Varanda dos Carqueijais vai ter plataforma suspensa no miradouro

Por a 6 de Outubro de 2019


A proposta, da BeAbstract , prevê a requalificação daquele espaço e a sua reorganização, repavimentando o miradouro e introduzindo novos muros mais baixos do que os que existem actualmente “permitindo simultaneamente a dupla função de muros/bancos para que os visitantes possam ter melhores condições para a fruição da paisagem”.

 A Câmara da Covilhã vai avançar para a requalificação do miradouro da Varanda dos Carqueijais, um investimento estimado em 150 mil euros que conta com um projecto da BeAbrstract e que vai permitir a instalação de uma estrutura suspensa naquele que é um dos pontos turísticos mais emblemáticos da zona da Estrela.

Localizado no limite do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) o Miradouro da Varanda dos Carqueijais deverá ser implantado atendendo às condicionantes impostas pelos planos de Ordenamento e Gestão; pelo Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela (POPNSE), pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), sendo por isso

aconselhada uma intervenção onde não se assuma uma excessiva verticalidade dos elementos a propor, assim como pelas Infraestruturas de Portugal SA (IP), entidade que administra a estrada com a qual confronta o miradouro.


A nova proposta incide sobre a reorganização deste espaço, repavimentando o miradouro e introduzindo novos muros mais baixos do que os que existem actualmente “permitindo simultaneamente a dupla função de muros/bancos para que os visitantes possam ter melhores condições para a fruição da paisagem”.

Plataforma suspensa

Segundo a descrição do projecto, o único elemento que difere da função já actualmente existente é a introdução de uma plataforma suspensa, que se encontra parcialmente colocada na área ocupada pelo actual miradouro. Esta plataforma sobressai parcialmente dos limites do actual miradouro, projectando-se sobre o vale, adicionando uma outra perspectiva que só poderia ser conseguida através deste prolongamento, um elemento que se pretende que seja uma referência. Para sustentar esta plataforma, foram colocados dois pilares metálicos, sendo

os únicos dois elementos que se enquadram às estruturas de apoio à actividade, que têm impacto a nível construtivo, a própria alínea refere que é “preferencialmente estruturas leves do tipo amovível”, mas não existe uma obrigatoriedade. Nesta situação, para que a sustentação da plataforma tivesse o mínimo impacto na paisagem, sem elementos salientes verticais, não era possível sem os apoios inferiores, que foram reduzidos ao mínimo possível.

De acordo com os projectistas, a proposta promove uma implantação adaptada à morfologia do terreno, com diferentes formas de integração, diminuindo assim o impacto desta infra-estrutura no local, numa valorização e enquadramento paisagístico com inspiração no local e no município. A solução encontrada para a redução dos impactos causados pela plataforma

avançada, quer no solo e nos ecossistemas, como na paisagem é consolidada no conceito formal e no único apoio que o permite suspender sobre o terreno e a paisagem.

Elementos atractivos

Para os autores do projecto, a ideia passa, sobretudo, pela requalificação do actual miradouro, dotando-o de elementos atractivos que levem os viajantes e os turistas a parar e desfrutar de uma paisagem única e rica sobre a Cova da Beira, procurando recuperar a presença do elemento água corrente que em tempos enquadrou o local. Entre as valências está a criação de áreas de estadia, que permita ao visitante sentir-se suspenso sobre a natureza, acima do solo, desenvolvendo sensações simultaneamente de comunhão com a natureza que o envolve e de levitação acima do terreno natural, enquanto desfruta da paisagem da Cova da Beira.


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