão do cânhamo, requer muito investimento financeiro”, explica Rute Eires. O maior interesse neste material construtivo surge associado a um maior procura por materiais sustentáveis e, também, graças ao enquadramento que temos sobre as alterações climáticas que levou a uma mudança de mentalidade a nível global. Neste sentido, a arquitecta considera ser a “altura certa para concretizar o passo que falta na transformação e começar a ter cânhamo produzido em Portugal para ser utilizado na construção” e, desta forma, “tornar a matéria-prima um custo mais acessível e mais sustentável ainda”.

Não obstante, já é possível adquirir misturas de cânhamo para usar directamente em obra e também já existem blocos de betão de cânhamo produzidos em Portugal, ainda que com cânhamo importado nesta primeira fase.

Sustentável e Isolante
Tendo como principal vantagem a sustentabilidade, sobretudo se for produzido em Portugal, trata-se de um material “bastante isolante em termos térmicos e acústicos e tem que a capacidade de controlar a humidade do ambiente interior”. “Além disso, o betão de cânhamo capta dióxido de carbono e compostos poluentes do ar. Como tal, proporciona um ambiente saudável, confortável e reduz os gastos com aquecimento e arrefecimento.”, reforça Rute Eires.

Enquanto solução construtiva, esta apresenta-se, também, como opção relativamente fácil, já que “apenas precisa de reboco pelo lado exterior, sendo opcional, ter ou não revestimento pelo lado interior e não precisa de nenhum material de isolamento extra para cumprir o regulamento térmico, com apenas 20 cm de espessura mínima”.

Segundo alguns estudos, o cânhamo já foi aplicado na construção desde há cerca de 800 a.C. em argamassas em Ellora Caves, na India, também há referência ao seu uso numa ponte em França no Séc. VI. Hoje em dia, este material é utilizado em diversos edifícios contemporâneos e em reabilitações, em paredes, pisos e coberturas. É aplicado de diversas maneiras, compactado no local, em blocos ou projetado. Todavia, já existem estudos que mostram o excelente desempenho térmico do betão de cânhamo comparativamente à solução mais corrente de construção, a alvenaria de tijolo cerâmico, verificando-se, por exemplo, que durante o Inverno a temperatura dentro do edifício está 4◦C a 6◦C mais quente.

O bom desempenho do betão de cânhamo deve-se ao seu comportamento higrotérmico, ou seja, consegue regular a humidade e a temperatura do ambiente interior, tal como na construção em terra, mas com o cânhamo tem-se vantagem de se poder construir paredes com menor espessura.

O projecto da Casa-Moinho
A recuperação de uma casa-moinho, provavelmente da era medieval ou da idade moderna, cuja habitação no piso superior terá sido construída em 1928 e se encontrava em estado de degradação, foi um dos projectos em que utilizámos betão de cânhamo. O conceito de projecto foi de manter um compromisso entre o antigo e o contemporâneo, tanto nas técnicas de construção como nos detalhes de arquitectura. A opção pelo uso de materiais naturais e tecnologias de construção baseadas nas técnicas tradicionais tiveram influência na arquitectura, tendo sido considerados desde o início do projecto.

Deste modo, foi possível construir com paredes de espessura reduzida, mas mantendo um bom desempenho. A estrutura de madeira e taipa de fasquio continuam presentes, mas de uma forma mais contemporânea. O uso de betão leve de cânhamo industrial (cal com aparas de cânhamo industrial e fibras de celulose), seleccionado pelo excelente conforto térmico e acústico que proporciona, tem uma forte presença na casa, mantendo-se à vista em algumas paredes e no revestimento do tecto.

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CBRE instala Spaces no Joana d’Arc em Matosinhos

O imóvel, propriedade da Geo Investimentos, representada pela CBRE na transacção, oferece uma localização de excelência, onde o Spaces ganhará muita visibilidade

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A CBRE foi responsável pela colocação, em Matosinhos, da primeira unidade Spaces na zona Norte do país. Spaces é a marca de flexible workspace do Grupo IWG que oferece ambientes de trabalho criativos, com espírito empreendedor e um conceito de comunidade único.

