Trienal: Cristina Veríssimo e Diogo Burnay assumem curadoria para edição de 2022

Por a 24 de Fevereiro de 2020

A três anos da próxima Trienal de Arquitectura de Lisboa já está escolhida a dupla de curadoria para a edição de 2022. Cristina Veríssimo e Diogo Burnay, do atelier CVDB, serão responsáveis por “liderar o desenho programático da 6ª edição do fórum internacional” que acontece no Outono de 2022.

A escolha da dupla teve em conta a “grande experiência profissional, nas diversas vertentes da disciplina, que inclui formação, actividade académica e de projecto em Portugal e além fronteiras, em contextos de alta exigência”, como indica José Mateus, presidente da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

Também para os curadores o convite da Trienal “revelou-se como extremamente valioso”. De acordo com a dupla de arquitectos o que os motivou a aceitar este “desafio” foi a possibilidade de participar “num processo aberto a múltiplos espaços e narrativas para pensar, reflectir, produzir conhecimento e critica e lançar provocações sobre arquitectura, sobre o passado, o presente e o futuro da sua produção e relevância cultural e social”.


A preparação da nova edição da Trienal irá decorrer em três fases distintas. Uma primeira fase exploratória a partir de uma pesquisa, depois uma fase de definição da equipa e estruturação do desenho programático e, por fim, a sua implementação.
Depois de A Poética da Razão, em 2019, que teve uma curadoria internacional num dos programas mais extensos de sempre, alicerçado em cinco exposições nucleares, a próxima Trienal tem curadoria geral nacional. Esta voltará a trazer ao debate e aos espaços expositivos da capital portuguesa um debate alargado sobre a disciplina da arquitectura a partir das suas mais diversificadas dimensões.
Experiência profissional e perfil humano

Ao longo das cinco edições anteriores, a Trienal de Arquitectura de Lisboa “consolidou-se enquanto espaço de criação e partilha de conhecimento, através da pesquisa, reflexão e debate sobre temas centrais da arquitectura, fundamentais para a população”, considera José Mateus. “O grande desafio, além da criação de conhecimento simultaneamente acessível ao público especializado e de clara credibilidade dentro da disciplina, nomeadamente nos meios académicos, é o de assegurar o máximo de profundidade e densidade possíveis em cada edição”, reforça.

Alternando entre “o open call internacional e o convite directo”, tem sido dada prioridade a figuras portuguesas, o que voltou a acontecer com a escolha de Cristina Veríssimo e Diogo Burnay, a quem foi entregue o caderno de encargos com o modelo e objectivos daquele que é “o evento mais emblemático” que a Trienal produz.

A experiência profissional, nas diversas vertentes da disciplina, nomeadamente formação, actividade académica e de projecto, em Portugal e além fronteiras, é um dos principais critérios de escolha dos curadores, a par do perfil humano, “sempre fundamental na decisão”. “Cristina Veríssimo e Diogo Burnay dão garantias de assegurar com grande competência, em estreito diálogo com a equipa interna, uma 6ª edição com elevados níveis de exigência condizentes com o papel da Trienal que tem crescido de modo sustentado na sua projecção internacional”, justificou o presidente da Trienal.

Recorde-se que ambos já colaboraram com a Trienal da 1ª edição de 2007, enquanto membros da equipa curatorial, bem como no ciclo da Trienal “Distância Crítica“ em 2015, onde foram moderadores nas conferências dos ateliers MVRDV e Sergison Bates.


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