A Spaces vai ocupar a totalidade do edifício Joana d’Arc, antiga sede da Sociedade de Conservas Joana d’Arc, em Matosinhos Sul, que será convertido num espaço de escritórios e estacionamento, com uma área bruta de construção de 8.500 m2. Numa demonstração de responsabilidade urbanística, a fachada do Joana d’Arc foi integralmente mantida e recuperada, e vai contrastar com um interior moderno e atractivo.

Mais do que um simples lugar para ligar o computador, o conceito do Spaces centra-se na disponibilização de espaços de trabalho flexíveis, em localizações prime, onde cada empresa pode configurar o escritório à medida das suas necessidades. Os centros Spaces estão em funcionamento 24 horas por dia, durante todo o ano, e oferecem, para além de escritórios privativos, zonas de cowork e colaborativas, salas de reuniões e escritórios virtuais.

O imóvel, propriedade da Geo Investimentos, representada pela CBRE na transacção, oferece uma localização de excelência, onde o Spaces ganhará muita visibilidade. A meio caminho entre a praia e o parque da cidade, numa zona repleta de ameneties que incluem todo o tipo de comércio e serviços, o Joana d’Arc está também próximo do metro e dos principais acessos rodoviários da cidade, o que completa o leque de características que fazem deste edifício uma excelente opção de localização para qualquer empresa que procure a região do Porto para se instalar.

“O mercado de flexs tem registado um forte crescimento e está a tornar-se uma opção para determinado tipo de projectos e empresas, que procuram flexibilidade contratual e espaços de ultima geração em termos tecnológicos e de conceito, sem investimento. Assim, conseguimos oferecer à Spaces o seu primeiro espaço a Norte do País, com uma excelente localização na região do Porto. Esta é uma zona que, pelo estilo de vida que oferece, se tem tornado um polo de captação de conceitos inovadores e diferenciados”, afirma André Almada, Senior Director Offices Advisory & Transaction da CBRE.

Este é a quinta unidade do Grupo IWG na zona Norte, onde opera centros Regus há mais de uma década, e a primeira sob a marca Spaces. A marca nasceu em Amesterdão e reflecte o espírito livre e descontraído da cidade, tendo chegado a Portugal em 2020, com a abertura da sua primeira unidade em Lisboa.

“Há várias décadas que estamos na vanguarda das novas formas de trabalhar, desenvolvendo uma rede global de flexible workspaces que possibilita às empresas e profissionais optar por soluções de trabalho híbridas. A crescente procura destes espaços exige que continuemos a ampliar a nossa rede e por isso trazemos para Matosinhos o nosso conceito mais contemporâneo. Spaces, mais que um espaço de trabalho flexível e com um design fantástico, é também uma comunidade de empreendedores de enorme diversidade, um conceito novo mas que encaixa na perfeição no espírito de uma região cujo tecido económico respira empreendedorismo” afirma Jorge Valdeira, Country Manager da IWG Portugal.

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Reabilitação: Carteira de Encomendas cresce 8,5% em Maio

No que concerne à produção contratada, indicador que tem por objetivo estimar o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, este fixou-se em 10,7 meses em maio, o que traduz um aumento face aos 8,3 meses verificados no mês homólogo de 2021

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No mês de maio, de acordo com a informação recolhida no inquérito mensal realizado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) junto dos empresários do Setor que atuam no segmento da Reabilitação Urbana, assiste-se a uma aceleração do ritmo de crescimento do índice Nível de Atividade, o
qual, após uma subida de 0,7% no mês anterior, regista, agora, uma variação de 5,5%, em termos homólogos.

De forma semelhante, o indicador que mede a evolução da opinião dos empresários quanto à Carteira de Encomendas das empresas cresce 8,5%, em termos homólogos, o que traduz uma melhoria de 5,7 pontos percentuais face ao apurado no mês anterior.

No que concerne à produção contratada, indicador que tem por objetivo estimar o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, este fixou-se em 10,7 meses em maio, o que traduz um aumento face aos 8,3 meses verificados no mês homólogo de 2021.

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Epiroc antecipa presença na Bauma 2022

Epiroc marcará presença na Bauma 2022. Já na sua 33ª edição a feira terá em destaque os temas da automação, digitalização e o desenvolvimento da produtividade impulsionada por dados

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A Epiroc marcará presença na Bauma 2022. A 33ª edição da feira mundial de máquinas de construção, máquinas para materiais de construção, máquinas de mineração, veículos de construção e equipamentos de construção realiza-se em Outubro, em Munique. Um certame que terá em destaque os temas da automação, digitalização e o desenvolvimento da produtividade impulsionada por dados. Temas que estão a transformar todo o sector da construção, desde a escavação de túneis e infraestruturas, até à demolição e gestão de resíduos.

O grupo, com sede em Estocolmo, na Suécia, desenvolve e fornece equipamentos inovadores, onde se incluem equipamentos de perfuração, escavação de rocha e acessórios para construção para aplicações de superfície e subterrâneas, emprega hoje cerca 14 000 funcionários, espalhados por cerca de centena e meia de mercados, com especial destaque para as indústrias mineiras e de infraestruturas. “As novas tecnologias são essenciais para ajudar os nossos clientes a manterem-se competitivos. O nosso objectivo é oferecer equipamento, software e serviços inovadores e garantir que os nossos clientes obtenham o máximo benefício da evolução digital em curso”, refere o grupo em comunicado.

Entre as várias novidades tecnológicas, a Epiroc levará a Munique a sua nova gama de fresadoras em forma de V, cujo lançamento decorreu em Abril último. A fresadora em V é uma nova forma de trabalhar com rochas, paredes de betão e saneamentos de superfícies, valas, escavação de rochas macias, escavação de solos congelados e demolição. Uma solução com patente pendente, que foi rigorosamente testada em todas estas aplicações.

“A montagem dos tambores numa forma em V permite um corte com uma base plana e nenhum material é intocável entre os tambores. Uma fresadora regular tem de deslocar-se lateralmente para criar uma vala uniforme, uma abordagem que causa desgaste adicional no braço da máquina portadora, a fresadora em V pode atingir o mesmo resultado seguindo a direito. Isto significa que o utilizador pode escavar uma vala mais precisa muito mais rapidamente. Basicamente, funciona como um balde, o que facilita a sua utilização, é mais amiga da máquina portadora e são necessários menos energia e tempo. Uma solução aparentemente simples com uma eficácia extraordinária, a fresadora em V permite poupanças de energia de até 40%, explica a Epiroc. Na Bauma, a empresa irá apresentar a mais recente adição à gama de fresadoras V – um modelo mais pequeno adequado para máquinas portadoras de 15-28 toneladas.

Sustentabilidade no seio da indústria
O tema da sustentabilidade marcará presença não só pela preocupação em desenvolver tecnologia mais eficiente e que exige menor consumo de energia, mais precisa, que reduz o impacto no meio ambiente, mas também menos poluente. É o caso da massa de lubrificação Bio da Epiroc que foi recentemente aprovada pela Comissão Europeia para utilização em aplicações ambientalmente sensíveis ao abrigo do certificado DE/027/243.

“Como parte do objectivo de protecção do ambiente, todos os novos martelos demolidores hidráulicos da Epiroc são agora fornecidos com a massa de lubrificação Bio da Epiroc.

Utilizada para lubrificar os casquilhos nos martelos demolidores hidráulicos, a massa de lubrificação Bio da Epiroc é produzida à base de ésteres sintéticos especiais que são facilmente biodegradáveis e desenvolvidos para os martelos demolidores hidráulicos. A massa ajuda a prevenir o desgaste dos casquilhos e prolonga a vida útil da ferramenta. A massa possui características de transporte de carga elevadas com uma capacidade de separação muito boa e oferece um excelente desempenho num amplo intervalo de temperaturas”, refere a Epiroc.

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